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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

OE 2025, PS, Pedro Nuno Santos, Governo
Respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, concordando muitas vezes, discordando outras tantas.
Respeito sempre.  

E, antes de prosseguir, quero deixar bem claro que não gosto do político Pedro Nuno Santos (PNS), como não gosto da sua orientadora política, como estou cada vez mais irritado com a postura do actual PM e do seu líder parlamentar. 
Agora, em baixo, parte de uma notícia sobre declarações de PNS.

O líder socialista defendeu que a viabilização "sem mais" do Orçamento do Estado (OE) por parte do PS representaria a "anulação do partido". "Deixar o Chega à solta, o PS anular-se como alternativa política ao PSD, esse sim é o melhor contributo para o Chega e para degradarmos a democracia portuguesa", vincou.

Aproveitou ainda para responder às palavras de Marcelo que, em declarações transmitidas pela RTP, referiu que a oposição tinha de fazer um "esforço" para aprovar o OE. "Se não o fazem, sobra a responsabilidade para quem desempatar? Para o terceiro partido, quem vai desempatar é o terceiro partido, se o primeiro e o segundo não se entendem", afirmou, numa referência ao Chega. Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que "se esse terceiro partido decidir não decidir", então a responsabilidade "sobra para o Presidente". "Ora, a última coisa que devia acontecer é essa, é fundamental que fosse no Parlamento, que fosse pela iniciativa das principais forças políticas", disse.

Nesta linha, Pedro Nuno Santos respondeu: “Prefiro perder eleições a defender as nossas convicções e aquilo que achamos que é o melhor para o país do que abdicar das nossas convicções para evitar eleições com medo de as perder.”

Pedro Nuno Santos recusou igualmente as críticas do primeiro-ministro Luís Montenegro, que acusou o PS de ser radical e inflexível, afirmando que os socialistas "apenas querem a retirada de duas medidas" do OE, referindo-se à baixa do IRC e o IRS Jovem.

"Qual é a cedência do PS, perguntam vários. A cedência do PS é viabilizar um OE que não é seu. É viabilizar um OE que vai ser desenhado pelo PSD de uma ponta a outra. Não estamos a interferir nas medidas para a saúde, educação, agricultura, para economia ou defesa. Só dissemos que não queremos duas medidas em centenas de páginas", reforçou.

O secretário-geral do PS retribuiu a acusação de radicalismo, considerando uma "fantasia" acreditar que o IRS Jovem proposto pelo Governo "irá reter jovens talentos". "A maioria dos jovens vai beneficiar zero do IRS jovem. Radical é quem governa para a minoria", assinalou.
. . . . . . .
Sublinhei o que me interessa.
Creio que Marcelo tem alguma razão em falar em interesse nacional, só lamento que se esqueça disso muitas vezes.

Mas o que aqui me interessa, agora, é que PNS tem também alguma razão.
Luís Montenegro a fazer finca pé por duas coisas?
Não tenho formação em economia nem finanças.
Mas leio.

Quanto vale num ano o IRC jovem? Em percentagem do PIB?
Se calhar nem 0,5%.
E, como refere PNS, será mesmo que essas migalhas prenderão jovens com a faculdade terminada a não sair do país?
Falam no salário mínimo, certamente um tema importante.
E os outros salários?
Por este caminho, e com os subsídios a dar com um pau, teremos os salários tipo Paula Amorim e noutra ponta os salários mínimos, com um quase vazio no meio.
Enfim, isto está cada vez mais bonito.
AC 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

INARRÁVEL
Ana Catarina Mendes, uma das criaturas mais inacreditáveis da política nacional (opinião pessoal, naturalmente, discutível) acusou o actual governo PSD/CDS de fazer uma catadupa de anúncios para criar a ideia de que estaria a governar, uma coisa que, na cabecinha desta criatura, é falsa.

Pessoalmente, não estou entusiasmado com o rumo que ISTO está a levar, e a "Boutade" disparada pela senhora não me parece completamente desligada da realidade.

Mas, isto referido, é de lamentar a falta de memória da criatura e a incoerência que mais uma vez fica à luz do dia.
Basta lembrar uma das muitas coisas anunciadas pelo seu querido PM Costa.

