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sábado, 6 de junho de 2026

GRANDES   COMANDANTES

O estudo de grandes génios, cientistas, artistas, militares, políticos, suscita sempre grande curiosidade pelas suas realizações, pelas suas personalidades.

De certa maneira a história mundial repousa sobre os ombros e cabeças de muitos tidos como génios, e muitos foram-no mesmo. 

Às voltas com a minha livralhada, espalhada por estantes e armários e pela garagem, ás vezes dou com livros de que já nem me lembrava.


É o caso deste, e verifico que me foi oferecido em 2010.

O autor do livro é norte-americano, nascido em Berlim, ingressou no exército da União em 1861, combateu na guerra civil americana. Aborda seis génios militares do passado mais ou menos longínquo.

O autor aborda sobretudo a confrontação na cena internacional de personalidades e o uso de ferramentas estratégicas. Vencedores e vencidos.

Anibal, Alexandre, Júlio César, Gustavo Adolfo, Frederico, Napoleão.

Da história antiga, os povos tidos como os maiores ou até os mais inteligentes eram, em regra, os vitoriosos, e de certa maneira por isso a marcha da civilização foi durante séculos sempre na senda da guerra.

Refere o autor que a arte da guerra deve a sua origem à acção de uns quantos grandes comandantes, particularmente às suas concepções intelectuais, às forças morais do seu carácter.

Depois de reencontrar este livro e de superficialmente reler algumas passagens dei comigo a pensar que esses e outros grandes comandantes e génios são pouco mais que sofríveis quando olho para os últimos anos e os compara com, Trump, Guterres, Macron, Suarez o grande salvador do Ocidente, Putin, António Costa, Ursula, Bibi, os aiatolas, Lula, Rutte, Zelensky, Fabien, Núncio, Ventura, Brilhante, Metz, Paulo Portas, etc.

Bom dia.
Tenham um bom Sábado.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

terça-feira, 26 de maio de 2026

FRANKLIN  D.  ROOSEVELT

Em 1918 este homem era ainda Subsecretário da Marinha Americana na Administração Wilson.

Esteve brevemente nas ilhas do Faial e S.Miguel na sua viagem até à Europa a bordo do USS Dyer. Franklin este nos Açores de 16 a 18 de Julho de 1918.


A fotografia supra reflecte a pintura que a legenda descreve. 

Tirei-a do meu livro - "À Procura da Grande Estratégia, de Roosevelt a Obama" - livro editado pela Fundação Luso Americana, e que contém as intervenções havidas durante o I Forum Açoriano Franklin D. Roosevelt, que se realizou em Ponta Delgada de 16 a 18 de 2008.

AC

segunda-feira, 18 de maio de 2026

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

 REPUBLICANDO

sábado, 5 de abril de 2014

Portugal, daqui para a frente? 
Safa-se? Ou já a caminho do fundo?

Andam para aí uns pândegos, melhor, continuam a andar, uns já muito de ontem, muitos outros mais recentes mas tão ordinariamente iguais, que se esquecem que "competência sem autoridade é tão ineficaz como autoridade sem competência". 

E que "a grandeza de uma função está, antes de tudo, em unir as pessoas". Tal como se vê cá pelo burgo!!

Andam sempre a arrotar com "estratégia", para renegociar a dívida, para reestruturar a dita, ou para negar tudo isto, ou para salvar o estado social, enquanto outros dizem que exactamente pela boa estratégia prosseguida ele está óptimo. Etc!

Estratégia? Têm é arrogância, autismo, prosápia, incompetência, irresponsabilidade, compadrio mafioso e de lojeca, ausência completa de vergonha. 
Deixo por agora de parte a corrupção (material, imaterial, jurídica, moral).

Esquecem, não, não sabem, que em estratégia não há certezas absolutas.

Desconhecem as origens da estratégia. Desconhecem o que é coordenar, e dirigir todos os recursos da Nação. Minimizar riscos.

Não têm arte nem competência para desenvolver e usar os poderes, político económico e psicológico, que não seja para fins obscuros. 

