segunda-feira, 13 de julho de 2026

METER  ÁGUA ?
Pelo que se vem sabendo, no concelho de Almada e seus arredores (Almada freguesia, Caparica, etc.) os canos estão com muito pouca ou nenhuma água.
Há vários anos que, segundo se diz e provavelmente é mesmo a realidade, há imensas perdas de água por diversas razões: rotura de encanamentos (na rede de distribuição e depois na rede mais próxima das infra-estruturas i.e. casas, escolas, edifícios do Estado etc.), furos ilegais, piscinas ilegais, ligações ilegais à rede, etc.
Em cima disto some-se incompetência, arrogância e desprezo pelos cidadãos enquanto se arrota com os direitos e a CRP.

Também tem sido noticiado que há anos se sabe que na segunda quinzena de Julho o consumo de água sobe bastante. Há anos!

Não reparei (sou muito distraído), mas se ainda não aconteceu deve estar por minutos o actual inquilino em Belém vir aparecer nas TV com o seu habitual ar compungido/ confrangido/ condoído/ salvador do povo, adiantar - este problema das pessoas e das famílias tem que ser resolvido, !

Como a pressão da comunicação social subiu muito lá veio a socialista presidente da câmara debitar umas coisas.
Uma das coisas vomitadas é que havia uma grande culpa do governo por aligeirar as regras para construção de habitações!

Eu não percebo nada destas coisas mas tinha uma noção, assente em casos concretos de familiares e amigos e conhecidos, que as câmaras municipais em regra levavam eternidades para aprovar /autorizar novas construções, fossem prédios fossem vivendas.

Não percebo nada destas coisas, repito, mas creio que o que recentemente aconteceu é querer-se que os prazos para aprovar licenciamentos encurtem, deixem de ser a pouca vergonha de anos, a pedir agora um papel, ou à espera que se untem mãos!

Depois, lá está, surgem casos caricatos como aqui uma vez já contei e agora repito.

O falecimento de um idoso e depois, aquela cena da relação de bens de que é preciso tratar e que tratou a filha mais velha/cabeça de casal e que depois deu conhecimento à irmã, mais nova. Ambas naturalmente herdeiras do senhor.

E surgiu um pequeno problema, melhor dito, a mais nova, solteira, virou-se para a irmã - não sabia que o paizinho tinha tantas garagens e estes andares todos!

A irmã/ cabeça de casal - sabes, ao Quim não convinha que eles ficassem no nome dele, e foi assim, colocámos tudo no nome do paizinho.
A solteira - ah, então metade é meu . . . .

A irmã/ cabeça de casal - não, é do Quim . . . 
A solteira - se metade não passa para mim, coloco a boca no trombone.

Claro que tudo se resolveu a contento!

A pouca vergonha de décadas tem que acabar, mas é muito difícil acabar. 
Não será de acreditar que certos licenciamentos de processos para construção serão mais rapidamente despachados em algumas câmaras municipais consoante os conhecimentos (inside information) ou o untar as mãozinhas, ou uns almocinhos de trabalho?

É má língua ou . . . . ?

O colapso no abastecimento de água numa zona altamente urbanizada não acontece por acaso. Não é assim de certeza.
Falar verdade e falar do que foi eventualmente feito, do que não foi executado e devia ter sido, isso é que não.

Ficam-se todos pela chicana política.

Esta gente lembra-me a anedota do início dos anos 50 do século passado, do desgraçado de meia idade, humilde, lá no interior abandonado, que trabalhava no campo de Sol a Sol, quase sem dinheiro, mas que um dia lá conseguiu juntar uns cobres e foi à cidade. 

Pagou um quarto numa pensão rasca, e na primeira noite foi a uma casa de "meninas" que nesses tempos existiam. Hoje creio que existem ainda mais, mas é outra "finesse".

Voltando ao pobretanas, teve o azar de poucos minutos depois de entrar na "casinha" entrar a polícia para uma ruga, e ele assistiu a um canto ao interrogatório sumário que um dos polícias ia fazendo "às raparigas"
- Que é que tu fazes? . . . . Sou costureira!
- E tu? . . . . sou manicura!
- E tu? . . . . . sou cozinheira!
. . . . . .
Vendo o andar da carruagem, o pobre homem amargurado murmurou baixinho . . . querem ver que a puta afinal sou eu!

Responsabilidades?
Falar verdade?
Falar abertamente sem recorte ideológico?

Ná, sou eu que estou a ver tudo mal, e a culpa disto tudo em Almada  deve ser dos capitães de Abril, ou do Passos Coelho, ou do Trump, ou do Putin, ou do Xi, se calhar de todos, mas de certeza pelo menos do D. Sebastião e das alterações climáticas!

Haja democrática pachorra para aturar isto.

António Cabral (AC)

Sem comentários:

Enviar um comentário