Mostrar mensagens com a etiqueta Ocidente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ocidente. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 30 de setembro de 2025

O  OCIDENTE

O Ocidente continua a arrogantemente considerar-se o centro do mundo.

Ou não? 

Olhe-se a Europa por exemplo, e para esta deplorável dupla.

Parece século XIX, a dama e o mordomo!
AC

quarta-feira, 30 de abril de 2025

TARIFAS,  DUMPING,  DESINDUSTRIALIZAÇÃO OCIDENTAL

Esta minha bela camisa foi manufacturada no Reino Unido. Já a tenho há bem mais de dez anos.
Não foi feita na Índia, Singapura, China, Indonésia, Vietname, Bangladesh etc.

Quando estive nos EUA, três anos em representação do país, um dos meus entreténs quando ia ás lojas para comprar alguma roupa para mim ou para a família era procurar artigos de vestuário que fossem fabricados nos EUA.
Estes meus velhinhos bonés são dois dos poucos que encontrei "made in USA" 
Estes exemplos, corriqueiros, são uns entre milhões.

Outro exemplo: existem uns telemóveis muito simples, basicamente só para telefonar e receber chamadas, pequenos, leves, mas com as teclas grandes adequadas para idosos com dificuldades várias e designadamente de visão.

Fui comprar um pois o da minha muito idosa mãe pifou. O novo custou-me 34,00 Euros.
Adivinhem onde foi feito tal como o carregador?
Isso . . . . na China.

Haverá muitos argumentos pró e contra esta situação global.
não sou economista, nem financeiro, nem gestor.

Mas, das seringas a "N" a outros infindáveis materiais para hospitais é grande parte dele fabricado na China.

A china andou anos e anos a tentar entrar até que conseguiu: está na OMC.
Sempre praticou o Dumping em tudo, resultados à vista.
Agora queixam-se?
AC

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

UNIDADE   HOSPITALAR,   REBENTADA

Depois de, desde há dias e sem pressas, reler sobre o "Exodus", reler vários artigos antigos, livros, reler pedaços diversos de história mundial, recordar conversas sobre geopolítica e relações internacionais que tive com estrangeiros, e recordar conversas que tive com "alguém" que assistiu no local logo a partir do 2º dia da guerra do Yon Kippur, ao corrupio incessante de aviões militares de carga americanos a pousar nas Lajes, reabastecer, e seguir para Israel, algumas palavras sobre a presente tragédia, que é a mesma de sempre, apenas variando contornos.

Mantenho muitas dúvidas, desconfio de todos os protagonistas. 

Os interesses, de todo o lado, continuam a prevalecer.

Antes de prosseguir, recordar que em 1978, neste dia 27 de Outubro, Menachem Begin e Anwar Sadat foram galardoados com o Nobel da Paz. 

PAZ! . . . . . . . . . .

FACTO - Existia, em Gaza. Deixou de existir.

FACTO - Muito provavelmente, centenas de mortos, centenas feridos.

FACTO - Alguém e algo fez aquilo explodir.

1ª hipótese - origem israelita.

2ª hipótese - origem Hamas, involuntária, ao estarem eventualmente a retirar material que tinham lá escondido/ armazenado, ou a dispararem engenhos de muitíssimo perto dali. Bem sei que eles não se escondem nos edifícios civis, não cavam túneis, etc.

3ª hipótese - origem de outrem, interessada em culpar Israel.

4ª hipótese - origem de afiliado terrorista, desastrado, disparando relativamente abrigados perto da zona do hospital, acidental, portanto.

Guerra da informação

- Em crescendo.

- Do lado de Israel, desmentindo.

- Do lado do Hamas e dos muitos amigos, desmentindo também que foram eles.

- O autor nunca se confessará publicamente.

- Interessante como o Hamas indicou logo e com precisão o nº de mortos. Foram 500 e não, por exemplo, 489 ou 523; mais recentemente lá mandou dizer que eram outros os números; a probabilidade de tudo o mais ser diferente do anunciado inicialmente é também enorme.

- Lamentável, como se reproduz incessantemente tudo vindo do Hamas e acólitos, sem uma tentativa deontológica de esperar por avaliação, contraditório. Inarráveis ditos jornalistas e criaturas da ONU, sempre a contarem o mal contado, o tendencioso.

