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sábado, 24 de janeiro de 2026

Publico um texto antigo da autoria de um capitão de Abril, o falecido coronel Carlos de Matos Gomes.

AC

Corrupção – ataquem o Cérbero monstro das três cabeças. Não sejam cobardes nem cúmplices.
(Carlos de Matos Gomes, 03/05/2018)

Vamos falar de corrupção? A sério?

Podíamos falar da constituição de monopólios do tempo da primeira industrialização de Portugal, a do Marquês de Pombal, mas vamos ao tempo aqui mesmo ao virar da porta. Como se reconstruíram os grupos privados após a nacionalização da banca em 11 de Março de 1975?

Como reapareceram os bancos privados, como surgiram o BPI, das confederações do Porto, Santos Silva, o BCP/Millenium da Opus Dei, Jardim Gonçalves, o BPN de Oliveira e Costa, como reapareceram os Espírito Santo, como desapareceram os Burney, os Pinto Basto, o Totta e Açores, o Pinto e Sotto Mayor, o Crédito Predial, como desapareceu o Banco Português do Atlântico de Cupertino de Miranda e o Pinto Magalhães? Como apareceram os Mello /CUF no sector da saúde privada e nas auto-estradas e como desapareceu a CUF, um grupo industrial? Como desapareceu a SACOR e surgiu a GALP? Como foram atribuídas as concessões de estradas – BRISA e Autoestradas do AtLântico, de portos, de aeroportos?

Em resumo: Como surgiu a Quinta da Marinha após o 25 de Novembro? Como desapareceram a Siderurgia Nacional, a CIMPOR, a CUF /SAPEC- adubos, as papeleiras, as refinarias nacionais – SACOR e surgiram os concessionários das portagens de autoestradas, os comissionistas de taxas de combustíveis e de electricidade, os merceeiros da grande distribuição?Corrupção. Como se constroem impérios de serviços? A SONAE, ou o Pingo Doce, ou a Brisa, ou a CUF saúde? Como se constrói uma sociedade de rendas, de rentistas, sem pagar comissões ao poder político?

E não só, como se mantém a ficção de que vivemos num regime de seriedade sem uma comunicação social por conta, como as amantes? A comunicação social é corrupta desde o miolo. É a comunicação da corrupção e ao serviço da corrupção!

Existe algum chefe de governo desde 25 de Novembro de 1975 que não tenha sido um avençado dos grupos cuja criação ou recriação promoveu? Mais, existe algum presidente da República que não tenha sido um instrumento destes poderes? Quem não se aboletou com os fundos estruturais da CEE? A UGT nasceu como? Já alguém ouviu o Torres Couto (um peão, é certo) sobre os fundos para a formação? E quanto ao abate da frota pesqueira ? E sobre a destruição do olival? E sobre a plantação do eucalipto? E como foram elaborados os PDM, os planos directores que trouxeram 80% da população para a faixa litoral? Existe alguém nos vários governos com as mãos limpas?

Como surgiram bancos fantasmas do tipo BPN sem corrupção no topo do regime?

Tenho sobre o cristo do momento, Manuel Pinho, a pior das opiniões: enojam-me os zequinhas como ele, os patetas como ele, os pequenos vigaristas como ele, mas falemos então de gente que determinou o que está a acontecer: Julguem o Ricardo Espírito Santo Salgado! Comecem por ele e deixem para já os peixinhos de aquário, como o Pinho dos corninhos a abrir e a fechar a boca e os Sócrates.

Vamos ser sérios: na operação Marquês comecem por Salgado e pelo Banco Espírito Santo. No caso do Pinho, ou do Sócrates, comecem por Espirito Santo. Sentem Ricardo Espirito Santo Salgado no banco e comecem a fazer-lhe perguntas. Quem o trouxe de regresso a Portugal? Que apoios ele teve para reconstituir o seu império? E chamem Jardim Gonçalves! E chamem as famílias Cupertino de Miranda e de Pinto Magalhães!

