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terça-feira, 7 de abril de 2026

A    PROPÓSITO    de    IMIGRAÇÃO

Precisamos muito de imigrantes, mas mesmo muito, senão a economia pára. 

Os empresários precisam de muitos imigrantes!

Esta é a estafada frase que se houve a tantas "personalidades" (???), a tantos doutores, a tantos jornalistas, komentariado das bolhas, a tantos empresários (??), a tantos e tantos, incluindo o insuportável tagarela que se recolheu finalmente.

O habitual "mantra".

Julgo saber que no hospital de Vila Franca de Xira havia pelo menos uma médica cirurgiã oriunda de um país do Leste. 

No Hospital da Luz em Setúbal, trabalha uma médica Ucraniana. Já fui por ela atendido quando lá fui à urgência há quase dois anos.

Dois exemplos, e vários outros certamente existem por aí. De registar, a sua competência, o seu serviço, a sua integração.

Posso acrescentar outro, marido e filho da D. Alexandra (Moldava, ela há 15 anos em Portugal, eles há um pouco mais) que trabalham no âmbito da construção civil em áreas especializadas como "pladur", isolamentos diversos, pinturas e impermeabilizações. 

A D. Alexandra ajuda-nos cá em casa, como diria o "insuportável padreca", pois é feio dizer mulher a dias. 

Posso ainda acrescentar o cozinheiro Nepalês no restaurante de um amigo em Alcochete. E o cozinheiro nepalês no bar & bistro em Monsanto, à entrada na aldeia, no Baluarte onde estão os dois canhões e o parqueamento para autocarros e meia dúzias de carros..

Estes casos, e muitos outros semelhantes haverá, são exemplos eloquentes e bem-vindos, de ajuda à economia nacional, aos serviços, são gente com certas qualificações. Qualificações técnicas, umas quantas qualificações superiores.

Mas há muitas outras vertentes da questão. Ou estou enganado? 
Como sempre admito poder estar a ver mal as coisas.
Precisamos de gente qualificada? 

Obviamente, é também a minha opinião. Precisamos de visões distintas, e diferentes. Mas era preciso TAMBÉM que não se tivesse instilado em muitos portugueses - ah, isso não é para mim, é para pretos, asiáticos e outros. E os subsídios pouco diferentes de salários mínimos, e salários mínimos pouco diferentes de salários médios e um longo etc. respeitantes a empresários em que muitos nem empresários são da treta.

Mas por exemplo, se ao entrar num restaurante encontrar este aviso, que devo pensar?


Já aqui falei há bastante tempo do problema que se arrastou durante meses num conhecido restaurante em Alcochete que, durante esse tempo, não conseguiu arranjar um cozinheiro e mais um funcionário para a sala.

Apareceram vários portugueses, branquinhos de gema, alguns bem tatuados que, depois de se inteirarem do serviço e do que era oferecido como salário (sem contar de que tomariam ali as refeições todas) iam-se embora - não estou para trabalhar por 250,00 €.

Os 250 era o diferencial de então resultante da subtração entre o que ali receberiam e o que recebem de subsídios para estar sem nada fazer.

Felizmente para ele, apareceu-lhe depois um nepalês (que já acima referi) que cozinhava bem, e rapidamente se adaptou, e cozinha muito bem a comida tradicional portuguesa. Está no ponto!
Para a sala continua aflito.

Há poucos dias parece que o famoso "chefe" Rui Paula esteve na TV, entrevistado, e deixou bem claro como está o mercado de trabalho sobretudo tugas que não querem trabalhar. Lavar louça, arranjar a cozinha? Pudera!

Quando será que os deputados e governos olham seriamente e com honestidade intelectual para a imigração, para os salários, para os subsídios? E para as condições de integração das pessoas que pretendem vir viver para cá?

Quando será que se olha seriamente para o ensino, e se contraria o facilitismo, e se deixa de escarnecer sobre aqueles que têm a nobre missão de ensinar e formar os futuros adultos?

Ai que a economia pára!

Observo quem limpa nos hospitais privados e nas unidades de saúde do SNS. É esmagadora a predominância de negras e negros e  asiáticos.

Observo quem limpa e trabalha em restaurantes, pastelarias, cafés, salas de espectáculos. É esmagadora a predominância de negras e negros, asiáticos.

