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terça-feira, 4 de novembro de 2025

 

É como estamos !

Ao estado a que isto chegou.

É malas no aeroporto, é carteiristas na via pública, etc!

Tenham uma boa 3ª Feira.

Bom dia e boa sorte.

AC

terça-feira, 20 de junho de 2023

COMO  ELE  VOA 
Foi há 15 anos que o brasão  de Armas de Monsanto foi roubado. Encimava a porta de Santo António, a porta de saída para a chamada estrada Romana, pavimentada em tempos de um famoso autarca. Nessa altura, não houve sururu pela destruição da estrada Romana. 
A cor manda muito. Mas, verdade se diga, se foi de certa maneira um crime contra património as populações tiveram uma melhoria quanto à mobilidade. Adiante.

Foi há nove anos que o brasão foi localizado num museu em Badajoz.
Foi devolvido ao Estado português em 2016.  Desconheço se o SIS esteve envolvido!
Esta notícia tem seis anos.
Como o tempo voa, parece que foi outro dia.

Tenham um bom dia, saúde e boa sorte.
António Cabral (AC)

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

SÓ AGORA DESCOBRIRAM ?

…. "Chama-se reduflação e é uma estratégia para mascarar o aumento dos preços. A quantidade dentro da embalagem diminui, mas o preço mantém-se, de forma a compensar o produtor pelo aumento dos custos sem agravar o preço para consumidor final. É legal? Depende"….

Pelo menos desde meados de 2019 que noto em muitas embalagens, latas, pacotes etc., menos quantidade de produto. 
Só agora descobriram e falam nisto? 
No que é a peso, por exemplo fruta, legumes, carnes, peixes, não aldrabam no peso e aí o preço tem subido devagarinho.
Um dos mais escandalosos por mim verificados são as latas maiores de grão e as embalagens de sabão líquido para a máquina de lavar roupa.

Aquela coisa dos reguladores de que tanto se ufanou a criatura no 5 de Outubro sempre a funcionar em pleno!
AC

domingo, 26 de janeiro de 2020

ASSIM  VAMOS  NO  PORTUGALINHO....
Aparentemente, neste fim de semana, num bairro de Loures, houve uma cena que, a ter acontecido como a vi descrita, é no mínimo caricata, e elucidativo do estado deplorável de degradação a que já se chegou, elucidativo do deplorável aumento de insegurança em várias zonas do Portugal Continental.
Aparentemente, um cidadão foi espoliado do seu carro, foi roubado por canalhas, e pedida a intervenção da PSP. Parece que os agentes foram impotentes (?!?!?!?) para tratar do assunto, foram aparentemente apedrejados por civilizadas criaturas encapuçadas e, parece, o carro roubado acabou por ser incendiado.
Estou certo que o Presidente da República, que fala sobre tudo, está à espera de saber mais detalhes da coisa para publicamente falar sobre isto e, porventura, deslocar-se ao tal bairro. Se não mesmo receber e confortar o desgraçado que ficou sem o carro.
Estou igualmente certo que o edil de Loures atitude semelhante terá logo que mais inteirado dos detalhes desta cena.
Estou ainda certo que quer o PM quer o ministro MAI a curto prazo se pronunciarão sobre isto.  Se calhar o IGAI até vai investigar.
Tenho ainda mais certezas: no Parlamento nacional, Joacine, Catarina, Jerónimo, um dos melancias, Ventura, André, Ferro, Meireles, Ana Catarina, o homem liberal, e Rio, falarão deste assunto se não convocarem mesmo e com urgência o sr Eduardo Cabrita para explicar porque os agentes da PSP não conseguiram recuperar o carro roubado.
Qualquer semelhança deste tipo de casos com o quinto mundo é pura coincidência, ou não estivéssemos no País mais seguro do mundo.
Seguro? 
AC