Saliente-se que, muitos dos quais, nem têm sido assim tão ás escuras, são mesmo à descarada, perante a passiva bovinidade geral.

Sabem lá o que são factores do poder nacional, o que é o interesse nacional, os interesses nacionais, os objectivos nacionais, os ingredientes da estratégia e os seus elementos. Estratégia global e estratégias gerais.

Não sabem, não estudam
Nem o que formalmente é da respectiva competência.

Não sabem que a estratégia pode ser entendida como arte ou ciência, actividade, mas talvez mais um método articulado de pensamento e de planeamento a longo prazo!
Como isto anda, está-se mesmo a ver o método!!! Embora prossigam com cada método!!

Estratégia, para a cambada que nos esmaga há décadas, cada um do seu jeito colorido, entendem-na como actividade para o frenesim mediático, para o fracturante. 
Basta atentar nas gritarias na AR, nos berros dos cartazes aldrabões. Não sabem quase mais nada.

Não sabem explicar as coisas ás pessoas, ao cidadão comum. Distantes das realidades. TODOS.
Não conseguem, não sabem, explicar como estão as nossas vidas em termos de, riscos, de ameaças (não se trata de guerra bélica/ militar), de coacção, de vontade nacional, de consequências para cada possível cenário ou situação concreta.

Não sabem explicar, com meridiana clareza, a "canalização" dos empréstimos externos, e o que isso nos esmaga como sociedade. Não sabem, não estudam, um desastre enfim!

Até quando isto vai durar? Até quando esta assustadora bovinidade portuguesa vai durar?

Até quando se suportará, a arrogância, a pesporrência, a ignorância, a alarvidade dos que se queixam que felizmente não vivem só da reforma (mais de 9000,00), a chico-esperteza aparelhística, as negociatas com os amigalhaços, as nomeações sempre dentro do sistema, as inanidades de tantos falsos cultos e de tantos extremistas que tratam é de assegurar as pensões milionárias, e arranjar tachos na Europa que, com tanta mágoa uns anos depois, têm de abandonar?

Não é com invasões de ministérios, com vidros partidos, com subidas de escadarias, com insultos, com gritos, com manifestações ordeiras ou não. Não.

Faltem todos os portugueses, para começar, à votação ás eleições europeias. Arranje-se pelo menos uma abstenção para aí de 95%.
Mas claro que nenhum partido, mas nenhum, defende isto, querem todos o tachinho em SBento e no parlamento de Estrasburgo. 
Os que estão na AR e todos os outros grupelhos que para aí andam. Grupelhos que, se pudessem, queriam ser eles a ir comer as famosas sandes de SBento por meia dúzia de cêntimos.
Haja esperança.

Continuo seguro, seguro não, CONVICTO, que só com a "brutal violência" que recomendo acima, depois também nas legislativas, se poderia talvez abanar o "estado a que isto chegou".

Continuo convicto de que:

".....quem faz injúria vil e sem-razão,
com forças e poder em que está posto, 
não vence; que a vitória verdadeira 
é saber ter justiça, nua e inteira."

(Luís de Camões, Canto X, LVIII, Lusíadas).