Observo quem serve em pastelarias, cafés, restaurantes, supermercados. É esmagadora a predominância de brasileiros e brasileiras.

Observo os condutores dos TVDE. É esmagadora a maioria de asiáticos e brasileiros.

Observo os funcionários nas diferentes lojas (???) da Baixa Lisboeta. É esmagadora a maioria de asiáticos. Não falam português nem querem.

Numa excelente pastelaria em Alcochete, meu habitual poiso matinal (abriu há 16 anos), os pasteleiros são a dona e . . . . um excelente profissional Ucraniano. Aqui está outro bom exemplo.


Deste quadro já com um certo tempo, destes milhões todos a inundar designadamente a Europa há décadas e décadas depois de 1945 e particularmente depois de 1950, quantos eram professores universitários, professores, consultores, enfermeiros, pasteleiros, farmacêuticos, engenheiros, etc.?

Estou a lembrar-me da minhas idas a Inglaterra (1969, 1981, 1989, 2001) e nomeadamente a Londres e observar quer eram os condutores de autocarros, os funcionários nos restaurantes, os dos serviços camarários, os do Metro, etc

Na zona onde resido há mais de cinco décadas, existem uns quantos imigrantes do Leste Europeu e alguns brasileiros que estão na área da construção civil, como pequenos empreendedores.

Ouvido de quem conhece o meio em causa, a qualidade dos serviços prestados (pintura, electricidade, remodelações) parece ser bem superior no pessoal do Leste Europeu que trabalha nesta área. Muito aldrabado em brasileiros.

Mas para terminar, a minha questão é esta, quer os direitolas e particularmente os execráveis extremistas como vários do Chega, quer esquerdalhada, acham muito bem que os trabalhos que não exigem qualificações especiais como muitos dos que acima referi sejam desempenhados por imigrantes, do Leste da antiga URSS, da Ásia, de África.
Portugueses branquinhos de gema a trabalhar nesses ofícios, isso é que não, a esses paguem-se-lhes subsídios todos e mais alguns para andarem na boa e vai ela.

É que o execrável Ventura está sempre a atirar com a história dos subsídios mas não refere a quantidade de branquinhos que vive disso, não é Leste, Ásia, África, Brasil.

Aos imigrantes sem ou quase sem competências é trabalhar a varrer o chão e outras tarefas. E pague-se pouquinho
E toca de os alojar (??) em contentores, ou em locais destinados a dois mas metam lá 30!
Isto não é racismo, OBVIAMENTE!
Isto não é atentado aos direitos humanos, pois não senhora Eurodeputada Mendes?

Mas as "estrelas" convidadas pelo "perdócio" avisam que para travar a imigração os Governos têm que travar a economia. NOTÁVEL!

Os direitolas e os esquerdalhos são pela multicultura, pela inclusão, pela integração, pelo combate ao racismo e xenofobia. Mas olhar às duras e muitas vezes inqualificáveis realidades a que submetem seres humanos isso é que não.

Eu, por lembrar que, com raras excepções nos trabalhos todos mais acima lembrados não se observam a lá trabalhar os de tez branquinha pura e que vários vivem muito provavelmente de subsídios, devo ser eu o racista e xenófobo ! De certeza!

Tenho de ir fazer uma coisa que não faço há mais de 40 anos: ir ter com um padre e confessar os meus pecados!

Quando em tempos Jorge Miranda defendeu que quem quiser imigrar para Portugal tem de saber falar português saltaram-lhe logo em cima Catarina Mendes e outra gentalha que, muito perturbada e indignada fica, e COMO SE SABE denuncia a cada semana que passa a magnífica vivência de imigrantes legais e ilegais amontoados em contentores ou num quarto, etc.

Não chamaram fasssissssstaaaaa a Miranda por puro acaso, ou por ser sogro da leitão. Mas toda a gente percebeu que o chamado pai da nossa Constituição afinal tem umas costelas fascistóides que nem o filho e a grande e soberba nora conseguem curar.

Tenham um bom dia. 
Aqui chove.
Saúde e boa sorte.

AC

sexta-feira, 3 de abril de 2026

PORTUGAL,    EUROPA,    UE
Apetece-me começar pelo Convento de Cristo, emblema maior (creio) da cidade de Tomar. 
É uma verdadeira unidade histórica e artística. 
Um projecto de ocupação de espaços, com estilos arquitectónicos experimentados em Portugal, e que vão do século XII ao XVIII. 
Gótico, Manuelino. 
Exuberância única.
Ordem dos Templários, depois, Ordem de Cristo.

