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domingo, 26 de julho de 2026

 

Para lá de excelente humor britânico, um bom retrato do que se passa por esse mundo fora.

AC

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

AI  ALEMANHA  ALEMANHA . . . .
Alemanha reitera que só reconhecerá Palestina após um processo negociado. Johann Wadephul diz que a nova ofensiva israelita em Gaza não será a saída para o conflito e exige mais ajuda humanitária para o enclave, um cessar-fogo imediato e a libertação dos reféns.

Lá está, a Alemanha não parece vogar ao sabor das redes sociais, ao sabor das circunstâncias, ao sabor das modas e dos relatórios elaborados por grandes sumidades, INDEPENDENTES!.

Parece-me que para a Alemanha a diplomacia é uma coisa séria e que nas relações internacionais as coisas levam tempo a amadurecer.
A sensação que tenho é de que a Alemanha tem a noção exacta do que vem sendo Israel (que não é flor que se cheire, opinião pessoal naturalmente) e particularmente o asqueroso Bibi e outros quejandos.

Penso, também, que a Alemanha não vai abdicar de ver satisfeitas as condições que o próprio Abbas já declarou, que o HAMAS desarme completamente e que os reféns e corpos de reféns mortos sejam devolvidos a Israel.

Eu que não percebo praticamente nada destas coisas parece-me adequada a posição Alemã, sensata.

Claro que o Hamas e o Hezbolath nunca desarmarão, o Irão assim o determinará. E, portanto, tudo continuará como até aqui.

A avaliar pelo cada vez mais insuportável Marcelo Rebelo de Sousa a Alemanha deve estar a proceder muito mal e eu a ver tudo mal.

Marcelo é, DE FACTO, pior que um cata-vento.

Há muito pouco tempo para ele era prematuro falar da coisa.
Eis que apoiou incondicionalmente o reconhecimento anunciado por Rangel.
Porquê?

Explicou, longamente, a jornalistas nacionais e estrangeiros, a posição portuguesa sobre a Palestina. Terão percebido?
Estrangeiros que, nas costas, bem se devem rir de tanta parolice e rir-se até de um presidente que, ao contrário d Lula da Silva, discursou em inglês.
Marcelo, sempre egocêntrico, vaidoso e julgando-se reizinho, vive e sempre viveu para os retratos (a foto de décadas em frente à CMCascais numa incrível bicicleta diz quase tudo), no presente para as "selfies", e para ser idolatrado nas redes sociais e nas "vernissages" com ou sem "vichysoise".

Posso estar completamente enganado, mas o lugar das diplomacias, trabalhando fora dos holofotes e borrifando-se nas redes sociais é primordial. 
E o reconhecimento da Palestina devia ser ponderado de forma séria, não levianamente (opinião pessoal naturalmente) e por seguidismo de outros que, com este reconhecimento, procuram é sobretudo desviar atenções sobre as desgraças internas.

Aguardemos pelos capítulos seguintes.
AC

terça-feira, 11 de março de 2025

"It is not by speeches and resolutions that the great questions of the time are decided . . . . but by iron and blood"

(Otto von Bismarck)

Diz-se - "a história não se repete"

Mas, esta famosa frase do não menos famoso chanceler tem tido ou não aplicações no mundo contemporâneo?

Bom dia

Tenham uma boa 3ª Feira.

De momento, espantosamente, o Sol fura as nuvens em algumas zonas.

Saúde e boa sorte.

AC

sábado, 11 de maio de 2024

JÁ LERAM ?
SE NÃO LERAM LEIAM SSF.
(reproduzo em baixo)
Por aqui, além de tudo o mais que se vem passando há muito tempo com Marcelo Rebelo de Sousa, e com Paulo Rangel, e muitos outros, podem continuar a perguntar-se:
- que tipo de pessoas estão à frente dos destinos de Portugal?

