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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

 QUEM  NOS  AQUECE ?


Este garante que aquece Portugal.

Sim, estamos com algum tempo mais frio, mas de qualquer maneira ainda não muito frio, até porque anda aí a chuva.

Uma coisa me está a parecer: os candidatos á corrida com meta em Belém não estão a aquecer os portugueses.
Ou estarei enganado?
AC

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

CASTELO  BRANCO
Breves linhas sobre Castelo Branco, quer sobre o distrito quer o concelho e a cidade.
Vem isto a propósito do que era e está a ser.

Vem sobretudo a propósito do anunciado (para muito breve) encerramento da loja Zara num dos centros comerciais da cidade.  
Sim, porque a cidade não podia ter só um, constrói-se, e depois logo se vê! Adivinhem quem promoveu isso!

Indo muito atrás, concretamente ao tempo de estudante liceal de quem agora teria 94 anos se fosse vivo e era primo direito da minha idosa mãe (98), esse meu primo em 2º grau estudou em Portalegre (sede de distrito, e terra que o viu nascer) até ao 5º ano do liceu, actual 9º ano.

Depois, em Portalegre que era, repito, sede de distrito, o liceu local não tinha os 6º e 7º anos, actuais 10º e 11º anos.
Teve assim o meu primo que ir estudar e completar o liceu em Castelo Branco. 
E assim foi porque os pais podiam arcar com as inerentes despesas dessa deslocação e continuação de estudos.
E recordo bem como era a ligação por estrada entre Portalegre e Castelo Branco, e que assim continuou por muitos anos!

A Zara vai encerrar.
Que eu saiba a Zara não é propriamente uma loja de luxo.
O grupo a que pertence a Zara tem outras lojas com produtos menos em conta para a média dos cidadãos portugueses como por exemplo a Maximo Duti.
Pois a Maximo Duti também já encerrou em alguns locais.

A Zara fechar em Castelo Branco é um caso sem importância económica ou diz alguma coisa sobre a classe média nacional, sobre a saúde financeira de muitos portugueses?

E como está o comércio em Castelo Branco?
E a saúde económica e financeira das empresas no chamado parque industrial de CB?
E o que se passa nas várias aldeias do distrito de CB?
Como estão os laticínios no distrito?
Como está a hotelaria e a restauração?

Parafraseando um grande aldrabão político isto é coisa que certamente não preocupa os portugueses! Voltarei ao assunto.
AC

domingo, 21 de agosto de 2022

PINGUIM

Por razões diversas há três meses que lá não almoçávamos. Um do nossos restaurantes preferidos em Castelo Branco, um ambiente simples, limpo, luminoso. O dono, a filha e o funcionário sempre inexcedíveis no bom serviço e na atenção. E, fundamental, o que nos apresentam para satisfazer o estômago continua num bom nível. E num excelente nível estiveram os filetes de garoupa com arroz de tomate. Deliciosos. E há um alargada, muito alargada possibilidade de escolha de vinho.

AC 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O INTERIOR e os DESAVERGONHADOS
Há poucos dias falei de um projecto no âmbito das infra-estruturas rodoviárias, a construção do IC31. 
Reproduzo:

ÉPOCA de ELEIÇÕES......SURGE O HABITUAL 

É certo e sabido. Precisamos de ferrovia decente. Há décadas. Pois nada melhor que uns dias antes do Natal, em pré-campanha eleitoral, anunciar que vai ser publicado o concurso internacional para a compra de 117 comboios, signifique isto (o comboio, quantas composições, etc?) o que significar. 

Mas vamos a outro caso.

A inefável ministra Abrunhosa anunciou uma infraestrutura rodoviária nova, o IC 31.

Bom a senhora à boa maneira socialista (antes, terá sido mesmo do CDS?)  parte sempre do princípio que está perante povo ignaro, uma cambada de tontos e broncos. Está um "poucochinho" enganada!

