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quinta-feira, 21 de maio de 2026

 BOLACHA  do  DESERTO

muito fina, torrada
Óptima para acompanhar vários pratos de carne ou, simplesmente, partir com a mão uns bocados e comer sem mais nada.

AC

sábado, 11 de abril de 2026

PATRIMÓNIO  IMATERIAL
CULTURA  POPULAR,  MUSICA  POPULAR

Na tarde de 11 de Abril do ano em curso, estiveram/ actuaram separados e em conjunto no Centro Cultural de Idanha-a-Nova  representações, da Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro do Montijo (que celebrará este ano 172 anos de existência), do rancho folclórico da aldeia de Monsanto e as adufeiras de Idanha-a-Nova.
Deixo alguns breves testemunhos de uma bela tarde de cultura popular/ música popular/ património imaterial.
AC

segunda-feira, 6 de abril de 2026

PÁSCOA
Em Monsanto e em todo o concelho de Idanha-a-Nova, epicentro que agora me interessa, as celebrações acabaram ontem. 

AC

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

SAUDADE

nome feminino,

a falta que faz, o tempo que foi, a imagem que ficou,

Sentido, sabor, sensação

Era assim a saudade, Sol que nunca se põe

(Centro Cultural, Idanha-a-Nova)

Bom dia.

Tenham uma boa 6ª feira, bom início de fim de semana.

Saúde, boa sorte.

AC

quarta-feira, 3 de abril de 2024

ANTIGOS COMBATENTES. MORTOS EM COMBATE
Na guerra do Ultramar /guerra colonial, milhares de portugueses morreram em combate ou foram feridos.
Hoje, ao passar pela Zebreira, no concelho de Idanha-a-Nova, recordei o monumento que lá está.
De entre os militares falecidos, naturais daquela terra, servindo na Marinha, e referidos no monumento estão, um oficial e uma praça:
- 1º tenente João António Moreno Miranda
- marinheiro Domingos António Botelho
António Cabral

sexta-feira, 29 de março de 2024

Nota Prévia
Volto a publicar este meu texto por razões óbvias.

Mas para que não fiquem dúvidas, principalmente porque farto de andar a ouvir certos pantomineiros que há anos se albergam em certos paraísos do conhecimento (???) e se arrogam ares de especialistas.

E também farto de ouvir certos pantomineiros que formalmente tiveram responsabilidades governamentais e responsabilidades na Assembleia da República e se dão também ares de grandes especialistas e conhecedores de defesa, de segurança e de forças armadas, sendo evidente ao fim de tantos anos não passarem de uns prenhes de vacuidades e lugares comuns.

Pantomineiros, todos eles, com bem conhecida e descarada ausência de vergonha na cara. 

Militares e civis - essência e coincidência.

Na tarde de 10 de Abril de 1997, um dos meus três grandes amigos civis (tenho 3 ou 4 grandes amigos militares) dizia, numa cerimónia pública:

"As sociedades distinguem os militares, não por razões de deferência temerosa, mas como forma de reconhecimento à diferenciada função em que se empenham, de forma comumente disciplinada e previsível. Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos os tempos.
Sendo certo que toda a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa, esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a certeza formal da sua possibilidade e as sociedades sempre aceitaram esta especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e eficácia de um sentir colectivo.
................
Sempre isto se esperou dos militares, e sempre isto eles souberam dar: fidelidade a uma causa através da garantia de um propósito.
Aceita-se que se faça a distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militares porque estes não aparecem desfalcados de cidadania, e não convém à natureza dos factos, identificá-los como uma espécie de casta à parte..........os militares são um conjunto diferenciado de nós todos, motivados para a salvaguarda da colectividade de que são membros e para a constituição da qual contribuíram com a sua intrínseca dignidade. É um empenhamento na coisa pública que a usura do tempo, até na sua vertente ideológica, não destrói ou arruina. 

E esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender.
...............
Mas ao Camões de "mudam-se os tempos/ mudam-se as vontades" sucedeu-se hoje a "mudança mudada em permanente mudança", o que leva muitos a lançarem pela borda fora da vida, não só as referências mas as permanências, sem as quais soçobra a própria vida comunitária.
...............
Cada qual, deve conscientemente, fazer o possível para se informar como vive o País, como e de que vivem as suas classes, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
...........
Ninguém pode estar contra si mesmo, nem contra os seus interesses.

....................... 
Revisito periodicamente a brilhante comunicação então feita pelo meu infelizmente já desaparecido amigo, e interrogo-me, sempre com crescentes dúvidas, sobre os fossos que cada vez mais cavam em nosso redor, à maioria dos portugueses, militares incluídos.

Realço outra vez a frase do meu amigo - ....."e esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender".

Em tempos escrevi - Temo que nos últimos anos já nem ouçam, quanto mais tentarem compreender. Até quando?

Olhando aos últimos 10/12 anos já tenho a certeza: 
- Nunca ouviram, nunca quiseram ouvir.
- Nunca tentaram compreender. 
- Têm-se consumido com, vacuidades e desprezo pelos militares.
- Proferem discursos grandiloquentes e vazios. 
- Tudo isto se vem passando do topo da hierarquia Constitucional para baixo; refiro-me aos sucessivos titulares de órgãos de soberania, que sempre demonstram pela sua postura desconhecerem o que é soberania. 
- Sempre arrogantes e ufanos dos seus cursos e mestrados de estratégia  e ciência política, e do comentário em institutos, OCS, conferências.
- Sempre contentinhos das suas constantes viagens de Falcon para os corredores alcatifados Europeus, onde rastejam dóceis, agradecidos e subservientes, vindo depois a palrar dando-se ares de estadistas. 

Como hoje estou a verificar. Coitados e coitadas

Terão visto, anos atrás, aquele general Iraquiano a palrar frente a câmaras de TV e vendo-se depois aparecer no fundo da imagem os carros de combate americanos?
António Cabral

domingo, 3 de março de 2024

ELEIÇÕES 10 MARÇO 2024
A "máquina" do PS aqui no concelho de Idanha-a-Nova (IDN) parece bem eficiente.
Na caixa do correio aqui na aldeia encontrei isto quando cheguei.
A câmara municipal de IDN é governada por socialista.
Mas a câmara municipal do concelho da minha residência fiscal também é socialista, e a minha caixa de correio lá ainda não foi agredida com isto. Não foi agredida com qualquer panfleto de qualquer dos partidos.

Bom, caro PNS, não precisa dizer-me isso, o meu voto como o que qualquer dos meus concidadãos conta, uma pessoa, um voto, em liberdade.

Precisamente por isso, não terá o meu voto.
AC

sábado, 2 de março de 2024

TRACTOR   PORSCHE
Coloco aqui de novo a fotografia deste velhíssimo tractor. 
Tem muitos mas muitos anos. Creio-o inoperacional, deixei de o ver há vários anos, quando ainda estava arrumado a um canto numa propriedade de uma amiga nossa, na aldeia.
Era de um primo da nossa amiga, creio que 3º grau. 
Dos velhos tempos, no concelho de Idanha-a-Nova, um dos maiores concelhos do país e onde, lá pelos idos anos 30/ 40/ 50 do século passado ainda havia uns trutas que exerciam o "velho direito de pernada". Medieval, para não dizer pior.
AC

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

MAR DE ARAL, IDANHA-a-NOVA, ALGARVE
Quem tem a gentileza de visitar este modesto e livre blogue, onde publico as minhas brincadeiras, partilho opiniões, suscito dúvidas, partilho fotografias, ao ler este título pode com toda a legitimidade interrogar-se: o que tem o Mar de Aral a ver com o concelho de Idanha-a-Nova e com o Algarve? Será que ele se passou?

Meus prezados amigos, meus estimados leitores, não, não me passei.

O Mar de Aral para quem não esteja familiarizado está basicamente seco. Chegou a ser se não estou enganado o 4º ou 5º maior lago à superfície da Terra.
Ao que parece, para lá das alterações climáticas, a cultura do algodão entre outras chupou a água!

