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domingo, 25 de janeiro de 2026

COISAS  da  HISTÓRIA
Aqui há tempos recordei a polícia política existente no Estado Novo subsequente à ditadura militar que por sua vez sucedeu à I República, polícia  que teve três diferentes designações e durou até ao 25 de Abril de 1974.
Hoje, um olhar muito superficial a URSS e Rússia e EUA.

Na URSS, e depois Rússia, os nomes das tenebrosas organizações foram por exemplo, Tcheka, NKVD, NKGB, KGB, FSB, GUSP, SVR, porventura existirão outras que não conheço.

Panóplia das "missões" desde, manutenção do regime saído da revolução de 1917, e daí para cá vertentes variadas, desde segurança interna, "controlo" de opositores ao regime, proteção de líderes, operações secretas diversas, proteção de instalações sensíveis e estratégicas, operações encobertas no exterior, etc.
Entre as "missões" eliminar oponentes russos residentes no estrangeiro.

Se olharmos aos EUA, temos lá muito para trás o FBI para actuação dentro de portas e a CIA para operar fora de portas. 
A designação FBI data de 1935 e decorreu da reformulação do serviço inicialmente designado como BOI (Bureau of Investigation).

Esta instituição americana é "célebre" por diferentes razões, sendo uma delas ter tido o mesmo dirigente durante quase cinco décadas, período durante o qual o FBI tratou não apenas de assuntos internos no âmbito criminal federal como, infelizmente, agindo em perseguições políticas e "controlo" de titulares de órgãos de soberania.

Quanto à instituição CIA (Central Intelligence Agency) foi criada no pós II Guerra e resultou da remodelação do serviço existente antes, a OSS (Office of Strategic Services).

Como é sabido a CIA foi e tem sido um instrumento americano para operações diversas fora dos EUA e nomeadamente para desestabilização de vários países. 

"Famosas" as intervenções, na Pérsia em 1953, várias na América Central, no derrube de Allende no Chile, e nos tempos mais recentes na Ucrânia o que levou à revolução laranja e praça Maiden. 

No caso dos EUA, existem outras agências de "intelligence", por exemplo dentro das forças armadas americanas, e por exemplo uma que é muito conhecida, de nome a NSA.
Quando do 11SET2001 ficou apurado o que se desconfiava, as capelinhas eram e são muitas e o interesses ancioial estava muitas vezes relegado para 2º lugar.

Tenham um bom Domingo.
O tempo continua adverso dos guarda-chuvas (ontem vi três virarem-se). Saúde e boa sorte.
AC

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

DA  HISTÓRIA

Berlim. Muro de Berlim.

1961, noite de 12 para 13 de Agosto, Alemanha Oriental (RDA), parlamento, aprovado decreto ordenando a construção de uma barreira física isolando a "cidade".

Inicialmente, durante semanas, montada uma estrutura improvisada, com muito arame farpado e várias barreiras de betão., com um comprimento um pouco menos de 50 km ao longo da cidade e bem mais de 100 km em redor dos seus limites.

Gradualmente, essa estrutra foi sendo substituída, e o resultado foi um extenso e tristemente imponente sistema de dois muros de betão, de cerca de cinco metros de altura, separados entre si de vários metros, ficando no meio a chamada faixa da morte, com um terreno arenoso, para deixar marcas da passagem dos que se atrevessem a tentar fugir. Alarmes, torres de vigilância, muitas metralhadoras. 

Aprisionaram o seu próprio povo.

Para que nunca se esqueça, foi isso que eles fizeram.

António Cabral (AC)

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

REALIDADES no MUNDO

Na sequência do estoiro da URSS, com Gorbachev no poder, e a subsequente desintegração da URSS, e a extinção do Pacto de Varsóvia, e a rápida declaração de independência por parte de vários países antes dentro da URSS, os EUA ficaram durante algum tempo a potência suprema, o poder unipolar, o super poder.

Os EUA eram nessa altura superiores essencialmente por estas razões:

- militarmente, um forte poder militar em todas as vertentes,
- economicamente, sendo locomotiva do crescimento global,
- tecnologicamente e no campo da inovação, sem rival muito sério,
- culturalmente,
- exemplo de liberdades, de direitos.

