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quinta-feira, 23 de maio de 2024

QUAL É A PARTE QUE NÃO PERCEBEM?
O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, decidiu abandonar as reuniões de negociação com o Governo depois de a ministra da Administração Interna ter, esta quinta-feira, proposto um aumento de 180 euros para os polícias.
"Houve um compromisso, por parte do SINAPOL aos seus associados e aos polícias em geral, que a razão de nós estarmos nestas negociações era para igualar o suplemento de missão, que agora está a ser negociado para a PSP, àquele que já é atribuído aos nossos colegas da Polícia Judiciária", começou por dizer Armando Ferreira aos jornalistas à saída do ministério da Administração Interna, onde esteve reunido com a ministra, Margarida Blasco.
Para o presidente do SINAPOL, "ficou bem claro" na reunião de hoje que o objetivo não vai ser cumprido. "A senhora ministra da Administração Interna disse-nos que isso nunca vai acontecer, porque ela não tem capital, não tem meios financeiros", referiu.
Armando Ferreira confessou não acreditar que a situação possa ser revertida. "Se estamos em 180 euros e aquilo que ambicionávamos era atingir um aumento de sensivelmente 600 euros, estamos muito longe", afirmou.
Apesar de ter rejeitado comparecer na próxima ronda negocial, marcada para dia 3 de junho, Armando Ferreira assumiu qu
e pode "rever a decisão" no caso de "receber um sinal do Governo, que seja um sinal forte de que vão haver alterações".

O que se vem passando naquilo a que se refere esta notícia fresquinha é elucidativo do estado em que estamos.

Ninguém ouviu o saudoso Medina Carreira que, se a memória não me atraiçoa disse um dia - Portugal vai empobrecer e com muito barulho!

Como ninguém quer convencer-se do que dizem várias pessoas à muitos anos (e onde me incluo) de que Portugal está a ser desgraçado desde 1991 (este marco é da minha autoria).

Como serão muitos que sabem perfeitamente porque é que Costa aumentou os juízes e a PJ, mas são poucos os que o assumem. 
É que não foi por esses serem poucos, comparados com as dezenas e dezenas de milhares de militares das Forças Armadas, mais as dezenas e dezenas de milhares de agentes da PSP e GNR, mais a quantidade de gente que engloba a ASAE, a Polícia Marítima, Guardas Prisionais, etc. etc.
Foi por outras razões, ou não é óbvio?

As grelhas salariais e estatutos de todas as profissões na chamada máquina do Estado, sejam o funcionalismo público ou os servidores do Estado (i.e. magistrados, militares das Forças Armadas) estão distorcidos, e o resultado é em boa parte o que se assiste nos últimos tempos, com o virador de páginas a ter estado a aldrabar tudo e mais alguma coisa.

Só por soberba e burrice política é que se pode compreender que Luís Montenegro quisesse à viva força sentar-se em S.Bento.
Parece que ainda não percebeu. É o pântano, e não existe agora de repente.

Como disse o inarrável Gaspar nos idos da Troika -  NÃO HÁ DINHEIRO, qual é a parte que não percebem?
António Cabral

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Como Entender Isto?
Refiro-me a este governo, empossado há um mês, refiro-me ao que se vem passando na Assembleia da República (AR), refiro-me ao residente em Belém.

Podia começar pela popular - cada cavadela uma minhoca - mas não:
- do lado deste inarrável governo, cada cavadela várias minhocas,
- do lado do inquilino em Belém, o que lhe jorra da boca é de tal maneira e tanto, que nem uma mosca consegue entrar de cada vez que abre a boca, o que é espantoso, pois está praticamente sempre de boca aberta,
- do lado da AR, a ver pela sessão plenária desta tarde de 5ª feira 2 de Maio, as cenas de todos os lados são, no mínimo, deploráveis.

Ao olhar para esta gente, podia pensar-se naquela história da caçadeira e tiro no pé, mas não.

Por exemplo, em relação ao governo, está a usar não uma caçadeira de dois canos mas uma arma de repetição e sempre sem cuidado apontada aos pés, e ainda por cima mexendo na arma sem reparar que tem o dedo no gatilho.
É tiros nos pés atrás de tiros. Como se vem vendo.

Das notícias desta 5ª Feira ressaltam as reuniões da ministra MAI com a GNR e PSP nas suas diversas "representações"!
Prevejo senão o pior, um grande e crescente sarilho.

Não estou a ver que engulam fórmulas de aumentos de, 12% para oficiais, 9% para sargentos e 7% para guardas, e para a PSP, 12% para oficiais, 9% para os chefes e 7% para os agentes. 
Isto com base nos vencimentos dos chefes máximos destas forças de segurança. Percebi mal?
Aguardemos.
AC

terça-feira, 2 de abril de 2024

OXALÁ ME ENGANE
"Eu acho que num momento de tensão com as forças de segurança nós merecíamos uma ministra ou um ministro da Administração Interna mais próximo das preocupações das forças de segurança, dos guardas prisionais, das várias forças policiais" e que consiga "estabilizar o ambiente entre as polícias e o poder político", defendeu André Ventura.

Oxalá me engane.
Esta inarrável criatura, deploravelmente, na véspera da tomada de posse do governo, deu ainda mais gás aos movimentos inorgânicos dentro das forças de segurança, nomeadamente dentro da PSP.

