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sábado, 20 de novembro de 2021

KADAFI dos PNEUS. TESTA de FERRO.

Vi o 1º e o 2º episódio de uma investigação da SIC à volta de dívidas e da vidoca de Luís Filipe Vieira. O grosso das dívidas sobre o BES /Novo Banco, mas dívidas também relevantes no BCP e CGD. NATURALMENTE.

Esta investigação da SIC é notável a todos os títulos. E, pelo meio, tem coisas muito interessantes como, por exemplo e entre outros pormenores, recordar certa gentinha que se misturava em vergonhosas comissões de honra. 

Fica mais uma vez bem demonstrado que muito do que se passa neste desgraçado país tem envolvimento profundo de, CCDR's que fazem ou não o seu trabalho de serviço público em defesa do Estado, banca, autarcas que fazem o que muito bem se sabe. E não é por acaso que um dos títulos da investigação é "testa de ferro" pois é com este tipo de criaturas que certos outros malandros passam o dinheiro lá para fora, ficando sempre os balanços na banca por cá a arder! Desgraçado país.

E por isto se percebe muito bem a proximidade de certos dirigentes desportivos com certos autarcas e nomeadamente em Lisboa e no Porto, e por isso se percebem os sucessivos convites para viagens, férias, festas e etc., de que a investigação da SIC dá uma pequeníssima amostra.

E por isto se percebe muito bem porque é que, quem muito bem se sabe, tem feito tudo ao longo dos anos para que nunca se ponha em vigor em Portugal a questão do "ónus da prova" ou seja, o cidadão ter de provar os seus proventos e vida não compaginável com a profissão que tem e que, portanto, não actuou à margem da lei.

Querem que seja o Estado a provar, e para isso, o MP e a PJ não têm os meios que deviam ter, e para isso tivemos no passado certos ministros a interferir com o sistema de justiça, e para isso tivemos e temos certas hierarquias no MP, e para isso temos certos ministros de justiça! Sempre a bem da Nação!

AC

terça-feira, 10 de novembro de 2020

A  CIDADE  do  CONHECIMENTO,  e 

O  BAIRRO  da  PARVOÍCE

Aqui têm as fotografias, não engano ninguém, nunca.

É tudo na mesma cidade, SETÚBAL.

Não é certamente caso único, quero com isto dizer que, certos anacronismos, certos paradoxos, certos extremos, disto tudo Setúbal não tem o monopólio.

Como se retrata no artigo (página 5 do SEMMAIS de 31 Outubro) em Setúbal existe um bairro designado "Parvoíce". Não, não é nenhuma parvoíce, é mesmo o nome dum sítio a que chamam bairro, onde vegetam cerca de 150 pessoas naquele local clandestino. A notícia diz que este inacreditável lugar está perto da paróquia de N.Sra. da Conceição. Parece que a coisa existe desde 2000. Só há vinte anos!

Claro, gente vinda de África, obvia e certamente muito bem tratada pela autarquia. Pela autarquia, e por entidades várias, certamente. Um dos Portugais, dentro do Portugal do hidrogénio verde, e dentro do Portugal onde os transportes públicos arrasam qualquer COVID que ousar lá entrar!

Parece que salubridade e faltas de água são duas das várias pedras de toque daquele sítio. A notícia não refere nada quanto a eventuais vistas desafogadas como em certos magníficos bairros do concelho de Almada.

No mesmo SEMMAIS, (página 10), dão a conhecer que daqui a nove anos vai arrancar em Setúbal a "Cidade do Conhecimento". Já há plano estratégico para a coisa. Irá implantar-se no "famoso" Vale da Rosa que, se a memória não me falha, é uma coisa que em tempos andou muito falada e ligada ao BPN e certos senhores. Ou estarei a fazer confusão?

A Câmara de Setúbal é parceira deste projecto. 

De acordo com a notícia, na apresentação do tal plano estratégico o vice-presidente da autarquia sadina debitou coisas como - será uma nova área urbana voltada para o conhecimento, associada a uma industria do conhecimento....há décadas que as sociedades comercializam o conhecimento, mas não com uma dimensão destas. POIS!