Porque:

* existe quem saiba que o IC 31 era para ser uma coisa como deve ser, com ligação a Espanha, e haveria fundos Europeus para isso,

* os fundos Europeus desapareceram para esse projecto,

* a senhora Abrunhosa é a nº 1 do PS por Castelo Branco, distrito onde geograficamente está o terreno para o tal IC 31, daí ter de prometer qualquer coisa,

* este hipotético novo IC 31 será uma série de remendos aproveitando a estrada nacional e nada do IC 31 originalmente pensado, mas para variar, devo ser eu que estou a ver mal a coisa.

Vêm aí eleições, toca a prometer!

E continuando em mais uma longa temporada por aqui (Beira-Baixa, aldeia Monsanto) quero voltar ao assunto.
Sei que sou um dos milhares de interessados nesta infraestrutura. Mas, por outro lado, acredito que quem me segue há anos reconhecerá que procuro sempre ser merecedor de credibilidade e isenção por procurar ser rigoroso e salientar quer, prós e contra, vantagens e inconvenientes, e aplaudir o que se me afigura bem independentemente de cores partidárias /ideológicas, e criticar o que entendo estar mal.

Este assunto do IC 31 é mais uma prova de como o governo (agora este ainda em funções, antes, os seus antecessores de cores várias) trata o interior, apesar de muito bater com a mão no peito. Subjugação inequívoca à visão despótica e centralista.
Há muitos anos que ambicionamos vir a ter o IC31 como uma obra estruturante para o desenvolvimento de Castelo Branco, do distrito, da região Centro, e até mesmo do país no seu todo.

O IC31 há anos enunciado e anunciado consistia na ligação da A23 à autoestrada da Estremadura, permitido a ligação a Madrid. O IC31 teria perfil de autoestrada. Em consequência, em 2011, houve estudos de impacto ambiental. Com esta rodovia haveria uma ligação de auto-estrada de Castelo branco a Madrid. Este projecto esteve no PNI - Programa Nacional de Investimentos e mais tarde no PRR- Plano de Recuperação e Resiliência, à semelhança de outras ligações transfronteiriças. 
Recentemente foi retirada do PRR, tendo havido promessa alternativa de que seria executada com recurso ao Orçamento do Estado.

Mas é claro, bla, bla, bla. De repente, como referi no meu post anterior e acima recordado, como era preciso encaixar a ainda ministra Abrunhosa e a sua colocação foi por Castelo Branco, houve que disfarçar a coisa ou seja, um projecto que estava morto, e por razões eleitorais aparece agora como promessa. Os incautos paparão a coisa.
Mas a realidade é que esta promessa, se vier a ser cumprida, já não tem nada do anterior, será uma coisa com duas vias! E como disse antes, uma parte é aquilo a que chamam requalificação, no caso, um alargamento da actual N239.

Uma vigarice típica do intrujão-mor, em que o agora anunciado (veremos se algum dia concretizado) não será um projecto estruturante no distrito de Castelo Branco, na Beira-Baixa.

O IC31 a sério, como há anos fora pensado, contribuiria certamente para o desenvolvimento destas regiões. Mas lá está, olhar do Terreiro do Paço ou de S.Bento......qual coesão, qual equilíbrio, qual desenvolvimento, qual repovoamento, qual potenciar polos logísticos e industriais. Era preciso "dourar" a colocação de Abrunhosa como nº 1 por Castelo Branco. Usar o termo vigaristas é ser muito bem educado perante esta "coisa".
AC

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

 AINDA o PARQUE BARROCAL em CASTELO BRANCO

Adicional ao texto que já publiquei sobre este recém inaugurado parque (15Dez), anexo mais umas fotografias. Antes refiro que, com sorte, será possível vislumbrar um ou outro Grifo, Gaio, Coruja-das-Torres, Pintarroxo, Papa-Moscas-Preto, Tordo-Pinto e Abelharuco. Isto quanto a aves, além dos vulgares pardais e, quanto a mais "voadores", vi algumas, poucas, mas poderão encontrar-se borboletas várias, a Borboleta-Zebra, a Borboleta-cauda-de-Andorinha, a Borboleta-Carnaval, a Borboleta-Negra.