- Mas, do lado Israelita, penso que as coisas também têm que ser ponderadas com muita mas muita cautela.

ENFIM, naquela zona, com mais mortos ou menos mortos, serão já milhares, assim continuamos, pelo menos desde uns bons anos antes da II GG. 
Eu não percebo praticamente nada destas coisas mas já me interroguei se naquela zona não haveria aquíferos, mas creio que sim. Água potável, ou nunca foi tratada?

HISTÓRIA
Israel é independente desde 1948. Hamas foi aparentemente criado em 1987. Creio legítimo afirmar que as acções do Hamas e de outros foram enfraquecendo a Autoridade Palestiniana.

Lord Balfour (1917, Sykes, Picot, são três das muitas personagens que muita culpa têm no cartório designadamente quanto ao Médio Oriente.
Mas a realidade é que depois deles e rebentado que foi o império Otomano e o fim da I GG, sucederam-se conferências, tratados e acordos, de onde vieram a resultar crescentes conflitos. Nada de espantar.

Muito se pode ir buscar aos interesses e ambições das duas grandes potências coloniais pré- IGG, potências com sede em Londres e Paris. Depois de 1945 acrescentou-se decisivamente a cada vez maior nulidade que é a ONU e os interesses dos blocos antagonistas, cada qual esgrimindo - o meu sistema de liberdade é melhor que o teu!
Dá no que dá, e está à vista por todo o mundo. 

Da I GG ao final da II GG, os ingleses mandavam na Palestina. Tiveram um mandato da Sociedade das Nações creio que desde 1920 para gerirem a Palestina. Depois passaram-na para a ONU, formada em 24 de Outubro de 1945. Antes e depois disso, resultados catastróficos.

Quem estuda seriamente história sabe o que se seguiu. E sabe o que se terá passado lá atrás há 3000/ 3500 anos, e daí para cá.
Até os Ingleses pagaram bem caro com o terrorismo dos judeus (Haganah, Palmach, Irgun, Lehi). Terroristas, alguns dos quais como Begin vieram um dia a ser gente importante, pisando alcatifas nas principais capitais do mundo. Passou a estadista.

Não foi só Begin (com direito a nome de avenida), estou a lembrar-me de Arafat que durante anos, creio, andaram a tentar matá-lo até que um dia, também, já confraternizava nos salões mundiais. Outro estadista mas, coitado, acabou mal.

Quando se olha aos mapas retratando as evoluções no Médio Oriente, quando se olha ao teor de inúmeras resoluções da ONU e quem as votou favoravelmente, a conclusão que qualquer menino do 6º ano de escolaridade tira é a seguinte - eh pá, que grande palhaçada!

Na tragédia que se desenrola por lá não há inocentes políticos, nenhuns, de nenhum lado. Nem Palestinos, Hamas, Autoridade Palestiniana, grupelhos terroristas vários, Egipto, Catar, Arábia Saudita, Abu Dhabi, Turquia, Irão, EUA, UK, França, Jordânia, Rússia, China, etc.

No plano conceptual - todos têm o direito a defender-se. Certo.

Mas, e olhar bem as realidades?

Realidades Formais:
- Basileia, 29 Agosto 1897, criação do movimento Sionista em congresso presidido por Theodor Herzi; objectivo principal, a criação de um Estado de Israel, 
- alicerces da tragédia em causa, a independência de Israel, e a realidade que é, nenhum dos países no Médio Oriente querer ficar dentro de portas com os Palestinianos, que consideram um problema,
- nos judeus que estão lá, que começaram a emigrar para Israel antes da II GG, há semitas e não semitas, 
- direito internacional, direitos humanos, 
- interferências externas, contínuas, da parte das super-potências, das grandes potências, e das potências regionais, 
- tentativas para criar condições de bem-estar e paz na região,
- estabelecimento de relações pacíficas e de boa vizinhança,
- dois Estados, Israel e Palestina,
- dificuldades da gestão do processo de paz no Médio Oriente, 
- os bons princípios e valores sempre invocados.

