Reproduzo:ÉPOCA de ELEIÇÕES......SURGE O HABITUAL
É certo e sabido. Precisamos de ferrovia decente. Há décadas. Pois nada melhor que uns dias antes do Natal, em pré-campanha eleitoral, anunciar que vai ser publicado o concurso internacional para a compra de 117 comboios, signifique isto (o comboio, quantas composições, etc?) o que significar.
Mas vamos a outro caso.
A inefável ministra Abrunhosa anunciou uma infraestrutura rodoviária nova, o IC 31.
Bom a senhora à boa maneira socialista (antes, terá sido mesmo do CDS?) parte sempre do princípio que está perante povo ignaro, uma cambada de tontos e broncos. Está um "poucochinho" enganada!
Porque:
* existe quem saiba que o IC 31 era para ser uma coisa como deve ser, com ligação a Espanha, e haveria fundos Europeus para isso,
* os fundos Europeus desapareceram para esse projecto,
* a senhora Abrunhosa é a nº 1 do PS por Castelo Branco, distrito onde geograficamente está o terreno para o tal IC 31, daí ter de prometer qualquer coisa,
* este hipotético novo IC 31 será uma série de remendos aproveitando a estrada nacional e nada do IC 31 originalmente pensado, mas para variar, devo ser eu que estou a ver mal a coisa.
Vêm aí eleições, toca a prometer!
E continuando em mais uma longa temporada por aqui (Beira-Baixa, aldeia Monsanto) quero voltar ao assunto.
Sei que sou um dos milhares de interessados nesta infraestrutura. Mas, por outro lado, acredito que quem me segue há anos reconhecerá que procuro sempre ser merecedor de credibilidade e isenção por procurar ser rigoroso e salientar quer, prós e contra, vantagens e inconvenientes, e aplaudir o que se me afigura bem independentemente de cores partidárias /ideológicas, e criticar o que entendo estar mal.
Este assunto do IC 31 é mais uma prova de como o governo (agora este ainda em funções, antes, os seus antecessores de cores várias) trata o interior, apesar de muito bater com a mão no peito. Subjugação inequívoca à visão despótica e centralista.
Há muitos anos que ambicionamos vir a ter o IC31 como uma obra estruturante para o desenvolvimento de Castelo Branco, do distrito, da região Centro, e até mesmo do país no seu todo.
O IC31 há anos enunciado e anunciado consistia na ligação da A23 à autoestrada da Estremadura, permitido a ligação a Madrid. O IC31 teria perfil de autoestrada. Em consequência, em 2011, houve estudos de impacto ambiental. Com esta rodovia haveria uma ligação de auto-estrada de Castelo branco a Madrid. Este projecto esteve no PNI - Programa Nacional de Investimentos e mais tarde no PRR- Plano de Recuperação e Resiliência, à semelhança de outras ligações transfronteiriças.
Recentemente foi retirada do PRR, tendo havido promessa alternativa de que seria executada com recurso ao Orçamento do Estado.
Mas é claro, bla, bla, bla. De repente, como referi no meu post anterior e acima recordado, como era preciso encaixar a ainda ministra Abrunhosa e a sua colocação foi por Castelo Branco, houve que disfarçar a coisa ou seja, um projecto que estava morto, e por razões eleitorais aparece agora como promessa. Os incautos paparão a coisa.
Mas a realidade é que esta promessa, se vier a ser cumprida, já não tem nada do anterior, será uma coisa com duas vias! E como disse antes, uma parte é aquilo a que chamam requalificação, no caso, um alargamento da actual N239.
Uma vigarice típica do intrujão-mor, em que o agora anunciado (veremos se algum dia concretizado) não será um projecto estruturante no distrito de Castelo Branco, na Beira-Baixa.
O IC31 a sério, como há anos fora pensado, contribuiria certamente para o desenvolvimento destas regiões. Mas lá está, olhar do Terreiro do Paço ou de S.Bento......qual coesão, qual equilíbrio, qual desenvolvimento, qual repovoamento, qual potenciar polos logísticos e industriais. Era preciso "dourar" a colocação de Abrunhosa como nº 1 por Castelo Branco. Usar o termo vigaristas é ser muito bem educado perante esta "coisa".
AC
Nunca lhe doa as mãos! Junte a promessa da Drº Abrunhosa,noticiada pela Reconquista, da abolição das portagens na A23 e os Seus epítetos ficam àquem do merecido poresta gente.
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