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domingo, 17 de maio de 2026

 O QUE ESPERAR DA CONDIÇÃO HUMANA ?

Este boneco pode ou não ser considerado um bom retrato do que se vai passando.

O "ambrósio" lá atrás, representando o subserviente, ou o apagado, ou o tristonho, ou o lacaio que ainda não percebeu bem de quem é lacaio e de quem quer vir a ser lacaio, bem podia ter o rosto de Costa ou da Leyen ou em alternativa da Kallas.

Os tudólogos e os do komentariado tuga desdobram-se em comentários, opiniões, considerações, efabulações, artigos, alguma Severianada, muita conversa da treta. Cavaco também palra!

Creio que em parte, e não só quanto à vida na tugolândia mas internacionalmente, andam muitos com histórias da carochinha, andam muitos a fingir que percebem o que se está a passar mas, sinceramente, creio que a maioria não sabe nada, não percebe de nada do que é o "busílis".

Eu também não percebo nada de praticamente tudo.

Mas, tal como Marguerite Yourcenar, tenho e sempre tive pouca confiança na condição humana. E não confio nada em Trump, Xi ou Putin.

Mas as conversações destes facínoras (Putin vai também à China) e o que vomitam cá para fora é para entreter o komentariado nacional e internacional.

Estou pessoalmente convencido que continuará a desordem, muita ruína, de vez em quando virá alguma ordem, como defendia Marguerite.

Pessoalmente, que de praticamente tudo nada percebo, continuo convencido que o cerne das questões está no domínio da EuroAsia, e para ela olham sempre Rússia, EUA, China, e a Índia tenta meter um bocadinho o bedelho.

A guerra anda há mais de 4 anos na Ucrânia, mas a verdadeira guerra não me parece que seja essa mas sim, a existência da NATO que se fracassar será do agrado da Rússia, mais a China a tentar sorrateiramente combater / se possível acabar com as alianças dos EUA no Pacífico e Índico. 

E o Médio Oriente é determinante para todo o jogo global, e por isso Trump foi à China pois a esta não creio que lhe interesse convulsão excessiva no Irão nem Ormuz fechado.

Naturalmente que como ignorante de quase tudo posso estar completamente enganado no que escrevi e penso. Aguardemos.

AC

quarta-feira, 23 de abril de 2025

(Continuação)

SEGURANÇA,  DEFESA,  GUERRA.

A propósito do tema supra, a propósito dos sobressaltos que vão por esse mundo fora e designadamente ainda mais depois de 20 de Janeiro deste 2025, a propósito das baratas tontas dos lideres (????) Europeus deste anão militar que é a União Europeia (UE), a propósito dos sucessivos dislates na vertente externa, a propósito dos sucessivos dislates na vertente interna onde incluo "pérolas várias e uma ex-MRPP que diz que os russos vêm por aí abaixo, a propósito de mais entrevistas e comentários de vários civis e militares, a propósito de vários dirigentes políticos e jornalistas e comentadores, tenho repescado vários textos de opinião dos muitos que ao longo dos anos tenho escrito e partilhado aqui no blogue e em outros locais.
E fui tecendo algumas considerações sobre o que se vai agora passando. 
No presente, é enorme a excitação de Ursula, de António Costa, de Macron, de Starmer. 
Das sucessivas reuniões dos conselhos Europeus diligentemente presididas por Costa têm saído  verdadeiros balões cheios de ar.
Negociações (????) entre EUA e Rússia ocorrem, teóricos acordos de cessar fogo também. Mas??
Aqui ficam mais umas palavras.

XADREZ  MUNDIAL. GEOPOLÍTICA. PODER.

MUNDO BIPOLAR.  SUPERPOTÊNCIA. Um TRIPÉ ?

Volto a este livro de Zbigniew Brzezinski (ZB) publicado em 1997, que comprei em Norfolk, EUA, em 1999.
Livro publicado, portanto, mais ou menos dois anos e meio antes da subida de Putin ao poder Russo.

