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terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

PROMETE ....

Ministra da Defesa promete segunda tripulação para os helicópteros da Força Aérea na região

Em cima o título e em baixo a notícia lida nos jornais dos Açores.

A Base Aérea nº 4, nas Lajes, ilha Terceira, deverá ter, até ao final do ano, uma segunda tripulação para operar os helicópteros EH-101, que fazem missões de busca e salvamento.
“Há uma aspiração que as autoridades e as pessoas aqui dos Açores tinham que será concretizada, que é a segunda tripulação dos EH-101”, avançou a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, à margem de uma visita àquela Base.
Também a Marinha Portuguesa terá um segundo salva-vidas nos Açores.
“Até ao final do ano, ou até antes, se for possível, concretizaremos estes dois importantes projetos e desígnios, respondendo, portanto, à resolução dos problemas, continuando a colaborar ativamente com as autoridades locais”, salientou a ministra.
A Força Aérea portuguesa tem dois helicópteros EH-101 Merlin colocados na base aérea número 4, mas apenas uma tripulação fixa.
A atribuição de uma segunda tripulação é uma reivindicação antiga das autoridades regionais.
Em setembro de 2018, o parlamento açoriano aprovou, por unanimidade, um voto de protesto, apresentado pelo PSD/Açores, “pela ausência, na Base das Lajes, de uma segunda tripulação para os helicópteros de busca e salvamento da Força Aérea”.
Tinham já sido aprovados, em 2014 e 2017, outros dois votos com o mesmo teor.
Segundo a ministra da Defesa Nacional, a Força Aérea está a desenvolver “esforços muito grandes” para treinar pilotos, que possam assegurar a segunda tripulação.
“É uma tarefa que tem a ver com os recursos, mas também com os processos complexos de qualificação dos pilotos. A Força Aérea está a desenvolver realmente esforços muito grandes e um trabalho muito intenso no plano do recrutamento e da retenção. Está a treinar pilotos que vão reforçar, de facto, a sua capacidade”, apontou.
Na sua primeira visita aos Açores, Helena Carreiras destacou “a presença muito forte e muito significativa” das Forças Armadas nas regiões autónomas.
“Desempenham missões absolutamente fundamentais, não apenas missões de soberania, mas também missões de apoio à qualidade de vida das populações e esse reconhecimento é muito claro”, frisou.
Em 2022, “a Marinha tem já realizadas 113 missões” de busca e salvamento, superando “todo o número de missões do ano anterior”.
Já a Força Aérea conta com “perto de 250 missões” de transportes médicos, em que os doentes foram transportados entre ilhas ou para o continente português.
“As missões de busca e salvamento, em que a Marinha e a Força Aérea estão evidentemente muito implicadas são missões absolutamente fundamentais e insubstituíveis”, sublinhou Helena Carreiras.
Questionada sobre a data de arranque das obras de requalificação do edifício que vai acolher o Centro do Atlântico, na base aérea número 4, a ministra disse que o projeto está a ser avaliado.
“O Centro do Atlântico está a edificar-se. Fez um trabalho magnífico até agora. Estamos neste momento a analisar as circunstâncias em que vamos desenvolver este projeto de completar a sede na BA4 para depois vir a instalar o centro e a reforçá-lo com uma equipa e com atividades que possam aqui ocorrer, trazendo também os 20 outros países que participam no centro”, adiantou.
A ministra admitiu que o “contexto complexo da guerra” na Ucrânia possa obrigar a “reavaliações do plano inicial”, mas garantiu que a edificação vai avançar.
“Prosseguiremos seguramente a edificar o Centro do Atlântico como um grande projeto que não é apenas da Defesa Nacional, é um projeto verdadeiramente nacional, no sentido em que nos coloca numa relação muito estreita com outros países do Atlântico, para pensar os problemas da Segurança do Atlântico, para capacitar um conjunto de parceiros para melhor defender os nossos recursos e para estabelecer diálogo político e aprofundar o conhecimento”, assegurou.
Oficializado em 2021, por iniciativa do Governo português, o Centro do Atlântico, conta atualmente com 20 países signatários, de Europa, África e América.
O centro terá sede na antiga unidade de saúde da Base das Lajes, que foi utilizada pela Força Aérea norte-americana e ficou desocupada aquando da redução militar que ocorreu a partir de 2015.
Em 2021, o então ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, anunciou um investimento de cerca de três milhões de euros na recuperação do edifício.


