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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

 Do PASSADO ainda mais ou menos recente republico texto antigo . . . 

quarta-feira, 7 de março de 2018

TANCOS, PRESIDENTE MARCELO, AZEREDO LOPES, DEPUTADOS e. . . . MURRINHOS no ESTÔMAGO
A telenovela mexicana teve recentemente umas "piquenas" (Manuela dixit) evoluções, pelas vozes do ministro da tutela e do Presidente da República há dias aquando da posse do novo CEMGFA.
Relembro duas frases:
...."tem que se apurar tudo, doa a quem doer".......(Presidente desta cada vez mais violentada República)
....falta aquilo a que me comprometi......(Azeredo Lopes),........ POIS...

António Cabral

terça-feira, 25 de outubro de 2022

FOTOGRAFIAS   HISTÓRICAS

Ao vasculhar o arquivo de milhares de fotografias, encontram-se sempre preciosidades. 

Esta é uma delas, e reporta-se a uma das fases mais caricatas da história recente do Portugal virador de páginas

Nunca esclarecida cabalmente, até para não se incomodar umas certas excelências!

AC 

segunda-feira, 26 de abril de 2021

MAS  NÃO  PERCEBEM ?

Mas será que esta gente não percebe que cada vez mais descredibiliza a Instituição Militar?

Digo isto a propósito do que ouço as TV atribuir ao coronel ex director da Polícia Judiciária Militar e fico quase estarrecido.

Digo isto a propósito do que ao longo do tempo ouço e leio sobre a "barracada Tancos", desde o mais alto dignitário da Nação ao major ex-porta voz da PJM.

Digo isto quando leio coisas como esta no último Expresso.

Como diz o povo - não se enxergam ?

AC

quarta-feira, 10 de março de 2021

DÁ  QUE  PENSAR
............."Não bastava a governação irresponsável e a crónica falta de dinheiro: as lideranças das instituições militares e policiais, subservientes aos governos e ineficazes na condução das respetivas casas, têm sido uma calamidade". (Pedro Tadeu, Diário de Notícias)
AC

terça-feira, 9 de março de 2021

ILUSTRATIVO
O Tribunal de Santarém não conseguiu notificar a testemunha Paulo Lemos, conhecido como "Fechaduras", para esta segunda-feira ser ouvido no processo de Tancos, onde chegou a ser arguido.
No início da sessão, a decorrer no Centro Nacional de Exposições de Santarém, o juiz disse que não foi possível notificar Paulo Lemos para depor, porque este não se encontrar em nenhuma das moradas conhecidas pelo tribunal
.
Palavras para quê? E doa a quem doer!
AC

segunda-feira, 1 de março de 2021

É SEMPRE IMPORTANTE.......

É sempre interessante, sobretudo importante, e muitos vezes decisivo, ir o mais atrás possível para se perceber melhor coisas mais recentes.

AC

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

A  PROPÓSITO  DE  PALHAÇADAS.

E  TANCOS ? JÁ DOEU a ALGUÉM ? 

Nesta verdadeira e péssima telenovela Mexicana, houve de tudo o que se possa imaginar. Mas as questões centrais......hum.......e o tempo vai passando e........o doa a quem doer continua pendurado no "anedotário" nacional.

Por exemplo, começando pelo que verdadeiramente importava saber:

> O que sabia cada um dos pantomineiros nesta história, desde os de baixo relevo até aos temporários inquilinos de certos palácios?

> Quanto sabiam?

> Quando souberam, e não me interessa se foi por telefone, ao ouvido, em casa recebendo certos pantomineiros, pelo chefe de gabinete, por outro assessor, da mulher da limpeza, etc.?

É porque, de certeza, em algum momento os vários pantomineiros souberam de algo, ou parte, ou mesmo tudo.

A revista Sábado publicou uma vez estas graçolas. Se calhar têm todo o sentido!

E, já agora, aquela criatura patética que anda agora ainda mais parvamente inchada com anúncio que fez de um esboço de propostas de elevadíssima importância para o país (!?!?!), já tem ao menos a certeza de que se sabe onde está tudo o que teoricamente está nos inventários?

António Cabral (AC)

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

 ARMAZENAMENTO das VACINAS

Parece que a Marta que a saúde teme afastou a possibilidade de guardar as vacinas em Tancos.

É que desconfia que abririam facilmente a rede de frio que lá instalassem!!!!