Pergunta: de 1997 para cá, como estamos ? Que realidade ?

Boa noite e boa sorte.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

RELÓGIO

Ao ir comprar umas coisas na velhinha drogaria de bairro dei conta que num cantinho do balcão o dono tem esta preciosidade.

Perguntei-lhe, já desconfiando da resposta - não me vende isto?

Sr Cabral, lamento muito mas não posso vender essa prenda que me deram há décadas!

E trabalha e pouco atrasa!
AC

sexta-feira, 21 de março de 2025

FACTOS  e  HISTÓRIA

No seguimento do final da II GG, a Alemanha assinou a rendição incondicional em 8 e 9 de Maio de 1945.

O Japão capitulou depois do segundo horror, a bomba nuclear sobre Nagasaki.

Na sequência disto, quer os países vencedores Ocidentais quer a URSS ficaram com milhares de prisioneiros.

Num caso concreto, URSS versus a então designada Alemanha Ocidental/ Alemanha federal/ RFA, apenas depois da visita do chanceler Adenauer a Moscovo em Setembro de 1955, foi conseguida a libertação de cerca de 10 000,00 prisioneiros de guerra alemães de um pouco mais de 20 000,00 civis. DEZ ANOS DEPOIS!

AC 

quarta-feira, 19 de março de 2025

FACTOS e HISTÓRIA

O Muro de Berlim começou a ser construído salvo erro em 13 de Agosto de 1961. A reação dos Aliados a essa construção não passou, basicamente, de fortes protestos diplomáticos e gestos simbólicos de ameaça. O muro foi construído. PONTO!

Antes da construção do muro, o que existia era basicamente arames farpados e barreiras a dividir /isolar a zona de ocupação a cargo da URSS.

Antes da finalização da construção do muro, quase três milhões de pessoas fugiram da RDA que estava sob a pata de Moscovo. Apenas em Julho de 1961, fugiram cerca de 30 000,00 pessoas. Uma sangria inaceitável para Moscovo.

A excelente relação RFA - EUA arrefeceu um pouco após a subida do John Kennedy á presidência dos EUA. Essa relação foi, de certo modo, parcialmente substituída pela relação com a França.

Em Janeiro de 1963, Adenauer e de Gaulle cimentaram a amizade Franco-Alemã com um tratado. Uns meses antes da assinatura, em visita a Bona, de Gaulle anunciou publicamente considerar a II GG na categoria de tragédia e não de culpa.

AC

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

HÁ  COISAS  do  DIABO . . . . .
. . . . . .
seja o que for que possa dividir-nos, a Europa é a nossa morada comum; foi um destino comum que nos ligou através dos séculos, e que continua a ligar-nos ainda hoje . . . . 
(Leonid Brezhnev, em visita à então RFA, finais de 1981)
. . . . . .

Estranha mensagem, vinda daquele "esquisito" mensageiro!
AC

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

A  AUSÊNCIA  de  RIGOR  HISTÓRICO
É sempre "delicioso" verificar a continuada ausência de rigor quando se apontam comportamentos. Sejam de pessoas, instituições, países.

Neste caso que agora me leva a escrever umas linhas quero referir-me a pessoas quando escrevem sobre países, ao apontar-se sobre o que têm feito certos países ao longo do tempo, e designadamente desde 1945. 
E quero referir-me ao deturpar, ao esquecimento, ao deliberadamente esconder, que certas pessoas insistem em levar a cabo, cegos pelo seu sectarismo ideológico.

Alguns perguntam, para comparar, o que fizeram desde 1945 os EUA e a China (nas mãos de Mao desde 1949). 
Devo presumir que gostariam de viver na democracia Chinesa? 
Eu não.

Prefiro viver aqui, no nosso actual regime, com a nossa Constituição, mas não me importaria de viver, por exemplo, na Holanda, Dinamarca, Noruega, França, Canadá, Austrália, Nova Zelândia.

China, Índia (um dos países de maior racismo, e injustiças e violência sobre as mulheres), Irão (um esgoto de ultraje constante às mulheres), Coreias, Egipto, países árabes, países muçulmanos, África, América Central e do Sul, EUA, Rússia, passo, todos.