A Charola, Claustro do Cemitério, Capela dos Portocarreiros, Claustro de Lavagem, Os Espaços Manuelinos, Claustro de Santa Bárbara, Claustro da Hospedaria, Claustro de D.João III, Corredor das Celas, Claustro da Micha, Claustro dos Corvos, Antiga Casa dos Capítulo, Claustro das Necessidades, Portaria e Sala dos Reis, Aqueduto dos Pegões, Refeitório. 
É isto, deslumbrante.

Nem é preciso recuar muito no tempo e na história para verificar na sociedade portuguesa uma muito vincada tradição religiosa. 
No século XVI Portugal foi um dos países Europeus que reforçou a sua identidade católica e romana.
Práticas, vivências, ritos, romarias, expressões do sagrado.

Pode ponderar-se a religiosidade popular, a religião administrada.
Crentes, indiferentes, não crentes.
Entre a imensa bibliografia existente sobre Portugal, a religião na sociedade portuguesa através dos séculos, a questão da religiosidade, uma me merece realce: 
O Dicionário de História Religiosa de Portugal.

Creio inquestionável, para lá de alterações diversas a partir do início do século XX e não desconhecendo o intolerável abuso prosseguido designadamente por Salazar (uma só moral, uma só religião), que na sociedade portuguesa sempre existiu um factor religioso determinante, e maioritariamente católico.

Mas sempre existiram dinâmicas outras, minoritárias embora. 
Um dos exemplos, entre outros, que se pode referir é o passado nas Beiras (que conheço relativamente bem) onde sempre existiram sinais de aproximação entre ritualidades judaicas e cristãs. 
Belmonte e áreas próximas constitui exemplo típico.
Num tema complexo há religiosidade popular e há a igreja católica romana.

Entre muitas coisas mais, e passada que estão três meses de mais uma época Natalícia, tivemos  de novo as chamadas boas festas, o Natal, tradicionalmente a consoada a 24 de Dezembro, a missa do galo, tradicionalmente reunião da família, SIM da FAMÍLIA, FAMÍLIA.

Naturalmente, (naturalmente para mim), algumas coisas se foram alterando, há uns anos apareceu o pai Natal e as prendas.
Quando a minha idosa mãe (100 em 8JUL passado) era pequenita não havia pai Natal.

Mudou também, creio, a percentagem dos assumidos católicos que assistem regularmente aos actos de culto.
Mas onde quero chegar é que, e no respeito pelo outro que seja diferente de nós e designadamente na fé, porque carga de água não se há-de celebrar essa época que remonta a muito lá para trás?

Porque não hei-de continuar a ter uma árvore de Natal em casa quando ainda por cima há mais de 35 anos que não é de pinheiro natural, e portanto, respeito pelo ambiente e pela natureza?

Porque carga de água se quer (alguns) remover tudo o que se refere às tradições e ritos cristãos, como presépio na rua junto da igreja, etc.?

Porque carga de água devo desprezar, deixar de ouvir por exemplo as cantatas de Natal de Fernando Lopes Graça, um vulto enorme da nossa cultura? 
Ou as excelentes peças de música erudita de compositores diversos apropriadas ao Natal ?

Porque carga de água se estão a passar certas coisas (para mim inacreditáveis) em Portugal como aconteceu recentemente em certos locais no nosso país como aconteceu também em vários países da chamada Europa Ocidental? 
Cancelar isto e aquilo que era tradicional, para não ofender, ou como cautela por causa de atentados?

PORQUÊ ?
Porque pode ofender outros com fé diferente?
Mas a nossa fé e a fé deles têm de ser igualmente respeitadas.

Mas então ao virem para outros países, as sociedades de acolhimento têm de se descaracterizar para não os incomodar?

A seguir à questão de fé, os países de acolhimento também devem ponderar começar a integrar na legislação nacional por exemplo normas da "Sharia" e etc?

Salvo melhor opinião,  MULTICULTURISMO a existência de pessoas de outras culturas a viver em fraternidade aqui em Portugal. 