Mas, antes de tudo tenham a coragem de julgar Ricardo Espírito Santo Salgado! É nele que tudo começa e é aos Espirito Santo que tudo vai dar. Não sejam cobardes e não atirem areia aos olhos dos portugueses!

Tenham os jornalistas a coragem de ir ao centro do vulcão! Ao Espírito Santo! Porque não vão? Medo? Cumplicidade?

O resto, os ataques a Sócrates e a Pinho são demonstrações de rafeiros que ladram mas não mordem. Estamos a ser – os portugueses em geral – sujeitos a uma barreira de mistificadores e de cobardes que nos querem pôr a discutir as gorjetas que os mandaletes de fazer recados, os groom, receberam quando a questão é a do dono do hotel. Mas esse deu muito dinheiro a ganhar. Sabe muitas histórias… Não é?

A história da corrupção que nos está a ser contada é a história da cobardia de jornalistas e de magistrados. De canalhas que estão a apontar para o lado – foi aquele menino – para que não olhemos para eles.

É o desafio, o meu: políticos, jornalistas, magistrados, tenham espinha, encham o peito e vão a ele! Não sejam rafeiros! Não sejam merdas: atirem-se ao Cérbero, ao “demónio do poço” na mitologia grega, ao monstruoso cão de três cabeças que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. Vão à fonte da corrupção: ao Espírito Santo.

Falta-vos coragem? Comeram desse tacho? Não? Se não falta coragem, se não comeram desse tacho, atirem-se ao Espírito Santo, ao monstro, ao Cérbero, exijam o seu julgamento! Ele sorri e escarnece de vós à saída das audiências! Vão a ele!

O resto são merdices e areia para os olhos do pagode.

quinta-feira, 26 de junho de 2025

P E R G U N T A

Deviam perguntar-lhes:

Não percebe que as coisas não devem ser assim, continuar assim?

Percebe ou não? 

Então porque continua com mais do mesmo?

AC

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

TAP, o COSTUME, os ALDRABÕES do COSTUME

E se fossem rigorosos?

O que sei disto, de tudo o que titula o texto que agora inicio?

Sobre a TAP sei muito pouco, e apenas o que consegui ir lendo ao longo dos anos, da comissão de inquérito mais ou menos recente, e do que fui ouvindo nas TV mas, neste aspecto, ainda sei menos pois vejo muito pouca TV.

O título bombástico que circula em alguns jornais tidos por de referência (???) fez-me logo desconfiar.

Como desconfiar me faz o tal relatório da IGF aparecer agora quando, creio, não traz nada de diferente do que antes se sabia, nem nada de novo. Tem linguagem que eu classifico de "redondinha", como convirá a uns quantos. É a minha opinião, naturalmente discutível, a respeitar.

A TAP teria sido comprada com o seu próprio dinheiro. No quadro das minhas limitações não consigo perceber como é possível alguém comprar seja o que for quando não tem dinheiro em casa, no banco, em offshore.
Penso que era o caso da TAP, pelo menos em 2014 e 2015 não tinha um chavo!

Depois fala-se ou melhor, tudo à esquerda do PSD e creio que à direita também gritam e esganiçam-se agarrados ao título - TAP comprada com o próprio dinheiro.

Uma coisa que não posso provar mas tenho a convicção de que é assim, o negócio da aviação (civil ou militar) é dos negócios onde mais vigora a corrupção. É o que penso.

E porquê?

Estou a lembrar-me do marido da rainha da Holanda que, aqui há muitos anos, esteve envolvido numa negociata escandalosa de compras de aviões americanos Hércules/ C130 de transporte. Estou mal recordado?

Estou a lembrar-me dum negócio de compra de helicópteros (5) em que basicamente terá sido assim (compra os meus que eu apoiarei a tua entrada no clube Europeu). Estou mal recordado? 

Voltando à TAP, o que circula e presumo verdadeiro mas na comissão de inquérito creio que nada de extraordinário foi concluído/ descoberto, é que antes do tal Neeleman aparecer a TAP tinha uma encomenda de aviões à Airbus, mas parece que o ir avançando com algum papel para a Airbus estava impossível de acontecer. Certo ou errado?

