AC
Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quarta-feira, 24 de setembro de 2025
AC
domingo, 27 de julho de 2025
Já o escrevi muitas vezes e particularmente desde o início do seu segundo mandato presidencial.
Alguns chamam-lhe fragilidades: eu chamo bagunça, desnorte, descontrolo, ausência de meios, ausência de vontades, não se olhar seriamente à nossa soberania, e ter em conta aquilo que fomos, que devemos continuar a ser, com controlo e justiça e humanidade.
quinta-feira, 3 de julho de 2025
Dispenso a reforma do Estado
Do que gostava é que, havendo ministro e ministério, se focasse em duas coisas: tirar o Estado de todo o lado em que cria mais problemas que resolve, e aplicar o código do procedimento administrativo.
Não tenho nada contra a existência de um ministério e um ministro para a reforma do Estado, acho bem que o primeiro-ministro dê prioridade ao assunto, mas na verdade, em relação à reforma do Estado, tenho a mesma posição que em relação às eleições autárquicas: do que preciso é de um Presidente de Câmara que garanta que as sarjetas funcionam adequadamente, não de um Presidente de Câmara com visões estratégicas de excelência.
Estou convencido de que os governos, e a generalidade dos poderes públicos, são muito menos importantes do que pensamos e, sobretudo, do que cada governante pensa, enquanto ocupa esse lugar.
Um ministro manda muito pouco, felizmente, na generalidade dos casos, menos felizmente na hipótese, improvável, de termos uma pessoa excepcional a ocupar um lugar de poder.
Do que eu gostava é que, havendo ministro e ministério, se focasse em duas coisas, qualquer delas incomparavelmente mais fáceis de enunciar que de materializar.
A primeira coisa é mais ou menos trivial, tirar o Estado de todo o lado em que cria mais problemas que os que resolve.
Esta ideia não é uma ideia contra o Estado, é uma ideia de quem, tendo quase toda a vida trabalhado no Estado, sabe que há vantagem em que o Estado se concentre em fazer bem o que mais ninguém faz, em vez de procurar resolver todos os problemas do mundo.
A segunda coisa é ainda mais trivial, concentrar o esforço do ministro e do ministério na aplicação concreta e integral do código do procedimento administrativo.
Dispenso coisas nunca vistas, ideias disruptivas, vontades indómitas de fazer o que nunca foi feito, prefiro que se o código do procedimento administrativo determina “3 – As informações solicitadas ao abrigo do presente artigo são fornecidas no prazo máximo de 10 dias.” (alínea 3 do artigo 82º, do DL Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de Janeiro de 2015, Código do Procedimento Administrativo) e na verdade isso raramente acontece, o ministro e o ministério se empenhem em perceber por que razão há um incumprimento generalizado da lei (normalmente isso significa que a lei não é muito sensata) e, sobretudo, por que razão, havendo esse incumprimento, ninguém é responsável por isso.
Escolhi um exemplo ao acaso, mas se a generalidade das pessoas que falam da reforma do Estado se entretivesse a tentar aplicar, em concreto, as medidas bondosas previstas nesse código, tendo em atenção as excepções, de maneira geral sensatas, nele contidas, estou convencido de que seria mais eficaz a reformar o Estado, sem necessidade de inventar nomes catitas, como Simplex, ou contar histórias infantis com vacas que voam.
A maneira mais simples de o fazer não é mandar estudar por que razão o organismo X não cumpre o código, a maneira mais simples é mesmo fazer um teste: se alguém mandar um mail para o Senhor Ministro, o Senhor Ministro consegue garantir que me responde (o seu gabinete em seu nome, naturalmente) em dez dias, nem que seja respondendo-me que não tem resposta?
Uma resposta automática a dizer que o meu mail é muito importante para os senhores e será respondido com a maior brevidade possível não serve, isso não passa de um cumprimento formal da norma, sem o seu cumprimento substancial, a norma é taxativa na indicação de que eu tenho direito a uma resposta em dez dias.
