Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
sábado, 9 de maio de 2026
quarta-feira, 15 de abril de 2026
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
COISAS NA II REPÚBLICA, Estado Novo
PVDE, Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, foi criada em 1933, DL 22992/ 29 Agosto.
Rapidamente transformada em POLÍCIA POLÍTICA.
Depois foram-lhe mudando o nome, como se isso suavizasse o horror.
Primeiro PIDE. Depois a democrática 😡😡😡 DGS de Caetano.
A Legião Portuguesa foi criada em 1936, DL 27058/ 30 Setembro.
Acabaram em 1974, felizmente.
Em 4 de Abril de 1949, Portugal assinou o Pacto do Atlântico.
AC
segunda-feira, 28 de abril de 2025
REALIDADES
Sou, também, da geração que andou na guerra, concretamente, 29 de Outubro de 1971 a 28 de Julho de 1973, como oficial imediato num patrulha grande da Marinha, na então Guiné portuguesa.
Sou da geração que conheceu os tiros, dei várias vezes ordem de fogo para os canhões de 40 m/m do navio, um à proa e outro à popa.
Sou da geração que conheceu o combate a sério, na passagem de 19 para 20 de Maio de 1973. E ao longo desses 21 meses de comissão em África muitos sustos apanhou e vários horrores viu.
Sou dos muito afortunados que regressaram vivos, não estropiado, mas infelizmente com o ouvido esquerdo afectado com as explosões desse ataque ao findar desse 19 de Maio. Ouvido que, com a idade, vai denunciando mais o dano de Maio de 1973.
Ando muito triste com a situação no meu país.
Vivo felizmente no regime de direito democrático.
Tenho esperança, confio e anseio por um futuro melhor para os meus filhos e netos. Mas o horizonte está cinzento.
Tento perceber o mundo, sempre, e não me fio nos aldrabões que pululam a vertente interna e a externa.
Nunca fui carreirista, acomodado, e apesar de ter subido quase ao topo máximo na carreira, em 2006 ficou evidente a consequência da "cor dos meus olhos e o nunca ter aceitado ser submisso". Mascarando, evidentemente, com normas legais, sabendo-se, como no decorrer dos tempos, as normas foram periodicamente suavizadas para os de olhos de cor bonita.
Sei o que é a honra, tenho coluna vertebral bem direitinha embora às vezes nas S e nas L já surjam sinais do passar dos anos. Revolto-me contra as injustiças, as indignidades, as mentiras, o politicamente correcto, não suporto os acomodados, nem respeito quem não se dá ao respeito, independentemente de muitos lhes dedicarem o respeitinho serôdio porque sim. Borrifo-me para modas, Wokes e quejandos.
Respeito sempre as opiniões de outrem, discordo umas vezes, concordo outras. Sou dono da minha cabeça, do meu coração. Apenas.
António Cabral
domingo, 2 de março de 2025
HISTORIETAS e PONTUAÇÃO
Historieta do tempo do Estado Novo.
Anos 50/ 60 do século passado, num conhecido café do Rossio, um cidadão comum escreve num papel e ao mesmo tempo em voz bem audível para todos no café vai repetindo o que escreve- Morte a Salazar não faz falta!
No exacto momento em que está a terminar de escrever a última palavra no papel e berrá-la alto e bom som, sente uma mão pesada no ombro ao mesmo tempo que ouve - ESTÁ PRESO!
- Preso, eu, porquê ?
- Preso pelo que acaba de dizer e vejo que está aí escrito nesse papel!
- Oiça, eu estava a acabar a frase e o senhor é que nem me deixou colocar a pontuação, ora repare:
- Morte a Salazar ? Não ! Faz falta.
AC
domingo, 23 de junho de 2024
segunda-feira, 23 de outubro de 2023
Breves linhas sobre Castelo Branco, quer sobre o distrito quer o concelho e a cidade.
segunda-feira, 29 de maio de 2023
ESTADO e as INFORMAÇÕES (2).
SISTEMA de INFORMAÇÕES da REPÚBLICA PORTUGUESA
(2º texto)
Nas últimas semanas a vida política na capital tem andado agitada, designadamente à conta da intervenção do SIS (Serviço de Informações de Segurança) numa telenovela de cariz Sul-Americano com actores de deplorável qualidade.
Na sequência do primeiro texto agora uma pesquisa rápida à história nacional no período de 1926 a 25 de Abril de 1974.
Houve sim, maçonaria, carbonária, formiga branca, morticínios e assassinatos vários, bombistas a eito, suicídios, prisões a eito, assaltos a jornais, greves consecutivas, incursões monárquicas, assaltos a sindicatos como em 31 de Janeiro de 1912 à União de Sindicatos, tumultos vários e assaltos a estabelecimentos comerciais, protestos militares.
A ditadura militar e, depois, o Estado Novo, cuidaram de organizar serviços de informações.
Em todo o período, 1926-1974, creio que todas as "energias" desses serviços foram gastas quase só na segurança interna, com particular foco para a neutralização do Partido Comunista e de outras forças e de facções ou grupos ou associações que se mostrassem adversas dos poderes instalados no período em análise. A tudo que fosse reviralho!
Uma síntese.
Em 1926 existia já, por exemplo, a Polícia Cívica de Lisboa. Esta polícia, em 22 de Junho, oficiou os jornais da capital no sentido da obrigatória e prévia entrega de 4 exemplares para análise pelo Comando-Geral da GNR e antes de distribuição pública.
Em 5 de Janeiro de 1927, pelo Decreto nº 12972, o governo da ditadura militar cria junto do Governo Civil de Lisboa uma polícia especial de informações de carácter algo secreto.
