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quarta-feira, 30 de abril de 2025

TARIFAS,  DUMPING,  DESINDUSTRIALIZAÇÃO OCIDENTAL

Esta minha bela camisa foi manufacturada no Reino Unido. Já a tenho há bem mais de dez anos.
Não foi feita na Índia, Singapura, China, Indonésia, Vietname, Bangladesh etc.

Quando estive nos EUA, três anos em representação do país, um dos meus entreténs quando ia ás lojas para comprar alguma roupa para mim ou para a família era procurar artigos de vestuário que fossem fabricados nos EUA.
Estes meus velhinhos bonés são dois dos poucos que encontrei "made in USA
Estes exemplos, corriqueiros, são uns entre milhões.

Outro exemplo: existem uns telemóveis muito simples, basicamente só para telefonar e receber chamadas, pequenos, leves, mas com as teclas grandes adequadas para idosos com dificuldades várias e designadamente de visão.

Fui comprar um pois o da minha muito idosa mãe pifou. O novo custou-me 34,00 Euros.
Adivinhem onde foi feito tal como o carregador?
Isso . . . . na China.

Haverá muitos argumentos pró e contra esta situação global.
não sou economista, nem financeiro, nem gestor.

Mas, das seringas a "N" a outros infindáveis materiais para hospitais é grande parte dele fabricado na China.

A china andou anos e anos a tentar entrar até que conseguiu: está na OMC.
Sempre praticou o Dumping em tudo, resultados à vista.
Agora queixam-se?
AC

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Administração Trump planeia encerrar consulado dos EUA em Ponta Delgada
Casa Branca vai propôr ao Congresso uma redução em 48% do orçamento do Departamento de Estado. Presença diplomática norte-americana na Europa passa a ser menor que a da China
.

Esta notícia suscita-me o seguinte:
1. Há pelo menos 20 anos que ouço falar na questão do encerramento do consulado americano em Ponta Delgada. Um consulado que, salvo melhor opinião, é bastante pindérico, como pindérico era o cônsul (??) que conheci no período (2004/ 2006) em que por razões profissionais estive nos Açores, com base em Ponta Delgada.

2. Creio que, legitimamente, com esta notícia ficamos mais descansados pois indicia que, afinal, o oxigenado não quer comprar os Açores.

3. Admito, como SEMPRE, estar a ver mal as coisas mas, esta e outras pequenas coisas que se vão sabendo tendem a confirmar que os EUA atravessam claramente um problema de algum modo semelhante ao que outros países enfrentaram, só que não chamam a "Troika"! 

4. Por outras palavras, balança comercial, dívida externa, crise social, crise cultural, balança de pagamentos, desindustrialização, deslocalização de empresas, investimento estrangeiro, retrocesso tecnológico, imigração ilegal, (falta de) respeito pelas instituições, "fendas" no sistema democrático, etc.

Aguardemos então, tal como pacientemente aguarda o Xi; ele não está lá há 12 anos apenas por acaso e por isso, também, anda em périplos pela Ásia; tal como o miserável Putin, não está lá por mero acaso).
AC

domingo, 20 de abril de 2025

 QUE SE PASSOU de 1997 a 2025 ?

Este livro é de 1997. Nesta altura este ideólogo, este influente homem na política externa americana escrevia isto que mostro em baixo.


Que se passou de 1997 a 2025, que se alterou na visão que em 1997 a China deveria ser um aliado natural dado o que nesta página o autor explica, e aquilo que aparentemente vigora agora nos EUA relativamente à China?

Eis um tema muito interessante de se estudar com profundidade, para lá dos vómitos do Trump.

AC

quinta-feira, 17 de abril de 2025

GLOBALIZAÇÃO

A globalização irá manter-se, aumentar, ou recuar ?

Se recuar, o que surgirá? 
Zonas de influência? Americana? Chinesa? Indiana? Russa? Alemã?

Bom dia.
Páscoa quase à porta. Saúde, boa sorte!
AC

quarta-feira, 16 de abril de 2025

AGORA  PINGUINS
Falou-se de PINGUINS, melhor, galhofou-se . . . eh . . . eh . . . olha olha, tarifas sobre pinguins.
Agora recordam-se declarações, posturas, decisões, legislação, tudo do passado, como por exemplo este discurso de Ronald Reagan.

