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quarta-feira, 15 de abril de 2026

PRECIOSIDADE

É uma preciosidaderecebida de um bom amigo, um verdadeiro tesourinho sobre Marcelo.

Não é sobre o tagarela, é sobre Marcelo Caetano.

AC

sexta-feira, 27 de março de 2026

RECORDANDO

Bom dia, tenham uma boa 6ª Feira, bom início de fim de semana.
Saúde e boa sorte.
AC 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

COISAS  NA  II  REPÚBLICA, Estado Novo
PVDE, Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, foi criada em 1933, DL 22992/ 29 Agosto. 

Rapidamente transformada em POLÍCIA POLÍTICA.

Depois foram-lhe mudando o nome, como se isso suavizasse o horror.

Primeiro PIDE. Depois a democrática 😡😡😡 DGS de Caetano.

A Legião Portuguesa foi criada em 1936, DL 27058/ 30 Setembro.

Acabaram em 1974, felizmente.

Em 4 de Abril de 1949, Portugal assinou o Pacto do Atlântico.
AC

segunda-feira, 28 de abril de 2025

REALIDADES

Sou, também, da geração que andou na guerra, concretamente, 29 de Outubro de 1971 a 28 de Julho de 1973, como oficial imediato num patrulha grande da Marinha, na então Guiné portuguesa.

Sou da geração que conheceu os tiros, dei várias vezes ordem de fogo para os canhões de 40 m/m do navio, um à proa e outro à popa.

Sou da geração que conheceu o combate a sério, na passagem de 19 para 20 de Maio de 1973. E ao longo desses 21 meses de comissão em África muitos sustos apanhou e vários horrores viu.

Sou dos muito afortunados que regressaram vivos, não estropiado, mas infelizmente com o ouvido esquerdo afectado com as explosões desse ataque ao findar desse 19 de Maio. Ouvido que, com a idade, vai denunciando mais o dano de Maio de 1973.

Ando muito triste com a situação no meu país.

Vivo felizmente no regime de direito democrático. 

Tenho esperança, confio e anseio por um futuro melhor para os meus filhos e netos. Mas o horizonte está cinzento.

Tento perceber o mundo, sempre, e não me fio nos aldrabões que pululam a vertente interna e a externa.

Nunca fui carreirista, acomodado, e apesar de ter subido quase ao topo máximo na carreira, em 2006 ficou evidente a consequência da "cor dos meus olhos e o nunca ter aceitado ser submisso". Mascarando, evidentemente, com normas legais, sabendo-se, como no decorrer dos tempos, as normas foram periodicamente suavizadas para os de olhos de cor bonita.

Sei o que é a honra, tenho coluna vertebral bem direitinha embora às vezes nas S e nas L já surjam sinais do passar dos anos. Revolto-me contra as injustiças, as indignidades, as mentiras, o politicamente correcto, não suporto os acomodados, nem respeito quem não se dá ao respeito, independentemente de muitos lhes dedicarem o respeitinho serôdio porque sim. Borrifo-me para modas, Wokes e quejandos.

Respeito sempre as opiniões de outrem, discordo umas vezes, concordo outras. Sou dono da minha cabeça, do meu coração. Apenas.

António Cabral

domingo, 2 de março de 2025

HISTORIETAS  e  PONTUAÇÃO

Historieta do tempo do Estado Novo.

Anos 50/ 60 do século passado, num conhecido café do Rossio, um cidadão comum escreve num papel e ao mesmo tempo em voz bem audível para todos no café vai repetindo o que escreve- Morte a Salazar não faz falta!

No exacto momento em que está a terminar de escrever a última palavra no papel e berrá-la alto e bom som, sente uma mão pesada no ombro ao mesmo tempo que ouve - ESTÁ PRESO!

- Preso, eu, porquê ?

- Preso pelo que acaba de dizer e vejo que está aí escrito nesse papel!