Era só isto que eu queria, um ministro e um ministério que se empenhassem em aplicar o que existe, avaliar os efeitos disso e, só depois, procurassem novas soluções para o velho e antigo problema da responsabilização dentro do Estado, que é a base de tudo o resto.
Até lá, boa sorte, mas por favor não me falem dos amanhãs que vão cantar no Estado, de maneira geral as pessoas comuns precisam das suas coisas resolvidas agora, e não quando for possível.
quarta-feira, 23 de abril de 2025
terça-feira, 15 de abril de 2025
sexta-feira, 14 de março de 2025
Em julho de 2024, já no cargo de primeiro-ministro (tinha tomado posse a 2 de abril), Montenegro foi contactado por uma inspetora da Polícia Judiciária (PJ), que solicitou a documentação mencionada. Montenegro respondeu afirmando que não obteve qualquer benefício fiscal que não fosse legal e sugeriu que as entidades competentes, como a Câmara Municipal de Espinho e a Autoridade Tributária, poderiam fornecer e explicar a documentação necessária. Contudo, segundo o jornal "Expresso", não entregou diretamente à PJ o dossiê que havia exibido anteriormente.
Em agosto de 2024, a PJ concluiu o seu relatório, não encontrando indícios de prática de ilícito criminal.
domingo, 16 de fevereiro de 2025
GNR «desenvolve as diligências policiais admissíveis», nomeadamente a recolha de informações, recolha de provas, apreensões, identificação e/ou detenção dos suspeitos envolvidos.
Atualmente existem várias casas invadidas, o que tem provocado uma onda de críticas em relação à atuação das autoridades.
Ao Nascer do SOL, a GNR explica que «em ocorrências em que seja verificado algum ilícito criminal, nomeadamente de violação de domicílio, de introdução em lugar vedado ao público ou de usurpação de coisa imóvel» e sempre que exista a formalização das respetivas queixas crime por parte dos detentores desse direito, «desenvolve as diligências policiais admissíveis», nomeadamente a recolha de informações, recolha de provas, apreensões, identificação e/ou detenção dos suspeitos envolvidos.
Mas assume que «poderá não ser ajustada a imediata detenção ou mesmo retirada de cidadãos que ocupem ilegitimamente imóveis, em razão da inexistência de reposta oportuna», referindo que a Guarda «pode promover a retirada das pessoas, em colaboração com o Ministério Público e em cumprimento de decisão judicial».
sábado, 8 de fevereiro de 2025
CONVÉM IR REPETINDO
ÉTICA
Andam por aí uns inchados e umas inchadas com a ética republicana sempre na boca.
Alguns, referem apenas - Ética!
Sobretudo os da ética republicana, com vocalizações sempre coladas com a insuportável superioridade moral que, com regularidade, factos vários os/ as vão desmascarando.
Marques Mendes anunciou a sua candidatura para Presidente da República. Muita ética.
Não bateu no peito mas quase, e só faltou dizer com estas palavras -comigo agora é que vai haver ética.
Talvez ainda não seja demasiado tarde para lhes voltar a recordar que para a ÉTICA concorrem, a integridade, a responsabilidade, a transparência, o respeito, a lealdade, a cidadania, a decência, a honestidade intelectual, o rigor, a verdade, o cumprimento escrupuloso da lei.
E recordar, também, que para um verdadeiro processo de decência,
- a política deve comandar o direito,
António Cabral
quarta-feira, 8 de janeiro de 2025
O bispo de Setúbal, Américo Aguiar, na Rádio Observador Causa Própria, voltou a defender uma amnistia no âmbito da comemoração do Jubileu 2025.
Como recordou o bispo na sua linguagem própria - "há quem cometeu uma falha, um crime, um pecado, atos menos bons” - e há - estabelecimentos prisionais que têm condições miseráveis.