A linguagem simples e directa do PM de São Tomé e Príncipe, sem qualquer floreado diplomático Ocidental ajuda, a quem o quiser fazer naturalmente, a meditar quanto a - qualidade, exigência, rigor, diplomacia, sentido de Estado, sentido de responsabilidade, prudência, honestidade intelectual, noção das realidades, noção do ridículo, experiência, noção das proporções, formação - das chamadas elites que, ora se gastam em portas giratórias, ora em associações várias, ora rotativamente em cargos públicos no país e no estrangeiro, ora nos meios de comunicação social, ora divertindo-se à nossa custa.

Portugal não está como está apenas por acaso!
António Cabral (AC)

"Não precisamos de Portugal". 
Primeiro-ministro de atira a Marcelo após acordo com a Rússia.
Patrice Trovoada ironizou com as palavras do Presidente da República de Portugal

O primeiro-ministro são-tomense afirmou esta sexta-feira que o seu executivo não precisa de Portugal para se relacionar com a Europa e avisou que as autoridades portuguesas só conhecerão o acordo militar com a Rússia se for publicado.

Patrice Trovoada reagia às declarações do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que, na quinta-feira, afirmou desconhecer o acordo de cooperação militar assinado entre São Tomé e Príncipe e a Federação Russa, mas que vai querer conhecer o documento.

“Honestamente, ele quer conhecer como? Ele quer-me pedir o acordo? Eu também tenho muita curiosidade em conhecer muitas coisas, mas sejamos claros: aqui há o respeito da soberania e há o respeito das regras diplomáticas, por conseguinte há coisas que não fazem sentido”, reagiu Patrice Trovoada.

“Se o acordo passar a ser publicado, ele [o Presidente português] tomará conhecimento como toda a gente, por conseguinte não estamos nessa fase e de momento é preciso que, de facto, as pessoas se acalmem”, acrescentou o primeiro-ministro são-tomense.

Patrice Trovoada reagiu também às declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, Paulo Rangel, que afirmou, na quinta-feira, que Portugal e “outros Estados europeus manifestaram estranheza, apreensão e perplexidade perante este acordo".

“Isto é o problema do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Nós temos relações bilaterais com muitos países e nós não precisamos de Portugal para nos relacionar com outros países, sejamos claros, se um país europeu quer manifestar preocupação, fala comigo, e não fizeram isso”, disse o primeiro-ministro são-tomense.

Trovoada sublinhou que São Tomé e Príncipe é soberano e relaciona-se “com toda a gente”.

“Eu dou-me muito bem com muitos países europeus, eu não preciso de passar por Portugal para falar com a Europa, se a Europa também precisar falar comigo não precisa de passar por Portugal”, vincou.

Patrice Trovoada disse que o MNE são-tomense manifestou ao seu homólogo português “a necessidade de não estarem preocupados mais além com isso” e sublinhou que não pede para ver quando Portugal assina acordos com terceiros.

O chefe do Governo são-tomense enfatizou ainda que muitos países, incluindo os europeus, continuam a manter relações com a Rússia, apesar da guerra com a Ucrânia.

“Quando houve os atentados terroristas ultimamente na Rússia, os Estados Unidos propuseram até o apoio à Rússia. Eu quero também lembrar que muitos países europeus, embora a situação de conflito com a Ucrânia, continuam a importar gás, petróleo e urânio da Rússia, o que em princípio deve servir para melhorar a situação financeira da Rússia, que, por sinal, deve servir também à Rússia a continuará a guerra com a Ucrânia”, declarou.

“Então, nós somos um país livre, independente, soberano, somos adultos e eu penso que do lado do Governo português não há nenhum problema”, acrescentou.

Patrice Trovoada disse que, do lado são-tomense, “as coisas estão claras, estão tranquilas” e o acordo com a Rússia “está em vigor” e vai ser efetivado.

