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terça-feira, 14 de julho de 2026

DEPUTADOS,  o COSTUME 
Deputados, os colocados na Europa e por cá 

Li num dos jornais online afectos às esquerdas que deputados Europeus tendo à cabeça um conhecido deputado do PCP reclamam acções para proteger crianças palestinianas. 

Reclamam acções eficazes e consistentes para proteger as crianças palestinianas e o povo palestiniano face à brutal violência de Israel.
Reclamam das instituições europeias a adopção de medidas urgentes e eficazes que contribuam para pôr fim à agressão israelita contra o povo palestiniano.

Pela minha parte não tenho dúvidas que em várias situações as forças armadas de Israel actuarão à margem de tudo.

É interessante verificar a (legítima e fundada) preocupação para com as crianças palestinianas.
Ainda mais interessante verificar ao mesmo tempo a preocupação para com as crianças israelitas mortas e feridas há décadas sob os projécteis do Hamas e do Hesbolath.
Um NÃO FACTO. 
Como dizia o Sócrates quando era PM - isso não interessa para nada!
Não devem ser crianças, se calhar vermes desprezíveis.

Como de costume para a esquerdalhada a selectividade é um dos seus  dogmas.

E já agora mais uns exemplos da coerência dessa gente.

Para a esquerdalhada portuguesa e europeia e outros, as mortes e violências no Norte de Moçambique e na Nigéria onde nas duas zonas prosseguem as operações terroristas de inspiração islâmica, aí as mulheres e as crianças devem ser coisas certamente desprezíveis, pois não parecem merecer o olhar das esquerdas, a mesma indignação desses democratas. 

O que são essas "coisas" nessas partes de África comparado com os palestinianos?
VERMES certamente!

E assim continuamos.

AC 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Republico

ÁRABES, MUÇULMANOS, ISRAEL, HISTÓRIA
É comum dizer-se que o conflito israelo-palestino se arrasta há qualquer coisa como um pouco mais de três quartos de século.
Essencialmente, creio eu, assentando numa disputa territorial.
Mas também disputa entre descendentes de imigrantes judeus e os árabes palestinianos.
Todos querem a Palestina.
Mas o conflito tem raízes mais atrás.

O território Palestina é uma faixa entre o Jordão e o Mediterrâneo que muçulmanos árabes conquistaram cerca do século VII.
No século XVI foi uma das imensas partes conquistadas pelo império Otomano (Otomanos-muçulmanos não falando árabe) que, entre muito mais, abocanharam Jerusalém, Meca e Medina, locais sagrados para os muçulmanos.

No Médio Oriente Otomano não havia Palestina; a zona a Sul do Líbano e Oeste do Jordão tinha distritos administrativos.
Sabe-se que nessa área a população aí vivendo era maioritariamente muçulmana havendo cerca de 10% cristã.

Curiosamente, no final do século XIX a maior parte dos judeus vivia nas regiões Europeias do império Russo.
Crescentemente, os judeus foram alvo de anti-semitismo.
Estima-se que entre 1882 e 1914 abandonaram a Rússia cerca de 2,5 milhões de judeus, uns para os EUA outros para outros países Europeus.

Em 1886, Theodor Herzl escreveu o livro " O Estado Judaico" e exortou os judeus a formaram um Estado-Nação.
Em 1897 o mesmo Herzl organizou na Suíça a Organização Sionista Mundial e onde se definiu o Sionismo como crença na criação de um lar para o povo judeu, na Palestina.

O passo seguinte foi a criação em 1901 do Fundo Nacional Judaico, para comprar terras na Palestina. Simultaneamente desenvolveram os conceitos - conquista de terra - e - conquista de mão de obra, ou seja, colonizar e cultivar a terra.

O império Otomano não deteve a imigração. E por exemplo em 1907, em Jafa, foi fundado o Escritório da Palestina da Organização Sionista Mundial.
Em 1914 era já perfeitamente claro o colidir entre duas comunidades emergentes: os árabes procurando manter a sua posição de proprietários enquanto sionistas iam comprando cada vez mais terras.

Em 1914 iniciou-se a I GG no fim da qual o império Otomano foi desfeito.

De salientar que em 1915 a Grã-Bretanha fez vários acordos alguns afectando a Palestina.