Este texto/ notícia que acima reproduzo, ilustrava um dos belos exemplos do "estado" das Forças Armadas em 13 de Setembro de 2022. A ministra era a sra Carreiras

Qual é a situação hoje? Era só para saber!

António Cabral

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

OBVIAMENTE QUE NÃO ACREDITO
Está a ser noticiado agora que o risco de pobreza em Portugal passou para 17% em 2022. 
A maior percentagem em 7 anos.
Ano de 2022, já Costa levava 7 anos de governações, 7 anos de viragem de todas as páginas.
Obviamente que não acredito neste valor agora divulgado, pois as páginas foram todas viradas.
Era lá isso possível com Costa ao leme!
AC

quinta-feira, 13 de junho de 2024

INARRÁVEL
Ana Catarina Mendes, uma das criaturas mais inacreditáveis da política nacional (opinião pessoal, naturalmente, discutível) acusou o actual governo PSD/CDS de fazer uma catadupa de anúncios para criar a ideia de que estaria a governar, uma coisa que, na cabecinha desta criatura, é falsa.

Pessoalmente, não estou entusiasmado com o rumo que ISTO está a levar, e a "Boutade" disparada pela senhora não me parece completamente desligada da realidade.

Mas, isto referido, é de lamentar a falta de memória da criatura e a incoerência que mais uma vez fica à luz do dia.
Basta lembrar uma das muitas coisas anunciadas pelo seu querido PM Costa.

AC

domingo, 14 de abril de 2024

RISCO de POBREZA
Lê-se isto por aí.
risco de pobreza aumentou em 2022 mas a tendência de anos de governos PS foi de descida.

Quem isto escreve e tem a lata de referir tendência de descida, dá-se conta de que, se a tendência fosse de facto de descida, então a descida seria de 2015 para cá, e não haveria aumento de pobreza nos últimos anos da governação "virar páginas"?

Há aqui um fretezinho e propaganda?

Ou estou a ver mal o assunto?
AC

sexta-feira, 29 de março de 2024

Nota Prévia
Volto a publicar este meu texto por razões óbvias.

Mas para que não fiquem dúvidas, principalmente porque farto de andar a ouvir certos pantomineiros que há anos se albergam em certos paraísos do conhecimento (???) e se arrogam ares de especialistas.

E também farto de ouvir certos pantomineiros que formalmente tiveram responsabilidades governamentais e responsabilidades na Assembleia da República e se dão também ares de grandes especialistas e conhecedores de defesa, de segurança e de forças armadas, sendo evidente ao fim de tantos anos não passarem de uns prenhes de vacuidades e lugares comuns.

Pantomineiros, todos eles, com bem conhecida e descarada ausência de vergonha na cara. 

Militares e civis - essência e coincidência.

Na tarde de 10 de Abril de 1997, um dos meus três grandes amigos civis (tenho 3 ou 4 grandes amigos militares) dizia, numa cerimónia pública:

"As sociedades distinguem os militares, não por razões de deferência temerosa, mas como forma de reconhecimento à diferenciada função em que se empenham, de forma comumente disciplinada e previsível. Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos os tempos.
Sendo certo que toda a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa, esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a certeza formal da sua possibilidade e as sociedades sempre aceitaram esta especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e eficácia de um sentir colectivo.
................
Sempre isto se esperou dos militares, e sempre isto eles souberam dar: fidelidade a uma causa através da garantia de um propósito.
Aceita-se que se faça a distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militares porque estes não aparecem desfalcados de cidadania, e não convém à natureza dos factos, identificá-los como uma espécie de casta à parte..........os militares são um conjunto diferenciado de nós todos, motivados para a salvaguarda da colectividade de que são membros e para a constituição da qual contribuíram com a sua intrínseca dignidade. É um empenhamento na coisa pública que a usura do tempo, até na sua vertente ideológica, não destrói ou arruina. 

E esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender.
...............
Mas ao Camões de "mudam-se os tempos/ mudam-se as vontades" sucedeu-se hoje a "mudança mudada em permanente mudança", o que leva muitos a lançarem pela borda fora da vida, não só as referências mas as permanências, sem as quais soçobra a própria vida comunitária.
...............
Cada qual, deve conscientemente, fazer o possível para se informar como vive o País, como e de que vivem as suas classes, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
...........
Ninguém pode estar contra si mesmo, nem contra os seus interesses.

....................... 
Revisito periodicamente a brilhante comunicação então feita pelo meu infelizmente já desaparecido amigo, e interrogo-me, sempre com crescentes dúvidas, sobre os fossos que cada vez mais cavam em nosso redor, à maioria dos portugueses, militares incluídos.

Realço outra vez a frase do meu amigo - ....."e esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender".

Em tempos escrevi - Temo que nos últimos anos já nem ouçam, quanto mais tentarem compreender. Até quando?

Olhando aos últimos 10/12 anos já tenho a certeza: 
- Nunca ouviram, nunca quiseram ouvir.
- Nunca tentaram compreender. 
- Têm-se consumido com, vacuidades e desprezo pelos militares.
- Proferem discursos grandiloquentes e vazios. 
- Tudo isto se vem passando do topo da hierarquia Constitucional para baixo; refiro-me aos sucessivos titulares de órgãos de soberania, que sempre demonstram pela sua postura desconhecerem o que é soberania. 
- Sempre arrogantes e ufanos dos seus cursos e mestrados de estratégia  e ciência política, e do comentário em institutos, OCS, conferências.
- Sempre contentinhos das suas constantes viagens de Falcon para os corredores alcatifados Europeus, onde rastejam dóceis, agradecidos e subservientes, vindo depois a palrar dando-se ares de estadistas. 

Como hoje estou a verificar. Coitados e coitadas

Terão visto, anos atrás, aquele general Iraquiano a palrar frente a câmaras de TV e vendo-se depois aparecer no fundo da imagem os carros de combate americanos?
António Cabral

quinta-feira, 21 de março de 2024

Oh Luís MONTENEGRO

Montenegro falou com Von der Leyen sobre "atrasos no PRR" e diz que "há expectativa positiva" para o novo Governo

Oh Luís, isso só pode ser mentira. No governo de Costa?

Nem pensar, só pode ser mentira.

AC

terça-feira, 19 de março de 2024

O Governo publicou esta terça-feira em Diário da República uma portaria que cria 7077 vagas para novas vinculações de professores e 20 853 lugares em Quadros de Escola ou de Agrupamento. Com a abertura destas vagas, serão 29 500 as novas entradas nos quadros desde 2015.

Porquê agora?

Porquê apenas agora?

AC


terça-feira, 12 de março de 2024

A PROPÓSITO DO LEGADO DE COSTA
Houve virar de páginas, páginas ao vento, distribuição a rodos, posse das estruturas do Estado, e das instituições, anúncios de metas seguidos de anúncios das mesmas metas um ou dois anos depois dos primeiros anúncios, anúncio que a habitação estaria resolvida em 25 de Abril de 2024, etc. 

Há quem diga, por exemplo, que mau mesmo mau "foi a multiplicação daquela ruim gente do Chega no Parlamento" - esse foi o pior legado de todos os que o PS nos deixou

E não discordo. 
É um dos maiores senão o maior legado de Costa e os seus governos e do seu partido socialista.

Se houvesse jornalismo nacional a sério, os jornalistas não mais tinham largado a frase de Pedro Nuno Santos ontem, ao claramente dizer, - temos de ver e perceber porque tantos portugueses estão zangados com o PS.