AC

domingo, 2 de junho de 2024

AS PERGUNTAS
Medidas do Governo “deixam dúvidas” e “receios”. “Com que médicos vão fazer isto?

Todas as perguntas são legítimas.
Mas além de legítima é obviamente mais do que pertinente.

Quando desde o início o SNS assenta em horas extraordinárias, quando tarefeiros são mais remunerados que os do SNS, quando nos privados as condições de trabalho e os incentivos e a qualidade são normalmente superiores, como é possível fazer milagres?

Quando durante mais de oito anos, António Costa com e sem geringonça nada fez para reformar o sistema de saúde nacional, sistema gangrenado pelos anteriores governos de todas  as cores, com estagnação de estatutos profissionais e salários, dos médicos, enfermeiros, e todo o restante pessoal que contribui para que se atendam /observem / operem /restabeleçam os cidadãos, o que é possível fazer agora?

O que é possível fazer agora quando se incutiu na sociedade portuguesa que somos ricos, os melhores dos melhores, com níveis de vida superior, e basicamente só com direitos e quase nenhuns deveres? E que o dinheiro cai do céu?

Creio que muito pouco, e depois das eleições Europeias cada vez estará mais infernizada a sociedade portuguesa.

Oxalá eu esteja redondamente enganado.
António Cabral (AC) 

quinta-feira, 23 de maio de 2024

QUAL É A PARTE QUE NÃO PERCEBEM?
O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, decidiu abandonar as reuniões de negociação com o Governo depois de a ministra da Administração Interna ter, esta quinta-feira, proposto um aumento de 180 euros para os polícias.
"Houve um compromisso, por parte do SINAPOL aos seus associados e aos polícias em geral, que a razão de nós estarmos nestas negociações era para igualar o suplemento de missão, que agora está a ser negociado para a PSP, àquele que já é atribuído aos nossos colegas da Polícia Judiciária", começou por dizer Armando Ferreira aos jornalistas à saída do ministério da Administração Interna, onde esteve reunido com a ministra, Margarida Blasco.
Para o presidente do SINAPOL, "ficou bem claro" na reunião de hoje que o objetivo não vai ser cumprido. "A senhora ministra da Administração Interna disse-nos que isso nunca vai acontecer, porque ela não tem capital, não tem meios financeiros", referiu.
Armando Ferreira confessou não acreditar que a situação possa ser revertida. "Se estamos em 180 euros e aquilo que ambicionávamos era atingir um aumento de sensivelmente 600 euros, estamos muito longe", afirmou.
Apesar de ter rejeitado comparecer na próxima ronda negocial, marcada para dia 3 de junho, Armando Ferreira assumiu qu
e pode "rever a decisão" no caso de "receber um sinal do Governo, que seja um sinal forte de que vão haver alterações".

O que se vem passando naquilo a que se refere esta notícia fresquinha é elucidativo do estado em que estamos.

Ninguém ouviu o saudoso Medina Carreira que, se a memória não me atraiçoa disse um dia - Portugal vai empobrecer e com muito barulho!

Como ninguém quer convencer-se do que dizem várias pessoas à muitos anos (e onde me incluo) de que Portugal está a ser desgraçado desde 1991 (este marco é da minha autoria).

Como serão muitos que sabem perfeitamente porque é que Costa aumentou os juízes e a PJ, mas são poucos os que o assumem. 
É que não foi por esses serem poucos, comparados com as dezenas e dezenas de milhares de militares das Forças Armadas, mais as dezenas e dezenas de milhares de agentes da PSP e GNR, mais a quantidade de gente que engloba a ASAE, a Polícia Marítima, Guardas Prisionais, etc. etc.
Foi por outras razões, ou não é óbvio?

As grelhas salariais e estatutos de todas as profissões na chamada máquina do Estado, sejam o funcionalismo público ou os servidores do Estado (i.e. magistrados, militares das Forças Armadas) estão distorcidos, e o resultado é em boa parte o que se assiste nos últimos tempos, com o virador de páginas a ter estado a aldrabar tudo e mais alguma coisa.