AC

TODOS UNS QUERIDOS ANJINHOS
O primeiro-ministro disse acreditar que Azeredo Lopes, arguido no processo de Tancos, desconhecia a alegada encenação na recuperação das armas e a investigação paralela da PJ Militar e enaltece a lealdade do seu ex-ministro da Defesa. (Público)
AC

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

TANCOS: Será que isto vai ficar interessante?

Tancos: Marcelo confirma pressões de Azeredo Lopes mas garante que nunca falou com director da PJM
Segundo a testemunha Marcelo Rebelou de Sousa, o ex-ministro Azeredo Lopes tentou que o Presidente tivesse uma reunião com o diretor da PJM, Luís Vieira, que queria convencê-lo de que tinha de ser esta polícia a investigar o assalto a Tancos. No depoimento enviado para o Tribunal de Santarém, o Presidente da República garante que nunca falou com o coronel e que só soube do achamento das armas pela comunicação social. (Expresso online)
É lá, será que isto vai ficar interessante? Oh Azeredo, você pressionou o Presidente da nossa República?
Oh ex-director da PJM, não vai esclarecer tudo?
António Cabral (AC)

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

T A N C O S
Iniciou-se em Santarém o julgamento do roubo e devolução do arsenal de Tancos, e que conta com o ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes sentado no banco dos réus. São ao todo 23 arguidos.

Vai uma aposta? Penso assim:
1º- Foi tudo investigado e foi tudo apurado doendo muito.

2º- Tudo foi feito, mas tudo foi mesmo feito, doesse a quem doesse.

3º- O Paulino será condenado mas, como boa pessoa que se acaba de descobrir que é, além de ser um "believer" e acreditar portanto que altas figuras estariam a par da coisa, vai ter forte desconto na pena.

4º- Marcelo e o seu anterior chefe da casa militar, Costa e o seu assessor militar e o seu chefe de gabinete, Azeredo e o seu chefe de gabinete por acaso era general, o CEMGFA e outras estrelas nunca souberam de nada, nem por memorando não assinado que é capaz de ser um costume entre as altíssimas figuras civis e militares, nem sms de telemóvel, nem por conversa casual sussurrada, nem por telefonema, nunca souberam NADA de NADA mas mesmo NADA de NADA. Nem sabiam que existia uma coisa chamada Tancos.

5º - Ficará provado que não há escutas ilegais nem no gabinete do PR como Cavaco Silva dissera outrora, nem no gabinete do PM, nem na casa militar da Presidência da República, nem no gabinete de Azeredo, nem nos elevadores privados do MDN, nem nos carros das altíssimas figuras, pois caso contrário a PJ teria gravado os sussurros que dizem houve várias vezes, nos carros, em casa dele e daquele, no elevador privado do MDN, etc.

6º - Ficará provada a grande e exemplar eficácia dos registos de entrada e saída de correspondência dentro do palácio de Belém, dentro do Palácio de S.Bento, e dentro do edifício do chamado ministério da defesa nacional e dos seus anexos onde funciona a PJM.

7º - Será exarado despacho de sentença do Paulino, e o Presidente da República logo a seguir virá publicamente mostrar o seu regozijo pelo regular funcionamento das instituições e pelo apuramento da verdade.
António Cabral (AC)

Ps.: corre por aí que Paulino devolverá mais uma caixinha pequenina se a pena for pequenina

segunda-feira, 29 de junho de 2020

A PROPÓSITO de, PRINCÍPIOS e VALORES, Sistema de Justiça, Juízes, Magistrados, MP,
Ministros, Defesa Nacional, Tancos, Militares
Foi tornada pública a decisão de levar a julgamento Azeredo Lopes e mais uns quantos militares incluindo ex-membros da Polícia Judiciária Militar (PJM) e, também, alguns agentes da força de segurança GNR e alguns civis, tudo a propósito da que eu chamo “telenovela” Tancos. Dizem por aí que a decisão tem mais de mil páginas!!!! Será assim ?
Foi em 2017 que tudo começou
Mais coisa menos coisa, 3 anos para investigar e decidir levar ou não alguém a julgamento relativamente a coisas caricatas e inacreditáveis acontecidas naquele ano. Entre as coisas patéticas ocorridas nos tempos imediatos, uma ficou inesquecível, a comunicação de que com o material recuperado numa cena aliás muito estranha, havia sido devolvida uma caixa “muito pequenina”. Quase tipo prenda.