“Não se vai fazer um bicho-de-sete-cabeças para uma coisa simples e não contem com São Tomé e Príncipe para o fazer. Nós somos um Estado livre e independente, nós cooperamos com os nossos amigos, nós não somos ingratos com os nossos amigos e, dentro dessa cooperação, dentro do cenário internacional, dentro das opções que nós fizemos, há uns com o qual andamos 10 metros, uns 100 metros, há uns com os quais não andamos, em função dos nossos interesses, e os outros fazem a mesma coisa em função do seus interesses”, disse Patrice Trovoada.

Segundo a agência de notícias oficial russa Sputnik, o acordo militar “por tempo indeterminado” foi assinado em São Petersburgo em 24 de abril e começou a ser implementado em 5 de maio, prevendo formação, utilização de armas e equipamentos militar e visitas de aviões, navios de guerra e embarcações russas ao arquipélago.

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Da  NATUREZA  HUMANA
É da natureza humana ter, sobre uma determinada matéria,  entendimentos diferentes.
Seja na restauração, sobre o SNS, política, as alterações climáticas, etc.

A maioria dos cidadãos, quer em Portugal quer em outros países, está-se verdadeiramente borrifando para assuntos de Estado.
Na sociedade, nas questões importantes com reflexo duro sobre a vida das famílias, vá lá perceber-se completamente porquê, não lhes ligam nada ou quase nada.

Vem isto a propósito das deslocações do nosso Presidente da República, um constante viajante. 
No curto prazo, esteve para ir a Moçambique, irá mais tarde ainda que uma dada igreja esteja já recuperada e pronta para ser inaugurada.
Irá estar presente neste próximo Domingo no funeral do ex-presidente Angolano e mais tarde nas celebrações no Brasil. 
Um coração já para lá foi, ele levará o seu.

Quem sou eu para questionar estas coisas, sobre relações entre países, relações internacionais, política externa.
Do muito pouco que sei, a diplomacia assenta, entre outras coisas, no princípio da reciprocidade. 
Naturalmente, presumo, ocasiões haverá em que deva mandar-se ás malvas esse princípio e, como diria o outro, ajoelhar-se!

Provavelmente, as deslocações de Marcelo farão sentido no plano das relações diplomáticos de Portugal, no plano da CPLP, no plano dos interesses de Portugal.

Mas já não me parece que tudo seja tão óbvio como alguns defendem. Certas defesas parecem muitas vezes ser mais para agradar a todos os Gregos e a todos os Troianos. Parecem ser para estar sempre bem com os poderes sejam eles quais forem.

Mas como sempre, admito estar a avaliar o assunto com superficialidade.
AC

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

A PROPÓSITO DA VIDA INTERNACIONAL

A minha idosa mãe, 96 anos, mas ainda de espírito arguto e lucidez fantástica, todos os dias tem umas pequenas conversas comigo sobre temas da vida internacional, sobre as notícias que vai ouvindo na TV e  no rádio. É raro o dia em que ela não tenha um desabafo de final de conversa - o mundo está maluco - ou um outro - estão todos doidos!

Tendo a concordar com ela. Como gosto de bonecada/ cartonns, periodicamente pesquiso os meus arquivos. Encontrei este, datado, tem muitos anos, é do século passado mas, se repararmos bem no boneco e pensarmos em determinadas zonas do globo e em determinadas situações, o essencial do boneco parece-me actual. Ou não ?

AC 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

O MUNDO ESTÁ PERIGOSO

Esta frase foi já certamente dita por muitas pessoas por esse mundo fora. Não me interessa isso. Foi-me "disparada" pela minha idosa mãe de 96 anos em Julho próximo, com uma saúde mental extraordinária que me faz uma inveja enorme.

Nas últimas duas semanas, depois de muita chatice e muita irritação, começou a sair do lar, de manhã e regressa após o jantar. Já saiu 4 vezes. Fica para outra vez falar sobre o ensurdecedor ruído do silêncio sepulcral das entidades a quem se dirigem perguntas. O magnífico Portugal da transparência, do serviço e apoio ao cidadão. Balelas vergonhosas.

Mas voltando à frase, no 2º contacto telefónico do dia, sempre depois de jantar - oh filho o mundo está perigoso, viste a notícia de que desviaram um avião? Foram os russos?

