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domingo, 26 de abril de 2026

PORTOS.  COMÉRCIO  MUNDIAL.

A União Europeia cai no ridículo cada vez mais.

Já repararam quanto tempo (aparentemente) levou a descobrir que vários portos na Europa já são propriedade ou pelo menos são controlados por não Europeus, e nomeadamente chineses?

Tenham um bom Domingo.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida. Boa sorte.

AC

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Grande PARLAMENTO, grandes parlamentares
Grandes partidos Políticos
Quase tudo como no tempo de Eça

Ora a propósito de reformas e reformas recordo que por força das imposições da Troika, o processo liderado pelo inarrável então ministro Relvas fez o número de freguesias baixar das 4260 existentes em 2013 para 3092. Houve várias agregações.

Conheço concretamente os casos havidos no concelho de Idanha-a-Nova (IDN), sendo um dos exemplos a nova freguesia de Monsanto - Idanha-a-Velha.
Se vi bem  na recente decisão do parlamento sobre freguesias essas agregações em IDN não foram alteradas, não houve desagregações!

De salientar que existiam 4260 freguesias em Portugal, muitas delas com escassas centenas de habitantes. 

Provavelmente uma relevante parte do poder autárquico é/ continua ineficaz e custava/ custa imenso dinheiro e, talvez, envolvesse cargos que acabando por ser políticos seriam, quase certamente, desnecessários. 

A reforma sob a pressão da Troika foi feita nessa altura com contestações várias e nomeadamente contestada pelos pequenos (ou médios ou grandes?) interesses e por vários órgãos informativos.

Se a reforma era necessária, se o que foi feito foi correcto e adequado nada disso interessava. 
Interessava sim atacar Passos Coelho que, para lá de méritos qualidades e defeitos como todos nós era e é, basicamente uma pessoa decente. 
Mas, creio, não controlou devidamente alguns dos seus ministros.

E como no passado aqui escrevi, e porque era o PM, ele foi o responsável primeiro por várias parvoíces, por algumas medidas estúpidas (opinião pessoal naturalmente), e por algumas afirmações que, no mínimo, se devem qualificar como lastimáveis.

Nos tempos recentes a questão das freguesias voltou ªa baila".
Não faço ideia se a vida das populações melhorou nos locais onde houve fusões. Tal como agora com algumas desagregações. 

E isto dá bem a medida do elevado índice de incompetência arrogância e imbecilidade (opinião pessoal, naturalmente) de muitos parlamentares.

Sim, inicialmente pressão da Troika.
Mas, depois, que estudos sérios?
Que ponderação?
A agregação do tempo da Troika e as recentes desagregações nada tiveram a ver com conluios partidários, com votantes?
Não se tinha em mente o clientelismo?

Se não estou enganado houve bastante mais de uma centena de recentes desagregações de freguesias.
Que benefícios concretos se visualizavam para as populações envolvidas?

Entre as várias coisas espantosas e se vi bem, o PSD que promoveu a "reforma" por sobretudo imposição da Troika, na recente contra-alteração esteve na linha da frente. Brilhante.
Nada como uma boa coerência!

Portugal continua prenhe de certas personagens, de muitos fregueses, de imensos sacripantas, todos com uma descarada ausência de vergonha na cara e ausência de quase tudo.

Desgraçados de nós cidadãos comuns.

Nesta questão organizacional se vê sem margem para dúvidas a choldra que predomina na política nacional.

Com ou sem imposição da Troika entretêm-se a brincar com estes arranjos e re-arranjos.

Ponderar a questão de forma profunda, isenta, sem ideologias e clientelismos isso é que não.
Mais ou menos freguesias é que importa.

Olhar seriamente para a organização administrativa do país?
Ui, nem pensar, olha lá os poderes instalados, o clientelismo, as zonas de influência.

Que importância tem que por exemplo Portalegre, Penamacor e outras há, sejam cidades com uma população numericamente ridícula, comparativamente com as freguesias de Lisboa Porto, Setúbal, Almada etc.?
Este é apenas um exemplo da trágica (opinião pessoal naturalmente) organização administrativa do país. E da tragédia que vagueia pelo poder formal.
Enfim.

AC

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Exploração de imigrantes. GNR's e PSP libertados por falta de provas. DCIAP deixou escutas de 2024 por transcrever

Mais um eloquente exemplo de competência

AC 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Agora que tanto se fala em rearmamento, corrida aos armamentos, e tantas outras coisas, apeteceu-me recordar este precioso episódio de uma antiga série, e em que tão bem se retratavam ministros, primeiros ministros, assessores e gabinetes. E diplomacia.

Como me apeteceu recordar a competência e profissionalismo deste ministro da defesa. Deste e de muitos outros! Inchados de ocupar gabinetes luxuosos, vaidosos das mordomias, e da possibilidade de escolherem os condutores dos vários carros.

Mas incompetentes nas mais simples coisas.

Bom dia. Saúde e boa sorte.
AC

terça-feira, 8 de abril de 2025

A  EUROPA  da  Ursula

A China prossegue, pondera, age, avança.

Os EUA, até agora, mau grado o louco oxigenado, age, bem ou mal.

Dona Ursula . . . . faz reuniões, esquece os tratados, define intenções, continua a regular embora me pareça não regularem muito bem da cabeça quer ela quer os vários comissários.

Agora, para o louco oxigenado, disparou que negoceia, e apresentou tarifa zero para várias coisas, nomeadamente industriais.