AC

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A PROPÓSITO do PAÍS com MAR IMENSO
Portugal congeminou o tratado de Tordesilhas.
Mesmo hoje, ido o império, o País tem água que nunca mais acaba. 
Está em curso o processo do pedido de alargamento da plataforma continental.
Estou a referir-me apenas ao Oceano Atlântico onde sobre parte enorme Portugal como Estado tem determinadas jurisdições. 
Não me refiro, evidentemente, à agua imensa que cá dentro se mete, resultante das desgraças das sucessivas governações.
Vem isto a propósito do passar em revista muita coisa, recente e dos últimos anos, coisas que me interessam, relacionadas com o mar, com a economia azul, com o que são hoje as marinhas, mercante, de pesca, e de guerra, e os portos nacionais.
Passo em revista, e não me larga uma certa tristeza, quase angústia, pelo estado de tudo isto, num País que desde sempre se diz de marinheiros mas que, essencialmente, continua a dar mostras de ser um País de banhistas e manhosos as mais das vezes.
Nos últimos dias vi uma notícia mencionando um político americano com ascendência portuguesa e um potencial negócio de navios de guerra.
Desconheço fundamentos, veracidade, possibilidades.
Uma coisa tenho por certa, do que fui lendo ao longo de anos.
Um País com fortes interesses no mar e sobre o mar, deverá ter entre outras coisas, visões de médio e longo prazo e nada condizentes com a gestão de merceeiros que tem existido nas últimas décadas. E refiro-me há muitas décadas, não apenas 40 anos.
Entre as visões para um tal país, a definição de uma estratégia marítima e de uma estratégia naval. Nada de coisas aos repelões.
A marítima tendo a ver com o espaço marítimo, nas suas múltiplas vertentes.
A naval relacionada com unidades navais, com bases navais, com estaleiros de construção e de reparação navais, e outros apoios.
Esta coisas são complexas e requerem muito espaço para estruturadamente serem abordadas.
O meu ponto a propósito, por exemplo, dessa recente notícia supra indicada, é chamar à atenção para o estado de coisas, quanto à Marinha de Guerra, à marinha mercante, à marinha de pesca, aos portos, e estratégias (???) que obviamente continuam a não existir com princípio, meio e fim. Sempre tudo aos repelões.
Como dizia o "outro, pantanoso", é olharem bem para todos esses sectores e fazerem as contas.
Mas, como sempre, devo ser eu que estou completamente enganado. 
António Cabral (AC)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Consensos em Portugal?
Eis uma matéria que tenho para mim como NADA consensual.
As políticas e as mudanças políticas, defendem alguns, alimentam-se da divergência e não do consenso. 
Mas há adversários férreos, diria mesmo ferozes, de eventuais consensos de regime. 
O actual Presidente da República anda a sugerir, bem prega, entre outras coisas, orçamentos de regime, a médio prazo! 
Legítimo ideias próprias, projectos diferentes, certo, nada contra.
Há quem afirme (para mim é mais quem tenha o atrevimento de o dizer) que existe consenso político quanto a política externa e a política de defesa. Mas existe mesmo, a sério? Só para rir!
Veja-se o lacrimoso presidente Sampaio que, segundo se murmurava, se opôs ao envio de certo tipo de militares para fora e foram os GNR. 
Houve consensos partidários? E dentro do governo de então? E no Conselho de Estado de então? E dentro do MDN? E dentro do EMGFA de então? 
Pois, tudo engarrafado como diz um homem que muito respeito, tudo calado.
Claro que hoje em dia, por força das regras e normas da UE, atreve-se por vezes dizer que o consenso em certas matérias existe porque imposto de fora, da UE.
Há consenso em Portugal em relação a quê, concretamente?
Onde está a liberdade política dos governos no contexto da nossa envolvente?
Onde está a vontade consensual para facilmente com 2/3 de votos na AR se resolverem problemas, do sistema de justiça, do sistema eleitoral, por exemplo? Para já não falar das ridículas franjas que no PSD e no PS elegem um marmanjo que depois é candidato a Primeiro-Ministro.
Que poder efectivo, nosso, na política monetária, estabilidade orçamental, mercado interno?
Há consenso político quanto à questão de regime?
Há consenso quanto ao problema dos incêndios? Há consenso quanto ao ordenamento territorial? Há consenso real quanto ao desordenamento!
Há consenso quanto ao que Portugal deve ser no plano militar, que Forças Armadas deve o País dispor? Estamos em ZERO desde 1976. 
Há consenso quanto à ferrovia? NÃO.
Há consenso quanto à industrialização do País? NÃO.
Há consenso em matéria fiscal? NÃO.
Há consenso quanto a recursos hídricos? NÃO.
Há consenso quanto aos portos? NÃO.
Há consenso quanto a barragens? Não.
Há consenso quando ao mar? Não.
Ah, já sei, há uma matéria com consenso quase absoluto entre as diferentes forças políticas, o futebolês, cada vez mais futebolês e futebol nas TV TODAS, cada vez mais telenovelas, e shows pimba. Tudo a "INDUCAR".
AC