Em 1915 com Hussein (considerado na altura como o mais relevante líder muçulmano árabe) guardião de Meca e Medina, prometendo-lhe a independência dos países árabes se lutassem com os britânicos contra o império Otomano. Assim foi, em 1916 foi constituído um exército de árabes que teve consequências concretas no decurso da guerra.

Mas em 1916 aconteceu outra coisa decisiva: o acordo Sykes-Picot, dois figurões em representação da Grã-Bretanha e França, distribuindo as terras árabes pelos dois países no pós I GG. 

Basicamente Síria e Líbano para França, Iraque e área do Sinai à Mesopotâmia para Grã-Bretanha.
Quanto à Palestina acordaram que ficasse sob controlo internacional.
Em 1923 a Sociedade das Nações reconheceu os Mandatos Britânico e Francês.

Um outro acordo surge à luz do dia, consubstanciado na famosa Declaração Balfour de Novembro de 1917:
- "O Governo de Sua Majestade vê como favorável a criação, na Palestina, de uma pátria nacional para o povo judaico. O Governo enviuvara todos os esforços para ajudar a concretizar-la.
Existe um entendimento claro de que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes  na palestina, ou os direitos  e estatuto político de que os judeus gozem em qualquer outros país".

Como sempre - sabe-se como começa, nunca se sabe como acaba.

O presente é só mais uma etapa das muitas acontecidas em, 1929, 1936-1939, 1942, 1945, 1947, 1948, 1948-1949, 1950, 1956, 1967, 1972, 1973, 1979, 1982, 1987, 1993, 1995, 2000, 2001, 2006, 2008, 2014, 2021, 2023, 2026.

Como acabará?

AC

quarta-feira, 4 de março de 2026

ÁRABES, MUÇULMANOS, ISRAEL, HISTÓRIA
É comum dizer-se que o conflito israelo-palestino se arrasta há qualquer coisa como três quartos de século.
Essencialmente, creio eu, assentando numa disputa territorial.
Mas também disputa entre descendentes de imigrantes judeus e os árabes palestinianos.
Todos querem a Palestina.
Mas o conflito tem raízes mais atrás.

O território Palestina é uma faixa entre o Jordão e o Mediterrâneo que muçulmanos árabes conquistaram cerca do século VII.
No século XVI foi uma das imensas partes conquistadas pelo império Otomano (Otomanos-muçulmanos não falando árabe) que, entre muito mais, abocanharam Jerusalém, Meca e Medina, locais sagrados para os muçulmanos.

No Médio Oriente Otomano não havia Palestina; a zona a Sul do Líbano e Oeste do Jordão tinha distritos administrativos.
Sabe-se que nessa área a população aí vivendo era maioritariamente muçulmana havendo cerca de 10% cristã.

Curiosamente, no final do século XIX a maior parte dos judeus vivia nas regiões Europeias do império Russo.
Crescentemente, os judeus foram alvo de anti-semitismo.
Estima-se que entre 1882 e 1914 abandonaram a Rússia cerca de 2,5 milhões de judeus, uns para os EUA outros para outros países Europeus.

Em 1886, Theodor Herzl escreveu o livro " O Estado Judaico" e exortou os judeus a formaram um Estado-Nação.
Em 1897 o mesmo Herzl organizou na Suíça a Organização Sionista Mundial e onde se definiu o Sionismo como crença na criação de um lar para o povo judeu, na Palestina.

O passo seguinte foi a criação em 1901 do Fundo Nacional Judaico, para comprar terras na Palestina. Simultaneamente desenvolveram os conceitos - conquista de terra - e - conquista de mão de obra, ou seja, colonizar e cultivar a terra.

O império Otomano não deteve a imigração. E por exemplo em 1907, em Jafa, foi fundado o Escritório da Palestina da Organização Sionista Mundial.
Em 1914 era já perfeitamente claro o colidir entre duas comunidades emergentes: os árabes procurando manter a sua posição de proprietários enquanto sionistas iam cada vez mais comprando terras.