domingo, 19 de janeiro de 2020

ANA GOMES, SIC, EXPRESSO, ISABEL dos SANTOS, LUANDA Leaks
Acabo de ver na SIC uma reportagem onde é tema  central o "estoiro" de dinheiro que, segundo parece, em benefício de uma conhecida família.
Aparentemente, o que vi tem por base apenas uma pontinha do novelo, ainda que a pontinha seja bem gorda.
Não tenho competência nem qualquer formação para avaliar este tipo de coisas. Só raciocino e procuro perceber se certas coisas fazem ou não sentido.
Mas uma coisa tenho por certa, o hábito não faz o monge, e uma cara não quer dizer automaticamente que o que supomos seja a realidade.
Mas isto dito, mais uma vez verifico e com uma valente dose de irritação que só não acerto no Euromilhões.
Quero com isto dizer que lá por terem cabelo branco não significa que não sejam uns grandes safardanas, para não dizer pior, porque bem pior são.
E estou a lembrar-me de um, um emproado e convencido de caca, com quem frontal e abertamente troquei palavras em 2006, troca de palavras que a alguns palermas muito incomodou, pois queriam mesuras e salamaleques. A criatura é muito venerada.........POIS!.
Aguardemos, aguardemos para ver como os escritórios em Lisboa vão trabalhar a coisa.
AC

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

TANCOS
Dizem para aí que talvez esta semana ou na próxima mas antes de 6 de Outubro, se saiba alguma coisa de concreto sobre a telenovela Tancos. Não sei se deva rir, chorar, ou mandá-los aquela parte.
Muito gostam de gozar com os cidadãos. 
Verdade se diga, a esmagadora maioria outra coisa não merece, tal o grau de bovinidade anestesiante em que alegremente vegetam.
AC

terça-feira, 16 de julho de 2019

MAS É ALGUMA NOVIDADE?
"Relatório de grandes devedores não tem nomes nem contabiliza imparidades. Mas mostra que em vários bancos havia milhões e milhões dados em créditos sem qualquer garantia. E só a grandes clientes."
AC

quinta-feira, 4 de julho de 2019

AINDA TANCOS e COLATERAIS
Lêem-se coisas engraçadas (??!!??) acerca do relatório que está para ser aprovado a curto prazo na AR, pelos partidos das esquerdas.
Algumas pérolas concretas, por aí anunciadas em jornais (meus comentários a bold): 
- lavagem de «roupa suja» no seio do Exército (elucidativo da coisa, ou não?), 
- não ficou provado que, em algum momento, se tenha verificado qualquer interferência política na acção do Exército ou na actividade da PJM (para rir ou chorar?), 
- responsabilidades de sucessivos governos (ohh) na degradação do Exército e da coisa militar em geral, 
- processos de averiguação e de inquérito (ridículos?) abertos se limitaram a verificar o comportamento de um oficial, um sargento e um praça,  
- a hierarquia do Exército não foi sujeita a qualquer apuramento de responsabilidades de forma ampla, exigente e criteriosa (mas que enorme surpresa, não é?),
- que se faziam ouvir, na estrutura superior do Exército, muitas críticas em relação ao actual processo de nomeação das chefias militares por não contemplar o necessário envolvimento do Conselho Superior do Ramo,
- a displicência da estrutura superior do Exército na gestão e administração deste ramo das Forças Armadas, apesar de todos os chefes do Estado-Maior do Exército conhecerem a situação, nada foi reportado aos titulares da pasta da Defesa Nacional antes de 2016 (a sério?).

São ou não são verdadeiras pérolas, estas produzidas pelo relator socialista, o PS, o PCP e o BE?
Mas alguém acredita que um ministro nunca tenha dito nada ao PM durante basicamente um ano?
Mas alguém, intelectualmente honesto, com coluna vertebral verdadeira, acredita nestas patranhas todas?
E a cobertura do PCP e BE ao PC e concretamente a António Costa?
E não é lamentável que exista gentalha que em vez de subordinada seja submissa e dê cobertura ao comportamento de tais políticos?
Claro que não é caso virgem.
Lembram-se de um outro governo socialista em que um certo chefe de gabinete fez um determinado trabalho, de que resultou uma bronca dos diabos e o ministro ter ido à vida enquanto, mais tarde, esse chefe de gabinete não ficou muito mal na vida?
Lembram-se? ........