Respeito, sempre, a opinião de outrem, mas não me venham com cantigas de embalar. 
Eu procuro olhar a tudo. 
Se me engano, se me esqueço, emendo, reconheço, como o grande matemático Bento de Jesus Caraça.

Sei muito pouco destas coisas, mas tenho umas noções vagas.

Começo pelos EUA.
Têm bases um pouco por todo o lado.
Começo por referir que apesar de recente decisão do Reino Unido entregando/ devolvendo na zona do Índico uma série de territórios, mantêm nomeadamente Diego Garcia, onde os EUA têm uma muito importante base, estratégica, para controlo do Índico e não só.

Têm muito importantes bases na Alemanha, na Islândia, na Turquia, no Japão. Têm várias bases no Médio Oriente. Etc.

Os EUA atacaram o Panamá, Granada, Camboja, Laos, Vietname do Sul, intervieram em vários países na América Central e do Sul, nas Antilhas. Têm Guantanamo.
Intervieram no Norte de África, no Líbano, Iraque, Síria.
Têm forças navais permanentes no, Mar Vermelho, Índico, Atlântico, Pacífico, Mediterrâneo.

Creio que longe do que tem feito a Rússia, também têm no seu "registo" acções de eliminação de "incómodos" (??), intervenções em vários países para os desestabilizar politicamente, como já referi por exemplo na América do Sul, mas também Katanga, Ucrânia, Pérsia etc.
Há quem tenha os EUA como um anjinho. Eu não.

Vamos à China.
A China interveio militarmente, ao lado da Coreia do Norte, no Vietname então do Sul, e passou a interferir indirectamente em todo o Sudeste Asiático. Quase não tem bases fora do seu território.
Mas tem anexado pequenas ilhotas no mar da China, começou a ter presença há muitas décadas em África, na Tanzânia, com a construção de um célebre caminho de ferro, e está presente em outros países africanos. A divida de Angola à China é exemplo disto.
Mais deploravelmente exerce cada vez maior pressão militar / cerco a Taiwan. Por vários motivos mas, também, muito pelo potencial da ilha no plano comercial e tecnológico.
Há quem tenha a China como um anjinho. Eu não.

Vamos à Rússia, sem esquecer a URSS.
O que tem feito a Rússia em todo o sítio que antes era URSS é sabido.
E na Ásia e África e no Médio Oriente é igualmente conhecido, talvez não chegando à maioria das pessoas.
Aliás é o mesmo que se verifica com as outras potências.
Intervenções em vários países para os desestabilizar politicamente.
Acrescem os envenenamentos, raptos, desaparecimentos definitivos de pessoas por esse mundo fora, sempre promovidos a bem dos líderes moscovitas, e de Putin desde 2000.
Tem algumas bases no exterior do território, por exemplo na Síria.
Há quem tenha a Rússia como um anjinho. Eu não.

Vamos à França.
A França, tal como os EUA e o Reino Unido, também usou durante vários anos certas possessões / ilhotas/ atol para experiências nucleares.
A França sempre vendeu armamento quando outros não o faziam para certos clientes.
Um dos casos do passado é exatamente o nosso país, Portugal.
A guerra em África ia avançada e foi a França quem nos forneceu/ vendeu submarinos e fragatas na década de sessenta do século passado.
Muita gente por esse mundo fora tem admiração por França, por exemplo por François Mitterrand, e a maioria desconhece o que foi mandado fazer na Oceania. Coisas feias! 
A França ainda hoje tem possessões várias, além das dores de cabeça que lhe chegam, por exemplo, da Córsega.
Há quem tenha a França como um anjinho. Eu não.

