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quarta-feira, 23 de abril de 2025

(Continuação)

SEGURANÇA,  DEFESA,  GUERRA.

A propósito do tema supra, a propósito dos sobressaltos que vão por esse mundo fora e designadamente ainda mais depois de 20 de Janeiro deste 2025, a propósito das baratas tontas dos lideres (????) Europeus deste anão militar que é a União Europeia (UE), a propósito dos sucessivos dislates na vertente externa, a propósito dos sucessivos dislates na vertente interna onde incluo "pérolas várias e uma ex-MRPP que diz que os russos vêm por aí abaixo, a propósito de mais entrevistas e comentários de vários civis e militares, a propósito de vários dirigentes políticos e jornalistas e comentadores, tenho repescado vários textos de opinião dos muitos que ao longo dos anos tenho escrito e partilhado aqui no blogue e em outros locais.
E fui tecendo algumas considerações sobre o que se vai agora passando. 
No presente, é enorme a excitação de Ursula, de António Costa, de Macron, de Starmer. 
Das sucessivas reuniões dos conselhos Europeus diligentemente presididas por Costa têm saído  verdadeiros balões cheios de ar.
Negociações (????) entre EUA e Rússia ocorrem, teóricos acordos de cessar fogo também. Mas??
Aqui ficam mais umas palavras.

XADREZ  MUNDIAL. GEOPOLÍTICA. PODER.

MUNDO BIPOLAR.  SUPERPOTÊNCIA. Um TRIPÉ ?

Volto a este livro de Zbigniew Brzezinski (ZB) publicado em 1997, que comprei em Norfolk, EUA, em 1999.
Livro publicado, portanto, mais ou menos dois anos e meio antes da subida de Putin ao poder Russo.

O muro de Berlim, desmoronado/ derrubado, já estava lá para trás.
A URSS tinha implodido.

Para lá da fronteira Leste da Europa Ocidental reinava alguma confusão, alguma turbulência, algum desnorte, existiam novos países saídos da implosão da URSS
Por lá, nesse Leste, nessa Eurásia, muitos olhos ansiosos olhando pelo e para o futuro.
Quando da publicação do livro, a realidade mostrava que os EUA eram a superpotência, incontestada.
Passaram mais ou menos 27 anos!

Existem muitos outros livros mas, creio, este é um dos que, parece-me,  melhor explicava muito do nosso mundo mais afastado e perspectivava então bem o presente de então.

Mas a realidade da política externa dos EUA é coisa complexa.

Durante anos e anos Kissinger teve muita influência. Creio que muito do que aconteceu nas três últimas décadas do século XX teve "mãozinha" dele.
Admito que também na primeira década do século XXI ele pode ter tido conversas com os inquilinos da Casa Branca.

Mas muitos outros "gurus" foram aparecendo.
Kissinger e muito outros como ZB foram perdendo influência.

Depois da implosão da URSS e, concretamente no que respeita à Ucrânia, os EUA (estou convencido) trataram de lentamente apertar o cerco à Rússia. 
O alargamento da NATO foi um dos patamares.
Tudo o que levou à Praça Maiden, à revolta laranja, e muitas outras coisas, tiveram por exemplo mãozinha da Sra Nuland e do seu extremoso marido. Nada aconteceu por acaso.

Como referi em curto texto anterior muito aconteceu e se alterou entre 1997 e o presente.
O que se passa actualmente por parte dos EUA face à Rússia e à China não parece estar em conformidade com o que ZB sugeria deveria ser tido em conta.

Aguardemos.
AC

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Donald Trump quer comprar a Gronelândia
Sigo com curiosidade esta inarrável telenovela.
O meu velhinho dicionário tem muitas palavras que, tenho a certeza, se aplicam limpinho limpinho a este cabelo oxigenado.
Começo aliás por aqui, pelo cabelo: será que os produtos que coloca nos capilares do bestunto há vários anos são os causadores da verborreia que constantemente vomita?

Será que a mulher não partilha o leite deste balofo oxigenado e isso o leva dizer coisas sobre amor como - a invasão do Capitólio foi um acto de amor?

Vamos à galhofa e ao dislate. 
Que me dizem os meus dicionários? 
Vamos por letras:
Aldrabão de alto coturno, Besta, Cabrão, Doido, Energúmeno, Facínora, Gabiru, Hiperbólico, Imbecil, Jactancioso, Kepleriano (porque se calhar quer alterar as leis da atracção universal), Labrego, Maníaco, Negacionista, Oscitante, Parvalhão, Quadrúmano, Rancoroso, Safardana, Tarado, Untuoso, Vigarista, Xenófobo, Whisky drinker, Zouvineiro.

Vê-se que, aparentemente, o tipo está numa de compras.

Pois peço-lhe que me compre o terreno na aldeia de Monsanto, tem 0,782 Ha de área, pequenino mas mais do que suficiente para instalar uma boa parabólica de seguimento de satélites e mísseis e ainda os contentores de comando e sofisticada electrónica. E está junto da estrada.
Só tenho uma condição: tem que ser em Euros, nada de criptomoedas!