Realidades no terreno:
- invocação do direito internacional apenas e sempre que convém,
- corrupio patético de políticos medíocres pelas capitais da região 
- não cumprimento de quaisquer das resoluções da ONU,
- os interesses dos EUA, Israel, Rússia, China, Turquia, Irão, Arábia Saudita etc. prevalecem,
- actos terroristas constantes,
- bombardeamentos constantes, de um lado e do outro,
- do lado de todos os que se opõem a Israel, clivagens, fragilidades, desentendimentos, corrupção,
- por parte dos oponentes, afirmação clara de que Israel tem de desaparecer,
- território que deveria ser Palestina cada vez mais comido por Israel,
- ajuda política das potências regionais e no bom sentido, é nula,
- lóbi judaico activo por esse mundo fora e nomeadamente nos EUA,
- acção política da UE, patética, ridícula, inexistente, vergonhosa,
- não creio verdadeira isto é, com correspondência na realidade, a afirmação de que antes judeus e palestinos e árabes sempre se deram bem,
- incessantes discursos de, ódio, racismo, violência,
- campos de refugiados por todo o lado, 
- miséria e desgraças por todo o lado,
- ajuda humanitária quase inexistente,
- colonatos em crescendo, 
- dirigentes Alemães deslocaram-se a Israel. 

A minha síntese:
- a galinha, o ovo, o ovo, a galinha, 
- o ataque do Hamas de 7 de Outubro passado é terrorismo puro e clássico, é horror,
- horror igualmente, por exemplo, os ataques passados a campos de refugiados por exemplo os então dirigidos pelo gordo Sharon, 
- há décadas que não há praticamente nada que não mereça condenação à luz do direito internacional e dos direitos humanos,
- se fizermos as contas, 2023-1933= 90 anos, são 90 anos e passado este tempo creio poder dizer-se que já ninguém tem razão. 

CONCLUSÃO
Implementar o que está na resolução da ONU, dois Estados, Israel, Palestina, é realista, hoje?
Este o drama, creio.

O ditado português creio que aqui se aplica - começou mal, tardará ou nunca se endireitará.
Começou mal. 
Começou, antes da II GG e depois, basicamente penso eu, como que parcial reparação do Holocausto, ao mesmo tempo que EUA, Rússia e outros trataram de para lá despacharem uns valentes magotes de judeus, assim perturbando ainda mais os mundos Árabe e Muçulmano já de si muito separados.
Não vai acabar bem.
António Cabral (AC)

Ps: voam loas e críticas às últimas palavras de António Guterres.
Permita-se-me um comentário sobre, este sempre pastoso agente político da Internacional Socialista, e também as lamentáveis tiradas Israelitas.

Em diplomacia, nas relações internacionais, não se devem colocar uns como maus e outros como bons. 
E deve tentar-se que haja sempre uma porta entreaberta ou pelo menos uma janelinha, para tentativa de negociação. Poucos centímetros que seja.
Não se deve dar nada por encerrado, pois deve ser sempre possível  recuo diplomático, alternativa, ponderação, outras e novas perspectivas.

As palavras têm significados e mesmo em relações internacionais é decisivo nunca esquecer isto. Nem a forma como se começa uma declaração.

Penso que não se deve perder uma única oportunidade para relembrar, a crescente falência da ONU por culpa dos blocos/ dos poderosos/ dos médio poderosos, o não acatamento das resoluções relativas ao Médio Oriente, a responsabilidade de vários países nesse não acatamento e designadamente Israel.

Mas também me parece que não havia necessidade de Guterres dizer o que disse na forma que disse, começar a sua declaração como começou - É importante reconhecer também que os ataques do Hamas não aconteceram no vácuo. O povo palestiniano foi submetido a 56 anos de ocupação sufocante. Viram as suas terras serem progressivamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência, a sua economia está asfixiada, a sua população deslocada e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer. Mas as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas, e esses terríveis ataques não podem justificar a punição colectiva do povo palestiniano.

Claro que os ataques do Hamas não vieram do vácuo. 
Todos os intelectualmente honestos à superfície terrestre sabem disto, perfeitamente, sabem dos vários horrores sobre os civis Palestinianos durante décadas, sabem das mortes de inocentes israelitas e palestinianos durante décadas. Mas, salvo melhor opinião, foi um início de declaração desastrado.

O que se ganhou para o processo do Médio Oriente, para a tragédia naquela região, com as palavras de Guterres?
Creio que absolutamente nada. 
Que se ganhou com a sua ridícula postura/ presença já no Egipto a olhar para a fronteira fechada? NADA. 