É que, creio, cada etapa, cada parcela, cada momento, cada passo jurídico e contratual desta telenovela devia ser escalpelizado com rigor, sem ideologias, sem o histerismo da certas patéticas criaturas que primeiro se deviam olhar ao espelho.

Pessoalmente sempre me pareceu esquisito que o PSD com governo em gestão assinasse um contrato com o tal de Neeleman. Indiscutivelmente afigura-se muito estranho, no mínimo, porque não está explicado Tintin por Tintin porque teve de ser feito/ assinado assim e naquela altura de governo em gestão de assuntos correntes.

Outra questão interessante, para mim naturalmente, é desde há muitos anos, o que é que honestamente vale a TAP no mundo da aviação e, quem é que estará de facto na disposição ou com interesse em comprar esta treta que, umas vezes uns pindérico querem vender, outras vezes outros pindéricos querem privatizar, outras vezes os vários pindéricos mudam facilmente de opinião. Deplorável.

Ua coisa que parece certa é que negociatas porcas ou mais ou menos limpas estavam e estão com a Airbus.

Do que se foi dizendo ao longo dos anos o tal de Neeleman terá convencido a Airbus a fazer uma negociata, com anulação da encomenda anterior e substituída por nova encomenda de aviões mais pequenos! Daí a tal maquia dos 217 milhões!

Bom, a TAP não tinha um chavo. Com uma injeção de 217 mesmo sem o guito entrar nas contas formais, pode dizer-se que os 217 eram então da TAP? Não faço a mais pálida ideia se isto juridicamente é assim ou não, mas estou certo de que daqui a quinze anos e num processo extremamente rápido, os tribunais administrativos mais o seu supremo explicarão Tintin por Tintim toda esta telenovela.

Pessoalmente, esta história do tal de Neeleman levar um projecto à Airbus remete-me para um parágrafo acima.

Depois, a sempre eterna empresa de bandeira, a sempre eterna empresa indispensável ao país, quando se fala de sustentabilidade, têm respaldo onde?

Fundos Airbus, fundos sempre, mas o que sempre me parece é que há sempre gentalha a ganhar com fundos, e muitas empresas e pessoas a irem ao fundo!

Os tribunais administrativos mais o respectivo supremo esclarecerão daqui a quinze anos o que eram acções, dinheiro próprio, contractos, empréstimos etc. Podemos estar descansados.

Outra coisa que querem que fique como mais sólida que aço é que a Airbus tinha confiança absoluta no tal de Neeleman. Pois.

Ah, e anda aí a esgrimir-se com o tal código das sociedades comerciais. Temos portanto questões jurídicas, relevantíssimas, que por isso mesmo, daqui a quinze anos os tribunais administrativos mais o respectivo supremo esclarecerão.

Do muito pouco que sei, é que esta telenovela TAP, mais uns quantos políticos e sobretudo os mais arrogantes, para além do tal de Neeleman  seus parceiros no negócio (???) e administradores seus antecessores, todos emprestam a esta "coisa" um cheiro putrefacto que qualquer jovem urso polar detecta aqui em Portugal e França.

De certeza que os gabarolas vão continuar, na exacta medida em que Portugal se equivale à torre em Pisa: todos os anos se afunda um bocadinho, por mais injecções de cimento que espremam para os alicerces.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 29 de abril de 2024

MELHORES  DIAS
Como em certos sectores da vida nacional, como certas criaturas da vida nacional, este já teve melhores dias.
AC

terça-feira, 22 de agosto de 2023

GNR
A GNR é uma das forças de segurança do país.
GNR e Exército estão ligados, melhor dizendo, estão bem entranhados na nossa história; interessa-me particularmente a época desde o final do século XIX.

