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sábado, 17 de janeiro de 2026

RECORDANDO

UMA ECONOMIA BASEADA NO TURISMO ?
Luís Todo Bom, 6 de abril de 2020

A actividade turística é muito sensível a fenómenos de moda, de preço, de perturbações sociais, de acções de terrorismo, de alterações ambientais e de receios de saúde pública, como a que ocorre neste momento.

Temos assistido, com um misto de perplexidade e de preocupação, a declarações de responsáveis políticos dos partidos de esquerda, que nos governam, defendendo a construção dum modelo económico, de extrema dependência do turismo, para Portugal.

E, temos assistido, com a mesma perplexidade e preocupação, à novela sobre o novo aeroporto, com os responsáveis políticos a insistirem numa localização, o Montijo, que não foi objecto de uma análise comparada, séria e tecnicamente credível, com outras localizações, que não é defendida por nenhum engenheiro, independente, especialista em engenharia civil ou do ambiente, e com conhecimentos comprovados, nesta matéria, nem pelos autarcas envolvidos.

Neste campo, assistimos, ainda, com estupefacção, a declarações dum responsável governamental, equivalente a outras, emitidas em países da América Latina, sobre a inteligência dos pássaros do Montijo.

Assistimos a tudo isto e não acreditamos que se está a passar num país europeu, membro da União Europeia, mesmo sendo o mais pobre e menos qualificado.

Uma economia excessivamente dependente do turismo tem um risco inaceitável, que qualquer dirigente político devia conhecer.

A actividade turística é muito sensível a fenómenos de moda, de preço, de perturbações sociais, de acções de terrorismo, de alterações ambientais e de receios de saúde pública, como a que ocorre neste momento.

Os fenómenos de pobreza generalizada que ocorreram nos países do Norte de África, na sequência da Primavera Árabe, e no Egipto, após um ataque terrorista a um hotel de referência, não podem ser ignorados.

Os países onde a actividade turística é subsidiária duma economia industrial e de serviços pujante, com uma predominância de turismo de negócios, como Inglaterra, ou Suíça, são os que têm uma aproximação correcta.

O turismo em Portugal já representa entre 12 e 15% do PIB, e entre 8 e 10% das exportações, em actividades de baixo valor acrescentado, com um turismo de lazer, ligado preferencialmente ao clima e gastronomia. A continuação do seu crescimento, baseado no mesmo modelo de baixo valor acrescentado, típico dos países subdesenvolvidos, representa um risco acrescido.

Uma economia excessivamente dependente do turismo tem um risco inaceitável.
O país, em geral, e Lisboa, em particular, precisam de atrair mais empresas, que decidam localizar aqui as suas sedes, em sectores produtivos, industriais e de serviços, de bens transaccionáveis, que fomentem um turismo de negócios, de alto valor acrescentado.

Tornando a economia portuguesa mais resiliente, mais diversificada e mais capaz de resistir a choques externos.

O modelo de política económica adoptado, pelos partidos de esquerda, baseando o crescimento no turismo e no consumo interno, foi, como todos os economistas sérios alertaram, um erro enorme.

Cujas consequências serão evidentes, já este ano, com o PIB a decrescer entre -8% e -10% e o desemprego a aumentar para níveis de 12 a 14%.

Vamos, todos, pagar, caríssimo, estas opções de política económica.

Com um país cada vez mais pobre e com menos futuro para os nossos jovens.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

REPUBLICANDO

terça-feira, 31 de maio de 2016

LEGISLE-SE COM URGÊNCIA
Determine-se por decreto do Governo, com urgência e efeitos imediatos, que a economia passe a ser mais forte e que surjam mais empregos. RÁPIDO!
Ah, e com previsão de penalidades se dentro de três meses isto não estiver com rumo diferente.

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, afirmou hoje que é muito "tímido" o crescimento da economia no primeiro trimestre e que é preciso uma "economia mais forte" e "mais emprego".

São tão engraçadas as cachopas.
AC

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Semapa vende Secil por 1,4 mil milhões de euros
Ações da cotada sobem em reação ao negócio. Espanhola Cementos Molins é a compradora. A Secil tem 2.900 trabalhadores e uma capacidade anual de produção de 10 milhões de toneladas de cimento.
A Semapa anunciou nesta sexta-feira a assinatura de um acordo vinculativo para a venda de 100% do capital social que detém na Secil à Cementos Molins por 1,4 mil milhões de euros
.