A vegetação é interessante, muito Rosmaninho, algumas árvores, Carvalho-negral e Pilriteiro. 

AC



terça-feira, 15 de dezembro de 2020

 NÃO CHOVEU,  ALGUMA DISTENSÃO......

Não choveu, o Sol espreitou cerca de uma hora, muito nevoeiro e quase cerrado na estrada para Castelo Branco durante a manhã cedo. Compras, passeio, almoço no Pinguin, e depois visitar o Barrocal parque, inaugurado em Novembro passado.

O Barrocal, que tem uma área de cerca de 40 ha, está numa área enorme adjacente a Castelo Branco, onde no século XIX muito granito se extraiu para construção a mais variada em Castelo Branco. O Barrocal está implantado no chamado maciço granítico de Castelo Branco, qualquer coisa com idade estimada em 310 milhões de anos. Formas graníticas curiosas, penedos, rochas das profundezas.

O Barrocal que hoje visitámos é muito agradável, com caminhos e passadiços vários, recantos, miradouros, desenhados para acompanhar certas características do terreno, para proporcionar locais de observação inclusive de aves. Que algumas vi ao longe. Deixo umas primeiras imagens. É sítio que vale a pena visitar, ainda por cima gratuito.

AC 



sábado, 14 de dezembro de 2019

CULTURA e HISTÓRIA
Apresentação de livro, hoje, em Castelo Branco.
Bom momento de cultura e de história nacional, concretamente à volta da 1ª invasão Francesa, e que no distrito e concelho de Castelo Branco deixou marcas amargas.
AC

terça-feira, 17 de setembro de 2019

POR AÍ
Restaurante muito simplório, quase tasca, comida sensacionalmente bem cozinhada, caseira, um primor de atendimento e limpeza, e barato. Dose mais que q.b..
AC

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

TERRAS PORTUGUESAS, BEIRA-BAIXA
Não sei ao certo quando foi/ foram publicado/ s. Penso que terá sido à volta dos anos 50 do século passado. Provavelmente antes, pois não há referências à barragem Marechal Carmona, inaugurada em 1948.
A então existente Shell Portuguesa fez publicar vários pequenos livrinhos sobre terras e gentes portuguesas, por províncias.
No caso que me interessa,  nº 9, foi sobre a Beira-Baixa, que me diz muito há cinco décadas. Conheço razoavelmente bem quase todas as outras partes do nosso País, mas a Beira-Baixa causa-me emoções superiores.
O nº 9 aborda sucintamente o carácter da região, panorama geral, a paisagem e o homem, a história e os monumentos, usos e costumes, e o que se deve ver.
Este tipo de publicação não pode ser lido sem ter em conta a época e o regime. Tem várias coisas que, do meu ponto de vista, são muito interessantes.
Por exemplo:
> Geologicamente, na sua maior parte, a Beira-Baixa é formada por terrenos chistosos e rochas eruptivas (granito) apresentando em áreas menores o lacustre e o siluriano (rochas sedimentares);
> a referência no capítulo das indústrias vai sobretudo para o então forte sector têxtil;
> naturalmente, nessa altura, a vida local girava em volta da agricultura;
> a Beira-Baixa foi habitada desde épocas remotas, desde logo por Visigodos, Romanos, Árabes;
> nomes importantes da nossa história nasceram na Beira-Baixa, Nuno Álvares Pereira em Sernache do Bom Jardim, Pedro Álvares Cabral em Belmonte, Pera da Covilhã na Covilhã, Pedro da Fonseca em Proença-a-Nova, Ribeiro Sanches em Penamacor, João Rodrigues (o Amato Lusitano) em Castelo Branco.
> Descrevem-se vários aspectos ligados a, etnografia, folclore, festas religiosas, lendas, vida doméstica familiar, alimentação, feiras, arqueologia, as sucessivas invasões ao longo de séculos, construção do casario, regime de propriedade, indústria incluindo as indústrias designadas por domésticas (colchas de linho e seda, tecelagem do linho, a cestaria e louça).
AC