Felizmente que o ridículo e o patético não matam!
Como não matam, a mentira, a desfaçatez ordinária de certa gente de cabelo branco desvalorizando e ridicularizando na TV uma das maiores vergonhas nacionais.
Se será apurado tudo, doa a quem doer............veremos.
Pessoalmente acredito que não será apurado praticamente nada, desde logo porque não convém incomodar chefias. 
Recomendo assim aos “taratas” que se ponham a pau, pois a probabilidade de serem os bodes expiatórios é enorme.

Sim, porque, provavelmente, entrar sem ficar registo num edifício onde a regra é registar tudo, circular documentação sem registo onde a regra é dar entrada e saída de documentação entre repartições, serviços e gabinetes, dar conhecimento de assuntos provavelmente por documentos não datados e não assinados ou por telefone ou por telemóvel ou ao ouvido, tudo isto que pode ter acontecido é capaz de ser considerado por certos gabirus como nunca tendo existido e, portanto, nada foi sabido.
Então, não haverá ninguém culpado, nem general que ande ás vezes fardado às vezes à civil, nem qualquer militar que receba ordem verbal, nem qualquer paisano doutorado ou não que de ética demonstra saber sobretudo o seu contrário.
Isto de, provavelmente, subir pelo elevador especial/ reservado a altos importantes no edifício rosa, ou ir à casa dele, ou falar no carro, ou dizer adeus ao mais importante de todos a dois ou três metros de distância, nada prova, prova rigorosamente zero.

Como noticiado, aparentemente houve um roubo, ou então houve um desvio, ou então um erro nos inventários. Erro nos inventários que pode ter acontecido, ou erro costumeiro neste tipo de coisas. Como diria Sócrates, isso não interessa para nada!
Portanto, em 1º lugar, houve um desaparecimento de material de guerra, chamemos assim à coisa, facto super valorizado por uns quantos ao ponto de se temer conluio internacional terrorista, e muito desvalorizado por outros. Pelo meio, um patético murro no estômago. Patético para não adjectivar mais.
Do pouco que se sabe, e creio que se sabe de facto quase nada, eventualmente a PJ e depois o MP terão sabido ou terão sido alertados de que poderia haver um assalto ou um roubo a paióis de material de guerra e, aparentemente, parece que se fecharam em copas para com quem tem material militar.

Como sempre se soube, o dinheiro não abundava nas Forças Armadas e continua a não abundar mas, parece-me, justificar num local daqueles ausências de um mínimo de pessoal e de patrulhas mínimas aleatórias (como foi sendo noticiado e creio não desmentido) com a falta dos €€, só de facto em certas cabeças.
Já agora, gostava de ter sido mosca para ter visto as caras de Marcelo e Azeredo Lopes quando deram com o estado deplorável das infra-estruturas em Tancos. E não me refiro á rede e ao sistema de vigilância inoperativo há muito tempo. E também não me refiro a faltas de pintura. Mas, claro, este tipo de coisas corriqueiras nunca constarão de qualquer documento que o cidadão comum pudesse ver.

Parece, portanto, que houve encontros e desencontros, entre pessoas, entre instituições, entre dignitários, entre farsantes. Terá havido pedidos de intervenção superior, quase divina, parece que negada. Presumo que alguns se terão sentido muito abandonados por quem imaginavam ter algum apoio. Depois, é capaz de ter havido aquela coisa da vida que muitos julgam apenas possíveis nos filmes, e que é, dos silêncios, dos esgares faciais, dos monossílabos, uns quantos concluirem ordens para determinadas acções.

Outra cena a considerar, posterior, a devolução de material com prenda extra, a tal caixinha muito pequenina, e que suscitou risadas em frente a câmaras TV.
Finalmente, com o tempo a correr, apareceram uns quantos advogados do costume, caras bem conhecidas e mais não adjectivo e, depois ao longo dos meses, na AR e para os OCS, manifestaram-se altas figuras em tons e posturas diferentes algumas aliás bem patéticas e lamentáveis. Periodicamente, manifestaram-se figurões diversos, pelo meio uns poucos mudaram de cargo e subiram na carreira. Entretanto, um demitiu-se dizendo-se inocente (e o cumprimento recebido do patrão (ex-patrão) quando da posse do sucessor é das coisas mais deliciosas de rever) e agora o juiz do costume manda tudo a julgamento.
Ah, e para não variar, LAMENTAVELMENTE, arguidos e advogados não foram notificados antes dos olhos dos OCS conhecerem o despacho do juiz de instrução. Lamentável e nojento que isto continue.                                             


Quando falo em valores e princípios tenho também presente a legítima apreciação aos comportamentos públicos por qualquer cidadão comum relativamente a, chefias militares, PR e comandante supremo das FA, PM e ex-MDN, militares vários, civis e agentes de forças de segurança, Ex-PGR, PJ, MP, PJM.
Princípios e valores que, como vai parecendo, cada vez mais parecem valer muito pouco.

