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sábado, 6 de dezembro de 2025

NOVOS  MEIOS  NAVAIS 

Lê-se por aí que irão ser construídas em Itália as próximas três novas fragatas para a Marinha nacional.

Que chato.

O que é que é chato?

Não haver uma disputa entre construtores/ consórcios rivais pois assim não haverá uma sempre "interessante" luta entre grandes escritórios da advocacia de negócios, tal como aconteceu quando da decisão para a compra dos actuais dois modernos submarinos da nossa Armada.

Com esta aparente adjudicação à "Fincantieri" a rapaziada da advocacia dos negócios perde a oportunidade de ganhar muito mas muito dinheiro. 

É Chato!

AC

sábado, 28 de março de 2020

ANDANDO  PELO  ARQUIVO  ANTIGO
19 Maio 1973, é uma data marcante na minha vida. 
E a hora do que então aconteceu não mais a esqueci, 2340h. Eu e outros não morremos nessa noite porque não era a hora.
Estava na Guiné, a cumprir o mesmo que milhares e milhares de concidadãos, e cumpria a chamada comissão de serviço a bordo deste navio, o patrulha "Hidra".
A primeira fotografia se não me falha a memória é da época um pouco antes dessa data.
A segunda é de 10 de Junho do mesmo ano, estando o navio em seco, em reparações pelas consequências do ataque que sofremos naquela data. Coincidentemente ou não, o ataque deu-se logo depois de uma operação portuguesa dentro do Senegal.
Ficou gravado para sempre.
Lembrei-me disto agora, em quarentena/ isolamento social, ao andar a vasculhar arquivos mais antigos, nomeadamente documentos, escritos avulsos, fotografias antigas.
Fará 47 anos em Maio próximo, e 47 anos em 28 de Julho próximo que acabou esse pesadelo de 21 meses em África, iniciado a 29 de Outubro de 1971.
47 ANOS, SAFA.
AC

domingo, 29 de setembro de 2019

A propósito de MARINHEIROS
Há poucos dias tive oportunidade de voltar a entrar na Igreja de N.Sra da Conceição a Velha.
Tinha lá estado muitos anos atrás, e era notória a degradação deste património religioso edificado.
Foi intervencionada durante bastante tempo e agora está uma coisa pela qual vale muito a pena andar até à Baixa.
Esta igreja tem uma porta de trabalho Manuelino que é fantástico.
Está no lugar onde antes de 1755 existia a igreja primitiva, mas com uma configuração completamente diferente, e bem maior. 
Ao terramoto de 1755 resistiu a entrada e a sacristia, segundo me disseram durante a visita.
Fica em Lisboa, na rua do elétrico que passa por trás do enorme edifício Ministério das Finanças.
Para quem vier a pé da Praça do Comércio fica à esquerda, a meio da rua antes de chegar ao Campo das Cebolas.
Entre as preciosidades, porventura a maior, está esta imagem, genuína, disseram-me que do início do século XV, e que está à esquerda para quem olhar a zona do altar.
A preciosidade maior, segundo me explicaram, é que terá sido perante esta imagem que os comandantes e porventura não só das  naus e caravelas ajoelharam antes de se fazerem ao mar.
Uma imagem digna de ter uma reprodução dentro de cada um dos navios da Marinha de Guerra Nacional.
Mas isto sou eu a falar alto.
AC