Na história do melhor país do mundo (segundo uma patética criatura), ao tempo das monarquias, salvo erro cerca de sessenta anos a Coroa espanhola governou-nos ou melhor, subjugou-nos, e de nós se serviu.

Depois foram corridos e como tinham berbicachos por todo o lado e sobretudo na Catalunha, foram corridos e não mais voltaram.

Não mais voltaram? Sim, pelas armas.

Mas o exemplo colocado em cima é mais um dos que sinalizam o domínio enorme no plano económico e financeiro de Espanha em Portugal.

Creio que já aqui contei mas repito.

O ano passado, faz hoje precisamente um ano, a minha filha mais velha ofereceu-me uma camisa, da Scalpers. Enganou-se no número.
Quando fui trocar, na loja onde ela a tinha comprado, centro comercial em Oeiras, no acto da troca e aproveitei para comprar um "penado" perguntei à rapariga - esta marca é de alguma fábrica do Norte?

Uns segundos e veio a resposta - não, é espanhola!

Tenham uma boa 6ª Feira.

AC

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

A Marinha, segundo Eça de Queirós:
(...)
Mas, meus senhores, antes de tudo, nós não temos marinha! Singular coisa! Nós só temos marinha pelo motivo de termos colónias — e justamente as nossas colónias não prosperam porque não temos marinha! Todavia a nossa marinha, ausente dos mares, sulca profundamente o orçamento. Gasta 1159 000$000!

Que realidade corresponde a esta fantasmagoria das cifras? uns poucos de navios defeituosos, velhos, decrépitos, quase inúteis, sem artilharia, sem condições de navegabilidade, com cordame podre, a mastreação carunchosa, a história obscura. E uma marinha inválida. A D. João tem 50 anos, o breu cobre-lhe as cãs: o seu maior desejo seria aposentar-se como barca de banhos.

A Pedro Nunes está em tal estado, que, vendida, dá uma soma que o pudor nos impede de escrever. O Estado pode comprar um chapéu no Roxo com a Pedro Nunes — mas não pode pedir troco.

A Mindelo tem um jeito: deita-se. No mar alto, todas as suas tendências, todos os seus esforços são para se deitar. Os oficiais de marinha que embarcam neste vaso fazem disposições finais. A Mindelo é um esquife — a hélice.

A Napier saiu um dia para uma possessão. Conseguiu lá chegar; mas exausta, não quis, não pôde voltar. Pediu-se-lhe, lembrou-se-lhe a honra nacional, citou-se-lhe Camões, o Sr. Melício, todas as nossas glórias. A Napier insensível, como morta, não se mexeu.

Das 8 corvetas que possuímos são inúteis para combate ou para transporte — todas as 8. Nem construção para entrar em fogo, nem capacidade para conduzir tropa. Não têm aplicação. Há ideia de as alugar como hotéis. A nossa esquadra é uma colecção de jangadas disfarçadas! E este grande povo de navegadores acha-se reduzido a admirar o vapor de Cacilhas!

Têm um único mérito estes navios perante uma agressão estrangeira: impor pelo respeito da idade. Quem ousaria atacar as cãs destes velhos?

Já se quis muitas vezes introduzir nas fileiras destes vasos caducos — alguns navios novos, ágeis, robustos. Tentou-se primeiro comprá-los.

Sucedeu o caso da corveta Hawks. Era esta corveta uma carcaça britânica, que o Almirantado mandava vender pela madeira — como se vende um livro pelo peso. Por esse tempo o Governo português — morgado de província ingénuo e generoso — travou conhecimento com a Hawks, e comprou a Hawks. E quando mais tarde, para glória da monarquia, quis usar dela, a Hawks, com um impudor abjecto — desfez-se-lhe nas mãos!

Estava podre! Nem fingir soube! Tinha custado muitas mil libras.

Tentou-se então construir em Portugal. Sabia-se que o Arsenal é uma instituição verdadeiramente informe: nem oficinas, nem instrumentos, nem engenheiros, nem organização, nem direcção. Tentou-se todavia — e fez-se nos estaleiros a Duque da Terceira. Foi meter máquina a Inglaterra. E aí se descobre que a tenra Duque da Terceira, da idade de meses, tinha o fundo podre! Foi necessário gastar com ela mais cento e tantos contos.

