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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

PELO VOO SE CONHECE A AVE

E não digo mais, pois pintassilgos não são pardais!

AC

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

APANIGUADOS  DO  REGME 
QUEM ? 
NÃO SABE? 
OS VÁRIOS MALFEITORES E ILUSIONISTAS QUE POR AÍ PULULAM.
AC

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

MOTOR GERINGÔNCICO 
É que este, mais coisa menos coisa, era o que já vinha de trás. 
Só por ter mais óleo, ranger menos, não nos vai levar a bom porto.
Aposto.
AC

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Coisas do Presidente BARACK OBAMA
Para muita gente, de esquerda e não só, o presidente Americano é um farol.
Mas, palpita-me que, à boa e coerente maneira TUGA, discursos como o abaixo citado não passarão de verdadeiros disparates!!

PARA QUE SERVEM OS MILITARES?

"...É graças aos soldados, e não aos sacerdotes, que podemos ter a religião que desejamos.

É graças aos soldados, e não aos jornalistas, que temos liberdade de imprensa.

É graças aos soldados, e não aos poetas, que podemos falar em público.

É graças aos soldados, e não aos professores, que existe liberdade de ensino.

É graças aos soldados, e não aos advogados, que existe o direito a um julgamento justo.

É graças aos soldados, e não aos políticos, que podemos votar..."

BARACK OBAMA num MEMORIAL DAY

António Cabral (AC)

quarta-feira, 6 de abril de 2016

REGIONALIZAÇÃO, a ENCAPOTADA. 
O ABANÃO QUE FALTA, PARA O DESASTRE FINAL.
Mais uma classe de políticos, mais burocratas, mais poder funcional, mais profissionais da política, mais clientelas, mais favorzinhos, mais cunhas.
Tantos que andam desejosos de aumentar as capelinhas. 
Mesmo alguns que são, normalmente muitos dizem, tidos por SÉRIOS!!!!

Vai uma aposta que o governo vai tentar disfarçadamente avançar com estas coisas?

AC

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Que fotografia escolher para tentar sintetizar o dia de hoje?
Estas fotografias são curiosas. Todas da mesma zona, na aldeia de Monsanto. Esta primeira, pode sugerir um lago com névoa por cima, entre os dois montes. Puro e terrível engano. Era nevoeiro espesso.
Nesta segunda, a primeira árvore é um sobreiro, as outras não é certo o que são, pois ali na zona há oliveiras e sobreiros misturados. Quem julgar poder concluir com segurança o que lá está, corre sérios riscos de engano.
Nesta, dá a sensação de ser uma fotografia tirada de dentro de avião. Puro engano, foi tirada de um terraço, para registar um fortíssimo e espesso nevoeiro nas "baixas".
 Esta outra semelhante à primeira.
O que se vê de repente, o que se pensa ser, o que está lá mas não se vê, são realidades da vida. Deve viver-se com as realidades, não com o que parece, e ter cuidado com as fantasias, deixar passar o nevoeiro.
AC

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

As cores.
Vermelho, verde, amarelo, castanho, azul, preto, branco.
Muitos, cada vez mais, alguns familiares incluídos, só atentam nas cores que lhes interessa. Esquecem o arco íris. Esquecem as cores todas, as combinações todas, possíveis de fazer misturando o amarelo, o preto, o vermelho, o azul, etc. Uma infinidade de cores e matizes.
A vida tem muito colorido. Muitas vezes, infelizmente, muito de preto, pela amargura, pela desgraça, pela falta de proteção, pela falta de solidariedade, pela doença, etc.
Frase comum, a vida não é a preto e branco, mas uma infinidade de cinzentos, além do preto e branco. Mas há cores vivas. Pena que na sociedade se esteja a esquecer a beleza das cores, as realidades da vida das pessoas, e também o belo do preto e branco.
AC


domingo, 9 de agosto de 2015

Frases que encontro por aí
Pelos zapings na NET regista-se que é atribuído ao ex-director da campanha do PS a frase - "tenho pelo meu País o respeito de sempre ter feito política assumindo todas as responsabilidades de a fazer com elevação e decência".
Vou partir do princípio que corresponde á realidade ou seja, que foi proferida exactamente assim.
Por isso o meu sublinhado a bold vermelho.
AC

segunda-feira, 29 de junho de 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