No Algarve, as barragens estão a caminho da secura, devido a chover pouco ou quase nada. 
Mas, também, devido às plantações intensivas, diversas, que desmesuradamente chupam água.

No concelho de Idanha-a-Nova várias barragens estão a caminho da secura apesar de muito por lá ter chovido. 
As plantações de amendoais e outras chupam brutalmente a água.

Mas isto preocupa responsáveis? Hum….. NÃO parece.

Por isso me lembrei da secura do Mar de Aral.
Tenham um bom fim de semana.
AC

domingo, 24 de setembro de 2023

GLIFOSATO, AMBIENTE e CERTOS ARAUTOS
O município de Idanha-a-Nova que é como quem diz, na realidade o presidente da Câmara Municipal, não apreciou os diferentes artigos recentemente saídos em jornais regionais e nacionais apontando aspectos ligados ao eventual excessivo emprego de glifosato em áreas daquele município/ Concelho.
Concretamente, um determinado estudo apontava a "Herdade da Fonte Insonsa" como sendo uma área onde se empregaria muito glifosato, herdade que na região se diz ter muita importância para o presidente do município. 

O município veio a público dias depois reafirmar a sua oposição ao uso de glifosato e fez o comunicado que reproduzo em baixo.

Face à divulgação de um estudo segundo o qual Portugal tem a maior concentração de glifosato entre 12 países europeus analisados, e onde é referido o concelho de Idanha-a-Nova, em nota de imprensa o Município esclarece que estranha "estes resultados e os critérios escolhidos para selecionar a Herdade da Fonte Insonsa, em Idanha-a-Nova. Alguém acredita que Idanha tem o índice mais elevado de glifosato da Europa?", questiona.

Em fevereiro de 2018, a Câmara Municipal promoveu um encontro com outras autarquias do país, alertando para o uso do glifosato e apresentando alternativas que passavam por maior monda manual e o uso de produtos biodegradáveis como o Katoun Gold, solução de origem natural.

No seguimento desse encontro, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova aderiu à Rede Nacional de Autarquias Sem Glifosato, promovida pela Quercus, abdicando da utilização de herbicidas com impactos na saúde pública e no ambiente;

"Neste sentido, a Câmara Municipal não utiliza glifosato em nenhuma intervenção que seja da sua competência. Além do corte regular das ervas daninhas, é aplicado um herbicida biológico nos espaços públicos, como ruas ou jardins;

"A autarquia tem, simultaneamente, estimulado que as mesmas práticas sejam aplicadas pelas Juntas/Uniões de Freguesia, para que a utilização de glifosato no controlo de vegetação seja erradicado na totalidade do concelho, tendo inclusivamente sido aprovado em Assembleia Municipal a não utilização de glifosato em Idanha-a-Nova;

"Além disso, é público que enquanto Bio-Região, a Câmara Municipal incentiva e apoia os produtores do concelho na transição, seja para o modo de produção biológico devidamente certificado, caracterizado pela não utilização de produtos químicos de síntese, seja para métodos agroecológicos e práticas reconhecidas internacionalmente;

"Entre as vantagens do modo de produção biológico, estão a produção de alimentos saudáveis e a promoção de práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. Desta forma, preservam-se os solos e águas da contaminação por poluentes, com vista à salvaguarda do ambiente, da biodiversidade e da saúde geral dos produtores e consumidores;

"O facto é que em 2019, ano referente ao último Recenseamento Geral da Agricultura, da responsabilidade do Instituto Nacional de Estatística, o concelho de liderava os municípios do país relativamente ao total de superfície em produção de agricultura biológica das explorações agrícolas (totalizando 17.492 hectares);

"A proporção da superfície agrícola do concelho em modo de produção biológico era, nesse ano, de 20,7%, o rácio mais elevado apurado na totalidade dos 100 municípios que constituem a Região Centro e o 5º a nível nacional;