Conhecimento por um lado e, parece, desconhecimento e abandono por outros lados. Portugal e autarquia no seu melhor.

AC

domingo, 3 de novembro de 2019

A  REPUTAÇÃO  da  BANCA
Notas prévias
- não sou gestor, empresário, bancário, economista, financeiro, banqueiro, jornalista especializado em questões financeiras e bancárias, nunca fui ministro. Sou um reformado servidor do meu País.
- como a maioria dos meus concidadãos, sempre tive conta bancária; contrariamente, presumo, a muitos dos meus concidadãos, nunca saltitei de banco para banco, é o mesmo desde 1966, e não é a CGD.
- como provavelmente aconteceu e acontece com muitos dos meus concidadãos, já por várias vezes me chateei com aquilo que inventaram, o gestor de conta, no meu caso a gestora de conta, ao ponto de ter havido queixas formais e apresentação de desculpas ao cliente, eu.
 - não sei se acontece/ aconteceu com muitos dos meus concidadãos, mas eu tomo atenção às letras miudinhas, e vou muitas vezes pedir satisfações; e nunca fiz coisas que, pelo que se tem sabido nos últimos anos, muitos dos meus concidadãos fizeram e, hoje em dia, andam a rabiar à conta do BANIF, do BES, do BPP, do BPN, etc, etc. As minhas poucas poupanças nunca desapareceram, até agora. 
Infelizmente, no plano financeiro, não sou rico.
Mas sou muito rico quanto á família.
Finalmente, conheço pessoalmente alguns que ficaram a tinir, por exemplo, à conta do BPN e do mundo a ele ligado. 
Não me admira o que lhes aconteceu.

Vem isto a propósito do texto escrito no Expresso pelo actual presidente executivo do Novo Banco, sr António Ramalho.
O texto termina com a frase - Porque a função a banca e de quem a gere sempre será proteger a poupança que lhe foi confiada. É apenas nisso que assenta a sua reputação.
Achei este texto a todos os títulos curioso.
Apareceu agora porque vieram as notícias de que o défice sofreu outra vez à conta do Novo banco? Não faço ideia.
Apareceu agora porque se sucedem as injeções naquele banco? Não sei.
Uma coisa sei, do que li, em todas as frases de António Ramalho me parece sobressair elegância, mas também há muita subtileza.

Por exemplo:
> a função da banca e de quem a gere sempre será proteger a poupança que lhe foi confiada - será, mas cautelosamente não é explicitado que muitas vezes quem a vem gerindo nas últimas décadas o não tem feito; e não é só como alguns tentam que os problemas existem desde 2008, nem pouco mais ou menos; basta olhar ao que se sabe e acima lembrado, mais a pouca vergonha de anos da CGD; 

> logo na abertura do texto fala - ora falar de poupança é falar da banca, dada a sua função fiduciária que lhe cabe, de a guardar, cuidar e rentabilizar; apetece dizer, POIS, POIS, POIS, POIS;

> António Ramalho procura sobretudo explicar, e esclarecer, como se aplica a poupança porque isso é fundamental para a compreensão do seu papel, e aqui só me apetece dizer que, pelo menos desde 1992, têm sido "eloquentes" em Portugal os exemplos da aplicação das poupanças dos portugueses por parte de grande parte da banca nacional;

> António Ramalho atira-se então sobretudo a explicar as questões do crédito, da sua concessão, da recuperação de créditos e, se percebi bem, enfatiza a necessidade de explicar as coisas pois tem havido perdões de dívidas. 
Será que escreveu isto por exemplo, também por causa de perdões de dívidas a clubes de futebol que, salvo melhor opinião, é uma das maiores afrontas ao povo português?

> António Ramalho explica que - a gestão dos créditos dos bancos faz-se na concessão, no seguimento e na recuperação atempada. Devo confessar que quando li esta parte desatei a rir. Porque seria?

> Ah, e António Ramalho lembra e muito bem, - o que se pretende é que os balanços dos bancos reflitam a cada momento a verdade "actualizada". Lembra logo a seguir que - ....após a crise de 208/ 2010, verificando-se que os balanços não refletiam adequadamente a verdadeira situação no balanço.....
Pois é.............o que se pretende........