Mas é claro que vão iniciar dentro de 15 ou 30 dias nova narrativa e fingir que não percebem o que andaram a fazer em mais de oito anos.

Com um hábil político, com uma lábia e preparação enormes, demagogo a 1000%, matreiro, capaz de vender a mãe, de cada vez que António Costa brincou com ele na AR achincalhando particularmente o PSD, o que esperavam que acontecesse? 
Que ele não saberia aproveitar?
Que ele não tratasse de começar a dominar parte da rua?
Que ele não aproveitasse, o desprezo a que o PS votou as forças armadas, as forças de segurança, os médicos e enfermeiros, os homens todos do sistema de justiça (aumentaram os juízes para tentar minimizar?), a degradação política dos últimos quase três anos com poucas vergonhas sucessivas, os professores, as IPSS, etc. etc.?

Agora estão a ganir!
AC

terça-feira, 5 de março de 2024

COISAS QUE SE VÃO SABENDO

De fonte governamental.

- portugueses sem médico de família, há pelo menos mais 500 000,00 desde finais de 2016;

- pessoas em risco de pobreza, há pelo menos 1,7 milhões. 

👏👏👏👏👏👏👏

AC

segunda-feira, 4 de março de 2024

O Sr PACHECO PEREIRA
«Se formos ao tema central [economia], o PS ganha porque tem melhores resultados e melhor perfomance económica e medidas, apesar de tudo, minimamente razoáveis (Pacheco Pereira/ PP)

Entre muitas outras tiradas em que é useiro e vezeiro, o comentador Pacheco Pereira, um dos maiores amigos da comunicação social excepto naquele pequeno período na AR quando estava na bancada do PSD, atirou mais umas pérolas. Reproduzo em cima uma delas.

Aparentemente, PP lê muito, escuta muito, está sempre muito bem informado.

Provavelmente não tem tomado atenção a certas coisas.
Por exemplo, é capaz de não ter reparado num artigo do "Negócios" do passado 1 de Março, concretamente a página 4 e a 5 onde se explica bem os malabarismos do governo socialista. 
Porventura, no passado, outros governos PS e PSD terão feito também acrobacias financeiras.

Mas interessa-me agora.
É sobre a dívida. 
A estratégia para diminuir o rácio da dívida sobre o PIB.
Baixou o rácio abaixo dos 100% do PIB, UAU, … e porquê?

Porque o sr Costa recomendou ao sr Medina que determinasse que uma brutalidade de milhões em certificados de curto prazo fossem comprados por todos os organismos do Estado.
Engenharia financeira que permite que Bruxelas aplauda, e aplaudiu esta redução da dívida . . . . . ups, . . . . não, afinal não reduz a dívida, a divida vai aumentando, a dívida não reduz. Maquilhou-se o rácio da dívida. Já dizia o outro, . . . anda Pacheco.

Um brilharete à Medina, à Costa.

Mas o que é que isso importa?
Quantos portugueses sabem disto, se apercebem disto, ficam preocupados porque a dívida não reduz?
O que devemos é brutal, e continua.

O que interessa é que o Benfica levou 5-0, não é, quem vier atrás que feche a porta.
AC

Ps.: Sim, eu sei, não sou sectário, há indicadores, outros, muito satisfatórios, inflação a descer, crescimento, . . . mas o que deploro, no PS e no PSD, é nunca falarem com rigor, falarem a verdade toda, e isto corre há décadas, com os trágicos resultados de extremas esquerda e direita a crescerem.
No PS, nestes mais de oito anos, a tal ausência de austeridade é outra fábula, escondem da bovinidade as brutais cativações, e disfarçam as consequências disso.

Estou à vontade, PCP nem pensar, mas Paulo Raimundo teve razão quando afirmou -  para que servem os milhões de que se vangloriam Medina e outros?

