Mostrar mensagens com a etiqueta corrupção passiva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta corrupção passiva. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de março de 2026

GUIMARÃES
Muito se anda a falar de Guimarães.
Guimarães foi a cidade escolhida pelo novo Presidente da República para integrar nas suas primeiras acções e visitas.

Mas Guimarães recorda-me uma fase da minha carreira, altura em que uma VIL criatura servindo-se de conotações políticas e familiares conseguiu que a administração fosse compelida a alterar o que para mim tinham projectado, e uma comissão de serviço no estrangeiro me fosse negada e mais, roubada.
Nunca me hei-de esquecer de tais venais ordinárias e asquerosas criaturas. 
Criaturas que foram trepando na vida mas não passam de uns pobres trastes sem dignidade.
Mas cá se fazem cá se hão-de pagar.
AC

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Grande PARLAMENTO, grandes parlamentares
Grandes partidos Políticos
Quase tudo como no tempo de Eça

Ora a propósito de reformas e reformas recordo que por força das imposições da Troika, o processo liderado pelo inarrável então ministro Relvas fez o número de freguesias baixar das 4260 existentes em 2013 para 3092. Houve várias agregações.

Conheço concretamente os casos havidos no concelho de Idanha-a-Nova (IDN), sendo um dos exemplos a nova freguesia de Monsanto - Idanha-a-Velha.
Se vi bem  na recente decisão do parlamento sobre freguesias essas agregações em IDN não foram alteradas, não houve desagregações!

De salientar que existiam 4260 freguesias em Portugal, muitas delas com escassas centenas de habitantes. 

Provavelmente uma relevante parte do poder autárquico é/ continua ineficaz e custava/ custa imenso dinheiro e, talvez, envolvesse cargos que acabando por ser políticos seriam, quase certamente, desnecessários. 

A reforma sob a pressão da Troika foi feita nessa altura com contestações várias e nomeadamente contestada pelos pequenos (ou médios ou grandes?) interesses e por vários órgãos informativos.

Se a reforma era necessária, se o que foi feito foi correcto e adequado nada disso interessava. 
Interessava sim atacar Passos Coelho que, para lá de méritos qualidades e defeitos como todos nós era e é, basicamente uma pessoa decente. 
Mas, creio, não controlou devidamente alguns dos seus ministros.

E como no passado aqui escrevi, e porque era o PM, ele foi o responsável primeiro por várias parvoíces, por algumas medidas estúpidas (opinião pessoal naturalmente), e por algumas afirmações que, no mínimo, se devem qualificar como lastimáveis.

Nos tempos recentes a questão das freguesias voltou ªa baila".
Não faço ideia se a vida das populações melhorou nos locais onde houve fusões. Tal como agora com algumas desagregações. 

E isto dá bem a medida do elevado índice de incompetência arrogância e imbecilidade (opinião pessoal, naturalmente) de muitos parlamentares.

Sim, inicialmente pressão da Troika.
Mas, depois, que estudos sérios?
Que ponderação?
A agregação do tempo da Troika e as recentes desagregações nada tiveram a ver com conluios partidários, com votantes?
Não se tinha em mente o clientelismo?

Se não estou enganado houve bastante mais de uma centena de recentes desagregações de freguesias.
Que benefícios concretos se visualizavam para as populações envolvidas?

Entre as várias coisas espantosas e se vi bem, o PSD que promoveu a "reforma" por sobretudo imposição da Troika, na recente contra-alteração esteve na linha da frente. Brilhante.
Nada como uma boa coerência!

Portugal continua prenhe de certas personagens, de muitos fregueses, de imensos sacripantas, todos com uma descarada ausência de vergonha na cara e ausência de quase tudo.

Desgraçados de nós cidadãos comuns.

Nesta questão organizacional se vê sem margem para dúvidas a choldra que predomina na política nacional.

Com ou sem imposição da Troika entretêm-se a brincar com estes arranjos e re-arranjos.

Ponderar a questão de forma profunda, isenta, sem ideologias e clientelismos isso é que não.
Mais ou menos freguesias é que importa.

Olhar seriamente para a organização administrativa do país?
Ui, nem pensar, olha lá os poderes instalados, o clientelismo, as zonas de influência.