Só por soberba e burrice política é que se pode compreender que Luís Montenegro quisesse à viva força sentar-se em S.Bento.
Parece que ainda não percebeu. É o pântano, e não existe agora de repente.

Como disse o inarrável Gaspar nos idos da Troika -  NÃO HÁ DINHEIRO, qual é a parte que não percebem?
António Cabral

sábado, 18 de maio de 2024

SURTO NO HOSPITAL DE PENAFIEL
PCP questiona Governo 

O PCP questionou a ministra da Saúde sobre o surto causado por uma bactéria multirresistente no Hospital de Penafiel.

Como se sabe, num Estado de Direito Democrático o Parlamento ter por dever constitucional fiscalizar o executivo.
A líder parlamentar do PCP questionou a ministra da saúde sobre o assunto. Legitimamente. PONTO.

Mas, para lá de tudo o mais e sobretudo da desgraçada situação que pode causar danos graves a várias pessoas ali internadas, é de parar um bocadinho e analisar o que a deputada comunista e líder parlamentar deitou cá para fora.

Do que li, foi apontado E BEM, que o dito hospital de Penafiel é - uma unidade com “carências de profissionais e de espaço físico.
Terá começado no passado dia 2 de Abril?
Está assim desde essa data?

Depois, a ministra foi interrogada sobre - que medidas foram tomadas - e foi referido ainda que - há um aumento de casos e há problemas estruturais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que são particularmente visíveis naquela unidade hospitalar além de carências de profissionais e de espaço físico.

E eu interrogo-me, se calhar tudo isto começou em 2 de Abril passado.
Quando a deputada fala nos problemas estruturais naturalmente que não está a culpar apenas este governo.

A líder parlamentar do PCP perguntou à ministra se conhecia a situação e quis saber - que medidas foram tomadas para tentar impedir que a situação de aumento de casos verificada no início do ano não chegasse à situação actual
Fica evidente nestas palavras que na referência a início do ano a deputada implica o governo PS.

Quis a deputada ainda saber - de que forma as carências de profissionais e espaço físico existentes naquele hospital podem ter contribuído para o agravamento da presente situação

Respeitando sempre as opiniões de outrem, neste caso e para infelizmente não variar, isto é muito poucochinho.

Se tudo o que aqui retrato tivesse ocorrido como ocorreu interrogando responsável pela pasta da saúde de um governo com 33 dias mas do PS ou BE, IL, Livre ou Chega, eu escreveria a mesma coisa: é muito poucochinho.

Porque houve um partido que esteve formalmente mais de oito anos a governar o país, e o hospital de Penafiel não está com as mais variadas carências apenas desde Abril passado.
Em todos os hospitais, desde a legionela a bactérias horríveis multiresistentes, podem ocorrer dramas com o actual, sejam super modernos ou decrépitos.

Fez bem a deputada evidenciar o que vai mal, fez e faz muito bem.
O que me parece lamentável é ser tão claro que o questionar a ministra está sobretudo eivado de ideologia, e parece querer fazer esquecer que em tempos se corresponsabilizou por muito do que hoje acontece.

A lamentável situação daquele hospital em Penafiel não é da responsabilidade do actual governo.
Governo que tem muito com que se coçar. 
Mas a líder parlamentar tem toda a razão em perguntar: que medidas estão a ser tomadas?

Salvo melhor opinião quem as tem que tomar de imediato é o próprio hospital, mas o governo deve estar em cima do assunto para lhe dar os meios necessários para debelar a situação o mais rapidamente possível.
AC

terça-feira, 7 de maio de 2024

PREC ?

Como se sabe, ainda que persistam muitos em dizer que foi um período anormalmente democrático, tivemos uma época da nossa história desde o 25 de Abril de 1974 bem tumultuosa, com semanas aqui e ali de violência, e houve prisões várias.

Pessoalmente estou convicto que muitas prisões se justificavam plenamente mas estou igualmente convicto de que houve imensa arbitrariedade. Claro que posso estar enganado.

Um dos pontos altos desses tempos foi o cerco à Assembleia da República. De certa maneira, períodos houve em que se justificavam medidas em função de manifestações, e em outros houve manifestações a pedir explicações. O PREC!