Deve significar o respeito integral pelas nossas leis, pelas nossas tradições, pelas nossas romarias, pelo nosso modo de vida. 
Quem chega tem de respeitar a organização do país, a lei, e sujeitar-se como todos nós às normas e regras vigentes. 
Que não têm de ser alteradas. 
E quem chega e tem fé diferente não têm que passar a ir à missa! E as manifestações do seu culto devem ser RESPEITADAS.

As questões de fé têm de ser respeitadas. 
Mas parece-me inaceitável não respeitarem a minha. Desrespeitam-na ao forçarem mudar, cancelar.
A minha fé não é melhor ou superior a outras, é apenas diferente. 
Todas têm de ser respeitadas

Sociedades pluriculturais coexistiram em todas as épocas. 
E assim deve continuar.
Multiculturismo é, também, resistir à homogeneidade cultural. 
Não se tem de passar a ser budista, ortodoxo, muçulmano, xintoísta, ou cristão, etc.

Mas a celebração do Natal, por exemplo, incomoda?
Até aos anos 90 do século passado, em Portugal, incomodou os portugueses agnósticos e ateus, ou os estrangeiros que sempre cá viveram? Francamente!

Na Síria, Irão, Iraque, Líbano, Egipto, Arábia Saudita, Indonésia, etc. alteram alguma coisa porque possam existir umas centenas de cristãos a lá residir? 
NÃO, obviamente que não alteram, não cancelam nada.
Não deixam de praticar o que lhes é tradicional e está na fé deles há séculos.

Em cada país, as leis internas têm de ser respeitadas. 
Respeitadas por todos, os do país, e os estrangeiros visitantes, turistas, residentes, venham a ter ou não nacionalidade do país que escolheram para viver. 

E quem o escolhe para viver de futuro, deve aprender a língua do país. É a minha opinião.

É só isto, e não tem nada a ver com o execrável (opinião pessoal naturalmente) Ventura e seus centuriões.

António Cabral (AC)

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

sábado, 19 de julho de 2025

A PROPÓSITO, IMIGRAÇÃO,  QUALIFICADOS

A lei da nacionalidade, a imigração, a legal, a ilegal, a descontrolada, e a luta política, que, em vez de ser luta, devia ser tudo discutido, argumentado, analisado, olhado à realidade no terreno, debatido com honestidade intelectual seriedade e sem ideologias, mas tem sido tudo uma gritaria, mentiras de parte a parte, cabeça na areia, e ai Presidente veta isto.

Porventura terá coisas inaceitáveis, não li, não sou jurista, mas preocupa-me tido isto, toda esta forma de tratar os assuntos, e de permanentemente esquecer a realidade concreta de Portugal.

O que foi feito nos últimos 30 anos quanto a habitação pública? pelos sucessivos governos? E que preocupações dos sucessivos titulares dos órgãos de soberania PR e AR?

E a propósito disto recordei-me da ex-MRPP (será mesmo ex?) que há tempos na SIC Notícias salvo erro, sugeria que se fossem buscar palestinianos à faixa de Gaza pois são muito qualificados.

Em que se baseou a criatura para vomitar isto?

Demonstrou?

É como estamos, como continuamos, com esta gentalha, da esquerda à direita, nas suas bolhazinhas. Desgraçados de nós cidadãos comuns.

AC

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

A PROPÓSITO do APREGOADO APURADO SENTIDO de RIGOR (???) do ACTUAL PRESIDENTE da REPÚBLICA

(lido na TSF)
PR detalha números da imigração para desmontar discurso do Chega
Marcelo Rebelo de Sousa responde por escrito aos alunos da Universidade de Verão do PSD para lembrar que, ao "falar-se de imigração", é preciso "saber do que estamos a falar". "Ter presentes estes números é ter presente a diferença entre a realidade e discursos ou narrativas sobre ela", vinca o Presidente

Marcelo Rebelo de Sousa não marca presença na Universidade de Verão, mas não perdeu a oportunidade para desmontar a narrativa anti-imigração do Chega quando questionado pelos "alunos" sobre o referendo proposto pelo partido. "Ter presentes os estes números [da imigração] é ter presente a diferença entre a realidade e discursos ou narrativas sobre ela", nota o Presidente.

A pergunta feita por um dos alunos da Universidade de Verão foi: "Qual a análise que faz à recente proposta do referendo à imigração?", acrescenta ainda: "Qual o enquadramento constitucional e supraconstitucional?"