Porque não falou Guterres explicitamente sobre a resolução da ONU definindo a criação de dois Estados, Israel e Palestina, porque não referiu explicitamente e um por um, os países que votaram essa resolução e em que sentido votaram? 
Porque não enfatizou isto, porque não enfatiza isto? Adivinhem.

Sim, Guterres não desculpou o Hamas, isso é muito claro, e por isso sublinhei partes das suas palavras. Só intelectualmente desonestos afirmarão o contrário.
Mas começar como começou - não aconteceram do vácuo - os intelectualmente desonestos logo apareceram a berrar, como se viu. 
É Guterres, com conversa mole e redonda.

Quanto aos Israelitas, nomeadamente o embaixador na ONU e o ministro dos negócios estrangeiros, o mínimo que se pode dizer face à sua desonestidade intelectual é - patético. 
Nunca cumpriram nada emanado da ONU. NADA.

Posso estar enganado, mas creio que nunca nenhum SG da ONU se demitiu. 
Houve um que mandaram matar, perdão, o avião onde seguia caiu! 
Foi Dag Hammarskjöld.

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

GUERRA  na  UCRÂNIA
URSS, RÚSSIA, CIS, UCRÂNIA, os vários TÃOS, EUA
Em 30 de Abril de 1999, a conselho insistente de um quase oficial general das FA americanas com quem me relacionei e muito abordei a geopolítica durante cerca dois anos, comprei este livro, em Norfolk, no estado da Virgínia, EUA. Edição de finais de 1997.
Zbigniew Brzezinski, político e pensador americano foi um homem importante e, entre outras coisas, foi um conselheiro nacional decisivo na Casa Branca.

Está lá tudo bem explicadinho, como os EUA deviam tratar do mundo e manter a sua posição de super-potência.
Entre muitas perspectivas e orientações ZB junta mapas diversos, muito interessantes na minha opinião, de onde se percebe claramente o que se foi passando desde 1989.
Mas há quem acredite em histórias da carochinha, e do cinema e do entretenimento designadamente nos e sobre os EUA, sendo que sobre a URSS/ Rússia e China também há várias pitorescas.
AC

segunda-feira, 25 de setembro de 2023

NESTA FAMOSA PAZ Pós 1945,
Como estamos de guerra na Ucrânia?

Sim, vamos lá, como estamos nesta guerra, Ups, . . nesta operação militar especial?

Lamento falar em guerra, oh canalha PUTIN.

Guerra é coisa que depois do fim da II GG em 1945, depois de na baía de Tóquio o diplomata japonês se ter sentado em frente ao hirto McArthur e ter assinado pelo Japão a rendição incondicional, depois de confirmado o poder dos Estados Unidos, depois da fundação da ONU onde agora perora o mole Guterres, nunca mais haveria guerras.
Nunca mais houve guerras, certo? 
Só operações militares especiais, esta na Ucrânia, Síria, Afeganistão (Rússia, EUA), Norte de África e outros, Líbano, Iraque, Palestina, Kosovo, Chechénia, Sérvia, etc.

Anda muita gentinha por aí num crescente frenesim, de viagens e discursos e propaganda e contra informação.
O que desde logo recomenda muita prudência e desconfiar quase da própria sombra.

O actor/ presidente Volodymyr Zelensky bem amestrado por certos círculos ocidentais prossegue as suas diárias arengas e, certo de que não é apeado do poder, já se ausenta vários dias do país depois de mais uma grande varridela de governantes e funcionários vários. 

Passeou a sua vestimenta característica pelos EUA, Canadá, ONU, discursou aqui e acolá, deu entrevistas, teve muitos encontros bilaterais, teve reuniões de trabalho, teve palco, e clamou por mais dinheiro e mais armamento.

Os argumentos que apresentou foram os da cartilha do costume.
Do lado ocidental, também não houve novidades, foi a cartilha do costume.
Do lado da Rússia, também nada de novo e inovador, o inarrável Lavrov caracterizou o Ocidente como o império de mentiras, o que não é completamente mentira. Tem é de mudar de óculos para ver melhor o que se passa lá por casa.
Verdade se diga, se o homem não falasse assim um destes dias ou o avião explodia ou tropeçava e caía de uma varanda!

Mais dinheiro, mais armamento.