domingo, 6 de março de 2016

Europa. O mundo de hoje.  Como genericamente sinto isto tudo.
1. Alexandre, Genghis Khan, D.João II, Bismarck, Napoleão, Ataturk, Hitler, Roosevelt, e por aí fora, desde séculos que vários líderes tiveram as suas visões para os seus países, as suas perspectivas de desenvolvimento e de dominação dos outros.
Hitler está bem qualificado, assim como toda a tralha civil e militar que em 12 anos o seguiu apoiou e aplaudiu. Um dos piores criminosos da história da humanidade. Olhando ao que fez, percebe-se o que pretendia. O que quero dizer é que definiu uma estratégia. Criminosa, é certo, mas um sentido, um rumo, militar e de desenvolvimento económico, de dominação indiscutivelmente insuportável, inaceitável, condenável sem apelo nem agravo. Por exemplo, em relação à obtenção de matérias primas.
Os campos de concentração terão tido, também, em certa medida, creio não estar enganado, alguma relação com certa criminosa indústria. Adiante.
Portanto, estratégia; o miserável e repugnante patife tinha nos seus círculos de apoio à decisão quem soubesse de estratégia, geo-estratégia, geo-política.

2. Nos tempos modernos e nos mais contemporâneos, ela começou nos meios militares. A estratégia foi "ciência" que ocupou o seu lugar no mundo, desenvolveu-se e, hoje em dia, mais e mais o mundo civil a interiorizou.
Bom, não os tolos que por cá conhecemos, nem os donos disto tudo, nem os "puros" da ética republicana, nem os que se julgam os novos donos, ou os que continuam a agir como se fosse correcto decalcar o século XIX e as primeiras duas décadas do século XX.

3. Com os pontos anteriores, pretendo apenas alguam ligação ao momento presente: nós em Portugal, a Europa, o mundo. Quem pensa em modo estratégia, quem olha aos posicionamentos e interesses dos diferentes estados?
Não certamente em Portugal como se continua a ver.
Existem no País pessoas civis e militares, homens e mulheres, em todos os sectores da sociedade e que têm os pés na terra, têm formação e altíssima qualidade, não acreditam em milagres, e não desconhecem a estratégia, a geo-estratégia, a geo-política.
Mas os politiqueiros caseiros evidenciam todos os dias o desastre que são. Nada de perder tempo com Mário Soares, Sócrates, Marinho Pinto, António Costa, Passos Coelho, Paulo Portas, Louçã, Catarina, Mortágua, Jerónimo, etc (uma lista infindável). Para não falar já em certos pomposos que se trazem a si próprios ás costas de si mesmos, na ânsia de melhor se posicionarem para cargos e benesses sempre à mesa do orçamento.

4. Parece-me uma parvoeira as perspectivas de desenvolvimento mas sobretudo o modo como continuam a ser apontadas, o rumo que se preconiza para o País.
Considerar que o actual governo e o anterior de Passos Coelho e o de Sócrates é que constituem a grande desgraça que aconteceu a Portugal, embora cada um à sua maneira tenham dado uma desastrosa e excelente ajuda, é continuar a acreditar em miragens e, depois, vem aquela fé futebolística - agora é que vai ser!!!. Nem Mário Soares, Cavaco Silva, Sócrates, Barroso, Passos, Santana ou Guterres e agora Costa são os desastres de Portugal. Eles contribuíram/ contribuem e de que maneira, mas o mal vem de há séculos.

5. Basta observar coisas simples.
Ver quando começou a primeira electrificação no País (Cascais, salvo erro, no tempo de D.CarlosI), instalação dos primeiros telefones, a primeira barragem, a TV (1957), a alfabetização, alguma industrialização da agricultura, a modernização da organização administrativa e territorial do País, etc, etc, e comparar com o que sucedeu na Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suíça, que são países geograficamente pequenos como o nosso.