"Em relação às áreas de amendoal existentes no concelho, que causam alguma controvérsia, recordamos que são projetos de investimento empresarial privado. No entanto, motivados por esta autarquia, que tem colaborado em projetos como o TransFarmers, que resulta de uma candidatura ao programa ERASMUS, também os produtores de amêndoa estão a apostar em boas práticas e em soluções de sustentabilidade ambiental. É um caminho que a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova tem acompanhado e deseja que resulte na conversão ao modo de produção biológico. Em implementação estão práticas para a regeneração de solos, uso eficiente da água, alternativas naturais aos produtos químicos, a proteção da biodiversidade e dos recursos naturais;

"A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova reafirma a sua oposição à utilização de glifosato e incita as entidades governamentais, com responsabilidade nesta matéria, a adotar as recomendações da OMS, que classifica este produto como um potencial carcinógeno e apela à proibição da sua utilização;

"Mais ainda, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, interessada em entender melhor os índices ambientais em todo o concelho, encomendou ao CoLAB Food4Sustainability, laboratório colaborativo na área da sustentabilidade ambiental, um estudo independente e credível que inclua monitorização de indicadores ambientais na Bio-Região de Idanha-a-Nova, nomeadamente o uso de pesticidas (onde se inclui o glifosato)"
.

O comunicado supra foi remetido para a comunicação social porque um estudo da organização Pesticide Action Network e pelo Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia, mostrou que a Herdade da Fonte Insonsa, em Idanha-a-Nova, é um dos locais com maior concentração de glifosato em Portugal como aliás acontece em outros países e dizendo por exemplo que a concentração de glifosato detectada continha três microgramas por litro, ou seja, 30 vezes mais que o limite legal, tendo sido a mais elevada concentração de glifosato detetada nas amostras analisadas no estudo.

Aparentemente parece que Portugal não está nada bem cotado no que respeita a concentração tóxica para consumo humano do herbicida glifosato em cursos de água doce. O facto é que a UE continua a autorizar a sua utilização, pelo menos até ao próximo dia 15 de Dezembro.

Mas se o edil de Idanha-a-Nova se sentiu picado e fez o comunicado supra não tardou a levar contra-resposta.

E chamaram-lhe à atenção, por exemplo, para várias muito discutíveis  transformações no tecido agrícola de rega no concelho e apontam designadamente a introdução da monocultura intensiva de amendoal.

Pela minha parte, e conhecendo alguma coisa do distrito de Castelo Branco e do concelho de Idanha-a-Nova nada me espanta isto e muito mais coisas.
Quando vejo durante anos o gasto de muito mas muito dinheiro em promoções e propaganda, dinheiro cujas contas parecem continuar a levantar muitas dúvidas e questões diversas, fico sempre desconfiado.

Práticas ambientais sustentáveis, visões estratégicas, Bio isto e aquilo, estratégia que visa apresentar o concelho como uma Bio-região, marketing territorial, agricultura sustentável, produção biológica, etc., e quando depois olho a realidades nos terrenos do concelho e para a vila sede do Concelho ou me lembro do estranho desaparecimento da fábrica de queijos em Idanha-a-Nova, fico muito pensativo. 

Mas deve ser problema meu.
António Cabral

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Presidente da República aceita demissão do Secretário de Estado da Defesa

Na sequência da proposta do Primeiro-Ministro, o Presidente da República aceitou a demissão do Secretário de Estado da Defesa do XXIII Governo Constitucional, Marco Alexandre da Silva Capitão Costa Ferreira.


Notícia supra foi retirada do "sítio" da Presidência da República.
Seca, lacónica, e não há indicação de tomada de posse de substituto.

Pode acontecer que António Costa se sinta atrapalhado em arranjar um civil para substituir o sr Marco, pode acontecer que a ministra Carreiras diga a Costa - caro PM e companheiro socialista, deixa estar assim, depois logo se vê - pode acontecer que Carreiras desta vez não queira indicar ninguém do Instituto de Defesa Nacional, instituição que é um fornecedor de grandes figuras e peritos e especialistas na problemática defesa nacional.
Peritos e especialistas, como ela a ministra, como o agora demissionário e arguido Marco Capitão.
Aguardemos.
AC
INSTITUTO da DEFESA NACIONAL
Como tenho referido e agora, uma vez mais, repito, a esmagadora maioria dos meus concidadãos quer lá saber de coisas de defesa ou de segurança, ou militares, ou forças armadas. 
É bem provável que ainda existam milhares ou milhões de portugueses que acreditam que os militares têm a gasolina ligeiramente mais barata do que o comum dos cidadãos, como acontecia à data de 25 de Abril de 1974.

