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terça-feira, 7 de julho de 2026

O  MUNDO  OCIDENTAL
Penitencia-se, pede desculpa, chicotadas nas costas . . . .

Já aqui falei da EURÁSIA.
É só olhar para o mapa.
O Zbigniew Brzezinski e outros falaram insistentemente nisso.

No mundo Ocidental, designadamente EUA, Reino Unido, França, Bélgica, Holanda, Polónia, actuam na política externa e nas relações internacionais sempre com a mentalidade dos anos 30 do século passado.

Ciente que quase nada percebo de quase tudo, reparo que no "festival" perdão, no funeral do Khamenei em Teerão estiveram representantes (claro) da Rússia e China e Índia.

E evidentemente que a Turquia também se fez representar tal como muitos outros da EURÁSIA. Só por acaso e cortesia!

EURÁSIA, EURÁSIA, EURÁSIA, nada importante!

AC

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

UE e Índia concluem negociações para assinar a “mãe de todos os acordos comerciais”
Exportações europeias devem duplicar até 2032, com acesso privilegiado ao gigantesco mercado indiano. Mais de 90% das tarifas vão ser reduzidas e os procedimentos alfandegários simplificados
.

Lá vai o resto dos nossos têxteis.
Ou estou redondamente enganado?
AC

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

AS  MÃOS

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedra estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

(Manuel Alegre)

Macron, Xi, Starmer, Metz, Trump, Rutte, Zelensky, "Bibi" mais os aihatolas, e etc., não conhecem certamente este poema.

Mas sabem, certamente, que a guerra tem saído das mãos deles.

Pelo que se vai vendo não se incomodam excessivamente.

AC 

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

EUA, RÚSSIA, CHINA, ÍNDIA, TURQUIA … 
E os outros?
UE? Irão? Médio e Extremo Oriente? África?
Bem, na realidade não faço ideia do que se irá passar daqui em diante.
Mas deixem-me dizer umas eventuais tolices. 
Mas como espécie de introdução, uma coisa não me parece tolice e é esta: creio que no fundo à pala da guerra na Ucrânia está a germinar  uma nova ordem mundial. Ou a tentar-se.

Para continuar, uma breve referência a realidades da vida.
Alguns, como por exemplo diplomatas, ou ligados ao ICEP, ou militares, tiveram a possibilidade de ao longo das respectivas carreiras passarem algum tempo no estrangeiro em representação do país. 

Como sempre acontece, alguns serviram-se, mais do que servir. Aconteceu até, a alguns, irem para um lugar que inicialmente não lhes estava destinado para assim outros poderem usufruir do bom lugar prometido a outrem acumulando com possibilidade de bom emprego para a família. Aconteceu até, a alguns, não irem para a embaixada que queriam porque quem decidia não se comovia com subserviência e cor. 

Outra perspectiva (seria mais benzoca dizer "nuance"?), a fase da vida então vivida teve diferentes efeitos nas diferentes cabeças: deu-lhes "mundo", experiência, em alguns casos ficou-lhes prosápia e, em vários que hoje falam e escrevem, vai parecendo que ficaram amarrados ao que então os extasiou. Trigo e joio não separam, nuclear e acessório não distinguem. E não reparam que o relógio não parou.

Outro aspecto a bovinidade. Há imenso tempo que a isto me refiro, ninguém se interroga a sério, ninguém se revolta a sério. Engole-se tudo. Depois, chamam azedos a alguns como eu. O engraçado é encontrar alguns que depois dão palmadinhas nas costas, a elogiar a assertividade. Já aqui falei destas e outras coisas e há bem pouco tempo nas questões da manipulação.
Quando olho para os reflexos na sociedade portuguesa daquilo que deve ser a "cidadania" aflige-me, pois a maioria dos meus concidadãos sucumbe à manipulação das mentes, à arma da comunicação. 
Se bem conheço uns quantos, ficam muito zangados por eu salientar a mentira que sucessivamente sai da boca de grande parte dos titulares de órgãos de soberania. Tanto tenho falado sobre a informação livre do poder. Queixam-se, mas parecem preferir o respeitinho serôdio.

Mas nesta questão do nosso mundo, estou a lembrar-me das cenas que ao longo dos anos se repetiram e até há bem pouco tempo, concretamente as cenas no rescaldo das diferentes eleições em Portugal: sempre parecendo que ninguém perdeu. 

Ora na guerra que grassa na terra Ucraniana, pode perguntar-se: quem vai ganhar? Quem vai perder?

Pessoalmente, tenho para mim que o planeta terra não vai ganhar. 

Aparentes derrotados, Federação Russa/ Rússia, os poucos que a apoiam, talvez a União Europeia (UE). Refiro a UE pois, como agora  lembrou Merkel em Lisboa, no seu tempo de governante Alemã fez sentido abarcar UE e Rússia e não só designadamente no que respeitava aos combustíveis. UE junta com Rússia e porventura mais alguns poderia constituir um bloco muito forte? Certamente.

Aparentes vencedores, EUA, UK, Canadá. Mas……….é melhor aguardar.

E a China? E a Índia? E a Turquia?

Dizem por aí uns tidos por muito entendidos que a Rússia deve estar quase exaurida de mísseis e munições de artilharia entre outras coisas. É capaz de corresponder à realidade, mas palpita-se que não são os únicos a começar a ver paióis menos cheios.

Entretanto, pelo que noticiam e não vi desmentido, o Irão tem despachado "drones" suicidas para emprego pelas forças Russas e parece que com bons resultados. 
Entretanto, da parte da Turquia terá havido coisa semelhante para as forças ucranianas. 
Entretanto, se calhar, vão fornecendo a ambos os lados….. enfim.
 
A minha muito idosa mãe vaticina com frequência - o mundo está doido.

Ora a luta pelos interesses prossegue, e com palavreado bonito e muito politicamente correcto e com discursos pelo virtual, a realidade mostra que são os desgraçados a morrer, a sofrer. Os interesses nada se preocupam com isso. Os interesses apreciam as amestradas como a Ursula.

As votações na ONU são num determinado sentido, de grande e óbvia condenação do execrável Putin. Mas nisto há muito mais coisas.

Como continuarão a aceitar as lutas pelos interesses, os fornecedores de petróleo no Médio e Extremo oriente?
Com que olhos estão a olhar para isto tudo, Irão, China, Turquia, Índia?

Como encaram tudo isto e mais as consequentes inflação, estagnação, pobreza pornográfica, exploração, os países por esse mundo fora?

A propaganda, a manipulação, o acreditar em tudo o que vomitam constantemente pelas TV, continuará a resultar como resultou até aqui?
Aguardemos.
António Cabral (AC)