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terça-feira, 23 de junho de 2026

REPUBLICO

quinta-feira, 29 de Janeiro de 2015

Alemanha Nazi. Holocausto. Filme Berstein-Alfred Hitchcock.

RTP1, o canal público de televisão e porque deu serviço público "obrigou-me" ontem a estar bastante tempo em frente ao televisor. 
Boa parte eu conhecia, porque ao longo dos anos me fui dedicando a isso, como presumo que muitos outros cidadãos conheceriam já.

Os horrores do holocausto, as monstruosidades que em 12 anos cresceram, e que de facto, quase se pode dizer que a humanidade não recuou 12 anos mas 12 000.
Mas houve para mim novidades.

Uma, a de que o filme global, de que vimos partes, ficou quase concluído no final da guerra, e quando Alfred H regressou aos EUA, o argumento e, sobretudo, o encadear para a montagem do filme estava assente e a montagem muito avançada.

Mas, apesar das monstruosidades havidas, os aliados, creio que sobretudo EUA e UK, decidem não divulgar ao mundo o que se passara, pois rapidamente estavam já na fase de olhar como conter a URSS. Propósito que entendo, olhar ao que veio a ser a guerra fria, mas inaceitável o terem escondido do mundo o que fez a Alemanha Nazi. 
Os filmes ficaram "adormecidos" no "War Museum" (salvo erro).

Outra novidade, a de que recentemente o filme foi acabado, em memória não só dos seus autores, supra referidos, mas sobretudo pela verdade histórica, que deve continuar a ser levada ao conhecimento da humanidade.

Outra novidade ainda, para mim muito importante, a de que no filme e por decisão de Alfred H, estão incluídos mapas da Alemanha com a localização de todos os campos de concentração/ extermínio, com o desenho de círculos concêntricos, centrados em cada um desses campos, com distâncias várias (raios de 1,5 - 3,0 km, etc).

Assim se pode ver, as aldeias, vilas, cidades, que ficavam dentro desses círculos.
E, desta forma, se podendo desmentir que os alemães não sabiam o que se passava dentro desses campos, ou, pelo menos, da sua existência.
Foi um bom serviço público. Custa sempre a ver, muito.
Mas tem que ser mostrado muitas mais vezes.
AC

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

27  JANEIRO  1945
Neste dia, tropas soviéticas libertaram o campo nazi de Auschwitz.

Este dia 27 de Janeiro é assim um dos símbolos para lembrar os horrores nazis.

É o dia consagrado como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Dia para recordar esse campo de extermínio, recordar todos os  horrores nele perpetrados, recordar o que aconteceu também em muitos mais campos de concentração/ extermínio que a máquina nazi montou para, pretensamente, contribuir para apuramento (???) de raça.

É indispensável preservar a memória, do que aconteceu, do que foi perpetrado, de todas as vítimas do regime nazi, mas muito em particular os mais de seis milhões de judeus assassinados pela máquina nazi.

Intolerância e ódio, crimes inomináveis, pretensas experiências científicas abusando de seres humanos indefesos, horror inqualificável, tudo perante a indiferença de milhões.

Entre os muitos exemplos recordo que uma parte da "nata intelectual da Alemanha" escolheu a tempo o exílio e assim escapou à fúria nazi. São exemplos dessa fuga em tempo útil, Albert Einstein, Thomas Mann, Fritz Haler, todos eles prémios Nobel.

Há imensos filmes sobre o que as tropas soviéticas e aliadas encontraram ao libertarem os vários campos de extermínio, ao verem a barbárie ali exposta. Há imensos documentários, milhares de fotografias, imensos livros sobre os horrores da II GG.

