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domingo, 3 de julho de 2022

O  AEROPORTO  do  PEDRINHO

Um dos propósitos do novo aeroporto é exactamente este, ajudar os grandes empreendedores da apanha da amêijoa, que muito têm contribuído para a economia nacional ao arrancar do Tejo as amêijoas e as encaminhar para Espanha. 

Estes empreendedores são fantásticos, civilizados, respeitadores da lei e da saúde pública nacional pois, ao levá-las para Espanha, nada afectam a Nação que os acolheu de braços abertos. Um exemplo extraordinário de inclusão e inserção sociais.

Mais, de tão bem comportados em sociedade, nada complicam a vida aos agentes da GNR que passam por eles (por exemplo em Alcochete), e nem os olham sabedores de que tem as viaturas primorosas como todos a gente observa diariamente, quase de último modelo, nada de fumarada pelo escape, não necessitando de inspeções porque são novinhos, e com seguros em dia.

Por outro lado, um comportamento cívico exemplar, podiam despir-se completamente na via pública mas não, muito civilizados e respeitadores.

Finalmente, grandes contribuintes fiscais como todos os bons cidadãos portugueses. Grandes ajudantes da segurança social.

Com eles e outros como eles, Portugal caminha a passos largos para a frente do pelotão dos 27. 
António Cabral

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

AS SEITAS
..... apenas salvaguarda os interesses do PS e não os do país....(esta é de Manuela Ferreira Leite, mas ao longo do tempo tem havido outras de outras cores).
Como se vê, desde sempre, e nos últimos anos com as remodelações governamentais que não só com mais esta da geringonça, digladiam-se interesses.
O que devia prevalecer sobre todos devia ser o interesse nacional.
Mas há sempre paspalhos, de todas as cores, que se insurgem porque numa determinada altura, numa determinada época, têm sido sempre os interesses partidários a sobrepor-se ao interesse nacional.
Por maiores e inflamadas declarações dos líderes políticos em contrário, são sempre os interesses da seita colocados em primeiro lugar, as mais das vezes apenas eles são ponderados.
Desta vez talvez se tenha atingido um record mafioso.
Por isso, também, Portugal continua (e continuará) um País atrasado.
Estadistas, visão, estratégia, sim........mas para tratar dos "capo".
AC

domingo, 27 de janeiro de 2019

PRESIDENTE da REPÚBLICA
Calhou ouvir o que Marcelo disse agora no Panamá.
A vinda do Papa em 2022 para as jornadas da juventude, pode constituir um incentivo à sua recandidatura a um 2º mandato presidencial.
Como cidadão, depois disto, já não preciso de me aborrecer com nada.
AC

terça-feira, 2 de outubro de 2018

TANCOS
Desde que se iniciou esta lamentável telenovela tem havido de tudo. Uma das suas melhores fases está resumida numa frase “extraordinária”, de qualquer perspectiva  que se encare - "Não especulemos mais com acontecimentos que todos vemos terem sido inventados!”. Que se descubra quem montou a farsa."Sejamos honestos"
Que conclusão tirar disto? Bem, a conclusão foi logo na altura tirada: "andam a gritar contra o descalabro do Exército, das Forças Armadas, do Governo, da Geringonça!”. "Mas, não vale tudo, não pode valer tudo”! Ora aí está.

E dentro da “moda” de tratar assuntos de Estado através de redes sociais, tivemos de assistir à desfaçatez - "o Governo fez o que lhe cabia e era seu dever, respondeu de forma célere e competente ao furto de Tancos….. quando, para se tentar ir “fazendo” oposição, se atacam ferozmente as Forças Armadas e, como no caso, o Exército, não se hesitando em tentar a todo o custo a sua partidarização…….Depois, fazer chacota com as Forças Armadas ….Na política, como noutras esferas da vida, não devia valer tudo".
De facto é lamentável que ande a valer tudo, a começar neste governo. 
Quando se afirma “andam a gritar contra o descalabro do Exército” é impressão minha ou na frase está explícita a existência de um descalabro do Exército? Adiante.