Fica-me a sensação que é tudo estados de alma, pouco ou nenhum rumo.

Aguardemos

AC

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

SOBERANIA, INDÚSTRIA, DEFESA . . . .
o COSTUME . . . . . 
DIÁRIO DE NOTÍCIAS, Valentina Marcelino
General Valença Pinto: “A conjuntura sugere que se dê uma muito maior prioridade à Defesa”

O presidente da EuroDefense-Portugal revela que a associação está a preparar, com as 16 congéneres europeias, um conjunto de recomendações para a estratégia industrial de defesa. Para o General Valença Pinto, ex-Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, neste setor deve haver na UE “soberania partilhada”.

No atual contexto de instabilidade geopolítica da Europa, está em cima da mesa uma estratégia industrial para a defesa da União Europeia? Em que fase é que Portugal está neste momento?

Portugal está, com certeza, muito atento e é preciso que esteja. Estão muitas coisas em cima da mesa, muitas coisas a mexer, nesta nova estratégia industrial de Defesa para a Europa. Há depois o lado financeiro, com o Fundo Europeu de Defesa, que está significativamente dotado e que vai ser ainda mais dotado e de uma forma bastante sensível no futuro próximo. A Comissão Europeia tem agora um comissário para as Indústrias de Defesa e até meados de março deverá ser apresentado um livro branco. A EuroDefense, com as suas 16 associações em toda a Europa, está desde novembro a trabalhar intensamente para preparar um conjunto de recomendações.

A opinião pública está preparada para este debate?

Nem a opinião pública nem para além da opinião pública. O que se passa é um grande desconhecimento. E é um viver muito de costas voltadas uns para os outros. Daqueles que deviam ser os parceiros deste processo. O progresso europeu nesta matéria não será efetivo se não conseguirmos a convergência de três tipos de entidades. Por um lado, o Estado, a Administração Pública, incluindo as Forças Armadas. Por outro lado, a Academia lato sensu e também nela incluindo o sistema científico e tecnológico nacional. Em terceiro lugar, o mundo empresarial e, em particular, o mundo industrial. Há quem chame isso o “Triple Helix”. É o que queremos. Precisamos da propulsão articulada conjugada destes três componentes para que a coisa toda avance. Em Portugal estamos a tentar fazer isto mexer...

Quem devia de fazer isso?

Penso que até de um ponto de vista de responsabilidade política,
era o Estado, mas tem tido dificuldades. Em boa verdade, quem tem feito mais este tipo de tentativa de articulação entre todas estas partes tem sido o EuroDefense. Não o digo para me vangloriar disso, porque tenho pena que seja preciso uma entidade da sociedade civil a fazê-lo. Acho que o Estado vai assumir um papel maior, forçosamente, seja no quadro de uma Direção de Recursos que tenha uma componente de armamento e equipamento, seja no quadro da criação de uma Direção-Geral de Armamento. Não pode deixar de ser o Estado a mexer.

Naturalmente, também em articulação com o Ministério da Economia. Também vemos com grande satisfação que depois de tempos em que o Ministério da Economia não mostrou estar disponível para se envolver muito nesta matéria, hoje sinto uma atitude completamente diferente. Mais atenção, mais empenho de uma leitura mais correta das perspetivas que há, porque vai estar disponível muito dinheiro para se fazerem coisas e em Portugal há capacidade para fazer muitas coisas.

Em Portugal ainda temos como meta, em 2029, ter 2% do PIB em despesas de Defesa, cerca de seis mil milhões de euros, mas é possível chegar aos 3 ou 4%, com já admitiu Donald Trump, por exemplo.
Como se consciencializa as pessoas para isso? Estamos a falar de cerca de oito mil milhões de euros, como referiu o embaixador Martins da Cruz, seria praticamente a 3.ª ou 4.ª maior despesa pública, a seguir à Educação e à Saúde…

As pessoas têm de perceber que não pode haver políticas de Saúde, de Educação, de Segurança Social, não há bem-estar e não há desenvolvimento se não houver Defesa
São duas faces da mesma moeda que ou se reforçam mutuamente ou se prejudicam mutuamente. É compreensível que, em determinados momentos, as circunstâncias políticas, económicas e sociais haja maior prioridade de uma em relação a outra. Mas isso é uma prioridade conjuntural. Neste momento, a conjuntura sugere que se dê uma muito maior prioridade à componente da Defesa. Acho que se vai abrir um livro novo, porventura com cores que não vão ser muito cor-de-rosa, a partir do dia 20 de janeiro. Receio bem isso. Além de tudo, o que eu vejo são divisões internas no seio da União Europeia (UE), tudo isso é muito preocupante.

Qual acha que vai ser a marca de 20 de janeiro, data em que Donald Trump toma posse como presidente dos EUA?

Como historicamente sabemos, Trump nunca deu grande importância à Europa. Depois aprovou uma estratégia nacional em que dedicava meia linha, literalmente, à Europa, dizendo que a UE era um rival comercial. E disse aquela coisa extraordinária de que a NATO era um ser obsoleto e sem qualquer interesse. Houve mais coisas pelo meio, mas depois veio a guerra na Ucrânia e tudo se alterou. Como é que as coisas se vão passar? Ninguém sabe. E eu não tenho nenhuma bola de cristal para saber. Mas sei bem que o senhor Trump vai expressar uma atitude muito transacional. Não é bem o nacionalismo ou isolacionismo americano. Vai ser mais uma atitude transacional. Eu dou se tu me deres…

É sempre um homem de negócios…

Mas isto, obviamente, terá como consequência que
temos de investir mais. Outra potencial dificuldade, se for adotada esta postura transacional, é os Estados Unidos, se entenderem manter-se na NATO, decidirem fazer uma leitura caso a caso do artigo 5.º. Seria o colapso da NATO. Houve sempre uma preocupação na NATO de nunca tipificar muito o artigo 5.º, que era exatamente criar flexibilidade por um lado, e, por outro lado, introduzir o potencial adversário, fosse qual fosse, o elemento de alguma ambiguidade. Se houver uma tentação norte-americana, de entre aspas, regulamentar o artigo 5.º, será politicamente muito mau.