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

OLHAR, . . . .Olham sempre, enternecedores
Olham sempre para os problemas, as coisas, as pessoas!
Depois de um primeiro relance, a primeira coisa que fazem é procurar culpados no passado pela situação para que no presente olham.

Se a culpa for dos seus, tratam logo de arranjar uma narrativa.

Em seguida, focam-se em grupos de trabalho, estudos, planeamentos, preparação de soluções.
E prometem fazer.

Passados dois ou três anos nova narrativa para esconder os resultados não alcançados apesar das promessas anteriores.

E, assim, o tempo vai passando, entre promessas, visitas, debates, estudos, "Power Point", grupos de trabalho, revisão de planos, substituição de ministros, secretários de Estado, chefes de gabinete, amigos a tomar conta dos assuntos, muitas viagens.

Mas sempre a Olharem para o futuro, para guiarem a acção presente.

Neles, as palavras chave são estas (supra) e "paulatinamente". 

E é isto, neste país seguríssimo da Europa, 
- onde a pequena criminalidade desce paulatina e vertiginosamente, 
- onde a grande e violenta criminalidade desce paulatinamente e como há muito não se via, 
- onde os milhares que chegam ilegal ou legalmente são paulatinamente bem integrados na sociedade portuguesa (habitação, saúde, escola, igrejas, emprego, cultura), 
- onde o desemprego desce paulatinamente, 
- onde os fundos Europeus são paulatinamente bem aplicados, 
- onde paulatinamente a justiça está cada vez mais célere, 
- onde paulatinamente a corrupção vai drasticamente regredindo, 
- onde paulatinamente outros tratam do lítio para os nossos telemóveis e computadores, 
- onde paulatinamente vão surgindo habitações de renda económica, 
- onde paulatinamente os lucros da GALP crescem, paulatinamente,
- onde as multas do Tribunal Europeu que já vinham paulatinamente diminuindo quase desapareceram, 
- onde os magistrados do MP e os juízes paulatinamente deixam de se meter em política, 
- onde o sistema prisional paulatinamente ombreia com as melhores práticas Europeias, 
- onde o ordenamento territorial segue paulatinamente estagnado, 
- onde o cadastro nacional paulatinamente quase na mesma,
- onde os atrasos no pagamento de subsídios à agricultura e relativos ao ano passado irão ser paulatinamente pagos este ano,
- e paulatinamente posso estar aqui até às 4 horas da manhã mas não me apetece!

É isto.
AC
* paulatinamente, palavra do agrado de Pizarro.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Militares e civis - essência e coincidência.

Na tarde de 10 de Abril de 1997, um dos meus três grandes amigos civis (tenho 3 ou 4 grandes amigos militares) dizia, numa cerimónia pública - 

"As sociedades distinguem os militares, não por razões de deferência temerosa, mas como forma de reconhecimento à diferenciada função em que se empenham, de forma comumente disciplinada e previsível. Esta opção de vida por um serviço colectivo é valorizada por uns, inutilizada por outros, mas ninguém fica indiferente à realidade factual que ela encerra e que, no mais recôndito, alude ao conceito de nacionalidade, âmbito de particular relevância na vida dos homens de todos os tempos.
Sendo certo que toda a Nação tem o problema intrínseco da sua defesa, esteja ou não organizada politicamente em Estado-Nação, os militares são a certeza formal da sua possibilidade e as sociedades sempre aceitaram esta especialização dos civis, como forma de garantir a própria organização e eficácia de um sentir colectivo.
................
Sempre isto se esperou dos militares, e sempre isto eles souberam dar: fidelidade a uma causa através da garantia de um propósito.
Aceita-se que se faça a distinção entre militares e civis, talvez melhor entre paisanos e militares porque estes não aparecem desfalcados de cidadania, e não convém à natureza dos factos, identificá-los como uma espécie de casta à parte..........os militares são um conjunto diferenciado de nós todos, motivados para a salvaguarda da colectividade de que são membros e para a constituição da qual contribuíram com a sua intrínseca dignidade. É um empenhamento na coisa pública que a usura do tempo, até na sua vertente ideológica, não destrói ou arruina. 
E esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender.
...............
Mas ao Camões de "mudam-se os tempos/ mudam-se as vontades" sucedeu-se hoje a "mudança mudada em permanente mudança", o que leva muitos a lançarem pela borda fora da vida, não só as referências mas as permanências, sem as quais soçobra a própria vida comunitária.
...............
Cada qual, deve conscientemente, fazer o possível para se informar como vive o País, como e de que vivem as suas classes, quais os objectivos de cada grupo no contexto da sociedade.
...........
Ninguém pode estar contra si mesmo, nem contra os seus interesses.