Em síntese:

> não acredito que se venha a apurar grande coisa ou seja, a descoberta das verdades todas, e há muitas coisas para apurar, nos dois grandes capítulos, o desaparecimento e o achamento.
> lamento imenso e não percebo, que o sistema de justiça não tenha separado as coisas em dois processos, um sobre o aparente desaparecimento de material militar, e outro sobre o que parece ser uma vergonhosa encenação para recuperação do material militar.
Porque é que isto não foi feito?

> Coisas que eu gostava de ver plena e cabalmente esclarecidas:
>> O chefe do Exército (CEME) em 2017 tinha sido informado de todos os relatórios que porventura terão sido elaborados acerca do estado de degradação da rede e do sistema de vigilância? E se houve relatórios meses e meses em gavetas sem irem ao chefe?
>> E que inspeções foram feitas ao longo dos últimos 20 anos?
>> O CEME tinha sido informado do estado de degradação que imagino existia nos alojamentos em Tancos, como por exemplo o recheio das habitações que, presumo, Marcelo terá observado? 
>> Quando soube a PJ da possibilidade de assaltos a paióis?
>> Foi só a PJ que soube? E os serviços como o SIS? E o MP? E a PGR e não me refiro só à senhora PGR mas muito à estrutura hierárquica que formalmente dirige?
>> E se assim foi, porque se calou a PJ, o MP, a PGR?
>> O estado deplorável das instalações em Tancos e as ausências de   patrulhamento aleatório é justificável apenas por restrições orçamentais?
>> As questões de eventuais ameaças à segurança interna foram ocultadas às instituições nacionais que com isso se têm de preocupar? Ou é/ foi tudo uma intentona?
>> O achamento do material, envolvendo entre outros elementos da GNR do Sul do País Continental, não é uma coisa muito estranha?
>> Todo o esquema do achamento poderia ter sido desenvolvido em roda livre, ou, como parece óbvio, teria de ser superiormente sancionado?

Como já disse, o desfecho disto vai ser apenas mais outra fantochada.
António Cabral (AC)

Ps: Se ainda precisasse de mais elementos para acreditar que as verdades todas nesta telenovela de vários actos não serão apuradas, as notícias que correm sobre o Hospital das Forças Armadas, os comunicados detalhados da AOFA sobre esse assunto pondo a nu a vergonhosa realidade, as notícias sobre o que se passa com o hospital militar de Belém e o que sobre ele conjecturam, as notícias sobre o laboratório militar que parece ter estado quase a ser extinto mas salvo pela pandemia, as recentes condecorações de todas as chefias militares, o silêncio do comandante supremo das Forças Armadas (o doa a quem doer e outras coisas do género não passam de "epaté le bourgeois"), e as declarações do TCOR Mário Maia publicadas no jornal Público de 30 de Junho passado, seriam mais que suficientes para me mostrar/ confirmar o que vai ser o desfecho de Tancos.

Além disso, presente o rotineiro negligente trabalho da esmagadora maioria dos "media" nacionais acerca de tudo o que respeite a defesa nacional (que estupidamente equivalem a tropa), Forças Armadas, conceitos errados sobre coisas basilares respeitantes à instituição militar, obviamente que procurarão as grandes e parvas parangonas e pouco mais. Cuidado taratas, ponham-se a pau!!!!!

domingo, 8 de março de 2020

TANCOS,   TANCOS,   TANCOS ..........
O magnífico boneco que mais abaixo coloco e que de tempos a tempos ilustra páginas da excelente revista periódica (Os Anais) de um Clube ilustre, o Clube Militar Naval, é porventura capaz de condensar razoavelmente bem o que por aí se foi e vai passando na vida nacional, em todos os sectores.
Aplica-se lindamente ao que chamam caso TANCOS que, de um assalto a paióis (no dizer de um militar o assalto foi à tralha dos paióis), se parece ter transformado num quase abalo do regime.