> E como a função da banca sempre será prioritariamente a proteção da poupança..........
Como se tem visto. 

Fico-me por aqui. 
Não sem terminar acrescentando, que acho imensa graça a certos empreendedores e a certos conhecidos tubarões que tiveram tão boas ideias tão excelentes ideias que, segundo se depreende de notícias dos OCS dos últimos anos, essas boas ideias ajudaram todas essa pessoas a engordar os offshores!!!!!, a passar bens para as divorciadas, a passar dinheiros ganhos sabe-se lá onde e como para os primos e testas de ferro, e tudo sempre no desconhecimento do regulador e etc.
E sempre com o objectivo de preservarem a ideias (!?!?) e a continuidade de empresas.
Respeito sempre a opinião de outrem, mas este texto e salvo melhor opinião, não passa de Um bom texto para "Épater les Bourgeois"
AC

terça-feira, 11 de setembro de 2018

DIREITO à VERDADE
Presidente da República afirmou que os portugueses "têm direito a saber a verdade do que se passou em Pedrógão Grande".
(Nesta 2ªfeira, a fazer fé no que noticiam, em Pedrogão não terá afinal havido ilegalidade alguma)
Teoricamente bem, o PR não comentou processos isolados, ainda que apeteça perguntar - Pedrogão, Castanheira, Mação, Monchique, são tudo casos isolados?  
E a CGD?
E o dinheiro já enterrado no Ex-BES/ Novo Banco?
E no BPP?
E no BPN/ BIC?
E as cativações?
E em que década se acentuou o desastre da ferrovia?
E as forças armadas?

E Tancos? 
Ah, vai saber-se dentro de dias ou semanas, não meses, disse o PR.
Ora pelas minhas contas, 4 semanas dão 1 mês, 8 serão 2, 12, certamente 3 meses se não estou enganado, e por aí fora.
Se alguma acusação sair a público no fim de Dezembro próximo, serão 12 semanas (DEZ, NOV, OUT) e mais 2 semanas e pouco de Setembro.
Semanas, portanto.
Se for em finais de Fevereiro próximo serão então mais 8 semanas em cima.
SEMANAS, NÃO MESES
E andamos nisto, grande parte dos Portugueses parece que aprecia o estilo, e o Jornal de Negócios elegeu o inquilino de Belém como o mais poderoso.
Portugal é pequenino, mas um torrãozinho de açúcar, dizia o Queriroziano brigadeiro se a memória não me falha.
Desgraçado País, desgraçados portugueses
AC

sábado, 30 de dezembro de 2017

ONDE PAIRA o PROMOTOR desta AGÊNCIA na BEIRA ALTA?
(entretanto, o "banquinho" mudou de nome, claro, e não sei se esta agência fechou ou não). Se fechou lá se foi a choruda renda!!

AC

terça-feira, 26 de setembro de 2017

PORTUGAL,  E O SISTEMA DE JUSTIÇA
CASO 1 - É notícia um longo processo que correu pelos tribunais acima.

À conta de Santana Lopes, que se queixou em devido tempo por coisas mordazes que dele diziam. Por causa de artigos de opinião.
A coisa acabou no STJ que considerou que Santana Lopes, que sempre expôs a sua vida privada, não tinha direito a indemnização alguma.
O STJ considerou nada haver de ilegal, mesmo quando algumas coisas foram fortes. 
Salvo melhor opinião, um bom exemplo de funcionamento do nosso sistema de justiça.
============================================= Não quero saber de detalhes. Olho a factos, estou a borrifar-me para "processuais", "diligências", etc.
Tenho à  vista mais 4 excelentes exemplos do "brilhante" sistema de justiça do meu País, o tal sistema que enche de orgulho os catedráticos do direito e não só.
Quais?
CASO 2 - O que aconteceu com a CGD em que não se apurará a pouca vergonha dos assaltos ali praticados há anos. Quiseram esconder o historial 2000-2015.
É uma vergonha o que se passou. BE e PCP conluiados com o grande capital, com o "casino", com o terrorismo globalista. Não é fantástico, a cobertura que deram para Socretinos vários ficarem descansados? E não fica a sensação de uma certa benção do sistema de justiça, apesar de se basear em realidade administrativa?
CASO 3 - É o do perdão (certamente a reconfirmar daqui a cinco anos) de uma "pequenina" dívida de um dos maiores devedores ao BPN. Uma pequenina dívida de quase 700 milhões, repito quase 700!!!
O merceeiro da esquina vai logo preso se não pagar os seus impostos,até porque, estúpido que é, tem a mercearia em seu nome.
CASOs 4 e 5 - Temos depois os fantásticos casos Joe Berardo e o ex-homem forte da TVI. Todos a pedir perdões, reformulação/ reconfiguração das dívidas.
Coitadinhos, todos a viver à custa das sopas das santas casas da Misericórdia, não têm haveres (em nome próprio), uns desgraçados. 