O ex-chefe do Estado-Maior da Armada Gouveia Melo falou recentemente sobre a necessidade do reforço orçamental na Defesa, afirmando: “O que interessa termos despesas sociais se não tivermos país?” Acha que estamos já a esse nível?

É uma expressão que o senhor de La Palice não diria melhor. Mas sim, é verdade. Precisamos realmente das duas coisas ao mesmo tempo. Por exemplo, no período de intervenção da troika aqui em Portugal, não tenho nenhuma dúvida que se tinha de dar prioridade às questões da Economia, mesmo em detrimento de outras coisas, como a Defesa. Agora não tenho nenhuma dúvida que tem de se dar uma grande prioridade à Defesa. Podemos ter a convicção e a tranquilidade de saber que não estaremos isolados.

Teremos connosco a UE e na UE vemos por todo o lado uma reforçada atenção e uma clara convocação de importantes recursos para ajudar todos os países nisso.

Estamos a falar de maior investimento em equipamento para guerra convencional ou também de duplo uso, compatível com os objetivos de coesão social, económica e territorial, citando aqui o parecer do deputado José Luís Carneiro sobre o Programa da Indústria de Defesa Europeia?

Na Europa, houve um tempo histórico, não muito recuado, em que a tese predominante era que tinha de ter campeões europeus, tipo Airbus. Hoje, a perspetiva é outra, porque dessa forma muitos países de pequena e média dimensão ficam fora do jogo. Hoje, a preocupação é criar condições para que todo o progresso que se faça sem por em causa a harmonia e a coesão entre todos os países da UE e que haja um lugar inequívoco para as pequenas e médias empresas.


Quais podem ser os nossos setores-chave?

O nosso setor-chave está na imaginação
, em primeiríssimo lugar. Depois a vontade. Mas temos coisas que funcionam muito bem. Por exemplo, a nossa indústria de drones é extraordinária, a indústria aeronáutica, a de sistemas de comunicações e de informações. Temos, certamente, de nos centrar em nichos. Claro, também podemos fazer coisas mais pesadas, como as munições, cuja carência é enorme na Europa.

Ainda não se definiu quais vão ser esses setores em que Portugal deve apostar?

Não há clareza quanto a isso. Devia haver. A EuroDefense está a fazer uma coisa que eu acho absolutamente fantástica: prospetiva. Infelizmente não se faz muito em Portugal. Convidámos 16 entidades, 14 das quais aceitaram, para fazer um estudo para ver como é que neste progresso de hoje até 2035, que capacidades militares e indústrias de Defesa portuguesas se podem casar virtuosamente. Estamos a fazer outra coisa que tem aberto muito espíritos aqui em Portugal.

Fizemos
, pela primeira vez, no ano passado, em 2024, dois cursos avançados em estudos de Economia e de Defesa, um deles com a Faculdade de Economia de Coimbra, outro com ISEG, aqui em Lisboa, em que mais uma vez procurámos ter junto a Academia e gente das Forças Armadas, portanto, do Estado, e das indústrias de grande sucesso. Isto nunca foi feito na Europa e causa aos nossos parceiros e o maior interesse e a maior curiosidade.

A nossa lei de contratação é exigente suficiente, uma vez que a área da Defesa está identificada como uma de maior risco de corrupção?

Temos em Portugal uma lei da contratação pública em matéria de armamento e equipamento, que é mais papista do que o Papa, mais exigente do que o normativo comunitário. Isso, obviamente, tem de ser revisto. Em Espanha, há muito tempo que isso não é assim, tem alguma tranquilidade em não observar o mecanismo comunitário, porque às vezes é mais fácil pagar a multa. E Espanha tem uma dimensão que nós não temos, por causa do mercado latino-americano.

Temos cerca de 400 empresas que contribuem para o setor da Defesa. Há bocado não tive oportunidade de falar do duplo uso. Temos de explorar o duplo uso nas tecnologias, porque isso leva essa preocupação mais abaixo e, portanto, alarga a possibilidade de intervenção às nossas empresas. O núcleo das tais 400 empresas têm uma taxa de internacionalização que ninguém tem na Economia portuguesa. São capazes porque são muito boas tecnologicamente também e têm mercado, tem esse. Têm taxas remuneratórias para os seus funcionários que ninguém mais tem em Portugal.


Que alterações propõe à lei de contratação?

Devia, no mínimo, não ir mais longe do que a imposição europeia desde o Tratado de Roma, em 1950, o qual previa exceções nos mecanismos da livre concorrência europeia. Não estou a sugerir que Portugal assuma uma atitude, como ainda há pouco referi, que alguns países adotam, de desrespeitar a lei e depois pagar as multas. Entendo que é absolutamente indispensável não ir mais longe do que a exigência europeia. Tem sido um colete de forças para a indústria da Defesa em Portugal.