Lá lhe expliquei de forma simples o que tem sido relatado e, aparentemente, está a subir a efervescência diplomática na sequência do desvio do avião da Ryanair.

Pessoalmente vejo isto com moderada apreensão. Nem a China, nem os EUA, nem a Rússia em o Reino Unido vão colocar em prontidão máxima o respectivo armamento nuclear. Da UE não vale a pena falar no respeitante a poder militar pois não passa de um anãozito.

Mas isto que aconteceu configura uma escalada relevante do que vem acontecendo quer pela banda das ex-parcelas da URSS quer da própria Rússia.

Assassinar no estrangeiro através de pós radioactivos tem sido uma prática do democrata Putin, com quem a UE e a Alemanha em particular tem imensos negócios.

Invasões é coisa corriqueira por parte do czar Putin desde que assumiu o poder.

Lukachenko vai ficar em piores lençóis depois disto? Fico sentado a observar.

Como sentado continuarei a escutar o ensurdecedor ruído do silêncio da rapaziada do tio Jerónimo.

O mundo vai estando mais perigoso e incerto. Aguardemos.

AC

sexta-feira, 26 de junho de 2020

AINDA a PROPÓSITO de ANÚNCIOS
Ainda a propósito dos anúncios sucessivos sobre os mil e um fundos a vir da Europa (lá vão dizendo para 4 a 7 anos, o que dá gotas ridículas anuais), à borla, talvez valha a pena recordar questões práticas e reais em certas chancelarias, que pouco ou nada ligam a certas formalidades e acordos e tratados sempre que aos seus interesses isso incomode ou atrapalhe. Condenável?
Não deve faltar muito para o Reino Unido anunciar que não se deve vir a Portugal.
Aqui no video chama-lhe “current policy” e “diplomacy”, aspectos que os malhadores sempre muito enfatuados esquecem, embora tenham sempre grandes tiradas (ás vezes bem ridículas)
AC

segunda-feira, 29 de julho de 2019

DIPLOMACIA, DIPLOMATAS, POLÍTICA EXTERNA, PROTOCOLO  e..... VAIDADES
Por razões familiares e, depois, mais tarde, por razões de carreira, cedo me interessei por política, pelas questões das sociedades, e no meio de muita coisa mais, tive a felicidade de conhecer diplomatas nacionais e estrangeiros mas, sobretudo, tive a felicidade de ter dois  diplomatas na família. Um, infelizmente, há muito falecido, partiu muito cedo. Outro, muito curvado já nos seus 86, mas lúcido que nem um alho.
Vem isto a propósito do que vou vendo por aí, anúncios de visitas, visitas, deslocações inusitadas (há sempre orçamento desde que quem paga não seja hostil), a nossa política externa, e também o que alguns dizem e escrevem.
Nesta coisa de diplomatas como aliás em todas as profissões, existem sempre histórias e histórias, umas correspondendo a realidades acontecidas, outras aumentadas, outras porventura roçando a mentira.
E há diplomatas e diplomatas. E, como em todas as carreiras e profissões, há bons profissionais e maus profissionais, e há vaidosos e mal educados.

Vem isto a propósito do que acima refiro mas, também, porque ao vasculhar documentação e recordações, veio-me à memória coisas gostosas e outras curiosas e outras caricatas.
Andava eu por exemplo pela Holanda  (1991-1992) quando um dos nossos representantes à época me contava coisas deliciosas.
Desde um Tuga sem jeito nenhum para política e coisas governamentais quanto mais europeias que, ido de Lisboa para mais uma reunião, a dada altura transmitiu que o seu "first-ministre"......
Ou desde o sujeito muito ufano de apresentar aos convivas "peixe em papelotes".
Ou do que embirrava com cisnes e gansos! ENFIM.