....................... 
Revisito periodicamente a brilhante comunicação então feita pelo meu infelizmente já desaparecido amigo, e interrogo-me, sempre com crescentes dúvidas, sobre os fossos que cada vez mais cavam em nosso redor, à maioria dos portugueses, militares incluídos.

Realço a frase do meu amigo - ....."e esta verdade chega até aos que gostam mais de ouvir do que compreender".

Em tempos escrevi - Temo que nos últimos anos já nem ouçam, quanto mais tentarem compreender. Até quando?

Olhando aos últimos 10/12 anos já tenho a certeza: 
- Nunca ouviram, nunca quiseram ouvir.
- Nunca tentaram compreender. 
- Têm-se consumido com, vacuidades e desprezo pelos militares.
- Proferem discursos grandiloquentes e vazios. 
- Tudo isto se vem passando do topo da hierarquia Constitucional para baixo; refiro-me aos sucessivos titulares de órgãos de soberania, que sempre demonstram pela sua postura desconhecerem o que é soberania. 
- Sempre arrogantes e ufanos dos seus cursos e mestrados de estratégia  e ciência política, e do comentário em institutos, OCS, conferências.
- Sempre contentinhos das suas constantes viagens de Falcon para os corredores alcatifados Europeus, onde rastejam dóceis, agradecidos e subservientes, vindo depois a palrar dando-se ares de estadistas. 

Como hoje estou a verificar. Coitados e coitadas

Terão visto, anos atrás, aquele general Iraquiano a palrar frente a câmaras de TV e vendo-se depois aparecer no fundo da imagem os carros de combate americanos?

António Cabral

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

LIXO, DEPUTADOS, GOVERNANTES

Há coisas que continuo a não entender porque acontecem no nosso país, porque persistem em acontecer.

Vem isto a propósito de LIXO.

É sabido que a soberania dos países na UE está diminuída comparativamente com o existente à data em que não integravam a CEE/ UE.
A legislação comunitária tem precedência sobre a nacional. 
Em termos práticos, como se sabe há anos, há que transpor para a legislação nacional as directivas Europeias, naturalmente com pequenas adaptações à realidade de cada país. 
Mas transposição tem um significado.

É para mim espantoso verificar a sucessiva abertura de procedimentos da UE contra Portugal também nesta área do lixo, dos resíduos e seu tratamento. Pelo que se lê, foram abertos quatro procedimentos em 2023, seis em 2022 e dezassete em 2020.

Lê-se que Portugal (leia-se os deputados e o governo PS Costa)tem quatro infracções abertas pela Comissão Europeia: uma por má aplicação da Directiva Aterros e da Directiva-Quadro Resíduos, duas por não ter transposto a directiva sobre isenções aplicáveis à utilização de chumbo e de crómio hexavalente em determinados casos, e agora pela transposição incorrecta da revisão de 2018 da Directiva-Quadro Resíduos.

Depois, agora, lê-se por aí que há um megapacote legislativo, que há um “elefante de plástico” para resolver (porque não escrevem "elefante de papel e cartão", ou "elefante de ferro" ou "elefante de trampa"?) e que o comentador do reino estará para decidir sobre o dito elefante.