Que importância tem que por exemplo Portalegre, Penamacor e outras há, sejam cidades com uma população numericamente ridícula, comparativamente com as freguesias de Lisboa Porto, Setúbal, Almada etc.?
Este é apenas um exemplo da trágica (opinião pessoal naturalmente) organização administrativa do país. E da tragédia que vagueia pelo poder formal.
Enfim.

AC

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Atestados de corrupção
Eduardo Dâmaso
Jornalista,13 de Janeiro 2025, CM, 

O prolixo ministro Castro Almeida considera “criminoso” passar aos autarcas “um atestado de corrupção”, refutando as críticas à lei dos solos, a tal que Marcelo promulgou, apesar de lhe apontar “entorses significativos”. O mínimo que se pode dizer é que este ministro tem andado distraído. Portugal está cheio de “entorses significativos” em matéria de urbanismo, mas não os viu. Quer ver a corrupção pela manipulação da lei dos solos? Vá a Monte Gordo, Gaia, Sintra, Amadora, Cascais, Lisboa, Portimão, Albufeira, Faro, vá à Madeira, percorra o Litoral e constate as aberrações construídas por décadas de predomínio de patos-bravos sobre o próprio poder político, autárquico ou não. Castro Almeida sabe bem que as relações entre o financiamento político e o dinheiro da construção civil são um pântano, um pequeno segredo de polichinelo do regime. Sabe muito bem que a história de Portugal deveria ter um capítulo escrito por empreiteiros como José Guilherme, A. Santo, Eduardo Rodrigues, Vieira. Como, de resto, Salgado bem sabia. O problema não são os autarcas, mas um sistema de cumplicidades que tem envenenado a confiança dos cidadãos nas boas vontades de alguns dos tais ‘melhores’ que estão na política.

Oh Eduardo Dâmaso, não se amofine, deixe-os lá, coitadinhos, são pequenas liberalidades sem as quais PSD, PS, CDS, BE, IL, PAN, Chega, Livre, PCP (Aveiro, ring a Bell?), dificilmente eles poderiam viver, né?

AC

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Os partidos do "arco do poder" têm colonizado, partidariamente, a administração pública do Estado com a ocupação partidária de lugares, quando a administração pública deveria ter um estatuto de neutralidade partidária. (Ramalho Eanes). 

Ramalho Eanes, bem pode pregar que eles se estão marimbando para si e para todos nós cidadãos comuns.

Tenham uma boa 4ª Feira.

Saúde e boa sorte.

AC

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Notas da Presidência e Supremo Dizem TUDO!
DIZEM?
DIZEM MESMO TUDO?


Não, não dizem.

E, antes de mais, quando ouço um comentador muito conhecido, mas de que pouco se fala das monumentais dívidas do seu estranho grupo de "media" e doutras coisas, afirmar - "qualquer pessoa faria o mesmo" - dá-me logo vómitos.

Voltando à questão central, há nesta "coisa" uma questão de humanidade, obviamente mas, para lá disso, há pelo menos outras coisas e legítimas interrogações:
- no Brasil não há o medicamento?
- no Brasil não conseguiam consulta, tratamento?
- e a equidade em Portugal? 
- marcação de consulta nos Lusíadas mas, depois de garantir consulta no Sta Maria, cancelaram a dos Lusíadas; é tudo normal?

Supremo esclarece que Marcelo Rebelo de Sousa não é visado no caso das gémeas luso-brasileiras.

Pois o Supremo pode fazer e dizer supremas coisas.

Eu sei que o advogado Magalhães e Silva é um acantonado há décadas na área socialista. 
É sabido, de Macau a Belém e outras coisas.
Mas, referida esta "nuance", o que ele disse há dias na TV salvo erro SIC notícias, caracteriza bem sem margem para dúvidas o inquilino de Belém neste imbróglio das infelizes gémeas brasileiras.

Mas é como estamos.
Irão ouvir e apertar a médica que ministrou o medicamento?
Irão ouvir e apertar o ex-assessor da Presidência da República?
Irão ouvir e apertar a jornalista assessora Ruela?
Irão ouvir e apertar o na altura director clínico em Sta Maria?
Irão ouvir e apertar a direcção de então do Sta Maria?
Irão ouvir e alertar a então secretária de Lacerda Sales?
Irão ouvir e apertar Nuno Rebelo de Sousa?