O primeiro-ministro admite rever de novo a antecipação do prazo para alcançar os 2% do PIB, que já antecipou para 2029. O que acha que seria razoável tendo em conta todos os constrangimentos do país?

Seria desejável que se atingisse tão cedo quanto possível. A nossa convergência não pode ser em termos de indicadores macro financeiros, tem de ser em termos de capacidades militares. Precisamos que as nossas forças sejam, do ponto de vista qualitativo, completamente análogas em termos de capacidades e possibilidades às europeias. Isso é que é importante. Que o batalhão português seja igual ao holandês, que a fragata portuguesa seja equivalente à dos italianos. Que o caça português seja equivalente ou igual ao que usam os dinamarqueses ou os belgas. Isso é que é o nosso objetivo.

E isso custa dinheiro. Não é os 2%, Não é uma coisa mágica. Agora eu percebo que é uma coisa que se usa para dar sensibilidade, para sensibilizar a opinião pública. Mas o que é importante é que haja essa convergência em termos de capacidades. No passado, quando nós éramos menos capazes, militarmente falando, por causa das limitações de equipamento, ficámos um bocadinho atrás. Quando isso acontecia, não éramos interoperáveis com os nossos aliados e parceiros. Isso era mau.

Não conseguimos funcionar bem em conjunto. Agora o tempo já é outro. Estamos num tempo em que também na Defesa está a chegar, em particular para a Europa, o modelo da soberania partilhada. Portanto, se ficarmos de fora em termos de soberania partilhada, ficaremos claramente um país muito, muito, muito baixo na escala. No contexto da UE isso não pode acontecer

Como é que essa “soberania partilhada” se vai conciliar com o crescimento dos nacionalismos europeus que se verifica?

Pois, é um enorme desafio e um enorme problema para lhe dar uma espécie de medida da inquietação que isso provoca. O que se está a formar na Europa Central é extraordinariamente preocupante. Quando vamos a uma reunião internacional europeia, percebemos, sem nenhuma sombra – não vou dizer se está certo ou se está errado –, que os países escandinavos, os países do Báltico, a Polónia, estão em pé de guerra. Só não estão a combater, mas estão em pé de guerra. Nós estamos aqui com estas discussões e estamos a ver no centro da Europa a conjugar se uma espécie de um núcleo, se não é pró-Putin, pelo menos não é contra, com todas as suas agressões ao direito internacional, ao direito humanitário e à boa convivência das nações
.

Para começar, depois de ter lido esta entrevista (sublinhados da minha responsabilidade) que é, basicamente, mais do mesmo (i.e. livro branco), coloquei-a de lado, para olhar ao assunto quando tivesse mais paciência. Vou começar agora.

Começo por relembrar:

"You have (or not) a Navy". "You raise an army".
Só para que fique claro!

E para que fique claro, também, nesta entrevista não há referências ao que, 50 anos depois, continuam a fingir que não é importante e assim prosseguem com grandiloquências e vacuidades, e a atirar para debaixo do tapete.

Por exemplo:

- Portugal deve ter, ou não, Forças Armadas (FA) ?
A minha resposta é SIM.

- Mas que FA deve Portugal ter, atendendo à sua geografia, atendendo aos riscos e ameaças, atendendo à sua política externa, e à política de alianças?

- E atendendo às lições que se podem e devem tirar designadamente dos conflitos na Ucrânia e no Medio Oriente?

Antes de continuar, recordar também recentes declarações de "alguns artistas" ou "sumidades" que toda a vida foram não só como conhecidos "doutrinadores" como grandes defensores e defensoras da nossa segurança e da nossa defesa e das nossas forças armadas (FA), como António Costa ou esta senhora que foi chutada para o bem bom na Europa - Ana Catarina Mendes alerta para dependência militar da UE e impacto das ameaças de Trump. Eurodeputada é favorável a um instrumento de dívida comum para reforçar autonomia europeia em defesa e segurança.

Ouço-os e procuro conter-me!

Quando olho,
- para os sucessivos Presidentes da República na sua (por inerência) qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas (CSFA), em que o actual para mim não passa de um básico CSFA (comandante superficial das forças armadas),
- para os sucessivos PM e ministros da chamada Defesa Nacional (nada disso foram/ são, não passaram /passam de uns tristes ministros da tropa),
- para vários dos sucessivos chefes militares pós 1976,

encontro as explicações para o estado actual do país e designadamente das FA.

Desde 1976, mas particularmente desde 1982, a esmagadora maioria dos titulares de órgãos de soberania, a esmagadora maioria dos políticos, pensadores, comentadores, academia, instilaram nos portugueses que defesa nacional = FA. Nada mais errado.

As FA constituem, TÃO SÓ, o pilar militar da defesa nacional, para que concorrem designadamente, a diplomacia, a economia, etc.

Este entrevistado alinha, como muito outros, no massacre em curso desde que o fdp do Putin se atirou à Ucrânia.

Todos a querer compras de material, particularmente americano.
Gastar mais dinheiro, sem equacionar seriamente as questões nacionais.
As questões sociais, desemprego, desarticulação do tecido social, desordenamento territorial, desindustrialização de há anos, e de que agora as consequências desabam no presente. 
Agora queixam-se. 

Parece-me óbvio que, para Trump, uma das vertentes do MAGA passará por melhorar a balança comercial nomeadamente com impulso no complexo militar industrial através de fortes compras Europeias e de outros países aos (seus) 
sectores da defesa e do armamento americanos.

