Mostrar mensagens com a etiqueta material de guerra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta material de guerra. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

THE  MILITARY  100

Tenho este livro há muitos anos. Uma listagem de diferentes e diversas personalidades, dirigentes/ líderes militares, e sobre cada um cerca de 4 páginas sobre o seu historial. Uma listagem, discutível como são todas, de pessoas que marcaram épocas da história mundial. Como por exemplo, Napoleão Bonaparte, Júlio César, Carlos Magno, o Huno Átila, Oliver Cromwell, Karl von Clausewitz, Sun Tzu, Antoine Henri Jomini, Aníbal, Horatio Nelson, Robert Lee, Chester Nimitz, Mustafa Kemal (Ataturk), Heinz Guderian, Isoroku Yamamoto, Karl Doenitz, Saladino, George Patton, etc.

Estive a reler algumas partes e, sobretudo a percorrer a lista destes 100 indivíduos. Naturalmente que para quem lê alguns personagens são mais interessantes que outros.

Veio-me agora à cabeça, quem me diz a mim, por exemplo, que se durante a II GG, na guerra do Pacífico, o almirante Japonês Isoroku Yamamoto tivesse tido à sua disposição os "drones" de hoje, e presente o seu brilhantismo de almirante/ estratego/ táctico, não teria simplesmente arrasado as esquadras americanas? 

Nunca se saberá, é apenas uma especulação minha. Mas uma coisa me parece evidente, hoje, drones e mais drones. Marinha do futuro.

AC

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

MATERIAL  de  GUERRA

Agora que tanto se fala e grita por causa do contrato feito entre Austrália, Estados Unidos e Reino Unido para dotar a Austrália de submarinos novos, lembrei-me deste jocoso video.

AC

segunda-feira, 29 de junho de 2020

A PROPÓSITO de, PRINCÍPIOS e VALORES, Sistema de Justiça, Juízes, Magistrados, MP,
Ministros, Defesa Nacional, Tancos, Militares
Foi tornada pública a decisão de levar a julgamento Azeredo Lopes e mais uns quantos militares incluindo ex-membros da Polícia Judiciária Militar (PJM) e, também, alguns agentes da força de segurança GNR e alguns civis, tudo a propósito da que eu chamo “telenovela” Tancos. Dizem por aí que a decisão tem mais de mil páginas!!!! Será assim ?
Foi em 2017 que tudo começou
Mais coisa menos coisa, 3 anos para investigar e decidir levar ou não alguém a julgamento relativamente a coisas caricatas e inacreditáveis acontecidas naquele ano. Entre as coisas patéticas ocorridas nos tempos imediatos, uma ficou inesquecível, a comunicação de que com o material recuperado numa cena aliás muito estranha, havia sido devolvida uma caixa “muito pequenina”. Quase tipo prenda.

Felizmente que o ridículo e o patético não matam!
Como não matam, a mentira, a desfaçatez ordinária de certa gente de cabelo branco desvalorizando e ridicularizando na TV uma das maiores vergonhas nacionais.
Se será apurado tudo, doa a quem doer............veremos.
Pessoalmente acredito que não será apurado praticamente nada, desde logo porque não convém incomodar chefias. 
Recomendo assim aos “taratas” que se ponham a pau, pois a probabilidade de serem os bodes expiatórios é enorme.

Sim, porque, provavelmente, entrar sem ficar registo num edifício onde a regra é registar tudo, circular documentação sem registo onde a regra é dar entrada e saída de documentação entre repartições, serviços e gabinetes, dar conhecimento de assuntos provavelmente por documentos não datados e não assinados ou por telefone ou por telemóvel ou ao ouvido, tudo isto que pode ter acontecido é capaz de ser considerado por certos gabirus como nunca tendo existido e, portanto, nada foi sabido.
Então, não haverá ninguém culpado, nem general que ande ás vezes fardado às vezes à civil, nem qualquer militar que receba ordem verbal, nem qualquer paisano doutorado ou não que de ética demonstra saber sobretudo o seu contrário.
Isto de, provavelmente, subir pelo elevador especial/ reservado a altos importantes no edifício rosa, ou ir à casa dele, ou falar no carro, ou dizer adeus ao mais importante de todos a dois ou três metros de distância, nada prova, prova rigorosamente zero.