Ah, tanta carta e email que chegam ao Presidente da República que tudo despacha para o governo, para os efeitos tidos por convenientes.
Sem qualquer pressão. POIS!
Restava saber quantas vezes até ao presente os assessores se reunem com ministros e secretários de Estado para acompanhar certos pedidos/ cunhas.

Eu também vou continuar à espera de ver quais são as iniciativas do Parlamento e do MP, e nomeadamente, sobre o inarrável despacho mais neutral algum dia havido !

Não houve abuso de poder da parte de ninguém?

Aguardemos.
AC

domingo, 17 de dezembro de 2023

AVIAÇÃO   em   PORTUGAL

Não, não vou falar da TAP. 
Não, não vou falar de António Costa, das suas posturas, da sua falta de vergonha e incoerência políticas. 
Não, não vou falar do insuportável Pedrinho.
Não, não vou falar das imaginações de alguns.

Lembrando-me dos políticos de hoje, muitos sem envergadura intelectual, em que muito poucos não viveram sempre à conta do orçamento do Estado, farei apenas uma pequena incursão num passado não muito longínquo. 
Vou em parte socorrer-me de uma fonte fidedigna sobre certos passados.

Algumas palavras basicamente sobre aviação militar, particularmente os primórdios da aviação no nosso país, a aviação no Exército e na Marinha, até à criação da Força Aérea de Portugal (FAP) que, nos anos 50 do século passado, se tornou o 3º ramo das Forças Armadas. 

Mas a propósito deste passado, salientar aquilo que no presente continua muito semelhante ao que sucedia na I República e também na Assembleia Nacional da II República / Estado Novo.
Refiro-me ao trabalho (!?!?!?!?) na actual Assembleia da República onde muitas vezes se encontra, a incompetência, a incoerência, a descarada ausência de vergonha na cara e a vergonhosa postura de vários dos eleitos felizmente não todos. 

Em síntese, referência ao fazer reformas a destempo, ou não as fazer de todo. 
Em síntese, também, referência aos que não percebem ou fingem não perceber a evolução das coisas, da tecnologia, das sociedades.

São sobejamente conhecidos os feitos de Gago Coutinho e Sacadura Cabral. 
Porventura menos conhecidos outros feitos de outros pilotos nacionais, como por exemplo de Sarmento de Beires.

Existem vários livros sobre a aviação em Portugal, e sobre feitos no passado realizados pelos nossos diversos aviadores, como existem reportagens jornalísticas e, quer no "sítio" da FAP quer na Wikipédia, estão referenciados muitos detalhes sobre o assunto. Vale a pena ler.

De uma forma muito resumida, em Portugal o "bichinho" da aviação terá começado em 1912. 

Em 14 de Maio de 1914 foi formalmente instituída uma Escola de Aviação Militar a qual foi inaugurada mais de dois anos depois, em 1 de Agosto de 1916.

Também em 1914 o Exército português criou o Serviço de Aeronáutica Militar. 
Antes do final da I GG a Marinha de Guerra portuguesa criou o Serviço de Aviação da Armada. Ao longo dos anos seguintes, Marinha e o Exército alteraram a designação desses serviços.

Na sequência da evolução nas estruturas militares verificada em diversos países designadamente Europeus e sobretudo na NATO/ OTAN, as aviações da Marinha de Guerra e do Exército acabaram por ser fundidas em 27 de Junho de 1952, passando a existir em 1 de Julho desse ano o novo ramo das Forças Armadas Portuguesas (FA), a FAP.

Esta reforma, a criação da FAP, não podia deixar de ter lugar.

Como sempre acontece em muitos países, e em Portugal é basicamente uma regra, surgem muitas resistências sempre que se pretende, uniformizar estruturas, encetar processos de reformas, tentar melhorar uma qualquer organização/ instituição.

Esse tipo de resistência esteve também na evolução da aviação em Portugal. Resistência por parte de militares portugueses à junção das aviações do Exército e da Marinha de Guerra fundindo-as no que se tornou a FAP. 

Mas a par de resistências, o que se pode parcialmente compreender, o que é sempre de lamentar são processos políticos tortuosos que acontecem pelo caminho, algumas vezes untados de corrupção.

Mas se são conhecidos vários episódios relativos a resistências a processos de reformas, seja em que área for, muitos mais episódios ficam desconhecidos do grande público. 

