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domingo, 3 de julho de 2022

O  AEROPORTO  do  PEDRINHO

Um dos propósitos do novo aeroporto é exactamente este, ajudar os grandes empreendedores da apanha da amêijoa, que muito têm contribuído para a economia nacional ao arrancar do Tejo as amêijoas e as encaminhar para Espanha. 

Estes empreendedores são fantásticos, civilizados, respeitadores da lei e da saúde pública nacional pois, ao levá-las para Espanha, nada afectam a Nação que os acolheu de braços abertos. Um exemplo extraordinário de inclusão e inserção sociais.

Mais, de tão bem comportados em sociedade, nada complicam a vida aos agentes da GNR que passam por eles (por exemplo em Alcochete), e nem os olham sabedores de que tem as viaturas primorosas como todos a gente observa diariamente, quase de último modelo, nada de fumarada pelo escape, não necessitando de inspeções porque são novinhos, e com seguros em dia.

Por outro lado, um comportamento cívico exemplar, podiam despir-se completamente na via pública mas não, muito civilizados e respeitadores.

Finalmente, grandes contribuintes fiscais como todos os bons cidadãos portugueses. Grandes ajudantes da segurança social.

Com eles e outros como eles, Portugal caminha a passos largos para a frente do pelotão dos 27. 
António Cabral

sábado, 20 de novembro de 2021

KADAFI dos PNEUS. TESTA de FERRO.

Vi o 1º e o 2º episódio de uma investigação da SIC à volta de dívidas e da vidoca de Luís Filipe Vieira. O grosso das dívidas sobre o BES /Novo Banco, mas dívidas também relevantes no BCP e CGD. NATURALMENTE.

Esta investigação da SIC é notável a todos os títulos. E, pelo meio, tem coisas muito interessantes como, por exemplo e entre outros pormenores, recordar certa gentinha que se misturava em vergonhosas comissões de honra. 

Fica mais uma vez bem demonstrado que muito do que se passa neste desgraçado país tem envolvimento profundo de, CCDR's que fazem ou não o seu trabalho de serviço público em defesa do Estado, banca, autarcas que fazem o que muito bem se sabe. E não é por acaso que um dos títulos da investigação é "testa de ferro" pois é com este tipo de criaturas que certos outros malandros passam o dinheiro lá para fora, ficando sempre os balanços na banca por cá a arder! Desgraçado país.

E por isto se percebe muito bem a proximidade de certos dirigentes desportivos com certos autarcas e nomeadamente em Lisboa e no Porto, e por isso se percebem os sucessivos convites para viagens, férias, festas e etc., de que a investigação da SIC dá uma pequeníssima amostra.

E por isto se percebe muito bem porque é que, quem muito bem se sabe, tem feito tudo ao longo dos anos para que nunca se ponha em vigor em Portugal a questão do "ónus da prova" ou seja, o cidadão ter de provar os seus proventos e vida não compaginável com a profissão que tem e que, portanto, não actuou à margem da lei.

Querem que seja o Estado a provar, e para isso, o MP e a PJ não têm os meios que deviam ter, e para isso tivemos no passado certos ministros a interferir com o sistema de justiça, e para isso tivemos e temos certas hierarquias no MP, e para isso temos certos ministros de justiça! Sempre a bem da Nação!

AC

sábado, 25 de janeiro de 2020

C L U S T E R
CLUSTER designa normalmente uma rede (empresas, ou organismos muitas vezes públicos, instituições, etc) interdependentes, geradores de conhecimento e ligadas entre si por uma cadeia de valor acrescentado, num determinado campo de actividade.

Será nisto que vários pantomineiros e pantomineiras se inspiraram para as suas redes de malfeitorias?
AC  

terça-feira, 21 de maio de 2019

CGD, bancos, BERARDO: o costume
O jornalista Miguel Pinheiro foi um dos vários que escreveu há dias sobre o assunto, no "Observador", sobre a última representação de Berardo. 
Se percebi bem, para o jornalista, Berardo não percebeu que mesmo em Portugal há limites, que o regime não pode sobreviver com Berardo a rir-se, que a criatura passou de empresário a inimigo nº 1 do regime, que a criatura passou uma linha invisível, que a criatura se tornou no símbolo mais notório do impasse do sistema. 
Discordo completamente do jornalista. 
O regime está apodrecido e vai continuar assim, eventualmente mudando moscas, e por isso se pode reagir ao que acima refiro com um - Ah, ah, ah - à Berardo.
Concordo com certas coisas que li em outras sedes.
Discordo de muitas mais.
Se o meu concidadão Berardo não me merece consideração alguma, enoja-me o clamor hipócrita de Marcelo, de António Costa, e de vários deputados e muitas outras criaturas. 
E aqui estamos, como de costume, uns tadinhos.
Ele, coitado, afirmou não ter dívidas, tadinho.

