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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

 

A propósito, dos macacos de que agora muito se fala, mais os galhos com macacos, dos múltiplos assessores, do caminho a fazer na política, das combinações por baixo da mesa, das bancas de fruta nas praças e supermercados, e etc. lembrei-me desta fábula.

Será que o grupo dos "sessenta" agora muito falado, começou a estudar por esta fábula? Começou o tal caminho por aqui?

AC

sábado, 14 de janeiro de 2023

OLHO PARA ESTA GENTALHA …. 

Olho para esta gentalha, que dizem que vão fazer e não fazem, que falam todos os dias e todos os dias se tornam mais insuportáveis, que mentem descaradamente, um couto de amiguinhos familiares e namorados, que se fotografam e enchem redes sociais de tal forma que só confirmam a vacuidade de que são feitos, esta gentalha faz-me recordar uma conhecida frase - "the situation is hopeless …. but not serious"

AC

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

5 de OUTUBRO, REPÚBLICA, e.......rigor ??
Neste dia vem-se comemorando a mudança da monarquia para a república em 1910. 
Os mauzinhos poderão dizer que os da ética republicana se regozijam.
Estes e a esmagadora maioria dos portugueses primam pela ausência de rigor, no dia a dia, na sua vida quotidiana, e então em relação ao passado......muito mais interessante tirar “selfies", olhar a Cristina Ferreira, focar-se na pandemia futebolística,.......e quem vier atrás que feche a porta. Nada de “Worries“ quanto ao futuro, plenamente assegurado por Marcelo, Costa, Jerónimo, Catarina, Rio, etc. etc.
Olhando para o período de 3 a 5 de Outubro do corrente ano várias discursatas me chamaram à atenção.
Uma delas, saiu da boca daquela figura que formalmente é o nº 2 do Estado. “Disso", transcrevo as seguintes partes (sublinhados meus):

> Se Portugal é hoje um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efetivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, deve-o às sementes lançadas na revolução de 1910

> É certo que a realização da República ficou longe dos ideais mais progressistas proclamados à época. Como em todas as revoluções, as circunstâncias, as contradições e a própria inexperiência dos protagonistas conduziram a opções que não foram as ambicionadas, mas foram as possíveis”

> a revolução de outubro de 1910 teve uma história conturbada, decorrendo sob o espectro da ameaça permanente, em que a participação na Grande Guerra [1914-1918]

> de primordial importância a aprovação da Lei da Separação do Estado das Igrejas, essencial para a materialização do ensino obrigatório, gratuito e laico, mas que encontrou reflexos em áreas tão distintas como a do registo civil obrigatório e a da própria morte, ao atribuir caráter secular aos cemitérios, permitindo o seu acesso a todos os cultos religiosos”
.

Como sempre respeito a opinião de Ferro Rodrigues. 
Concordo que foi importante a mudança de forma de governo, passámos da monarquia para a República. Passámos a ter, em vez do rei, um presidente da República mas, esquecem-se de dizer, eleito por uns quantos e não por sufrágio universal. 
Formalmente, adquiriu-se a igualdade política dos cidadãos mas.....
Uma das grandes marcas de 1910 em diante foi sem dúvida a liberdade religiosa e a separação entre a Igreja e o Estado.
Formalmente, iniciou-se a luta para eliminar o monstruoso analfabetismo em Portugal, um flagelo da nossa sociedade, e uma das grandes razões do nosso atraso.
Sempre me interessei por direito constitucional e alguma coisa estudei e aprendi nesse âmbito, e de facto houve medidas importantes nessa altura.

Mas, como aprendi e não esqueço, há que salientar o bom mas não deixar de lembrar o mau.

E olhando ao mau, talvez a figura nº2 devesse ir rever algumas coisas de direito constitucional e olhar ás nossas constituições, desde 1820. Posso emprestar, tenho-as todas em casa.