- Oiça, eu estava a acabar a frase e o senhor é que nem me deixou colocar a pontuação, ora repare:

- Morte a Salazar ? Não ! Faz falta.

AC

domingo, 23 de junho de 2024

RECORDAÇÕES

. . . Em Fevereiro deste ano foi muito pior. Tivemos de recolher aqui mais de 300 pessoas. . . 
(O Século, Prior da freguesia, citado numa reportagem sobre incêndio em Moscavide, que destruíra dezenas de habitações precárias, 3 de Novembro de 1973)

AC

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

CASTELO  BRANCO
Breves linhas sobre Castelo Branco, quer sobre o distrito quer o concelho e a cidade.
Vem isto a propósito do que era e está a ser.

Vem sobretudo a propósito do anunciado (para muito breve) encerramento da loja Zara num dos centros comerciais da cidade.  
Sim, porque a cidade não podia ter só um, constrói-se, e depois logo se vê! Adivinhem quem promoveu isso!

Indo muito atrás, concretamente ao tempo de estudante liceal de quem agora teria 94 anos se fosse vivo e era primo direito da minha idosa mãe (98), esse meu primo em 2º grau estudou em Portalegre (sede de distrito, e terra que o viu nascer) até ao 5º ano do liceu, actual 9º ano.

Depois, em Portalegre que era, repito, sede de distrito, o liceu local não tinha os 6º e 7º anos, actuais 10º e 11º anos.
Teve assim o meu primo que ir estudar e completar o liceu em Castelo Branco. 
E assim foi porque os pais podiam arcar com as inerentes despesas dessa deslocação e continuação de estudos.
E recordo bem como era a ligação por estrada entre Portalegre e Castelo Branco, e que assim continuou por muitos anos!

A Zara vai encerrar.
Que eu saiba a Zara não é propriamente uma loja de luxo.
O grupo a que pertence a Zara tem outras lojas com produtos menos em conta para a média dos cidadãos portugueses como por exemplo a Maximo Duti.
Pois a Maximo Duti também já encerrou em alguns locais.

A Zara fechar em Castelo Branco é um caso sem importância económica ou diz alguma coisa sobre a classe média nacional, sobre a saúde financeira de muitos portugueses?

E como está o comércio em Castelo Branco?
E a saúde económica e financeira das empresas no chamado parque industrial de CB?
E o que se passa nas várias aldeias do distrito de CB?
Como estão os laticínios no distrito?
Como está a hotelaria e a restauração?

Parafraseando um grande aldrabão político isto é coisa que certamente não preocupa os portugueses! Voltarei ao assunto.
AC

segunda-feira, 29 de maio de 2023

ESTADO e as INFORMAÇÕES (2).  
SISTEMA de INFORMAÇÕES da REPÚBLICA PORTUGUESA
(2º texto)

Nas últimas semanas a vida política na capital tem andado agitada, designadamente à conta da intervenção do SIS (Serviço de Informações de Segurança) numa telenovela de cariz Sul-Americano com actores de deplorável qualidade.

Na sequência do primeiro texto agora uma pesquisa rápida à história nacional no período de 1926 a 25 de Abril de 1974. 

"Desprezo" o período da I República pois não creio que tenha havido algo parecido com serviços de informações. 
Houve sim, maçonaria, carbonária, formiga branca, morticínios e assassinatos vários, bombistas a eito, suicídios, prisões a eito, assaltos a jornais, greves consecutivas, incursões monárquicas, assaltos a sindicatos como em 31 de Janeiro de 1912 à União de Sindicatos, tumultos vários e assaltos a estabelecimentos comerciais, protestos militares. 

A ditadura militar e, depois, o Estado Novo, cuidaram de organizar serviços de informações.

Em todo o período, 1926-1974, creio que todas  as "energias" desses serviços foram gastas quase só na segurança interna, com particular foco para a neutralização do Partido Comunista e de outras forças e de  facções ou grupos ou associações que se mostrassem adversas dos poderes instalados no período em análise. A tudo que fosse reviralho!

