Mostrar mensagens com a etiqueta Sykes-Picot. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sykes-Picot. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Mr  DUPOND, . . . . pardon,  Mr  Macron . . . .

Macron anunciou com aquele ar majestático à Louis XIV - Septembre, sera le mois ou la France dira, oui, la Palestine est un Etat

E assim, sem varinha mágica, Abbas ficará contente, e convencido de que a Palestina é mesmo um Estado. Veremos se o Hamas vai ficar quieto.

Entretanto, imagino que fervilham no Eliseu e nos ministérios as reuniões e a preparação de propostas e de possíveis contractos com vários países do Médio Oriente para ver se conseguem vender-lhes uns armamentozitos, porventura uma ou duas centrais nucleares da nova tecnologia Francesa, etc. "Les amis, toujours!

Pelo que se sabe/ Lê por aí, fervilham promessas de petrodólares a escorrer para investimentos em França. Nada é por acaso. Nem Qatar!

Provavelmente, também, à boa maneira de um célebre democrata português que mandava arrebanhar edições de livros que lhe eram inconvenientes, Macron é bem capaz de já ter mandado esconder nas livrarias tudo aquilo que recordasse Picot e os esquemas que encetou e concretizou com o colega britânico Sykes, ambos a mando obviamente dos respectivos chefes de Estado /governos de então. 

Mas Sykes-Picot foram os nomes que ficaram para a história, trágica. 

Esquemas Franceses e Britânicos cujas consequências vemos e sofremos no Médio Oriente e em África. Esquemas que prosseguem, com roupagens século XXI.

Nada de pessoal.

"Just business", como se vê nos filmes mafiosos e policiais.

O costume!

AC

terça-feira, 15 de outubro de 2024

MÉDIO ORIENTE e HENRIQUE CYMERMAN
Estive a rever as declarações de ontem de Henrique Cymerman acerca dos ataques israelitas no Líbano, acerca da descoberta das infra-estruturas do Hesbolath (túneis, etc.) que terão sido construídas durante anos nas barbas da UNIFIL, etc.
Pormenor a que os Woke e os media nada ligam, detalhe insignificante.
Estou enganado ou a UNIFIL foi mandada há anos para o Líbano para estar na fronteira Sul? NA FRONTEIRA, e não recuada a apanhar passarinhos!

Henrique Cymerman é um reputado jornalista, considerado por todos os intervenientes nesta tragédia de décadas.

Este jornalista, ao mesmo tempo que descreve os massacres executados por ambos os lados desta tragédia, tem sido um jornalista rigoroso.

Não sei se nesta tragédia do Médio Oriente se pode questionar se apareceu primeiro a galinha ou o ovo.

O que está historicamente documentado e como já referi em outros postais, é que "este caldinho" se iniciou no tempo do império Britânico  e do Francês que, antes da I GG e durante ela gizaram o que veio a acontecer.
Entre as duas GG e desbastado o império Otomano ficaram com mandatos reconhecidos pela Sociedade das Nações sobre Egipto Abissínia, Síria, Iraque, Arábia Saudita, Líbano, Palestina e vários etc.

Com Balfour, Sykes-Picot e muitos outros no terreno as coisas foram progressivamente deteriorando-se.

Entre muitas outras coisas, com mais ou menos êxodos, as organizações Judaicas foram sempre comprando terras e mais terras.

Depois, mormente os Britânicos, começaram a sofrer crescentes atentados, actos de verdadeiro terrorismo por parte de populações árabes, palestinas mas especialmente pelos tristemente célebres Irgun, Haganah, Stern. 
Os anos 20 e 30 d0 século passado foram particularmente violentos.

O "caldo" Sunitas versus Xiitas complica ainda mais tudo isto.

Pessoalmente tenho a sensação de que voa dinheiro de vários lados   para apoiar Hamas, Hesbolath, Houtis, irmandades várias, que são os "proxy" nomeadamente do Irão.

Tenho a sensação /certeza do apoio maciço dos EUA a Israel.
Tenho a sensação de que o Irão e Rússia se entendem.

Nada me admiraria que quem agora se atira aos actuais inimigos poderá ter tido negócios com eles décadas atrás.
A este propósito lembro-me sempre dos EUA a fornecer os combatentes contra a Rússia ocupando o Afeganistão e depois . . . 

Em resumo, praticam-se diariamente crimes de todos os lados, violações do Direito Internacional, andaremos perto de genocídio.
Todos os dias Israel ataca o Hamas e o Hesbolath e estes Israel.
Todos os dias ou quase são atingidas instalações que o não deviam ter sido.