Em 1914 iniciou-se a IGG no fim da qual o império Otomano foi desfeito.
De salientar que em 1915 a Grã-Bretanha fez vários acordos alguns afectando a Palestina.
Em 1915 com Hussein (considerado na altura como o mais relevante líder muçulmano árabe) guardião de Meca e Medina, prometendo-lhe a independência dos países árabes se lutassem com os britânicos contra o império Otomano. Assim foi, em 1916 foi constituído um exército árabes que teve consequências concretas no decurso da guerra.

Mas em 1916 aconteceu outra coisa decisiva: o acordo Sykes-Picot, dois figurões em representação da Grã-Bretanha e França, distribuindo as terras árabes pelos dois países no pós IGG. Basicamente Síria e Líbano para França, Iraque e área do Sinai à Mesopotâmia para Grã-Bretanha.
Quanto à Palestina acordaram que ficasse sob controlo internacional.
Em 1923 a Sociedade das Nações reconheceu os Mandatos Britânico e Francês.

Um outro acordo surge à luz do dia, consubstanciado na famosa Declaração Balfour de Novembro de 1917:
- "O Governo de Sua Majestade vê como favorável a criação, na Palestina, de uma pátria nacional para o povo judaico. O Governo enviuvara todos os esforços para ajudar a concretizar-la.
Existe um entendimento claro de que nada será feito que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes  na palestina, ou os direitos  e estatuto político de que os judeus gozem em qualquer outros país".

Como sempre - sabe-se como começa, nunca se sabe como acaba.

O presente é só mais uma etapa das muitas acontecidas em, 1929, 1936-1939, 1942, 1945, 1947, 1948, 1948-1949, 1950, 1956, 1967, 1972, 1973, 1979, 1982, 1987, 1993, 1995, 2000, 2001, 2006, 2008, 2014, 2021, 2023, 2026.

Como acabará?

AC

domingo, 30 de novembro de 2025

ONU, PALESTINA, ISRAEL

Passaram 78 anos.

Em 29 de Novembro de 1947 pela resolução 181 a ONU decidiu que passariam a existir dois Estados: um, Israel, e outro Árabe. 

Mal Israel proclamou a independência os exércitos de vários países árabes iniciaram a agressão ao território israelita. Perderam.

Tudo começou mal no início do século XX.

O mundo Árabe foi sempre enganado concretamente pela França e pelo Reino Unido.

Mas a realidade é que quem começou logo por se borrifar na resolução da ONU foi o mundo Árabe.

No presente temos o execrável "Bibi" e um atoleiro no Médio Oriente com culpas de todo o lado.

Muito triste. Lamentável.

AC

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Eh PÁ, . . . Oh MARIANA . . . . acordou ?
Mortágua critica violência do Hamas em Gaza: "Não há justiça pelas próprias mãos. Só posso condenar execuções"
A Palestina só pode ser um Estado livre sem o movimento islamita
.

Sim senhor . . . . mas . . . . teria a mão atrás das costas a fazer figa ?

AC

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

A  PROPÓSITO  da  FAIXA  de  GAZA
Já aqui o escrevi muitas vezes, o que penso sobre Bibi e o governo israelita, particularmente quanto aos governantes mais ortodoxos.

Há muito que reina a barbárie naquelas paragens do Médio Oriente.

Isto dito, recordo as multidões por essa Europa fora (não tenho elementos sobre África, Ásia e Oceania, Américas do Norte Central e Sul ) marchando nas capitais dos vários países, exibindo o tradicional cachecol à Arafat e muitas bandeiras e cartazes em prol da Palestina e para se acabe com o genocídio. Em muitos casos - morte a Israel.

Grande parte da juventude portuguesa e Europeia parecem desprezar os valores civilizacionais do chamado Ocidente. Um certo cuspir no prato da sopinha.

Já aqui o referi mais de uma vez, incomoda, incomoda-me bastante, o

Mas incomoda-me igualmente, o Sudão (são dois), o Iémen, a Nigéria, o Norte de Moçambique, os Congos, a Guiné Equatorial, a Líbia, a Somália, a Eritreia, o Iraque, o Irão, a Síria, etc. etc. 
Sobre esta áreas e as atrocidades que por lá ocorrem - ah, isso não interessa para nada. Nada de manifestações nas capitais!

Para muitos o terror é apenas israelita.