O muro de Berlim, desmoronado/ derrubado, já estava lá para trás.
A URSS tinha implodido.

Para lá da fronteira Leste da Europa Ocidental reinava alguma confusão, alguma turbulência, algum desnorte, existiam novos países saídos da implosão da URSS
Por lá, nesse Leste, nessa Eurásia, muitos olhos ansiosos olhando pelo e para o futuro.
Quando da publicação do livro, a realidade mostrava que os EUA eram a superpotência, incontestada.
Passaram mais ou menos 27 anos!

Existem muitos outros livros mas, creio, este é um dos que, parece-me,  melhor explicava muito do nosso mundo mais afastado e perspectivava então bem o presente de então.

Mas a realidade da política externa dos EUA é coisa complexa.

Durante anos e anos Kissinger teve muita influência. Creio que muito do que aconteceu nas três últimas décadas do século XX teve "mãozinha" dele.
Admito que também na primeira década do século XXI ele pode ter tido conversas com os inquilinos da Casa Branca.

Mas muitos outros "gurus" foram aparecendo.
Kissinger e muito outros como ZB foram perdendo influência.

Depois da implosão da URSS e, concretamente no que respeita à Ucrânia, os EUA (estou convencido) trataram de lentamente apertar o cerco à Rússia. 
O alargamento da NATO foi um dos patamares.
Tudo o que levou à Praça Maiden, à revolta laranja, e muitas outras coisas, tiveram por exemplo mãozinha da Sra Nuland e do seu extremoso marido. Nada aconteceu por acaso.

Como referi em curto texto anterior muito aconteceu e se alterou entre 1997 e o presente.
O que se passa actualmente por parte dos EUA face à Rússia e à China não parece estar em conformidade com o que ZB sugeria deveria ser tido em conta.

Aguardemos.
AC

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

VIVER com a EUROPA, CHINA e RÚSSIA 

Princípios, decálogos









Agora que TRUMP está na rampa para 20 de janeiro de 2025, vou reler este livro. Partilho.
Como já referi em outros postais, tivesse ganho Kamala creio que as diferenças seriam basicamente na cosmética.
Vamos ver como vai correr.
Não vai correr de certeza como decretavam, Augustinho, Teresa de Sousa, Aninhas, e etc.
António Cabral

domingo, 25 de agosto de 2024

Como chefe supremo das forças armadas, assegurarei que os EUA têm a força mais letal no mundo” (Kamala Harris).

Mau, . . . .  
Esta curta frase pretende significar o quê?
Que já a tinham e querem manter?
Que não a tinham e querem passar a ter?
Ou é para impressionar a malta de lá?
Ou é para ver se há alguma reação dos inimigos dos EUA?
Ou é para impressionar seguidores do inarrável Trump?
Ou é para tirar as dúvidas a Hugo Soares?
Bom, amanhã talvez pense nisto, . . . talvez.
AC

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

UCRÂNIA
Em 24 de Fevereiro passado a Rússia/ Federação Russa invadiu a Ucrânia. A guerra aí está para durar. O "general Inverno" embora um pouco atrasado está a chegar, e naquelas zonas é coisa terrível de frio, temperaturas muito abaixo de zero, tempestades, chuvas, terrenos impraticáveis de lamaçal. 
Durante meses. 
Vidas então tornadas ainda mais infernais ou mesmo impossíveis. Dramas humanos, particularmente sem água potável, electricidade, aquecimento. Como parece ser a tática actual dos invasores.