E depois venham-me falar de governamentalização das forças armadas. 
É que me parece cada vez mais, com mais este lamentável exemplo,  que os governos não precisam de se esforçar nessa vertente, basta deixarem actuar certas pessoas, em auto-flagelação.
Pois venham agora mais escritos sobre farsas e outras argumentações, para demonstrar que a democracia funciona, e que até se deixam publicar vozes discordantes nos principais jornais.
O governo agradece.
Ah, e TÁ CLARO, que com isto ficou tudo, mas tudo apurado, doesse a quem doesse. Doeu?

Recordar as atitudes passadas e colocá-las agora lado a lado com as atitudes silenciosas, faz lembrar o quê? Eu digo:
Faz lembrar o maior respeito por estes titulares de orgãos de soberania!!!!!

Não, não me peçam respeito.
Dêem-se ao respeito, ........se forem capazes, evidentemente.

Talvez que para alterar este lamentável estado de coisas, seja de  perguntar ao Montenegro se, lá na estranja para onde ele vai para aprender a dirigir, se não haverá também uns cursilhos de boas maneiras para titulares de orgãos de soberania.
AC 



quinta-feira, 11 de abril de 2019

TANCOS,.....OUTRA VEZ....
As audições sobre esta telenovela mexicana prosseguem.
Pelo que se lê por aí, o anterior chefe da Polícia Judiciária fez declarações diversas na CPI na AR.
Não vou adjectivar nada.
O meu entendimento é de que o sr coronel trouxe para a "liça" o Presidente da República, de uma forma peculiar (!!).
Acredito que não estou muito errado, depois de ler esta nota rapidamente hoje colocada na página oficial da Presidência:
Nota da Presidência da República
Como o Presidente da República já disse várias vezes, no final da visita a Tancos, o então Ministro da Defesa trouxe para junto de si o então Diretor da Polícia Judiciária Militar.

O Presidente da República disse-lhe que haveria de o receber oportunamente, audiência que acabou por nunca se realizar.
O que se deve concluir disto tudo, da CPI e de tudo o que lá tem sido declarado, do PR, de Azeredo Lopes, de António Costa, de alguns generais?
Desgraçado País.
AC

sexta-feira, 8 de março de 2019

AR,  CPI,  POSSÍVEL   EXPLICAÇÃO........
Depois de ouvir, melhor, ler os extractos das já muitas explicações apresentadas na CPI acerca da telenovela de Tancos, cheira-me que a explicação é capaz de ser mais prosaica.....
AC

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

As AUDIÇÕES sobre o "CASO" TANCOS
Começam hoje.
Faz-me lembrar aquela "cena" do velhinho Juca Chaves, "o Congresso de Sexologia", em que depois de várias perguntas sobre a actividade /regularidade sexual de vários dos congressistas um, lá do fundo da sala, responde excitadíssimo "É HOJE, É HOJE".