Agora que os "democratas" do Hamas andam (ou prosseguem?) em ajustes de contas, essas cenas e desenvolvimentos semelhantes não têm importância nenhuma.
Nenhuma, serão "pintelhos", como dizia o Catroga por alturas do célebre memorando da Troika.

Já dizia o Saladino, séculos atrás, o infiel tem dentro de si mesmo o gérmen da destruição.

António Cabral (AC)

domingo, 12 de outubro de 2025

Hamas está disposto a sair do Governo de Gaza, mas recusa entregar armas

Líder do Hamas diz que discussão sobre o desarmamento depende da criação do Estado da Palestina. Grupo não vai participar na assinatura do acordo de paz e será representado pelo Qatar.

Ai meu Deus, não estava nada à espera de uma coisa destas. Que grande surpresa. Não estava nada à espera de uma reacção destas vinda de gente tão simpática. Uma inesperada surpresa vinda de democratas como são e sempre foram os rapazes do Hamas e do Qatar.

AC

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

AI  ALEMANHA  ALEMANHA . . . .
Alemanha reitera que só reconhecerá Palestina após um processo negociado. Johann Wadephul diz que a nova ofensiva israelita em Gaza não será a saída para o conflito e exige mais ajuda humanitária para o enclave, um cessar-fogo imediato e a libertação dos reféns.

Lá está, a Alemanha não parece vogar ao sabor das redes sociais, ao sabor das circunstâncias, ao sabor das modas e dos relatórios elaborados por grandes sumidades, INDEPENDENTES!.

Parece-me que para a Alemanha a diplomacia é uma coisa séria e que nas relações internacionais as coisas levam tempo a amadurecer.
A sensação que tenho é de que a Alemanha tem a noção exacta do que vem sendo Israel (que não é flor que se cheire, opinião pessoal naturalmente) e particularmente o asqueroso Bibi e outros quejandos.

Penso, também, que a Alemanha não vai abdicar de ver satisfeitas as condições que o próprio Abbas já declarou, que o HAMAS desarme completamente e que os reféns e corpos de reféns mortos sejam devolvidos a Israel.

Eu que não percebo praticamente nada destas coisas parece-me adequada a posição Alemã, sensata.

Claro que o Hamas e o Hezbolath nunca desarmarão, o Irão assim o determinará. E, portanto, tudo continuará como até aqui.

A avaliar pelo cada vez mais insuportável Marcelo Rebelo de Sousa a Alemanha deve estar a proceder muito mal e eu a ver tudo mal.

Marcelo é, DE FACTO, pior que um cata-vento.

Há muito pouco tempo para ele era prematuro falar da coisa.
Eis que apoiou incondicionalmente o reconhecimento anunciado por Rangel.
Porquê?

Explicou, longamente, a jornalistas nacionais e estrangeiros, a posição portuguesa sobre a Palestina. Terão percebido?
Estrangeiros que, nas costas, bem se devem rir de tanta parolice e rir-se até de um presidente que, ao contrário d Lula da Silva, discursou em inglês.
Marcelo, sempre egocêntrico, vaidoso e julgando-se reizinho, vive e sempre viveu para os retratos (a foto de décadas em frente à CMCascais numa incrível bicicleta diz quase tudo), no presente para as "selfies", e para ser idolatrado nas redes sociais e nas "vernissages" com ou sem "vichysoise".

Posso estar completamente enganado, mas o lugar das diplomacias, trabalhando fora dos holofotes e borrifando-se nas redes sociais é primordial. 
E o reconhecimento da Palestina devia ser ponderado de forma séria, não levianamente (opinião pessoal naturalmente) e por seguidismo de outros que, com este reconhecimento, procuram é sobretudo desviar atenções sobre as desgraças internas.

Aguardemos pelos capítulos seguintes.
AC

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Portugal reconheceu o Estado da Palestina

Nesta questão, há várias coisas que podem ser ponderadas.

Uma delas, para mim extremamente curiosa, é que tudo à esquerda do PSD andou anos e anos a vociferar, a gritar, a legitimamente defender a Palestina e, nomeadamente o habilidoso à frente do PS em 8 anos e semanas, nunca entendeu dever reconhecer a Palestina.

É o PSD que o fez, agora. 
Sempre muita treta mas ao fim e ao cabo. . . . 