Como noticiado, aparentemente houve um roubo, ou então houve um desvio, ou então um erro nos inventários. Erro nos inventários que pode ter acontecido, ou erro costumeiro neste tipo de coisas. Como diria Sócrates, isso não interessa para nada!
Portanto, em 1º lugar, houve um desaparecimento de material de guerra, chamemos assim à coisa, facto super valorizado por uns quantos ao ponto de se temer conluio internacional terrorista, e muito desvalorizado por outros. Pelo meio, um patético murro no estômago. Patético para não adjectivar mais.
Do pouco que se sabe, e creio que se sabe de facto quase nada, eventualmente a PJ e depois o MP terão sabido ou terão sido alertados de que poderia haver um assalto ou um roubo a paióis de material de guerra e, aparentemente, parece que se fecharam em copas para com quem tem material militar.

Como sempre se soube, o dinheiro não abundava nas Forças Armadas e continua a não abundar mas, parece-me, justificar num local daqueles ausências de um mínimo de pessoal e de patrulhas mínimas aleatórias (como foi sendo noticiado e creio não desmentido) com a falta dos €€, só de facto em certas cabeças.
Já agora, gostava de ter sido mosca para ter visto as caras de Marcelo e Azeredo Lopes quando deram com o estado deplorável das infra-estruturas em Tancos. E não me refiro á rede e ao sistema de vigilância inoperativo há muito tempo. E também não me refiro a faltas de pintura. Mas, claro, este tipo de coisas corriqueiras nunca constarão de qualquer documento que o cidadão comum pudesse ver.

Parece, portanto, que houve encontros e desencontros, entre pessoas, entre instituições, entre dignitários, entre farsantes. Terá havido pedidos de intervenção superior, quase divina, parece que negada. Presumo que alguns se terão sentido muito abandonados por quem imaginavam ter algum apoio. Depois, é capaz de ter havido aquela coisa da vida que muitos julgam apenas possíveis nos filmes, e que é, dos silêncios, dos esgares faciais, dos monossílabos, uns quantos concluirem ordens para determinadas acções.

Outra cena a considerar, posterior, a devolução de material com prenda extra, a tal caixinha muito pequenina, e que suscitou risadas em frente a câmaras TV.
Finalmente, com o tempo a correr, apareceram uns quantos advogados do costume, caras bem conhecidas e mais não adjectivo e, depois ao longo dos meses, na AR e para os OCS, manifestaram-se altas figuras em tons e posturas diferentes algumas aliás bem patéticas e lamentáveis. Periodicamente, manifestaram-se figurões diversos, pelo meio uns poucos mudaram de cargo e subiram na carreira. Entretanto, um demitiu-se dizendo-se inocente (e o cumprimento recebido do patrão (ex-patrão) quando da posse do sucessor é das coisas mais deliciosas de rever) e agora o juiz do costume manda tudo a julgamento.
Ah, e para não variar, LAMENTAVELMENTE, arguidos e advogados não foram notificados antes dos olhos dos OCS conhecerem o despacho do juiz de instrução. Lamentável e nojento que isto continue.                                             


Quando falo em valores e princípios tenho também presente a legítima apreciação aos comportamentos públicos por qualquer cidadão comum relativamente a, chefias militares, PR e comandante supremo das FA, PM e ex-MDN, militares vários, civis e agentes de forças de segurança, Ex-PGR, PJ, MP, PJM.
Princípios e valores que, como vai parecendo, cada vez mais parecem valer muito pouco.

Em síntese:

> não acredito que se venha a apurar grande coisa ou seja, a descoberta das verdades todas, e há muitas coisas para apurar, nos dois grandes capítulos, o desaparecimento e o achamento.
> lamento imenso e não percebo, que o sistema de justiça não tenha separado as coisas em dois processos, um sobre o aparente desaparecimento de material militar, e outro sobre o que parece ser uma vergonhosa encenação para recuperação do material militar.
Porque é que isto não foi feito?