O que sabemos no presente? POUCO.
O outro duvidava da própria sombra e, no "caso" Tancos, é capaz de ser bem avisado duvidar de quase tudo.
Mas, para começar, uma certeza tenho.
A democracia tem regras próprias, e na democracia existem instituições, e as instituições devem ser respeitadas.
Na democracia existem orgãos de soberania, e devem ser respeitados.
Os orgãos de soberania têm titulares, e devem ser respeitados.
Uma das instituições pilar da nossa democracia é a instituição militar, e a instituição militar integra os três ramos das Forças Armadas (FA) (Marinha/ MAR, Exército/ EXE e Força Aérea /FAP).
A instituição militar tem "cabeças", a saber: políticas, e que constitucionalmente são, Presidente da República (PR) / Comandante Supremo das FA (CSFA), Primeiro -Ministro (PM) e ministro da defesa nacional (MDN), e cabeças militares, que são os 4 chefes militares, chefe de Estado-Maior General das FA (CEMGFA) e chefes de Estado-Maior de cada um dos ramos (CEMA, CEME, CEMFA).
Tudo e todos devem ser respeitados.
Mas, os titulares dos orgãos de soberania, e as cabeças políticas e militares da Instituição Militar, também se devem dar ao respeito.
No "caso Tancos" foi assim, tem sido assim?
Tenho as maiores dúvidas, para não dizer que tenho a certeza de que vários não se deram ao respeito.

Foi considerado e parece que assim continua, que terá sido na madrugada de 27 para 28 de Junho de 2017 que aconteceu o aparente roubo de material militar dos paióis/ paiolins em Tancos, em que terão  "desaparecido" munições, granadas e explosivos e, talvez, algum armamento obsoleto.
De concreto, se bem me lembro, Marcelo, Costa, e Azeredo, sempre disseram que nada sabiam.
Marcelo queria apuramento de tudo, "doa a quem doer", "de cima a baixo". Pouco depois do "noticiado", foi de escantilhão a Tancos arrastando o atrapalhado MDN. O PM continuou durante uns dias a descansar!!
Azeredo Lopes e os então CEMGFA e CEME também declamavam não saber de nada.
Depois houve aquela palhaçada televisionadacom Costa e Azeredo e os 4 chefes militares de então, e ficou a saber-se que tinha havido uns murros no estômago!!!!! Lamentável!!!

De concreto sabemos ainda o seguinte:
> Azeredo Lopes era confiável/ tinha a confiança do PM que aliás a reiterou/ foi corrido/ pediu para sair/ foi remodelado;
> General Rovisco Duarte nada sabia, foi corrido só ao fim de muito tempo/ foi convidado a sair pelo sucessor de Azeredo Lopes/ pediu a exoneração, creio que 3 dias depois de novo MDN; não contente, disse uma coisa publicamente e outra dentro do Exército; não contente, suspendeu rapidamente creio que cinco coronéis havendo quase a certeza de que sem cobertura estatutária para isso, tanto que pouco tempo depois, foram "dessuspendidos" !!!!;
> A "coisa" foi noticiada a 29 de Junho de 2017;
> Procuradoria-Geral da República (PGR) falou em"suspeitas da prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional";
> Numa fase inicial depois de conhecida a bronca, Azeredo Lopes, admitiu que "no limite, pode não ter havido furto"; se calhar a realidade VERDADEIRA pode dar-lhe razão;
> Mais tarde a PJM dá conta de uma operação conjunta com a GNR de Loulé em que apareceu (??) na Chamusca o material roubado; veio a verificar-se, contudo, que continuaram a faltar munições de 9 m/m e algum outro material e que apareceu, "pro bono", uma caixinha que se desconhecia, aparentemente, e "pequenina", como gracejaria o general Rovisco Duarte;
> Suspeitas sobre a PJM aumentaram;
> O anterior diretor da PJM, coronel do Exército, foi detido, tendo sido televisionada a sua detenção, em moldes que considero despropositados; detidos ainda nessa altura outros três responsáveis da PJM, e mais três elementos da GNR de Loulé e um civil; 
> Veio a ser também detido um major que prestara serviço na PJM, e que terá confessado certos encobrimentos;
> Recentemente foram detidos 8 suspeitos do roubo de material militar de Tancos, falando-se de "associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes";
> Vão ser ouvidas na Assembleia da República (AR) dezenas de pessoas, civis e militares e, aparentemente, António Costa responderá por escrito ás perguntas dos deputados da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que hoje começa os trabalhos;
> Sabemos ainda, pois diariamente assim nos destratam, que esta gentinha nos considera a todos uns parvalhões, e estão como antigamente sedentos do velho respeitinho, só porque momentaneamente são titulares de orgãos de soberania e clamam - É preciso respeitar as instituições"- mas, continuamente não se dão ao respeito.
> A propósito desta coisa do ter que se respeitar as instituições, sobretudo Marcelo clama por isso, acerca da instituição militar, sabendo-se que existe esta mania e ele insiste muito nisso, de confundir o Exército com a instituição militar. Claro que na Marinha e na Força Aérea também aconteceram/ acontecem coisas de bradar aos céus, mas este martelar confuso e quase parece propositado, no mínimo, irrita quem não é bronco.