Na resposta escrita - e publicada esta quarta-feira no Jornal da Universidade de Verão -, Marcelo começa por dizer que "é fundamental, ao falar-se de imigração, numa Pátria como a nossa, que foi sempre de emigração, saber do que estamos a falar".

Daí o Presidente da República passa para a matemática: "Quantos são os imigrantes? Um milhão em quase onze milhões que são a população residente no nosso território físico."

"Desse milhão, quantos integram a comunidade brasileira e luso-brasileira? Porventura mais de trezentos mil, a crescerem rapidamente e a poderem ser acima de quatrocentos mil em 2026 ou 2027. Quantos ucranianos, de radicação antiga e vítimas da guerra? Setenta mil ou perto disso. Somados são perto de quarenta por cento do total", diz Marcelo Rebelo de Sousa.

Aos números de brasileiros e ucranianos, Marcelo soma comunidades "antigas e sólidas": britânicos, cabo-verdianos, angolanos e indianos que são duzentos mil. Juntando outros "europeus clássicos" como italianos e franceses, chegamos a "dois terços do total".

O chefe de Estado não esquece outros países africanos de língua oficial portuguesa e americanos, juntando-lhes aqueles que têm sido mais vítimas do discurso do Chega como os nepaleses e os bengali.

Além de nacionalidades, o Presidente aborda as religiões. "Destas todas comunidades, religiosamente qual a maioria? Cristã, de vários credos e Igrejas. Que peso têm muçulmanos, incluindo ismaelitas? Provavelmente, menos de dez por cento. Africanos uns, Asiáticos muito menos. Europeus e latino-americanos residuais. Resta aditar que a maioria é de nacionais de pátrias irmãs de língua portuguesa."

Posto isto, Marcelo termina desmontando que "ter presentes estes números é ter presente a diferença entre a realidade e discursos ou narrativas sobre ela". Para bom entendedor

O actual Presidente da República, mais uma vez, quis dar uma lição de rigor. 
Esta foi sobre imigrantes em Portugal, e soma-se a muitas outras questões/ lições de rigor no seu passado de multi comentador diário, desde as suas iniciais declarações sobre os abusos sexuais de membros da igreja católica que depois foi tentando disfarçar, às contas da Presidência, a formulações sobre Forças Armadas, etc. Bem . . . . 

Começo por aquilo em que entendo (opinião pessoal naturalmente) se pode dizer que o Presidente esteve bem. Onde considero esteve bem.

É sempre bom procurar-se ser rigoroso, e neste sentido fez bem em salientar que há realidades e existem depois narrativas. Várias, muito lamentáveis ou mesmo deploráveis.
Narrativas, nomeadamente mas não só as da parte de André Ventura e sequazes.
Portanto, entre outros aspectos, falar-se com rigor e, naturalmente, com verdade e isenção se deve falar.

Mas bem vistas as coisas, o professor constitucionalista e comentador não esteve muito bem (opinião pessoal, naturalmente).

Primeiro e crasso erro (opinião pessoal, naturalmente): com a sua mania de tudo comentar, de querer ser amado por todos deu, mais uma vez, palco mediático a André Ventura para continuar a vir a público arengar a sua narrativa.

Esta criatura aproveita tudo para estar sempre à frente das câmaras TV.
Sendo no essencial correcto este discorrer do Presidente, a realidade é que dá alimento a Ventura.
Penso que teria sido preferível estar calado, deixar Ventura a falar sozinho. 

Dirão, mas não se deve marcar oposição a Ventura? 
A minha muito clara opinião, deve, eu faço-o, individualmente, mas os titulares de órgãos de soberania devem fazê-lo se procurarem ser rigorosos. 
Na minha opinião, discutível naturalmente, em regra são apenas politicamente correctos, o que considero errado.

Disse depois que residem em Portugal quase onze milhões. Eu tenho sérias dúvidas que saibamos com rigor esta dimensão.

Na altura da Troika disse-se que sairam de Portugal centenas de milhares. Voltaram?
Onde está a contabilização rigorosa dos que terão regressado?
E continuam a sair?

Onde está a contabilização rigorosa dos que têm entrado legalmente, pelos aeroportos, pelos portos, pelas fronteiras terrestres?

Onde está a estimativa o mais rigorosamente possível dos que aguardam nas filas da AIMA e nas lojas de cidadão?