Ora, a ver pelo que vem acontecendo, estou a ficar com a sensação de que se começa a montar um sistema (ou há muitos meses que estava já pronto?) de algum modo com semelhanças a esse tempo, ainda que por enquanto timidamente.

Já houve ensaios. Agora, parece, poderá surgir uma manifestação de polícias para que o governo explique tim-tim por tim.tim porque exonerou o chefe máximo da PSP.

A terminar, desconhecendo obviamente os meandros da coisa, também deixo muito claro que não ponho as mãos no fogo por este governo. Como nunca as coloquei no fogo por nenhum desde 1997!

AC

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Como Entender Isto?
Refiro-me a este governo, empossado há um mês, refiro-me ao que se vem passando na Assembleia da República (AR), refiro-me ao residente em Belém.

Podia começar pela popular - cada cavadela uma minhoca - mas não:
- do lado deste inarrável governo, cada cavadela várias minhocas,
- do lado do inquilino em Belém, o que lhe jorra da boca é de tal maneira e tanto, que nem uma mosca consegue entrar de cada vez que abre a boca, o que é espantoso, pois está praticamente sempre de boca aberta,
- do lado da AR, a ver pela sessão plenária desta tarde de 5ª feira 2 de Maio, as cenas de todos os lados são, no mínimo, deploráveis.

Ao olhar para esta gente, podia pensar-se naquela história da caçadeira e tiro no pé, mas não.

Por exemplo, em relação ao governo, está a usar não uma caçadeira de dois canos mas uma arma de repetição e sempre sem cuidado apontada aos pés, e ainda por cima mexendo na arma sem reparar que tem o dedo no gatilho.
É tiros nos pés atrás de tiros. Como se vem vendo.

Das notícias desta 5ª Feira ressaltam as reuniões da ministra MAI com a GNR e PSP nas suas diversas "representações"!
Prevejo senão o pior, um grande e crescente sarilho.

Não estou a ver que engulam fórmulas de aumentos de, 12% para oficiais, 9% para sargentos e 7% para guardas, e para a PSP, 12% para oficiais, 9% para os chefes e 7% para os agentes. 
Isto com base nos vencimentos dos chefes máximos destas forças de segurança. Percebi mal?
Aguardemos.
AC

QUE PALAVRAS NÃO PERCEBERAM ?

Já não recordo com exactidão mas, salvo erro, na fase inicial do governo de Passos Coelho/ Paulo Portas na sequência dos desgraçados trabalhos impostos pela TROIKA com a assinatura do traumático Memorando assinado pelo PS/ José Sócrates dadas as "aventuras" e desgovernação financeiras de "Sócrates o Tuga", o então ministro Gaspar pronunciou numa conferência de imprensa mais ou menos as palavras que titulam este texto.

E, independentemente, do estilo arrogante (opinião pessoal naturalmente) de Gaspar, da crise brutal em que os socialistas meteram os cidadãos portugueses, de adversidades não controláveis por Portugal, de em algumas áreas se ter ido além da TROIKA (uma cretinice monumental, opinião pessoal naturalmente), e das fragilidades da economia nacional, a realidade é que a esmagadora maioria dos meus concidadãos convenceu-se há muitos anos que Portugal é um país rico como muitos na Europa, e que o dinheiro cai do Céu sem nada fazermos.

A maioria dos meus concidadãos ainda não quis convencer-se de que, com raríssimas excepções em todos os partidos, a maioria de todos os que estão nos partidos vigariza-nos há décadas. E não quero agora ir ate 1800!

A realidade é aquela que se vê, como por exemplo hoje no Parlamento nacional, na casa da democracia, e pelo que ouvi no rádio do carro (ou ouvi mal?), todos os partidos discutem hoje a questões das portagens por exemplo nas A22, A23, A25 e, se percebi bem, desde o execrável Chega (em campanha - eliminar as portagens JÁ - agora quer estudos e que acabem daqui a seis anos) até aos outros, a discussão deverá andar mais ou menos assim - bom, talvez, é assim, vamos ver melhor, se calhar - e com elevada probabilidade, andarão a ver se concordam com resoluções para recomendar ao actual governo isto e aquilo.

Como dizia Gaspar - não perceberam? Não há dinheiro!