E é precisamente por conhecer bem o povinho, que o actual primeiro ministro age e se comporta com a desfaçatez e despudor habituais, com a sem vergonha costumeira, com a enorme lata e arrogância habituais.

Disse o senhor, uma vez mais, que quer é governar para os portugueses, e que os portugueses estão é preocupados por exemplo com, o SNS, com os seus rendimentos, com a inflação.

António Costa tem toda a razão quando, por indirectas, afirma o mesmo que eu acima refiro. E mais, Costa sabe bem como entreter os Tugas. Os resultados estão à vista, e ele leva a vidinha na boa.

Vem isto tudo a propósito da demissão de Marco Capitão. E vem a propósito também o Instituto da Defesa Nacional (IDN).

Quantos portugueses querem lá saber,
- da demissão da criatura, 
- das poucas vergonhas da criatura, 
- das broncas do anterior ministro da defesa dita nacional e que agora se passeia pela Europa como chefe dos nossos embaixadores,
- das obras inarráveis de um hospital que era do Exército e fica em Belém, e que parece continuar a servir para nada, 
- das supostas dezenas de milhares de euros que os OCS denunciam como chorudos pagamentos de consultorias e assessorias, 
- das supostas vigarices de um senhor que há anos se passeia impunemente por corredores do poder e transitou de cargo para cargo, 
- e sobretudo, os portugueses com a excepção talvez de uns muito poucos, querem lá saber que a actual ministra Carreiras, o demissionário Marco Capitão e outros, se conhecessem há muito e, segundo se sabe, por exemplo pelo IDN.

A esmagadora maioria dos portugueses nem deve saber que existe o IDN. Os portugueses que o saibam, querem lá saber do que acontece no IDN, e que vários dos que andam falados nos OCS estejam lá de vez em quando a dar aulas.

Os portugueses estão-se borrifando para o IDN, para coisas militares, para que existam conluios vários entre gente diversa em que uns quantos são tidos como especialistas (??) em "questões de defesa".

E o político intrujão-mor reina como quer exactamente muito também pelo que refiro. Não se trata de análise política. Procuro apenas olhar ao que se passa à minha volta, recordando-me de muita coisa.

Recordo por exemplo o que era o IDN antes do 25 de Abril de 1974, recordo por exemplo que depois de 1976 foram poucos os "ditos importantes" que não andaram pelo IDN, e para assim poderem gabar-se de serem "auditores" do dito IDN. Cursos e Cursos, para uma "dada nata" desses primeiros tempos da nossa história democrática.

A esmagadora maioria dos meus concidadãos quer lá saber que alguém estude e investigue a problemática da Defesa Nacional, quer lá saber de especialistas nesta área.

A esmagadora maioria dos meus concidadãos quer lá saber que apenas em 1996 o IDN tenha tido como director um civil e que hoje o considerem como um grande especialista na problemática da Defesa Nacional.

A esmagadora maioria dos meus concidadãos quer lá saber que possa porventura ter acontecido que alguém tenha sido nomeado director do IDN por compensação de alguma coisa menos feliz na carreira.

Em síntese, estou plenamente convencido que a esmagadora maioria dos meus concidadãos não liga nenhuma ao que fez ou não fez Marco Capitão, se dava ou não aulas no IDN, se era ou não consultor ou assessor, e nem ligam às notícias postas a circular dando a ideia (??) de que haveria gente no PS a querer clarificações sobre estas coisas. Destas notícias só para rir!

Eu, sobre tudo isto, sorrio ligeiramente, antes de ir a correr à casa de banho vomitar.
AC

terça-feira, 29 de março de 2022

DEFESA NACIONAL (DN).FORÇAS ARMADAS (FA)

UMA  ABORDAGEM  MUITO  SUPERFICIAL.