Como sempre acontece em Portugal (e não só), muitos processos e acontecimentos permanecem obscuros, envoltos em vários silêncios e narrativas, como é o caso do historial dos primeiros anos da nossa era democrática (1974-1982).

No caso da aviação, e concretamente no referente à aviação da Marinha de Guerra nesse passado já distante, houve episódios e movimentações de bastidores diversos. 

Na fase imediatamente anterior à decisão política de criação da FAP e inerente extinção da Aviação Naval, muitas sessões na Assembleia Nacional (AN) foram acompanhadas por vários dos pilotos dessa então componente militar. 

Existem alguns testemunhos, inclusive escritos, sobre a indignação que na altura cresceu no seio dos meios militares. Porquê?

Sobretudo por constatarem uma generalizada ignorância sobre o assunto, ignorância que sobressaia nos trabalhos na então Assembleia Nacional e, nomeadamente, por parte de alguns dos deputados que mais esgrimiam posições relativamente a estruturas militares. 

Mas indignação, também, por observarem estranhas alterações de posições de vários deputados pouco ou nada fundamentadas, mas sobretudo devidas ao que vulgarmente se designa por corrupção política passiva. Se preferirem, jogos por debaixo da mesa.

Por gentileza de um bom amigo, a quem mais uma vez agradeço o ter disponibilizado estes documentos, deixo alguns desses testemunhos, escritos, concretamente da autoria de seu pai.




Sugiro leitura mais atenta da 3ª folha, onde nela se relata um exemplo de como se podem fazer certas coisas nos jogos palacianos.

A história dos trabalhos da nossa democrática Assembleia da República deste 1976 está igualmente recheada de notáveis episódios e peripécias, para dizer o mínimo. Concretamente no campo militar.

Ao aproximar-me do fim deste breve apontamento, há dias pude ler um folheto da Câmara Municipal de Alverca, já com alguns anos, e intitulado - Alverca e a aviação, 1918-2018.

Nesse folheto se descreve que em 11 de Setembro de 1918 se iniciou a construção do Parque de Material Aeronáutico, não dizendo se era do Exército ou da Marinha de Guerra. Realço isto porque em 1918 não existia Força Aérea.

A 14 de Fevereiro de 1928 esse Parque de Material alterou a designação para Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA).

Em 2005 deu-se a privatização, passando as então OGMA a designar-se por OGMA-Indústria Aeronáutica de Portugal, SA, pertencente maioritariamente à Airholding SGPS, SA (EMBRAER e EADS).

A terminar, e no âmbito ainda do que são resistências e, pior, do que é não querer compreender algumas das inevitáveis alterações nas sociedades e nas instituições, não posso deixar de recordar episódios que o meu melhor amigo militar e que é almirante reformado me contou, acerca do que se passou no final dos anos 80 do século passado, em pleno governo de Cavaco Silva, quando alguém teimosamente persistia em defender a teoria - o que voa é para a FAP - e em que esse alguém foi finalmente "acalmado" pelo então MDN. Enfim.

António Cabral (AC)

domingo, 6 de novembro de 2022

PRECONCEITO ?

Eu não tenho, nem um certo, nem pouco, nem muito preconceito para com quer quer que seja.

Mas tenho asco a vigaristas e aldrabões. Tenho asco a pusilânimes.

Tenho asco a vendilhões de mentiras.

Tenho asco a intrujões que dizem uma coisa numa data e pouco tempo depois o seu contrário.

Tenho asco aos intelectualmente desonestos e, quando aos literalmente desonestos, deviam estar engavetados. 

AC

terça-feira, 25 de outubro de 2022

PORTUGAL e os seus AEROPORTOS
Não vou agora debruçar-me acerca dos aeroportos na Madeira, Porto Santo e nas ilhas dos Açores.
No que se refere ao Continente, podemos avaliar as coisas de diferentes perspectivas. 
No que respeita a Lisboa, há a frase estafada de que há 60 anos que se pensa (??) num outro aeroporto principal, substituto da Portela, que foi  baptizado de Humberto Delgado.

Mas podemos ver as coisas de uma forma mais brutal.
Pensar o que aconteceu em dois períodos distintos: 1926-1974 e 1974-2022.