Marcelo diz que ele é um óptimo comerciante.
Haja paciência democrática para aturar Trump e Marcelo.

Quanto ao entrevistado, melhor, pois não perco tempo com o entrevistado, quanto ao assunto a que chamo o "massacre", decidi-me olhar para ele e vou voltar a começar a escrever umas linhas, a pouco e pouco. Como no passado. 
A propósito, se calhar irão aparecer alguns a confortar-me em público, a dizer que tenho bastante razão, que estou muito prolixo, etc., mas quanto a eles . . . . 

Não tenho direito a escrever, porventura, umas quantas asneiras e, talvez, no meio delas, duas ou três coisas razoáveis e porventura certeiras?

(continua)

AC

domingo, 2 de fevereiro de 2025

FORÇAS ARMADAS, EM QUE ESTADO ??

No passado recente, uns tolos e umas tolas andaram a dizer a jovens para passar umas noites em quartéis.

Outros sempre rebuscando na retórica tonta e demagógica.

Entretanto, nas FA as coisas são o que são, as realidades não se podem esconder.

Quanto faltará para, por exemplo, os marujos terem de comprar a "roupita"?

Será também por isso que agora, 

- desde os doutos do "Eurodefense" fingindo que não tiveram nada a ver com o estado actual, 

- mais o agora ainda mais inchado na Europa mas que enquanto por cá nunca quis saber do assunto,

- mais os que no activo conciliaram e palmadinhas nas costas e agora andam desgostosos e muito activos, 

dizem que é preciso investir muito mais em defesa, fingindo que não existe a questão manteiga e canhões ?

Tenham um bom Domingo, arranjem muita paciência, saúde e boa sorte.

António Cabral

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Nã . . . . isso é uma gripezinha lá longe . . .
Casos de metapneumovírus (ou HMPV) aumentam na China. Devemos preocupar-nos?
de metapneumovírus (ou HMPV) aumentam na China. Devemos preocupar-nos?
A subida do número de casos de HMPV nas províncias do Norte da China fez soar o alarme e os receios acerca de uma nova pandemia. Para já, no entanto, esse risco continua a ser baixo
.


Onde é que eu já ouvi isto?

AC

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

PORTUGAL. INCÊNDIOS. AUTARQUIAS.

Voltando a isto.
A época estava a correr mais ou menos bem.
Alguns imaginavam que não haveria o dramatismo e tragédia de outros anos. Mas não.
Mau? Não, péssimo, e mais uma vez foi o costume.

Após 2017 o papagaio-mor anunciou que se demitiria se mais alguma vez sobreviesse tragédia semelhante. Creio que foi isto.
Uma "barata" andou mais que "barata tonta" até ser despedida.
O Intrujão-mor, por sua iniciativa directa ou por iniciativa de algum dos seus, mandou criar grupos, investigações, estudos, etc.
Resultados?

Na proteção civil muitas coisas foram acontecendo desde então.
Agora, entre outras recriminações (justas, injustas, demagógicas,  despropositadas) o inarrável ex-ASAE exigiu cabeças imoladas. 
Pelo menos uma. É capaz de não estar completamente fora da razão.
ETC.

Património destruí
do, hectares ardidos, mortes, feridos, figurões nos funerais. O costume.
 
Calamidade foi decretada, a somar às calamidades dos sucessivos deputados, governos, presidentes (da República e de câmaras municipais), juízes, forças de segurança.
Há danos irreparáveis. Tragédia humanas, outra vez.

A vida para as sumidades (???) gira à volta das sondagens, do clientelismo, da eleição seguinte, das eleições autárquicas e das legislativas. 
Corruptela nacional!

Vivem nas suas bolhazinhas!
Vivem em, Lisboa, Cascais, Quinta da Marinha, Porto, Coimbra, nos "resorts", nos condomínios, frequentam os bons sítios, as praias que ainda não sendo privadas tentam que o venham a ser, visitam as boas lojas (ourivesarias, marcas de automóveis "mais baratas", indumentária, antiquários, leiloeiras).

Falam muito em estratégia.
Falam muito em reformas.
Anunciam muito.
Falam muito.

E muito se tem aprendido, certo?

Por exemplo, e agora que há dias fiz mais uma ida à Beira-Baixa, é de ficar vaidoso e contente ao ver como estão por exemplo, as orlas de várias estradas nacionais e municipais. 

Dá gosto, é com regozijo poder registar o esforço e dedicação de autarcas diversos no cumprimento da lei quanto a limpezas, daquilo que é o combustível para os fogos, que arderia facilmente se não tivessem existido tais esforços e dedicação.

Foi tudo limpinho até final de Maio passado como manda a lei e tudo verificado pela GNR, verificado também nas propriedades privadas e, CLARO, em terrenos camarários, como se pôde comprovar na altura (31 Maio) e de que agora ainda se observam sinais evidentes desse excelente trabalho.

Ah, entretanto, como diz o povo, lá fizeram mais um número, de helicóptero, para "epater les Bourgeois". 
Portugal, pois claro.
AC

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Schengen: Ou cumprem ou saem
As regras de Schengen obrigam os países a terem as suas fronteiras modernizadas com equipamentos que permitem a identificação facial. Portugal andou a dormir durante três anos e agora tem oito meses para ter tudo pronto

Não acredito que António Costa e seus ministros nada tenham feito.
Não quero acreditar, de certeza que ele virou várias páginas para tratar do assunto. De certeza!
A culpa deste deplorável atraso deve ser de Cavaco Silva.
AC

sábado, 13 de julho de 2024

 

Lembrei-me disto a propósito de certos ministros, o polaco e não só, e de certos discursos durante e na sequência da reunião da NATO em Washington.