Séculos atrás, as populações abrigavam-se dentro e à volta dos castelos. A pouco e pouco foram-se afastando, descendo dos montes. A história isso conta.
Ficará na história o passado 24 de Fevereiro e por desgraçadas razões, foi o dia do início da brutal agressão militar da Rússia à Ucrânia.

Daí para cá cresceram comentários (legítimos) os mais diversos, jornais, revistas, canais de televisão. Comentários críticos a alguns comentadores. Marcelo, Costa, Augusto e outros políticos com os seus veementes protestos. 
Interessam-me as coisas por cá, comentários e posições de jornalistas vários, comentadores das mais diferentes áreas políticas e simpatias, comentadores civis, comentadores militares. Opiniões expressas em blogues, o que também aqui faço e, certamente, pelo menos no facebook e twitter onde não tenho conta. Tenho só este modesto blogue.

E a propósito do tema que hoje aqui trago de novo, DN e FA, lembrar de novo que respeito as opiniões de outrem, sempre, concorde ou discorde delas. Respeito. 
O que verifico cada vez mais e então a propósito da política nacional dos últimos anos ou sobre o que está a ocorrer presentemente na Europa, é uma lamentável, crescente e para mim já insuportável falta de respeito pela liberdade alheia e pela liberdade de opinião alheia e, neste caso, quero referir-me a opiniões como as minhas em que procuro ser imparcial, e não a gritinhos histéricos nas redes sociais. Gritinhos e agressões bem reveladores do respeito efectivo pelos valores da democracia que muitos apregoam prosseguir batendo no peito mas, depois……....

Uma das últimas "conversas públicas" abordando DN e FA foi com a ainda directora do Instituto de Defesa Nacional (IDN), agora apontada para ser a ministra da DN. Certamente pessoa de bom seno, estudiosa, parece ser a esperança de determinados sectores. A seguir a esta entrevista no DN têm-se seguido mais notícias sobre a senhora. Sintomático.
Conheço mal "os géneros " de coisas que defende. E por isso aguardarei.
Depois desta entrevista e para melhor e mais calmamente ponderar sobre o que muitos desejam que aí venha de mudança, abri esta garrafa.

Da entrevista da senhora futura MDN, retive designadamente estas frases:
- cumprimento por parte dos Estados-membros dos compromissos assumidos:
- a identificação das ameaças e definição de prioridades;
- não existe defesa sem recursos:
- (lembrando um conhecido pensador militar português) comprar gabardine no Verão, caso contrário o Inverno pode apanhar-nos desprevenidos e as gabardines serão então mais caras;
- processo de valorização das FA, operacionalidade, equipamentos, valorização das pessoas, atractividade da profissão militar.

E é assim, ao longo dos anos, nos diversos "fora", com mérito académico certamente, que vão chegando à cena nacional e ás notícias nos OCS as grandes sumidades, com estas frases e perspectivas académicas. Sumidades, sempre muitas, resultados………… os conhecidos.

Estas grandiloquências, e para não ir mais para trás começo apenas em 1991, encontro-as em discursos nos mais diversos "fora", Fernando Nogueira, Cavaco Silva, António Guterres, António Vitorino, Hífen Aguiar, Cravinho, Jorge Sampaio, Marcelo, e em tantos senão mesmo todos os chefes militares desde essa data, e em tantos oficiais muito activos depois de sair das fileiras. Encontram-se em discursos, em livrinhos, em revistas do IDN, em revistas militares, em certos organismos agregados a universidades, em clubes, etc. 