1926 - 1974
Deste período retira-se que em 1974 existiam os aeroportos de Lisboa/ Portela, Porto/ Pedras Rubras e Faro.
Adicionalmente, temos de considerar que em 1964 foi criada a Base Aérea nº 11 nos arredores de Beja, que veio a ter uma conexão civil. 
Esta base foi construída essencialmente para, com base em acordo com a Alemanha, proporcionar facilidades de treino a aviões da força aérea Alemã.
Apenas em 1970 se iniciaram as actividades com aviões Alemães, os famosos (por más razões) F-104. 
Por razões de organização interna, a Alemanha deixou de utilizar a base com essas aeronaves em 1973.
A partir desta data, a base passou a servir de apoio a aviões militares quer da nossa Força Aérea quer da Força Aérea Alemã e, ainda, a aviões comerciais da Lufthansa e TAP, para voos de treino. 

1974 - 2022
Em Outubro de 2022, continuamos com a palhaçada à volta do futuro aeroporto substituto do de Lisboa.
Gastaram-se entretanto milhões de euros em estudos e ajustes. 
As possíveis / sucessivas localizações do novo aeroporto têm constituído uma das mais vergonhosas telenovelas nacionais. 
As prestações de António Costa e do seu amigo / inimigo Pedro Nuno Santos falam por si.

Ou seja, continuamos com Lisboa/ Humberto Delgado, a abarrotar, Faro, e Porto/ Sá Carneiro.

Mas temos Beja.
Houve um novo acordo Luso-Alemão sobre a utilização da Base Aérea nº 11, em 1979, a que se seguiu a instalação de aviões Alpha-Jet, da Força Aérea Alemã.
Adicionalmente, a nossa Força Aérea ali foi colocando diferentes tipos de aeronaves.
Em 1993, o Acordo Luso-Alemão sobre a utilização da Base não foi renovado o que determinou o fim da atividade da Força Aérea Alemã no nosso país.

Em 2000, o governo chefiado por António Guterres iniciou um estudo de viabilidade do aeroporto de Beja, começando as obras em 2007, e terminadas em 2009. 
Em 2011 houve o voo inaugural. 
Mas, em termos crus, daí para cá o aeroporto está normalmente ás moscas.
Com o intuito de ver se reanimam o desgraçado, parece haver a intenção de fazer uma auto-estrada entre Sines e Beja.

Ou seja, quase se pode dizer que, afinal, de 1974 até hoje temos os mesmos Lisboa, Porto Faro.

Ah, adicionalmente temos Beja, que está basicamente ás moscas.
Foram estoirados milhões de euros em estudos, avaliações e outras tretas para um sucedâneo ao de Lisboa.

Diz-se que várias elites (algumas já falecidas) desde 2005 desataram a comprar terrenos na OTA, Vila Franca de Xira, Coruche, Benavente, Montijo, Alcochete, Rio Frio, Pinhal Novo, Alverca. Um forrobodó!
Será que vão comprar perto de Santarém?

Ah, mas temos várias "maquetes" de aeroportos. 
Portugal no seu melhor.
AC

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

1988 - LISBOA, INCÊNDIO no CHIADO

24 de Agosto, as chamas devoraram várias áreas da zona do Chiado, designadamente grande parte da Rua do Carmo, e partes da Garret e Nova do Almada.

Na rua do Carmo, existiam uns "primorosos" canteiros que eram muito giros (!?!?!?), um daqueles trágicos ornamentos e modificações com que muitos autarcas e seus funcionários, ao longo de décadas, se entretêm a estoirar dinheiro dos contribuintes.

Resultado, os carros de bombeiros não passavam, não subiam a rua.

Resultado, ardeu muito mais do que provavelmente teria ardido sem as parvoíces de um Abecassis e outros. Arderam os armazéns Grandella e Chiado, entre muitas outras coisas e lojas e habitações.

No presente, as pouca vergonhas prosseguem por esse país fora, desde as rotundas a encomendas de caríssimas obras primas a artistas do regime, ou a apoios financeiros aos amigos. Desgraçado país, mas sobretudo desgraçados de nós cidadãos comuns.

AC

domingo, 3 de julho de 2022

O  AEROPORTO  do  PEDRINHO

Um dos propósitos do novo aeroporto é exactamente este, ajudar os grandes empreendedores da apanha da amêijoa, que muito têm contribuído para a economia nacional ao arrancar do Tejo as amêijoas e as encaminhar para Espanha. 