Se olharmos à nossa historia e sobretudo ao período 1900-1928, encontramos casos verdadeiramente peculiares (opinião pessoal naturalmente), refiro-me à turbulência política, refiro-me a que os movimentos políticos estavam bem entranhados nas Forças Armadas (FA) (então, Exército e Marinha). 
É da história nacional, bem estudada pelo saudoso Medeiros Ferreira, que alguns partidos de então e nomeadamente o Partido Democrático tinha algum receio do Exército.

Adicionalmente, a GNR que igualmente se imiscuía na política nacional, foi crescendo em poder militar. O período 1917 a 1922 viu um grande crescimento da GNR.

Subsequente ao derrube da monarquia, gradualmente a "força armada" impôs-se no país.

A política nacional dessa época teve imensos sobressaltos, nomeadamente, greves, frequentes incidentes bombistas, atentados políticos, etc.
Adicionalmente, inflação, especulação cambial, carestia de vida, etc.
Nesta situação política complexa, houve inclusive alturas em que foram chamados militares e até um chefe de estado-maior da GNR para formarem gabinete.

O que é certo é que a comparação de peso militar Exército-GNR a par de questões políticas que se vinham registando, levou a que o poder político em 13 de Maio de 1922, finalmente, tenha tido a coragem de suprimir na GNR, por decreto, as tropas de artilharia, as tropas de metralhadoras pesadas e reduziu bastante, ainda, os efectivos das tropas de cavalaria e infantaria. 
Dai em diante, o poder militar do Exército deixou de ter a GNR a fazer-lhe sombra.

Os anos passaram, I República esfumou-se ou auto-destruiu-se (como quiserem), entrou Salazar, depois Marcelo Caetano. 
Nestas décadas as FA, a instituição militar, teve comportamentos diferentes relativamente ao poder político. 

Depois, e caminhamos para 50 anos sobre essa data, as FA mas particularmente os oficiais mais jovens do Exército concretizaram com sucesso uma revolta militar, semente do regime em que felizmente vivemos. 
Territorialmente, Portugal passou a ser um país com uma área Continental e com dois grupos de ilhas no Atlântico Norte, as regiões autónomas dos Açores e Madeira.

Até 1982, a instituição militar teve grande peso político na vida nacional. Com a revisão Constitucional nessa data, começou o regresso aos quartéis, de facto. Ficou clara a democrática subordinação  da instituição militar ao poder político legitimamente eleito. Como deve ser.

A história é longa, desde esse 1982, cheia de peripécias e casos, para poder aqui ser abordada em detalhe.
Direi apenas que, sobretudo em 1991, o poder político começou a olhar para a instituição militar.
E se começou a redução de efectivos, se alguns meios chegaram a partir de 1991 para a Marinha e para a Força Aérea, muita coisa aconteceu que penso criticável, mas uma coisa não ocorreu.

Que coisa foi essa?
Tendo Portugal diminuído brutalmente em área geográfica terrestre, tendo Portugal responsabilidades nacionais e internacionais importantes face às colossais ZEE do Continente e das regiões autónomas, os poderes instituídos não fizeram o que teria feito um país normal/ organizado/ evoluído/ moderno.

Esse país, que Portugal não é, teria definido logo a partir de 1982 se deviam existir FA (eu defendo que sim), e existindo, que dimensão deviam ter, sendo óbvio para qualquer pessoa intelectualmente honesta que num país com as nossas características geográficas e com milhões de portugueses a viver fora do país, a Marinha e a Força Aérea deviam ter um peso específico.

Que fizeram os sucessivos governos, os sucessivos deputados, os sucessivos PR?
Trataram de trabalhar para que as FA do presente sejam a desgraça que está à vista. 

Podia dizer que é confrangedor ouvir, o professor Marcelo, o PM Costa, e outras criaturas como Carreiras, Cravinho, e tantos antecessores, e tantos deputados presidentes da comissão parlamentar de defesa, mas é muito mais que confrangedor, REPUGNA.

Quando o título do texto é GNR, vem tudo isto a propósito de quê?
Lembrei-me disto agora que, parece, finalmente, as principais chefias da GNR vão deixar de ser oficiais do quadro permanente do Exército.

