Aproveitou ainda para responder às palavras de Marcelo que, em declarações transmitidas pela RTP, referiu que a oposição tinha de fazer um "esforço" para aprovar o OE. "Se não o fazem, sobra a responsabilidade para quem desempatar? Para o terceiro partido, quem vai desempatar é o terceiro partido, se o primeiro e o segundo não se entendem", afirmou, numa referência ao Chega. Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que "se esse terceiro partido decidir não decidir", então a responsabilidade "sobra para o Presidente". "Ora, a última coisa que devia acontecer é essa, é fundamental que fosse no Parlamento, que fosse pela iniciativa das principais forças políticas", disse.
Nesta linha, Pedro Nuno Santos respondeu: “Prefiro perder eleições a defender as nossas convicções e aquilo que achamos que é o melhor para o país do que abdicar das nossas convicções para evitar eleições com medo de as perder.”
Pedro Nuno Santos recusou igualmente as críticas do primeiro-ministro Luís Montenegro, que acusou o PS de ser radical e inflexível, afirmando que os socialistas "apenas querem a retirada de duas medidas" do OE, referindo-se à baixa do IRC e o IRS Jovem.
"Qual é a cedência do PS, perguntam vários. A cedência do PS é viabilizar um OE que não é seu. É viabilizar um OE que vai ser desenhado pelo PSD de uma ponta a outra. Não estamos a interferir nas medidas para a saúde, educação, agricultura, para economia ou defesa. Só dissemos que não queremos duas medidas em centenas de páginas", reforçou.
O secretário-geral do PS retribuiu a acusação de radicalismo, considerando uma "fantasia" acreditar que o IRS Jovem proposto pelo Governo "irá reter jovens talentos". "A maioria dos jovens vai beneficiar zero do IRS jovem. Radical é quem governa para a minoria", assinalou.
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