A Ucrânia é um país enorme em extensão geográfica e dele se diz:

- 1° lugar na Europa em reservas recuperáveis de minérios de urânio;
- 2° lugar na Europa em termos de reservas de minério de titânio;
- 10° lugar no mundo em termos de reservas de minério de titânio;
- 2° lugar no mundo em termos de reservas de minérios de manganês;
- 2° maior reserva de minério de ferro do mundo;
- 2° lugar na Europa em termos de reservas de mercúrio;
- 3° lugar na Europa em reservas de gás de xisto; 
- 13° lugar no mundo em reservas de gás de xisto;
- 7° lugar no mundo em reservas de carvão;
- 1° na Europa em termos de área de terra arável;
- 3° lugar no mundo pela área de solo negro;
- 1° lugar no mundo em exportações de óleo de girassol;
- 2° lugar no mundo na produção de cevada; 
- 4° lugar nas exportações de cevada;
- 3° maior produtor de milho do mundo;
- 4° maior exportador de milho do mundo;
- 4° maior produtor de batatas do mundo;
- 5° maior produtor de centeio do mundo;
- 5° lugar no mundo em produção de mel;
- 8° lugar no mundo em exportações de trigo;
- 9° lugar no mundo na produção de ovos de galinha;
- 16° lugar no mundo em exportações de queijo;
- 1° lugar na Europa na produção de amônia;
- 4° maior sistema de gasodutos de gás natural da Europa no mundo;
- 3° maior da Europa em termos de capacidade instalada de centrais nucleares;
- 8° maior do mundo em termos de capacidade instalada de centrais nucleares;
- 3° lugar na Europa e 11° no mundo em termos da rede ferroviária;
- 3° lugar no mundo na produção de equipamentos de localização;
- 3° maior exportador de ferro do mundo;
- 4° maior exportador de turbinas para centrais nucleares do mundo;
- 4° maior fabricante mundial de lançadores de foguetes;
- 4° lugar no mundo em exportações de argila;
- 4° lugar no mundo em exportações de titânio;
- 8° lugar no mundo em exportações de minérios e concentrados;
- 9° lugar no mundo nas exportações de produtos da indústria da defesa;
- 10° maior produtor de aço do mundo.

Isto acima resumido é importante, muito importante. Obviamente, mas há muito mais.
Na Ucrânia joga-se o poder, os interesses.  Geopolítica.
Num primeiro nível, dos Americanos, dos Chineses, dos Russos.
Num segundo nível, os interesses e ambições por exemplo da Turquia e da Índia.

Na Ucrânia voam mísseis, bombas, metralha variada.

Na Ucrânia, o Ocidente (EUA, Noruega, Suécia, Alemanha, Reino Unido, Holanda, França, pelo menos estes) e mais pelo menos o Irão, Israel, Turquia, testam os seus brinquedos bélicos. 
O complexo militar industrial está em grande.

Na Ucrânia joga-se a sério, forte, no plano da geolocalização, da informação,  das máfias, dos mercenários, dos serviços de segurança de alguns dos países ali actuando não oficial e formalmente.
A Ucrânia, para lá de tudo o mais, é um palco onde muitos se entretêm sem lá estar directamente, sem lá ter homens.

Mas a bovinidade só vê os preços do supermercado e da gasolina.
A bovinidade não se apercebe, não percebe o que anda aí de manipulação. De todos os lados. Ficam-se pela espuma, pela superficialidade.
Adiante.
AC

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

EUA, RÚSSIA, CHINA, ÍNDIA, TURQUIA … 
E os outros?
UE? Irão? Médio e Extremo Oriente? África?
Bem, na realidade não faço ideia do que se irá passar daqui em diante.
Mas deixem-me dizer umas eventuais tolices. 
Mas como espécie de introdução, uma coisa não me parece tolice e é esta: creio que no fundo à pala da guerra na Ucrânia está a germinar  uma nova ordem mundial. Ou a tentar-se.

Para continuar, uma breve referência a realidades da vida.
Alguns, como por exemplo diplomatas, ou ligados ao ICEP, ou militares, tiveram a possibilidade de ao longo das respectivas carreiras passarem algum tempo no estrangeiro em representação do país. 

Como sempre acontece, alguns serviram-se, mais do que servir. Aconteceu até, a alguns, irem para um lugar que inicialmente não lhes estava destinado para assim outros poderem usufruir do bom lugar prometido a outrem acumulando com possibilidade de bom emprego para a família. Aconteceu até, a alguns, não irem para a embaixada que queriam porque quem decidia não se comovia com subserviência e cor. 