Nova tentativa. Entra nos estaleiros a Infante D. João. 87 contos de despesa. Vai meter máquina a Inglaterra. Fundo podre! O Arsenal perdia a cabeça! Aquela podridão começava a apresentar-se com um carácter de insistência verdadeiramente antipatriótica! Os engenheiros em Inglaterra já se não aproximavam dos navios portugueses senão em bicos de pés — e com o lenço no nariz. As construções saídas do Arsenal sucumbiam de podridão fulminante. A Infante D. João custou em Inglaterra, mais cento e tantos contos!

O Arsenal, humilhado no género navio, começou a tentar a especialidade lancha.

Fez uma a vapor. Lança-se ao Tejo, alegria nacional, colchas, foguetes, bandeirolas... E a lancha não anda! Dá-se-lhe toda a força, geme a máquina, range o costado — e a lancha imóvel! Mas de repente faz um movimento... Alegria inesperada, desilusão imediata! A lancha recuava. Era uma brisa que a repelia. Em todas as experiências a lancha recuava com extrema condescendência: brisa ou corrente tudo a levava, mas para trás. Para diante, não ia. Pegava-se! O Arsenal tinha feito uma lancha a vapor que só podia avançar — puxada a bois. O País riu durante um mês. O Arsenal roeu a humilhação, encetou a espécie caíque. Ainda o havemos de ver, no género construção em madeira, cultivar — o palito!

A nossa glória, inquestionavelmente, é a Estefânia. Parece que poucas nações possuem um vaso de guerra tão bem tapetado! O orgulho daquele navio é rivalizar com os quartos do Hotel Central. E um salão de Verão surto no Tejo. E no Tejo realmente dá-se bem. No mar alto, não! Aí tem tonturas. Não nasceu para aquilo: um navio é um organismo, e como tal pode ter vocações: a vocação da Estefânia era ser gabinete de toilette. E pacata como um conselheiro. E uma fragata do Tribunal de Contas! Por isso quando a quiseram levar a Suez, quantos desgostos deu à sua Pátria! quantas brancas fez à honra nacional! É verdade que os cabos novos, da Cordoaria Nacional (sempre tu, ó terra do nosso berço!) quebraram como linhas, e ninguém lhes pode contestar que tivessem esse direito. A marinhagem também não quis subir às vergas (opinião respeitável, porque a noite estava fria). Alguns aspirantes choraram de entusiasmo pela Pátria. O capelão quis confessar os navegadores.

O caso foi muito falado nesse tempo. Mais celebrado que a descoberta da Índia.

Essa só teve Camões que naufragou; — a viagem da Estefânia teve o Sr. O. Vasconcelos que arribou! Tanto é semelhante o destino dos que cultivam o ideal! O facto é que desde então brilha no Tejo, tranquila, reluzente e vaidosa — a Estefânia, corveta mobilada pelos Srs. Gardé e Raul de Carvalho.

(…)

Eça de Queirós, «A Marinha e as Colónias», em Uma campanha alegre (1890-1891)

"Naquele tempo" . . . . 
É assim que se ouve na igreja . . . . 

Ora "naquele tempo" em que viveu Eça estava-se longe, 
- da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito no Mar, 1982,
- da estrutura e legislação da IMO (International Marítima Organization), 
- da Comissão Mundial Independente para os Oceanos, 
- da existência de ZEE dos países que como nós têm costas e ilhas banhados pelos oceanos, 
- da existência de áreas marinhas protegidas,
- da pesca intensiva, 
- dos navios fábrica que acompanham as frotas pesqueiras,
- das conferências sobre o clima,
- das conferências dos oceanos,
- da ISA ( International Seabed Authority,
- da economia azul, 
- do SOS Ocean,
- de estratégias para o mar,
- do degelo de glaciares, no Ártico, Gronelândia e Antártida,
- das potencialidades de extracção e mineração submarina, 
- dos pedidos de alargamento de plataformas continentais, estando o nosso pedido"morto" numa gaveta da ONU desde 2013, 
- da comissão OSPAR (Oslo/Paris),
- da biotecnologia, etc.

