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sábado, 12 de abril de 2025

DEVER  de  TUTELA

Regulamento de Disciplina Militar

TÍTULO I - Princípios fundamentais

CAPÍTULO II - Deveres militares

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Artigo 15.º - Dever de tutela


O dever de tutela consiste em zelar pelos interesses dos subordinados e dar conhecimento, através da via hierárquica, dos problemas de que o militar tenha conhecimento e àqueles digam respeito.


Como cidadão, olhando a isto, olhando (desde 1982) aos sucessivos CEMGFA (Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas), CEMA (Chefe do Estado-Maior da Armada), CEME (Chefe do Estado-Maior do Exército) e CEMFA (Chefe do Estado-Maior da Força Aérea), que devemos concluir?

António Cabral 

segunda-feira, 3 de abril de 2023

O MEU MELHOR AMIGO MILITAR RECOMENDOU-ME QUE VOLTASSE A PUBLICAR


DEVER de TUTELA

Regulamento de Disciplina Militar

TÍTULO I - Princípios fundamentais

CAPÍTULO II - Deveres militares

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Artigo 15.º - Dever de tutela

O dever de tutela consiste em zelar pelos interesses dos subordinados e dar conhecimento, através da via hierárquica, dos problemas de que o militar tenha conhecimento e àqueles digam respeito.
………………………….
Não será por aqui que em boa parte se pode perceber muita coisa do que há décadas se passa nas Forças Armadas, como por exemplo, ao longo do tempo, a crescente submissão política de muitas chefias militares? 
Estou até a lembrar-me de uma frase célebre ali pelos anos 1991, 1992, mais ou menos assim - eu não sou chefe de sindicato!
Será que sobre a bronca recente na Madeira e o que ela pode representar, podemos pensar que o dever de tutela anda muito esquecido de muito boa e jactante gente?
António Cabral (AC)

segunda-feira, 27 de março de 2023

DEVER de TUTELA

Regulamento de Disciplina Militar

TÍTULO I - Princípios fundamentais

CAPÍTULO II - Deveres militares

----------

Artigo 15.º - Dever de tutela

O dever de tutela consiste em zelar pelos interesses dos subordinados e dar conhecimento, através da via hierárquica, dos problemas de que o militar tenha conhecimento e àqueles digam respeito.
………………………….
Não será por aqui que em boa parte se pode perceber muita coisa do que há décadas se passa nas Forças Armadas, como por exemplo, ao longo do tempo, a crescente submissão política de muitas chefias militares? 
Estou até a lembrar-me de uma frase célebre ali pelos anos 1991, 1992, mais ou menos assim - eu não sou chefe de sindicato!
Será que sobre a bronca recente na Madeira e o que ela pode representar, podemos pensar que o dever de tutela anda muito esquecido de muito boa e jactante gente?
António Cabral (AC)

domingo, 19 de maio de 2019

19 MAIO - Recordações.
Hoje, 19 de Maio, pelas 2340 horas, fará 46 anos que, quando o meu navio (onde cumpria a minha comissão no então Ultramarnavegava em ocultação total de luzes e em postos de combate/bordadas, fui/ fomos atacámos por bombordo no rio Cacheu, na Guiné, hoje Guiné-Bissau. 
Como outros, que estávamos no exterior do navio, como quase todos menos um, tive muita sorte. Estava uma noite de espectacular luar.
Morreu um comando africano, dos muitos que transportávamos no exterior do navio, junto a quem rebentou o primeiro e único projéctil/ granada lançado pelos então guerrilheiros do PAIGC. Houve feridos, um incêndio, e o navio teve danos vários, inclusive um rombo abaixo da linha de água.
Passadas semanas, um relatório da PIDE/DGS, confirmou a morte de todo o grupo de guerrilheiros atacantes.

Não era de esperar o contrário, pois tinham que infiltrar-se pelas densas árvores até ao rio, e ainda que sem serem vistos de bordo, a reação de fogo do navio e de todo o pessoal armado que estava no exterior (se bem recordo, mais de 8 dezenase que terá durado para aí um minuto no máximo, varreu com aço literalmente toda a zona. Como se viu no local na manhã seguinte ao ataque, uma zona enorme quase circular de árvores zurzidas, sem folhagem, sem ramos pequenos, sem casca. Tudo branco. O tempo voa, 46 anos! 