Deixo aqui uma síntese incompleta da política nazi e no fim algumas fotografias dos horrores nazis tiradas de um dos meus livros:

1933
- 22FEV - preparação do campo de extermínio em Oranienburg
- 20MAR - decidida a construção de Dachau
- 21 MAR - entra em serviço o campo de Oranienburg
- ABR a MAI - decidida abertura de campos provisórios por toda a Alemanha

1934
- 20ABR - Himmler torna-se chefe da Gestapo
- 30JUN - As SS passam a dirigir todos os campos de concentração

1935
- 15SET - Nuremberga, promulgação das leis anti-semíticas

1936
- 3JUN - Projectado o campo de Buchenwald
- 12JUL - Inauguração do campo de Sachsenhausen

1938
- JUL - Início de construção dos campos de Mauthausen e Flosenburg
- 9 e 10 NOV - Noite de Cristal, incêndios de sinagogas e dezenas de milhares de judeus enviados para Buchenwald, Dachau e Sachsenhausen

1939
- 13MAI - primeiro comboio de mulheres para Ravensbruck
- AGO - criação do campo de Stutthof

1940
- 4JUN - criação do campo de Neuengamme
14JUN - primeiro comboio de polacos para Auschwitz
- 15NOV - Isolamento completo do gueto de Varsóvia

1941
- 6JUN - Início da construção de Natzweiler-Struthof
- MAI - Início da actividade nos campos de Gross-Rosen e Natzweiler
- 3SET - primeiro extermínio em massa em Auschwitz
- 30SET - construção de Birkenau
- 8DEZ - Início de actividade em Chelmno
- 29DEZ - Início de utilização de detidos para experiências sobre tifo

1942
- 20JAN - Conferência nazi acerca da "solução final" na questão judaica
- 15MAR- início de funcionamento de Belzec
- 17MAI - Início de funcionamento de Sobibor
- 23 JUL - início de funcionamento de Treblinka
- 27NOV - início de "experiências "médicas" em Auschwitz

1943
- 2FEV - Bergen-Belsen transformado em campo de concentração
- SET - início da construção do campo Dora
NOV - As SS encerram Treblinka, Sobibor e Belzec

1944
- 5JUN - Evacuação do campo Aurigny
- 24JUL - evacuação do campo Dublim-Maidanek
- 1AGO - Aniquilação de ciganos por gás em Birkenau
-21AGO - suspensão de transferências  de judeus para Auschwitz
- 26NOV - destruição das câmaras de gás em Auschwitz

1945
- 18JAN - evacuação de Auschwitz
- 25JAN - libertação de Stutthof
- 27JAN - libertação de Auschwitz
- 5JUN - libertação de Ohrdruf
- 11ABR - libertação de Buchenwald e Dora
- 15ABR - libertação de Bergen-Belsen
- 28ABR - libertação de Dachau e Ravensbruck
- 1MAI - libertação de Crivitz e Schwerin
- 5MAI - libertação de Mauthausen
- 8MAI - capitulação da Alemanha
- 8MAI - libertação de Terezin

- 14 NOVEMBRO - Abertura do processo de Nuremberga

SEM  PERDÃO.

PARA  NUNCA  SE  ESQUECER.

AC

sábado, 28 de janeiro de 2017

Dia Internacional da Lembrança do Holocausto
Ontem, 27 Janeiro, foi o dia. 
Entre os meus "afãs", ontem, consultei OCS nacionais e internacionais. Posso ter concluído mal, mas quase fiquei com a sensação de que certos dias comemorativos e certos temas fracturantes pululam mais vezes nos "media" que certas coisas "insignificantes, não é? " da história colectiva.
Foi a barbárie, que uns quantos por esse mundo fora se atrevem a dizer que não aconteceu. 
Como não está a verificar-se nenhuma alteração climática, não senhor. 
Na nossa sociedade e apesar de se tentar passar para todos nós mensagens doces de ausência de crispação e de uma paz social encantadora e inebriante, todos os dias crescem os sinais de intolerância e mesmo quase ódio, ainda que muito mascarados de guerra política mas é, de facto, ódio puro e duro. 
As palavras inglesas - "tolerance, compassion and understanding" - continuam a estar pouco vertidas do direito interno. 
O holocausto, naturalmente, nada tem de comparável com os nossos dias,  e com a vida nacional, mas lembraria que os maus caminhos do passado também se fizeram caminhando.
Será que hoje, não se estão a dar uns passos esquisitos?. 
Quanto à sociedade internacional, é melhor não falar, por agora. 
Para memória futura: Belzec, Chelmno, Sobibor, Treblinka, Madjanek, Auschwitz-Birkenau
António Cabral