Bom, ao menos a Mariana e a Sofia lá andam passeando pelo Mediterrâneo. 

Não é curioso?
AC

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

A  PROPÓSITO  de  PALESTINA
Pela voz de Paulo Rangel o governo português reconheceu o Estado da Palestina. E Marcelo em NY declarou tonitruante que o governo tem o seu pleno apoio. 

Claro que nenhum jornalista português incomodou esta palrador porque é que há muito pouco tempo declarou não ser oportuno falar na questão.

Alguns do costume acham que é palerma quem considere que esse reconhecimento em grande medida favorece o terrorismo, concretamente o Hamas.

Eu respeito, SEMPRE, a opinião de outrem, depois discordo ou concordo com essa opinião.

Quanto aos inchados que consideram palermas eu e outros, democraticamente deixo à consideração o seguinte:

- O próprio Abbas declarou já publicamente que quer que o Hamas desarme, e condenou ataques a Israel.

- O que Israel vem fazendo é bárbaro e inqualificável.

- Ao reconhecer-se nesta fase o Estado da Palestina, sem ter tido concretizados este três aspectos,


    - Libertação de todos os reféns e entrega dos corpos dos mortos, 

    - Desmilitarização real do HAMAS,

    - Planeamento temporal, concreto de eleições democráticas na Autoridade Palestina, sem a participação do Hamas,

esse reconhecimento favorece quem?

A terminar, e deixando claro que, se respeito porque respeito a opinião de quem acha "palermice", também considero que neste caso se pode aplicar a frase célebre creio que de Louçã: a tua tia é que é palerma!
AC

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Macron exige libertação de reféns em Gaza para abrir embaixada na Palestina
A exigência surge na véspera de reconhecer o Estado palestiniano.

Presente a coerência política deste tipo vou ficar a aguardar.

No entretanto, está-se mesmo a ver que o HAMAS até ao final do dia de  amanhã vai libertar todos os reféns ainda em cativeiro nas mãos e túneis destes terroristas perdão, destes democratas libertadores!

AC

domingo, 21 de setembro de 2025

SEMPRE  NA  VANGUARDA

Portugal antecipa-se à conferência da ONU e reconhece Estado da Palestina no Domingo.
Portugal vai reconhecer o Estado palestiniano este domingo, antes da conferência de alto nível da ONU. Outros nove países europeus, incluindo França, avançam com o reconhecimento na segunda-feira.

SEMPRE NA VANGUARDA.

Mas não liguem às recentes declarações de Marcelo sobre este tema, nem às de Julho e agora Setembro do inarrável Rangel. 

Como diria o Sócrates . . . . . . isso não interessa para nada.

O que interessa é que o Falcon o leva para estar 4 dias em Nova Iorque, para poder abraçar o melhor de nós todos (???), para muitos retratos e apertos de mão com homólogos, muitos jantares e almoços, muito relacionamento e, eventualmente, combinação de mais uns convites a receber para visitas de Estado è estranja, pois daqui até Março dá tempo para aumentar o recorde.

A bem da Nação.

AC

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Marcelo considera "prematuro falar" em reconhecimento da Palestina

ATÃO, isso não se diz publicamente.
AC

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

ESPECULAÇÃO ?
Especulação febril em Israel sobre futuro da acção militar na Faixa de Gaza. Afirmação de fonte sobre a possibilidade de haver uma ocupação total do território provoca rumores, quando parece haver tensão com a chefia do Exército.

Especulação ?

Talvez uma mistura de guerra de informação e contra informação com, loucura, cabeça decididamente perdida, geopolítica, alteração de áreas mundiais de influência, e hesitação sobre se é para acabar ou não com a história dos dois Estados pacificamente vivendo lado a lado.

A minha sugestão é a de que devem escutar mais logo e nos próximos dias os habituais comentadores que me dizem persistir em todos os canais de TV. 

Por mim vou continuar a ler o mais possível sobre este trágico desvario e pensar pela minha cabeça. 
Entretanto continuo à espera para ver quando é que os EUA, a Rússia, a China, a UE decidem dizer alguma coisa CONCRETA sobre se há ou não genocídio.  