Vamos ao Reino Unido.
O Reino Unido há muito que deixou de ser uma potência marítima, e naval. Acabou em 1945.
Mas ainda manteve algum poder naval.
Tem possessões em vários lados.
Tem por exemplo Diego Garcia como referi acima no parágrafo relativo aos EUA.
O Reino Unido tem sempre sido a grande ponta de lança dos EUA.
Quando a Argentina quis ficar com as Falkland/ Malvinas, a então PM obteve do seu amigo americano um grande apoio militar que foi decisivo no sucesso dessa batalha. Como obteve também nessa altura facilidades para infiltrar elementos especiais através do Chile.
Está empenhado militarmente no Mar vermelho por exemplo, coadjuvando as forças navais dos EUA.
Há quem tenha o Reino Unido como um anjinho. Eu não.

E a Antártida?
Com uma vasta rede de representações de muitos países? Certamente só pesquisas científicas.

E a navegação no Ártico com crescente emprego de quebra-gelos Russos e não só?

E quem se lembra, 
Do desastre de avião que matou Samora Machel? 
Do desastre de avião que matou o (para alguns países) incómodo secretário-geral da ONU Dag Hammarskjöld?
Dos envenenamentos com polónio em Londres?
De Lumumba e do seu fim trágico?
Das fotografias de Estaline com outros, antes e depois de recortadas?

Cada um a seu modo e consoante as suas forças e as oportunidades, EUA, Rússia, China, França, Reino Unido, venha o diabo e escolha.

Diferenças abissais de regime existem nestas potências, mas venha o diabo e escolha.
Cada um com um cadastro . . . . . 
Basta começar em 1900.
AC

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

GUERRA. GEOPOLÍTICA.

Mais logo voltarei a publicar um post anterior onde falei sobre a guerra  na Ucrânia, onde falei da implosão da URSS, da Rússia, da CIS, da Ucrânia, dos vários TÃOS surgidos com o estoiro da URSS, e da posição dos EUA particularmente quanto ao seu olhar para a EURÁSIA. 

Foi particularmente a propósito do que se vem passando no mundo desde 1989, particularmente sobre a Ucrânia e Rússia.

Neste livro está tudo explicado. Para quem tenha dúvidas, leiam. 

Está lá tudo bem explicadinho.

Ha um outro do mesmo autor que ajuda muito a perceber o nosso mundo, o mundo dos interesses.
É este.  Viver com a China, Europa e Rússia.
Como disse, voltarei a publicar o post antigo e abordarei depois este outro livro.
AC

domingo, 26 de maio de 2024

HISTÓRIA
. . . . . . . .
O general de Gaulle, já como presidente da França, viria a ter, perante Alain Peyrefitte, um significativo desabafo acerca do que pensava sobre o alijamento do fardo colonial:

Acha que eu não sei que a descolonização é desastrosa para a África? Que a maior parte dos africanos está longe de ter alcançado a nossa Idade Média europeia? Que são atraídos pelas cidades como os mosquitos pelas lâmpadas e que a savana vai regressar ao estado selvagem? Que vão outra vez conhecer as guerras tribais, a bruxaria, a antropofagia? Que quinze ou vinte anos a mais de tutela nos teriam permitido modernizar a sua agricultura, dotá-los de infra-estruturas, erradicar completamente a lepra, a doença do sono, etc.? É verdade que esta independência é prematura! É verdade que ainda não aprenderam a democracia! Mas o que é que quer que eu faça? Os americanos e os russos acham que têm vocação para libertar os povos oprimidos e encorajam-nos a exigir cada vez mais. É a única coisa que têm em comum. Os dois supergrandes apresentam-se como os dois anti- -imperialistas, quando, na verdade, se tornaram os dois últimos imperialistas. Sopra um vento de loucura sobre o mundo
.
. . . . . . 
(sublinhados da minha responsabilidade)

Da guerra à paz na Argélia
De Gaulle e a lição perdida por Spínola
David Martelo
© Edições Sílabo Almedina 2024

António Cabral

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

PARECE QUE FOI OUTRO DIA
Parece, mas já foi em 1991.
O processo de dissolução da URSS iniciou-se em Setembro de 1991, com a independência de três repúblicas Bálticas. 
A 25 de Dezembro, qual prenda de Natal, Gorbachev demitiu-se.
A 31 de Dezembro, a URSS foi oficial e formalmente extinta.
Temos hoje "Mother Russia".
AC

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

COISAS  da  SOCIEDADE  GLOBAL

Se há pessoas que nunca se comoveram com os amanhãs que cantam, que nunca aderiram aos inúmeros satélites internacionais e internacionalistas da URSS, da Federação Russa, na forma de pessoas, associações, instituições, organizações, se há pessoas que nunca se comoveram com os que aderiram e passados uns anos depois sairam por exemplo do PCP, abrigando-se em certo partido e convertendo-se aos salões de Bruxelas e a outras coisas, sou uma delas. 

