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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Republicando (10JUN2024)

PORTUGAL
DISCURSOS  e . . . . . . . . REALIDADES
Coesão, território, desigualdade, injustiça, tragédia. 

Discursos de Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva, Jorge Sampaio, Mário Soares, Ramalho Eanes.
Discursos dos sucessivos, presidentes da Assembleia da República, Primeiros-ministros, governantes e deputados de todas as cores, autarcas, elites, sentados à mesa dos orçamentos de Estado, sentados  na máquina do Estado, e nas fundações e nos observatórios, nas bolhas, etc., . . . . . discursos.

Acções?

Realidades: quais são, passados 50 anos de Estado de direito democrático?
Muito se inverteu do que vinha de 24 de Abril de 1974.
Muito se melhorou.

Mas a realidade de Portugal, a verdade nua e crua, foi bem explicada no discurso de Rui Rosinha neste 10 de Junho de 2024, bombeiro ferido gravemente, bombeiro traumatizado, limitado fisicamente.

Rui Rosinha explicou o que é Portugal na maior parte do Continente e em várias zonas das regiões autónomas.
Explicou o que que passa na saúde, nos transportes, na economia, no emprego, na justiça, na coesão territorial, na fixação das populações, no social, etc.

Mas Marcelo no seu discurso lembrou muito da nossa história.
A epopeia dos descobrimentos, a nossa história, não coloca o pão na mesa. 
Mas ajuda a ir à Suíça de Falcon, e proclamar que somos muito bons. Ajuda a dizer que somos melhores do que pensamos.

Pois, o desenvolvimento é o costume. Os discursos . . . o costume.

Aguenta Rui Rosinha. 

Talvez Marcelo, Montenegro e os que os vão acompanhar à Suíça te tragam uma caixinha de chocolates da Suíça.

O costume.
António Cabral

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O INTERIOR e os DESAVERGONHADOS
Há poucos dias falei de um projecto no âmbito das infra-estruturas rodoviárias, a construção do IC31. 
Reproduzo:

ÉPOCA de ELEIÇÕES......SURGE O HABITUAL 

É certo e sabido. Precisamos de ferrovia decente. Há décadas. Pois nada melhor que uns dias antes do Natal, em pré-campanha eleitoral, anunciar que vai ser publicado o concurso internacional para a compra de 117 comboios, signifique isto (o comboio, quantas composições, etc?) o que significar. 

Mas vamos a outro caso.

A inefável ministra Abrunhosa anunciou uma infraestrutura rodoviária nova, o IC 31.

Bom a senhora à boa maneira socialista (antes, terá sido mesmo do CDS?)  parte sempre do princípio que está perante povo ignaro, uma cambada de tontos e broncos. Está um "poucochinho" enganada!

Porque:

* existe quem saiba que o IC 31 era para ser uma coisa como deve ser, com ligação a Espanha, e haveria fundos Europeus para isso,

* os fundos Europeus desapareceram para esse projecto,

* a senhora Abrunhosa é a nº 1 do PS por Castelo Branco, distrito onde geograficamente está o terreno para o tal IC 31, daí ter de prometer qualquer coisa,

* este hipotético novo IC 31 será uma série de remendos aproveitando a estrada nacional e nada do IC 31 originalmente pensado, mas para variar, devo ser eu que estou a ver mal a coisa.

Vêm aí eleições, toca a prometer!

E continuando em mais uma longa temporada por aqui (Beira-Baixa, aldeia Monsanto) quero voltar ao assunto.
Sei que sou um dos milhares de interessados nesta infraestrutura. Mas, por outro lado, acredito que quem me segue há anos reconhecerá que procuro sempre ser merecedor de credibilidade e isenção por procurar ser rigoroso e salientar quer, prós e contra, vantagens e inconvenientes, e aplaudir o que se me afigura bem independentemente de cores partidárias /ideológicas, e criticar o que entendo estar mal.

Este assunto do IC 31 é mais uma prova de como o governo (agora este ainda em funções, antes, os seus antecessores de cores várias) trata o interior, apesar de muito bater com a mão no peito. Subjugação inequívoca à visão despótica e centralista.
Há muitos anos que ambicionamos vir a ter o IC31 como uma obra estruturante para o desenvolvimento de Castelo Branco, do distrito, da região Centro, e até mesmo do país no seu todo.

O IC31 há anos enunciado e anunciado consistia na ligação da A23 à autoestrada da Estremadura, permitido a ligação a Madrid. O IC31 teria perfil de autoestrada. Em consequência, em 2011, houve estudos de impacto ambiental. Com esta rodovia haveria uma ligação de auto-estrada de Castelo branco a Madrid. Este projecto esteve no PNI - Programa Nacional de Investimentos e mais tarde no PRR- Plano de Recuperação e Resiliência, à semelhança de outras ligações transfronteiriças. 
Recentemente foi retirada do PRR, tendo havido promessa alternativa de que seria executada com recurso ao Orçamento do Estado.

Mas é claro, bla, bla, bla. De repente, como referi no meu post anterior e acima recordado, como era preciso encaixar a ainda ministra Abrunhosa e a sua colocação foi por Castelo Branco, houve que disfarçar a coisa ou seja, um projecto que estava morto, e por razões eleitorais aparece agora como promessa. Os incautos paparão a coisa.
Mas a realidade é que esta promessa, se vier a ser cumprida, já não tem nada do anterior, será uma coisa com duas vias! E como disse antes, uma parte é aquilo a que chamam requalificação, no caso, um alargamento da actual N239.