Se dizem - Israel tinha e tem todo o direito a defender-se dos ataques do Irão e dos seus "proxy", ataques de há décadas que vão contra a decisão internacional de se criar dois Estados, Israel e a Palestina, mas estamos num patamar que consideramos inequívoco - está em curso um genocídio na faixa de Gaza. Condenável, inaceitável
É um tema interessante, a seguir.

AC

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Mr  DUPOND, . . . . pardon,  Mr  Macron . . . .

Macron anunciou com aquele ar majestático à Louis XIV - Septembre, sera le mois ou la France dira, oui, la Palestine est un Etat

E assim, sem varinha mágica, Abbas ficará contente, e convencido de que a Palestina é mesmo um Estado. Veremos se o Hamas vai ficar quieto.

Entretanto, imagino que fervilham no Eliseu e nos ministérios as reuniões e a preparação de propostas e de possíveis contractos com vários países do Médio Oriente para ver se conseguem vender-lhes uns armamentozitos, porventura uma ou duas centrais nucleares da nova tecnologia Francesa, etc. "Les amis, toujours!

Pelo que se sabe/ Lê por aí, fervilham promessas de petrodólares a escorrer para investimentos em França. Nada é por acaso. Nem Qatar!

Provavelmente, também, à boa maneira de um célebre democrata português que mandava arrebanhar edições de livros que lhe eram inconvenientes, Macron é bem capaz de já ter mandado esconder nas livrarias tudo aquilo que recordasse Picot e os esquemas que encetou e concretizou com o colega britânico Sykes, ambos a mando obviamente dos respectivos chefes de Estado /governos de então. 

Mas Sykes-Picot foram os nomes que ficaram para a história, trágica. 

Esquemas Franceses e Britânicos cujas consequências vemos e sofremos no Médio Oriente e em África. Esquemas que prosseguem, com roupagens século XXI.

Nada de pessoal.

"Just business", como se vê nos filmes mafiosos e policiais.

O costume!

AC

quarta-feira, 4 de junho de 2025

MONSIEUR  MACRON
Macron enumerou as condições: "libertação dos reféns" detidos pelo Hamas; desmilitarização do movimento islamita palestiniano; a não participação do grupo na liderança de um futuro Estado palestiniano; uma "reforma da Autoridade Palestiniana", que gere a Cisjordânia ocupada; o reconhecimento, pelo futuro Estado, de Israel e do "direito de viver em segurança"; e a "criação de uma arquitetura de segurança em toda a região".
"É isso que tentaremos consagrar num momento importante a 18 de junho, e eu estarei lá", disse, sobre a conferência na ONU

Notas prévias:

- O que se passa em Gaza é intolerável, inaceitável. É, ponto.
- Há muito, creio, que as acções das FA de Israel, se afiguram  desproporcionadas.
- Os ataques sobre Israel, com Rockets, mísseis e etc., parece que quase deixaram de acontecer.

O terrorista Hamas não entrega os reféns: porquê?

Bom, olhando as "Macronices":
1 - desmilitarização do movimento islamita palestiniano - Quem assegura o cumprimento?
2 - não participação do grupo na liderança de um futuro Estado palestiniano - Esta é das melhores; terá reparado o que acontece no Líbano, no Yemen, na Síria, para citar só estes?
3 - reforma da Autoridade Palestiniana - Não andam em reformas desde Arafat?
4 - reconhecimento, pelo futuro Estado, de Israel e do direito de viver em segurança - Algum país muçulmano e ou árabe reconheceu Israel? 
5 - criação de uma arquitetura de segurança em toda a região - Importa-se de repetir? Que arquitectura? Qual, como?
Quem assegurará? ONU? Quem?

Esta condições, este paleio, assemelha-se aos memorandos do Putin, numa outra escala evidentemente.
O que proporciona é empatar tempo, um constante vomitar de vacuidades, e a par disso calmamente tratar de vender armamento a todos, ou centrais nucleares, ou vender Airbus.
Não saímos disto.

Desde Sykes/ Picot que andam a encanar a perna à rã.
Desde 1948 que muçulmanos e árabes querem riscar Israel do mapa, qual dois estados. 

Pessoalmente, acredito que Israel possa desejar abocanhar definitivamente a Cisjordania e Gaza e expulsar a malta que lá está, ainda.