Tenho estado a escrever isto porque, como disse, ouvi no carro notícias cobre as As e as portagens, e ouvi também sobre os PSP e os GNR e as reivindicações sobre os subsídios de risco.

O manhoso governo anterior deu dinheiro aos juízes e aumentou a PJ. Porquê?

Porque é sempre bom ter os juízes mais calmos!

Porque é sempre bom ter a PJ mais calma!

Além disso o inerente encargo financeiro anual é suportável!

O manhoso governo anterior não deu dinheiro a mais ninguém!

Porquê? Porque, como dizia Gaspar - NÃO HÁ DINHEIRO!

Porque não é suportável dar o mesmo a dezenas de milhares de PSP e GNR, e ter de dar depois outro tanto a mais umas dezenas de milhares constituídas por, militares, ASAE, guardas prisionais, polícia marítima ETC.

E Porquê?

Como dizia Gaspar - não perceberam? Não há dinheiro!

Portanto, o mau da fita vai ser este senhor PM Montenegro que não percebeu onde se ia meter; ia-se meter no pântano socialista, pântano do qual o manhoso aproveitou logo que surgiu a oportunidade para se pirar.

Montenegro ou não percebeu ou, se percebeu, é politicamente ESTÚPIDO.

Agora estão aí as explosões sociais prontas a surgir. Aguente.

O problema é que sou eu e milhões de outros que nos lixamos.

Ele e os outros companheiros de todos os partidos, regressarão sempre às casas reconstruídas, ou ao parlamento Europeu, ou ao lugar na pesadíssima máquina do Estado, ou ao escritóriozinho, etc. 

AC

sábado, 27 de abril de 2024

Comunicado da Presidência do Conselho de Ministros

1. As relações do povo português com todos os povos dos Estados que foram antigas colónias de Portugal são verdadeiramente excelentes, assentes no respeito mútuo e na partilha da história comum. O mesmo se diga das relações institucionais Estado a Estado, como bem provam as comemorações dos cinquenta anos do 25 de Abril de 1974. 

2. A propósito da questão da reparação a esses Estados e aos seus povos pelo passado colonial do Estado português, importa sublinhar que o Governo actual se pauta pela mesma linha dos Governos anteriores.

3. Não esteve e não está em causa nenhum processo ou programa de acções específicas com esse propósito.

4. Ainda assim, o Estado português, através dos seus órgãos de soberania - designadamente, do Presidente da República e do Governo -, tem tido gestos e programas de cooperação de reconhecimento da verdade histórica com isenção e imparcialidade.

5. Assim se compreende, a título de exemplo, a assunção do contributo decisivo da luta desses povos pela sua independência para o fim da ditadura ou o pedido de desculpas pelo trágico massacre de Wyriamu.

6. No quadro da cooperação cultural e histórica, o Estado Português financiou, em Angola, o Museu da Luta de Libertação Nacional; em Cabo Verde, a musealização do campo de concentração do Tarrafal; em Moçambique, a recuperação da rampa dos escravos na Ilha de Moçambique.

7. A tudo isso acresce, globalmente, a prioridade dada às políticas gerais de cooperação e à sua materialização em áreas tão significativas como a educação, a formação, a língua, a cultura ou a promoção da saúde, para além da cooperação financeira, orçamental e económica.

8. A linha do Governo português é e será sempre esta: aprofundamento das relações mútuas, respeito pela verdade histórica e cooperação cada vez mais intensa e estreita, assente na reconciliação de povos irmãos.


Salvo melhor opinião, bem escrito, sentido de Estado, ausência de, Wokismo, demagogia e politicamente correcto, e consciência clara de ter havido coisas profundamente erradas, como o comunicado explicitamente reconhece apontando um desses casos.

Sentido de Estado, serenidade, dignidade, ausência de servilismo.

António Cabral

segunda-feira, 15 de abril de 2024

sábado, 13 de abril de 2024

DEMAGOGIA

Os serviços da AR depois da discussão do programa de governo.
Tenham um bom fim de semana. Saúde.
AC

quinta-feira, 11 de abril de 2024

QUINTA-FEIRA, 11 DE ABRIL DE 2024

Às avessas (7): Um proposta descabida

1. Uma das medidas mais estranhas previstas no programa do novo Governo, na área da justiça, consiste em questionar a atual separação entre os tribunais judiciais e os tribunais administrativos e fiscais, promovendo «um estudo e um debate sobre as vantagens e desvantagens» da sua unificação (ponto 6.2.1.).