Está Sol.
Tenham um bom dia. Bom fim de semana. Saúde.

AC

quarta-feira, 19 de junho de 2024

PORQUE  ESTAMOS  ASSIM?
PORQUE  SE  CHEGOU  A  ESTE  CAOS?
No PAÍS e no ESTRANGEIRO?

Sucedem-se eleições.
Eleições na Europa, usualmente livres. Mais para Leste . . . . 

Na antiga Alemanha de Leste, comunista, parece que a força política mais forte é a extrema direita, e uma direita muito forte.
No Reino Unido, Farage (valha-me Deus) parece com possibilidades de estoirar com o conservador indiano.
Em França, arrisco dizer, cresce um tumulto a tender para o caos.

Em Itália, Meloni parece segurar mais votos, e extrema direita está lá na mesma.
Nórdicos, Báltico, esquerdas estarão a perder terreno.
Espanha, um caos Suarista, um PM que é um Costa ainda pior.
Grécia nunca se sabe o que aquilo dará.
E a Bélgica, que parece estar de novo com os Flamengos mais eriçados?

Nos antigos membros do Pacto de Varsóvia é uma certa confusão.
E México?
E toda a América Latina e América do Sul, desde as máfias e cartéis da droga ao louco da Argentina?
E Ásia?
Filipinas, Indonésia, Índia, China?

E África?
E o mundo muçulmano e o mundo Árabe?
E o comércio mundial, e os nacionalismos, e o proteccionismo?
Austrália e Nova Zelândia parecem calmos.
E a Rússia explorando África e Ásia com os seus Wagner?

Porque está praticamente tudo em polvorosa ou em dormente situação socialmente pre-explosiva?

As recentes eleições Europeias mostraram muita coisa, muitos sinais, veio à luz do dia o que os intelectualmente honestos sabem há muito e sobre isso falaram e falam e denunciam.

Desde os recentes e mais que patéticos discursos de Macron ao discurso/ conferência de ontem de António Costa num estilo já de presidente do Conselho Europeu, tudo se resume a um "agora é que vai ser". Chegam tarde, não?

Passaram os mais recentes anos a apresentar agendas e medidas que são basicamente . . . . . .  tudo aquilo que não fizeram durante anos, por outras palavras, aquilo que nunca encararam e nada resolveram dos problemas das famílias! 

Passaram os anos no faz de conta e nas modas e viver das sondagens.
Agora admiram-se que surjam os demagogos e os populistas, havendo apenas um detalhe: foram eles que os têm alimentado e a fazer crescer.

Resultados à vista!
AC

segunda-feira, 17 de junho de 2024

OLHA, ESQUECEU-SE de VIRAR esta PÁGINA
(Sol)

Schengen: Ou cumprem ou saem

As regras de Schengen obrigam os países a terem as suas fronteiras modernizadas com equipamentos que permitem a identificação facial. Portugal andou a dormir durante três anos e agora tem oito meses para ter tudo pronto 

O assunto já levantou críticas na reunião do grupo Schengen em Bruxelas: Portugal está atrasado na implementação de procedimentos que a partir do final do ano são obrigatórios para todos os países que fazem parte do grupo Shengen.

A necessidade de adotar novos procedimentos no controlo das fronteiras externas do espaço Schengen (fronteiras aéreas e marítimas), surgiu depois da experiência adquirida durante a pandemia Covid 19 e na sequência do fluxo migratório para a Europa que tem levantado novos desafios à segurança de fronteiras. As novas medidas pretendem evitar riscos de segurança e redes de tráfico de imigrantes.

De acordo com as disposições aprovadas pela Comissão Europeia, os novos dispositivos de controlo de fronteiras externas têm de estar a funcionar até ao final deste ano. É um processo complexo que implica a aquisição de equipamentos específicos, e negociações com diversas entidades, como a ANA, a Vinci, a TAP e outras entidades que atuam nas fronteiras terrestres e marítimas. A coordenação de todo o processo está nas mãos do diretor dos Serviços de Segurança Interna, Paulo Vizeu Pinheiro, que superintende a unidade de coordenação de fronteiras.

Nas últimas semanas o atraso no processo português levantou críticas na reunião do grupo Shengen e o facto obrigou o Governo em gestão a acelerar um processo que, de acordo com fontes dos Nascer do SOL, está com um atraso de três anos.

ESQUECEU-SE DESTE ASSUNTO; TALVEZ PORQUE ENTRETIDO COM SEF E OUTRAS DECISÕES MAIS DO QUE QUESTIONÁVEIS?
CABRITA, CABRITA, MAIS CABRITA, DEPOIS O SUCESSOR . . . DEU NISTO.

UM ATRASO de 3 ANOS
Uma página não virada.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

LIXO, DEPUTADOS, GOVERNANTES

Há coisas que continuo a não entender porque acontecem no nosso país, porque persistem em acontecer.

Vem isto a propósito de LIXO.

É sabido que a soberania dos países na UE está diminuída comparativamente com o existente à data em que não integravam a CEE/ UE.
A legislação comunitária tem precedência sobre a nacional. 
Em termos práticos, como se sabe há anos, há que transpor para a legislação nacional as directivas Europeias, naturalmente com pequenas adaptações à realidade de cada país. 
Mas transposição tem um significado.