Claro que de há muito Egipto, Irão, Arábia Saudita, desejam ardentemente acolher os palestinianos! Estão ansiosos por ajudar!

Adicionalmente, o Hamas não anda a ficar com mais de 50% ou 60% ou mais da ajuda humanitária? Como resolver isto?
AC

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Hamas
Raptar civis inocentes, como fez o Hamas, é um ato obsceno. 
Pô-los a falar num palco, antes de os libertar, é um gesto ignóbil.
A legitimidade da resistência palestina contra a ocupação israelita das terras que o Direito Internacional reconhece como suas é muito mal servida desta forma.
(do blogue do embaixador F. Seixas da Costa)

Comungo desta opinião, escrita em "diplomatiquês".
Mas exprimo-a de forma diferente.
Voltarei ao assunto.
AC

terça-feira, 15 de outubro de 2024

MÉDIO ORIENTE e HENRIQUE CYMERMAN
Estive a rever as declarações de ontem de Henrique Cymerman acerca dos ataques israelitas no Líbano, acerca da descoberta das infra-estruturas do Hesbolath (túneis, etc.) que terão sido construídas durante anos nas barbas da UNIFIL, etc.
Pormenor a que os Woke e os media nada ligam, detalhe insignificante.
Estou enganado ou a UNIFIL foi mandada há anos para o Líbano para estar na fronteira Sul? NA FRONTEIRA, e não recuada a apanhar passarinhos!

Henrique Cymerman é um reputado jornalista, considerado por todos os intervenientes nesta tragédia de décadas.

Este jornalista, ao mesmo tempo que descreve os massacres executados por ambos os lados desta tragédia, tem sido um jornalista rigoroso.

Não sei se nesta tragédia do Médio Oriente se pode questionar se apareceu primeiro a galinha ou o ovo.

O que está historicamente documentado e como já referi em outros postais, é que "este caldinho" se iniciou no tempo do império Britânico  e do Francês que, antes da I GG e durante ela gizaram o que veio a acontecer.
Entre as duas GG e desbastado o império Otomano ficaram com mandatos reconhecidos pela Sociedade das Nações sobre Egipto Abissínia, Síria, Iraque, Arábia Saudita, Líbano, Palestina e vários etc.

Com Balfour, Sykes-Picot e muitos outros no terreno as coisas foram progressivamente deteriorando-se.

Entre muitas outras coisas, com mais ou menos êxodos, as organizações Judaicas foram sempre comprando terras e mais terras.

Depois, mormente os Britânicos, começaram a sofrer crescentes atentados, actos de verdadeiro terrorismo por parte de populações árabes, palestinas mas especialmente pelos tristemente célebres Irgun, Haganah, Stern. 
Os anos 20 e 30 d0 século passado foram particularmente violentos.

O "caldo" Sunitas versus Xiitas complica ainda mais tudo isto.

Pessoalmente tenho a sensação de que voa dinheiro de vários lados   para apoiar Hamas, Hesbolath, Houtis, irmandades várias, que são os "proxy" nomeadamente do Irão.

Tenho a sensação /certeza do apoio maciço dos EUA a Israel.
Tenho a sensação de que o Irão e Rússia se entendem.

Nada me admiraria que quem agora se atira aos actuais inimigos poderá ter tido negócios com eles décadas atrás.
A este propósito lembro-me sempre dos EUA a fornecer os combatentes contra a Rússia ocupando o Afeganistão e depois . . . 

Em resumo, praticam-se diariamente crimes de todos os lados, violações do Direito Internacional, andaremos perto de genocídio.
Todos os dias Israel ataca o Hamas e o Hesbolath e estes Israel.
Todos os dias ou quase são atingidas instalações que o não deviam ter sido.

Estou convicto que em vários casos os homens do Hamas e Hesbolath se escondem onde não deviam, se servem das populações civis e não deviam.
Casos haverá de certeza em que não estarão lá Hamas ou Hesbolath mas como estiveram antes em outros locais PIMBA.

E não saímos disto. 
Mundo para melhor?
Dois Estados na Palestina?

E afirmam estas coisas sempre sem se rirem.