Uma vigarice típica do intrujão-mor, em que o agora anunciado (veremos se algum dia concretizado) não será um projecto estruturante no distrito de Castelo Branco, na Beira-Baixa.

O IC31 a sério, como há anos fora pensado, contribuiria certamente para o desenvolvimento destas regiões. Mas lá está, olhar do Terreiro do Paço ou de S.Bento......qual coesão, qual equilíbrio, qual desenvolvimento, qual repovoamento, qual potenciar polos logísticos e industriais. Era preciso "dourar" a colocação de Abrunhosa como nº 1 por Castelo Branco. Usar o termo vigaristas é ser muito bem educado perante esta "coisa".
AC

sábado, 18 de novembro de 2017

PROGRAMA NACIONAL para a COESÃO TERRITORIAL
Em tempos, o querido Conselho de Ministros aprovou, se não estou em erro, um programa nacional para a coesão territorial (UMVI- unidade de missão para a valorização do interior), muitas medidas, creio que 164, para desenvolver, para desenvolver, para novas etapas, para novas etapas, para contrariar, para contrariar a tendência dos últimos anos, a tendência dos últimos anos.

Ah e claro, unidade de missão para a valorização do interior, unidade de missão, mais uma. Ai sr Cabrita! Agora MAI.
Ah, e cinco eixos. Ah, e tudo muito sustentável, coeso, competitivo, conectado, colaborativo, prioritário, muito transversal, mais valorizado, muita consonância com as autarquias (será daqui que o homem de Coimbra quer fazer um aeroporto?), também com todos os parceiros e mais alguns, com as universidades tá claro, nada de visões assistencialistas tá claro, tudo com uma dimensão muito profunda, naturalmente um grande estímulo à actividade económica. UFF, que linguagem !!!!!
Os OCS garantiam nessa altura que Cabrita terá dito que este programa de acção não se esgota com a publicação em DR. Tá claro!! Aliás este anúncio começou na campanha eleitoral, "forno" para a geringonça.
Presumia que a unidade de missão estivesse diligentemente a acompanhar as 164 medidas. De quanto em quanto tempo prestarão contas? Ainda não ouvi nada, ou estou distraído?
De certeza que o intrujão-mor acompanha o assunto, sim porque ele não anuncia só coisas em catadupa, vai de certeza avaliar o programa, as suas metas, a sua execução, a calendarização. 
Estou seguro, seguro não bolas que o homem pode ficar irritado, estou convicto que a coisa vai correr muito bem, e Cabrita medalhado no próximo 10 de Junho. 
Ainda por cima passou a MAI, e agora ainda mais cheio de energia para "atacar" o ordenamento territorial, os bombeiros, as forças de segurança, o interior despovoado, as albufeiras vazias, os cães, perdão, as ratazanas no convento de Mafra.
Espera?
Olha, o Expresso de hoje anuncia que há uma certa barraca com essa ideia. A senhora que presidia à UMVI acabou por se chatear e há uns tempos bateu com a porta, não esteve para aturar a ausência de directivas, o prosseguir o trabalho. Mas a senhora, que é do PS, devia estar habituada que normalmente é assim, só pensam nas pessoas, anunciam muito, têm muitas paixões e depois..........adiante.
E estamos nisto. 
Agora que entre Junho e Outubro aconteceram tragédias atrás de tragédias, estão outra vez a pensar nas pessoas, já fizeram muitos anúncios, estão cheios de força e de paixões e...................
Aguardemos. No centro do país não conseguem fazer greves, são poucos, estão abandonados, não prosseguem na vida de quatro em quatro anos, o Mário Nogueira, o Arménio Carlos, não têm lá casa, é uma maçada.
Em vez de quatro em quatro anos, regressão anual.
AC

sábado, 12 de março de 2016

A UNIDADE de MISSÃO de ANTÓNIO COSTA e seus Delfins.
O Novo Messias encarnado na figura de PM esteve há poucos dias na sede de Concelho que bem conheço. Foi cumprimentar o Presidente da CMIdanha-a-Nova, esteve como vários trutas PS da região, e presidiu à "iniciativa, 100 dias de Governo, Valorizar o Interior".
À boa maneira TUGA, desta vez não foi criado um grupo de trabalho, mas apresentou a pomposa "Unidade de Missão para a Valorização do Interior".
Portanto, estamos no plano da "coesão territorial". Mais uma estratégia anunciada!!!!
Parece que terá mesmo dito - "que o Governo pretende imprimir prioridade à estratégia de coesão nacional!!
Claro que nada anunciou de obras ou investimentos para a zona, o que é prudente, dada a situação calamitosa do País e daquela região que não recupera com palavras nem com umas casitas que eventualmente se construam, ou por mais viagens ao estrangeiro que certas pessoas continuamente façam.
Ainda no campo pomposo - a missão tem como objectivo criar, implementar e supervisionar um programa para a coesão territorial, promovendo medidas de desenvolvimento do interior e de atração e fixação de pessoas nestas regiões”. 
Mal que pergunte:
> como criam empregos? a CMIDN rebenta pelas costuras! 
> sabe que muitas das pessoas que trabalham em IDN não dormem lá?
> sabe o que aconteceu à Cooperativa dos Queijos em IDN?
> sabe que a pouco e pouco os encanamentos colocados antes dos anos 90 do século passado em aldeias e lugares do Concelho, a pouco e pouco estão a estoirar?
> tem a noção como está a frágil agro-pecuária do Concelho?

De maneira que, como de costume, tiradas genéricas, grandes tiradas, grandes almoçaradas.
Aguardemos. Eu não me vou esquecer, e anualmente tentar perceber o que aconteceu.
AC