Estes empreendedores são fantásticos, civilizados, respeitadores da lei e da saúde pública nacional pois, ao levá-las para Espanha, nada afectam a Nação que os acolheu de braços abertos. Um exemplo extraordinário de inclusão e inserção sociais.

Mais, de tão bem comportados em sociedade, nada complicam a vida aos agentes da GNR que passam por eles (por exemplo em Alcochete), e nem os olham sabedores de que tem as viaturas primorosas como todos a gente observa diariamente, quase de último modelo, nada de fumarada pelo escape, não necessitando de inspeções porque são novinhos, e com seguros em dia.

Por outro lado, um comportamento cívico exemplar, podiam despir-se completamente na via pública mas não, muito civilizados e respeitadores.

Finalmente, grandes contribuintes fiscais como todos os bons cidadãos portugueses. Grandes ajudantes da segurança social.

Com eles e outros como eles, Portugal caminha a passos largos para a frente do pelotão dos 27. 
António Cabral

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Uns DESIGNAM por ESPUMA dos DIAS
PREFIRO - 
A POUCA VERGONHA NACIONAL
ou
A DESCARADA AUSÊNCIA de VERGONHA na CARA
> O Chega não é um partido da Coreia do Norte, não pensamos todos o mesmo (Rita Maria Matias)
> Nenhum magistrado é culpado da fuga de Rendeiro, porque nenhum dos processos tinha transitado em julgado
> Revisão do sistema de avaliação dos funcionários públicos parado há pelo menos um ano
> Deixei de ser um ministro político e despesista em 15 dias (Fernando Medina, Expresso/Economia/22Abril2022)
> Vazio legal protege João Leão no ISCTE (Expresso 22Abril2022)
> Recorde de 1 milhão de baixas no primeiro trimestre
> TAP recontrata 200 tripulantes para garantir voos
> Costa garante estarei cá quatro anos

Estas frases remetem-me para, nuns casos, a descarada ausência de vergonha na cara verdadeiramente ALARVE, em outros, para a questão da produtividade da sociedade portuguesa, em outros, para a enormidade de alçapões nas leis premeditadamente preparados pelos "escritórios" e "associações escondidas", em outros, para a podridão em que transformaram o sistema de justiça, em outros, para as decisões que uns alarves definem como necessárias para o interesse nacional mas que as evidências bem demonstram que andam apenas há anos a tratar da carreira política, da vidinha.

AC

domingo, 26 de setembro de 2021

CONTINUA  ACTUAL  ou  NÃO?

O TEXTO: "Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e boa dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado  por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência"?


De facto, atente-se por exemplo nas últimas semanas: discursos com pura dicção???.....com cortesia?........Ah...Ah....
Quanto a isto estamos conversados, e quanto ao resto, Eça, espera pelos resultados da tal bazuca da UE, e pela cena do hidrogénio, e pela urbanização dos terrenos da Galp em Matozinhos apesar da enorme lição que Costa e a autarca de Matosinhos vão dar aos acionistas privados da GALP (lembram-se de um dos maiores, uma família muito conhecida…pois, devem estar com as perninhas a tremer!), pela Selminho em que nada será construído nesses terrenos de encosta (!?!?!), pelos terrenos onde era a antiga feira popular de Lisboa, ........e verás como as tuas palavras continuam actuais. 
Lembra-te, Eça, que ele chamou bem à atenção dos correligionários de que o que aí vem é uma oportunidade única. Pois! 

Eles não vão desperdiçar.

Nenhum partido pode atirar pedras aos outros. NENHUM.
Mas sobretudo o CDS, o PS, o PSD que são quem tem mais a mão na massa, a meu ver com gradual relevância para o PS, Sócrates e muitos mais. BE e PCP têm casos vários, menores, mas nada isentos da porcaria. Então o BE com malandros nas listas eleitorais e que de repente assobia para o lado. IL, Livre, PAN, etc., vamos aguardar mais um pouco. Ah, não quero aqui referir NOJOS com outro nome.
António Cabral (AC)

