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domingo, 12 de maio de 2024

COLÓNIAS, INDEPENDÊNCIAINTERESSES,
SOBERANIA, COOPERAÇÃO, CPLP.
É tido por constitucionalista.
Entre muitas outras coisas, é sabido há muito que se esquece muito, por exemplo, do que é, prudência, rigor, contenção, noção das realidades, sentido de Estado.
Mas no meio da sua verborreia doentia parece esquecer-se também do significado da palavra - Soberania.

Trovoada ironizou com as suas palavras. E lembrou-lhe o que é soberania. Creio que fez bem. 
Quem não se dá ao respeito não merece muito respeito independentemente do seu estatuto formal.

Qualquer jovem a iniciar-se no 1º ano da licenciatura em Direito e depois de umas quantas aulas por exemplo de Ciência Política e de Direito Constitucional fica a saber o que é Soberania.

"Mas vou querer saber" vem exactamente na mesma linha de passar numa feira e - meter a mão no prato de alguém
Não se pode deixar de considerar tudo isto muito Lamentável.

Como se pode facilmente compreender a comunicação social nacional (OCS) quer saber mais detalhes.
Quer saber mais sobre as posições de São Tomé e Príncipe (STP) na cena internacional.
Quer saber o que se poderá estar a passar com os restantes países Africanos que foram colónias de Portugal.
Quer saber o que poderá a Rússia andar a fazer por aquelas bandas. Quer saber a posição oficial do governo português e, por isso, andará a bater à porta do MNE e de Paulo Rangel. Aparentemente sem grande sucesso, para lá do gritinho - ai que chegam os Russos.
Como se Rússia, EUA, França, China, Brasil, Alemanha, Espanha e tantos outros, não andassem há muito com os olhos e as mãos em África.
TODOS com as melhores intenções, TODOS com espírito fraterno.

Provavelmente, os OCS vão continuar atrás de Marcelo nas suas passeatas diárias, para ver se ouvem mais vacuidades.
Provavelmente, os OCS vão tentar ouvir mais especialistas (????), pois já terão ouvido alguns; a avaliar pelos relatos já conhecidos até agora obtiveram frutuosos resultados!

O meu neto de 6 anos obviamente que não saberá que a Rússia anda há muito interessada em África, apenas "especialistas" o conseguem descortinar.

O meu neto de 6 anos obviamente não saberá que STP, Angola, Moçambique, Guiné Bissau e Cabo verde, mantêm dificuldades várias, por exemplo, no que se refere às suas águas territoriais e às suas ZEE, significando isto que, passadas todas estas décadas de independência, as questões inerentes à fiscalização, vigilância, controlo dos seus recursos piscatórios e outros constituem algumas das muitas persistentes fragilidades desses países.

Obviamente que o meu neto de 6 anos desconhece que Portugal mal e porcamente controla as águas territoriais e as ZEE e, se lhe for explicado o que são as nossas imensas fragilidades, limitações e mesmo incapacidades, e incompetências a vários níveis e designadamente nos órgãos de soberania, até o meu neto de 6 anos perceberá que não conseguimos ajudar esses países nesses campos. 
Naturalmente, esses países olham para quem potencialmente o poderá fazer.

O meu neto de 6 anos não passa de uma alegre e feliz criança pelo que não o vou maçar, 
- com a enormidade (opinião pessoal, naturalmente) em que Portugal colaborou com a entrada da Guiné Equatorial para a CPLP, 
- com o óbvio que é, tal como faz há muito tempo os EUA, a Rússia tentar colocar aviões e navios em determinadas zonas de África, 
- se a reaproximação da Rússia (porque nunca esteve afastada) às nossas ex-colónias, fragiliza, coloca doente, ou mata a CPLP,
- com a grande e real (opinião pessoal, naturalmente) indiferença do Brasil face à CPLP, 
- com o muito maior interesse das nossas ex-colónias em relações bilaterais com o Brasil (e vice versa) do que com a patética CPLP a qual, da nossa parte, muito pouco tem tido para lá de grandes recepções, grandiloquentes discursos, passeatas de Falcon, e aceitação de negócios pouco claros que eles façam por cá,
- com o que são interesses e geopolítica, coisas que ex e actuais titulares de órgãos de soberania persistiram e persistem em não perceber que, os discursos valem pouco ou nada, conta sobretudo o que de concreto se materializa na vida real.

E o meu neto de 6 anos não vai perceber se eu não lhe explicar, porque rirei tanto com as próximas vacuidades a virem de Belém, S. Bento ou das Necessidades. 
Sobretudo se vierem as habituais lamúrias patéticas que, presumo mas admito estar enganado, não terão acompanhamento internacional.

Quanto à nossa cooperação chamada de "técnico-militar", haverá certamente quem possa elucidar com verdade o que tem sido feito.
Pelo pouco que sei disso, prefiro ficar calado para não horrorizar ninguém.

Deixo uma pequena sugestão: quem tiver vontade que investigue o que de concreto foi feito por Portugal no âmbito da, hidrografia, oceanografia, fiscalização da pesca, sinalização e ajudas à navegação, e investigue depois para poder comparar, o que fizeram outros países de concreto nesses âmbitos.