Mas, e aqui o meu ponto, nisto de diplomatas como aliás em todas as profissões, sempre me impressionou MAL aquele tipo de pessoa auto-convencido, sobranceiro na sua sabedoria (muitas vezes exagerada) e conhecimento de sítios finos, e que não se cansa de maçar outrem, presumindo que poucos sabem comer com talher de prata mas sobretudo desconhecendo para que serve cada um dos utensílios à volta dos pratos. ELE sabe.
Define bem a categoria de uma pessoa, por exemplo, a frase que rematou uma célebre/ clássica cena protocolar:
" Those who care, don't count, those who count don't care".
Andam por aí muitos vaidosos. O povo chama-lhes cagões. Coitados.
AC

domingo, 31 de março de 2019

OOPs.........
(recebido de um amigo)
"Sérgio Conceição até parece não ser um mau treinador! Mas é - sejamos claros! - um javardo. Não vale a pena estar com eufemismos. E os adeptos do FCP que se revêm no seu estilo são isso mesmo - uns javardos. Como o são os adeptos do (meu) Sporting que gostam do Bruno de Carvalho" (Francisco Seixas da Costa, no Twitter)
AC


(Complemento de Francisco Seixas da Costa ao seu texto, supra copiado, e publicado no seu blogue)

Gerou-se por aí uma indignação “azul” pelo facto de eu ter qualificado o comportamento do treinador do Futebol Clube do Porto, numa reação instantânea no Twitter, com palavras duras e que, com serenidade, reconheço que foram exageradas. Confesso que, de há muito, me desagrada bastante o modo como figuras de relevo do nosso futebol se comportam em público, dando mostra de uma imensa falta de respeito pelos adversários, servindo de exemplos negativos que ajudam à degradação do nosso futebol. A minha reação, neste caso particular, como já aconteceu face a atitudes de pessoas de outros clubes, entre os quais o meu próprio clube, foi a expressão extrema dessa minha indignação. Mas não me custa reconhecer que os termos não terão sido os mais felizes.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

FOI a 4 de OUTUBRO de 1143
O QUÊ?
Foi a 4 de Outubro de 1143 que teve início a vulgarmente designada Conferência de Zamora, entre D. Afonso VII de Leão e Castela e D. Afonso Henriques em que este é reconhecido como Rei de Portugal.
Melhor dizendo, e com a inestimável ajuda de um grande amigo meu e reputadíssimo professor doutor em história do nosso País, - É a partir desse encontro, em que também esteve presente um legado do Papa, o cardeal Guido de Vico, que o rei de Leão e Castela, Afonso VII, passa a reconhecer Afonso Henriques como rei de Portugal. No entanto, não existe nenhum "Tratado de Zamora" em que tal título seja atribuído ao rei português; o que há é dois ou três documentos da chancelaria régia leonesa dessa altura que passam a designar o português como rei de Portugal. Como Afonso VII se intitulava Imperador, era, para ele, um factor de prestígio ter um rei como seu vassalo.
Ao mesmo tempo, Afonso Henriques negociou com o representante da Santa Sé (e sem Afonso VII saber...) que só reconhecia vassalidade ao Papa. Portanto, de Zamora, saíram todos contentes: Afonso Henriques porque era reconhecido como rei pelo primo Afonso VII e, em simultâneo, afirmava-se unicamente vassalo do Papa; Afonso VII também saía feliz porque ele, imperador, reconhecia um rei (seu inferior) que, como vassalo, era seu "subordinado"
.
E como diz o meu amigo - "Ou de como a diplomacia "resolve" tudo a contento da respectiva parte"......
AC