Mas respeito como sempre respeitei, quem está em polo oposto ao meu, embora deles discorde completamente.

Vem isto a propósito do dia internacional contra os ensaios nucleares.

Dia coincidente com o primeiro teste nuclear da URSS.

Se a memória não me falha, o primeiro teste foi anos antes levado a efeito pelos Estados Unidos. O primeiro, e depois creio que houve mais dois. E depois houve dois testes REAIS, em 6 e 9 de Agosto de 1945.

Mas o dia internacional contra os ensaios nucleares tinha que coincidir  com o primeiro teste soviético. Pois, como diria a irmã do Solnado.

A minha postura e honestidade intelectual não são superiores a ninguém, mas são as minhas, diferentes. Tenho coluna vertebral e penso pela minha cabeça!

AC 

domingo, 19 de junho de 2022

RECORDANDO   HISTÓRIA
Tenho como fraquinhos (
não pretendo injuriar, olho só aquilo que me parece ser real) a memória e sobretudo os conhecimentos de muitos dos meus concidadãos (idem lá por fora). Deixo uns apontamentos breves sobre o período 8 de Maio de 1945 a 1956.
O mapa supra recorda, com clareza, como se estendia a mancha Estalinista!

Recordando datas:
8 MAI 1945 - rendição das forças nazis
1946-1949 - guerra civil na Grécia
JUN 1947 proposta de ajuda aos países Europeus, plano Marshall
OUT 1947 - criação do Kominform
25 FEV 1948 - golpe de Praga
4 ABR 1949 - criação da OTAN/ NATO
MAI-OUT 1949 - Criação das duas Alemanhas, RFA e RDA
18 ABR 1951 - tratado de Paris, CECA
5 MAR 1953 - morte de Estaline
14 MAI 1955 - Criação do Pacto de Varsóvia
OUT-NOV 1956 - insurreições em Varsóvia e Budapeste

1947 é o ano em que claramente se verifica um aumento exponencial da pressão soviética sobre os países de Leste, designadamente com a criação do Kominform. Por outro lado, na Bélgica, França e Itália, comunistas deixam os governos por bem sucedida pressão americana. A URSS e os seus satélites recusam a ajuda Marshall.
1947 é nitidamente o ano que marca a criação/ início do mundo bipolar vigente durante décadas após a II GG.
Em 1946, Churchill proclamara o seu famoso discurso sobre a cortina de ferro.

Se é certo que se concretizou a mancha Estalinista, certo é também que houve resistências em vários países. Antes de recordar dois dos exemplos, lembrar que a URSS retirou largo benefício territorial da sua vitória na II GG. Convém nunca esquecer.
Confirmou a anexação dos países Bálticos feita em 1940, e a Bessarábia; retomou as áreas da Ucrânia e da Bielorússia cedidas à Polónia em 1921, anexando mesmo o leste da Prússia Oriental em especial Konigsberg. 
Recordar que, tendo o exército vermelho libertado a Polónia, Bulgária, Roménia, Hungria, e Checoslováquia bem como a parte Oriental da Alemanha, a influência soviética era e foi determinante para a evolução política da Europa Central e Oriental.

Entre 1945 e 1949 todos estes países adoptaram regimes similares ao regime soviético, alinhados pela política de Estaline, (excepção da então Jugoslávia e da Albânia) e assim todas as "democracias populares" da Europa de Leste se tornaram satélites da URSS.

Um exemplo, naquele que então se chamava Checoslováquia.
Aí houve eleições em 1946, ganhas pelo partido comunista local. O país passou a ser governado por uma coligação que se veio mais tarde a desfazer. Em 25 de Fevereiro de 1948, depois de crises várias, o presidente Benés aceitou um novo governo dirigido pelo comunista Gottwald. Nesse governo, todos os ministros são comunistas excepto o dos negócios estrangeiros, Jan Masaryk que, curiosamente, se suicidou a 10 de Março. Completava-se assim o chamado golpe de Praga.