Eu não esqueço
E recordo, com emoção, todos os que estavam comigo, e que nunca mais encontrei. Recordo, também, todos os que connosco conviveram naquelas paragens Africanas, de 29 de Outubro de 1971 a 28 de Julho de 1973.
Andam para aí muitos que não esquecem nada, porque quase nada ou mesmo nada sabem. Esquecem-se apenas da participação nas pouca vergonhas que hoje se desabam em cima de nós, activa nuns casos passiva em outros.
Mas sobretudo não sabem respeitar, o passado, a história, os combatentes, os que morreram. 

Não respeitam os que como eu andaram na guerra e que felizmente regressaram quase sem sequelas. QUASE. O ouvido esquerdo nunca mais foi o mesmo, como se vê nos audiogramas.
Mas acima de tudo não respeitam os milhares de portugueses que regressaram de África com sequelas mas sobretudo os familiares daqueles que tombaram pela Pátria. Esquecem além disso, o que a CRP estabelece, e o que está em letra de lei na legislação que enquadra a Defesa Nacional e a sua componente militar. 

Dever de tutela, respeito pela lei, verticalidade, honestidade intelectual, respeito pela história do País, estes e outros valores são lixo para a “gentinha” que desgraça o País.
Os tempos são outros, a realidade do País é diferente, as missões, os meios designadamente os recursos humanos, têm que se conformar ás realidades do presente, mas devendo olhar e acautelar o futuro.
Foi há 46 anos, foi outro dia!!
António Cabral

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Recordações. 

Hoje, 19 de Maio, pelas 2340 horas, fará 43 anos que, quando o navio onde eu cumpria a minha comissão de serviço em África navegava em ocultação total de luzes e em postos de combate/bordadas, e o meu comandante estava na ponte alta com o comandante dos comandos africanos que levávamos a bordo, fui/ fomos atacados por bombordo no rio Cacheu, na Guiné, hoje Guiné-Bissau. Como outros, que estávamos no exterior do navio, tive muita sorte. Imensa sorte. E tiveram muita sorte, felizmente e sobretudo, o artilheiro e o municiador da peça de vante perto da qual rebentou o projéctil inimigo. Como sorte teve o marinheiro que no pavimento inferior descansava na sua cama, a qual foi atravessada por parte de um projéctil sem o atingir nas pernas. Agostinho, chamava-se.

Estava uma noite de espectacular luar. O que então sucedeu foi um dos muitos acontecimentos de guerra que se seguiram ao assassinato de Amílcar Cabral.
Lamentavelmente morreu um comando africano, junto a quem rebentou o primeiro e único projéctil/ granada lançado pelos então guerrilheiros do PAIGC. Houve feridos, um incêndio, e o navio teve danos vários, inclusive um rombo abaixo da linha de água.
Passadas semanas, um relatório da PIDE/DGS, confirmou a morte de todo o grupo de guerrilheiros atacantes.
Não era de esperar o contrário, pois tinham que infiltrar-se pelas densas árvores junto ao rio e, ainda que sem serem vistos de bordo, a reação de fogo do navio e de todo o pessoal armado que estava no exterior do navio e portanto fora do seu ambiente terrestre natural, e que terá durado para aí um minuto no máximo, varreu com aço, literalmente, toda a zona. Como se viu no local, na manhã seguinte ao ataque, havia uma zona enorme quase circular de árvores zurzidas, sem folhagem, sem ramos mais pequenos, sem casca. Tudo branco. O tempo voa, 43 anos!

Eu não esqueço. Recordo, com emoção, todos os que estavam comigo naquela altura, e não vejo há décadas. Recordo, também, todos os que connosco conviveram naquelas paragens Africanas, de 29 de Outubro de 1971 a 28 de Julho de 1973. Muitos dos que conheci e com quem ao longo dos anos se partilharam experiências, estão felizmente ainda vivos.
Andam para aí muitos que não esquecem nada, porque quase nada ou mesmo nada sabem.

Mas sobretudo não sabem respeitar.
Não respeitam os que, como eu, andaram na guerra e que, felizmente, regressaram quase sem sequelas.
Mas acima de tudo não respeitam os milhares de portugueses que regressaram de África com sequelas, e os familiares dos que tombaram pela Pátria.


Esquecem além disso, o que a Constituição da República Portuguesa (CRP) estabelece, e o que está em letra de lei na legislação que enquadra a Defesa Nacional e a sua componente militar.
Dever de tutela, respeito pela lei, verticalidade, honestidade intelectual, respeito pela história do País, estes e outros valores são lixo para a “gentinha” que desgraça o País, há anos seguidos.

António Cabral (AC)