Ps: lembra-te, Eça, dos terrenos e subsídios que continuarão a ser recebidos pelas camarilhas e amigalhaços, como esses hectares de que o jornal Público fala………lembra-te por exemplo dos elogios do falecido Jorge Coelho a certos autarcas. Lembra-te de certos presidentes de Junta de Freguesia e de como chegaram aí, independentemente das denúncias dos jornais e revistas. Ah, cuidado, Eça, apesar do Jorge Coelho já ter falecido a máquina que ele ajudou a montar está bem oleada,……. quem se mete com o PS leva! Ah, e está claro, nada recebe da bazuca!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

EXACTAMENTE
(Carlos M. Fernandes, Observador) (sublinhados meus)(comentários)
............Se a submissão dos média à discricionariedade dos Estados policiais é explicada pelos riscos de uma oposição visível, como se justifica a passividade dos jornalistas em democracia? Nas ditaduras, os jornalistas receiam a prisão ou a morte. De que têm medo os jornalistas, ao dia hoje, num regime, como o português, que se afirma livre? (perder o emprego) De um telefonema irado do Primeiro-Ministro? Da vigilância da PSP? Da incapacidade dos tribunais para assegurar a sobrevivência do Estado de Direito? Da pressão de chefes domesticados pelo dinheiro dos contribuintes? (porque senão abaixam a tola, perdem o emprego) Seja o que for, não transmite uma boa imagem dos jornalistas.

A comunicação social portuguesa, que já nos habituou à apatia diante da propaganda, trapalhadas e abusos de certos governos, vestiu, com a crise sanitária, o uniforme de serviçal do poder. (então o telejornal das 1300 na SIC é das coisas mais asquerosas e sabujas) Enquanto o Governo actual, com a complacência da Presidência da República, viola a Constituição, proíbe a venda de livros e água, fecha negócios, empurra milhares de pessoas para o desemprego, assalta os lugares estratégicos da Justiça, e ainda se atreve a exportar as suas vigarices para a União Europeia, os jornalistas dizem aos cidadãos para terem medo, manipulam-nos no sentido de estes se fecharem em casa e incitam-nos à denúncia com reportagens à caça de transeuntes sem máscara. Enquanto a polícia entra em propriedades privadas sem mandato, solicita comprovativos de residência a quem é visto na rua a passear o cão, intimida os incautos com interpretações abusivas de uma lei já por si excessiva e pede explicitamente a colaboração popular na vigilância dos prevaricadores, os jornais e as televisões massacram-nos com advertências do perigo da extrema-direita e do populismo, numa renovação, agora com um alvo fixo, da estafada rubrica vem aí o fascismo. Até há pouco tempo, os recorrentes alertas para o fascismo pareciam a história do rapazinho que grita “lobo!”. Agora, assemelham-se a uma fusão paródica de fábulas que poderíamos descrever como a história do rapaz que grita lobo quando já tem os ursos a comerem-lhe as papas em casa (ou na cabeça).

No comentário e debate, a apostasia da ciência consensual é censurada, ou por omissão, ou através do recurso a espantalhos e caricaturas do contraditório. Os jornalistas portugueses são, neste momento, inimigos da sociedade aberta e devem ser tratados com a intransigência que se reserva aos cúmplices de forças antidemocráticas. Há excepções, como é óbvio, mas são emudecidas pela cacofonia do medo ou saneadas no meio de uma serenidade apenas possível num país adormecido.

A pressão hierárquica e o ambiente policial que se vive não desculpam a demissão de responsabilidades. Outros lutaram e mantiveram-se fiéis aos seus ideais em tempos e lugares muito mais complicados. Quanto à degradação do ensino e à falta de preparação científica e humanística (e humana), explicam alguma coisa – pelo menos o facto de que se escrevia muito melhor na imprensa desportiva de antanho do que na generalista de hoje —, mas não tudo. Sobra a cobardia e a má-fé. Em face da manifesta venezuelização de Portugal, a comunicação social parece aquela senhora vitoriana que, quando persuadida pelo argumentário darwinista, afirmou: “Será talvez verdade que o homem deriva dos símios, mas ao menos não o digamos. É melhor que não se saiba de tal!”

...... Na actualidade lusa, os jornalistas não só imprimem a lenda, como são eles próprios quem a inventa e conta, uma e outra vez, até esta se tornar um facto. Além disso, com lendas ou factos, os jornalistas do Oeste americano participaram na transição do estado selvagem para o Estado de Direito. Ao abdicarem da dúvida em benefício de consensos forçados, os Portugueses, ao invés, habilitam-se a viabilizar a ruína do primado da lei. A história julgá-los-á.
António Cabral (AC)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

AI  AS  VACINAS.........