Escassez de recursos humanos, sub-financiamento, meios operacionais, quadros, carreiras, tudo verdades óbvias, necessidades óbvias, mas olhadas as realidades do tempo passado, olhadas as submissões (poucas subordinações) .............vacuidades com muito pouco de concretizado. 
Grandes doutores e doutoras, investigadores, de mérito académico indiscutível mas, tudo nas FA praticamente na mesma ou, sempre a piorar, mas eles e elas sempre tratando da vidinha, lugares, academia, clubes restritos, associações, bolsas no estrangeiro à conta de certas instituições até dando para levar companhia, etc

Particularmente desde o início de 1991 que coloco a mim mesmo, uma pergunta para que nunca encontrei resposta definitiva: Culpados da situação actual no que respeita a FA? 
Os sucessivos ministros da dita defesa nacional, apenas? 
Eles e os seus PM? 
Ou só os PM que, juntamente com as ordens dadas aos das Finanças, não deixaram trabalhar os seus ministros? 
E os deputados? E os PR, formalmente comandantes supremos das FA?
E os sucessivos chefes militares, os que passaram pelo edifício ao Restelo e os dos Ramos das FA? 

A propósito de tiradas e fanfarronadas basta lembrar o pastoso ex-PM Guterres de algumas paixões (educação, pessoas) que agora nunca sai de NY, bastando-lhe umas breves declarações beatíficas sobre a guerra na Ucrânia. 
Também ele foi PM e com as responsabilidades constitucionais sabidas e que teve o excelente (!!) Vitorino a tomar conta (???) das FA. Conhecem-se os resultados.

E a propósito de IDN e percursos de muitos e muitos, recordo bem como começou a corrida aos seus cursos de Auditor de Defesa Nacional pouco depois de 25 de Abril, e o que observo nos tempos contemporâneos, como o contentamento de criaturinhas dando largas à sua alegria e postando nas redes sociais as suas caras fotografadas dentro de certos clubes! Diferenças! 

Regressando ao tema DN e FA (um dos pilares da DN), sumidades civis e militares falam há anos, na escassez de meios humanos, no tema serviço militar, nos recursos materiais/ equipamentos e na necessidade da sua substituição, nas carreiras militares. 
Mas há mais, como as várias infra-estruturas, a saúde militar, as prioridades quanto ao emprego das FA em território nacional, a menos que continue a parvoíce de que as FA são perigosas se tiverem alguma participação em questões internas. 

Mas mais, dado o sururu imanente da guerra na Ucrânia e a tomada de posição na UE, Cravinho incluído, estão a tentar convencer a populaça ignara - de que agora é que vai ser. 
Que definição de prioridades tendo em vista saber, se o país tem capacidades e quais, e quais outras deve vir a ter, para poder contribuir em empenhamentos lá por fora, e por quanto tempo, pois tudo custa dinheirinho? 

Para não falar daquelas irrelevâncias (para muitos, não é verdade?) que são, a ZEE, o patrulhamento da área oceânica, o SAR, etc. 
Ah, talvez com mais um barquinho na GNR e dois ou três "drones" a partir deles a coisa se resolva, não?
Detalhes, como significaria Catroga mas com o seu vernáculo peculiar.

Não tenho conhecimentos como outros bem conhecidos e por isso não me atrevo a sugerir seja o que for quanto às FA.

Mas olhando a este ressurgimento - para a defesa já e em força - interrogo-me:
> a desactualizarão do nosso curioso Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN), servirá para refrear ímpetos? Porque desactualizado, é formalmente mais complicado daí derivar coisas várias, como o conceito militar, prioridades, etc. Aposto que o governo e a Sra Carreiras vão prosseguir com enormes proclamações mas irá tudo devagarinho. 

> como afirmou Cravinho publicamente quanto à impetuosidade da Alemanha e de outros países e de certas sumidades cá dentro quanto à tal famosa meta dos 2% para a área da defesa nacional, vamos aguardar por reuniões de Junho e Julho próximo para analisar essa questão e ver o que pode ser considerado? Irão tentar descobrir se as polícias municipais podem contar como despesa de DN?

> e quanto à famosa Lei de Programação Militar (LPM) de que algumas sapiências como Perestrelo foram falando em modo "doce", a tal lei sempre muito pouco cumprida ao longo dos anos e que se destina a equacionar o investimento público das Forças Armadas, relativo a forças, equipamentos, armamento e investigação e desenvolvimento e, assim programar a edificação das capacidades nacionais aprovadas no âmbito do Ciclo Planeamento de Defesa Militar?