O que temos nisto tudo, para lá de tolas afirmações de uns quantos cidadãos em lugares proeminentes?
Em 29 de Junho de 2017 o Exército veio a público confessar o que se passara, melhor, o que terão detectado na véspera!!!.
Pode dizer-se que até ao presente tudo evoluiu numa forma que nem de surrealista se poderá catalogar? Creio bem que sim.
Infelizmente, é também provável que, paralelamente, exista quem procure denegrir a instituição Forças Armadas o que é deplorável, intolerável, inaceitável
Jornalistas fazendo trabalho honesto, certamente, mas também muita gente que quer atingir propósitos outros.
E, claramente, políticos mas sobretudo os actuais governantes, e outros titulares de soberania, a terem um comportamento lastimável.

O que vemos na actualidade?
Como os próprios não desmentiram ainda, estou a inclinar-me para o que vem nos OCS deste últimos dias corresponder, de facto, ao que dois oficiais da PJM terão já confessado, que montaram uma farsa (cá esta a farsa, mas falta saber do roubo) para, no maior interesse nacional (!!!!), o material que havia sido roubado ser colocado numa mata na zona da Chamusca, utilizando para o efeito, suponho eu, meios materiais e humanos da GNR, da PJM e, digo eu ainda, com a colaboração louvável do homem que aparentemente praticou o roubo em Junho de 2017. O tal facto que, no limite, NÃO EXISTIU! LEMBRAM-SE ??
Mas pouco se pode afirmar com segurança.
O que se passou ao certo teoricamente está a ser investigado e saber-se-á. Na realidade, porque estamos em Portugal, alguma coisa pelo menos ficará por ser contada, ficará escondida

Nos jornais noticiam-se coisas como - Entre os elementos da PJM havia a noção de que o assunto ia aquecer. No relato a Brazão, Vieira diz ter recordado ao vice-CEME que os louros pela descoberta dos caixotes de Tancos seria da sua instituição e que, depois disso, todos teriam de ter nervos de aço para aguentar os acontecimentos seguintes
Noticiam que - o diretor da PJ Militar está indiciado por não só “permitir” como “incentivar” os seus inspetores a dificultar o trabalho da PJ civil. Luís Augusto Vieira terá dado orientações para a sua equipa “não cooperar” com quem quem titulava a investigação, “nem fornecer qualquer informação útil” - e que - oresponsável máximo da PJM também terá chegado a “acordo” com quem tinha na sua posse o material de Tancos, permitindo-lhes devolver as caixas “sem que as suas identidades fossem reveladas” e ficando “imunes a qualquer responsabilização criminal”.
Ah, mas todos estão de consciência tranquila!!!!!

Para lá de "sintomáticas" declarações no facebook, de que "só cumprem ordens (mas ordens de quem?) e estão de consciência tranquila", prevejo que os homens da PJM ficarão daqui para a frente o mais calados possível não agravando o inacreditável de tudo isto. 
As referências que aparecem quando às chefias máximas do Exército nunca serão esclarecidas. Se me parece recomendável que um chefe militar não se coloque numa posição complexa começando a fazer desmentidos sobre coisas que aparecem nos OCS, também me assiste o direito da suspeita de que o ficarem calados e não desmentirem os oficiais da PJM será a contrapartida de não deixar cair esses homens que são oficiais do Exército, e que não aceitarão ser imolados isoladamente, quando as suas acções podem ter assente em convencimentos adquiridos em conversas informais. 
A experiência de vida diz-me - conversas informais e vontades de superiores políticos e militares que nunca são passadas a escrito ou telefonadas, acontecem muito !!!!!

Se aquilo a que se vem assistindo é inaceitável, inacreditável, ontem tivemos uma sessão televisiva (1OUT) onde surgiram mais elementos curiosos. Alguns de fazer estarrecer o comum cidadão.
Salvo melhor opinião, o Major-General que foi director da PJM prestou um péssimo serviço à instituição militar. Contradisse-se, e entendeu dizer alto e bom som por mais de uma vez, que o Chefe do Estado-Maior do Exército e o Vice-Chefe nada tiveram a ver com o que o ex-director da PJM terá confessado acerca de conversas informais. 
Mas falou com eles, e trouxe recado? 
É que isto faz-me lembrar aqueles que batem no peito violentamente gritando muitas vezes SOU HONESTO. 
Vai-se a ver depois.............

