Se tentaste fazer alguma coisa e falhaste, estás em bem melhor posição que aqueles que nada ou pouco tentam fazer e alterar e são bem sucedidos. O diálogo é a ponte que liga duas margens. Para o mal triunfar basta que a maioria se cale. E nada nem ninguém me fará abandonar o direito ao Pensamento e à Palavra. Nem ideias são delitos nem as opiniões são crimes. Obrigado por me visitar
quarta-feira, 13 de maio de 2026
quinta-feira, 9 de abril de 2026
9 ABRIL
DIA DO ANTIGO COMBATENTE
Malhei com o cabedal na Guiné, entre 29 de Outubro de 1971 e 28 de Julho de 1973.
Depois de alguns "sustos" em 1971 e 1972, às 2340 horas de 19 de Maio de 1973, no Norte no rio Cacheu, sofremos um ataque, ia lá ficando, eu e outros, mas tivemos muita sorte. Tivemos infelizmente um morto. Houve alguns feridos ligeiros.
Tenho um "PIN" que vinha dentro desta caixinha,
e tenho este cartão,
e tenho desconto em alguns medicamentos,
e uso o cartão Navegante sem pagar nada.
Está perto de fazer 53 anos que regressei de África.
NUNCA MAIS LÁ PUS OS PÉS, NEM POREI.
Tenham uma boa 5ª Feira. Saúde e boa sorte.
António Cabral (AC)
terça-feira, 15 de julho de 2025
Numa nação onde 22% da população está desempregada, falta uma definição clara dos grandes objectivos da economia do país.
quarta-feira, 24 de julho de 2024
Depois de ler as declarações do Presidente da República de Angola, declarações claras e ponderadas, apetece-me perguntar:
domingo, 19 de maio de 2024
AINDA SÓ PASSARAM 51 ANOS
Hoje, 19 de Maio, pelas 2340 horas, fará 51 anos que, quando o navio em que eu prestava serviço durante a guerra em África navegava em ocultação total de luzes e em postos de combate/bordadas, fui/ fomos atacámos por bombordo no rio Cacheu, na Guiné, hoje Guiné-Bissau, numa zona mais acima da base dos fuzileiros, Ganturé.
Sobrevivi, eu e quase todos, alguns feridos ligeiros, um comando africano faleceu e o navio teve danos diversos mas que nada impediram que continuasse operacional.
domingo, 12 de maio de 2024
"Mas vou querer saber" vem exactamente na mesma linha de passar numa feira e - meter a mão no prato de alguém.
O meu neto de 6 anos obviamente que não saberá que a Rússia anda há muito interessada em África, apenas "especialistas" o conseguem descortinar.
O meu neto de 6 anos não passa de uma alegre e feliz criança pelo que não o vou maçar,
Quanto à nossa cooperação chamada de "técnico-militar", haverá certamente quem possa elucidar com verdade o que tem sido feito.
Ah, a terminar, apreciei ver escrito nos OCS a evocação "do espírito de comunidade dentro da CPLP”
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
Jonathan Llewellyn
"Espero que perdoem a um estrangeiro intrometer-se neste assunto, mas é preciso que alguém diga certas verdades.
A insurgência nos territórios ultramarinos portugueses não tinha nada a ver com movimentos nacionalistas. Primeiro, porque não havia (como ainda não há) uma nação angolana, uma nação moçambicana ou uma nação guineense, mas sim diversos povos dentro do mesmo território. E depois, porque os movimentos de guerrilha foram criados e financiados por outros países.
ANGOLA – A UPA, e depois a FNLA, de Holden Roberto foram criadas pelos americanos e financiadas (directamente) pela bem conhecida Fundação Ford e (indirectamente) pela CIA.
O MPLA era um movimento de inspiração soviética, sem implantação tribal, e financiado pela URSS. Agostinho Neto, que começou a ser trabalhado pelos americanos. só depois se virando para a URSS, tinha tais problemas de alcoolismo que já não era de confiança e acabou por morrer num pós-operatório. Foi substituído pelo José Eduardo dos Santos, treinado, financiado e educado pelos soviéticos.
A UNITA começou por ser financiada pela China, mas, como estava mais interessada em lutar contra o MPLA e a FNLA, acabou por ser tolerada e financiada pela África do Sul. Jonas Savimbi era um pragmático que chegou até a um acordo com os portugueses.
MOÇAMBIQUE - A Frelimo foi criada por conta da CIA. O controleiro do Eduardo Mondlane era a própria mulher, Janet, uma americana branca que casou com ele por determinação superior. Mondlane foi assassinado por não dar garantias de fiabilidade, e substituído pelo Samora Machel, que concordou em seguir uma linha marxista semelhante à da vizinha Tanzânia. Quando Portugal abandonou Moçambique, a Frelimo estava em tal estado que só conseguiu aguentar-se com conselheiros do bloco de leste e tropas tanzanianas.
GUINÉ – O PAIGC formou-se à volta do Amílcar Cabral, um engenheiro agrónomo vagamente comunista que teve logo o apoio do bloco soviético. Era um movimento tão artificial que dependia de quadros maioritariamente cabo-verdianos para se aguentar (e em Cabo Verde não houve guerrilha). Expandiu-se sobretudo devido ao apoio da vizinha Guiné-Konakry e do seu ditador Sékou Touré, cujo sonho era eventualmente absorver a Guiné portuguesa.
Em resumo, territórios portugueses foram atacados por forças de guerrilha treinadas, financiadas e armadas por países estrangeiros. Segundo o Direito Internacional, Portugal estava a conduzir uma guerra legítima. E ter combatido em três frentes simultâneas durante 13 anos, estando próximo da vitória em Angola e Moçambique e com a situação controlada na Guiné, é um feito que, militarmente falando, é único na História contemporânea.