 ECLIPSES DE SOL e a POLITICA NACIONAL
Há dias houve grande excitação com o eclipse de Sol. Observável, parcialmente em vários locais como Lisboa, eclipse total ou quase em outros locais do Globo.
A política nacional, observável por todo o País, no Parlamento, nas autarquias, no governo, nas oposições, na presidência da República, é o que se pode constatar.
Observável atravées dos OCS, as entrevistas, os comentários, as posições assumidas, etc, a política nacional mostra-nos o que não devia acontecer.
Aparentemente, só em 2034 se verificará em Portugal nova conjugação do que se observou há dias.
Quanto á política nacional, observado o que está e se anuncia, talvez nem em 2034 tenhamos um panorama diferente, digno, e de recuparação. Desgraçado País, desgraçados portugueses ás mãos destes malfeitores todos.
AC

terça-feira, 17 de março de 2015

A propósito do tristemente famoso preso preventivo nº 44
Sobre este caso, os portugueses estão a ser diariamente bombardeados com as mais variadas notícias, desde as bombásticas ás que dizem coisa nenhuma, ou as que procuram esclarecer alguma coisa. Depois temos o CManhã com os seus sensacionalismos que, para o meu gosto são, na maioria dos casos, de uma tristeza confrangedora.
Mas temos coisas também interessantes, para mim, naturalmente.
Temos o baterista guitarrista quase dono de muita coisa com as suas entrevistas de um fito só.
Temos advogados a palrar em todos os sentidos, a favor, assim assim, e contra.
Temos jornalistas a despejar oratória quase sempre inconsequente.
Temos assessores e ex-assessores de vários senhores a dar os seus palpites.
Temos jubilados que se levam ás costas de si próprios a falar majestaticamente.
Mas, o mais interessante para mim é ouvir e ler vários professores de direito a discorrer sobre o assunto.
E também a propósito do nº 44, diverte-me imenso a colocação de questões potencialmente controversas sobre matérias de direito, sobre imprecisões de códigos, sobre competências de tribunal A ou B para apreciar, sobre se - conde uma vez, conde para toda a vida!
É que como cidadão comum, e atento o historial destes 40 anos em que em 99,99% dos casos todos nacionais a culpa morreu solteira, não posso deixar de me interrogar sempre e cada vez mais, sobre os porquês de tanta barulheira, desde os vários do folclore aos que tentam professoralmente atingir os mesmos fins dos do folclore.
E também neste caso aparece a questão  da independência dos OCS ou falta dela, as asfixias democráticas ou antidemocráticas.
Uma coisa eu acho decisivamente engraçado: ver a quantidade de pessoas a enfurecer-se cada vez mais com os comentadores ligados ao PSD.
Engraçado, por exemplo, ler o prof Vital Moreira referir-se no seu blogue (que sigo com atenção e respeito) aos comentadores monopolistas do PSD em que dois foram líderes do PSD. Está certamente a referir-se a Marques Mendes e Marcelo R. Sousa.
Quando acho engraçado, e respeitando sempre as opiniões alheias, para quem vê muito pouco televisão ainda assim não me parece que o PSD esteja favorecido. Por exemplo, aos três comentadores apontados eu junto muitas outras pessoas, do PSD, do PS, e por aí fora.
Querem exemplos? Manuela Ferreira Leite, Antonio Vitorino, Santana Lopes, Rui Pereira, e outros em programas variados, ligados ao BE, e ligados ao umbigo de si próprios.
Para mim, que pouco sigo as TVs, parece-me mais importante a qualidade do que dizem os comentadores e jornalistas (ou orientação conhecida destes, ah isso já não interessa nada?) do que as suas ligações.
Pela minha parte, respeitosamente, vi talvez os três primeiros de Marques Mendes e decidi não perder mais tempo, vi algumas vezes Marcelo, e vejo algumas vezes Ferreira Leite.
Mas perco pouco tempo com todos eles e com vários dos senhores jornalistas. Não perco tempo com o resto.
E não ligo à espuma dos dias, incluindo os congressos da moda promovidos por quem só se começou a revoltar em meados de 2011. Eu é que não perdoo aos que se apoquentam apenas quando está no governo o PSD, ou o PS, ou o PSD /CDS.
AC

