De cada vez que Passos Coelho abre a boca, os ditos jornalistas, o komentariado televisivo, e vários personagens nos partidos ficam excitadíssimos.
Ontem estava no carro na zona de Telheiras quando pelo rádio ouvi Passos dizer a quem o interrogava que não era explicador para as coisas que vinha dizendo.
Pela minha parte e do que me tenho apercebido Passos Coelho tem dito algumas coisas com que concordo, coisas que nos deviam preocupar como sociedade, a sustentabilidade do país, o desenvolvimento, vários aspectos no âmbito dos serviços e do Estado.
Mas creio que tem dito algumas enormidades, e não me refiro apenas à linguagem que considero excessiva, lembrando-me nomeadamente dos tempos em que ele foi PM e como nessa altura argumentava na AR. Decentemente.
Há no komentariado quem afirme que a linguagem desbragada de há dias era para o PM Luís Montenegro. Não faço ideia, e estou-me borrifando para isso, admito que o alvo fosse o PM como admito que fosse outrem, ou vários.
O interessante para mim é que Passos Coelho começou por atirar-se a personagens estrangeiros / Europa e só depois se referiu ao nacional.
De qualquer forma se o alvo era o PM não deixa de ser eventualmente interessante, lembrando-me dos tempos em que (creio não estar enganado) Passos era PM e Montenegro líder parlamentar do PSD.
Mas enfim, aguardemos pela próxima apresentação de livro.
AC
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