Lembrei-me disto porque tem mãozinha do talentoso (??) Costa.

Lembrei-me disto porque certa tralha política prossegue inabalável na destruição da instituição militar nada a reformando, prossegue nada dizendo sobre que FA o país deve ter e como assegurar a soberania e a autoridade do Estado nas ZEE por exemplo, prossegue com o estrangulamento financeiro, prossegue com corrupção de há anos parecendo espantada e a fazer crer que só agora aconteceu nas ditas "indústrias de defesa(??).

Lembrei-me disto porque tenho bem presente a I República.

Claro que a culpa do caos se deve a Afonso Henriques porque bateu na mãe, ou ao corneteiro nesse tempo porque decepado de mãos não tocou a "fim de saque", e o saque prossegue até hoje. 

Ou a culpa de tudo isto será, de Putin, da pandemia, de Passos Coelho, de Cavaco Silva, de Bento XVI, de Trump, de Xi, dos tufões no golfo do México, da seca, etc.?
António Cabral (AC)

terça-feira, 8 de agosto de 2023

ALGUMA COISA ESTÁ MUITO DIFERENTE?

NÃO!

Estas são fotografias minhas, as primeiras 4 tiradas da minha casa na aldeia de Monsanto. 
As outras são algumas das dezenas que tirei andando pelas auto-estradas e por várias nacionais, o que fiz em 2017 entre 15 de Agosto e 10 de Setembro de 2017.

António Cabral

segunda-feira, 5 de junho de 2023

SERVIÇOS de INFORMAÇÕES da REPÚBLICA PORTUGUESA

Perguntas retóricas: 

- Podemos confiar nos Serviços de Informações da República Portuguesa (SIRP)?

- A minha resposta - talvez, tem dias.

- Podemos confiar nos actuais titulares dos órgãos de soberania?

- A minha primeira alternativa de resposta - em poucos. 

- A minha segunda alternativa de resposta - não confio no Presidente da República, confio em poucos deputados, não confio em nenhum membro do actual governo, confio pouco nos juizes. 

António Cabral (AC)

sábado, 6 de maio de 2023

O  ERRO  e  BENTO  de  JESUS  CARAÇA

Bento de Jesus Caraça foi um ilustre matemático. Foi, ainda, combatente anti-fascista.

Interrogo-me, quantos na Assembleia da República terão ouvido falar dele, quantos conhecerão o seu trajecto de vida?

Particularmente, quantas daquelas criaturas, e mais todas as outras criaturas que, temporariamente, são titulares de órgãos de soberania, o conhecerão?

Alguém que explique a essas criaturas todas que, paulatinamente, vão destruindo Portugal, que esse matemático disse um dia - não tenho medo do erro, porque estou sempre disposto a corrigi-lo.

Alguém que lhes explique e no fim lhes pergunte se perceberam, pois não é certo que a maioria tenha muitas células cinzentas.

AC

terça-feira, 11 de abril de 2023

RESPEITO ?
Como é próprio do ser humano cometo erros. 
Já cometi erros, em certas ocasiões medi mal as palavras mas, como é normal das pessoas decentes e intelectualmente honestas como me prezo de ser, dou a mão à palmatória quando e logo que disso me apercebo, quando e logo que muito justamente isso me apontam.

O respeito é aquilo que leva alguém a tratar as pessoas com deferência, que leva a ter por elas consideração e, por exemplo, no caso de titulares de órgãos de soberania, o leva a acreditar nessas pessoas, e a acreditar que elas estão verdadeiramente empenhadas em servir a sociedade, e nesses sentido lutando contra desigualdades sociais, pugnando pelo bem-estar dos cidadãos, pugnando por desenvolver o país. 

Ora o que se constata cada vez mais é que, respeito pela lei, cumprimento de normas em sociedade, respeito por regras mas, sobretudo, respeito pelos cidadãos, são coisas que se esfumaram há muito.