Um país que tem mar como o nosso só é pequeno se o não souber aproveitar.
Veja-se o caso da Holanda, geograficamente minúsculo comparativamente com Portugal, com uma costa ridícula de comprimento comparado connosco, tem o maior e mais pujante porto do mundo, estaleiros navais etc.

Não digo mais. . . . isso mesmo, pintassilgos não são pardais.

Bom dia, tenham uma boa 4ª Feira.
Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

AGORA  QUE  SE  VAI  FALAR  DO  OE
Agora que, 

- foi entregue ao Presidente da AR a proposta governamental para o OE 2026, 
- se está à porta da habitual distribuição de "bodo", com centenas e centenas de propostas de alteração do OE 2026 sempre aumentando despesa, 
- se está à porta de, como habitualmente, mudar umas moscas sem que as questões de fundo pouco ou nada se alterem, 

estive a recordar o fulgor da economia nacional, do nosso poder industrial, do nosso poder em exportações, e olhei um pouco para a questão que muitos aplaudem: o turismo.

Como sempre, respeito a opinião de outrem, mas a minha é de que um país que assenta muito da sua economia em turismo . . . . . de certeza que não irá longe.

Ainda por cima um turismo que, no Continente, é sobretudo um turismo baratucho, de massas, turismo da chinela.
O que fica em Portugal, de facto, deste turismo que esmaga sobretudo as cidades maiores como Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Braga?
Os protestos por exemplo, em Barcelona, não indiciam nada?

Que eu saiba Alberto João Jardim nunca autorizou na Madeira a construção de hotéis e outros tipos de alojamento abaixo de 4 estrelas.
Presumo que essa orientação se mantém.

O turismo . . . . como sempre, admito estar a ver mal as coisas mas, um país dependente em grande parte do turismo e como já disse acima, não me parece que a médio prazo vá muito longe.
Por simples e óbvia razão: é que é das coisas mais dependentes de conjunturas externas, que não controlamos.
O turismo é das coisas com menor valor acrescentado. Ou não?

Mas vejo muitos responsáveis (???) dos sucessivos governos e sucessivas oposições sempre muito contentinhos com o turismo.

Ah, e também me falam nos dinheiros da segurança social !!
Repito, posso estar a ver mal as coisas. Defeito meu, certamente!
AC

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

MÃO  DE  OBRA  EM  PORTUGAL
O jornalista (??) Filipe Costa afirmou na CNN que em Portugal não há mão de obra, como se sabe, e só o Chega não percebe.

Deixo de lado o execrável Chega que respeito por razões democráticas, pois tem actualmente um peso eleitoral relevante na nossa sociedade e tem assento parlamentar.
Discordo de quase tudo o que defende. 

A questão mão de obra.
Ai não há mão de obra, ai a nossa economia!

MÃO de OBRA é a quantidade de homens e mulheres requeridos para o trabalho manual. Para a produção industrial. Para o comércio e para os
serviços.

Na indústria, para manipular e controlar maquinaria, 
Na agricultura para conduzir tratores e máquinas diversas.
Na agricultura, com o auxílio de máquinas, para colher a azeitona, as uvas, as frutas, para semear e apanhar vegetais.
Na agricultura para erigir infra-estruturas agrícolas, arar terras, plantar árvores.
Na agricultura, para tratar das estufas de flores e de frutos silvestres e exóticos.

E nisto de mão de obra temos naturalmente a directa mas além deles creio que deve ser igualmente considerado os apoios necessários, a supervisão, controlo e até a manutenção de infra-estruturas e equipamentos.

Mas se olharmos aos serviços temos uma manancial de lugares para mão de obra.
E que dizer por exemplo da hotelaria?
E a restauração?
E os transportes?
ETC.

Temos portanto trabalho de operários, de trabalhadores, de funcionários, de supervisores, força de trabalho directa e indirecta nos mais variados sectores.

E se falamos de mão de obra temos a vertente das aptidões de cada um, os salários etc.

E é nesta altura que recordo o caso de um restaurante em Alcochet que andou meses à espera de ver se arranjava "colaborador" para servir à mesa e não arranjou, pois apareceram vários Tugas que informados do salário tiveram como resposta - trabalhar por pouco mais de 200,00 € não estou para isso.

Preferiram continuar a ganhar um subsídio!

A minha questão principal  quanto ao sr Filipe Costa e muito mais gente é esta: não há mão de obra portuguesa, branca ou não, nascida em Portugal, porque fisicamente não existem no país, foram todos para fora ou, segunda hipótese, há muitos como o caso verídico que apontei?

