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quinta-feira, 16 de julho de 2026

sexta-feira, 12 de junho de 2026

A  Propósito  de  Camões

Escreveu Eduardo Lourenço no seu "Labirinto da Saudade" - Camões conferiu-nos, colectivamente, uma existência epopeica e desta insolação sublime nunca mais nos curámos.

E isso bem lembrado está no livro que no 10 de Junho comprei sobre Luís de Camões.

AC 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Ainda o Meu Dia 10 Junho  e  Camões

Acordar à hora normal, cedo, pequeno almoço caseiro, um telefonema, ouvir em casa o discurso de Monjardino e o discurso estendal de Seguro, mas imediatamente antes e durante os intervalos dos discursos, TV sempre sem som para não ouvir o insuportável convencido da RTP1. Depois sair.

Almoço caseiro. Antes de voltar a sair, umas páginas de um livro sobre oceanos. 

Ao fim da tarde uns momentos de cultura, deambular pela Feira do Livro, e comprar o livro sobre Camões, sendo que a autora (professora catedrática) é nossa amiga.

Para usar a frase da autora na parte inicial / agradecimentos, o livro tem de facto "coisa prestimosa".


Muito ao fim da noite umas palavras para o blogue. Deitar.

AC

domingo, 7 de junho de 2026

Republico texto já com algum tempo

Os  LUSÍADAS
Eu e o meu especial exemplar; fotografias tiradas na ocasião de uma maravilhosa e recente conferência sobre Luís de Camões, numa escola de ensino secundário, para que fui convidado, e proferida pelo Professor Doutor José Bernardes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
António Cabral  
 (AC)

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Republico texto antigo

C A M Õ E S
Nota prévia: apetece-me escrever umas linhas sobre este português ilustre. Por várias razões.
 - Em casa tenho dois exemplares de "Os Lusíadas".
O primeiro, um livro mais simples, de 1972, e é este.
O outro é um verdadeiro tesouro.
Capa extraordinária mas o mais extraordinário está dentro, e a isso irei mais à frente.

 - O modo como Costa e o seu governo olharam para a celebração que é devida a Camões e sobre a qual pairam nuvens negras. Porventura porque o "monstro" faz muito surf?

(intervalo; já retomo)

(Continuação)

Luís de Camões ou melhor, Os Lusíadas, foi um dos meus pesadelos no liceu. Na oral de Português, 5º ano, tínhamos que levar alguns livros e designadamente, Os Lusíadas, a Selecta Literária, Frei Luís de Sousa, Auto da Barca.

Fui fraco aluno na disciplina de Português, mas lá acabei por me safar com 12 valores salvo erro, e o exame oral andou sobre Os Lusíadas e textos da Selecta Literária. Felizmente não fui obrigado a palrar sobre o Gil Vicente.

Voltando a Camões. 
Diz quem sabe que há o Camões lírico (lirismo tradicional e mesmo o clássico) e o Camões épico. 
Sabe-se pouco do poeta, não há certeza quando a data de nascimento (1524, 1525?) quanto ao local (Alenquer, Lisboa, Coimbra?), tal como onde estudou, considerando-se como certo que teve estudo regular e orientado. 
Era erudito. 
Redondilhas, sonetos, canções, odes, elegias, oitavas, são parte da sua "produção".
Do Camões épico, "Os Lusíadas".
Diz quem sabe, que quanto à inspiração presente no poema se podem considerar vários tipos: patriótica, clássica, cristã, medieval, renascentista, exótica e científica.

A leitura e estudo do poema revela que Camões conhecia, literatura de cavalaria, história da antiguidade clássica, religião e mitologia, história de vários povos, ciência geográfica, ciência náutica, arte de marear, etc.
. . . . . 
Não me falta na vida honesto estudo
Com longa experiência misturado
. . . . . . 
Camões insere na sua obra acontecimentos ocorridos entre o feito de Vasco da Gama e a elaboração do poema, como a narração começa depois de passado o Cabo da Boa Esperança. A acção concentra-se sobretudo entre Moçambique e o regresso da Índia. 
O esquema cronológico integra, narrações de factos anteriores, profecias de factos posteriores, narrações portanto directas e indirectas.

Em síntese, o poema começa com o Canto I à volta de Moçambique, Canto II Moçambique a Melinde, Canto III foca-se na 1ª dinastia, o Canto IV na 2ª dinastia, Canto V na viagem de Vasco da Gama de Lisboa a Moçambique, Canto VI aborda o concílio dos deuses mais os 12 de Inglaterra e as tempestades, Cantos VII e VIII focam-se no regresso e profecias várias, Canto IX Ilha dos Amores e Termina com o Canto X.

Escreveu ELE, "Mudam-se os tempos mudam-se as vontades" . . .

Digo euestamos numa fase da vida nacional de mudança mudada em permanente mudança.

Voltando ao meu riquíssimo "Os Lusíadas", encadernado em carneira, a sua primeira edição data de 1960, ano das comemorações do 5º Centenário da Morte do Infante D. Henrique.  

Nesta edição, antes dos X Cantos dos "Lusíadas" há, 
- um texto intitulado "Poema do Mar e da Pátria", realçando o mar, como campo de acção e de sustento, e realçando que "Os Lusíadas" são epopeia do mar; 
- um longo texto sobre Luís de Camões o "marinheiro";
-  e um texto sobre a rota provável de Vasco da Gama.

Depois do final, da última "estância" (CLVI) do Canto X, há um longo conjunto de notas explicativas sobre as várias "estâncias" dos X Cantos.
Reproduzo as últimas frases.
Sempre que passo os olhos por este meu belo livro olho ao nosso presente.
Deixo três partes das estâncias de que mais gosto.
António Cabral
 (AC)

sábado, 30 de maio de 2026

REPUBLICANDO

domingo, 30 de dezembro de 2018

O LUÍS continua ACTUAL
.............
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
(.......)


A cada um ponderar o que observa.
Mas ponderar sem clubite, com rigor e isenção, olhando realidades como, sustentabilidade do País 
sustentabilidade familiar, e etc.
AC

quinta-feira, 16 de abril de 2026

"Que me quereis, perpétuas saudades?

Com que esperança ainda m'enganais?

Que o tempo que se vai não torna mais,

E se torna, não tornam as idades"

(Luís de Camões)

AC

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

CULTURA

. . . . . . . .
Campo, que te estendes
com verdura bela;
ovelhas, que nela
vosso pasto tendes;
d'ervas vos mantendes
que traz o verão,
e eu das lembranças
do meu coração.
. . . . . . . 

AC

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

 TAL COMO SE ESTIVESSE AGORA ENTRE NÓS
. . . . . .
Os bons vi sempre passar
no mundo graves tormentos;
e, para mais m' espantar,
os maus vi sempre nadar
em mares de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
o bem tão mal ordenado,
fui mau, mas fui castigado:
Assi que, só para mim
anda o mundo concertado
. . . . . . .

Tal como se estivesse agora entre nós, Luís de Camões sempre certeiro na sua visão das lamentáveis realidades.

AC