Ah, a terminar, apreciei ver escrito nos OCS a evocação "do espírito de comunidade dentro da CPLP

António Cabral (AC)

sábado, 11 de maio de 2024

JÁ LERAM ?
SE NÃO LERAM LEIAM SSF.
(reproduzo em baixo)
Por aqui, além de tudo o mais que se vem passando há muito tempo com Marcelo Rebelo de Sousa, e com Paulo Rangel, e muitos outros, podem continuar a perguntar-se:
- que tipo de pessoas estão à frente dos destinos de Portugal?

A linguagem simples e directa do PM de São Tomé e Príncipe, sem qualquer floreado diplomático Ocidental ajuda, a quem o quiser fazer naturalmente, a meditar quanto a - qualidade, exigência, rigor, diplomacia, sentido de Estado, sentido de responsabilidade, prudência, honestidade intelectual, noção das realidades, noção do ridículo, experiência, noção das proporções, formação - das chamadas elites que, ora se gastam em portas giratórias, ora em associações várias, ora rotativamente em cargos públicos no país e no estrangeiro, ora nos meios de comunicação social, ora divertindo-se à nossa custa.

Portugal não está como está apenas por acaso!
António Cabral (AC)

"Não precisamos de Portugal". 
Primeiro-ministro de atira a Marcelo após acordo com a Rússia.
Patrice Trovoada ironizou com as palavras do Presidente da República de Portugal

O primeiro-ministro são-tomense afirmou esta sexta-feira que o seu executivo não precisa de Portugal para se relacionar com a Europa e avisou que as autoridades portuguesas só conhecerão o acordo militar com a Rússia se for publicado.

Patrice Trovoada reagia às declarações do Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que, na quinta-feira, afirmou desconhecer o acordo de cooperação militar assinado entre São Tomé e Príncipe e a Federação Russa, mas que vai querer conhecer o documento.

“Honestamente, ele quer conhecer como? Ele quer-me pedir o acordo? Eu também tenho muita curiosidade em conhecer muitas coisas, mas sejamos claros: aqui há o respeito da soberania e há o respeito das regras diplomáticas, por conseguinte há coisas que não fazem sentido”, reagiu Patrice Trovoada.

“Se o acordo passar a ser publicado, ele [o Presidente português] tomará conhecimento como toda a gente, por conseguinte não estamos nessa fase e de momento é preciso que, de facto, as pessoas se acalmem”, acrescentou o primeiro-ministro são-tomense.

Patrice Trovoada reagiu também às declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, Paulo Rangel, que afirmou, na quinta-feira, que Portugal e “outros Estados europeus manifestaram estranheza, apreensão e perplexidade perante este acordo".

Isto é o problema do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal. Nós temos relações bilaterais com muitos países e nós não precisamos de Portugal para nos relacionar com outros países, sejamos claros, se um país europeu quer manifestar preocupação, fala comigo, e não fizeram isso”, disse o primeiro-ministro são-tomense.

Trovoada sublinhou que São Tomé e Príncipe é soberano e relaciona-se “com toda a gente”.

Eu dou-me muito bem com muitos países europeus, eu não preciso de passar por Portugal para falar com a Europa, se a Europa também precisar falar comigo não precisa de passar por Portugal”, vincou.

Patrice Trovoada disse que o MNE são-tomense manifestou ao seu homólogo português “a necessidade de não estarem preocupados mais além com isso” e sublinhou que não pede para ver quando Portugal assina acordos com terceiros.

O chefe do Governo são-tomense enfatizou ainda que muitos países, incluindo os europeus, continuam a manter relações com a Rússia, apesar da guerra com a Ucrânia.

“Quando houve os atentados terroristas ultimamente na Rússia, os Estados Unidos propuseram até o apoio à Rússia. Eu quero também lembrar que muitos países europeus, embora a situação de conflito com a Ucrânia, continuam a importar gás, petróleo e urânio da Rússia, o que em princípio deve servir para melhorar a situação financeira da Rússia, que, por sinal, deve servir também à Rússia a continuará a guerra com a Ucrânia”, declarou.

“Então, nós somos um país livre, independente, soberano, somos adultos e eu penso que do lado do Governo português não há nenhum problema”, acrescentou.

Patrice Trovoada disse que, do lado são-tomense, “as coisas estão claras, estão tranquilas” e o acordo com a Rússia “está em vigor” e vai ser efetivado.

“Não se vai fazer um bicho-de-sete-cabeças para uma coisa simples e não contem com São Tomé e Príncipe para o fazer. Nós somos um Estado livre e independente, nós cooperamos com os nossos amigos, nós não somos ingratos com os nossos amigos e, dentro dessa cooperação, dentro do cenário internacional, dentro das opções que nós fizemos, há uns com o qual andamos 10 metros, uns 100 metros, há uns com os quais não andamos, em função dos nossos interesses, e os outros fazem a mesma coisa em função do seus interesses”, disse Patrice Trovoada.

Segundo a agência de notícias oficial russa Sputnik, o acordo militar “por tempo indeterminado” foi assinado em São Petersburgo em 24 de abril e começou a ser implementado em 5 de maio, prevendo formação, utilização de armas e equipamentos militar e visitas de aviões, navios de guerra e embarcações russas ao arquipélago.