Em que acredito?
Inviável dois Estados. 
Desde logo com o Irão e outros a dizer, SEMPRE, Israel é para desaparecer.

Amanhã começa a chover!
AC

terça-feira, 8 de outubro de 2024

MÉDIO ORIENTE, GUERRA, HORROR
Como olhar para esta tragédia ?

Não é solução no século XXI, já não era nas últimas cinco décadas do século passado, pretender que a solução de problemas no presente contemporâneo seja regressar ao que tenha sido um, dois ou muitos séculos lá para trás.

Creio não errar se escrever que a terra entre o rio Jordão e o mediterrâneo foi conquistada por muçulmanos árabes no século VII.
No século XVI os Otomanos deitaram-lhe a mão como aliás a muito mais.
Nos finais do século XIX a população na palestina andaria sobretudo por cerca de 80% muçulmana e pouco mais de 10% cristã.
Se se olhar a história antes de Cristo e depois de Cristo a história deu muitas voltas desde os Romanos até ao século XIX.

Uma coisa para mim curiosa é que no século XIX  uma enormidade de judeu vivia nas regiões Europeias do império Russo. E foram sofrendo "pogroms"!
Entre 1880 e 1914 terão abandonado a Rússia pelo menos 2,5 milhões de judeus, escapando-se para os EUA e Europa Ocidental.

Em 1896 foi publicado um livro escrito por Theodor Herzl, intitulado "O Estado Judaico"
Em 1897, na Suíça, Herzl organizou um congresso onde depois foi criada a "Organização Sionista Mundial". Daí resultou o Sionismo, como crença na criação de um Estado para o povo judeu, na Palestina.

Em 1901 foi criado o "Fundo Nacional Judaico" destinado a comprar terras na Palestina. Conquista da terra. Coordenação na compra das terras. Coordenação na construção de colonatos.
Em 1914, por relatos diversos, ficou evidente a gradual emergência de disputas por terras.

Em 1916, é celebrado no maior dos segredos o lamentável acordo  Sykes-Picot, dividindo as terras dos então ainda Otomanos por zonas de influência Francesa e Britânica. Sinai até ao actual Iraque a ficar com os Britânicos.

1917 surge a tristemente famosa declaração em forma de carta da autoria de Arthur Balfour, "decidindo" / explicando que sua majestade Britânica via como favorável a criação, na Palestina, de uma pátria nacional para o povo judaico.
Para os judeus e daí em diante esta carta foi vista como promessa, compromisso. a carta de Balfour não tinha qualquer referência explícita com a noção da Palestina como uma terra árabe. 

1918 marca o fim da I GG, o desfazer de impérios e neste caso o que releva, o colapso e desmembramento do império Otomano.
Em 1920, numa conferência internacional em Itália, a Grande-Bretanha e França receberam mandatos sobre os territórios outrora Otomanos, para os governarem até ao dia em que os árabes se pudessem reger a si próprios A Sociedade das Nações reconheceu oficialmente esta atribuições em 1923.

Em 1920 os judeus pouco mais de 10% seriam da população da palestina.
Em síntese, mas mesmo muito sintético, o que foi acontecendo?
Isto:
- 1882 - início de judeus a emigrarem para a Palestina
- 1897 - Fundação da Organização Sionista Mundial
- 1901 - Fundação do Fundo Nacional Judaico para compra de terras
- 1917 - Declaração Balfour
- 1922 - Fundação do Conselho Supremo Muçulmano
- 1923 - Sociedade das Nações reconhece os mandatos Britânico e Francês
- 1929 - Tumultos entre árabes e judeus em Jerusalém, Hebron, etc.
- 1931 - Formação da IRGUN
- 1936-1939 - Revolta árabe
- 1939 - Governo Britânico publica um livro branco sobre a Palestina
- 1945 - Formação da Liga Árabe
- 1947 - Navio Exodus impedido de atracar na Palestina
- 1947 - ONU vota a partilha da Palestina
- 1948 - Proclamação do Estado de Israel
- 1948-1949 - Primeira guerra israelo-árabe
- 1948 - ONU cria a agência UNRWA
- 1948 - Resolução 194 da ONU reconhece eo direito de regressar  dos palestinianos
- 1956 - Crise do Suez

(continua)

AC