Já dizia Almeida Garrett - a terra é pequena, e a gente que lá vive também não é grande.

Como se confirma com as indecorosas e sucessivas cenas de ministrar vacinas indevidamente a familiares e amigalhaços. 

E isto é apenas o indício do que vai acontecer com os rios de dinheiro a vir de Bruxelas, das bazucas, dos canhões, etc. Ele aqui há tempos já tinha avisado a camarilha para se prepararem.

AC

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

TRANSPARÊNCIA,  RIGOR,  INFORMAÇÃO, versus

SIGILO,  DISCRIÇÃO,  COMPADRIO


É sabido, existem Estados democráticos e existem ditaduras as mais diversas. Nos primeiros, o primado da lei é factor identificativo. No nosso caso, e bem claro na nossa CRP, Portugal é formalmente um estado de direito democrático, onde a transparência deve ser uma norma constante designadamente em tudo o que é máquina do Estado, serviços públicos, servir os cidadãos.

Por outro lado (Art. 46º CRP) os cidadãos têm o direito de, livremente e sem dependência de qualquer autorização, constituir associações, desde que estas não se destinem a promover violência e os respectivos fins não sejam contrários à lei penal.

Por outro lado, todos temos direito a tomar parte na vida política e na direcção dos assuntos públicos do país, directamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos (CRP, Art. 48º).

Por outro lado, no plano social, cabe ao Estado apoiar e fiscalizar, nos termos da lei, a actividade e o funcionamentos instituições particulares de solidariedade social (IPSS) bem como outras de interesse público sem interesse lucrativo.

De entre as várias instituições que se propõem ter como actividade ajudar os outros e particularmente os mais desfavorecidos da sociedade portuguesa, destacam-se as misericórdias e as IPSS.

As misericórdias têm como que um topo, a União das Misericórdias Portuguesas (UMP), e as IPSS têm também como que um topo a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

É sabido que o Estado ou seja, o nosso dinheiro, apoia as misericórdias e as IPSS.

É sabido que o Estado ou seja, o nosso dinheiro, deixa escorregar também muitos euros para outras entidades como sejam por exemplo as fundações. Não serão todas as múltiplas fundações mas são certamente muitas. No caso das fundações e, provavelmente, no caso também de IPSS e misericórdias e, eventualmente, muitas outras associações, confederações, federações, ligas, clubes, banca, etc. a quem o Estado atribui o "selo" de interesse público, haverá facilidades, isenções, etc.

Não é estranho que não se consiga saber com rigor a listagem completa/ total de todas as múltiplas entidades apoiadas, subsidiadas, subvencionadas, apadrinhadas pelo Estado ou seja, que comem o nosso dinheiro? Saber com rigor a listagem e os euros exactos e as facilidades que vão para fundações, misericórdias, IPSS, federações disto e daquilo, confederações, ligas, clubes, banca, etc.

Não é estranho que há décadas estejam à frente de certas instituições sempre as mesmas pessoas? 

Bom, devo ser eu que parvamente olho também para estas coisas do rigor e transparência, e que gostava de saber quem recebe, se recebe, se distribui, como gasta, etc. Só para perceber.

António Cabral (AC)

sábado, 12 de setembro de 2020

PARA AFASTAR MOSQUITOS

Para afastar insectos indesejáveis nomeadamente mosquitos que nos sugam o sangue, há várias modalidades.

Esta modalidade espalhada pela quinta tem dado bons resultados.


Olhando ao que se passa, e lembrando-me deste tipo de antídoto,  tenho pesquisado desesperadamente a NET, tenho "goglado" freneticamente, e não encontro antídoto para afastar canalha.

Percebo assim, clarinho como água, como isto tudo se mistura e persiste, e como se dão tão bem, os inenarráveis anunciantes de pacotes ditos para combater a corrupção, com os intrujões de alto coturno que procedem à descarada na cobertura à malandragem. Em conjunto, uns activamente, outros passivamente, mas todos canalha, sugam-nos o sangue.

Oh se percebo!

AC

domingo, 16 de agosto de 2020