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A propósito do que por cá se vai vendo
Quanto mais observo as altercações na AR, quanto mais ouço os disparates governamentais, quanto mais inacreditáveis são as respostas e propostas das oposições, quanto mais me enoja o que vejo nas audições parlamentares actuais, mais me ocorre o que mostro na fotografia abaixo.
 AC

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Jogos de sombras
Cada vez mais, neste desgraçado País.
Basta olhar ao ambiente do "eduquês", ao dos comentadores (todos) putativos candidatos a presidente da república, ao dos deputados que se posicionam para cargos no futuro governo (PSD, PS), aos éticos do costume, aos politicamente correctos, aos que num dia dizem mal e no outro se contradizem.
Um horror. Vai-me caindo a esperança de que Portugal tenha salvação. Mas não vos maço mais hoje.
Deixo uma fotografia, com uma amostra dos caprichos da natureza. Boa noite.
AC

domingo, 1 de fevereiro de 2015

COMO EU VEJO ISTO TUDO.
Sem certezas quase nenhumas. Com imensa preocupação. Com enorme nojo dos vários donos disto tudo como, os escritórios legislativos disto tudo, os éticos republicanos, os que nunca se enganam, os convertidos ciclicamente a tudo o que é moda (??), os que se trazem aos ombros de si mesmos continuando a não perceber que só o cabelo branco e os óculos sem armação não chegam, os comentadores de tudo e mais alguma coisa, e por aí fora.
Seja os que estão no poleiro, cá e lá fora, seja os que se opõem a eles, a esmagadora maioria nada percebe de quase nada, menos ainda da história dos seus países e de estratégia e geo-política e geo-estratégia. E, uns e outros, creio que somam os dislates todos os dias.
Não sei se o senhor Rajoy se tem visto ao espelho dos que por aqui nos moem a vidinha, do BE ao CDS passando pelos que estão a encavalitar-se para ir ás urnas. Mas chamar tristes aos futuros opositores é capaz de não ser bom rumo. "We will see".
De uma coisa estou certo: todos morremos. Depois, há décadas que estou farto desta gentinha toda, sobretudo desde o fim da 1ª maioria absoluta de Cavaco Silva. E lá fora existe muita canalha como a cá de dentro, e não é por isso que me conformo. Com o mal dos outros posso bem.
Finalmente, e olhando aos sucessivos "doutores" e "engenheiros" que por causa dos meus concidadãos (no seu legitimo direito) nos caem em cima e estão sempre a pregar moral, ao ponto de gostarem de ver mais gente presa, lembro-me de um caso que não presenciei directamente, mas é real.
Tem a ver com os desertores, no tempo da guerra em África.  Respeitei quem decidiu fugir e não ir para África quando lhe competiria. Foram outros por eles! Pessoalmente sempre respeitei e respeito as opiniões e decisões alheias. Não significa que com elas concorde.
Houve um oficial de Marinha, que cumpriu uma comissão de serviço, em Angola, comandando um destacamento de fuzileiros especiais. Era um oficial, segundo me disseram, que manifestava amiúde a sua insatisfação pelo Portugal de então, pela política caseira. Era conhecida a sua postura. Mas foi para Angola. Acabou a comissão, pediu autorização ( era assim, então) para ir de férias para França (creio) e, claro, nunca mais voltou antes do 25ABR74.
Eu respeito sempre outrem. Mas merecem-me respeito profundo os homens como esse oficial de Marinha. Cumpriu o seu papel, e arrostou depois com o peso da deserção. Não andou apadrinhado por França, Bélgica, Suécia, Suiça e outras paragens.
O melhor é ficar pela fotografia, antes que me acusem de estar azedo. Bom Domingo para todos. Cuidado com o frio.
AC




terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A propósito da Base das Lajes: qual a actuação dos políticos portugueses?