Quanto ao outro militar, que tenho por pessoa ponderada e conhecedora, e com experiência internacional, também me pareceu que não esteve muito bem. 
Falar-se de certos detalhes ao mesmo tempo que se enfatiza desconhecer o processo não ajuda nada ao assunto. 
E não conhecendo o processo, designadamente acerca das declarações dos que estão em prisão preventiva, como pode dizer-se o que quer que seja sobre medidas estabelecidas pelo juiz? 
Foi um mau momento, e teve que ouvir uma polida rabecada de jurista.
Por outro lado, esgrimir a questão de armas ou não nos paióis, ou serem artefactos apenas quando, numa tristíssima conferência de imprensa televisiva do passado em que se confessaram murros no estômago, foi afirmado que as armas estavam obsoletas. Portanto a questão também podia ter sido evitada. Adiante.
De estarrecer ainda as declarações do ex-director da PJM acerca dos locais onde comprar armas e munições. 
Imagino como se terá sentido o actual CEMGFA.

Para mim, o que ontem foi importante esclarecer, e que eu conhecia, mas a maioria não saberá, foi a explicação clara das responsabilidades do Ministério Público e das diferentes instituições de investigação criminal, de que a PJM é uma. E claro ficou o que a lei confere ao MP mas que, adivinho, muitos em certas instituições não aceitam no terreno. No fim do texto deixo uma pequena indicação legislativa.
Conhecendo bem o que se passa em certos círculos militares, obviamente que algumas coisas no terreno “casam” completamente com o que vem aparecendo/ sugerido nos OCS.
Uma coisa que é lastimável é querer manter a teoria de que a questão de fundo é uma guerra entre instituições de investigação criminal, a PJ e a PJM. Que certamente existe, de há muito, e  alimentada ao longo dos anos por  jornalistas, políticos, militares e agentes.
Como lastimável é o desplante de afirmar que o que importava era ter recuperado o material e que as munições não devolvidas, ah isso não interessa nada. Lamentável, mas explica muita coisa.

Os sucessivos governantes e outros titulares de orgãos de soberania, sempre decidiram deixar apodrecer as várias situações ao nível do Estado. Permanece se é que não aumenta uma confrangedora ausência de autoridade do Estado, a todos os níveis, em que os sucessivos governantes são dos principais culpados. 
Gradualmente querem "o respeitinho" de antigamente, como se tudo vindo dos governantes, deputados, juízes ou presidente da República é tudo automaticamente verídico e transparente. Cada vez mais temos casos que demonstram o contrário. 

No meio desta trapalhada confrangedora várias coisas podem assaltar o cidadão comum; o que é verdadeiramente e absolutamente essencial, como gosta de constantemente dizer António Costa?

O que é absolutamente essencial dizer, creio eu:
> O ministro Azeredo Lopes foi sabendo de certas coisas? Tem mentido?
> E tem mantido a par o PM ou, como é sugerido sobre os militares, tem sido tudo conversa fiada informal, e portanto, o PM nunca foi informado de nada?
> E quanto ao Presidente Marcelo e ao seu irmão gémeo, de nome Comandante Supremo das Forças Armadas?
> Nunca se irá saber com rigor absoluto o que aconteceu, em Tancos em Junho de 2017, na farsa da recuperação de parte do material, das decisões da PJM quase de certeza à margem da lei, das combinações por baixo da mesa, das "perseguições" de uns a outro e vice-versa, do que o PR, o MDN, o PM e a chefia do Exército foram sabendo de facto.
> Certamente que todos estão desejosos de prestar declarações perante o juiz e esclarecer os equívocos o mais rápido possível, nunca tendo havido a prática de nenhuns ilícitos da parte dos detidos, havendo eventualmente desfasamentos entre instituições, mas nenhuma atividade criminosa. COISA POUCA, acrescento eu.
> Em síntese, terá sido feito tudo, mas mesmo tudo, terá sido apurado tudo mas tudo, em dias e não meses e no fim, o respeito pelas instituições ficará incólume, irão todos para casa felizes e contentes, e o Comandante Supremo das Forças Armadas muito satisfeito ficará. Ouvi dizer que andam vários soldados e furriéis fugidos para não pagarem as favas desta telenovela.