PS: quanto a fotografias, cada um tem os seus gostos. Pessoalmente estas são das mais significativas.
O horror de uma "boca aberta" que engoliu milhões, os corredores  da ignomínia.


domingo, 6 de março de 2016

Europa. O mundo de hoje.  Como genericamente sinto isto tudo.
1. Alexandre, Genghis Khan, D.João II, Bismarck, Napoleão, Ataturk, Hitler, Roosevelt, e por aí fora, desde séculos que vários líderes tiveram as suas visões para os seus países, as suas perspectivas de desenvolvimento e de dominação dos outros.
Hitler está bem qualificado, assim como toda a tralha civil e militar que em 12 anos o seguiu apoiou e aplaudiu. Um dos piores criminosos da história da humanidade. Olhando ao que fez, percebe-se o que pretendia. O que quero dizer é que definiu uma estratégia. Criminosa, é certo, mas um sentido, um rumo, militar e de desenvolvimento económico, de dominação indiscutivelmente insuportável, inaceitável, condenável sem apelo nem agravo. Por exemplo, em relação à obtenção de matérias primas.
Os campos de concentração terão tido, também, em certa medida, creio não estar enganado, alguma relação com certa criminosa indústria. Adiante.
Portanto, estratégia; o miserável e repugnante patife tinha nos seus círculos de apoio à decisão quem soubesse de estratégia, geo-estratégia, geo-política.

2. Nos tempos modernos e nos mais contemporâneos, ela começou nos meios militares. A estratégia foi "ciência" que ocupou o seu lugar no mundo, desenvolveu-se e, hoje em dia, mais e mais o mundo civil a interiorizou.
Bom, não os tolos que por cá conhecemos, nem os donos disto tudo, nem os "puros" da ética republicana, nem os que se julgam os novos donos, ou os que continuam a agir como se fosse correcto decalcar o século XIX e as primeiras duas décadas do século XX.

3. Com os pontos anteriores, pretendo apenas alguam ligação ao momento presente: nós em Portugal, a Europa, o mundo. Quem pensa em modo estratégia, quem olha aos posicionamentos e interesses dos diferentes estados?
Não certamente em Portugal como se continua a ver.
Existem no País pessoas civis e militares, homens e mulheres, em todos os sectores da sociedade e que têm os pés na terra, têm formação e altíssima qualidade, não acreditam em milagres, e não desconhecem a estratégia, a geo-estratégia, a geo-política.
Mas os politiqueiros caseiros evidenciam todos os dias o desastre que são. Nada de perder tempo com Mário Soares, Sócrates, Marinho Pinto, António Costa, Passos Coelho, Paulo Portas, Louçã, Catarina, Mortágua, Jerónimo, etc (uma lista infindável). Para não falar já em certos pomposos que se trazem a si próprios ás costas de si mesmos, na ânsia de melhor se posicionarem para cargos e benesses sempre à mesa do orçamento.

4. Parece-me uma parvoeira as perspectivas de desenvolvimento mas sobretudo o modo como continuam a ser apontadas, o rumo que se preconiza para o País.
Considerar que o actual governo e o anterior de Passos Coelho e o de Sócrates é que constituem a grande desgraça que aconteceu a Portugal, embora cada um à sua maneira tenham dado uma desastrosa e excelente ajuda, é continuar a acreditar em miragens e, depois, vem aquela fé futebolística - agora é que vai ser!!!. Nem Mário Soares, Cavaco Silva, Sócrates, Barroso, Passos, Santana ou Guterres e agora Costa são os desastres de Portugal. Eles contribuíram/ contribuem e de que maneira, mas o mal vem de há séculos.

5. Basta observar coisas simples.
Ver quando começou a primeira electrificação no País (Cascais, salvo erro, no tempo de D.CarlosI), instalação dos primeiros telefones, a primeira barragem, a TV (1957), a alfabetização, alguma industrialização da agricultura, a modernização da organização administrativa e territorial do País, etc, etc, e comparar com o que sucedeu na Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega, Finlândia, Suíça, que são países geograficamente pequenos como o nosso.