Ora, salvo uma ou outra contestação isolada, não existe nenhum movimento nesse sentido entre os operadores judiciários desde o início do atual regime democrático. O dualismo jurisdicional é tradicional em Portugal e nos demais países de influência francesa. Está consagrado na Constituição, pelo que não poderia ser afastado sem revisão desta.

Pior do que não dar solução a problemas reais, é inventar soluções para problemas que não existem.

2. Em vez de pôr em causa a separação de jurisdições, o que se impõe é fazê-la valer onde ela tem sido indevidamente derrogada, retirando aos tribunais administrativos a competência para matérias que lhes deviam caber, como sucede, por exemplo, com os litígios relativos à defesa da concorrência e à regulação pública da economia, questões de natureza caracterizadamente jurídico-administrativa, que, segundo a Constituição, deviam ser da competência dos tribunais administrativos, mas cujo julgamento foi confiado a um tribunal especializado de âmbito nacional integrado na jurisdição comum, o Tribunal da Concorrência, da Regulação e da Supervisão.  

Aqui, sim, justifica-se um estudo e um debate sobre as vantagens e desvantagens desta (e outras) inconsistência judicial.

Adenda
Em contrapartida, sobre uma questão da justiça que tem estado em debate público, que tem a ver com o Ministério Público (nomeadamente, quanto à implementação do princípio da hierarquia interna e da prestação de contas externa), o programa de governo é totalmente omisso. Moita, carrasco!

Adenda 2
O que evidentemente ficou pelo caminho no programa da justiça foi a incompatibilidade entre a magistratura judicial (e do MP) com cargos públicos, que constava do programa eleitoral da AD, mas que o Governo violou flagrantemente ao incluir duas juízas, um delas como Secretária de Estado da Justiça, como denunciei AQUIO que se não percebe é porque o Governo abandona, sem qualquer justificação, o programa com que venceu as eleições.

Concordo com este texto de Vital Moreira.

Quanto ao tema da adenda 2, só acho curioso que durante anos nos governos Socialistas tenha existido por mais de uma vez aquilo que VM agora salienta e critica.
Naturalmente que posso ter andado distraído e, se assim foi, estar a ser injusto na crítica.
Mas, sinceramente, não me recordo de críticas de VM nesse passado. Repito, posso não ter reparado, e nesse caso darei a mão à palmatória.

António Cabral

quarta-feira, 3 de abril de 2024

OCS, quem os domina, e Governo PSD/ CDS

Depois de aproveitar bem o dia, na aldeia e fora dela, mas sempre dentro do Conselho de Idanha-a-Nova, regressei a casa e à lareira cerca das 1900 horas.

Belíssimas abertas de Sol, a temperatura chegou a uns quentinhos 20º Centígrados. 

Comprar pão na Zebreira, observar os grifos na zona de Segura, andar pelo Ladoeiro, ficar abismado com as extensões de amendoais a, de longe, fazerem sombra aos olivais e sobreiros e pinheiros mansos existentes na região, passar pela Sra do Almortão, olhar as barragens da Toulica e General Carmona, visitar a Quinta dos Trevos e comprar artesanato, ir buscar as encomendas de mercearia à Eugénia (um dos vários lugares a toda a volta do monte onde a aldeia de Monsanto está empoleirada), tudo deu para espairecer, esquecer por agora as chuvadas, respirar ar puro, recarregar baterias.

Também deu para ir fotografando e ouvindo o rádio do carro. Do rádio do carro ouvi partes do que Pedro Nuno Santos foi debitando com uma agressividade perfeitamente idiota.

Esta criatura, este sucessor de António Costa, consegue ser mais arrogante, a roçar a falta de educação, o que não admira sabendo-se o seu trajecto político e familiar.

Mas PNS tem toda a razão em alguns aspectos, opinião pessoal naturalmente.