6. Uma coisa é olhar aos políticos alemães hoje, na Europa, o que fazem e se propõem fazer. Outra, diferente, quando hoje se fala da Alemanha, é esquecer-se a génese das coisas, como por exemplo ver quando:
> lá começaram as empresas de renome internacional (Krupp, Siemens, BMW, Bosch, Telefunken, VW, Mercedes, etc),
> começou a ligação de laboratórios ás universidades e ás empresas, etc.
> como se processou a alfabetização da população alemã.
> quando e como foi erguido o pilar justiça; e esta é que é, também, questão definidora e decisiva.
Por outras palavras, é ver quando na Alemanha se começou a pensar em desenvolvimento económico, industrialização, etc.

7. E nós? Mudámos de rumo político interno? Não, andamos sempre a mudar de cosméticas. Ora vem a paixão da educação, ou da produtividade, ou da exportação, mas não passamos disto. E os outros lá fora é que são os culpados pelas coisas de mal que nos acontecem.
Querem um exemplo? O MAR, a ECONOMIA do MAR.
Não muito antes de falecer, tive o gosto de assistir a uma pequena conferência do saudoso Professor Hernani Lopes. Um homem com H, com coluna vertebral, mas a que essencialmente só deram ouvidos para endireitar as primeiras bancarrotas. Daí para cá, digo eu naturalmente, muitas conferências, muitos estudos, convites a torto e direito mas, quanto ao que ele muito sabiamente dizia e aos caminhos que recomendava, uma série de senhores ligavam / ligaram ZERO.

8. Em 2004, a Comissão Estratégica dos Oceanos dizia em relatório - ......""uma estratégia nacional para o oceano encontra a sua principal justificação na necessidade de Portugal dever gerir a área marítima sob a sua jurisdição não por intermédio de actuações avulsas ou sectoriais, mas através de uma política predeterminada, abrangente e de longo prazo.........a persistência de um quadro de actuação e de governação do Oceano pautado por intervenções sectoriais, de tipo vertical, não se coaduna com a horizontalidade das ameaças e problemas com que se defrontam hoje os oceanos e os mares.........qual o destino final onde queremos chegar"".
Isto foi há doze anos. Agora é ir ver o que fizeram de CONCRETO para inverter a marcha do "status quo"os governos de Sócrates e Passos Coelho. O actual, para anunciar não sei quantas medidas (quase todas verticais) mandou a ministra falar mas vestida de AZUL!

9. Querem falar dos tempos antes de Sócrates? OK.
A começar no primeiro governo constitucional, e como um só exemplo, recordem o põe e depois tira e põe outra vez o departamento do mar, ora integrado na agricultura ora fora.
Comemorou-se anos atrás o VI centenário do nascimento do Infante D. Henrique e logo se exaltou nessa altura - comemorar o nascimento do Infante significa, no essencial, comemorar a multissecular vocação marítima dos portugueses. POIS.
Na presença do então PR Mário Soares, numa cerimónia na Escola Naval, o comandante daquele estabelecimento de ensino militar recordou no seu discurso palavras anteriores do então Chefe do Estado - "a adesão à Comunidade Europeia, reforçou a importância crucial da vocação marítima portuguesa como factor de independência e de coesão nacionais. Assim, valorizar a dimensão Atlântica de Portugal, com o objectivo de favorecer uma posição autónoma do País no espaço Europeu, constitui tema obrigatório para a reflexão e acção política sobre o nosso futuro colectivo. Ocupar o mar, nos planos científico, geo-estratégico e económico, constitui certamente um dos vectores fundamentais do grande desafio da modernidade com que Portugal está hoje confrontado".

Grandes tiradas. SEMPRE.
Olhe-se aos portos, à nossa marinha mercante (??) aos estaleiros navais (que existiram, que acabaram, que estão a acabar?), à burocracia, à nossa frota de pesca (??), à construção naval nacional, ás administrações portuárias, aos trabalhadores nos portos, à reparação naval, ETC. CONCLUSÃO?
António Cabral (AC)