Uma síntese.

Em 1926 existia já, por exemplo, a Polícia Cívica de Lisboa. Esta polícia, em 22 de Junho, oficiou os jornais da capital no sentido da obrigatória e prévia entrega de 4 exemplares para análise pelo Comando-Geral da GNR e antes de distribuição pública.

Em 5 de Janeiro de 1927, pelo Decreto nº 12972, o governo da ditadura militar cria junto do Governo Civil de Lisboa uma polícia especial de informações de carácter algo secreto.

Em 17 de Março de 1928, pelo Decreto nº 15195, o governo da ditadura militar determina a extinção das Polícias Especiais de Lisboa e Porto, dando lugar à Polícia de Informações do Ministério do Interior.

Em 5 de Junho de 1928, esta polícia do Ministério do Interior desarticula uma tentativa de derrube da ditadura militar.

Em 9 de Outubro de 1928, curiosamente, pelo Decreto nº 16011, o governo da ditadura militar define as penalizações a aplicar a todos os portugueses que, no estrangeiro, promovessem a rebelião contra o governo ou o descrédito do país.

Em 17 de Junho de 1930, desmantelada uma conspiração de militares e civis para derrubar a ditadura militar. Em Abril e Maio de 1931, multiplicam-se tentativas de rebelião, designadamente nos Açores, Madeira e Guiné.

Em 19 de Maio de 1931, o Ministro do Interior manda fechar e selar o edifício do Grémio Lusitano, sede da Maçonaria portuguesa.

Em 8 de Junho de 1931, pelo Decreto nº 20033, dissolvida a Polícia de Informações do Ministério do Interior e passadas as suas atribuições para a PSP.

Em 30 de Julho de 1931, pelo Decreto nº 20125, a tutela da Polícia Internacional Portuguesa, especializada na vigilância das fronteiras, é transferida para o Ministério do Interior. Esta força policial vai sendo sucessivamente transformada, tornando-se na nova polícia política do regime.

Em 26 de Agosto de 1931, em Lisboa, anulada uma revolta protagonizada por militares e civis.

Em 23 de Janeiro de 1933, pelo Decreto nº 22151, o governo chefiado por Oliveira Salazar extingue a Secção de Vigilância Política e Social da Polícia Internacional Portuguesa, e cria a Polícia de Defesa Política e Social, subordinada ao Ministro do Interior, polícia esta com o dever de vigilância sobre todo o território Continental. 

Em 29 de Agosto de 1933, pelo Decreto-Lei nº 22292, o governo de Salazar extingue, a Polícia Internacional Portuguesa e a Polícia de Defesa Política e Social, e cria a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), reforçando assim a capacidade da força policial para prevenção e a repressão no controlo de actividades políticas.

Em 6 de Novembro de 1933, pelo Decreto-Lei nº 22203, o governo cria o Tribunal Militar Especial, dedicado para o julgamento de crimes contra a segurança do Estado.

Durante o mês de Novembro de 1937, a PVDE lança vagas de repressão sobre comunistas, anarquistas e sindicalistas, grupos mais expostos em consequência da participação na guerra civil de Espanha, sendo que a direcção clandestina do PCP sofre rude golpe.

Em Janeiro de 1938, a PSP, GNR e Legião Portuguesa são mantidas em grande estado de alerta dadas as sucessivas suspeitas de golpe militar.

Em 22 de Outubro de 1945, pelo Decreto-Lei nº 35046, o governo extingue a PVDE e cria a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE), sendo atribuída a esta polícia a instrução escrita dos processos criminais de natureza política.

Em 9 de Agosto de 1954, pelo Decreto-Lei nº 39749, o governo chefiado por Salazar reorganiza os serviços da PIDE, aumentando-lhe os poderes de detenção sem controlo judicial de três meses para 360 dias. 