Ou seja, muitos dos meus concidadãos, esquerdas e direitas, parecem considerar natural que muitos não aceitem trabalhar por baixos salários  (dizer baixos é só para rir) mas os mesmíssimos baixos salários pagos a nepaleses, romenos, brasileiros etc. já está tudo Ok, pois a economia funciona? 
Será isto, ou estou a ver tudo mal?

Ou, sob outra perspectiva, ter Vila Nova de Mil Fontes e arredores como eu já vi, ter o Samouco e outros locais infestados de asiáticos e sangues da droga é tudo catita?

Enfim, como digo e pratico, respeito a opinião de outrem mas, esta questão do trabalho, da mão de obra, da imigração legal e a ilegal, não me parece que deva ser abordada de forma tão simplista como vejo por aí. Como sempre, admito poder estar a ver tudo mal.

AC

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

D E C Ê N C I A

Para um processo de verdadeira decência assim deve ser:


- A Ética - deve comandar a Política

- A Política - deve comandar o Direito

- O Direito - deve comandar a Economia


Há muitos arrotos de Ética Republicana mas, em Portugal, na realidade, como estamos de decência?

Bom dia. Bom início de fim de semana.

Saúde e boa sorte.

AC

terça-feira, 15 de julho de 2025

 ACTIVIDADE   PORTUÁRIA
Há actividade portuária, e na actividade portuária há várias actividades.

Há a dos empilhadores, dos guindastes e gruas, dos camiões que vão e vêm, da chegada e partida dos navios, etc.

Há também há a actividade dos diferentes controladores, fiscalizadores, arrumadores, etc.

Ah, . . . e também há a actividade . . . . não, há também a não actividade. . . .  paga!

AC

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Estrangeiros com ordem de saída são menos de 0,7 % dos residentes.
Notificações a 18 mil imigrantes referidas pelo Governo são de processos dos últimos oito anos. Notificações para abandono não são expulsões.

Ora se até o "perdócio" afirma isto, a gritaria histérica de umas quantas e uns quantos é capaz de ser folclore patético, não?

AC

sábado, 19 de abril de 2025

São sobretudo espanhóis, como é habitual no fim de semana da Páscoa, os turistas que enchem a cidade do Porto. Mas, apesar de as ruas estarem cheias e de os hotéis quase lotados (com taxas de ocupação de 90%), o comércio tradicional diz nada ter ganho. “Andam todos de mãos a abanar”, apontam os lojistas. (JN)

Mau, mas então não é o turismo de massas, estas avalanches, que alimentam a economia? É o que ouço dizer.
AC

sábado, 8 de fevereiro de 2025

CONVÉM   IR   REPETINDO


ÉTICA

Andam  por aí uns inchados e umas inchadas com a ética republicana  sempre na boca. 

Alguns, referem apenas - Ética!

Sobretudo os da ética republicana, com vocalizações sempre coladas com a insuportável superioridade moral que, com regularidade, factos vários os/ as vão desmascarando.

Marques Mendes anunciou a sua candidatura para Presidente da República. Muita ética.

Não bateu no peito mas quase, e só faltou dizer com estas palavras -comigo agora é que vai haver ética.

Talvez ainda não seja demasiado tarde para lhes voltar a recordar que para a ÉTICA concorrem, a integridade, a responsabilidade, a transparência, o respeito, a lealdade, a cidadania, a decência, a honestidade intelectual, o rigor, a verdade, o cumprimento escrupuloso da lei.

E recordar, também, que para um verdadeiro processo de decência, 

- a ética deve comandar a política,
- a política deve comandar o direito,
- e o direito deve comandar a economia!

Terrivelmente simples, mas não aplicam!

Daqui se percebe bem porque estamos como estamos!

E, claro, agora aparecem os éticos vários que nunca tiveram nada a ver com o que hoje se vê por aí.

E não digo mais, pintassilgos . . . isso mesmo, não são pardais!

António Cabral

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

ÉTICA

Andam  por aí uns inchados e umas inchadas com a ética republicana  sempre na boca.

Talvez ainda não seja demasiado tarde para lhes voltar a recordar que para a ÉTICA concorrem, a integridade, a responsabilidade, a transparência, o respeito, a lealdade, a cidadania, a decência, a honestidade intelectual, o rigor, a verdade.