É para mim espantoso verificar a sucessiva abertura de procedimentos da UE contra Portugal também nesta área do lixo, dos resíduos e seu tratamento. Pelo que se lê, foram abertos quatro procedimentos em 2023, seis em 2022 e dezassete em 2020.

Lê-se que Portugal (leia-se os deputados e o governo PS Costa)tem quatro infracções abertas pela Comissão Europeia: uma por má aplicação da Directiva Aterros e da Directiva-Quadro Resíduos, duas por não ter transposto a directiva sobre isenções aplicáveis à utilização de chumbo e de crómio hexavalente em determinados casos, e agora pela transposição incorrecta da revisão de 2018 da Directiva-Quadro Resíduos.

Depois, agora, lê-se por aí que há um megapacote legislativo, que há um “elefante de plástico” para resolver (porque não escrevem "elefante de papel e cartão", ou "elefante de ferro" ou "elefante de trampa"?) e que o comentador do reino estará para decidir sobre o dito elefante.

Enfim, LIXO, e vários outros LIXOS.
AC

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

A  propósito  de  Aeroporto
Com esta recente e vergonhosa telenovela da francesa, da TAP, e do seu salvador (????) lembrei-me de repente que os aeroportos de Lisboa Porto e Faro foram construídos antes de 25 de Abril de 1974.
Quanto à infra-estrutura aeroportuária existente em Beja, e se não estou enganado, é basicamente uma ampliação da base aérea que existia e creio que continua, e isso feito depois de 25 de Abril de 1974. Mas tem capacidade para poderem lá aterrar aviões de grande dimensão e peso.

Quanto ao aeroporto novo para Lisboa, nenhum dos PM que já tivemos decidiu fosse o que fosse. 
Mário Soares, Balsemão, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, José Sócrates, Passos Coelho.
Não esqueço que Passos Coelho mesmo que tivesse querido nada podia ter feito, tinha de cumprir (e estupidamente exagerou) o memorando resultante da bancarrota provocada por José Sócrates e PS.

José Sócrates e o seu inarrável ministro "jamais" mexeram na "coisa", e a "coisa" andou em bolandas entre Ota, Rio Frio e Alcochete.

Mas o mais notável, é que os governos de virar páginas estiveram um pouco mais de 8 anos no poder e fizeram . . . . recentemente . . . . um despacho de Pedro Nuno Santos apontando Montijo a que, de imediato, se seguiu um volta atrás decidido friamente por António Costa, trucidando o seu ministro e agora candidato a PM, candidato que nessa altura da desautorização se deu a uma sequência de cenas patéticas.

Mas agora é que vai ser.
AC

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

O INARRÁVEL MINISTRO da DITA EDUCAÇÃO
Se percebi bem, a inarrável criatura pediu um parecer sobre a questão dos telemóveis.
Parecer? Para quê?

A vida contemporânea levou a que a esmagadora maioria dos adolescentes e daí para cima (ensino secundário e universitário) tenha telemóvel.
Na minha opinião, sobretudo para os mais jovens, é importante terem esta ferramenta da vida dos nossos tempos, nomeadamente para questões de emergência.

Agora, nas aulas, num país decente que Portugal cada vez menos é, os meninos e meninas, ao entrar nas aulas colocavam os telemóveis em silêncio e só saíam dos bolsos ou das mochilas nos intervalos.

Durante as aulas, apanhados a ver o telemóvel ou telemóvel a tocar, SIMPLES, acção disciplinar, e numa eventual repetição de cena conselhos de disciplina. PONTO!

É esta moleza e lassidão e incompetência dos sucessivos governos que nos está a levar à desgraça colectiva.
Não há respeito para nada nem para ninguém.

AC

quarta-feira, 31 de maio de 2023

OLHAI  OS  LÍRIOS  DO  CAMPO . . . .

NÃO.

Olhai antes para a composição do governo PS, olhai antes para os comportamentos e acções dos governantes, desde PM a ministros, a secretários de Estado, a chefes de gabinetes.

Olhai para a cada vez mais capturada máquina do Estado.

Olhai para a tranquilidade, serenidade, que exala de Belém.

Olhai para tudo isto e . . . . estais preocupados?

Calma, não vos preocupeis e, apesar do que se lê quanto aos ministros e outros envolvidos em supostas malfeitorias, nem todos os governantes estão envolvidos em broncas.

Por exemplo, não vejo por aí nenhuma suspeita ou acusação especial à ministra da Agricultura

Dizem apenas que é incompetente!

Portanto, não desesperem!

Ah, quanto à alternativa no seio do PSD . . .vê-se . . . uma verdadeira e tranquilizadora categoria (😡😎)!

Ah, quanto a Belém . . . .  sim . . . . OK 😎!

Ah, quanto ao Augusto . . . sim . . .  OK😎!

Ah, quanto ao sistema de justiça . . . . sim . . . . OK😎!

Ah, quanto a Mortágua, Raimundo, Ventura, Rocha, . . . OK😎!


AC

quinta-feira, 4 de maio de 2023

SEMPRE a GARANTIREM ISTO e MAIS AQUILO

Ora leiam um exemplo dos muitos que os nossos olhos encontram por aí.