Enfim, LIXO, e vários outros LIXOS.
AC

sábado, 10 de fevereiro de 2024

C A M Õ E S
Nota prévia: apetece-me escrever umas linhas sobre este português ilustre. Por várias razões.
 - Em casa tenho dois exemplares de "Os Lusíadas".
O primeiro, um livro mais simples, de 1972, e é este.
O outro é um verdadeiro tesouro.
Capa extraordinária mas o mais extraordinário está dentro, e a isso irei mais à frente.

 - O modo como Costa e o seu governo olharam para a celebração que é devida a Camões e sobre a qual pairam nuvens negras. Porventura porque o "monstro" faz muito surf?

(intervalo; já retomo)

(Continuação)

Luís de Camões ou melhor, Os Lusíadas, foi um dos meus pesadelos no liceu. Na oral de Português, 5º ano, tínhamos que levar alguns livros e designadamente, Os Lusíadas, a Selecta Literária, Frei Luís de Sousa, Auto da Barca.

Fui fraco aluno na disciplina de Português, mas lá acabei por me safar com 12 valores salvo erro, e o exame oral andou sobre Os Lusíadas e textos da Selecta Literária. Felizmente não fui obrigado a palrar sobre o Gil Vicente.

Voltando a Camões. 
Diz quem sabe que há o Camões lírico (lirismo tradicional e mesmo o clássico) e o Camões épico. 
Sabe-se pouco do poeta, não há certeza quando a data de nascimento (1524, 1525?) quanto ao local (Alenquer, Lisboa, Coimbra?), tal como onde estudou, considerando-se como certo que teve estudo regular e orientado. 
Era erudito. 
Redondilhas, sonetos, canções, odes, elegias, oitavas, são parte da sua "produção".
Do Camões épico, "Os Lusíadas".
Diz quem sabe, que quanto à inspiração presente no poema se podem considerar vários tipos: patriótica, clássica, cristã, medieval, renascentista, exótica e científica.

A leitura e estudo do poema revela que Camões conhecia, literatura de cavalaria, história da antiguidade clássica, religião e mitologia, história de vários povos, ciência geográfica, ciência náutica, arte de marear, etc.
. . . . . 
Não me falta na vida honesto estudo
Com longa experiência misturado
. . . . . . 
Camões insere na sua obra acontecimentos ocorridos entre o feito de Vasco da Gama e a elaboração do poema, como a narração começa depois de passado o Cabo da Boa Esperança. A acção concentra-se sobretudo entre Moçambique e o regresso da Índia.
O esquema cronológico integra, narrações de factos anteriores, profecias de factos posteriores, narrações portanto directas e indirectas.

Em síntese, o poema começa com o Canto I à volta de Moçambique, Canto II Moçambique a Melinde, Canto III foca-se na 1ª dinastia, o Canto IV na 2ª dinastia, Canto V na viagem de Vasco da Gama de Lisboa a Moçambique, Canto VI aborda o concílio dos deuses mais os 12 de Inglaterra e as tempestades, Cantos VII e VIII focam-se no regresso e profecias várias, Canto IX Ilha dos Amores e Termina com o Canto X.

Escreveu ELE, "Mudam-se os tempos mudam-se as vontades" . . .

Digo eu, estamos numa fase da vida nacional de mudança mudada em permanente mudança.

Voltando ao meu riquíssimo "Os Lusíadas", encadernado em carneira, a sua primeira edição data de 1960, ano das comemorações do 5º Centenário da Morte do Infante D. Henrique.  

Nesta edição, antes dos X Cantos dos "Lusíadas" há, 
- um texto intitulado "Poema do Mar e da Pátria", realçando o mar, como campo de acção e de sustento, e realçando que "Os Lusíadas" são epopeia do mar; 
- um longo texto sobre Luís de Camões o "marinheiro";
-  e um texto sobre a rota provável de Vasco da Gama.