E recordar, também, que para um processo de decência, 

- a ética deve comandar a política,
- a política deve comandar o direito,
- e o direito deve comandar a economia!

Por aqui, também, se pode perceber porque estamos como estamos!

E não digo mais, pintassilgos . . . isso mesmo, não são pardais!

António Cabral

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

S O N H O S
". . . . .
Somos uma pequena economia aberta que sonha ser uma grande economia fechada. 
Mas os nossos sonhos nesta matéria não dão em nada.
. . . . . .
para haver investimento tem de haver capital nacional, e o capital nacional foi praticamente todo para o imobiliário.
. . . . . . .
Temos nós que ter um programa daquilo que queremos fazer.

Para a administração pública temos de ser nós a propor. 
Mas tem de ter pés e cabeça. 
E exige a nível interno uma grande coesão política. 

O que vimos muitas vezes é o PSD, quando está no governo, propor uma coisa e o PS ser contra  e vice-versa. Assim não vamos lá. 

Estarmos a estabelecer expectativas que depois não são realizáveis é a pior coisa possível.
. . . . . "

(da entrevista de Teodora Cardoso em tempos concedida a Nicolau Santos quando este estava ainda no Expresso) 

Teodora Cardoso, infelizmente já não entre nós, não pode portanto testemunhar como a sociedade política portuguesa mudou radicalmente e agora, temos os pés assentes no chão, temos programa, temos coesão política, e Portugal segue "imparável" para o último lugar na tabela entre os da UE, perdão, segue para se posicionar na frente.

António Cabral (AC)

sábado, 26 de outubro de 2024

REALIDADE, OPINIÕES, MUNDINHO ROSA
No mundinho Rosa, em que todos são "amiguinhos", há certas pessoas que se sentem ungidos por autoridade suprema, muitas vezes até superioridade moral.
Pregam muito, pregam tudo o que está na moda, pregam o multiculturismo, pregam pregam pregam mas, de repente, confessam-se espantados por certas coisas estarem a acontecer.

Tão ocupados andam nas suas correrias entre convites vários e sinecuras, "pro bono" umas outras nem tanto, que não se dão conta da existência de algumas diferenças pois nem tudo é como, por exemplo,  a Estrela, Lapa, Avenida da Liberdade, Estoril ou Cascais, para citar uns poucos exemplos de zonas não periféricas.

Certas pessoas que pregam pregam pregam, esquecem-se com frequência de sair da sua "bolha" e ir ver a realidade.

Talvez lhes fizesse bem passar uma manhã a calcorrear dos Restauradores ao Terreiro do Paço e depois Cais do Sodré, mas percorrendo completamente a do Ouro, Augusta, Prata, Fanqueiros, e todas as transversais.

Á tarde, percorrer também do Rossio ao Martim Moniz e subir a Avenida Almirante Reis e percorrer algumas das suas transversais.

E nesses percursos, inteirar-se bem do comércio, todo, entrar em várias lojas, e deliciar-se a ouvir a língua de Camões.

Pode até entregar-se a um passatempo, na Baixa procurar encontrar lenços de Viana do Castelo. 
É entrar em várias lojas, pode começar na Rua de S. Nicolau, e perguntar por esses artigo mas, por favor, não se ria quando vir caras espantadas e mudas a olhar para si.

Eu já passei por essa experiência há uns meses, no princípio do Verão, e aqui dei conta dessa aventura que tivemos, eu e a minha mulher.

Ah, se quiser acabar bem o final de tarde delicie-se a andar em mais do que um TVDE. 
É excelente . . . . para praticar o seu inglês.
AC

sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Café em chávena quente. Preços não param de subir
A “bica” pode vir a ter um sabor mais amargo se as cotações do café continuarem a aumentar nos mercados internacionais. Há quem diga que degustá-lo pode mesmo tornar-se um luxo. O tempo seco, que afeta as colheitas, a queda dos stocks e nova legislação europeia contribuem
.

Quando passámos do Escudo para o Euro aconteceram coisas muito curiosas. Uma delas com certos preços.