> é que quanto à LPM, a que está em vigor, e todo o processo anterior que é público, basta ir procurar e ler e tirar conclusões; dizem alguns "mauzinhos" como eu, que ela (LPM) tem servido em parte para "encanar a perna à Rã", particularmente a umas certas rãs. Como vai ser agora? 
Sim, porque a LPM é um instrumento financeiro plurianual, de programação, e as verbas que lá se colocam no período de vigência, 6 anos salvo erro, são montantes que não caem do Céu, são anualmente caracterizadas nos OE.
E é exactamente por isso que sempre, ao longo dos anos, muitos desses montantes desapareceram da LPM para assuntos mais prementes.

> os projectos estruturantes que constam na actual LPM, serão mantidos?

> que importância terão para o PM e para esta senhora MDN, questões como, o que é que é realmente útil ao país na fase do mundo em que nos encontramos? Serão os interesses nacionais no nosso mar imenso, as questões de autoridade, as questões de dissuasão, a necessidade de acautelar a exploração da plataforma Continental, a CPLP?

> Portugal, sendo praticamente um Estado exíguo, sendo pelo menos um estado muito fraco em todos os aspectos, nada determinando no concerto internacional (basta ver a cara feia que lhe fizeram na UE quando colocaram a questão dos preços da energia), é um país que deve arranjar forças militares para se projectar com grandes unidades, como parece ser o pensamento de algumas sumidades?
Deve patrulhar os oceanos com drones a partir de uns barquinhos da GNR?

> que irão decidir os poderes públicos: optar por mais outros 170 militares para a Roménia?
Optar por colocar aviões na nossa Força Aérea durante semanas nos países Bálticos em patrulha constante?
Reconstituir batalhões do Exercito?
Encetar de imediato a modernização de vários navios da Marinha?

APOSTO que as escolhas irão cair no que for mais barato. 
Mesmo com estas sondagens manipuladas a querer convencer que a esmagadora maioria dos portugueses quer uma grande defesa nacional.
Se voltarem a fazer perguntas para sondagem mas explicando que o desvio de dinheiro para defesa nacional e Forças Armadas significará limitações muito relevantes nos serviços públicos, no SNS, no preço da energia, etc., logo verão as respostas.

Por mim justificarão tudo com a necessidade da adequação do CEDN, e só depois se tratará do resto, das definições de prioridades. Entretanto haverá algazarra de sumidades várias, talvez umas convocações do Conselho de Estado ou do outro Conselho para aprovar umas forçazinhas destacadas.
Cumulativamente, Marcelo irá verificar se só deve medalhar mais 5000 militares (dizem os OCS) ou se a coisa não peca por defeito. E sempre e cada vez mais com grandes proclamações nos intervalos de falar com girafas.

Mas evidentemente, como não comporta problemas financeiros, há que tratar com urgência do problema mais difícil no seio das Forças Armadas: o "género".
E esse assunto está em boas mãos como elucidam os OCS com sucessivas notícias acerca das competências da futura ministra nessa matéria.
Enquanto irei bebendo várias "Defesa",aguardarei com enorme expectativa.
António Cabral (AC)

Ps: é um texto azedo? Concedo que em parte é, mas do meu ponto de vista coaduna-se com o que aí está, e prevejo com o que aí vem. 
Daqui a um ano, se Deus quiser veremos quem se enganou.
É que com o PS normalmente não se vive demasiado mal, vive-se só mal. O pior vem depois. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

AVES.  AVES INVERNANTES

No concelho de Idanha - a - Nova (IDN) é possível observar a coruja, o tartaranhão, o lugre, a petinha, o tordo, o pisco, a carricinha, e o estorninho. O tordo gosta de por cá comer bagas e até azeitonas, o que lhe traz grandes inimizades por parte de agricultores.

EU, que venho ao concelho desde 1969, nunca consegui observar corujas senão por duas ou três vezes, e uma vez um tordo através da objectiva 500. Certa caçada fotográfica não é nada fácil.

AC