1. Tudo indica que os EUA vão, a muito curto prazo, proceder a uma drástica diminuição de meios humanos e materiais na base das Lajes, melhor dizendo, na área maior da BA nº4 adstrita ao uso directo pelos americanos. Passar a ser, até um dia, um simples posto de gasolina, como terá dito o embaixador dos EUA acreditado em Lisboa. Sendo uma futura realidade, é uma lamentável e pesporrente frase.
2. A estadia dos americanos na Ilha Terceira tem, por trás, o formalismo do acordo de defesa que se conhece, e que tem contornos vários, e em anexo, laborais, militares, etc. E poderá ter tido já actas secretas, terá sido cumprido numas coisas, não em outras.
3. Aparentemente, a redução abrupta agora revelada reflecte uma decisão unilateral por parte dos EUA. Tudo, respeitante a um acordo existente, que seja decidido unilateralmente é criticável sem apelo nem agravo, e deve ser por isso repudiado ao mais alto nível. Pequeno País, ainda assim deve mostrar que tem dignidade soberana.
4. A existência da infra-estrutura na ilha da Terceira, confere a Portugal uma importância geo-estratégica muito importante. Importância que devia ter sido sempre acautelada pelos sucessivos governos da República desde 1951, e devia ter estado sempre presente em concreto nas cabecinhas dos sucessivos governos regionais. A importância não desaparece, pode em dada altura ser secundarizada como agora, mas está lá, e os Açores juntamente com a Islândia são uma linha de defesa avançada no Atlântico, uma linha de apoio. Sempre.
5. A existência dos americanos na ilha significa directamente que se constituem como um dos principais, porventura o segundo, empregadores na ilha; isso reflecte-se no comércio, na restauração, nas centenas de postos de trabalho ocupados por Terceirenses dentro da base, no arrendamento de casas, etc.
6. Estou convicto que os sucessivos governos regionais dos Açores desde a queda do muro de Berlim sabiam perfeitamente que o poder negocial dos americanos iria por isso gradualmente aumentar. O que fizeram para acautelar o futuro?
7. Estou convicto que tudo continuou mal com uma célebre reunião pós-PREC, onde estiveram 4 ou 5 pessoas apenas, uma delas infelizmente já desaparecida, e talvez deles o único homem estadista e de craveira intelectual impares.
8. Todos os governos regionais dos Açores, como todos os sucessivos governos da República tinham a obrigação de saber que, a queda do muro de Berlim, os desenvolvimentos tecnológicos no campo científico e militar, as alterações estratégicas dos EUA e que não são de há um ano, iriam fatalmente secundarizar (mas não desaparece) o valor estratégico da base na ilha Terceira. Por exemplo, em 2001, e o que será agora, observei um drone atravessar o Atlântico e ir até ao médio Oriente e voltar aos EUA.
9. Vale a pena recordar as cores dos governos desde a queda do muro de Berlim: governos da República - PS, PSD/CDS, PS, PS, PSD; governos regionais Açores - PSD, PSD, PS, PS, PS, PS.
Esta questão é mais uma daquelas que não devia estar na praça pública. Mas a inexistência concreta do presidente da República, a inabilidade e incompetência do actual governo, a postura de bicos de pés do novo messias, a inabilidade e incompetência dos partidos todos, a fragilidade do actual presidente do governo regional que herdou o elefante de pés de barro, tudo conjugado dá este triste espectáculo a que estamos a assistir.
10. A realidade é que vai sobrar para umas centenas de Terceirenses. A propósito, bem gostava de perceber como é poderão desaparecer cerca de 10000 habitantes da Terceira como consequência da saída dos americanos, como parece que anuncia um estudo que para aí está propagandeado, e que presumo tem alguma ligação ao governo regional. Porque se assim é/ for, não será então demonstrativo da postura de conformismo/ imobilismo dos sucessivos governos regionais, e designadamente desde o primeiro de Carlos César? Aliás não é por acaso que os açorianos das outras ilhas quando se deslocam a SMiguel dizem que vão ao continente.