O ministro da Administração Interna garantiu, esta sexta-feira. que as forças policiais continuarão a combater "sem tréguas" o tráfico de droga, não havendo territórios interditos à autoridade do Estado e à salvaguarda dos direitos e das liberdades dos cidadãos. (José Carneiro, aos jornalistas, à margem das conferências da Sociedade Civil da RTP 2 a decorrer em Matosinhos, no distrito do Porto).

No Porto, e que resultou na detenção de 15 pessoas e na apreensão de 11 quilos de droga (62 mil doses), 13 mil euros, viaturas, motociclos e armas.

Dizendo que estas operações de combate à criminalidade, nomeadamente ao tráfico de droga, têm de ocorrer e continuarão a ocorrer "sem tréguas", o governante referiu que além desta vertente policial é, depois, necessário um trabalho mais estruturado de inclusão e de realização de projetos de vida para estas pessoas e suas famílias.

A dimensão policial é apenas uma das dimensões, havendo depois as dimensões da saúde pública, da inclusão e do acompanhamento social para se enfrentar o problema da toxicodependência, disse.

Já esta tarde, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, garantiu que a autarquia vai ser intolerante com os que vierem a ser condenados pelo crime de tráfico de droga, não permitindo que vivam em habitações municipais.

"Esperamos que os tribunais atuem de forma célere e há uma coisa que queria deixar aqui clara: todos aqueles que forem condenados por tráfico não podem viver em casas da Câmara Municipal do Porto", assegurou Rui Moreira, em reação a esta operação da PSP do Porto.

Os problemas na sociedade amontoam-se, crescem, sob os olhos desta gente que confunde multicultura, inclusão, respeito pelas minorias, com, inação, incompetência, deixa andar, lassidão. 

Mas se mudarmos de tema, por exemplo para a palhaçada do momento, temos o mesmo caldo de cultura.

E o que temos? 
Garantem que sim e que não, garantem tudo. 
Querem ficar de bem com a sua consciência.
Fingem perante os cidadãos o seu elevado sentido de Estado, que tudo é límpido e transparente, clarinho como água. 
Que não há trapalhadas nenhumas, só semântica.

Um, tido como lente supremo de direito constitucional, publica um comunicado hostil porque o execrável primeiro ministro não muda um dos mais ordinários socráticos que vieram à luz do dia. 
Mas, independentemente dos velhacos motivos,  o execrável está a lembrar ao ex-professor o que é separação de poderes.

Estão bem um para o outro.

Há um pequeno problema. 
Tal como Clara Ferreira Alves já designou, este "casalinho" está a estoirar com Portugal.
Um Portugal em que inteligências em comunicação se divertem com isto tudo enquanto brincam na Beira-Baixa de aconselham este tipo de coisas, e nós que nos lixemos. 
Eles já trataram da vidinha, agora divertem-se, e esmagadora maioria dos tugas parece apreciar.
Infelizmente não tenho possibilidades para poder fugir daqui.
AC

sábado, 1 de abril de 2023

A PROPÓSITO de,
Compras, alimentação, leguminosas

Sou dos que vai às compras sozinho a maior parte das vezes, mas acompanhado com a muito prezada "cara metade" sempre que as compras requerem escolha de produtos para senhoras ou coisas mais sofisticadas. 
Supermercados, praça, loja de bairro da D. Olga, loja especializada em artigos e produtos para cabeleireiro, perfumaria, farmácia do bairro, talho gourmet. Nestas áreas desaparecem-me muitos euros!

Sou dos que há anos se rege por fazer lista de compras e raramente dela saio nos supermercados.
Sou dos que tem tempo para comparar preços entre supermercados.

Agora, o intrujão - mor, depois de meses parado, resolveu avançar com o IVA 0% em pouco mais de quatro dezenas de produtos básicos de alimentação.

Como em tudo na vida os critérios definidos pelo governo são discutíveis. Se bem percebi, o governo terá avançado que eram os produtos de maior procura pelas famílias. Não tenho conhecimentos e informação rigorosa para rebater essas escolhas governamentais.

Cá em casa, e os filhos de sangue mais os filhos do coração mais os quatro netos todos gostam de leguminosas. Feijão, qualquer que ele seja e grão são favoritos. As favas e as ervilhas têm poucos adeptos para além dos pais/avós/sogros.

E aqui volto à definição do governo quanto designadamente a feijões.
Se li bem, 0% IVA é para feijão frade e encarnado.
Sinceramente, honestamente, não pediria para englobar em 0% IVA o feijão arroz tão típico de certas localidades na Beira-Baixa, por exemplo na Lardosa. Este excelente feijão, de que há pouco, tem basicamente um terço do tamanho do feijão frade.

Mas porque relegar para os proscritos, a feijoca, o feijão branco, o feijão manteiga, o feijão preto, o feijão catarino, etc.?
E porque excluir ervilhas e favas?
E porque não ponderar 0% IVA para as nossas produções de frutos secos (figos, nozes, avelãs, pinhão, amêndoa)?

Não sei se há nestas escolhas ignorância, incompetência, populismo, ou outra coisa qualquer. Mas, sinceramente, tendo levado meses e meses calados, para negar o 0% IVA, não deviam ter feito um pouco melhor?
AC

quinta-feira, 30 de março de 2023

PROVÉRBIOS  e  DITOS  POPULARES

"Remenda o teu pano que te chega ao ano, torna a remendar que tornará a durar"

Será que isto tem servido de guia aos sucessivos governos, ás sucessivas legislaturas, quer para, o SNS, sistema de justiça, ensino, cultura, segurança social, habitação, forças armadas, indústria, ferrovia, etc.?

AC