Estou convicto que em vários casos os homens do Hamas e Hesbolath se escondem onde não deviam, se servem das populações civis e não deviam.
Casos haverá de certeza em que não estarão lá Hamas ou Hesbolath mas como estiveram antes em outros locais PIMBA.

E não saímos disto. 
Mundo para melhor?
Dois Estados na Palestina?

E afirmam estas coisas sempre sem se rirem.

Em que acredito?
Inviável dois Estados. 
Desde logo com o Irão e outros a dizer, SEMPRE, Israel é para desaparecer.

Amanhã começa a chover!
AC

terça-feira, 1 de outubro de 2024

MÉDIO  ORIENTE
O que no presente se passa é inqualificável.
Da parte de todos os intervenientes, TODOS.  
Os que andam à batatada no terreno, os que ajudam de fora, a ONU, TODOS.

O que se passou há mais de 100 anos não é justificação para os horrores do presente.
Não desculpa nenhum dos intervenientes.

Mas, opinião pessoal naturalmente, esta coisa de querer regressar ao que se passou nesses tempos e repor tudo o que então havia ou, já agora por exemplo, voltarmos ao califado de há séculos, é qualquer coisa de doidos.

Mas em qualquer caso, creio valer sempre a pena olhar à história.
Os três pequenos mapas que coloco a seguir ilustram bem as responsabilidades históricas da França e do Reino Unido mas particularmente este.
O mundo Árabe e o mundo muçulmano, sunitas e xiitas e ramos diversos e suas derivações, têm igualmente culpa em tudo isto. 
Como culpa têm os países ocidentais por tudo o que fizeram e não fizeram antes e depois da guerra 1914/ 1918, no intervalo até 1939, e depois de 1945.
E as hordas de judeus que alegremente a Rússia "despachou" para irem para Médio oriente/ Israel?
Opinião pessoal, naturalmente.
António Cabral

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

ACORDO  SYKES - PICOT
Raiz de conflitos no Oriente Médio


Este tratado gizado durante a I GG pelos diplomatas, pelo Reino Unido Mark Sykes e pela França François Georges-Picot e finalizado em Maio de 1916, definiu a partilha da região pelas duas potências de então.
Entre as muitas características do documento há a famosa (!?!??!) linha na areia por eles definida!

As fronteiras que hoje se conhecem na região nada têm a ver com 1916. Desde o final da I GG em 1918 houve muitos e complexos acordos, tratados, conferências, etc. França e Reino Unido continuaram a luta pelos seus interesses.

Olhando ao que se passa hoje desde 7 de Novembro passado, vale a pena lembrar por exemplo que os Palestinianos estiveram sob o jugo do Império Otomano e depois de 1920 estiveram sob o jogo britânico até 1948.

Os Árabes acreditaram nas promessas Britânicas se eles ajudassem a combater os Otomanos e o resultado…..

Se Sykes-Picot foram o que foram que dizer do Britânico Arthur Balfour e mais a sua tristemente famosa declaração.

Tal como aconteceu em África, no Oriente Médio existem Estados cujas fronteiras foram traçadas negligenciando características étnicas, tribais, religiosas ou linguísticas. De propósito, para criar óbvias tensões, tendentes a pelo menos parciais desintegrações.
Ainda hoje temos a subida de tensão na Cisjordânia.

Assim vai o mundo nesta famosa paz pós 1945.
AC

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

UNIDADE   HOSPITALAR,   REBENTADA

Depois de, desde há dias e sem pressas, reler sobre o "Exodus", reler vários artigos antigos, livros, reler pedaços diversos de história mundial, recordar conversas sobre geopolítica e relações internacionais que tive com estrangeiros, e recordar conversas que tive com "alguém" que assistiu no local logo a partir do 2º dia da guerra do Yon Kippur, ao corrupio incessante de aviões militares de carga americanos a pousar nas Lajes, reabastecer, e seguir para Israel, algumas palavras sobre a presente tragédia, que é a mesma de sempre, apenas variando contornos.

Mantenho muitas dúvidas, desconfio de todos os protagonistas. 

Os interesses, de todo o lado, continuam a prevalecer.

Antes de prosseguir, recordar que em 1978, neste dia 27 de Outubro, Menachem Begin e Anwar Sadat foram galardoados com o Nobel da Paz

PAZ! . . . . . . . . . .

FACTO - Existia, em Gaza. Deixou de existir.

FACTO - Muito provavelmente, centenas de mortos, centenas feridos.