Em 17 de Março de 1928, pelo Decreto nº 15195, o governo da ditadura militar determina a extinção das Polícias Especiais de Lisboa e Porto, dando lugar à Polícia de Informações do Ministério do Interior.
Em 5 de Junho de 1928, esta polícia do Ministério do Interior desarticula uma tentativa de derrube da ditadura militar.
Em 9 de Outubro de 1928, curiosamente, pelo Decreto nº 16011, o governo da ditadura militar define as penalizações a aplicar a todos os portugueses que, no estrangeiro, promovessem a rebelião contra o governo ou o descrédito do país.
Em 17 de Junho de 1930, desmantelada uma conspiração de militares e civis para derrubar a ditadura militar. Em Abril e Maio de 1931, multiplicam-se tentativas de rebelião, designadamente nos Açores, Madeira e Guiné.
Em 19 de Maio de 1931, o Ministro do Interior manda fechar e selar o edifício do Grémio Lusitano, sede da Maçonaria portuguesa.
Em 8 de Junho de 1931, pelo Decreto nº 20033, dissolvida a Polícia de Informações do Ministério do Interior e passadas as suas atribuições para a PSP.
Em 30 de Julho de 1931, pelo Decreto nº 20125, a tutela da Polícia Internacional Portuguesa, especializada na vigilância das fronteiras, é transferida para o Ministério do Interior. Esta força policial vai sendo sucessivamente transformada, tornando-se na nova polícia política do regime.
Em 26 de Agosto de 1931, em Lisboa, anulada uma revolta protagonizada por militares e civis.
Em 23 de Janeiro de 1933, pelo Decreto nº 22151, o governo chefiado por Oliveira Salazar extingue a Secção de Vigilância Política e Social da Polícia Internacional Portuguesa, e cria a Polícia de Defesa Política e Social, subordinada ao Ministro do Interior, polícia esta com o dever de vigilância sobre todo o território Continental.
Em 29 de Agosto de 1933, pelo Decreto-Lei nº 22292, o governo de Salazar extingue, a Polícia Internacional Portuguesa e a Polícia de Defesa Política e Social, e cria a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), reforçando assim a capacidade da força policial para prevenção e a repressão no controlo de actividades políticas.
terça-feira, 22 de março de 2022
DO RIGOR HISTÓRICO
Estamos em democracia, no regime onde gosto de viver.
Algumas vezes, infelizmente, mais me parece uma democracia quase só formal, bastando atentar a várias partes do articulado do texto da Constituição da República Portuguesa (CRP) e comparar com o que na realidade se vai passando na sociedade.
Como sempre, respeito todas as opiniões, mas a minha é diferente de algumas outras no que respeita a rigor histórico.
Na realidade, o regime interrompido em 25 de Abril de 1974 com a revolta militar teve fazes distintas.
Há historiadores que divergem na precisão de datas, para definir o período da "ditadura militar" e para definir quando começa o "Estado Novo".
Para alguns, chegam a contar o período do Estado Novo desde o golpe militar de 28 de Maio de 1926, data a partir da qual foi imposta por alguns anos uma forte ditadura militar.
Mas, para mim, o Estado Novo é/ foi o regime idealizado e 100% concretizado por Oliveira Salazar e seguidores. Com algumas variações, Portugal teve etapas com diferenças entre 26 de Maio de 1926 e 25 de Abril de 1974 mas, obviamente, foram anos ditatoriais.
Creio rigorosas as datas seguintes:
AC
domingo, 21 de novembro de 2021
DA NOSSA HISTÓRIA
1952, Goa, de um discurso - ….."Não podemos hoje, a tantos séculos já dos dias de esplendor e expansão, ajuizar bem do que foram os faustos e as misérias, a ousadia temerária e a embriaguez de glória e das grandes aventuras ou a humilde abnegação dos missionários e dos mártires. Tudo isso, grandeza e desgraça, violência e humildade, palácios, catedrais e choupanas, foi Goa"……..(Almirante Sarmento Rodrigues, ministro do ultramar).
AC
quarta-feira, 19 de maio de 2021
domingo, 17 de maio de 2020
ONU. PORTUGAL. ESTADO NOVO
Em 26 de Junho de 1945, em S.Francisco, EUA, 50 países assinaram a carta das Nações Unidas, carta que viria a ser ratificada em 24 de Outubro seguinte.
Portugal não esteve nesse grupo de países, apesar de terem sido desenvolvidos esforços diplomáticos pelo Estado Novo para que isso viesse a ser possível. Não foi.
Portugal apenas foi admitido na ONU em Dezembro de 1955 ou seja, 10 anos após o fim da guerra, a IIGG.
Um período de dez anos que, neste plano das relações internacionais e da diplomacia, é um dos períodos mais interessantes da nossa história mais recente.
Sabe-se que o Estado Novo fez um pedido de admissão em 2 de Agosto de 1946, mas ainda que EUA, UK, França, Holanda entre outros países tivessem apoiado Portugal, o veto da então URSS impediu a admissão /entrada na ONU.
Muito superficialmente, para a sua decisão, a URSS terá provavelmente tido em conta o papel de estranha neutralidade (!?!?!?) de Portugal durante a IIGG, a evidente inclinação para o lado da Alemanha durante as fases iniciais do conflito, a ausência de relações diplomáticas com a URSS e, naturalmente, terão sido decisivos para esse veto a acção e influência junto de Moscovo por parte de alguns elementos dos vários partidos e tendências agrupados no Movimento de Unidade Democrática (MUD).
Obviamente que o clima cada vez mais frio da "guerra fria" acabou por vir ajudar o Estado Novo a entrar finalmente na ONU em 1955.
É um período extremamente interessante de se estudar.
AC