Olhando ainda ao mau, e olhando a algumas das palavras da figura nº 2, talvez o senhor devesse de facto ler com mais atenção e, quando timidamente confessa que algumas coisas correram mal na I República - as palavras dele são história conturbada - esquece e não é rigoroso relativamente ao muito, mesmo imenso, de deplorável de vários períodos da I República. O que fizeram em relação às mulheres, aos analfabetos,  ao verdadeiro “ gangterismo" praticado, aos recuos na prática verificados quando se olha lá para trás, para 1820.
Quando se olha ao mau, talvez a figura nº2 e os Afonso Costas do presente devessem ler várias coisas, e nomeadamente João Gonçalves no JN que aqui escarrapachei antes, e este trecho do falecido e esclarecido Vasco Graça Moura.

"As comemorações da República têm de falar desses crimes. Eles foram cometidos sob a batuta de uma das figuras mais sinistras da nossa história. Graças a Afonso Costa e aos seus apaniguados organizados em milícias de malfeitores, a Primeira República, activamente respaldada pela Carbonária (e, mais tarde, por uma confraria de assassinos chamada Formiga Branca), nunca recuou ante a violência, a tortura, o derramamento de sangue e o homicídio puro e simples. Instaurou friamente entre nós o pragmatismo do crime. Institucionalizou a fraude, a manipulação e a batota generalizadas em todos os planos da vida portuguesa. Manipulou e restringiu o sufrágio, excluindo dele os analfabetos, as mulheres e os padres. Perpetrou fraudes eleitorais sempre que pôde. Perseguiu da maneira mais radical e intolerante o clero católico, por vezes até ao espancamento e à morte. Levantou toda a espécie de obstáculos ao culto religioso e à liberdade de consciência. Cometeu as mais incríveis violências contra as pessoas. Apropriou-se do Estado, transformando-o em coutada pessoal do Partido Republicano Português"
Vasco Graça Moura 5 de Outubro de 2010.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Há ou não corrupção em Portugal?
A propósito deste tema e como de outros na sociedade portuguesa, vêm-me sempre à cabeça aquela velha questão - ou estão bêbados, ou isto já só se aguenta bêbado.
Para uns certos senhores e senhoras, nunca beberam, estão sempre lúcidos e certos, mas acham que os outros ou bêbados estão ou estão tolinhos de todo.
Quanto a corrupção, por exemplo, se for Paulo Morais e outros do género a falar e exprimir revolta são tremendistas, no mínimo, e serão uns fala barato, não provam nada. Pois não, ele há códigos muito bem preparados, ele há cada armadilha, ele há cada esquecimento, usando a linguagem popular!
Ainda por cima quando Pinto Monteiro e sobretudo a sua querida auxiliar no MP declaravam - não há corrupção em Portugal!!! Lembra-me as moçoilas no Portugal profundo que aparecem grávidas e não foi ninguém.
Mas quanto a corrupção......oh diabo, agora aparece um dos donos do País a dizer - António Arnaut . Em entrevista, o histórico socialista diz que há na Administração Pública corrupção a um nível preocupante. Jornal de Negócios, 21/01/2015
Isto está a complicar-se. Se ele diz, é porque existe. Ponto final. Se for ele, ou Mário Soares, Almeida Santos, Manuel Alegre, é certo.
Ainda quanto a corrupção, melhor, acusações da dita, Narciso de Miranda foi absolvido pelo tribunal de Matosinhos.
Fui ler o que dizem os jornais. Como cidadão comum, não jurista, a conclusão que tirei foi - é capaz de ter desviado o tal dinheirinho, mas como o MP se esqueceu de um detalhe precioso, e nos célebres códigos também muito apropriadamente uns certos professores (quase todos oriundos do mesmo local) se esqueceram de lá incluir uma maior tipificação quanto aos possíveis malandros, lá foi o senhor Narciso de Miranda para casa. Mais uma vez, Portugal no seu melhor.
Sempre tive muitas desconfianças quanto aos juízes. Mas não é preciso ser jurista para perceber que se eles não encontram texto por onde agarrar a malandragem, só lhes resta mandar a malandragem para casa. Ou estou enganado?
Bem fiz eu outro dia, no magnífico local do interior do País que a fotografia mostra (inveja é pecado), beber um dos muito bons tintos produzidos em Portugal. A tentação para o - isto já só bêbado se aguenta - é cada vez maior.
AC



quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A pouca vergonha
Vejo por aí muita gente a gozar com o último texto publicado no DN por aquele a quem muitos chamam, por exemplo, o pai da democracia portuguesa, o pai disto e daquilo, etc. Refiro-me ao ex-presidente da república Mário Soares.
Pessoalmente, e não é de agora, tenho este meu concidadão em muito fraca conta, não esquecendo no entanto as várias coisas positivas que liderou. Mas este último artigo é de facto confrangedor, porventura ainda mais que outros anteriores.
Mas numa coisa me parece que ele tem toda a razão, concretamente ao elogiar o actual líder do PSOE em Espanha.
Não conheço o senhor. Mas a avaliar pelo que recentemente fez, merece respeito, e que se siga o seu trajecto político. Mas trata-se de um bom prenúncio.
Fez só, SÓ, uma detalhada declaração de interesses, com cópia de documentos da sua vida pessoal. E nada escrito à mão, ou com gralhas, ou rasuras, ou mentiras, ou 2ªs cópias.
Um documento escorreito, que evidencia um modo de estar na política. A seguir com atenção.
Comparando com quem por cá o elogia, com os deputados todos, com todos os titulares de órgãos de soberania actuais e passados, e outros políticos, fica-me a a confirmação da categoria de toda essa gente miudinha. Um nojo, essa elite que se governou/ governa que nos desgovernou/ desgoverna.
Ah,..........sussurram-me ao ouvido, isso é da estrita vida privada das pessoas....além disso os juízes do TC não têm tempo para se ocupar dessas declarações......POIS!!!!
Tribunal Constitucional? Tribunal....quê?   Desgraçado País.

........é isto e nada mais,..........pintassilgos, tenho a certeza, não são pardais.
AC

terça-feira, 14 de outubro de 2014

No País com cada vez mais imparidades.
Neste meu desgraçado País, é moda para muitos concidadãos bater sempre e cada vez mais em quem esteja na mó de baixo, ou já moribundo.
Lamentável moda que, creio, tento sempre não acompanhar. Pela minha parte neste blogue, e ao longo de anos onde me acolheram, sempre zurzi na classe política e em elites as mais variadas, não por moda mas procurando apontar alguns factos. E parece-me importante tentar, pelo menos tentar, alinhavar as diferentes perspectivas e as que se julgam ser as verdades todas acerca de um dado problema ou situação. Pelo menos tentar.
Vem isto a propósito, designadamente, do artigo de hoje no DN onde o campeão da moral e ética republicana desanca no actual governo. De alto a baixo.
A meu ver, tem imensa razão na maioria do que aponta, embora não seja nada que não salte aos olhos de qualquer cidadão mesmo não sendo da cor ideológica do ex-presidente da República. Há muito de justo no que aponta.
Mas este considerado pai da pátria continua na senda do - "só ele sabe, só ele tem razão". ETC.
Quando aponta, e bastante bem, críticas a vários ministros, envolve o actual e, digo eu, lastimável e incompetente ministro da defesa nacional (é o título do cargo, em Portugal, mas nada é na prática) no rol das desgraças que nos desgovernam.
Tem razão, o senhor do hífen só tem apoucado a instituição militar.
Nada construindo com alicerces e futuro consistente.
Mas o que quero realçar é a lata deste chamado senador, pois ao mesmo tempo que quem lhe escreve os textos junta o rol do costume na lenha lenga, quer que os cidadãos tenham ausência de memória. Eu não tenho, e até me lembro, para só citar uma menoridade, mas sintomática da postura do senhor, da célebre cena -"desapareça", para não dizer mais. Quanto ao mais importante, como sempre, as narrativas em Portugal escondem o passado. E depois é só campeões e defensores dos justos e oprimidos.
Mas tem razão, este governo anunciava-se como desgraça, e confirmou-se.
O meu problema de cidadão é que esta desgraça seguiu-se a outras tantas de diferenciadas cores, e agora anunciam-me a chegada de messias. "We will see". A senda começada à volta de 1700 continuará? Temo que sim.

.............e é isto .........e nada mais,............pintassilgos não são pardais!!!
AC