Grécia, os comunistas foram claramente um suporte importante na libertação do país do jugo nazi. 
Através de um tal Markos tentam ganhar o poder, nunca o conseguindo. 
Desenrola-se uma guerra civil de 1946 a 1949. 
As tropas governamentais foram ajudadas pela missão militar americana que estava no país, e os chamados guerrilheiros comunistas acabam por ter que se refugiar na Albânia e na Bulgária.

Em Abril de 1949, na sequência de acordos de Washington, nasce a RFA, com eleições previstas para Outubro seguinte. 
Logo em 7 de Outubro nasce a RDA comunista.

A luta na Europa entre as duas superpotências (EUA, URSS) foi uma realidade de décadas, e teve resistências diversas.

Salvo melhor opinião, no presente, continuam a degladiar-se EUA e Rússia, agora na Ucrânia. 
Desgraçados cidadãos Ucranianos que, temo, ainda não perceberam o que na realidade está em jogo, e acreditam na Ursula e em muitos outros, dentro e fora do país. 
A somar à tragédia presente, não auguro nada de bom.
António Cabral (AC)

sábado, 26 de março de 2022

MARXISMO-LENINISMO

"Quem pensar que abandonamos o marxismo-leninismo engana-se. Isso só ocorreria quando os camarões aprendessem a assobiar."

(frase atribuída a Nikita Kruschef)

AC

sexta-feira, 5 de março de 2021

5 MARÇO 1946
Nesta data, em Fulton, EUA, Winston Churchill discursou e deixou para a posteridade a denúncia sobre uma realidade terrível, realidade  que para Cunhal, Marchais, Jerónimo e tantos outros como o padreca, era o prenúncio da célebre democracia avançada!
O discurso de que uma cortina de ferro se abatida sobre a Europa.
Um discurso premonitório, e sobretudo uma definição tão injusta, dadas as famosas amplas liberdades estalinistas naquela altura, mas sempre continuadas pelos sucessores. Um paraíso como sempre se foi vendo. Naturalmente, não esqueço, que no chamado Ocidente muita porcaria persiste. Mas, francamente, mil vezes esta democracia ocidental cheia de problemas.
AC

domingo, 17 de maio de 2020

RELAÇÕES INTERNACIONAIS
ONU. PORTUGAL. ESTADO NOVO
Em 26 de Junho de 1945, em S.Francisco, EUA, 50 países assinaram a carta das Nações Unidas, carta que viria a ser ratificada em 24 de Outubro seguinte.
Portugal não esteve nesse grupo de países, apesar de terem sido desenvolvidos esforços diplomáticos pelo Estado Novo para que isso viesse a ser possível. Não foi.
Portugal apenas foi admitido na ONU em Dezembro de 1955 ou seja, 10 anos após o fim da guerra, a IIGG.
Um período de dez anos que, neste plano das relações internacionais e da diplomacia, é um dos períodos mais interessantes da nossa história mais recente.
Sabe-se que o Estado Novo fez um pedido de admissão em 2 de Agosto de 1946, mas ainda que EUA, UK, França, Holanda entre outros países tivessem apoiado Portugal, o veto da então URSS impediu a admissão /entrada na ONU.
Muito superficialmente, para a sua decisão, a URSS terá provavelmente tido em conta o papel de estranha neutralidade (!?!?!?) de Portugal durante a IIGG, a evidente inclinação para o lado da Alemanha durante as fases iniciais do conflito, a ausência de relações diplomáticas com a URSS e, naturalmente, terão sido decisivos para esse veto a acção e influência junto de Moscovo por parte de  alguns elementos dos vários partidos e tendências agrupados no Movimento de Unidade Democrática (MUD).
Obviamente que o clima cada vez mais frio da "guerra fria" acabou por vir ajudar o Estado Novo a entrar finalmente na ONU em 1955.
É um período extremamente interessante de se estudar.
AC