Se dúvidas houvesse da penetração do Chega dentro desses movimentos, fica cada vez mais evidente o que se vem passando.
Oxalá me engane mas, muito brevemente, teremos nas ruas o início de um calvário, e um dos protagonistas será o Chega a actuar na sombra, e o seu chefe a espalhar super-demagogia.

Oxalá me engane, à esquerda do PSD não faltará quem irá também  fomentar cada vez mais calvários nas ruas e na comunicação social, pois estão-se borrifando quem vai com isso ganhar. E Chega vai ganhar muito com essas arruadas.

Depois, as esquerdas virão para a comunicação social - ai a extrema direita.
Aguardemos.
AC

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

AINDA SOBRE OS PROTESTOS PSP/ GNR

Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) admitiu, na passada quinta-feira, que há agentes a recorrerem a baixas médicas fraudulentas para demonstrarem a sua "insatisfação" pela não atribuição de um suplemento idêntico ao que passou a ser auferido na Polícia Judiciária.

Depois encontram-se declarações assim - "Não nos identificamos com baixas fraudulentas. Admitimos que muitos colegas estão a recorrer a esse expediente, mas também sabemos que muitos outros estariam, nos últimos meses, já no limite, na exaustão, a fazer tudo para compensar um pouco mais o seu rendimento através dos serviços remunerados (...) Agora, obviamente, estarão alguns polícias a recorrer a esse expediente para demonstrar a sua insatisfação, mas muitos outros, qualquer dia, têm medo de colocar uma baixa médica, mesmo que doentes, para não serem chamados irresponsáveis", afirmou Paulo Santos, em declarações emitidas esta quinta-feira de manhã na Antena 1.

Mais tarde encontrámos isto - o presidente da ASPP/PSP pediu para fazer uma "clarificação", alegando que as baixas estavam "todas a ser justificadas por quem de direito e nos sítios próprios". "Estas [declarações de doença] derivam de um quadro de burnout coletivo, de fadiga e cansaço dos últimos anos que tem afetado os profissionais", acrescentou. Quando questionado diretamente sobre se poderia haver baixas fraudulentas, Paulo Santos não respondeu, preferindo reiterar o que já dissera sobre o assunto. "Os polícias também têm direito a estar doentes", frisou.

E mais isto - a Associação Sindical sublinha que ficar doente não requer autorização e alerta para o facto de haver «polícias a trabalhar com incapacidades permanentes adquiridas em serviço».

A cada um matutar sobre a qualidade política de António Costa (que certos personagens dizem na TV ser um político muito experiente (????)), de certa gente dos diferentes partidos políticos, das chefias das forças de segurança, e dos sindicatos e plataformas que aparecem com este tipo de declarações. É o estado deste Estado.
Fico por aqui.
AC

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

O  ESTADO  a  QUE  JÁ  SE  CHEGOU

MAS  É  CAPAZ  de  VIR A  SER  AINDA  PIOR

E se calhar culparão a COVID-19 e particularmente a variante detectada no UK. Vem isto a propósito destes titulares de órgãos de soberania que temos há anos, a propósito da GNR, a propósito da PSP, a propósito dos guetos habitacionais que os autarcas TODOS e os governos TODOS e os PR TODOS deixaram criar sobretudo no Continente, e da vacina e da sua distribuição.

Há poucos dias escrevi um texto pequeno depois de ter visto uma notícia sobre festas ou festa na zona de Alter-do-Chão, descontrolada, e que a GNR não controlava aparentemente há cinco dias. Os festeiros eram quase de certeza de etnia cigana.

Entretanto a GNR impôs uma ordem para fechar os postos à noite, todo o pessoal passar a andar com colete à prova de bala, e isto porque se temem represálias tipo ajustes de contas por coisas já passadas. É o que consta.

Hoje, a distribuição de vacinas para a COVID-19 teve um episódio caricato e que é bem revelador do país contemporâneo que verdadeiramente é afinal este Portugal, dito modernaço, integrado na UE, com embaixadores comentadores e ministros vários a tecer loas à UE e à união que grassa.

O caricato foi descrito nas TV e resume-se à vergonhosa atitude de pessoal da PSP (que ordens teriam?) barrando as viaturas escoltadas pela GNR, escolta que para todo o País foi determinada pelo governo PS. De Lisboa chegou depois de pouco mais de 30/40 minutos de impasse a Salomónica decisão a viatura com vacinas seria escoltada em duplicado, pela PSP e pela GNR. LINDO DE MORRER! Ah, mas Cabrita determinou ao mesmo tempo um inquérito urgente à palhaçada ocorrida em Évora. Este é um dos verdadeiros Portugais.

Que dizer, depois DE MAIS ISTO, quanto à saúde do nosso estado de direito, quanto à nossa segurança, quanto ao banditismo que alastra e está a fazer, segundo parece, as forças de segurança recolherem-se cautelosamente, em vez de muito à bruta se fazerem buscas alargadas e prender malfeitores que estejam armados ou detentores de armamento escondido, sejam ciganos ou outros como os que andam em gangues a assaltar viaturas e etc., ou seja, enfrentar a canalha e levá-los à justiça?

A que deplorável estado já se chegou? E o que dizem disto tudo os candidatos ás eleições de 24 de Janeiro 2021? Marcelo ficará caladinho que nem um rato, na rigorosa observação da separação de poderes!!!!

É como estamos, desgraçados de nós.

António Cabral (AC)