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sexta-feira, 9 de março de 2018

INJEÇÕES
Injeções todas as levamos ao longo da vida.
Quando assistimos a uma conferência que se torna uma xaropada do pior........que injeção!
Quando nos vacinamos, injeções sucessivas desde criança, e agora em idade avançada as injeções para a gripe. Mas nunca se sabe ao certo se controlam as estirpes.........
Quando temos que aturar certos interlocutores monocórdicos, que não têm a noção do bom senso e do respeito pelo próximo.
E por aí fora, exemplos variados.
Na sociedade apanhamos ainda injeções contínuas de demagogia.
E injeções de pura e dura mentira. 
Olhando à banca, ou ás seguradoras, ou a empresas públicas, temos também injeções variadas, neste caso, injeções de dinheiro e, normalmente, os políticos no poder afirmando sempre que nada nos vai afectar.
Tivemos no passado recente as injeções de milhões no BPN, no BPP, no BES, no BANIF, certamente que iremos ter no Montepio onde o rosa que chefia a coisa continua no lugar bem protegido pelo poder rosa. Até já reclama créditos fiscais. Onde chega a desfaçatez.
E eis que temos a forte possibilidade de mais uma "Piquena" injecção no Novo Banco.
Mas, disse recentemente o Mourinho primo do gato Félix, não há qualquer problema, nada vai causar à dívida, não senhor.
Aparentemente, não teve a lata suficiente para dizer que não teria nenhum impacto nos contribuintes.
Deve ser só dinheiro dele e de Centeno.
E estamos nisto.
À nossa volta, injecções de pedantes, pesporrentes, demagogos, incompetentes, vaidosos, comprometidos, donos disto tudo, lutadores pelo tacho, mentirosos.
António Cabral

sábado, 30 de setembro de 2017

A propósito de TANCOS, a propósito de responsabilidade nas Forças Armadas
Expresso, 29 Setembro 2017, pág 34, 1º caderno
Nuno Mira Vaz, coronel, creio que reformado, escreve um artigo de opinião acerca do tema em apreço. Saliento alguns aspectos:
1 a suspensão provisória de cinco coronéis determinada pelo CEME, oficiais que pouco depois deixaram de estar suspensos;
2 várias investigações em curso e continua a nada se saber;
3 no topo da escala da responsabilidade ficará sempre a mais alta entidade civil ou militar que considerou o sistema de rondas aleatórias adequado à guarda de material de guerra;
4 militares executam rondas e patrulhas com carregadores de munições selados;
5 a putativa cadeia de responsabilidades começa no comandante da unidade a quem cabia a segurança dos paióis e só termina no mais alto escalão;
6 a partir do momento em que um subordinado informa um superior de que não tem condições para cumprir eficazmente a ordem, este, se a não revogar, fica automaticamente responsável por ela;
7 o responsável pelo roubo das armas terá de ser encontrado entre aqueles que, ao mais alto nível, conheciam a situação e deixaram que ela se arrastasse.

Pode concordar-se ou discordar-se das opiniões e comentários deste senhor coronel. Creio que os aspectos que eu enumero como 3, 5, 6 e 7 são indiscutíveis.
A cada um as conclusões.
E designadamente no tocante a, manutenção do CEME e MDN em funções, tentativa diria cada vez mais evidente de tentar que não venha para a praça pública a realidade que grassa dentro de certas instituições, e o berbicacho gravíssimo que advirá se, por qualquer circunstância, de repente, os "caldos" se entornarem em público.
Não há afectos que estanquem "um paredão de barragem cheio de rachas", que todos sabem existir e que alastram. Rachas que começaram no final do 1º governo de Cavaco Silva com maioria absoluta.

António Cabral (AC)