E a estimativa sobre os que por aí andam e nem sequer vão a essas filas?

Ou esquece-se os que entram a salto, ao longo da raia?
Ou esquece-se os que passam as malhas das embarcações da Guardia Civil espanhola?
Ou esquece-se do escassíssimo controlo das nossas costas?

Finalmente, e como é costume, o Presidente que quer ser amado por todos, ficou-se pelo politicamente correcto e fofinho do costume.

Podia ter dito/ escrito que eventuais aumentos de criminalidade ou alguma criminalidade não tem mais origem em certas etnias ou classes sociais minoritárias residentes no país.
Podia, mas não era fofinho, certo?

As narrativas de Ventura sobre a criminalidade não têm respaldo na realidade. 
Mas negar que também existe alguma criminalidade no seio dos imigrantes, é alimentar Ventura.

E também há excelentes exemplos no seio dos imigrantes.
Conheço concretamente um caso, o de um cozinheiro nepalês, que cozinha maravilhosamente bem comida tradicional portuguesa. 
Em Alcochete.

Enfim, pela minha parte, não alimento desprezíveis, e é preciso não baixar a guarda, mas evite-se dar-lhes "alimento"!
António Cabral (AC)

domingo, 16 de junho de 2024

QUE NOS DIZ ISTO SOBRE PORTUGAL?

“No AE Passos Manuel, mais de 230 alunos dos cerca de 1400 inscritos (portugueses e de outras nacionalidades) não falam a língua portuguesa

Nos AE Gil Vicente, Escolas Olaias e Nuno Gonçalves a proporção é a mesma: mais de 200 alunos não falam português e correspondem a cerca de metade ou mais dos alunos de outras nacionalidades.

As famílias têm também muita dificuldade em entender os procedimentos porque muitas vezes não estão traduzidos na língua mãe. Temos muitas famílias de nacionalidades diferentes que nem inglês sabem falar e isso tem sido muito difícil na comunicação». Grande parte são do Bangladesh, Índia e Nepal.

No AE Passos Manuel – que é constituído por seis estabelecimentos: cinco Escolas do 1.º Ciclo com Jardim de Infância (Gaivotas, Luísa Ducla Soares, Maria Barroso, Padre Abel Varzim e S. José) e uma Escola com 2.º e 3.º Ciclos e Secundário (EBS Passos Manuel) – estão estudantes de mais de 50 nacionalidades. O AE Laranjeiras tem inscritos neste ano letivo alunos de 47 países e o AE Quinta de Marrocos é frequentado por estudantes de 44 nacionalidades.”

QUE INTEGRAÇÃO?
Que medidas em tempo tomadas para gradualmente inverter esta situação para, gradualmente, dar mais apoio?
AC

terça-feira, 14 de novembro de 2023

MAS  ISTO  NÃO  É  EVIDENTE?
Com que necessidade?”. Rui Rio questiona objetivo de novo SEF de legalizar 600 mil imigrantes até março
O número, que como o antigo líder da oposição recorda representa quase 6% da população portuguesa, coloca enormes reservas a Rui Rio, sendo que este economista deixa quatro questões: “Com que critério? Com que objetivo? Com que necessidade? Com que capacidade de os acolher decentemente?”
.

Depois, daqui a uns tempos, virá um patusco ou uma patusca dizer que se falhou nas políticas de integração, de inclusão.
Como ouvi recentemente um grande patusco dizer o mesmo em relação a França.

Quantos, depois, apenas para sair daqui para a Europa fora?
Até quando a UE vai estar de olhos fechados sobre isto?
AC

sábado, 17 de março de 2018

DIÁSPORAS,  MIGRAÇÕES,  RACISMOS,  ÓDIOS
"O melhor de nós todos, o melhor dos melhores" (
mais ou menos o que Marcelo diz de Guterres em estilo - obrigado por não teres concorrido a PR, e responde o amigo - estás doido, o pântano fica tu com ele, eu andei a preparar-me há anos para outros voos, para agora viver no luxo...) veio a Lisboa com aquele ar cada vez mais enfatuado participar numa cerimónia na mesquita erigida em Lisboa.
Pessoalmente entendo que foi uma cerimónia importante para a sociedade portuguesa, e é crucial que exista e se aprofunde na nossa sociedade um clima de paz, de respeito mútuo, entre todos os cidadãos que aqui vivem, no respeito pelos valores que a CRP estabelece. 