Então porque é que os portugueses parecem ter vergonha de se orgulharem do que conseguiram?"
Publicado a 01 de Junho 2013 por Jonathan Llewellyn
Acabei de ler este texto que me foi enviado por mão amiga.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2023
Hoje, 20 de Janeiro, perfaz 50 anos que o então dirigente do PAIGC foi assassinado a tiro.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
E S T A D O S
Não estão nas Nações Unidas designadamente o Kosovo que
Há Estados minúsculos, de que são exemplo entre muitos outros,
Entre muitas curiosidades apeteceu-me por uns momentos
Reino Unido = Inglaterra + Escócia + País de Gales + Irlanda do
Mas depois, o meu livrinho aponta como Crown Colonies
Igualmente interessante contabilizar as dezenas de Estados
quinta-feira, 25 de novembro de 2021
Nas Nações Unidas estão "inscritos" hoje 193 Estados membros.
domingo, 21 de novembro de 2021
DA NOSSA HISTÓRIA
1952, Goa, de um discurso - ….."Não podemos hoje, a tantos séculos já dos dias de esplendor e expansão, ajuizar bem do que foram os faustos e as misérias, a ousadia temerária e a embriaguez de glória e das grandes aventuras ou a humilde abnegação dos missionários e dos mártires. Tudo isso, grandeza e desgraça, violência e humildade, palácios, catedrais e choupanas, foi Goa"……..(Almirante Sarmento Rodrigues, ministro do ultramar).
AC
terça-feira, 19 de maio de 2020
Hoje, 19 de Maio, pelas 2340 horas, fará 47 anos que, quando o navio em que eu prestava serviço durante a guerra em África navegava em ocultação total de luzes e em postos de combate/bordadas, fui/ fomos atacámos por bombordo no rio Cacheu, na Guiné, hoje Guiné-Bissau, numa zona mais acima da base dos fuzileiros, Ganturé.
Morreu um comando africano, dos vários que transportávamos depois de uma incursão no Senegal e junto a quem rebentou o primeiro e único projéctil/ granada lançado pelos então guerrilheiros do PAIGC.
Passadas semanas, um relatório da DGS (Direção Geral de Segurança), confirmou a morte de todo o grupo de guerrilheiros atacantes.
Não era de esperar o contrário, pois tinham que infiltrar-se pelas densas árvores junto ao rio, e ainda que sem serem vistos de bordo, ficavam enrodilhados no espesso arvoredo. A reação de fogo do navio e de todo o pessoal armado que estava no exterior e era muito, e que terá durado para aí um minuto no máximo, varreu com aço literalmente toda a zona.
Eu não esqueço.
Andam para aí muitos que não esquecem nada, porque quase nada ou mesmo nada sabem.
Mas sobretudo não sabem respeitar.
Não respeitam os que como eu andaram na guerra e que felizmente regressaram quase sem sequelas.
Dever de tutela, respeito pela lei, verticalidade, honestidade intelectual, respeito pela história do País, estes e outros valores são lixo para a “gentinha” que desgraça o País.
António Cabral (AC)
domingo, 3 de maio de 2020
segunda-feira, 6 de abril de 2020
sábado, 28 de março de 2020
19 Maio 1973, é uma data marcante na minha vida.
E a hora do que então aconteceu não mais a esqueci, 2340h. Eu e outros não morremos nessa noite porque não era a hora.
Estava na Guiné, a cumprir o mesmo que milhares e milhares de concidadãos, e cumpria a chamada comissão de serviço a bordo deste navio, o patrulha "Hidra".
A primeira fotografia se não me falha a memória é da época um pouco antes dessa data.
A segunda é de 10 de Junho do mesmo ano, estando o navio em seco, em reparações pelas consequências do ataque que sofremos naquela data. Coincidentemente ou não, o ataque deu-se logo depois de uma operação portuguesa dentro do Senegal.
Ficou gravado para sempre.
Lembrei-me disto agora, em quarentena/ isolamento social, ao andar a vasculhar arquivos mais antigos, nomeadamente documentos, escritos avulsos, fotografias antigas.
Fará 47 anos em Maio próximo, e 47 anos em 28 de Julho próximo que acabou esse pesadelo de 21 meses em África, iniciado a 29 de Outubro de 1971.
47 ANOS, SAFA.
AC
quarta-feira, 25 de março de 2020
domingo, 2 de fevereiro de 2020
Guiné, 1973, Bissau e rio Cacheu.
Não fugi, cumpri a minha parte, não gostei, sobrevivi, felizmente quase sem sequelas psíquicas e sem sequelas físicas.
Ao "vasculhar arquivos" encontrei estas fotografias.
As fotografias estão propositadamente de lado.
A fotografia de baixo é de 10 de Junho de 1973, o navio no plano inclinado do Arsenal em Bissau, para reparação dos danos subsequentes ao ataque sofrido dias antes no rio Cacheu a montante de Ganturé, em 19 de Maio, pelas 2340 horas, e onde tivemos, poucos feridos da guarnição, infelizmente um morto dos comandos Africanos que transportávamos no exterior do navio, e vários danos no navio incluindo rombos abaixo da linha de água.
A fotografia de baixo é de navegação no Cacheu pouco tempo antes desse ataque noturno.
Tempos da guerra, guerra inútil.
Onde aprendi muito, onde conheci muitos, onde vi muita coisa, onde desconfiei de muita outra coisa.
Para lá fui na noite de 29 de Outubro de 1971, de lá vim em 28 de Julho de 1973.