Agora . . . . toma lá taxa . . . . suspendo por uns dias . . . . toma lá taxa . . . . ai é . . . toma lá tu agora uma taxa violenta . . . . e não te compro aviões . . . . e olha os "chips" . . . 

Antes de continuar, deixar nota de que não sou economista nem tenho formação financeira.

Mas de algumas coisas tenho a certeza:
* Trump é, para mim naturalmente, um ser insuportável por todas as razões, mas não é certamente um bronco completo; é um doido varrido, a fazer teatro, péssimo teatro, na minha opinião para "epater les bourgeois" quanto a problemas concretos e complexos e difíceis na economia e na indústria americanas, coisa que vem pelo menos desde os tempos de Obama,

* em todos os discursos e posições, tal como no sempre badalado Krugman, é preciso ler mais do que nas entrelinhas, ler o que não está escrito ou dito, ou está disfarçado/ distorcido,

* as circunstâncias da vertente externa dos anos 70, 80, 90 do século passado são completamente diferentes do século XXI.

Por cá e lá por fora, por um lado galhofa-se com várias coisas que são vomitadas por Trump (também acharam o Carter um tolinho vendedor de amendoins . . . ), por outro, muitos dos que protestam contra o protecionismo olham para o lado quanto ao protecionismo e ao "dumping" praticados por imensos países a começar pela China, que o pratica há muitos anos.

Algumas piadas e "cartoons" são verdadeiramente deliciosos, verdadeiras maravilhas, opinião pessoal naturalmente.

Naturalmente, nada disto invalida o que penso do oxigenado. Péssimo.

Mas a questão é bem mais funda, complexa, e não sei para onde tudo se vai encaminhar. 
Houve uma inarrável encenação com quadro nos jardins da Casa Branca, depois mais detalhes e ordens executivas (que palhaçada), depois, mais cancelamentos de tarifas, depois tirar telemóveis e outras coisas do cabaz de material a castigar com tarifas, etc. Deplorável!

Ir ao fundo das questões, urgentemente, com rigor e ponderação, e detalhe económico e financeiro, perceber-se o que está para lá dos teatros e dos vómitos do Trump . . . . isso é que vários dos "spinsdoctors", opinadores, pés de microfone, muito jornalismo, e até premiados disto e daquilo, isso é que não, dá muito trabalho esmiuçar tudo ao pormenor. Será que lhes convém?
Basta ficar pela fantochada do oxigenado, trocarmos bonecada pelas redes sociais. Giras por sinal.

Ah, naturalmente, que a candidatura do Louçã e dos outros dois "seniores", vai acabar com o Trump, vai repor as regras internacionais de comércio agora estioladas! Que, se calhar, no passado, eles criticaram!

É como estamos. Dificilmente isto terá conserto!

Que temos pela frente? Diria o bom do La Palisse:
- incerteza abissal,
- impactos económicos de imprevisível consequência, 
- a China está irritadíssima, as decisões da retaliação isso mesmo mostram; mas nunca pararam com o dumping caseiro,
- não creio que na China, em toda a Ásia, em África nas Américas Central e do Sul, paguem aos trabalhadores como na Europa, onde se tem em conta múltiplos factores sociais e ambientais, 
- temos pela frente, cá e lá fora, os estadistas e os estatistas, assumidamente proteccionistas noutros tempos, sempre protectores de produção local e sempre a protestarem e, aparentemente, adeptos do liberalismo económico, 
- haverá recessão? crescerá a inflação quer nos EUA, quer na Europa, por exemplo?
- que reações, e que decisões a curto/ médio prazo do FED dos EUA, BCE, Banco de Inglaterra, Banco Central Alemão?
- os preços vão certamente subir, todos, embora Trump diga que o preço da energia está a baixar, e mais os ovos, e que está a entrar muito dinheiro nos EUA,
- Trump, em termos concretos, fez uma declaração de guerra, guerra económica; e estamos em guerra, a sério, só não há mortandades humanas, mas virão, a prazo, fome, pobreza, 
- Os EUA querem, rapidamente, creio, desvalorizar o dólar, atrair investimento estrangeiro, e descer o valor do que a China tem em carteira da dívida dos EUA,
- Trump quer forçar a reindustrialização dos EUA, daí procurando efeitos também para redução do défice do país e o défice comercial. 