FACTO - Alguém e algo fez aquilo explodir.

1ª hipótese - origem israelita.

2ª hipótese - origem Hamas, involuntária, ao estarem eventualmente a retirar material que tinham lá escondido/ armazenado, ou a dispararem engenhos de muitíssimo perto dali. Bem sei que eles não se escondem nos edifícios civis, não cavam túneis, etc.

3ª hipótese - origem de outrem, interessada em culpar Israel.

4ª hipótese - origem de afiliado terrorista, desastrado, disparando relativamente abrigados perto da zona do hospital, acidental, portanto.

Guerra da informação

- Em crescendo.

- Do lado de Israel, desmentindo.

- Do lado do Hamas e dos muitos amigos, desmentindo também que foram eles.

- O autor nunca se confessará publicamente.

- Interessante como o Hamas indicou logo e com precisão o nº de mortos. Foram 500 e não, por exemplo, 489 ou 523; mais recentemente lá mandou dizer que eram outros os números; a probabilidade de tudo o mais ser diferente do anunciado inicialmente é também enorme.

- Lamentável, como se reproduz incessantemente tudo vindo do Hamas e acólitos, sem uma tentativa deontológica de esperar por avaliação, contraditório. Inarráveis ditos jornalistas e criaturas da ONU, sempre a contarem o mal contado, o tendencioso.

- Mas, do lado Israelita, penso que as coisas também têm que ser ponderadas com muita mas muita cautela.

ENFIM, naquela zona, com mais mortos ou menos mortos, serão já milhares, assim continuamos, pelo menos desde uns bons anos antes da II GG. 
Eu não percebo praticamente nada destas coisas mas já me interroguei se naquela zona não haveria aquíferos, mas creio que sim. Água potável, ou nunca foi tratada?

HISTÓRIA
Israel é independente desde 1948. Hamas foi aparentemente criado em 1987. Creio legítimo afirmar que as acções do Hamas e de outros foram enfraquecendo a Autoridade Palestiniana.

Lord Balfour (1917, Sykes, Picot, são três das muitas personagens que muita culpa têm no cartório designadamente quanto ao Médio Oriente.
Mas a realidade é que depois deles e rebentado que foi o império Otomano e o fim da I GG, sucederam-se conferências, tratados e acordos, de onde vieram a resultar crescentes conflitos. Nada de espantar.

Muito se pode ir buscar aos interesses e ambições das duas grandes potências coloniais pré- IGG, potências com sede em Londres e Paris. Depois de 1945 acrescentou-se decisivamente a cada vez maior nulidade que é a ONU e os interesses dos blocos antagonistas, cada qual esgrimindo - o meu sistema de liberdade é melhor que o teu!
Dá no que dá, e está à vista por todo o mundo. 

Da I GG ao final da II GG, os ingleses mandavam na Palestina. Tiveram um mandato da Sociedade das Nações creio que desde 1920 para gerirem a Palestina. Depois passaram-na para a ONU, formada em 24 de Outubro de 1945. Antes e depois disso, resultados catastróficos.

Quem estuda seriamente história sabe o que se seguiu. E sabe o que se terá passado lá atrás há 3000/ 3500 anos, e daí para cá.
Até os Ingleses pagaram bem caro com o terrorismo dos judeus (Haganah, Palmach, Irgun, Lehi). Terroristas, alguns dos quais como Begin vieram um dia a ser gente importante, pisando alcatifas nas principais capitais do mundo. Passou a estadista.

Não foi só Begin (com direito a nome de avenida), estou a lembrar-me de Arafat que durante anos, creio, andaram a tentar matá-lo até que um dia, também, já confraternizava nos salões mundiais. Outro estadista mas, coitado, acabou mal.

Quando se olha aos mapas retratando as evoluções no Médio Oriente, quando se olha ao teor de inúmeras resoluções da ONU e quem as votou favoravelmente, a conclusão que qualquer menino do 6º ano de escolaridade tira é a seguinte - eh pá, que grande palhaçada!

Na tragédia que se desenrola por lá não há inocentes políticos, nenhuns, de nenhum lado. Nem Palestinos, Hamas, Autoridade Palestiniana, grupelhos terroristas vários, Egipto, Catar, Arábia Saudita, Abu Dhabi, Turquia, Irão, EUA, UK, França, Jordânia, Rússia, China, etc.

No plano conceptual - todos têm o direito a defender-se. Certo.

Mas, e olhar bem as realidades?