Nesta desgraçada telenovela claro que se invocam, desinformação, manipulação, desinvestimento nas FA, desrespeito e fragilização da Instituição Militar. Haverá de tudo um pouco. 
E é intolerável a lama que por causa de uns senhores está a ser atirada para cima das Forças Armadas.
Mas é bem capaz de haver práticas contrárias à legislação em vigor. É ler o que vem a seguir. 
Quanto ao interesse nacional, tudo começa na CRP, mas pelos vistos existem umas pessoas que se julgam detentoras desse poder. Lastimável.
António Cabral

PGR
Artigo 10.º
Competência
Compete à Procuradoria-Geral da República:
a) ..........
h) Fiscalizar superiormente a actividade processual dos órgãos de polícia criminal;
................
Procurador-Geral da República
Artigo 12.º
Competência
1 - Compete ao ...........
e) Fiscalizar superiormente a actividade processual dos órgãos de polícia criminal;
..............

MDN
Artigo 4.º
Administração direta do Estado
1 - As Forças Armadas integram-se na administração direta do Estado, através do MDN,................
2 - Integram ainda a administração direta do Estado, no âmbito do MDN, os seguintes serviços centrais:
.........................................................
f) A Polícia Judiciária Militar.
..........................................................
Artigo 16.º
Polícia Judiciária Militar
1 - A Polícia Judiciária Militar, abreviadamente designada por PJM, é um corpo superior de polícia criminal auxiliar da administração da justiça que tem por missão coadjuvar as autoridades judiciárias na investigação criminal, desenvolver e promover as ações de prevenção e investigação criminal da sua competência ou que lhe sejam cometidas pelas autoridades judiciárias competentes.
2 - A PJM está organizada hierarquicamente na dependência do Ministro da Defesa Nacional ........................

PJM
Natureza, missão e atribuições
Artigo 3.º
Missão e atribuições
1 - A PJM tem por missão coadjuvar as autoridades judiciárias na investigação criminal, desenvolver e promover as acções de prevenção e investigação criminal da sua competência ou que lhe sejam cometidas pelas autoridades judiciárias competentes.
2 - A PJM prossegue as seguintes atribuições:
a) Coadjuvar as autoridades judiciárias em processos relativos a crimes cuja investigação lhe incumba realizar ou ...........
b) Efectuar a detecção e dissuasão de situações propícias à prática de crimes estritamente militares, em ligação com outros órgãos de polícia criminal e com as autoridades militares, bem como dos crimes comuns ocorridos no interior de unidades, estabelecimentos e órgãos militares;
c) Realizar a investigação dos crimes estritamente militares e de crimes cometidos no interior de unidades, estabelecimentos e órgãos militares, nos termos previstos no Código de Justiça Militar (CJM).
3 - Para efeitos do disposto na alínea a) do número anterior, a PJM actua no processo sob a direcção das autoridades judiciárias e na sua dependência funcional, sem prejuízo da respectiva organização hierárquica e autonomia técnica e táctica.
.......................
Artigo 4.º
Competência em matéria de investigação criminal
1 - É da competência específica da PJM a investigação dos crimes estritamente militares.
2 - A PJM tem ainda competência reservada para a investigação de crimes cometidos no interior de unidades, estabelecimentos e órgãos militares, sem prejuízo da possibilidade de se aplicar ao caso o procedimento previsto no n.º 3 do artigo 8.º da Lei n.º 49/2008, de 27 de Agosto.
3 - Os demais órgãos de polícia criminal devem comunicar de imediato à PJM os factos de que tenham conhecimento, relativos à preparação e execução de crimes da competência da PJM, apenas podendo praticar até à sua intervenção, os actos cautelares e urgentes para obstar à sua consumação e assegurar os meios de prova.
......................