Outra perspectiva (seria mais benzoca dizer "nuance"?), a fase da vida então vivida teve diferentes efeitos nas diferentes cabeças: deu-lhes "mundo", experiência, em alguns casos ficou-lhes prosápia e, em vários que hoje falam e escrevem, vai parecendo que ficaram amarrados ao que então os extasiou. Trigo e joio não separam, nuclear e acessório não distinguem. E não reparam que o relógio não parou.

Outro aspecto a bovinidade. Há imenso tempo que a isto me refiro, ninguém se interroga a sério, ninguém se revolta a sério. Engole-se tudo. Depois, chamam azedos a alguns como eu. O engraçado é encontrar alguns que depois dão palmadinhas nas costas, a elogiar a assertividade. Já aqui falei destas e outras coisas e há bem pouco tempo nas questões da manipulação.
Quando olho para os reflexos na sociedade portuguesa daquilo que deve ser a "cidadania" aflige-me, pois a maioria dos meus concidadãos sucumbe à manipulação das mentes, à arma da comunicação. 
Se bem conheço uns quantos, ficam muito zangados por eu salientar a mentira que sucessivamente sai da boca de grande parte dos titulares de órgãos de soberania. Tanto tenho falado sobre a informação livre do poder. Queixam-se, mas parecem preferir o respeitinho serôdio.

Mas nesta questão do nosso mundo, estou a lembrar-me das cenas que ao longo dos anos se repetiram e até há bem pouco tempo, concretamente as cenas no rescaldo das diferentes eleições em Portugal: sempre parecendo que ninguém perdeu. 

Ora na guerra que grassa na terra Ucraniana, pode perguntar-se: quem vai ganhar? Quem vai perder?

Pessoalmente, tenho para mim que o planeta terra não vai ganhar. 

Aparentes derrotados, Federação Russa/ Rússia, os poucos que a apoiam, talvez a União Europeia (UE). Refiro a UE pois, como agora  lembrou Merkel em Lisboa, no seu tempo de governante Alemã fez sentido abarcar UE e Rússia e não só designadamente no que respeitava aos combustíveis. UE junta com Rússia e porventura mais alguns poderia constituir um bloco muito forte? Certamente.

Aparentes vencedores, EUA, UK, Canadá. Mas……….é melhor aguardar.

E a China? E a Índia? E a Turquia?

Dizem por aí uns tidos por muito entendidos que a Rússia deve estar quase exaurida de mísseis e munições de artilharia entre outras coisas. É capaz de corresponder à realidade, mas palpita-se que não são os únicos a começar a ver paióis menos cheios.

Entretanto, pelo que noticiam e não vi desmentido, o Irão tem despachado "drones" suicidas para emprego pelas forças Russas e parece que com bons resultados. 
Entretanto, da parte da Turquia terá havido coisa semelhante para as forças ucranianas. 
Entretanto, se calhar, vão fornecendo a ambos os lados….. enfim.
 
A minha muito idosa mãe vaticina com frequência - o mundo está doido.

Ora a luta pelos interesses prossegue, e com palavreado bonito e muito politicamente correcto e com discursos pelo virtual, a realidade mostra que são os desgraçados a morrer, a sofrer. Os interesses nada se preocupam com isso. Os interesses apreciam as amestradas como a Ursula.

As votações na ONU são num determinado sentido, de grande e óbvia condenação do execrável Putin. Mas nisto há muito mais coisas.

Como continuarão a aceitar as lutas pelos interesses, os fornecedores de petróleo no Médio e Extremo oriente?
Com que olhos estão a olhar para isto tudo, Irão, China, Turquia, Índia?

Como encaram tudo isto e mais as consequentes inflação, estagnação, pobreza pornográfica, exploração, os países por esse mundo fora?

A propaganda, a manipulação, o acreditar em tudo o que vomitam constantemente pelas TV, continuará a resultar como resultou até aqui?
Aguardemos.
António Cabral (AC)