11. Claro que nestas coisas, como em tudo, existem as questões centrais e nucleares, mas também os aspectos secundários, as coreografias, ás vezes tudo bem bem tolo. Mas muitas vezes os secundários elucidam bem e explicam os desastres a prazo.
12. Presidentes da República, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva, quantas reuniões com os presidentes americanos e abordagens concretas sobre a base?
13. Primeiros ministros, Ministros dos negócios estrangeiros, IDEM? Não falo dos ministros da defesa nacional porque do meu ponto de vista estão/deviam ter estado sempre num outro plano. Mas alguns talvez não tenham estado. E, quase certo, nada ajudaram.
14. Presidentes dos sucessivos governos regionais, IDEM.
15. À boa maneira portuguesa, ao longo de anos e anos, contaram sempre com o ovo no rabinho da galinha. 
16. Bem me recordo de alguns personagens ufanos das suas governações na região autónoma. Bem me recordo também, por exemplo em 2005, no dia da Autonomia, em Sta Maria, a disputa e acotovelanços ridículos pelos lugares protocolares na tribuna. Não será de admirar dada a sua menoridade a pesporrência de certos políticos nacionais não receberem certos políticos estrangeiros só porque no plano formal não estão ao mesmo nível protocolar. O resultado está à vista. E claro, figura parda sentada em certo poleiro anos a fio, nada ajudou.
17. Claro que agora, com a casa a arder, à boa maneira portuguesa, esta tralha politiqueira gesticula, corre ao Presidente da República (que, como os seus antecessores, sempre se esteve borrifando para quase tudo que não fosse a "sua grandeur") desespera pela sorte dos Terceirenses em particular os da Praia da Vitória, mas basicamente andaram a ir aos EUA às festinhas levando consortes e amiguinhos à custa do bolso dos de sempre, e uns pequenos encontros com lusos americanos de pouca concreta importância. Quando ao actual PM, para não referir o desastre anterior, dá ideia de parecer uma barata tonta, mesmo com conselhos de ratinho.
Há quem sugira: rever o acordo, que não só o técnico. Mas, o acordo sendo de defesa, está afectado, por esta unilateral decisão? Não creio que o acordo de defesa, o compromisso de aliança esteja alterado. O valor estratégico está lá, secundarizado porque o Pacífico está a preocupar mais, mas está lá. Mantém a importância. O que se passa é de natureza comercial, de emprego e, claro, com muitas infra-estruturas a passar de facto para as mãos do MDN/ Força Aérea, isso significa um encargo acrescido e muito relevante no que a manutenção respeita, portanto, mais dinheirinho nacional a gastar.
!8. Finalmente, mudar de parceiro, aliado? Só mentes tolas, verdadeiras baratinhas entontecidas com os palácios e o mercedes classe S podem recomendar a China. Nunca, no plano de defesa, militar. China e outros, incluindo EUA, deviam era ser chamados a instalar na Ilha Terceira empresas, raízes de desenvolvimento tecnológico. Não querem que se fale que os sucessivos governos até 25ABR74 andaram a dormir, que continuaram a dormir os pós 25ABR mais os sucessivos governos regionais? Será exagero? Talvez, mas tem muito de verdade. Basta ter conhecido os Açores. Conheço desde 1969. E apreciei pela última vez a sua realidade de 2004 a 2006. Diferenças enormes, para melhor, mas certas coisas em algumas ilhas pouco mudaram.
19. Tenho a certeza que alguma coisa do supra referido corresponde à realidade. A decisão unilateral americana não tem, a meu ver, justificação alguma. Mas a tradicional subserviência da esmagadora maioria dos políticos, nacionais e regionais, quando estão no estrangeiro, a gelatina vertebral de muitos pode, eventualmente, ter encorajado a tolice americana de saltar de um estudo do Pentágono para uma decisão a consumar até Outubro ou coisa que o valha. Lamentável, lá como cá.
AC