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A propósito da campanha para as presidenciais 2016
As Nações de menor poder perante as grandes potências
"Em presença do desacordo manifestado irredutivamente na Sociedade das Nações em matéria de desarmamento, houve a ideia………..mas que provocou manifestos descontentamentos e desconfianças nas outras nações, principalmente naquelas que frequentemente se designam por nações menores.
Por mais que juridicamente se proclame nas relações internacionais a igualdade das nações, na realidade assim não é, e do mesmo modo que na vida social há hierarquias, também as há, e bem acentuadas, entre as nações, quando grandes interesses ou fortes divergências políticas estão em jogo.
É que no quadro internacional, as nações pesam mais ou menos conforme o seu poder combativo e valor unitário, população, extensão territorial, intensidade de vida de relação, cultura política, científica, artística, literária e filosófica, padrão de vida, riqueza nas suas diversas modalidades, extensão dos negócios e seu volume, e, de um modo geral, proporcionalmente ao grau em que participam na marcha evolutiva do mundo".
(Política Internacional e Política Naval, página 17, C.M.G. Fernando Augusto Pereira da Silva, edição da Liga dos Combatentes G. Guerra, 1934, Lisboa)
Gostava de ouvir os comentários dos dez candidatos acerca destas considerações que, embora datadas, continuam as realidades exactamente como sempre. Existem os interesses, os riscos, as ameaças, o poder nacional.
António Cabral (AC)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Portugal, SIRP, as basófias, a pouca vergonha.
Cada povo tem a segurança que merece, pois esta é função da consciência que ele tem daquilo que o ameaça - ainda que não imediata e declaradamente - e da consequente vontade colectiva de lhe fazer frente.
Não existem hábitos e práticas sociais de segurança (exemplos simples: portas dos prédios abertas apesar dos letreiros, janelas das traseiras abertas). Nada que inverta isto tem que ver com mentalidade policial.
Isto contrasta com o que faz o Zé povinho, que se informa, ele próprio, onde os artigos que necessita são mais baratos. Faz o mesmo com bancos, supermercados, restaurantes, oficinas, etc, tenta assim obter informações que lhe permitam depois optar. TÃO SIMPLES. 
É a base do que é necessário, a quem tem temporariamente o poder e a responsabilidade para decidir.
O perigoso, parece-me, é que quando os serviços de informações sentem a sua eventual inutilidade e/ ou a sua pouca ou nula importância para a decisão política, podem ter a tendência a procurar mostrar serviço, respondendo a eventuais solicitações em áreas que não lhes dizem respeito.
Se esta matéria, esta área, não se endireitar, se não levar um rumo adequado, um dia será como se dizia décadas atrás: não há-de cair porque não é edifício, mas há-de sair com benzina porque é uma nódoa. 
Neste caso, a nódoa, é o conjunto poder político + SIRP (Sistema de Informações da República Portuguesa).
Vem isto a propósito de eu ter encontrado (nos meus zappings retroactivos), por um lado que o secretário-geral do SIRP (que está lá há muito pouco tempo!!!!!!), Júlio Pereira, ter defendido recentemente no parlamento que Portugal está preparado para eventuais ataques terroristas, e por outro lado, ter visto uma notícia de que existem agentes insuficientes. 
Já nem vou olhar ás declarações recentes de um senhor que está em julgamento, aparentemente sobre as ditas "secretas", mas que me parece, é muito mais que sobre secretas. Sobre esta podridão irresponsável.
Mas cada povo tem o que merece.
AC 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Pátria. Patriotismo. Forças Armadas.
Em 12 de Julho p.p., na sequência de uma 1ª parte acerca da direita política e o patriotismo, o historiador José Pacheco Pereira (JPP) prosseguiu o seu pensamento sobre o tema, e em grande parte focou muito o sub-tema Forças Armadas (FA). Registoas as frases: “ … … … .A questão das FA é que, estando como estão e como vão estar daqui a uns anos da mesma política, elas não servem para nada”……".apontá-las como peso inútil no orçamento”…….” a começar pelo ministro da defesa, fechariam o exército, a marinha, e a aviação”……."como não pode fazer isso, estraga”……..”só a muito custo conseguimos manter responsabilidades internacionais, pela busca e salvamento, pela segurança das importantes rotas marítimas que o atravessam, ou proteger os nosso bens”…...…”o desprezo pelas FA é apens um sintoma”………