Como grande ignorante destas coisas posso estar enganado, mas a essência disto tudo é, para mim, a CHINA e alguns outros países asiáticos. 
Os EUA, estarão a ficar convencidos, FINALMENTE, que perderam muito dos avanços tecnológicos que tinham sobre os outros?

Alguns referem e de certa maneira com alguma razão, que Trump 
viola agora as obrigações perante a Organização Mundial de Comércio (OMC). 
Mas o que acho curioso, entre outras coisas, é que quem faz certas críticas talvez não tenha declarado no passado guerra verbal às práticas da China e de outros asiáticos.

Claro que os EUA ajudaram a edificar o GATT (Acordo Geral de Taxas Aduaneiras e de Comércio) de 1947, e mais tarde o que vigora agora, a  OMC, ou melhor, o que até há semanas vigorava.

Com esta palhaçada de definição de tarifas para quase todos os países do mundo por parte dos EUA, com o anúncio de entrada em vigor do tarifário, com o protelamento de muitas tarifas, com o adiamento depois para alguns, com um apertão fortíssimo sobre a China, com a violenta retaliação formal da China, com o Trump a dizer que espera chegar em breve a um acordo comercial com a China, com a Ursula a dizer que espera chegar a um bom acordo com os EUA, etc., em que ponto concreto está o mundo comercial?
Um pastelão!

Será mesmo o fim de uma era de progressiva liberalização das trocas internacionais?

No meio deste aparente terramoto, é sempre curioso recordar certa esquerdalhada que não há muito berrava contra a OMC e agora . . . . 

A que cheira a indignação dos países Europeus e designadamente dos que incorporam a UE? Aplicar tarefas aos carros chineses já não é problema?

E que tal olhar para dentro de "casa"? 
Ou o assobiar para o ar a ver se não percebemos a incoerência grosseira da própria UE que dentro de portas tem barreiras de facto? 

Esta palhaçada recorda-me a eleição presidencial em 1992, nos EUA, em que um dos candidatos era um ricaço chamado Ross Perot.
Assisti (estava em representação do país em Haia) a vários episódios da campanha eleitoral.

Recordo como se fosse hoje, quando ele dizia que os EUA tinham que ter e continuar a manter um grande avanço tecnológico sobre os países que um dia poderiam ameaçar os EUA.
Batatas fritas, produtos congelados, bonés, T shirts, etc., tudo isso devia ficar para os países da América Central, o México, China, etc.
Os EUA deviam manter a liderança em computadores, satélites, foguetões, armamento, nuclear, aviões, energia, espaço, etc.

Qual era a América do Norte que existia em 2000, e a que existe hoje?

As empresas norte-americanas dependem da obtenção de muitas  matérias-primas e outros produtos indispensáveis à sua atividade.
Os EUA são ricos em muita coisa, mas também precisam de muita coisa de fora. A queda da siderurgia é um dos seus dramas. E os chips?

Não deve haver dúvidas, estamos em plena guerra EUA-CHINA/ Ásia.

Pessoalmente, para lá dos vómitos e péssima representação do louco   oxigenado, creio que a procissão está ainda dentro da igreja.

Aguardemos.
António Cabral (AC) 

terça-feira, 8 de abril de 2025

A  EUROPA  da  Ursula

A China prossegue, pondera, age, avança.

Os EUA, até agora, mau grado o louco oxigenado, age, bem ou mal.

Dona Ursula . . . . faz reuniões, esquece os tratados, define intenções, continua a regular embora me pareça não regularem muito bem da cabeça quer ela quer os vários comissários.

Agora, para o louco oxigenado, disparou que negoceia, e apresentou tarifa zero para várias coisas, nomeadamente industriais.

Fica-me a sensação que é tudo estados de alma, pouco ou nenhum rumo.

Aguardemos

AC