> Coisas que eu gostava de ver plena e cabalmente esclarecidas:
>> O chefe do Exército (CEME) em 2017 tinha sido informado de todos os relatórios que porventura terão sido elaborados acerca do estado de degradação da rede e do sistema de vigilância? E se houve relatórios meses e meses em gavetas sem irem ao chefe?
>> E que inspeções foram feitas ao longo dos últimos 20 anos?
>> O CEME tinha sido informado do estado de degradação que imagino existia nos alojamentos em Tancos, como por exemplo o recheio das habitações que, presumo, Marcelo terá observado? 
>> Quando soube a PJ da possibilidade de assaltos a paióis?
>> Foi só a PJ que soube? E os serviços como o SIS? E o MP? E a PGR e não me refiro só à senhora PGR mas muito à estrutura hierárquica que formalmente dirige?
>> E se assim foi, porque se calou a PJ, o MP, a PGR?
>> O estado deplorável das instalações em Tancos e as ausências de   patrulhamento aleatório é justificável apenas por restrições orçamentais?
>> As questões de eventuais ameaças à segurança interna foram ocultadas às instituições nacionais que com isso se têm de preocupar? Ou é/ foi tudo uma intentona?
>> O achamento do material, envolvendo entre outros elementos da GNR do Sul do País Continental, não é uma coisa muito estranha?
>> Todo o esquema do achamento poderia ter sido desenvolvido em roda livre, ou, como parece óbvio, teria de ser superiormente sancionado?

Como já disse, o desfecho disto vai ser apenas mais outra fantochada.
António Cabral (AC)

Ps: Se ainda precisasse de mais elementos para acreditar que as verdades todas nesta telenovela de vários actos não serão apuradas, as notícias que correm sobre o Hospital das Forças Armadas, os comunicados detalhados da AOFA sobre esse assunto pondo a nu a vergonhosa realidade, as notícias sobre o que se passa com o hospital militar de Belém e o que sobre ele conjecturam, as notícias sobre o laboratório militar que parece ter estado quase a ser extinto mas salvo pela pandemia, as recentes condecorações de todas as chefias militares, o silêncio do comandante supremo das Forças Armadas (o doa a quem doer e outras coisas do género não passam de "epaté le bourgeois"), e as declarações do TCOR Mário Maia publicadas no jornal Público de 30 de Junho passado, seriam mais que suficientes para me mostrar/ confirmar o que vai ser o desfecho de Tancos.

Além disso, presente o rotineiro negligente trabalho da esmagadora maioria dos "media" nacionais acerca de tudo o que respeite a defesa nacional (que estupidamente equivalem a tropa), Forças Armadas, conceitos errados sobre coisas basilares respeitantes à instituição militar, obviamente que procurarão as grandes e parvas parangonas e pouco mais. Cuidado taratas, ponham-se a pau!!!!!

terça-feira, 10 de setembro de 2019

DESTES  JÁ  NÃO  FAZEM
Destes já não fazem. 
Para cumprir uma comissão de serviço no tempo da guerra cheguei a Bissau a 29 de Outubro de 1971. Inteiro fisicamente, e quase sem abalos psíquicos, saí de lá aliviado em 28 de Julho de 1973.
De entre as recordações que trouxe, um facão enorme, oferecido por um oficial dos fuzileiros especiais, facão que guardo aqui na aldeia, juntamente com outras coisas desse tempo.
Parece que foi ontem que vim de lá, e em Julho perfizeram-se 46 anos.
Quanto ao facão, destes e com a qualidade de aço e o cabo em bauxite se não estou em erro, destes já não se fazem. 
É uma relíquia.