Não me parece possível discorrer em poucas palavras, e com principio meio e fim, acerca de Pátria e patriotismo, e do que devem ser as FA numa sociedade democrática e desenvolvida. FA como indispensável pilar do Estado, constitucionalmente subordinadas (que não submissas) ao poder civil legitimado por sucessivos ciclos eleitorais. JPP bem salienta - “estamos por um fio no quadro dos mínimos dos mínimos das nossas obrigações”. Fico-me por breves considerações a propósito do mar.

Saliento que, “o tempo dirá tudo à posteridade; é um falador; fala mesmo quando nada se pergunta”.

Vivemos numa sociedade em que, estou em crer, a maioria acredita no que vê na TV,  lê em jornais e revistas. Esquece a questão da cor da vida. Tal como o mar que, quando o olhamos, ora parece verde, azul, ou cinzento, há muito colorido nas coisas da vida, por sombria que esteja. A cor do mar depende também da profundidade, dos fundos, das algas, do encoberto do céu. Na vida, a cor depende também da profundidade com que olhamos as coisas e as "algas que nos tolhem”.

Na doutrina do politicamente correcto sustenta-se a ideia de que é perfeitamente possível pegar num pedaço de bosta pelo lado limpo. NÃO É! 
Tal como não é possível que o mar não agrave a erosão costeira, que não vire barcos “maltrapilhos”. Há sempre quem não respeite o mar, quem não se prepare antes de se fazer ao largo, o que traz consequências trágicas, porque o mar aguarda sempre a conjugação de mais que uma imprudência para mostrar o seu poder.
Também na sociedade, a falta de respeito pelas pessoas é detonador de descontentamento colectivo. Há sempre quem ignore estas coisas básicas da vida. Depois surgem tragédias. Os OCS transmitem muitas vezes coisas erradas, não estudadas, não aprofundadas, deturpadas e, quantas vezes, se pode desconfiar como favores a quem lhes paga. Desrespeito pelo cidadão, portanto.

Como o mar, sempre presente, continuam por aí malfeitores e deliquentes de colarinhos brancos. Gentinha que devia ser avaliada em sede própria, pela suas negligências, irresponsabilidades, inações, fraudes, amoralidade com que exercem cargos públicos. Designadamente porque, a titularidade de cargos públicos deve pautar-se pela excepcionalidade do discurso, pela coerência das acções à luz do antes anunciado. E os cidadãos têm o dever e o direito inalienáveis de exercer, desde o primeiro dia, escrutínio constante relativamente à legitimidade de exercício desses cargos. Exactamente o que, em regra, não acontece em Portugal.

E no exercício de cargos públicos, muitos e de todas as cores, ao longo dos anos, se têm tenazmente encarregado de ir destruindo não só mas também o núcleo duro das FA. Pelo fechar de olhos (ah…..isso é com o ministro da defesa nacional…), por acções concretas, por empurrar anos e anos com a barriga a renovação material das FA em tempo adequado, e acabando por alguma coisa ser feita em tempos de  dificuldades económicas mas que, ainda assim, embora não comprovado, muitos terão enchido os bolsos. 

Estou num País de faz de conta, que se transformou numa grande anedota, senão mesmo num reino de filhos da ****, com uma classe política que se vai perpetuando, que concebe malfeitoriass várias, se auto concede privilégios amorais, tudo graças ao pornográfico dominio que exerce sobre os poderes legislativo e executivo. E continuada a névoa de corrupção activa e passiva. Será porque os maus são eleitos pelos cada vez mais ausentes das votações?