Antes do Euro creio que uma bica estava a custar 1 Escudo.
Se a memória não me falha, pouco depois do Euro estar a circular uma bica andava entre os 45 e os 50 Cêntimos (grosso modo 50 Cêntimos = 100,00 Escudos)

No presente e olhando a pastelarias e cafés, encontram-se bicas a preços de 75, 80, 85, 90 Cêntimos, mas há já locais onde a bica ascende a 1 €, e nas áreas de serviço nas auto-estradas bem mais acima de 1€. Já paguei há poucos dias 1,75€.

E se olharmos para água engarrafada?

Num café/ gelataria/ Pizaria uma garrafa de 1,5 L custou-me 1,90 €, mas vim a descobrir que a mesma garrafa comprada no quiosque de jornais na esquina em frente me custou 1,40 € (Algarve, Sotavento).

Enfim.
AC

sexta-feira, 3 de maio de 2024

EXACTAMENTE
. . . . . 
Há princípios que importa defender como a democracia e a justiça, mas cabe a todos zelarmos para que esses valores sejam preservados.
Mas sem uma economia que crie e distribua  riqueza não há democracia que aguente, porque a insatisfação social é o melhor pasto do populismo, que hoje ameaça os valores democráticos. Parafraseando Miguel Torga, "o destino destina" mas o resto é connosco. (Negócios.pt)

Concordo em absoluto.

Mas acrescento:
- sem um sistema de justiça, sério, real, célere, não se combatem desigualdades, não se proporciona igualdade de acesso a oportunidades, concursos, etc.

Sem a Ética comandar efectivamente a Política,
Sem a Política comandar efectivamente o Direito,
Sem o Direito comandar efectivamente a Economia

nunca sairemos da cepa torta, nunca sairemos desta aldrabice pegada, aldrabice que nos chega com todas as cores, SEM EXCEPÇÃO!
AC

quinta-feira, 2 de maio de 2024

QUE PALAVRAS NÃO PERCEBERAM ?

Já não recordo com exactidão mas, salvo erro, na fase inicial do governo de Passos Coelho/ Paulo Portas na sequência dos desgraçados trabalhos impostos pela TROIKA com a assinatura do traumático Memorando assinado pelo PS/ José Sócrates dadas as "aventuras" e desgovernação financeiras de "Sócrates o Tuga", o então ministro Gaspar pronunciou numa conferência de imprensa mais ou menos as palavras que titulam este texto.

E, independentemente, do estilo arrogante (opinião pessoal naturalmente) de Gaspar, da crise brutal em que os socialistas meteram os cidadãos portugueses, de adversidades não controláveis por Portugal, de em algumas áreas se ter ido além da TROIKA (uma cretinice monumental, opinião pessoal naturalmente), e das fragilidades da economia nacional, a realidade é que a esmagadora maioria dos meus concidadãos convenceu-se há muitos anos que Portugal é um país rico como muitos na Europa, e que o dinheiro cai do Céu sem nada fazermos.

A maioria dos meus concidadãos ainda não quis convencer-se de que, com raríssimas excepções em todos os partidos, a maioria de todos os que estão nos partidos vigariza-nos há décadas. E não quero agora ir ate 1800!

A realidade é aquela que se vê, como por exemplo hoje no Parlamento nacional, na casa da democracia, e pelo que ouvi no rádio do carro (ou ouvi mal?), todos os partidos discutem hoje a questões das portagens por exemplo nas A22, A23, A25 e, se percebi bem, desde o execrável Chega (em campanha - eliminar as portagens JÁ - agora quer estudos e que acabem daqui a seis anos) até aos outros, a discussão deverá andar mais ou menos assim - bom, talvez, é assim, vamos ver melhor, se calhar - e com elevada probabilidade, andarão a ver se concordam com resoluções para recomendar ao actual governo isto e aquilo.

Como dizia Gaspar - não perceberam? Não há dinheiro!

Tenho estado a escrever isto porque, como disse, ouvi no carro notícias cobre as As e as portagens, e ouvi também sobre os PSP e os GNR e as reivindicações sobre os subsídios de risco.

O manhoso governo anterior deu dinheiro aos juízes e aumentou a PJ. Porquê?

Porque é sempre bom ter os juízes mais calmos!

Porque é sempre bom ter a PJ mais calma!

Além disso o inerente encargo financeiro anual é suportável!

O manhoso governo anterior não deu dinheiro a mais ninguém!

Porquê? Porque, como dizia Gaspar - NÃO HÁ DINHEIRO!