Mentem descaradamente, reinam numa impunidade absoluta.

Chamar-lhes tudo e mais alguma coisa é muito pouco. 

O trágico é que, revoltar-me eu e muitos outros, de nada serve, esta canalha tornou o regime num polvo. 
Está à vista o resultado do acontecido nos últimos 30 anos.

Respeito por esta gente? 
Não tenho nenhum, há muito tempo, de alto a baixo, sendo infelizmente poucas as excepções.
AC

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

sábado, 14 de janeiro de 2023

OLHO PARA ESTA GENTALHA …. 

Olho para esta gentalha, que dizem que vão fazer e não fazem, que falam todos os dias e todos os dias se tornam mais insuportáveis, que mentem descaradamente, um couto de amiguinhos familiares e namorados, que se fotografam e enchem redes sociais de tal forma que só confirmam a vacuidade de que são feitos, esta gentalha faz-me recordar uma conhecida frase - "the situation is hopeless …. but not serious"

AC

sábado, 31 de dezembro de 2022

A  MENTIRA

Em Portugal, 2022 foi um ano pródigo em mentiras.

Em Portugal, 2023 vai decorrer como em 2022.

É fartar vilanagem.
António Cabral

domingo, 6 de novembro de 2022

ALGUÉM QUE LHES EXPLIQUE

"Não se pode mandar sem espírito de sacrifício, sem dar o exemplo, sempre baseado em sã moral"

AC 

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

RECORDANDO  BRITO  CAMACHO

Brito Camacho um dia terá exclamado - só mudam as moscas.

Se ele estivesse vivo, aqui, nos nossos dias, diria o mesmo?

Não creio. Penso que diria - já nem as moscas mudam!

AC

terça-feira, 9 de agosto de 2022

   PATRIMÓNIO   
Quando se fala em património há que considerar o património material, edificado (bem conservado, em restauro, em ruínas), e o património imaterial igualmente importante.
No património edificado temos quer público, porventura a maioria, e património privado.

Cabem, portanto, no património material, por exemplo: estátuas, palácios, castelos, conventos, pelourinhos, mosteiros, baterias de artilharia de costa, salinas, cais palafíticos, fábricas antigas as mais diversas, moinhos, pontes, aquedutos, lagares de azeite, arribas na costa, fornos para fabrico de tijolos, fontanários, fontes, azulejos, igrejas, capelas, santuários, material circulante ferroviário, ilhas barreira, carruagens e outros puxados a cavalos, carros, camionetas, material dos bombeiros, antigas infra-estruturas militares, miradouros, etc. Aqui, 7 exemplos.
Uma sociedade com orgulho no seu passado, sem deixar de reconhecer o que de lamentável aos olhos de hoje se passou séculos atrás mas sem se colocar como se no mundo tivéssemos sido os facínoras e todos os outros povos o primor da decência, seria uma sociedade organizada, a procurar com perseverança diminuir as desigualdades e a fomentar o gradual bem-estar dos seus cidadãos.

Na minha opinião, tem-se melhorado muito em diferentes aspectos da sociedade. Mas, ainda opinião pessoal, estamos longe de ter reduzido drasticamente as desigualdades e as diversas pouca vergonhas que se arrastam.

Por razões diversas, mas muito por incúria, incompetência, os sucessivos governos, os sucessivos titulares de órgãos de soberania, não têm ligado ao património como deviam. 
Tem havido recuperação, é bem verdade. 
Mas persistem verdadeiras vergonhas. 
Património público em ruínas ajuda a bem definir os nossos políticos, e dá uma péssima imagem do país. 

Por exemplo, uma das últimas notícias sobre intenção de aproveitamento de infra-estruturas militares fechadas/ abandonadas, é o plano para dar uso novo à bataria do Outão, porventura para hotel ou pousada. Veremos o que acontece.