A amoralidade verificada no desempenho de cargos públicos tem décadas, e apesar de se assistir a sucessivos e grotescos episódios de branqueamentos passados. Desta amoralidade, não só mas muito por isso, a capacidade das FA continua a ser muito beliscada. Uma coisa são corporativismos que se devem combater, outra os pareceres técnicos das FA no aconselhamento do poder executivo e que devem ser escrutinados e criticáveis, outra ainda a realidade da vastidão oceânica onde temos responsabilidades nacionais e internacionais.
Destas responsabilidades, e sabendo que o oceano não comporta pacificamente "chatas a remos” contrariamente ao que se passa nas enseadas ou nos primeiros 100 a 500 metros das praias, estar e vigiar oceanos implica navios com capacidade oceânica e aeronaves. Quer para patrulha aleatória, quer para presença e mostrar a bandeira, quer para socorro, busca e salvamento. E para tudo issso existe a necessidade de adequada capacidade de comando e controlo, e interação com instituições e agências nacionais e internacionais.

Tudo custa dinheiro. Combatam-se corporativismos, mas olhem-se ás realidades. Ou esperam que o oceano se evapore, ou que o País seja transladado, e passe a ser rodeado de terra por todos os lados, que muito agradaria a certos pantomineiros?
Também podem prosseguir na luta internacional para nos usurparem a ZEE. Também podem prosseguir na luta para transferência para certas organizações civis as responsabilidades da busca e salvamento, e depois exercer a soberania sobre as águas através de pequeninos drones. Seria tudo tão mais barato. Mas barato barato, seria mesmo evaporar os oceanos e fechar a foz dos rios, ficando assim com grandes barragens sem recurso a PPP’s.
Recursos actuais? Recursos potenciais? Ameaças, riscos? Interesse nacional? Nah......tudo balelas que nada interessam!!!!!  AC



sábado, 4 de janeiro de 2014

Bom dia.
Ou seja, é o que sinceramente desejo a quem tiver tido a gentileza de me visitar. Porque dia bom, ao que vejo pela minha janela, não é seguramente.
Tanta água. Água da chuva, água na política, água de todos os lados.
Água, faz-me pensar em rios, por exemplo no Tejo e no Guadiana, pensar nos seus caudais.
A este propósito e concretamente quanto ao Tejo, e ainda que pouco ainda tenha pesquisado e, portanto, com algumas cautelas, estou e lembrar-me dos "acordos/ contratos" com Espanha.
Não sendo meu feitio advogar em causa própria, ainda assim continuo a pensar que se deve abordar com alguma prudência a - de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos.
Isto para ir a dúvidas acrescidas, que se vão acumulando na minha cabeça.
Creio que os acordos na matéria em causa estipulam médias de caudais ANUAIS, a que Espanha se terá obrigado. Para grande contentamento quer dos políticos portugueses TODOS que ao longo dos anos proclamam os excelentes negócios alcançados, quer dos "altos técnicos" que ao longo dos anos aconselham (?) esses políticos.
Se eu não estou enganado, então é muito fácil aos espanhóis aproveitarem estes três ou quatro meses de grandes chuvadas para, lá mais para a frente, apertarem a torneira e passarem a água do Tejo para os desvios construídos e em fase final, tendo em vista combater a seca e falta de água na sua Estremadura.
Portanto, eu, como sou muito burro, obviamente lutaria até ás últimas consequências por estabelecer irrigações mensais e não anuais.
Mas isso sou eu e mais alguns burros, para quem geopolítica, estratégia, interesses nacionais permanentes, não são coisas vãs.
Porque sou burro, certamente, e não enfileiro com esses pantomineiros de orgasmos virtuais provocados pelos palácios, banquetes, carros de luxo, e viagens à conta dos do costume.
Se fosse espanhol, provavelmente teria um dito também em relação aos portugueses - de Portugal, bons ventos, bons casamentos, e sempre submissos negociadores.
Isto para não ser grosseiro em excesso. Por exemplo, que "se lixem os arrozais do Tejo".
Como diria o outro - bom dia e boa sorte.
É trágico ver que isto nunca seja tratado nos OCS.
AC