Mas falando agora com menos galhofa, estas sucessivas cenas de Trump e dos seus extremistas detractores (que, na minha opinião, têm razão em muitos aspectos), leva a recordar-me de outros presidentes americanos.
Concretamente de Carter e Reagan.

Quando da subida de Carter a presidente creio que por cá na altura falaram sobre o homem dos amendoins. 
Foi há muito tempo, não vou perder tempo a procurar coisas de décadas passadas mas, tenho quase a certeza, houve alguma ênfase no facto do produtor de amendoins ter chegado a presidente. 
Admito que posso estar enganado, mas na altura fiquei com a sensação de haver algum escárnio sobre isso.

Quanto a Reagan, coisa idêntica, um fraco actor de cinema de segunda ou terceira categoria chegar a presidente. Quanto à categoria de actor creio que era justa a classificação.

Mas tal como hoje acerca de Trump, por cá escreve-se muito sobretudo acerca do folclore à volta das criaturas. Muitas ideias feitas.
Mas, sendo na minha opinião três homens completamente distintos e diferentes e de origens sociais diferentes, estou certo que nenhum deles era/é burro, completamente desqualificado para a função presidencial.

Salvo melhor opinião, creio que o cerne da questão estava/ esteve /estará nos governos respectivos.
Estava/ esteve/ estará na qualidade dos assessores, dos homens e mulheres nos, NSA, FBI, CIA, Reserva Federal, Câmara de Representantes, Senado, representantes na ONU, embaixadores nas principais capitais mundiais, etc.

E, claro, na minha opinião, há que ter em conta o complexo militar-industrial, a alta finança americana, etc. 

Parece-me legítimo eu e muitos outros olharmos com cautela e apreensão para muitas das escolhas anunciadas por Trump.

Sobretudo à esquerda e particularmente a mais acirrada, classificam quase como fascista o oxigenado Trump. Parece-me muito precipitado e folclórico.

Como cidadão comum, com uma pequena experiência internacional isto é, com algum ligeiro conhecimento das sociedades, Francesa, Belga, Holandesa, Britânica, Espanhola, Americana, Islandesa e Norueguesa, que me advém de anos no estrangeiro, sempre interessado e curioso pelas relações internacionais e pela geopolítica e pela história, creio que estamos a entrar ou entrámos mesmo há tempos num novo mundo. 

Esta é uma verdade "de La Palisse", naturalmente, mas creio que aferir este recente novo mundo com as mesmas "ferramentas" de análise com que se foram observando os conflitos e os ciclos mundiais até há cerca de dois anos parece-me muito imprudente. 
Posso estar enganado, naturalmente.

Haverá viragem dramática na América doNorte, designadamente nos EUA e no Canadá?

Trump tentará tornar os EUA mais nacionalistas, mais fechados?
Como olhará ele para a Rússia, China, Europa, NATO, Ucrânia? 
E os acordos presentes envolvendo Austrália, Japão, Nova Zelândia etc.?

Como enfrentará a crise económica?
E a imigração ilegal?
E a questão nuclear?
E o Médio Oriente?
Ele e conselheiros vão continuar a estar firmes quanto à Coreia do Sul, Formosa/ Taiwan, Filipinas?
Vai/ vão continuar a manter as linhas definidas há anos quanto ao "tabuleiro" da EuroÁsia (Zbigniew Brzezinski)?

O Outro queria um cavalo para se safar e por ele dava o reino.
Este quer a Gronelândia e outras coisas parvas. 
Eu só quero ter sossego, saúde, e que me comprem o terreno em Monsanto! 
Ah, e quero um Porsche.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

VIVER com a EUROPA, CHINA e RÚSSIA 

Princípios, decálogos









Agora que TRUMP está na rampa para 20 de janeiro de 2025, vou reler este livro. Partilho.
Como já referi em outros postais, tivesse ganho Kamala creio que as diferenças seriam basicamente na cosmética.
Vamos ver como vai correr.
Não vai correr de certeza como decretavam, Augustinho, Teresa de Sousa, Aninhas, e etc.
António Cabral

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

GUERRA. GEOPOLÍTICA.

Mais logo voltarei a publicar um post anterior onde falei sobre a guerra  na Ucrânia, onde falei da implosão da URSS, da Rússia, da CIS, da Ucrânia, dos vários TÃOS surgidos com o estoiro da URSS, e da posição dos EUA particularmente quanto ao seu olhar para a EURÁSIA. 

Foi particularmente a propósito do que se vem passando no mundo desde 1989, particularmente sobre a Ucrânia e Rússia.

Neste livro está tudo explicado. Para quem tenha dúvidas, leiam. 

Está lá tudo bem explicadinho.

Ha um outro do mesmo autor que ajuda muito a perceber o nosso mundo, o mundo dos interesses.
É este.  Viver com a China, Europa e Rússia.
Como disse, voltarei a publicar o post antigo e abordarei depois este outro livro.
AC