Salvo melhor opinião, péssimos exemplos de funcionamento do nosso sistema de justiça, que permite estas desigualdades.!!!!!!
Eu sei que a legislação por onde se regulam e laboriosamente tecida por vários vivos e outros já falecidos, foi precisamente para isto.
Mas  não se indignam, seus Pilatos do diabo?
AC

terça-feira, 20 de junho de 2017

SIRESP
Esta sigla, de um sistema que  deve ter funcionado maravilhosamente durante a tragédia que se vive no centro do País Continental, poderá ser lida assim?
SIRESP  =   Simplesmente Irresponsabilidade

António Cabral (AC)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

À lareira, ouvindo lá em cima um debate com o advogado de Sócrates.
A lareira crepita. O som da TV foi colocado mais alto para eu poder ouvir cá em baixo, no meu sossego à lareira. Ouvi o advogado da criatura em casa, escutei atentamente os restantes elementos convidados. A jornalista em representação do seu sindicato pareceu-me fraca. Depois das considerações que ouvi ao advogado Teixeira da Mota e a Joaquim Vieira, ficou claro, para quem for intelectualmente honesto, que as coisas foram colocadas no seu devido lugar.
A conclusão é que se está perante um passo grave, e que o pantomineiro Sócrates e os seus seguidores continuam seguros de que vão passar incólumes. Oxalá não o consigam. Mas, com o sistema que laboriosamente foi montado por todos aqueles que continuam a ser considerados os "gurus" no direito, temo o pior.
Aliás, basta ver uma dessas estrelas do nosso firmamento jurídico dizer que Duarte Lima não aldrabou o BPN. LINDO!!!! Aliás nem ele nem nenhum dos outros todos. A diferença entre essa cambada e pessoas como eu, é que uns (essa gentinha) têm coleções luxuosas de carros e quadros e etc, enquanto eu e outros temos as coleções de carrinhos dos tempos de criança e carros reais com mais de 10 anos, e não o consegue trocar.
AC

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Em todos os partidos existe gente curiosa
Creio a afirmação supra verdadeira.
E em todos existem alguns que se esganiçam tanto ao ponto de se esquecerem que, no seu partido, existiu tudo e ás vezes pior do que aquilo que acusam aos outros.
Regressado há pouco das minhas tarefas em casa alheia, concretamente manhas de electricista, fiz um "zapping" por notícias escaldantes.
Gente curiosa, por exemplo, do meu ponto de vista naturalmente, são Paulo Portas, Manuel Alegre, José Lello.
Alegre, lembra que o PS não tem bancos, etc.
O que vale é que a minha memória ainda é boa, e ainda vou mantendo alguns arquivos.
Mas é claro que, admito, muito pacato cidadão já se tenha esquecido da rapaziada formada em Macau (dizem que vinha de lá muita pataca!!!) que "assaltou" o BCP e a CGD, dos romances à volta da Lusomundo, do BES-PT, da TVI, do BPN em que os socialistas nacionalizaram as perdas e deixaram o tutano que agora creio se chama Galileu.
Ora se acusam que no BPN havia muita gentinha malvada ligada ao PSD (não tenho a menor dúvida), continuo hoje sem perceber porque não foram às massas dos PSD.
É estranho não é, ou sou eu que estou "tan-tan?
Valha-me a fotografia.
António Cabral (AC)