Realidades Formais:
- Basileia, 29 Agosto 1897, criação do movimento Sionista em congresso presidido por Theodor Herzi; objectivo principal, a criação de um Estado de Israel, 
- alicerces da tragédia em causa, a independência de Israel, e a realidade que é, nenhum dos países no Médio Oriente querer ficar dentro de portas com os Palestinianos, que consideram um problema,
- nos judeus que estão lá, que começaram a emigrar para Israel antes da II GG, há semitas e não semitas, 
- direito internacional, direitos humanos, 
- interferências externas, contínuas, da parte das super-potências, das grandes potências, e das potências regionais, 
- tentativas para criar condições de bem-estar e paz na região,
- estabelecimento de relações pacíficas e de boa vizinhança,
- dois Estados, Israel e Palestina,
- dificuldades da gestão do processo de paz no Médio Oriente, 
- os bons princípios e valores sempre invocados.

Realidades no terreno:
- invocação do direito internacional apenas e sempre que convém,
- corrupio patético de políticos medíocres pelas capitais da região 
- não cumprimento de quaisquer das resoluções da ONU,
- os interesses dos EUA, Israel, Rússia, China, Turquia, Irão, Arábia Saudita etc. prevalecem,
- actos terroristas constantes,
- bombardeamentos constantes, de um lado e do outro,
- do lado de todos os que se opõem a Israel, clivagens, fragilidades, desentendimentos, corrupção,
- por parte dos oponentes, afirmação clara de que Israel tem de desaparecer,
- território que deveria ser Palestina cada vez mais comido por Israel,
- ajuda política das potências regionais e no bom sentido, é nula,
- lóbi judaico activo por esse mundo fora e nomeadamente nos EUA,
- acção política da UE, patética, ridícula, inexistente, vergonhosa,
- não creio verdadeira isto é, com correspondência na realidade, a afirmação de que antes judeus e palestinos e árabes sempre se deram bem,
- incessantes discursos de, ódio, racismo, violência,
- campos de refugiados por todo o lado, 
- miséria e desgraças por todo o lado,
- ajuda humanitária quase inexistente,
- colonatos em crescendo, 
- dirigentes Alemães deslocaram-se a Israel. 

A minha síntese:
- a galinha, o ovo, o ovo, a galinha, 
- o ataque do Hamas de 7 de Outubro passado é terrorismo puro e clássico, é horror,
- horror igualmente, por exemplo, os ataques passados a campos de refugiados por exemplo os então dirigidos pelo gordo Sharon, 
- há décadas que não há praticamente nada que não mereça condenação à luz do direito internacional e dos direitos humanos,
- se fizermos as contas, 2023-1933= 90 anos, são 90 anos e passado este tempo creio poder dizer-se que já ninguém tem razão

CONCLUSÃO
Implementar o que está na resolução da ONU, dois Estados, Israel, Palestina, é realista, hoje?
Este o drama, creio.

O ditado português creio que aqui se aplica - começou mal, tardará ou nunca se endireitará.
Começou mal. 
Começou, antes da II GG e depois, basicamente penso eu, como que parcial reparação do Holocausto, ao mesmo tempo que EUA, Rússia e outros trataram de para lá despacharem uns valentes magotes de judeus, assim perturbando ainda mais os mundos Árabe e Muçulmano já de si muito separados.
Não vai acabar bem.
António Cabral (AC)

Ps: voam loas e críticas às últimas palavras de António Guterres.
Permita-se-me um comentário sobre, este sempre pastoso agente político da Internacional Socialista, e também as lamentáveis tiradas Israelitas.

Em diplomacia, nas relações internacionais, não se devem colocar uns como maus e outros como bons. 
E deve tentar-se que haja sempre uma porta entreaberta ou pelo menos uma janelinha, para tentativa de negociação. Poucos centímetros que seja.
Não se deve dar nada por encerrado, pois deve ser sempre possível  recuo diplomático, alternativa, ponderação, outras e novas perspectivas.

As palavras têm significados e mesmo em relações internacionais é decisivo nunca esquecer isto. Nem a forma como se começa uma declaração.

Penso que não se deve perder uma única oportunidade para relembrar, a crescente falência da ONU por culpa dos blocos/ dos poderosos/ dos médio poderosos, o não acatamento das resoluções relativas ao Médio Oriente, a responsabilidade de vários países nesse não acatamento e designadamente Israel.