Pois é, o factor tempo e aquela coisa chatíssima das democracias - as eleições - estarão a começar a preocupar Zelensky.
Ele não se confessará em público mas já percebeu que as duas coisas correm contra ele. Polónia, Hungria, EUA e os que ainda não se confessaram começam a fazer cada vez mais contas.
O dinheiro que vai para Zelensky/ Ucrânia não vai para as necessidades dos países doadores.

Eu disse doadores?
Estou em crer que doações serão muito poucas, e com o passar do tempo, seja de que forma for, do Reino Unido aos EUA e a todos os outros, quererão recuperar o que foi entregue/ empatado. Veremos.

Mas, e negociações, planos de paz?
Aparentemente NADA. Lavrov frisou isso.

Mas, no terreno, militarmente?
Lavrov confessou que está a haver crescentes danos na Rússia provocados por mísseis e drones. A Crimeia e nomeadamente pontes e bases militares já não estão a salvo. 

É por demais evidente a lembrança de Lavrov - o Ocidente, com o seu apoio a Kiev, estar já diretamente em confronto com Moscovo: "Podem chamar o que quiserem, mas eles estão a combater contra nós.  

Quanto à contra-ofensiva de Zelensky que terá sido iniciada em Junho passado, aparentemente as coisas não estarão famosas.
Quando, abertamente, no Reino Unido e nos EUA, começam a questionar o andamento da guerra, quando começam a surgir vozes a pedir contas sobre os rios de dinheiro enterrados na Ucrânia, isto significa que os ventos que sopravam numa direcção estão a abrandar?
Significa que poderão vir a mudar de direcção?

Algumas coisas me parecem prováveis no terreno:
- os avanços das tropas Ucranianas serão frouxos,
- as posições Russas não se alterarão muito,
- os bombardeamentos sobre a Ucrânia prosseguirão,
- os mísseis e drones Ucranianos cada vez mais tentarão acertar em território Russo.
La Palisse não diria melhor.

Por outras palavras, não estou a ver o fim disto.
E até que ponto a Rússia vai continuar a suportar os ataques a várias zonas na Crimeia e não só?

Agora mais a sério, não estou a ver o fim disto, o que dá muito jeito a vários governos para se desculparem de muita coisa, mas está a parecer-me que a situação - toma lá míssil e drone, recebe agora míssil e drone - não vai continuar assim por muito tempo. Vai piorar.

Aguardemos. 

Ah, o discurso de Marcelo foi muito importante para reverter a situação!
AC

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Presidente do Irão acusa Ocidente de promover homossexualidade 

Raissi diz que "o Ocidente está agora a tentar promover a ideia da homossexualidade e, ao promover a homossexualidade, está a tentar acabar com a raça humana".

"O Raissi arrisca que lhe "passem" uma Fatwa aqui do Ocidente!
AC

terça-feira, 28 de setembro de 2021

15  a  31  AGOSTO  2021. Para não esquecer!

A 15, os Taliban já se passeavam por quase todo o Afeganistão. Americanos e outros Ocidentais agrupavam-se à volta do aeroporto de Kabul. Ao que parece, a enorme e famosa base aérea em Bagram tinha sido já abandonada. A 31, o último soldado americano e o último avião militar abandonavam Kabul, acabando assim uma debandada logo amplamente festejada pelos Taliban com rajadas de metralhadora.

Parece corresponder à realidade a assinatura em Fevereiro de 2020 de um acordo entre os Taliban e a administração americana do inarrável Trump.

Teoricamente, os EUA e aliados formaram durante anos umas fantásticas e super eficientes forças armadas do Afeganistão, dizem por aí que algo à volta de 300 000,00 homens. Viu-se a categoria dessas forças armadas.

Se há uma lição a tirar, é a de que não deve competir a nenhuma potência impor a outro país por meios militares um regime político ou um modo de 
vida. Mas aqui na Europa, particularmente, continua a considerar-se que a democracia se instala por decreto, a partir de Estrasburgo, ou Bruxelas, ou Paris, ou Berlim. Resultados à vista, como entre inúmeros exemplos, o da intervenção na Líbia sobretudo a cargo de França e Reino Unido com os excelentes e conhecidos resultados em todo o Norte de África, resultados que têm descido pelo continente Africano.