Quanto ao governo e concretamente ao PM António Costa e aos seus trauliteiros de serviço, parece que não conhecem Horácio, que sempre terá recomendado moderação em tudo, devendo haver na sociedade um limite nas coisas. 
Mas esta gente (como aliás muitos dos seus antecessores) não conhece limites à desfaçatez.
Eu até posso tentar entender estes políticos, pois pessoalmente também ás vezes me excedo um pouco nos impulsos. 
O diabo é que eu, e aqui uma diferença que considero mais que legítima, creio que tenho uma certa atenuante, pois parecem-me  justas as minhas indignações de cidadão e à semelhança de milhões dos meus concidadãos (que infelizmente muito se calam) por exemplo, no plano profissional, como reformado, naquilo com que concretamente me debato no âmbito concreto do SNS, naquilo com que lido no problema de tratar dos muito idosos em fim de vida, naquilo que nomeadamente vejo em certas autarquias, quanto aos indícios de corrupção, etc, enquanto que Costa e os seus apaniguados trauliteiros deviam olhar para os vários casos que lhes enlameiam as calças e, por exemplo também, para o que diziam e vociferavam antes de Outubro 2015. 
E que rapidamente esqueceram. 
Exemplo gritante de despudorada desonestidade intelectual e política e que continuamente alardeiam. Vamos ver como isto vai acabar. O nervosismo já aí está, Catarina Mendes quase a gritar como Cavaco - deixem-me trabalhar.

Na telenovela Tancos, entendo que Costa é bem criticável, foi ele que escolheu a pérola Azeredo Lopes, um homem com currículo muito invejável, muito invejável, muito invejável, muito invejável, designadamente enquanto foi chefão na ERC.



Em síntese, continua a parecer-me que:
> quase todos mentem, e de alto abaixo, e daí o velho respeitinho que atiram à cara de quem decente e legitimamente tem as maiores dúvidas sobre tudo isto,
> muita coisa se terá passado em gabinetes e "casinhas" sem registo formal, mas apostava que aconteceram,
> isto está quase num caso de regime, que se arrasta vergonhosa e penosamente, tal como com o que se passa no lamaçal da justiça, em que responsáveis máximos dizem coisas num mês e o seu contrário dois ou três meses depois,
> dá uma terrível e lamentável imagem do País,
> houve de certeza uma série de peripécias entre o intolerável, o cómico, o trágico, o vergonhoso, o laxismo, a incompetência,

> por parte de muitos, é uma cabal demonstração de falta de quase tudo e sobretudo de, sentido de Estado, noção das responsabilidades, respeito pela lei, ética, rigor, verdade, respeito por competências de cada instituição, e tudo talvez por alguns verem muitos filmes de "cowboys" e policiais,
> terão existido e se calhar se mantêm, suspeitas entre orgãos de soberania, e suspeitas entre instituições do Estado e posso mesmo admitir talvez quase guerras de poder,
> apesar de em tempos um inefável ter declarado Tancos um caso encerrado, está tudo menos encerrado, embora provavelmente muitos, de alto abaixo, rezem todos os dias para que Tancos se esfume, sem doer quase nada menos a uns taratas,
> terá havido muito empenho, terá dado em memorando, que terá sido entregue, que não terá sido entregue, que terá sido falado, que não terá sido falado, que terá sido recebido, que nunca terá sido recebido quanto mais visto, que nunca foi informado superiormente nem ao ouvido,.........,

> terá havido documentos sem data sem assinatura sem carimbos,
> terão existido telefonemas desesperados, pedidos de reunião, encontros fora de horas, pedidos para que diga a,
> houve caricatos murros no estômago,
> certas substituições ditas para atender a motivos pessoais podem ser consideradas coincidências puras, ocasionais, desligadas de tudo o resto, mas eu duvido e creio mesmo é que alguns se fartaram de pantominices seguidas,.....
> as trocas de mensagens entre certas pessoas mostram claramente a pouca vergonha de uns quantos que sempre se assumem acima da lei, 
> nesta telenovela Tancos pode haver também facetas muito nebulosas como alguns defendem, e nomeadamente um que muito respeito, mas não me parece que TANCOS tenha sido apenas, uma farsa, um ataque ao governo geringonça, um golpe para atingir altos dignitários, um ataque à PJM,