Mas também me parece que não havia necessidade de Guterres dizer o que disse na forma que disse, começar a sua declaração como começou - É importante reconhecer também que os ataques do Hamas não aconteceram no vácuo. O povo palestiniano foi submetido a 56 anos de ocupação sufocante. Viram as suas terras serem progressivamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência, a sua economia está asfixiada, a sua população deslocada e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer. Mas as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas, e esses terríveis ataques não podem justificar a punição colectiva do povo palestiniano.

Claro que os ataques do Hamas não vieram do vácuo. 
Todos os intelectualmente honestos à superfície terrestre sabem disto, perfeitamente, sabem dos vários horrores sobre os civis Palestinianos durante décadas, sabem das mortes de inocentes israelitas e palestinianos durante décadas. Mas, salvo melhor opinião, foi um início de declaração desastrado.

O que se ganhou para o processo do Médio Oriente, para a tragédia naquela região, com as palavras de Guterres?
Creio que absolutamente nada. 
Que se ganhou com a sua ridícula postura/ presença já no Egipto a olhar para a fronteira fechada? NADA. 

Porque não falou Guterres explicitamente sobre a resolução da ONU definindo a criação de dois Estados, Israel e Palestina, porque não referiu explicitamente e um por um, os países que votaram essa resolução e em que sentido votaram? 
Porque não enfatizou isto, porque não enfatiza isto? Adivinhem.

Sim, Guterres não desculpou o Hamas, isso é muito claro, e por isso sublinhei partes das suas palavras. Só intelectualmente desonestos afirmarão o contrário.
Mas começar como começou - não aconteceram do vácuo - os intelectualmente desonestos logo apareceram a berrar, como se viu. 
É Guterres, com conversa mole e redonda.

Quanto aos Israelitas, nomeadamente o embaixador na ONU e o ministro dos negócios estrangeiros, o mínimo que se pode dizer face à sua desonestidade intelectual é - patético. 
Nunca cumpriram nada emanado da ONU. NADA.

Posso estar enganado, mas creio que nunca nenhum SG da ONU se demitiu. 
Houve um que mandaram matar, perdão, o avião onde seguia caiu! 
Foi Dag Hammarskjöld.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

MEMÓRIAS + tragédias
A propósito das tragédias lá para os lados da Síria, a propósito dos sucessivos atentados na Europa, encontrei um resumo, um pouco antigo, que vem a propósito e partilho. 

Nesse mundo de outra fé, teremos uns residuais "Kharijites", uns "poucos" "Shi'ites", e a maioria "Sunnis".
Este "papel", é um simples e muito sintético apanhado sobre as principais divisões do Islão. Mas, para quem não esteja a par do assunto, e se interrogue cada vez mais onde poderemos ir parar, pode dar uma ideia. SUPERFICIAL.
No caso da Síria, teremos gente de vária proveniência, "Ismalites", "Contemporary Ismalites", "Alaouites", "Druze", "Imanites", e certamente uns quantos "Sunites".
Para o "Shi'ism" ao contrário do "Sunism", é atribuída uma importância enorme aos clérigos que têm a missão de interpretar a doutrina e treinar as comunidades.
Mas para se tentar perceber o que se passa na Síria, deve ver-se a história, ir até pelo menos 500/ 600 anos atrás.
A Síria é uma das criações dos famosos Sykes e Picot, (um inglês o outro francês, que delinearam os vários Países Árabes de que hoje ouvimos falar, com fronteiras inacreditáveis. Tudo à conta designadamente do petróleo. A Síria era Francesa.
Esse território governa-se autonomamente há pouco mais de umas 5 a 7 décadas. Tem poucas reservas de petróleo, mas tem acesso ao mar ou seja, pode controlar.
Não por acaso a Rússia tem lá uma base naval.
O pai do actual Assad era Shiita, Ba'ath, e laico, faleceu há anos. Com a ascensão do filho, verificaram-se algumas alterações no país, mas rapidamente o granel se instalou. Irmandade Muçulmana, ISIS, ALNUSRA, Curdos, etc.
Guerra civil iniciada algures no ano de 2011. O caos actual.
Enfim, lembrar que os Árabes são um povo, mas muitas religiões.

Ah, já agora, lembrar que o cocktail explosivo formado por, apoios do mundo Ocidental a uma enormidade de palhaços e loucos radicais que ressuscitaram para as Primaveras Árabes + apoios de monarquias Árabes + a clarividência dos países ocidentais + guerras shiitas/sunitas + sede de se tornarem potências regionais + a mania de exportar democracia + geopolítica + Putin + chacina de laicos e minorias católicas = TRAGÉDIA + Irresponsabilidade + assobiar para o lado.
António Cabral