Em 12 de Março de 1956, pelo Decreto-Lei nº 40550, o governo reforça a capacidade repressiva da PIDE ampliando o âmbito de intervenção das medidas provisórias de segurança, podendo implicar prisão até 3 anos; medidas visando a fundação de associações, movimentos, agrupamentos, actividades consideradas subversivas, terrorismo.

Em 17 de Novembro de 1969, pelo Decreto-Lei nº 49401, a PIDE é extinta, e criada a Direcção-Geral de Segurança (DGS) em que, basicamente, se tratou de formular modificações cosméticas de realidades que, no terreno, na vida concreta, se mantiveram inalteradas.

Creio poder afirmar-se que de uma maneira geral, para os sucessivos governos de 1926 até 1974, 99,9% das vezes a segurança interna nunca teve em conta que a informação nunca é completa, perde valor com o tempo e nunca se preocuparam muito com o ciclo de informações (esforço de pesquisa, aquisição de notícias, seu processamento, difusão das informações), sendo o esforço de pesquisa orientado para, seguir, controlar, seguir, prender, julgar, prender, não julgar, prender de novo, eliminar.

António Cabral (AC)

(fim do 2º texto)

terça-feira, 22 de março de 2022

DO   RIGOR   HISTÓRICO

Estamos em democracia, no regime onde gosto de viver.

Algumas vezes, infelizmente, mais me parece uma democracia quase só formal, bastando atentar a várias partes do articulado do texto da Constituição da República Portuguesa (CRP) e comparar com o que na realidade se vai passando na sociedade.

Estamos perto de ultrapassar os 48 anos de tempo decorrido desde a queda da I República. O regime anterior que sucedeu à I República, dizem alguns, e eu também, foi de ditadura.
Como sempre, respeito todas as opiniões, mas a minha é diferente de algumas outras no que respeita a rigor histórico. 
Para mim, o Estado Novo criado por Salazar durou basicamente 41 anos e foi antecedido por uma ditadura militar na qual, na fase final, Salazar foi tendo influência determinante.

Na realidade, o regime interrompido em 25 de Abril de 1974 com a revolta militar teve fazes distintas.

Há historiadores que divergem na precisão de datas, para definir o período da "ditadura militar" e para definir quando começa o "Estado Novo". 

Para alguns, chegam a contar o período do Estado Novo desde o golpe militar de 28 de Maio de 1926, data a partir da qual foi imposta por alguns anos uma forte ditadura militar. 

Mas, para mim, o Estado Novo é/ foi o regime idealizado e 100% concretizado por Oliveira Salazar e seguidores. Com algumas variações, Portugal teve etapas com diferenças entre 26 de Maio de 1926 e 25 de Abril de 1974 mas, obviamente, foram anos ditatoriais.

Creio rigorosas as datas seguintes:

> 28 MAI 1926 - Início da ditadura militar
> MARÇO 1928 - Portugal recusa as condições técnicas que a Sociedade das Nações impunha para conceder apoio financeiro ao país
> 27 ABR 1928 - Salazar é ministro das Finanças
> 28 MAI 1932 - Imprensa diária publica o projecto de nova Constituição
> 28 JUN 1932 - é oficialmente conhecido o nome de Salazar para chefe do novo executivo
> 05 JUL 1932 - o novo gabinete chefiado por Salazar fica constituído, e não inclui qualquer militar
> 19 Mar 1933 - projecto da nova Constituição submetido a plebiscito
> 11 ABR 1933 - publicação oficial do resultado do plebiscito/ escrutínio. 

Para mim, 11ABR1933 é a data que formalmente marca o início do Estado Novo, sendo certo que em 5 de Julho de 1932, o primeiro executivo de Salazar salvo erro chamado "dos professores" excluiu qualquer militar. Salazar passou a mandar COMPLETAMENTE.

Face a estas datas temos assim 4 contas para gostos distintos :

- 41 anos (e uns dias) de Estado Novo (25 ABR 1974 - 11 ABR 1933 = 41); é o que eu considero.