PS: ai que bom poder dar cartõeszinhos aos ilustres do Continente para irem ás boas compras nos supermercados americanos na base das Lajes.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Parece mas não é!
Nesta fotografia o que parece não é. No primeiro plano pode imaginar-se estarmos em terra firme; olhando em frente, mar, ou lago, e no fundo ilhas.
Puro engano.
Exemplo de fenómeno meteorológico captado na Beira Baixa, em 6 de Janeiro p.p..
Observando o nosso País, basta começar em 1JAN2014, até ao presente, quantas das coisas se passaram/ passam neste desgraçado País que não são o que parecem?
Quantas coisas nos fizeram crer ser de uma cor e são de outra totalmente oposta?
Façam este exercício caros leitores. Podem começar pelo fim, observem bem as tabelas IRS e legislação inerente, e avaliem os fantásticos benefícios que cairão no colo de 3 milhões de portugueses.
AC

domingo, 21 de dezembro de 2014

O Direito. A moral. E como eu sinto isto tudo.
Nota prévia: não sou jurista. Sou filho de gente humilde, decente, que me inculcou valores basilares, estruturantes de uma vida sã e digna. E as regras da profissão que abracei fizeram o resto. Outros falaram e falarão de mim.
1. A moral assenta no lado interior das condutas humanas. É uma ordem das consciências. Pretenderá orientar as pessoas para o bem. 
2. O direito é um instrumento capaz de promover mudanças na sociedade. É um sistema complexo, normativo, sem pretender moralizar condutas, sistema de normas de regulação de conduta social, com normas e princípios jurídicos, e assistido por protecção coactiva. Pretende, portanto, o bem comum, a justiça e a segurança.
3. A sociedade por esse mundo fora, em Portugal naturalmente, rodeou-se de um complexo e amplo campo normativo. Existem normas jurídicas aos “pontapés". Normas que são, objectivamente, dispositivos associando à verificação de determinados factos certas consequências a nível do direito. Prescrições gerais de conduta e correspondentes sanções coercivas. 
A ordem jurídica ordena os aspectos mais importantes da convivência social, prosseguindo a justiça e a segurança, para que todos os cidadãos, desejavelmente, olhando à sua envolvente, e cientes embora de que as diferenças sociais e de classe são uma realidade de todos os tempos, constatem no entanto, e fiquem descansados, de que apesar dessas diferenças todos são iguais perante a lei. 
Somos todos da mesma massa, não somos todos da mesma fôrma, mas devemos todos ser iguais perante a lei. 
Assim, todos iguais perante a lei e não, como alguns alarves continuam a dizer e a defender, que “há uns mais iguais que outros”. A dizer isto, e por todos os meios obscuros a tentar que assim seja para uns quantos dos seus apaniguados, que muito têm desgraçado Portugal.
4. Sem liberdade não haverá civilização. É assim, ponto.
Mas há, e haverá sempre, criminosos, pessoas que partem montras, ou assaltam casas, que roubam por esticão, ou que oferecem andares a sobrinhos de alguns para que certos terrenos passem a urbanizáveis, ou que agridem a mulher ou o marido ou os sogros, ou que violentam crianças. Há e haverá sempre políticos com pouca memória quanto ao que receberam no passado, políticos de cores várias que legislam para periódicos perdões fiscais, etc. Há, e haverá sempre, pessoas que, dizem que dão/deram (mas não deram) formação nas suas fábricas para depois receberem subsidios da UE, e se tornarem reis das mais valias, comprando em seguida  acções de certas instituições dominando-as, que não pagam contribuições sociais, que fogem ao fisco, e etc. 
5. Por isto e muito mais, se procura sancionar as violações de bens jurídicos que estão relacionados com a organização administrativa da sociedade. Naturalmente, há graduação de ilícitos e, de uma forma pouco técnica e muito simples, ponderação do que fazer perante crimes, perante transgressões ou contra-ordenações. O comum cidadão houve constantemente falar de crimes transgressões e contraordenações, de prisão, de multa, de coima.
Bem, se a “coisa” é bem complexa, acresce que a esmagadora maioria dos cidadãos “acha que”, e pouco ou nada passa daqui. Se olharmos para os OCS a coisa não melhora, pelo contrário, agrava. 