> sobre esta hipótese - ataque à PJM - talvez fosse bom meditar retroactivamente para o que foi o EMGFA e o que dele dependia até quase 1993 e mais a cultura então aí vigente, como me conta um grande amigo que conhece alguma coisa do assunto,
> Tancos não deve ser visto apenas na perspectiva - "à política o que é da política, à justiça o que é da justiça", como escamoteia o PM, que gasta o tempo com retóricas que para alguns são habilidosas, e que com outros procura sempre aumentar o temor reverencial,
> Tancos não deve ser perspectivado em julgamentos morais ou de carácter, ou em termos de tolo jogo político-partidário, porque as coisas devem ser analisadas, ponderadas juridicamente, provadas ou não, julgadas, mesmo que se tema que pode vir a provar-se ser de uma gravidade telúrica e atingindo altas esferas.

O que aconteceu em Tancos não pode resumir-se a ver quem ganha ou perde com este desgraçado episódio porque, no imediato, quem perdeu foi o País e a democracia, e perdeu designadamente a nobre instituição militar que, ao que parece por irresponsabilidade de alguns militares e civis desde "importantes" a "comuns", sofreu dano relevante.

Nunca é demais recordar que a instituição militar é um pilar inultrapassável, decisivo e fundamental do País, umbilicalmemte ligada à nossa soberania. 
E, há décadas, sempre tão mal servida no que à tutela respeita.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

T  A  N  C  O  S
Já se escreveu muito sobre este triste capítulo da nossa história, sobre esta palhaçada manchando a instituição militar, sobre esta fantochada em que se tenta convencer o cidadão comum que tudo não passou de uma cabala, de uma farsa, de uma luta entre instituições do Estado.
Sobretudo tentam sempre convencer o cidadão comum e esta é para mim uma das partes mais gravosas, que os políticos nunca souberam de nada a não ser o que foi relatado e aparecendo nos jornais, nunca ninguém lhes disse nada verbalmente.
Até a minha velhinha vizinha na aldeia sabe de cor e salteado, que a cultura militar impõe que nenhum militar deixa de informar sempre o seu superior hierárquico, que nenhum militar ousa extravasar as suas funções sem autorização superior, que nenhum militar deixa de informar imediata e superiormente qualquer assunto ou caso sensível.
Depois chegam junto do cidadão comum com um mamar doce do tipo, "doa a quem doer", "eu informei logo".

Não tem a ver com o caso, mas quando anos atrás uma lista sensível caiu na rua "SÓ POR UM ACASO azarado dos diabos", passados uns tempos alguém subiu na vida
COINCIDÊNCIAS, naturalmente.
Agora verificou-se uma coisa mais ou menos parecida.
Séculos atrás houve um que dizia "l'État sais moi" .
Estes farsolas de agora não o dizem, mas praticam-no sem dó nem piedade, no meio de sorrisos de plástico, de re-inaugurações, de fotografias, ou a cozinhar nos programas TV para anestesiar a populaça.
É como estamos.
AC

sábado, 8 de fevereiro de 2020

SE ISTO CORRESPONDER à REALIDADE
"Azeredo Lopes diz que vê muitos filmes policiais e que por isso não estranhou encenação de Tancos" (do Sol)
Se isto que leio no jornal Sol corresponder à realidade, então até a minha velhinha vizinha na aldeia percebe finalmente porque estamos neste lodaçal, pântano, o que lhe quiserem chamar.
Desgraçado País com este tipo de professores doutores.
AC

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

ISTO DEFINE BEM PORTUGAL
Confrontado com o facto de o advogado do ex-ministro da Defesa, Germano Marques da Silva, ter dito esta segunda-feira que ponderou chamar o Presidente da República como testemunha e que só não o fez "por ser uma alta figura de Estado com direito a imunidade e com possibilidade de não responder", Marcelo Rebelo de Sousa começou por referir que "o arguido e o seu advogado é que definem a estratégia da defesa" (do Expresso).
Isto define bem o Portugal actual, cada vez mais parecido com cinzentismo do passado. E sempre certos advogados nisto tudo.
AC