- 42 anos (menos 2 meses e pouco) de Estado Novo (25 ABR1974 - 5 JUL 1932 = 42) pois com a constituição e anúncio do novo executivo chefiado por Salazar ficou claro que nesse 5 de Jul começou uma nova era, na qual o tempo dos militares tomarem decisões acabou; passaram a decidir não os militares, mas o Presidente da República e o governo por ele nomeado, Salazar a mandar completamente.

- 46 anos (menos uns dias) de Estado Novo para os que querem considerar que assim é desde que Salazar entrou para ministro das Finanças (25 ABR 1974 - 27 ABR 1928 = 46)

- 48 anos (menos uns dias) de Estado Novo para todos os politicamente correctos e radicais para quem deve ter sido Salazar que derrubou a inefável I República (25 ABR 1974 - 28 MAI 1926 = 48)

Conhece-se o resto, o Salazarismo puro e duro e o Marcelismo com ar de Primavera mas apenas nos primeiros meses. Felizmente, está lá para trás.

AC

domingo, 21 de novembro de 2021

DA  NOSSA  HISTÓRIA

1952, Goa, de um discurso - ….."Não podemos hoje, a tantos séculos já dos dias de esplendor e expansão, ajuizar bem do que foram os faustos e as misérias, a ousadia temerária e a embriaguez de glória e das grandes aventuras ou a humilde abnegação dos missionários e dos mártires. Tudo isso, grandeza e desgraça, violência e humildade, palácios, catedrais e choupanas, foi Goa"……..(Almirante Sarmento Rodrigues, ministro do ultramar).

AC

quarta-feira, 19 de maio de 2021

AINDA  SÓ  PASSARAM  48  ANOS !
Hoje, 19 de Maio, pelas 2340 horas, fará 48 anos que, quando
o navio em que eu prestava serviço durante a guerra em África
navegava em ocultação total de luzes e em postos de combate
/bordadas, fui/ fomos atacámos por bombordo no rio Cacheu, 
na Guiné, hoje Guiné-Bissau, numa zona mais acima da
base dos fuzileiros, Ganturé. 
Eu e outros não morremos porque não era para ser naquele dia
e hora e local. Foi o susto maior de vários durante os 21
meses de comissão de serviço.
48 !!!!!!!
António Cabral

domingo, 17 de maio de 2020

RELAÇÕES INTERNACIONAIS
ONU. PORTUGAL. ESTADO NOVO
Em 26 de Junho de 1945, em S.Francisco, EUA, 50 países assinaram a carta das Nações Unidas, carta que viria a ser ratificada em 24 de Outubro seguinte.
Portugal não esteve nesse grupo de países, apesar de terem sido desenvolvidos esforços diplomáticos pelo Estado Novo para que isso viesse a ser possível. Não foi.
Portugal apenas foi admitido na ONU em Dezembro de 1955 ou seja, 10 anos após o fim da guerra, a IIGG.
Um período de dez anos que, neste plano das relações internacionais e da diplomacia, é um dos períodos mais interessantes da nossa história mais recente.
Sabe-se que o Estado Novo fez um pedido de admissão em 2 de Agosto de 1946, mas ainda que EUA, UK, França, Holanda entre outros países tivessem apoiado Portugal, o veto da então URSS impediu a admissão /entrada na ONU.
Muito superficialmente, para a sua decisão, a URSS terá provavelmente tido em conta o papel de estranha neutralidade (!?!?!?) de Portugal durante a IIGG, a evidente inclinação para o lado da Alemanha durante as fases iniciais do conflito, a ausência de relações diplomáticas com a URSS e, naturalmente, terão sido decisivos para esse veto a acção e influência junto de Moscovo por parte de  alguns elementos dos vários partidos e tendências agrupados no Movimento de Unidade Democrática (MUD).
Obviamente que o clima cada vez mais frio da "guerra fria" acabou por vir ajudar o Estado Novo a entrar finalmente na ONU em 1955.
É um período extremamente interessante de se estudar.
AC