AC

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

TANCOS  o  QUE  É?
(recordar antes de mais que foi na zona que se fez a excelente (!?!?!?!) preparação do CEP para ser enviado à pressa para a pancadaria na Europa, I GG)
Para lá do nome de um local que para sempre representará uma "nódoa" para o Exército Português, para uns é uma "vergonha", outros designam-no como "caso", outros como "farsa", outros como "ataque da direita ao governo", outros "peixeirada", eu já lhe chamei "telenovela"e aventei ser uma "crise grave do regime", e por aí fora. 
Até há quem escreva que o diabo chegou fardado!!!!!!!!
Que envergonha as Forças Armadas (FA), como alguns dizem,  acaba por ser, mas penso que o que deve ser rigorosamente dito "é que envergonha o Exército"

Mas existe esta mania secular de confundir muitas vezes FA com Exército, havia até aquela expressão do tempo da outra senhora - "o Exército é o espelho da Nação". A confusão sempre dilui quando convém, e vai convindo muito.
Mas é sabido que, se dentro da Força Aérea e da Marinha também ao longo do tempo se encontram episódios de natureza diversa mais que lastimáveis, a realidade insofismável é que a cultura entre os três Ramos das FA é bastante diferente. Sempre foi, e não se esbateu.

Quando se diz - "Tancos é uma vergonha e começa por sê-lo para as Forças Armadas, cujas chefias não foram capazes de assumir as suas responsabilidades" - eu concordo em boa parte sobretudo quando olho à fita temporal que vai do primeiro comunicado do Exército sobre o desaparecimento/ roubo (?!?!?!), até um mês depois daquela deplorável cena televisionada com Costa, Azeredo, e mais os chefes militares da altura, em que um deles se queixou de murros no estômago. Enfim!
Ficou então para mim reconfirmado e sem surpresa alguma uma flagrante incompetência de gestão militar e política.
A entrada em cena, melhor, a vinda a público da trapalhada em que estará envolvida a PJM, excede de facto o imaginável por um qualquer cidadão comum. 
Mas, para quem conheça alguma coisa do assunto, quer historial desde o 25 de Abril, quer as sucessivas alterações desde 1990 no âmbito do MDN, do EMGFA, dos ramos das FA e nomeadamente também a alteração do processo de nomeação das chefias militares, nada disto espanta

Aparentemente continua por se confirmar, ou por se perceber:
> exactamente o que terá sido furtado e "Chamuscado"/recuperado; 

> o estado de degradação da segurança dos paióis, mais a degradação das infra-estruturas em causa; é coisa sigilosa, nunca se esclarece com clareza democrática, mas constou-me que o PR quando lá foi poucos dias depois do anúncio da bronca, arrastando Azeredo e outros, terá ficado banzado com o que viu (visita quase surpresa, não deu para esconder, disfarçar);
> o processo iniciado com uma estranha suspensão (que norma estatutária aplicável??) de cinco comandantes de unidades, depois creio que reconduzidos e, por fim, tipo cereja em cima do bolo, parece que um desses coronéis irá ser ou já foi nomeado para o curso de promoção a oficial general (gestão de recursos humanos?  mais uma farsa?); 
> a responsabilidade concreta dos sucessivos, ministros da chamada defesa nacional, secretários de estado/ ajudantes, dirigentes de algumas direcções-gerais dentro do MDN, generais CEME, generais inspectores do Exército;
> porque continua a nada sair do MP/ PJ; eu já escrevi que estarão à procura de uma saída airosa para ver se uns quantos figurões saem mais ou menos ilesos; e, portanto, 1º saber quem fez a primeira parte se de facto houve roubo ou, então, chega-se à conclusão que inicialmente, afinal, Azeredo estava a falar verdade - mas houve roubo?
> porque nada continua a ser esclarecido quanto à 2ª parte, o "achamento", onde parece que entra em força a trapalhada directa da  PJM;
> e a propósito de PJM, continua a cena de ninguém se interessar pela auditoria à PJM aparentemente determinada por Azeredo Lopes, e que o actual titular não interrompeu mas também não esclareceu quem a está a fazer. Já se sabe que é muito rápido é a escrever umas palavras no "twitter".

Dito isto, que em parte são repetições do que fui escrevendo ao longo do tempo, algumas vezes por outras palavras, fico cada vez mais inquieto com tudo isto e sobretudo este ensurdecedor silêncio.
- Que sistema de justiça é este?
- Que MP?
- Que PJ?
- Que PJM?
- Que ministro, o anterior e o actual?
- Que governo?
- E Marcelo?

Quem, cada vez mais, está a fazer uma muito triste figura?
Que imagem do País é assim dada??

