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quinta-feira, 9 de abril de 2026

9 ABRIL 
DIA DO ANTIGO COMBATENTE

Malhei com o cabedal na Guiné, entre 29 de Outubro de 1971 e 28 de Julho de 1973.

Depois de alguns "sustos" em 1971 e 1972, às 2340 horas de 19 de Maio de 1973, no Norte no rio Cacheu, sofremos um ataque, ia lá ficando, eu e outros, mas tivemos muita sorte. Tivemos infelizmente um morto. Houve alguns feridos ligeiros.


Tenho um "PIN" que vinha dentro desta caixinha, 


e tenho este cartão, 

e tenho desconto em alguns medicamentos, 

e uso o cartão Navegante sem pagar nada.

Está perto de fazer 53 anos que regressei de África.

NUNCA MAIS LÁ PUS OS PÉS, NEM POREI.

Tenham uma boa 5ª Feira. Saúde e boa sorte.

António Cabral (AC)

sábado, 29 de novembro de 2025

O  HABITUAL  
A propósito das eleições na Guiné-Bissau, escrevi há poucos dias este texto.

ELEIÇÕES NA GUINÉ BISSAU

Aí está mais um acto eleitoral. 

Não faço a menor ideia nem do resultado que surgirá das eleições, nem se serão livres.

A história desde a independência mostra um trajecto lastimável. Naturalmente que é culpa nossa, integral!

Creio que as suspeitas de continuar Estado dominado por interesses obscuros continuam. Narcotráfico uma delas.

Independentemente do colonialismo português, creio que não erro muito se disser que a história naquela zona da África sempre foi dominada por lutas entre as etnias. 

Como falar de um chão comum a mandingas, manjacos, papéis, fulas, felupes, balantas, bijagós, nalus, e até mestiços cabo-verdianos e libaneses que por lá também andam?

Aguardemos.

Na sucessão de notícias relativas aquele país (???) relata-se que a oposição terá ganho as eleições, por outras palavras, 
segundo as actas eleitorais EMBALÓ embalou para perdedor.

Mas Embaló muito habituado a embalar, como há tempos também  aqui lembrei - Presidente da Guiné-Bissau, Sissoco Embaló, recusou outro dia  explicar razões de expulsão da Lusa, RTP e RDP
Embaló . . . . . embalou . . . . . fora com eles! - parece que sofreu um golpe de Estado . . . . espera, estão aqui a segredar-me que, se calhar, antes de serem divulgados os resultados oficiais das eleições de que Embaló já tinha conhecimento, tratou de mandar a sua guarda pretoriana fazer um golpe de Estado. Guarda aparentemente formada na sua maioria por balantas.

Como popularmente se diz - um faz-de-conta!

Aparentemente, terá havido uma palhaçada engendrada pela guarda pretoriana a mando de Embaló.

Ora em África, e como aliás se passou já várias vezes naquele país (???), quando há golpes de Estado normalmente e no mínimo vão presos os que estavam.

Isto sabe qualquer comum cidadão. 
Mas não, há criaturas que não conseguem fugir da chinela e, ainda por cima dão notícia das suas costumeiras patetices.

Quanto a Embaló, estará sossegado no Senegal até ver como as coisas ficam. Militares para cá, militares para lá, etnia para cá, etnia para lá, narcotráfico para cá, narcotráfico para lá. Para já, parece, novo PM da confiança de Embaló. Giro!

Mas há quem não perceba e faça telefonemas e cenas ridículas. 
O costume.
AC

domingo, 23 de novembro de 2025

ELEIÇÕES NA GUINÉ BISSAU

Aí está mais um acto eleitoral. 

Não faço a menor ideia nem do resultado que surgirá das eleições, nem se serão livres.

A história desde a independência mostra um trajecto lastimável. Naturalmente que é culpa nossa, integral!

Creio que as suspeitas de continuar Estado dominado por interesses obscuros continuam. Narcotráfico uma delas.

Independentemente do colonialismo português, creio que não erro muito se disser que a história naquela zona da África sempre foi dominada por lutas entre as etnias. 

Como falar de um chão comum a mandingas, manjacos, papéis, fulas, felupes, balantas, bijagós, nalus, e até mestiços cabo-verdianos e libaneses que por lá também andam?

Aguardemos.