Também neste capítulo o desavergonhado em S.Bento promete o máximo e faz o mínimo.
Voltarei ao assunto.
AC

terça-feira, 15 de março de 2022

CARGA FISCAL,  POLÍTICOS,  SÚCIA

ORABAMOSLÁBER, se o que se retrata em baixo estiver 100 % rigoroso, o que devem os cidadãos comuns pensar: disto tudo, de como é gerida a sociedade portuguesa, desta cáfila que formalmente governa, sob o olhar atento e responsável do rei?

E, também a este propósito, lembro que as crises são como as cheias, inundam as caves e os andares debaixo, mas nunca chegam aos andares de cima. Curioso não é ?

AC

Actualização das 1055h, 15MAR2022
Um bom amigo recordou-me que neste momento o preço do petróleo Brent estará a ser negociado a 100 USD para futuros de Maio.
Claro que a esmagadora maioria dos meus concidadãos zangar-se-iam com esta brutal subida de preços verdadeiramente pornográfica se isto estivesse a acontecer com Passos Coelho, ou Carlos Moedas a governar como PM.
Como é este intrujão - mor que lá está, fazem filas nas gasolineiras e pouco mais. Afinal a maioria dos portugueses Costa, perdão, gosta!

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

LIDO  POR  AÍ,  na  NET
"……….Que um candidato à função já por aí anda sussurram-no alguns, e até o próprio parece tomar gosto na fantasia. Embora a minha ideia não conte, e certo de que no Céu não me ouvem, quero todavia deixar dito que se mantém nula a minha simpatia por uniformes à frente dos destinos da pátria.
Essa nobre tarefa é mais avisadamente confiada a paisanos com algum traquejo na arte de governar, mesmo quando são malabaristas e certificados troca-tintas
"
. (sublinhados meus)
AC

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

TITULARES  de  ÓRGÃOS  de  SOBERANIA

VERSUS

CREDIBILIDADE e FUNCIONAMENTO das INSTITUIÇÕES

Tenho estado há semanas a reler muita coisa sobre o ocorrido nos últimos anos no nosso país. Nomeadamente sobre, as crises à volta da questão dos incêndios e não apenas desde 2017, eleições, defesa nacional, participação de forças das nossas Forças Armadas no âmbito de missões da NATO e da ONU na Ásia, África e Europa, a nossa dívida, segurança social, serviço nacional de saúde, industrialização do país, comunicação social.

Tenho andado a ler artigos, relatórios, entrevistas, reli alguns livros e parte de outros. Inquéritos à opinião pública, como por exemplo sobre a Nação e as questões de segurança e defesa. Reli discursos passados de titulares de órgãos de soberania. Reli algumas coisas sobre, roubos de armas ao longo dos anos incluindo as célebres 50 pistolas na PSP, sobre Tancos, sobre Lei de Programação Militar. Etc.

Do mais recente, ative-me à evolução política desenvolvida na Assembleia da República que resultou no chumbo da proposta de orçamento do Estado para o próximo ano, recordei as façanhas dentro dos partidos políticos e muito em particular no PCP, BE, PS, CDS, PSD e Chega. E, claro, a lamentável Miríade e o que estará por trás.

Tudo visto e ponderado confirma-se aquilo que de há muito penso e  que há muito me revolta. Cotejando inclusive sucessivas declarações de certos titulares de órgãos de soberania, estes e antecessores, aparecidas na comunicação social e não desmentidas, quase nada bate certo. É por demais evidente que continuamente se mente descaradamente aos cidadãos, a bandalheira institucional atingiu patamares deploráveis. Em vez de transparência há cada vez mais opacidade na vida pública, a vida pública está imensamente degradada. 

O que para mim é terrível, trágico, é a esmagadora maioria dos meus concidadãos nada se preocuparem com isto, nada se revoltarem com a mentira política constante, perfeitamente instalada, danosa para a nossa vida colectiva. 

Que importa, não é?

António Cabral (AC)

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

E L O Q U E N T E

Algum comentário merecerá por parte do MNE, por parte dos principais titulares de órgãos de soberania, por parte de todos os seus antecessores?

AC