6. Uma coisa é olhar aos políticos alemães hoje, na Europa, o que fazem e se propõem fazer. Outra, diferente, quando hoje se fala da Alemanha, é esquecer-se a génese das coisas, como por exemplo ver quando:
> lá começaram as empresas de renome internacional (Krupp, Siemens, BMW, Bosch, Telefunken, VW, Mercedes, etc),
> começou a ligação de laboratórios ás universidades e ás empresas, etc.
> como se processou a alfabetização da população alemã.
> quando e como foi erguido o pilar justiça; e esta é que é, também, questão definidora e decisiva.
Por outras palavras, é ver quando na Alemanha se começou a pensar em desenvolvimento económico, industrialização, etc.

7. E nós? Mudámos de rumo político interno? Não, andamos sempre a mudar de cosméticas. Ora vem a paixão da educação, ou da produtividade, ou da exportação, mas não passamos disto. E os outros lá fora é que são os culpados pelas coisas de mal que nos acontecem.
Querem um exemplo? O MAR, a ECONOMIA do MAR.
Não muito antes de falecer, tive o gosto de assistir a uma pequena conferência do saudoso Professor Hernani Lopes. Um homem com H, com coluna vertebral, mas a que essencialmente só deram ouvidos para endireitar as primeiras bancarrotas. Daí para cá, digo eu naturalmente, muitas conferências, muitos estudos, convites a torto e direito mas, quanto ao que ele muito sabiamente dizia e aos caminhos que recomendava, uma série de senhores ligavam / ligaram ZERO.

8. Em 2004, a Comissão Estratégica dos Oceanos dizia em relatório - ......""uma estratégia nacional para o oceano encontra a sua principal justificação na necessidade de Portugal dever gerir a área marítima sob a sua jurisdição não por intermédio de actuações avulsas ou sectoriais, mas através de uma política predeterminada, abrangente e de longo prazo.........a persistência de um quadro de actuação e de governação do Oceano pautado por intervenções sectoriais, de tipo vertical, não se coaduna com a horizontalidade das ameaças e problemas com que se defrontam hoje os oceanos e os mares.........qual o destino final onde queremos chegar"".
Isto foi há doze anos. Agora é ir ver o que fizeram de CONCRETO para inverter a marcha do "status quo"os governos de Sócrates e Passos Coelho. O actual, para anunciar não sei quantas medidas (quase todas verticais) mandou a ministra falar mas vestida de AZUL!

9. Querem falar dos tempos antes de Sócrates? OK.
A começar no primeiro governo constitucional, e como um só exemplo, recordem o põe e depois tira e põe outra vez o departamento do mar, ora integrado na agricultura ora fora.
Comemorou-se anos atrás o VI centenário do nascimento do Infante D. Henrique e logo se exaltou nessa altura - comemorar o nascimento do Infante significa, no essencial, comemorar a multissecular vocação marítima dos portugueses. POIS.
Na presença do então PR Mário Soares, numa cerimónia na Escola Naval, o comandante daquele estabelecimento de ensino militar recordou no seu discurso palavras anteriores do então Chefe do Estado - "a adesão à Comunidade Europeia, reforçou a importância crucial da vocação marítima portuguesa como factor de independência e de coesão nacionais. Assim, valorizar a dimensão Atlântica de Portugal, com o objectivo de favorecer uma posição autónoma do País no espaço Europeu, constitui tema obrigatório para a reflexão e acção política sobre o nosso futuro colectivo. Ocupar o mar, nos planos científico, geo-estratégico e económico, constitui certamente um dos vectores fundamentais do grande desafio da modernidade com que Portugal está hoje confrontado".

Grandes tiradas. SEMPRE.
Olhe-se aos portos, à nossa marinha mercante (??) aos estaleiros navais (que existiram, que acabaram, que estão a acabar?), à burocracia, à nossa frota de pesca (??), à construção naval nacional, ás administrações portuárias, aos trabalhadores nos portos, à reparação naval, ETC. CONCLUSÃO?
António Cabral (AC)