Uma coisa foi anunciada pelo actual MDN, mas pareceu-me que com pouca pompa - não há problemas de inventários. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
AC

terça-feira, 13 de novembro de 2018

CANDIDATO ao PRÉMIO "GRANDE LATA"
"Não, as Forças Armadas não têm problemas de inventário."(actual MDN).
Lamento muito, mas mesmo muito, profundamente, e por variadas razões, mas não posso deixar de dizer que discordo a 100% deste senhor diplomata político.
AC

terça-feira, 25 de setembro de 2018

A TELENOVELA TANCOS
Pelo que se vai vendo, continuamos de prestígio em prestígio.
Ouvi há pouco o jurista Rui Pereira, homem ligado ao PS e ex-ministro socialista, a dizer, preto no branco - não há perigo para a segurança quando é roubado material de guerra?
Na CM TV arrasou completamente os sacos de vento políticos, civis e outros, que tiveram /têm o atrevimento de mentir sempre e ocultar.
Ah, e devemos estar perante a tal farsa anunciada com veemência meses atrás.
Banditismo, desvio real de armamento, gangues organizados com gente de várias proveniências..............É TUDO FARSA, INVENTONAS
AC

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

TANCOS, e para desanimar mais
Passados estes meses, quase cinco, passado este tempo sobre, o que disseram, aquilo em que se contradisseram, certas inqualificáveis declarações, certas palavras serem sagradas, murros no estômago, ódiozinhos entre departamentos do Estado, audições várias na AR, relatórios que seriam produzidos, apuramento de responsabilidades, material de guerra devolvido para uma mata incluindo umas "caixinhas inofensivas parece que pequeninos explosivos" de que desconheciam a existência ou seja não estavam inventariadas e isto depois de denúncia anónima ao que parece para GNR de Loulé, insistências por parte da AR, o PM a lembrar “à justiça o que é da justiça"  e outras “boutades” do género, e o PR a exigir o apuramento de tudo mas tudo mesmo com muitas dores, o que é que eu tenho presente?

Concluo que:
> O “furto” (??) terá ocorrido a 28 de Junho passado, e só passadas mais de 24 horas começaram a reagir certos departamentos do Estado, departamentos pomposamente estabelecidos em lei, mas que, na maioria dos casos mais não são que sacos de vento, inócuos, uns faz-de-conta; exactamente por serem isso, alguns souberam da coisa pelos OCS, nem tiveram direito a serem formalmente informados; mas ninguém se insurge, ou se demite; ora essa, "ATÃO" e o carrinho de serviço, e o cartãozinho, e as despesas de representação, e o integrar a lista dos habituais convidados para as recepções nas embaixadas? 
> Depois de 28 de Junho, muitos foram para os jornais, muitos foram à AR, muitas visitas a Tancos, várias encenações em frente das câmaras de TV; algumas, bem infelizes;
> Finalmente, o Exército entregou à comissão parlamentar de defesa (CPD) alguma documentação, classificada e, parece, nunca virá a público; nem se dão ao trabalho de identificar os títulos de cada documento, o que é esclarecedor sobre a transparência e verticalidade desta gentinha toda;
> o comandante do Exército foi de novo ouvido na AR; o inenarrável presidente da CPD parece estar muito satisfeito com o que ouviu, ao ponto de dizer que foi muito esclarecedora a audição, e que houve muita transparência (só dá vontade de rir), e que a documentação recebida respeita ás averiguações internas no Exército;
> ainda assim, este “presidente” deixou cair que não deve haver hesitações quanto à investigação, ao debate e procura de soluções para que não volte a acontecer (POIS!!!),  e recusou-se a antecipar se a Comissão da Defesa poderá vir a revelar as conclusões da investigação em curso. Garantiu ainda que a comissão vai continuar a querer ver tudo esclarecido, como insistentemente tem pedido o Presidente da República (só dá vontade de rir);
> continua a nada se saber sobre o que falhou; a óbvia conclusão de qualquer pacóvio é - vão continuar a esconder os erros e poucas vergonhas;
> para lá de outras vertentes, também designadamente quanto a transparência, este processo todo incluindo os seus protagonistas, é  mais um eloquente exemplo daquilo em que Portugal se transformou.