Em primeiro lugar atente-se na lei, na legislação e, portanto, tenham decoro e deixem-se de histerismos hipócritas.
Em segundo lugar, recordem todos os "medalhadores", sucessivos Presidentes da República, sucessivos chanceleres das ordens, sucessivos chefes das casas civil e militar da Presidência, e as inúmeras criaturas que ao longo de décadas, por baixo da mesa ou em lojas ou escritórios, foram sussurrando nomes para condecorar.
Em terceiro lugar olhe-se de facto aos milhares de condecorados, aos seus trajectos de vida e quantos foram de facto decisivos para o desenvolvimento e engrandecimento de Portugal.
Ou foi sempre para criar e aumentar a rede de contactos, salvaguardando o futuro de muitos e das suas famílias?

Isto dito, depois de usar a tecnologia para ver a palhaçada na AR, concluí que Berardo não foi o único palhaço, ainda que a postura do dito comendador foi/ é condenável.
Mas foi directo e frontal, um bocado ordinário.
Mas, e os sacripantas que por lá têm passado?
Directos e frontais?
NÃO, muito doentes, muito amnésicos, mas muito educadinhos venerandos e agradecidos, muito respeitadores, agiram sempre dentro da lei, não se riram na cara dos deputados, só para dentro riram e gozaram com os deputados e com a AR, e já fora do hemiciclo riram ás bandeiras despregadas.
O jornalista, tal como outros senhores e senhoras, interrogaram irados, ofendidos - como é que isto é possível?

Claro e obviamente que é possível, como foi possível as bancarrotas, as fraudes nos fundos, as fraudes nos subsídios, as fraudes em concursos públicos conhecidos, os contratos por ajustes directos, etc.
Claro que a democracia tem regras, tem por vezes até coisas que nos repugnam mas não esqueçamos que o que Berardo tem feito, o tem concretizado a coberto do tecido legislativo, habilidosa e ardilosamente tecido ao longo de décadas.
Uma das normas que impuseram no País e há explicação para isso, ou se há, é que as malfeitorias têm de ser demonstradas e desmascaradas pela máquina do Estado. 
Claro que, em paralelo, de há décadas, que os meios humanos e técnicos são cada vez mais insuficientes para combater a corrupção e o colarinho branco, os desvios de dinheiros.
Os filhos da mãe, que não pagaram/ não pagam à segurança social, que corrompem/ corromperam, roubaram e continuam, que receberam/ recebem subsídios de milhões, não tem de explicar como vivem faustosamente alardeando pobreza perante o fisco.
Um espectáculo este Portugal.

Uma das preciosidades que se julga importante cá no burgo e vai abrindo a boca a espaços, acha que a legislação que permite os Berardos vai ser alterada. Que a AR, tão indignada que está, vai reagir.
Reajo como o Berardo - ah, ah, ah!!!!

Berardo riu-se, o presidente da comissão parlamentar também se foi sempre rindo, pateticamente.
Ilustrativo de tudo isto.
Como creio que alguém sugeriu, se o tivessem expulso da sala, com cobertura TV então teria havido um módico de dignidade.
Que pouco existe em S.Bento.
Escreveu o jornalista o que escreveu.
Já o disse, respeito mas discordo completamente.
É um dos muitos que sabe perfeitamente o que se passa há décadas na sociedade Portuguesa.
Um dos inícios logo nos finais dos anos 80 passados, foi a tragédia do Fundo Social Europeu, que engordou gente e gente, muito conhecida, e acabou por dar em nada.
Os hipócritas que hoje dizem que o País está chocado com a representação de Berardo na AR, que há que respeitar as instituições, deviam ter tratado de contribuir para alterar todo este húmus podre. Não o fizeram.
Não, viveram calmamente, engordando a barriga e os bolsos, com uma despudorada e descarada ausência de vergonha na cara.
Viram, participaram, olharam para o lado, o tal - saber viver.
Mas hoje estão tão indignados com a falta de respeito perante as instituições. Foram ministros e cooperantes mas hoje estão tão indignados.
Atentado ao estado de direito?
Como diria o outro, vão à outra parte, cambada de ordinários.
Ah, e oxalá apertem com o Berardo, pode ser que ele assim desmascare alguns safardanas.
Não acredito que isso aconteça, mas........
AC