6. A esmagadora maioria dos cidadãos apercebe-se bem, no entanto, das dificuldades da vida, e compara as suas com o que se passa à sua volta. Não será de admirar que se insurjam contra injustiças de tratamento, contra os vários episódios que conhecem na sua freguesia, no seu concelho, em outras zonas do País. Em cima disto tudo cai a questão dos inquéritos preliminares, o segredo de justiça e da falha dele, os mesmos especializados advogados ano após ano. E o cidadão comum o que vê? O que sente? Todos iguais perante a lei? 
7. Estou convicto de que a maioria dos meus concidadãos terá muita dificuldade em, por exemplo, perceber como foi agora arquivado o caso dos submarinos, ao fim de oito anos. Sobretudo depois de lerem nos jornais dos últimos dias, meias confissões acerca de vários offshores e de gentinha vária que diz que se fosse agora não fazia como fizeram anos atrás. A maioria dos meus concidadãos vê o seu dinheiro fugir nos impostos, no supermercado, na farmácia, na electricidade, na água, etc. A maioria dos meus concidadãos vê o dinheiro da malandragem a ser fémea porque dá para comprar tudo e mais alguma coisa, vê concessões de empréstimos que o comum dos mortais nunca obterá, ou vê voar milhões de registos bancários (quando os há) sem culpa de ninguém. Acresce que muitos concidadões não sabem que o dinheiro voa, porque nem sequer lhes entra nos bolsos!
8. Mas é claro que com os esquemas, os códigos, as lojas, os escritórios, as listas de favores em dinheiro ou colocações de familiares, tudo se conjuga para o resultado que se constacta em Portugal - “um continuado exaltar de virtudes democráticas de banditagem” por parte de quem deve favores e, por isso, foi/foram em tempo devido colocado/s para nos azucrinar constantemente os ouvidos e a vista quando se sentam em estúdios de TV. Aliás, são excelentes democratas todos aqueles que não os beliscam nos seus jogos e vigarices, caso contrário, são etiquetados como alguém que precisa de se democratizar. Quando alguém ou alguma instituição procura a real verdade dos factos, e por indícios que se mostram fortes e suspeitíssimos se apontam baterias a certos senhores, há logo “aqui del’ Rei” por parte dos famosos donos da ética republicana (que a não aplicaram em Macau ou na selva africana), 
A triste realidade é que, mesmo pessoas com elevada craveira intelectual e auto-apregoada independência, se esquecem de confrontar parceiros de debate, confrontar amigos. É sempre incómodo colocar questões objectivas, directas, perguntas ásperas que, se respondidas, deveriam explicar o voar de dinheiros, o desaparecimento de documentação (contractual incluída) em que estavam espelhadas as decisões de certa banditagem, não é??
9. Como eu sinto isto tudo? Sinto que prossegue a bandalheira, e os esforços concertados de máfias várias. Sinto que o resultado das alterações a códigos e outra legislação ainda permite dilações, esquemas, etc. Sinto que os esforços e a desinformação que por aí vai por parte de éticos, puros, “e os únicos democratas” de Portugal, vão provavelmente atingir os seus objectivos.
Sinto que não deve ser por acaso que sucessivos ministros da justiça tenham retardado tudo e mais alguma coisa para que hoje, cada vez mais, fique a sensação da continuada falta de meios no MP e na PJ. 
Sinto que a aversão da maioria dos partidos à questão da inversão do ónus da prova (defendida em tempos por Jorge Sampaio) poderá querer dizer, objectivamente, que os deputados e outros politiqueiros e mafiosos vários do sistema se continuam a defender e aos seus. Tudo bons rapazes.
10. De uma forma ampla, a realização do direito deveria dar à sociedade portuguesa o nosso sossego. Temos tido alguns casos, detenções, decisões judiciais de primeira instância pesadas. Mas temos arquivamentos muito esquisitos. Os poderes políticos, melhor dito, os expoentes principais desses poderes políticos de diferentes cores e que formalmente nos têm (des) governado, garantem cada vez menos a nossa segurança, a justiça efectiva e o nosso bem-estar. O resultado da regulação da vida colectiva a que estavam obrigados, através da aprovação de leis e da imposição do seu cumprimento, está bem à vista. Continuam os portugueses a não ser todos iguais perante a lei. Não há direito. Também por isto, creio que de facto “Portugal continua pequeno, mas um torrãozinho de açúcar", como diria o “Brigadeiro Chagas” do tempo do Eça de Queiroz. Eu não gosto deste torto direito.
AC