AC

quinta-feira, 17 de outubro de 2024

RECORDAÇÕES

Ao ter ido ontem assistir à apresentação de um livro vi uma certa criatura e, ao vê-lo, recordei um episódio que pessoalmente vivi no ano de 1972, na Guiné, hoje a independente Guiné Bissau.

Recordei um safado com o mesmo apelido, com uma conduta diária mais que reprovável para com os seus colaboradores e particularmente para com subordinados.

A história se encarregou de o colocar onde já devia estar há muito, e bem antes do 25 de Abril de 1974. 

Colocou-o em casa, longe das pessoas!

AC

terça-feira, 2 de maio de 2023

MEMÓRIAS

O nº 76 da Visão História/ Abril/Maio de 2023, páginas 50 a 57 traz um artigo/ testemunho de Pedro Lauret intitulado - "Guiné, o princípio do fim". 
Este testemunho, trouxe-me à memória muitas coisas e nomeadamente todo o ano de 1973 que ambos vivemos na Guiné, onde se inclui aquela fase concreta e trágica que ele relata.

Tenho ainda boa memória mas, naturalmente, não me lembro 100 % de tudo e pode acontecer que, quer em relação aos meus tempos de África 29OUT1971 - 28JUL1973 e que aqui me importa agora, quer em relação a outros tempos da minha vida privada e profissional, possa escapar-me um ou outro detalhe ou ter hoje alguma dúvida sobre acontecimentos passados.

Ele poderá confirmar, ou o Lupi se ler estas linhas, mas se a memória não me atraiçoa muito, o NRP Hidra para onde fui mandado cumprir uma comissão de serviço e ali fui oficial imediato do meu estimado então comandante o então 1º Tenente Blanc Lupi, (primo do cavaleiro) esteve no rio Cacine naquela zona, depois do NRP Orion ter participado em tudo aquilo que está descrito na Visão. Foi uma missão no rio Cacine que recordo ter sido complicada.

Mas o relato do Pedro Lauret fez recordar-me outros eventos e outras datas. Dois ou três exemplos.

Relativamente à minagem da estrada para Binta em Maio de 1973, o meu navio foi rio Cacheu acima poucos dias depois e, mais uma vez se a memória não me atraiçoa, creio que embarcámos pessoal do destacamento de fuzileiros comandado pelo saudoso camarada de armas Alves de Jesus.

Recordo, também, ter fotografado vários dos nossos helicópteros Allouette a passar sobre o Cacheu, e rumo a Norte!!!!!!
Recordo, também, termos recebido a bordo quem tinha vindo de Norte, e confessar-nos na câmara de oficiais - tenho os pés todos f******!

Recordo, também, os últimos dias de Março de 1973, tinha eu vindo a Lisboa creio que por uma semana, e estava cá há dois dias quando o primeiro avião Fiat foi abatido.

Recordo, também, que não muitos dias antes de 20 de Janeiro de 1973, com o navio atracado em Ganturé, ouvi (eu e outros) de boca importante e já não entre nós - "se tivermos sorte qualquer dia o Amílcar desaparece".
Passaram poucos dias, e Amílcar Cabral foi assassinado naquele dia 20. Felizmente há quem se recorde bem deste período histórico.

Recordo, também, com saudade, camaradas de armas com quem convivi naquele período em África. 
Infelizmente, alguns já nos deixaram, como é o caso do Coelho Rita, então comandante do NRP Orion, com quem convivi muito em Bissau pois ele era então um solteirão inveterado e eu solteiro geográfico.

Recordo, para terminar, o mês de Maio de 1973 e, particularmente, o final do dia 19, quando pelas 2340 horas navegando rio Cacheu acima, o navio foi atacado por Bombordo. 
Evento que anualmente aqui recordo.

Evento que me marcou para toda a vida, evento de guerra em que, com a infeliz excepção de um militar Comando, nesses dia ninguém mais morreu, tendo ficado feridos sem gravidade alguns militares da guarnição.

Deixo fotografias da época nomeadamente a do NRP Hidra:
1ª - diferentes actividades no rio Cacheu,
2ª - descrição sumária do navio,
3ª - a navegar no rio Cacheu
4ª - no plano inclinado dos estaleiros navais em Bissau, a reparar os estragos decorrentes do ataque de 19 de Maio de 1973. 

Parece que foi outro dia.
António Cabral