segunda-feira, 30 de maio de 2016

BERLIM
Berlim evoca muitas coisas. Era eu menino e moço, há sessenta anos, deliciava-me com umas bolas de Berlim de Cascais, e outras nas praias. Evoca-me o nazismo e horrores perpetrados por Hitler e seus sequazes. Muitas pessoas continuam a considerar que tudo isso se passou como se todo o povo desconhecesse e não colaborasse ou anuísse. A velha história - "ai se eles soubessem".
No presente, Berlim lembra-nos que é o motor económico da Europa, que manda na Europa, por muita azia que cause à "La grandeur de la France" ou à "velha Albion".
Vem isto a propósito da viagem do PR em visita oficial a Berlim.
O PR anda de certa maneira a seguir certas pisadas de Paulo Portas isto é, a fazer viagens de diplomacia económica, em prol da defesa da economia, das exportações, e a lembrar que Portugal voltou a ser bom aluno. Oxalá com diferentes resultados.
Porventura o PR não se esquecerá, não desconhecerá até, as diferenças abissais entre Portugal a Espanha a Itália e a Grécia. Nos planos, geopolítico, geoestratégico, populacional, e económico.
O nosso PR é, certamente, uma pessoa encantadora, simpático, convincente, com enorme poder de argumentação, inteligente, espertalhão, mas isso não é suficiente para compensar os desequilíbrios da balança. E Portugal, é pequenino, um torrãozinho de açúcar Queiroziano, mas não convence. Não chega.
Pelas minhas contas, o que conta, o que vai contar a seguir a 23 de Junho próximo, é se a Espanha se vai inclinar à esquerda. Se isso acontecer, é mais que certo levar com sanções e nós também. Ah, mas Passos Coelho pugnou por aplicar as orientações de Bruxelas. Mas não chegou e, continhas feitas, em 2015 ainda ficámos acima de 3,00‰. O resto são cantigas.
Ah, mas no passado França e Alemanha furaram os 3,00‰. Não interessa.
Em Portugal tende-se a esquecer o passado, a génese do lamentável estado em que continuamos.
A este propósito lembro-me sempre daquele homem humilde, que aforrou, que andava de suspensórios, barba sempre por fazer durante dias e a tratar das suas mercearias e vários armazéns, a trabalhar de Sol a Sol. Mas aforrou, e mandou os filhos estudar para Coimbra. E, um dia até, emprestou dinheiro a um finório da terra, dito fidalgo, mas galdério, das chamadas boas famílias, mas trabalhar isso é que era bom. Claro, um dia a riqueza familiar do passado foi-se. Ajoelhou.
E o humilde, o labrego, andou sempre com a espinha direita. E os filhos formaram-se. E aprenderam a nunca dar passos maiores que as pernas. Não, não é ficção.
Aguardemos pelas eleições em Espanha.
Ah, e já agora, quanto a bancos, os nosso jornalistas económicos, com e sem laço, continuam uns queridos. Entre outras coisas, a nunca se insurgirem contra a pouca vergonha da malandragem ligada aos vários negócios e negociatas, quanto ao desaparecimento de dezenas de milhões de euros há anos, quanto à pouca vergonha de passarem os anos e não há culpados. Da pouca vergonha na CGD estou convicto de que nunca haverá culpados. Foi alguém de Marte. Ah, e como se estas pouca vergonhas não se soubessem em Berlim e, em paralelo com desígnios obscuros de concentração bancária, estes escândalos não incentivassem a isso mesmo.
AC

terça-feira, 3 de março de 2015

A propósito do TEJO, as mais que lamentáveis elites portuguesas
Parece que algumas populações e que alguns autarcazinhos se começam a interrogar dos porquês do caudal do Tejo ser cada vez mais escasso rio acima. Parece que, por exemplo, para Almourol já se passa a pé.
Mas se perguntarmos a governantes, estes e todos os que já lá estiveram, dirão com aquele ar enfatuado, - ah, meu caro senhor, essa matéria está perfeitamente regulada por um acordo entre nós e Espanha".
Claro que a água vai escorrendo menos, pois os transvases e outras obras que eles prosseguem em Espanha assim o determina.
Dizem ainda os doutores do costume, - "certamente que nas reuniões periódicas isso é analisado, e verificado" 
Digo eu - ???????????????. Diplomacia do croquete português.
Que tristeza. E quando o caudal for mesmo já ridículo?
Ah, aí o Exército português entrará em acção, se tal for preciso. Aljubarrota mod II !!!!!
AC