É evidente para qualquer pessoa intelectualmente honesta que PNS e o PS não têm nada que se dirigir a Montenegro e PSD. É a estes que cabe a iniciativa, o dever democrático de iniciar os diálogos. Ontem, o  discurso de posse de Luís Montenegro teve acrimónia a mais, vitimização a mais. Aguardemos.

Em casa já tive oportunidade de ouvir alguns comentadores designadamente o inarrável Baldaia.

Depois de ouvir estes comentadores na SIC, TVI, CNN, RTP, fico com a certeza absoluta que os canais de TV estão todos dominados pela direita. Os pontapés já dados no governo iniciado ontem confirmam plenamente isto!

AC 

GOVERNO PSD/ CDS
Luís Montenegro e mais 17, faltam ainda os secretários de Estado.
Vamos ver quanto tempo durará.
AC

Ministros:
Paulo Rangel, Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros;
Joaquim Miranda Sarmento, Ministro de Estado e das Finanças;
António Leitão Amaro, Ministro da Presidência;
Manuel Castro Almeida, Ministro Adjunto e da Coesão Territorial;
Pedro Duarte, Ministro dos Assuntos Parlamentares;
Nuno Melo, Ministro da Defesa Nacional;
Rita Júdice, Ministra da Justiça;
Margarida Blasco, Ministra da Administração Interna;
Fernando Alexandre, Ministro da Educação, Ciência e Inovação;
Ana Paula Martins, Ministra da Saúde;
Miguel Pinto Luz, Ministro das Infraestruturas e Habitação;
Pedro Reis, Ministro da Economia;
Maria do Rosário Palma Ramalho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social:
Maria da Graça Carvalho, Ministra do Ambiente e Energia;
Margarida Balseiro Lopes, Ministra da Juventude e Modernização;
José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e Pesca;
Dalila Rodrigues, Ministra da Cultura.

VAI  HAVER  MILAGRE ?
Muitos esperam milagre?
Muitos querem tudo e já?
Milagres NÃO HÁ!

Hoje de manhã há a primeira reunião do conselho de ministros. 
Os telejornais irão de certeza mostrar as caras sorridentes etc.

Presumo que Montenegro pedirá,
- a todos, gritem sempre - deixem-nos trabalhar,
- Miranda Sarmento - vê lá depressa afinal quanto está no teu cofre,
- Blasco - afinal quantos sindicatos existem na PSP e descobre depressa em quais manda o Chega, o PCP, o BE e o PS,
- Rita - afinal o sistema informático do ministério funciona ou não,
- Melo - acalma lá a tropa diz-lhes que vamos comprar munições também para nós, não é só para a Ucrânia
- Deolinda - afinal quantos museus temos,
- Paulo - temos de ir rapidamente a Kiev, Angola e Lourenço Marques,
- Amaro - trata-me lá do logotipo,
- Almeida - pensa lá nas reuniões de CM fora de Lisboa para começarmos a dar ideia de coesão territorial,
- Pedro - convence lá o Pedro Nuno a ser menos casmurro
- Fernando - convida o gajo da FENPROF para almoçar e acalma-o,
- Ana Paula - convence lá os médicos sobretudo o cromo da ordem dos médicos a terem mais calma, trataremos das coisas com tempo,
- Miguel - pensa lá onde vamos fazer o aeroporto ou se não fazemos
- Pedro Reis - o teu antecessor dizia que estava tudo uma maravilha, investiga lá,
- Maria - vê por favor como estamos na segurança social, não vá descobrir-se mais buracos como a Santa de Lisboa mais a sua internacionalização vigarista
- Maria da Graça - agora que o Galamba nos elogiou descobre lá se isso não é um abraço de urso
- Margarida - temos que modernizar e rapidamente,
- Fernandes - garante que não falta sardinha nem bacalhau,

e não se esqueçam, de cada vez que vos espetarem microfones e câmaras à frente do nariz digam logo - deixem-nos trabalhar.

Ah, e agora temos de decidir até Sábado os secretários de Estado, os ajudantes, como dizia o Aníbal.

E toca a descobrir onde estão encaixados na máquina do Estado os XUXIALISTAS, não deve ser difícil, estão por todo o lado, difícil é descobrir TODOS.
AC