Quando se fala em património há que considerar o património material, edificado (bem conservado, em restauro, em ruínas), e o património imaterial igualmente importante.
No património edificado temos quer público, porventura a maioria, e património privado.
Cabem, portanto, no património material, por exemplo: estátuas, palácios, castelos, conventos, pelourinhos, mosteiros, baterias de artilharia de costa, salinas, cais palafíticos, fábricas antigas as mais diversas, moinhos, pontes, aquedutos, lagares de azeite, arribas na costa, fornos para fabrico de tijolos, fontanários, fontes, azulejos, igrejas, capelas, santuários, material circulante ferroviário, ilhas barreira, carruagens e outros puxados a cavalos, carros, camionetas, material dos bombeiros, antigas infra-estruturas militares, miradouros, etc. Aqui, 7 exemplos.
Uma sociedade com orgulho no seu passado, sem deixar de reconhecer o que de lamentável aos olhos de hoje se passou séculos atrás mas sem se colocar como se no mundo tivéssemos sido os facínoras e todos os outros povos o primor da decência, seria uma sociedade organizada, a procurar com perseverança diminuir as desigualdades e a fomentar o gradual bem-estar dos seus cidadãos.
Na minha opinião, tem-se melhorado muito em diferentes aspectos da sociedade. Mas, ainda opinião pessoal, estamos longe de ter reduzido drasticamente as desigualdades e as diversas pouca vergonhas que se arrastam.
Por razões diversas, mas muito por incúria, incompetência, os sucessivos governos, os sucessivos titulares de órgãos de soberania, não têm ligado ao património como deviam.
Tem havido recuperação, é bem verdade.
Mas persistem verdadeiras vergonhas.
Património público em ruínas ajuda a bem definir os nossos políticos, e dá uma péssima imagem do país.
Por exemplo, uma das últimas notícias sobre intenção de aproveitamento de infra-estruturas militares fechadas/ abandonadas, é o plano para dar uso novo à bataria do Outão, porventura para hotel ou pousada. Veremos o que acontece.
Também neste capítulo o desavergonhado em S.Bento promete o máximo e faz o mínimo.
Voltarei ao assunto.
AC
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