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

TANCOS, JUIZ, António Costa, Conselho de Estado, Marcelo, e o chuta para canto
A telenovela Tancos continua deliciosa.
O Presidente da República prometeu e ouviu conselheiros sobre o pedido do juiz de instrução Carlos Alexandre quanto à audição de António Costa na qualidade de testemunha (que o seu amiguinho Azeredo indicou), e decidiram num prazo "curto". Vai escrever.
Entretanto as audições de arguidos e testemunhas, prosseguem. Aparentemente nada até agora de muito surpreendente.
Nada de muito emotivo........espera,.........parece que algumas pessoas eram muito emotivas e por isso com elas conversavam muito, sobre.........banalidades,......para acalmarem.!!!!!
Uma das coisas para mim nada surpreendente, também, foi o que se passou nas altas hierarquias do MP, para que não se incomodassem as Altas Excelências Reverendíssimas. 
O MP travou esse processo, e aí está para quem tinha dúvidas, o Portugalinho do respeitinho, acinzentando-se cada vez mais e onde, sem sombra de qualquer dúvida, somos todos iguais perante a lei, mas todos iguais doa a quem doer, embora naturalmente alguns poucos mais iguais que a maioria. 
Pintada atrás de Pintada. 

Tudo portanto a ser encarado com a maior serenidade, sem sobressaltos, e sem maçar Excelências.
Nada o justificaria, até porque, aparentemente,
- nunca houve um grupo de militares da PJM e da GNR em roda livre,
- não houve curiosa montagem de recuperação de armas roubadas,
- nada foi mais ou menos clandestino,
- nunca a chefes de gabinetes, a chefes de casas, a directores, a Azeredo, a Costa ou a Marcelo, algo foi sussurrado ao ouvido,
- nada se passou de especial para lá de uma cabala ordinária para prejudicar as FA e em particular o Exército, e mais o ministro da tutela, mais o primeiro-ministro, mais o governo, mais o presidente da república e mais o comandante supremo das forças armadas,

Nada portanto de incomodar as altas figuras, quando ainda por cima os maldosamente chamados gatunos foram uns queridos e até devolveram uma caixa pequenina a mais, o que não havia necessidade mesmo doendo a alguém dos coitados.

Quando perguntarem a cada uma das Excelências, melhor, ás poucas a quem irão em princípio perguntar, o que sabia e quando soube, a resposta vai ser - Quê?....... Tancos? Nem sei onde fica, nunca lá estive......ah,.....não,..... espere, pois,.... fui lá depois ............
E não insista, que me sentirei ofendido na minha honra e dignidade. Se insiste, passará a ser quase um ataque ao meu carácter, o que nunca admitirei.
Estamos nisto, e nisto ficaremos, provavelmente.
AC

sábado, 1 de fevereiro de 2020

ESTAS   PALHAÇADAS......
Observando estas palhaçadas todas, palhaçadas militares a vários níveis,  palhaçadas ao nível do parlamento, palhaçadas dos governos, comissão parlamentar de defesapaióis, Tancos, armas roubadas, navios de guerra sem manutenção, navios a ser abatidos e sem substitutos, polícia judiciária militar, encobrimentos, memorandos que nunca o foram, messes, lei de programação militar, etc, lembrei-me de ter visto meses atrás uns "cartoons" em que se brincava com várias destas coisas.
Encontrei.
Foi na revista Sábado, 3 de Outubro de 2019, que trás sete figuras/ cartoons encimadas por um título - PATENTE PATETICE.
As aves são:
Papagaio-mor do reino - Comandante máximo das aves do reino
Praças Pardal - Rouba armas do paiol, originando um dos maiores escândalos militares do domínio passeriforme.
Bufos Reais - Investigam com contundência as acções das outras passarolas, procurando depená-las.
Cagarra de Mar e Terra - Pequena ave comentadora, que mete o bico em todos os assuntos.
Contra-Almirante Açor - Veterano pássaro, vai entrar na reforma para dedicar-se à família.
Tucano Brigadeiro - Encobre encenações das aves de rapina. Pode ser preso em tribunal marcial.
Marechal Pelicano - Alta patente. Nunca soube de nada, apesar de ser superior hierárquico e de falar todos os dias com tucano brigadeiro.

Está bem apanhado. Peca por defeito.
AC

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Agora Queria Saber o Que Conversámos
Já viu, ele agora queria saber o que nós conversámos e quem nos disse coisas sobre aquela barraca dos paióis.
Era só o que faltava, não acha? O que nos sussurram ao ouvido fica cá, e não se esqueça, nunca se escreve nada sobre estas coisas. Já pateta foi o seu ajudante em ter aceite o papel do outro. Como dizia o meu antecessor, SAFA.
AC