Para terminar, vou ficar à espera das reações do PR/ Comandante Supremo das FA. O tal que tem memória de elefante, que exige o apuramento de tudo até ás últimas consequências, doa a quem doer.
Pessoalmente estou convicto de que vai continuar a fazer sorriso amarelo, a dizer laconicamente que aguarda os resultados das investigações do MP, PJ, PJM, e que o PM, o MDN e o CEME já o informaram sobre o apuramento das averiguações internas no Exército e não há mais nada a dizer sobre isto.

Veremos se quer o PR quer outras elites não vão continuar com esta célebre postura que tão bons resultados tem trazido a Portugal.

Repito o que já perguntei antes:

Serei só eu que sinto cada vez mais vergonha?
Repito, sou só eu?
Pelos silêncios habituais presumo que não sou só eu.
Corro o risco de estar enganado?

António Cabral

sábado, 30 de setembro de 2017

A propósito de TANCOS, a propósito de responsabilidade nas Forças Armadas
Expresso, 29 Setembro 2017, pág 34, 1º caderno
Nuno Mira Vaz, coronel, creio que reformado, escreve um artigo de opinião acerca do tema em apreço. Saliento alguns aspectos:
1 a suspensão provisória de cinco coronéis determinada pelo CEME, oficiais que pouco depois deixaram de estar suspensos;
2 várias investigações em curso e continua a nada se saber;
3 no topo da escala da responsabilidade ficará sempre a mais alta entidade civil ou militar que considerou o sistema de rondas aleatórias adequado à guarda de material de guerra;
4 militares executam rondas e patrulhas com carregadores de munições selados;
5 a putativa cadeia de responsabilidades começa no comandante da unidade a quem cabia a segurança dos paióis e só termina no mais alto escalão;
6 a partir do momento em que um subordinado informa um superior de que não tem condições para cumprir eficazmente a ordem, este, se a não revogar, fica automaticamente responsável por ela;
7 o responsável pelo roubo das armas terá de ser encontrado entre aqueles que, ao mais alto nível, conheciam a situação e deixaram que ela se arrastasse.

Pode concordar-se ou discordar-se das opiniões e comentários deste senhor coronel. Creio que os aspectos que eu enumero como 3, 5, 6 e 7 são indiscutíveis.
A cada um as conclusões.
E designadamente no tocante a, manutenção do CEME e MDN em funções, tentativa diria cada vez mais evidente de tentar que não venha para a praça pública a realidade que grassa dentro de certas instituições, e o berbicacho gravíssimo que advirá se, por qualquer circunstância, de repente, os "caldos" se entornarem em público.
Não há afectos que estanquem "um paredão de barragem cheio de rachas", que todos sabem existir e que alastram. Rachas que começaram no final do 1º governo de Cavaco Silva com maioria absoluta.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 3 de julho de 2017

COMO ESTAMOS NO "PÓS BURACO NA REDE ?
Mal, creio.
Entretanto, o comandante supremo das forças armadas tinha dito que queria aguardar, e nisso eu achava que ele fazia muito bem.
Pois hoje vejo nos media, e não desmentido, já não aguentou estar calado.
Mais uma vez, que se apure tudo, mas é mesmo tudo.
Temos homem.
Presumo que vai continuar: 
> a acreditar nos briefings lindos e coloridos que lhe mostram, 
> a não reparar que só está a ouvir coisas que gosta, 
> muito contente com as contas que lhe indicam quanto a fazer-se mais com menos (mas mais festas e deslocações caras de meios devem estar a aumentar, para dar nas vistas e dar autopromoção porque o resto não interessa; o ministro que se cuide com certos chefes e certos ajudantes directos, porque em Agosto vai descobrir que o orçamento programado já esgotou, e vão bater-lhe à porta a pouco tempo das eleições e Costa não vai apreciar), 
> a ficar muito contentinho com o que vê e na forma sorridente com que é recebido sem perceber como andará a gestão administrativa caseira por exemplo, de meios humanos, nos três ramos das forças Armadas.
Sim, porque como nos políticos civis, cheira-me que cada vez há mais militares políticos, ambiciosos, a pensar em ir depressa para outro tacho que o presente parece estar a começar aquecer. 
Até porque, se não se viesse a receber um qualquer lugar prometido, há certamente outro igualmente importante que calha que nem uma luva. 
Está a ser esta a moda no Portugal dos últimos 25/30 anos.
O ministro, que não é tolo, já deve estar muito arrependido de ter saído do Porto.
comandante supremo, talvez devesse aconselhar-se melhor, e bem depressa, pois cheira-me que a "tampa da panela" está a levantar com a fervura, que alguns estarão a tentar esconder.
Vou ficar por exemplo à espera das reações das associações militares, sobretudo quando porventura se perspetivarem castigos exemplares não digo dos inocentes mais aos da parte de baixo da escala, e a condecoração aos não participantes.
Mas, como sempre admito, posso estar a ver mal as coisas e a afligir-me sem necessidade.
Vou aguardar. 
AC