domingo, 30 de novembro de 2014

Amigo corvo marinho
Amigo corvo marinho que boas fotografias me tens proporcionado, também tu chafurdas nas águas turvas, em fundos baixos, nas zonas lodosas. Bem sei, não te zangues, não és como muitos, eu sei que é para ver se encontras um peixinho, magrinho que seja, para te matar a fome. Bem sei, não te zangues, o termo chafurdar pode parecer que te estou a confundir com outros peixes de águas profundas que por aí andam. Desculpa, meu amigo corvo marinho.
AC




quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A propósito de economia, investimentos, desenvolvimento.

Alguns, periodicamente regressam aos arquivos pessoais, ou de amigos, pesquisando aleatoriamente ou a propósito de tema específico. No caso, tenho andado a folhear jornais antigos e outros relativamente recentes, disponibilizados por um amigo a propósito de"obras". Há pouco, "encalhei" no suplemento de economia do Expresso de 12 de Abril deste ano, página11.
Lá está o PETI, plano estratégico dos transportes e infraestruturas, uma listagem de investimentos prioritários até 2020.
Pode dizer-se que é uma agendazinha deste governo (pois são só 6 anos)? Não faço ideia.
O que gostava de saber é que estudos profundos foram feitos pelo prisma AEA (de que já falei em posts anteriores) para lançar tudo isto. Deve ser pouco diferente dos estilosos anteriores, há décadas lançando rodovias e outras tretas sem visão profunda pelo País, num todo.
Cereja em cima do bolo, acerca das obras, e olhando à referência já citada, a linha do Norte teve já 17 anos de sucessivas modernizações, com um custo de 1300 milhões de euros, encurtando a viagem Lx-Porto em 55 minutos.
É fazer as contas, como dizia o outro. Dá 23,64 milhões de euros por cada minuto poupado. Leram bem!
Por estas e muitas outras ao longo de décadas é que estamos como estamos. Quase de rastos. Mas sempre deu para gaúdio de pantomineiros darem várias voltas ao planeta no total das suas exóticas viagens!
AC

domingo, 2 de novembro de 2014

Face ao que persiste…….
No meu desgraçado País, deste e dos governos todos que o antecederam, nunca se recebem explicações simples claras e fundamentadas sobre a realidade que afecta as pessoas. E tudo afecta as pessoas!
Têm a boca cheia da palavra estratégia, que vomitam a torto e a direito. Mas não lideram, não coordenam. Só têm tempo para cerimónias, ás vezes para os OCS, e para muitas inaugurações, muitas. Viajam muito, no País e no estrangeiro. E, claro, sempre tempo para as faustosas deslocações, como se viu agora há dias, ao México. Estratégia? Têm é arrogância, prosápia e incompetência, para não ser mais indelicado.
Esquecem que em estratégia não existem certezas absolutas.
Provavelmente, desconhecem as origens da estratégia. Desconhecem na prática o que é coordenar e dirigir todos os recursos da Nação. Não têm arte nem competência para desenvolver e usar o poder político económico e psicológico que não seja para fins obscuros. Sabem lá o que são factores do poder nacional, sabem lá o que é o interesse nacional, os interesses nacionais, os objectivos nacionais, sabem lá quais os ingredientes da estratégia e os seus elementos, o objecto da estratégia, a sua finalidade, o que é estratégia global e estratégias gerais. Não sabem, nem estudam, o que é da sua formal competência.
Desconhecem que a estratégia pode ser entendida como arte, ou como ciência, uma actividade, mas mais um método articulado de pensamento e de planeamento de longo prazo.
Estes politiqueiros (porque política no sentido nobre nenhum faz) entendem apenas o frenesim mediático, com ou sem palhaçadas na AR. Não sabem quase mais nada. Por isso não podem, e não conseguem explicar onde estamos de facto, como País, e claramente porque chegámos aqui, e porque em 40 anos não foram feitas as verdadeiras reformas do Estado, e como podemos sair deste atoleiro.
Não sabem explicar as coisas ás pessoas, em termos de riscos, de ameaças, de vontade nacional, de coacção, de consequências para cada possível cenário ou situação concreta. Escondem, mentem, aldrabam, escamoteiam.
Até quando este desastre vai durar?
Até quando esta assustadora bovinidade portuguesa vai durar? Sendo certo que:
"quem faz injúria vil e sem razão,  com forças e poder em que está posto, não vence; que a vitória verdadeira é saber ter justiça, nua e inteira”
(Canto X, LVIII, Lusíadas, Luís de Camões)
AC