Depois do final, da última "estância" (CLVI) do Canto X, há um longo conjunto de notas explicativas sobre as várias "estâncias" dos X Cantos.
Reproduzo as últimas frases.
Sempre que passo os olhos por este meu belo livro olho ao nosso presente.
Deixo três partes das estâncias de que mais gosto.
António Cabral
(AC)

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

NÃO HÁ DINHEIRO?
Não há dinheiro para aumentar os vencimentos de, militares das Forças Armadas, agentes da PSP e da GNR, bombeiros, médicos, professores, enfermeiros, oficiais de justiça, e um infindável número de profissionais de diferentes carreiras.

Não há dinheiro?

Há e muito com certeza pois se não houvesse, não daria para pelo menos uma escola para a Ucrânia, para aumentar de 40 milhões para 60 milhões a cooperação com a Guiné-Bissau, para entregar a Angola 30 e tal milhões para um museu, fora o muito que estará escondido.

Já para não falar nas ajudas de custo para os deputados deslocados, com retroactivos a 2023 segundo percebi. Ou percebi mal?

Não há dinheiro? Tenham vergonha!
AC
AFINAL, HOUVE ou NÃO ?
Depois de ler isto nos OCS via NET,

Comandante da PSP do Porto avisou que não aceita autobaixas
07 fevereiro, 2024 às 22:14

Superintendente-chefe Neto Gouveia lidera o Comando Metropolitano do Porto da PSP desde Outubro do ano passado.

O comandante metropolitano da PSP do Porto, Pedro Neto Gouveia, informou todo o efetivo, nesta quarta-feira, que não irá aceitar auto-declarações de doenças, mais conhecidas como autobaixas.

Enviada para o correio eletrónico dos polícias, a comunicação foi feita numa altura em que a direção nacional da PSP e o comando-geral da GNR estão a implementar todas as medidas para mitigar os protestos dos elementos das forças de segurança e garantir que mais nenhum evento seja cancelado por falta de policiamento.

A informação enviada aos polícias do Porto, e à qual o JN teve acesso, lembra que as auto-declarações de doença - em vigor desde o ano passado e que permitem a um utente ficar de baixa médica, até ao máximo de três dias, sem atestado médico – não é aplicável aos polícias. Este é, aliás o entendimento da direção nacional da PSP, que sempre avisou os agentes e oficiais que não poderiam recorrer a este método para faltar ao trabalho por motivo de doença.

Mesmo assim, o superintendente-chefe Neto Gouveia admite que as autobaixas que já estejam em vigor permaneçam válidas, mas essa é uma situação que, diz, não mais será tolerada a partir desta quarta-feira.

Recorde-se que muitos elementos da GNR e da PSP apresentaram baixa médica nos últimos dias, atitude que levou a que, no último sábado, não houvesse polícias suficientes para que o jogo de futebol entre o Vizela e o Sporting tivesse início.

Outros eventos desportivos foram cancelados, no fim de semana, pelo mesmo motivo, o que provocou um tumulto que obrigou o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, a anunciar inquéritos disciplinares aos polícias que não compareceram ao serviço alegando doença. Quase todos, porém, não acionaram a autobaixa, tendo preferido descolar-se ao hospital.

Desde o início da semana, que as cúpulas da GNR e da PSP têm tomado medidas para que esse tipo de situação não se repita
.

ficou-me a dúvida se vários não se decidiram pelas autobaixas.
Formalmente os agentes das forças de segurança PSP/ GNR parece que estão legalmente impedidos de a essa via recorrer.

Ouvi nas TV um representante da tal dita "plataforma" que a autobaixa não era ferramenta médico/administrativa passível de ser aplicada aos agentes.

Mas pelo que se lê é capaz de ter havido uma percentagem que a isso recorreu.
E quanto às baixas porventura obtidas em unidades de saúde?
E quanto às baixas obtidas em consultórios médicos?
E quanto às baixas obtidas através dos médicos que prestam serviço à PSP e à GNR?

E, muito importante, não é indispensável apurar tudo isto, e mais ainda verificar qual o real estado de exaustão física e psíquica de muitos agentes?

É que convinha confirmar se SIM ou NÃO de há anos que muitos fazem trabalhos para ganhar mais uns tostões mesmo não estando nas melhores condições.
AC