sexta-feira, 17 de abril de 2015

GRÉCIA, UE, RÚSSIA, EUA, E TUDO O MAIS QUE SE QUISER!!
Incluindo, geopolítica, estratégia, manipulação, vigarice, interesses, e como o mundo contemporâneo continua complexo, além da frase célebre, hás-de pagar-mas!!!!
Pois é, a Grécia tem a Alemanha à perna à conta dos cêntimos e não só. Mas os estaleiros alemães foram vendendo à Grécia durante anos submarinos e fragatas. Esqueçamos as luvas, esta é a realidade. Paradoxo?!!!
Desconheço se está tudo pago ou não, cheira-me que devem alguma coisa. Além de que os estaleiros alemães precisam de continuar a produzir, até porque estamos num mundo de paz!!!
Entretanto, pelo que se vê nos OCS nacionais e estrangeiros, andarão por aí umas negociatas Grego-Russas acerca de mísseis e se calhar não só.
Pagar ou não logo se vê porque, entretanto, os ganhos para os dois lados não se contam em notas.
Tal como as negociatas anunciadas Irão-Rússia, até porque estamos num mundo de paz!!!!
Vários sempre a tentar fazer um mundo melhor, ainda que estejamos num mundo de paz!!!! Designadamente os pistoleiros de várias nacionalidades (incluindo certos "tugas") com ares de democratas e libertadores da opressão, que persistem no rumo da irresponsabilidade.
AC