Porque não é suportável dar o mesmo a dezenas de milhares de PSP e GNR, e ter de dar depois outro tanto a mais umas dezenas de milhares constituídas por, militares, ASAE, guardas prisionais, polícia marítima ETC.

E Porquê?

Como dizia Gaspar - não perceberam? Não há dinheiro!

Portanto, o mau da fita vai ser este senhor PM Montenegro que não percebeu onde se ia meter; ia-se meter no pântano socialista, pântano do qual o manhoso aproveitou logo que surgiu a oportunidade para se pirar.

Montenegro ou não percebeu ou, se percebeu, é politicamente ESTÚPIDO.

Agora estão aí as explosões sociais prontas a surgir. Aguente.

O problema é que sou eu e milhões de outros que nos lixamos.

Ele e os outros companheiros de todos os partidos, regressarão sempre às casas reconstruídas, ou ao parlamento Europeu, ou ao lugar na pesadíssima máquina do Estado, ou ao escritóriozinho, etc. 

AC

segunda-feira, 22 de abril de 2024

EXACTAMENTE

(VISTO/ LIDO POR AÍ)

Por uma vez sejamos inteligentes e façamos alguma coisa por Portugal e os portugueses. A começar com o que enviamos para a China e os PLP. As câmaras de comércio, os consulados e o AICEP não servem só para jantaradas. Deles se espera que sejam úteis e façam o melhor por Portugal. Muitos já o fazem. É preciso alargar a rede e cultivá-la com critério, controlando o que de mau sai de Portugal para o exterior. E aí é fundamental o papel do Ministério da Economia. Não sejamos tolerantes com a mediocridade. Ainda que seja da nossa cor política.

AC

segunda-feira, 4 de março de 2024

O Sr PACHECO PEREIRA
«Se formos ao tema central [economia], o PS ganha porque tem melhores resultados e melhor perfomance económica e medidas, apesar de tudo, minimamente razoáveis (Pacheco Pereira/ PP)

Entre muitas outras tiradas em que é useiro e vezeiro, o comentador Pacheco Pereira, um dos maiores amigos da comunicação social excepto naquele pequeno período na AR quando estava na bancada do PSD, atirou mais umas pérolas. Reproduzo em cima uma delas.

Aparentemente, PP lê muito, escuta muito, está sempre muito bem informado.

Provavelmente não tem tomado atenção a certas coisas.
Por exemplo, é capaz de não ter reparado num artigo do "Negócios" do passado 1 de Março, concretamente a página 4 e a 5 onde se explica bem os malabarismos do governo socialista. 
Porventura, no passado, outros governos PS e PSD terão feito também acrobacias financeiras.

Mas interessa-me agora.
É sobre a dívida. 
A estratégia para diminuir o rácio da dívida sobre o PIB.
Baixou o rácio abaixo dos 100% do PIB, UAU, … e porquê?

Porque o sr Costa recomendou ao sr Medina que determinasse que uma brutalidade de milhões em certificados de curto prazo fossem comprados por todos os organismos do Estado.
Engenharia financeira que permite que Bruxelas aplauda, e aplaudiu esta redução da dívida . . . . . ups, . . . . não, afinal não reduz a dívida, a divida vai aumentando, a dívida não reduz. Maquilhou-se o rácio da dívida. Já dizia o outro, . . . anda Pacheco.

Um brilharete à Medina, à Costa.

Mas o que é que isso importa?
Quantos portugueses sabem disto, se apercebem disto, ficam preocupados porque a dívida não reduz?
O que devemos é brutal, e continua.

O que interessa é que o Benfica levou 5-0, não é, quem vier atrás que feche a porta.
AC

Ps.: Sim, eu sei, não sou sectário, há indicadores, outros, muito satisfatórios, inflação a descer, crescimento, . . . mas o que deploro, no PS e no PSD, é nunca falarem com rigor, falarem a verdade toda, e isto corre há décadas, com os trágicos resultados de extremas esquerda e direita a crescerem.
No PS, nestes mais de oito anos, a tal ausência de austeridade é outra fábula, escondem da bovinidade as brutais cativações, e disfarçam as consequências disso.

Estou à vontade, PCP nem pensar, mas Paulo Raimundo teve razão quando afirmou -  para que servem os milhões de que se vangloriam Medina e outros?