 Isto dito, é bom ter-se presente o que corre no nosso sangue. E certamente que existem traços muçulmanos, árabes, espanhóis, e por aí fora.

Mas também se não deve perder de vista que uma sociedade não vive quotidianamente em paz, equilibrada, estável, saudável, se além da lei primeira que é a CRP o tecido jurídico não estiver adequado e, sobretudo, se as leis e os cidadãos cumpridores não forem respeitados, pelo Estado e pelos outros, independentemente da fé, do género, da ideologia, da cor da pele. 
A desculpabilização constante do que fazem certas etnias, certos grupos, a pressão excessiva sobre instituições do Estado como as forças de segurança, é para mim intolerável, e a diferença de tratamento para com o comum cidadão branco não ajuda nada a que certas coisas sejam vistas com bons olhos.
Por exemplo: todos pagam IMI? todos pagam as rendas? As contas da electricidade? Todos saem da escola aos 12 anos?

António Guterres veio falar de que em Portugal tem mais ou menos havido "investimento" e por isso existe paz social, e que em outros países nem tanto. Só lhe faltou dizer, portanto, que foi por isso que um maluco branco verdadeiro ANIMAL massacrou pessoas na Suécia, ou que ocorreram os atentados terroristas em França, Alemanha, Espanha, Reino Unido,  coisas exactamente derivando da falta do tal "investimento"

É capaz de haver no senhor Guterres algum excesso de superficialidade. 
Ou será porque em New York o obrigam a comer só no McDonald's, ou no Starbucks, e já não tem ajudas de custo para os bons restaurantes, tipo River Café ?
Basta ler um bom livro ou mesmo até um simples Atlas sobre civilizações e diásporas para se aperceber o que ao longo da história mundial tem ocorrido.
Por exemplo, no tocante a diásporas, em inglês para dar um toque de conhecimento - jewish, armenian, gypsy, black, chinese, indian, irish, greek, lebanese, palestinian, vietnamese, korean - para não tornar longa a lista.

Some-se o que sucedeu/ sucede de extermínios como, por exemplo, o acontecido com os peles vermelhas nos EUA, com os negros nesse país, com o apartheid na África do Sul, com as etnias na Malásia ou na Indonésia, ou com um dos maiores exemplos de ódio e racismo que é o que se passa na India (tão democrática) das castas. E se olharem para os curdos, shiitas, sunitas, e etc, então a coisa fica ainda mais engraçada.

Na sociedade portuguesa, que apesar de tudo quase parece um "oásis", não está tudo bem no tocante a etnias, fé, género, cor da pele e integração de quem vem de fora.
Mas parece-me que existe, TAMBÉM, muita coisa mal em relação à defesa do cidadão comum. 
Que, só por acaso, só por acaso, é a maioria, uma maioria que por isso mesmo deve ser respeitadora das minorias todas, repito, TODAS, mas que deve ser igualmente respeitada. A começar pelo Estado e por esses senhores como Guterres e Sampaio e Marcelo.
Os problemas são só num sentido?
É só o lamentável caso de alguns brancos contra ciganos, negros, chineses, muçulmanos, etc?
Não existe o contrário? Ai existe e não é pouco.

E o caso dos sírios, salvo erro, que vieram e desapareceram depois?
Sobre isso o lacrimoso nada diz. Já para não falar dos rapazelhos iraquianos que deram de "frosques" depois das agressões em Ponte de Sor.

Enfim, modas, falta de carácter, superficialidade, falta de noção das realidades concretas, e o politicamente correcto.
Defender o cidadão comum cumpridor, enquanto condómino, enquanto contribuinte, enquanto numa fila no supermercado ou no banco ou na unidade de saúde familiar ou na farmácia, ou quando arruma o carro em espinha salvaguardando espaço para outro carro, ou não ocupando mesa na pastelaria antes de chegar a sua vez de ser atendido, tudo isso são parvoíces. 
NÃO INTERESSA NADA, como diria José Sócrates.
É o que temos. 
Mas nem todos merecemos, nem as actuais dificuldade várias, nem estes bacocos que se arrastam há décadas por mordomias, e discursam sempre do alto da sua superioridade (??!!??)
AC