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A propósito de mais um atentado terrorista
Escrevo após o jantar quando continua, ao que parece, a caça aos suspeitos do horror praticado em Paris. Uma caça, que me pareceu, está em boa parte a ser acompanhada pelos media o que, para mim, é peculiar. Peculiar, para quem tem sensibilidade para estes assuntos, e sabe como eles devem ser conduzidos. Mas deve ser mal meu. Entretanto, conexo ou não com o assassinato de 12 pessoas, já assassinaram em outro local de Paris mais uma agente da autoridade.
A culpa disto tudo é de quem? Do designado mundo Ocidental? Dos EUA? Da comissão europeia? Do Papa directamente, ou da igreja católica? Do El Ninõ e suas consequências em vários continentes? De Afonso Henriques porque supostamente andou à chapada com a mãe?
A responsabilidade é, para mim, directamente dos assassinos, e não me venham dizer que agem pensando que…bla…bla…bla! Estiveram-se nas tintas quanto ao cartoon no nariz do Papa, se calhar acharam graça. Eu achei.
A desculpabilização soft deste tipo de horrores, horrores há décadas e décadas praticados, um certo "laissez faire” e a falta de firmeza na Europa a propósito de alguns aspectos do multiculturalismo (desejável sendo são) muito tem contribuído para a sucessão de assassinatos.
Assassinatos é a palavra a empregar. Estamos perante assassinos, e não meninos de coro. Perante ódio e violência gratuita, que ninguém de mente sã pode tolerar.
Existem em Portugal e por esse mundo fora e particularmente na Europa, milhões de pessoas que parece que pensam que tudo acontece por acaso. Mas não é assim.
Tudo tem raízes, explicações, condicionantes várias, maturação de anos décadas ou mesmo séculos, não existem justificações fáceis ou únicas, e quem pondere estruturada e racionalmente sobre os assuntos no mundo pode, e deve, entender as problemáticas das envolventes e as evoluções, particularmente desde o século XIX, mas NADA, mesmo NADA, autoriza tirar vidas humanas, por exemplo em Portugal porque Afonso Henriques foi o primeiro a expulsar os mouros. NADA!
Ou se defendem valores da sociedade, ou a prazo ela irá desmoronar-se. E numa sociedade, deve-se integrar, e não destruir.
Olho para o que disse em Lisboa o sheik Munir, e dou comigo a pensar: de facto se, como dizem certas cabeças ocas luxuosamente instaladas em Bruxelas e Estrasburgo, por trás do horror acontecido em Paris estão as políticas horríveis (tenho as maiores reservas e algumas discordâncias de fundo sobre muita coisa aqui na Europa e não só) praticadas neste “chato” mundo ocidental, porque carga de água os milhares/ milhões de cidadãos oriundos do Norte de África e do Médio e Extremo Oriente e que residem a Norte do Mediterrâneo, não emigram antes para a China, para a Rússia, para a Coreia do Norte ou, sobretudo, para qualquer dos seus países de origem ou para outros países em África ou do Médio e Extremo Oriente, onde em nenhum deles se praticam estas horríveis (e algumas são) políticas de austeridade? Porque não fazem isso?
Gostava de ouvir sobre isto as criaturas que se entretêm a comer “moules” em Bruxelas, ou uns “escargots” em Estrasburgo, sempre regados com bom vinho e ou champanhe francês, e que nos intervalos determinam o comprimento que devem ter as alheiras de Mirandela!
Haverá quem diga que o que agora aconteceu, como em outras funestas ocasiões, nada tem a ver com a religião muçulmana. Talvez não tenha, quem sou eu para contrariar essas asserções. 
Mas, ainda assim, fica-me a dúvida sobre, que influência poderá ter tido, por exemplo, Arafat e outros do género, ou os ideólogos no Irão, ou uns rapazinhos na Síria, e muitos imãs, sobre estas multidões de assassinos encapuçados sempre presentes nas TV ocidentais. 
Naturalmente, não esqueço a génese porventura questionável do estado de Israel, não esqueço as intervenções no canal do Suez e nos Médio e Extremo Oriente entre finais do século XIX e a actualidade, mas……….!!, ou bem que estamos no século XXI e hoje as coisas no mundo tem que definitivamente passar a ser tratadas sem espadeirada e metralhadora ou bomba ou, então, se é pretendido reajustar fronteiras à época de 2000 anos atrás, ou vingar as atrocidades praticadas pelos europeus ao longo de séculos em países assaltados ou em colónias, então, e como é comum dizer-se de forma clara para militar entender, então estamos mesmo em guerra. 
Querem acabar a longo prazo com os valores ocidentais, com o nosso modo de vida? Vão-me desaparecendo dúvidas.
O que se passou em Paris é, a meu ver, muito mais que derivado do bom ou mau gosto do “cartoonismo”, ou o possível desdém por ele exalado. E, no mínimo, pretende-se causar instabilidade, medo, pavor.
Não há ou há, choque de civilizações, ou choque de religiões? Existe ou não desprezo pelos valores do mundo Ocidental? Quantas mesquitas existem em cada um dos países europeus? Quantas igrejas (católicas, protestantes, ortodoxas) existem nos países do Norte de África e no Médio e Extremo Oriente? 
Laicidade, separação da religião do estado, etc, são tudo questões decisivas e, pessoalmente, baptizado que sou, entendo que o Estado deve ser constitucionalmente laico. Mas outra coisa é, e bem disparatada a meu ver, negligenciar em cada país a preponderância, dos católicos, dos protestantes, dos ortodoxos, dos sunitas, dos xiitas, etc. E isso deve ser respeitado pelo Estado, pelos Estados, e pelos indivíduos.
Os cidadãos que emigraram para a Europa, desde o século XX, como vivem? Em que guetos os colocaram? Cá como lá fora, existem ou não cada vez mais locais onde a Polícia quase não vai e para ir, é quase um exército? Isto é tolerável? A maioria foi deixada vir para cá para a reconstrução da Europa no pós 2ª GG, sim ou não? Que questões estão em cima da mesa quando se analisa a atribuição da nacionalidade em cada um dos países europeus?
Que relação efectiva têm muitos imãs e os designados moderados muçulmanos e suas estruturas existentes na Europa, com os grupos radicais que existem em vários dos países europeus? Será que não existem células adormecidas em todos os países, nosso incluído? 
Para lá da possível relação, têm influência decisiva sobre eles, controlam-nos? Ou para as televisões é uma coisa mas depois, nos estabelecimentos de culto legalmente existentes e nos outros escondidos, fecha-se os olhos?
São tudo aspectos parcelares de um problema muito grande e muito complexo, e onde quase ninguém deve estar bem na fotografia. Problema para o designado mundo ocidental e para o resto do mundo.
As linhas supra são um pouco desconexas mas procuram, e admito que porventura não da forma mais feliz, chamar à atenção quer para o que séculos atrás foi acontecendo em África, no Médio e Extremo Oriente e na Europa.  
Procura salientar que no presente, esta continuada sucessão de assassinatos, atentados à bomba, etc, em paralelo com a moleza dos sucessivos governos ocidentais perante os problemas sociais e outros, a persistirem, não vão levar a bom resultado.
Comentadores, sociólogos, psicólogos, militares reformados enformados na velha ideia de que é preciso é mais gente para defender as fronteiras terrestres, e todos os politicamente correctos, terão o seu papel, mas……….talvez fosse mais avisado começar-se a olhar seriamente para as questões de fundo. 
Por exemplo (ordem aleatória): funções do Estado, justiça, políticas de imigração porventura a terem que ser restritivas, família, natalidade, trabalho e emprego, corrupção, saúde, educação, desenvolvimento das regiões, severo controlo dos fluxos nas fronteiras, combate eficaz aos fluxos migratórios através do Mediterrâneo e deportação aos países de origem, etc. 
Temo bem que venha a acontecer como quase sempre tem sido, em Portugal e no resto da Europa. Muita emotividade, muita solidariedade, mas……já passou,......e ....já agora, ....nada no meu quintal!
As coisas não acontecem por acaso, têm a sua maturação, muitas vezes demorada, demora que, quanto ao que penso estar por trás de mais um horror, será uma maturação bem planeada, e para ter resultados daqui a 50 anos. We will see!
De Estrasburgo, entre as 3ªs e 6ªs feiras, podiam elucidar-me mas, .....dir-me-ão só, com desdém.....nah, ….está enganado, isto foi só um triste episódio, passageiro, fruto da Merkel e quejandos.
AC 