Uma das questões que este peculiar bispo coloca é - as más condições que os reclusos vivenciam para justificar a amnistia.
Claro que depois das grandes tiradas, Alves lá foi dizendo - é necessário ter cuidado na técnica legislativa ao elaborar uma nova lei da amnistia.
Neste tipo de temas e preocupações e intervenções surgem sempre os rótulos - foi “pouco pedagógico, pouco adequado e profundamente injusto”.
Por fim, do que li, Rogério Alves sublinhou que na “apresentação pública” da medida não deve transparecer a ideia de que é uma medida para “esvaziar prisões”.
Sem ter conhecimentos pelo menos razoáveis sobre o sistema prisional, sem ser jurista, pensando pela minha cabeça, com alguns conhecimentos de direito, lendo muito sem ser o que os OCS relatam, nesta questão das amnistias creio que há muito que ponderar.
quinta-feira, 24 de outubro de 2024
Há dias, ia eu no Smart prestes a entrar na circular externa aqui na cidade onde resido, quando me apercebi que vinha lá atrás um carro da PSP.
quinta-feira, 17 de outubro de 2024
Sempre os mesmos, nestes 50 anos, a aparecerem nos casos vários que mais mostram a quem for intelectualmente honesto porque Portugal continua …… assim.
domingo, 4 de fevereiro de 2024
A Lei primeira enquadra o regime em que, felizmente, VIVO.
Vem isto a propósito da Comissão Nacional de Eleições (CNE) ter dito que está contra a lei a decisão (concretizada) do partido Iniciativa Liberal (IL) de apresentar o seu programa eleitoral para as eleições legislativas antecipadas de 10 de Março próximo.
Pode dizer-se, este é só mais um deplorável exemplo do Estado a que chegámos?
Como referi em cima, era obviamente compreensível a proibição de se fazer propaganda por qualquer meio na véspera e no dia de uma eleição, tal como não haver aproveitamento de eventos festivos ou outros, no sentido de serem entendidos como propaganda eleitoral.
quarta-feira, 10 de maio de 2023
segunda-feira, 10 de abril de 2023
MODERNIZAÇÃO do PAÍS ?
A desigualdade perante a lei, mais os privilégios de uns quantos com comportamentos arrogantes e que se consideram acima da lei e acima dos outros e até com uma noção interiorizada de que o regime é seu, isso elimina o sentido de comunidade, elimina o sentido e noção de bem comum, gera crescente sentimento de injustiça, a injustiça que se torna o condimento para tudo o que é mau.
Reformar, modernizar, desenvolver assim o país? Hum. . . .
António Cabral
sábado, 28 de maio de 2022
Este loiro desgrenhado e que muitas vezes nas fotografias quase dá a ideia de poucas vezes tomar banho, é PM no Reino Unido. Polémico, com ideias boas e más como acontece com todos nós, cada vez mais dá ideia de que actua como se nada mais interessasse do que o seu umbigo.
sábado, 15 de maio de 2021
SÁBADO. ESTÁ SOL.
Aqui na aldeia há um silêncio enorme. Escutei atentamente, nem moscas se ouviam quando abri a janela.
Esperemos que seja um dia bom. Caminhada planeada com a Nikon D90 por companhia e não só.
Quanto a livros estou a olhar para o monte que ali está a um canto.
A caminhada vai fazer-me bem, espero, pois no meu país a cada passo a cada esquina podemos ter surpresas desagradáveis. Teoricamente, e estou a olhar ali parado volume da CRP que sempre me acompanha, vivemos em democracia sem censura, sem exame prévio, com liberdade de expressão, com tolerância, com direito à indignação.
Mas, começa a parecer-me, que não se pode beliscar suas excelências. Refiro-me concretamente a autoridades aqui na zona da aldeia, até porque vejo circunstâncias de terrenos em condições bem diferentes/ piores daquilo que nós tratámos até ontem no nosso minúsculo 0,782 ha.
AC