O ESTADO e curiosidades do estado a que se chegou 
Se bem percebo o que por aí vai, na panóplia de broncas diárias  dos mais diferentes géneros, uma das que sobressai cada vez vez parece ser o "pós buraco na rede" e, entre outras coisas, aparentemente o impagável ex-ERC quererá saber se estão a ser cumpridas as boas práticas.
Esta mania do enunciar as "boas práticas", uma terminologia habitual na verve política caseira, só é batida pela recorrente frase do habilidoso-mor - é absolutamente essencial
Está bem de ver que os criminosos aproveitaram as boas práticas estabelecidas em Tancos e,...........vai daí...........vamos levar isto, com muita calma porque temos muito tempo, e até porque ainda lhes deixamos aqui muita coisa.
"Cena" que, está bem de ver, se deve ter executado em 5 minutos, e transportado numa motorizada!!!! Terá sido?
Aliás quanto a boas práticas, vão aparecendo nos "media" velhos militares do Exército espantados com esta ocorrência. Coisa que valia a pena ser escalpelizada de perspectivas várias. Adiante.
Mas se alguém pensar que esta cena em Tancos é uma gota no oceano, está muito enganado, este tipo de coisas, nas Forças Armadas e nas forças de segurança, é recorrente, há décadas que ocorre, sendo que umas vezes é uma pistola, outras a quantidade de material roubado é muito mais relevante.  E estou-me borrifando para a relevância de que lá por fora também ocorrem coisas destas.
Não me parece que a causa seja bem a austeridade do governo anterior ou a austeridade escondida deste. Isto não é de agora.
Acreditem.
Dez balas de 9 m/m transportam-se no bolso de um meliante qualquer que corra depressa 500 mts até ao paiol, regresse ao buraco na rede, monte uma bicicleta, e se pire!!
Já umas "coisitas mais" é capaz de ser difícil explicar como se desenrolou tudo nas barbas da tropa. Mas vamos certamente saber TUDO, mas é mesmo de TUDO!
Inaceitável, intolerável, espantoso, grave, dramático, escandaloso, inacreditável, típico de terceiro mundo. Escolham!!!
E está bem de ver que, tudo o que tem sido roubado ao longo dos anos de paióis civis e militares fica sempre em boas mãos.
Engraçado no meio disto tudo (a coisa em si não tem graça nenhuma, é cada vez mais preocupante) é observar a cara do ministro ex-ERC e tentar adivinhar o que lhe vai na alma. 
Certamente que muito irritado por lhe estar a acontecer tanta coisa. Mas imagino que uma delas seja - "que diabo, como é possível andarem para aí 500 mts desde o buraquinho na rede até ao paiol e transportarem tanta coisa na maior das calmas, com que meios, e ainda nem sei se por exemplo havia marcas de viaturas dentro e fora do perímetro? É que aquilo não é leve, é muita coisa, não deve ser possível executar este roubo assim sem mais nem menos, as passagens da ronda devem ter sido mesmo muito aleatórias......aleatórias?......." Vou ler o El Pais para ver se me entendo.
Mais um episódio ilustrativo da crescente falência do Estado? 
Não, a febre deste corpo a que chamam Portugal ainda só está nos 36,8º C.
AC