domingo, 2 de novembro de 2014

Face ao que persiste…….
No meu desgraçado País, deste e dos governos todos que o antecederam, nunca se recebem explicações simples claras e fundamentadas sobre a realidade que afecta as pessoas. E tudo afecta as pessoas!
Têm a boca cheia da palavra estratégia, que vomitam a torto e a direito. Mas não lideram, não coordenam. Só têm tempo para cerimónias, ás vezes para os OCS, e para muitas inaugurações, muitas. Viajam muito, no País e no estrangeiro. E, claro, sempre tempo para as faustosas deslocações, como se viu agora há dias, ao México. Estratégia? Têm é arrogância, prosápia e incompetência, para não ser mais indelicado.
Esquecem que em estratégia não existem certezas absolutas.
Provavelmente, desconhecem as origens da estratégia. Desconhecem na prática o que é coordenar e dirigir todos os recursos da Nação. Não têm arte nem competência para desenvolver e usar o poder político económico e psicológico que não seja para fins obscuros. Sabem lá o que são factores do poder nacional, sabem lá o que é o interesse nacional, os interesses nacionais, os objectivos nacionais, sabem lá quais os ingredientes da estratégia e os seus elementos, o objecto da estratégia, a sua finalidade, o que é estratégia global e estratégias gerais. Não sabem, nem estudam, o que é da sua formal competência.
Desconhecem que a estratégia pode ser entendida como arte, ou como ciência, uma actividade, mas mais um método articulado de pensamento e de planeamento de longo prazo.
Estes politiqueiros (porque política no sentido nobre nenhum faz) entendem apenas o frenesim mediático, com ou sem palhaçadas na AR. Não sabem quase mais nada. Por isso não podem, e não conseguem explicar onde estamos de facto, como País, e claramente porque chegámos aqui, e porque em 40 anos não foram feitas as verdadeiras reformas do Estado, e como podemos sair deste atoleiro.
Não sabem explicar as coisas ás pessoas, em termos de riscos, de ameaças, de vontade nacional, de coacção, de consequências para cada possível cenário ou situação concreta. Escondem, mentem, aldrabam, escamoteiam.
Até quando este desastre vai durar?
Até quando esta assustadora bovinidade portuguesa vai durar? Sendo certo que:
"quem faz injúria vil e sem razão,  com forças e poder em que está posto, não vence; que a vitória verdadeira é saber ter justiça, nua e inteira
(Canto X, LVIII, Lusíadas, Luís de Camões)
AC