Os Taliban terão ficado com milhares de sucata militar, muita propositadamente destruída, embora possa não ter havido tempo para tudo inutilizar. Provável, portanto, que por lá estejam helicópteros em condições, um ou outro avião, material bélico diverso.

Portanto, em síntese, um eloquente exemplo de como fazer uma democracia!………….E os contribuintes a pagar os desvarios. 

Retirada atabalhoada, operação de alto risco, democracia falhada, guerra ou insurgência, combater ou não combater, teatro de operações ou fantochada, troca ou não de prisioneiros, falhas ou não dos serviços de informações ditas secretas, retirada organizada ou salve-se quem puder, que é que isso interessa agora?

Na UE, nos seus corredores bem quentinhos e alcatifados passa-se o costume, e por lá naquelas terras distantes também o costume, do anterior, chamando anterior por exemplo, ao tempo em que naquilo que hoje é Índia, Afeganistão, Paquistão etc., andavam por lá os "casacas vermelhas" do Reino Unido, e que bem se tramaram em certas zonas e desfiladeiros. 

Entretanto, os Taliban estão a colocar no desemprego os barbeiros, nada de cortar barbas! Isto continua curioso. E é para não esquecer. Nada de bom auguro. Mas aqui no Ocidente rasgamos as nossas origens judaico-cristãs e decretamos democracia e solidariedade por loas constantes e diárias junto dos OCS, e por decreto.

AC

segunda-feira, 13 de julho de 2020

TURQUIA,  ERDOGAN,  IMPÉRIO......
O que se vem passando na Turquia não é novidade nenhuma para mim. Porquê?
Porque a primeira mulher do meu cunhado mais novo divorciou-se muito cedo e veio a casar com um diplomata Turco que conheceu em Lisboa. Um Turco nada ERDOGAN!!!
Já lá vão muitos mas muitos anos. 
Por razões de carreira do marido estiveram algumas épocas fora da Turquia mas aí viveram muitos anos. Com esse casal, que me é próximo pois quer a minha mulher quer as irmãs mantiveram sempre laços muito próximos com a ex-cunhada, trocámos muitas conversas ao longo dos anos. Da Turquia tenho um esboço muito razoável.
É por isso que conheço alguma coisa do trajecto de ERDOGAN, muitos anos mas muitos anos antes de ser presidente.
Por outro lado, por razões profissionais, em 1994 estive numa reunião internacional em Oberammergau, na Baviera, com perto de três dezenas de pessoas de muitas nacionalidades e, entre esses colegas de ocasião, havia dois generais Turcos de elevadas precedência e antiguidade.
Tenho presente como se hoje mo tivessem contado, o que Erdogan foi fazendo ao longo do tempo e da sua ascensão política, bem como esses generais já temiam.
Os resultados estão à vista.
O ditador muçulmano não se comove com as arengas Ocidentais, nem com as tristezas do Papa Francisco, nem com certos/ muitos  inimigos internos. 
Designadamente os últimos 15 anos mostram à evidência o caminhar planeado, seguríssimo, que Erdogan traçou muito antes de ser presidente.
Há muitas décadas Ataturk laicizou a Turquia. 
O seu grande apoio foi o enorme exército. E com isso tratou também de domar o sistema de justiça.
O ressurgimento islâmico está aí, há anos, só não vê quer não quer. A Turquia é apenas uma parte. 
A onda desgovernada de imigrantes sobre a Europa Ocidental é outra parte que todos disfarçam. Estão piores que os 3 macaquinhos.
Santa Sofia está no mesmo sítio, continuará no mesmo sítio, será sempre um extraordinário tema para imensas fotografias dos Ocidentais atarantados e abismados que por ali se passeiam e que pouco ou nada pensam, enquanto outros tratam das coisas a sério, planeadamente.
Até porque Santa Sofia sempre foi mesquita até Ataturk se Ocidentalizar.
É como estamos, com "tristezazinhas", com "indignaçõeszinhas" mas no fim, tal como para a COVID-19, vamos ficar todos bem, não é?
Ai, não me digam que não vai ser? Ai meu Deus, ai......
Ai não quero saber de política, isso é para os políticos e não percebo nada e guerras e conflitos e impérios......ai meu Deus.....
deixem-me viver a minha vidinha, no meu cantinho.
AC