Continuamos a não saber, por exemplo:
> Que tensões houve de facto entre Marcelo e Costa e que concordâncias existem de facto entre eles sobre esta matéria.
> O que é que eles (PR, casa militar do PR, o PM o seu assessor militar e o seu chefe de gabinete, MDN e o seu chefe de gabinete, CEMGFA, CEME), sabiam de facto ?
> Eles andaram e andam a mentir aos portugueses ?
> Que responsabilidades políticas?
> Que consequência jurídicas, judiciais, penais ?
> Quando é que o Exército soube de facto da coisa, e porque fez aquele comunicado ?
> Quando soube a PJM ? A "28JUN2017 ?
> Quando soube a PJ) ?
> Quando soube o MP ?
> Que conversa houve entre PGR de então e CEMGFA?
> O actual MDN tem a noção do que são inventários? Lembrar-se-á que por exemplo na banca existia e deve continuar, uma coisa que se chamava "quebras", pois ao fim do dia na caixa podia haver uma diferença (pequena) entre registo/existências em caixa e entradas e saídas de dinheiros?
> Houve roubo?
> É tudo uma farsa, como sempre declarado por uns pândegos, mas agora que algumas coisas menos nebulosas vão sendo conhecidas, talvez a "coisa" não seja afinal para atingir/ denegrir a geringonça como garbosamente clamavam?
> Se a questão inventários é de de facto desde Junho de 2017 ou se é de muito detrás, como quem conhece o meio bem sabe que é verosímil?

Finalmente, essa coisa do só saber/ ter conhecimento perante um documento formal que lhe seja apresentado pela via hierárquica, previamente registado em todo o seu trajecto burocrático /administrativo, versus um papelinho transmitido em mão por estafeta confiável, informação verbal, sussurro ao ouvido, "parece que houve" em conversa de cocktail, telefonema seja a que horas for, não passa tudo de uma descarada ausência de vergonha na cara para "épater les bourgeois et les pauvres citoyens".
Ao longo do tempo já aqui no blogue escrevi tanta coisa sobre este lamentável assunto que fico por aqui. 
Vamos aguardar a palhaçada na AR.
António Cabral (AC)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

T A N C O S
E o tempo vai passando.............e nada!
Já o escrevi e volto a repetir, cada vez mais me parece que se está à espera de uma teoria emanada do MP para salvar a face de muita gente. 
De todos os que - nunca souberam de nada, nunca viram nada, (Marcelo deve ter ficado arrepiado com o estado brilhante "daquilo" quando foi de supetão a Tancos), nunca foram informados de nada, nunca receberam nada formalmente, FORMALMENTE!
Alguns dizem, e com uma parte de razão, que Tancos tem servido para guerra política.
Não admira, das esquerdas às direitas nunca em Portugal decidiram as áreas onde não podia haver jogatanas políticas. E uma delas é a das Forças Armadas e outra a Defesa Nacional, coisa que vai muito para lá de Forças Armadas.
E assim vai continuar por muitos anos, pois são muito maus os protagonistas, e só pensam na carreira política e no assegurar das benesses ao fim do mês. Tenham a forma de vencimento, ou subsídios pelo que fazem e pelo que dizem que fizeram (!!).
Nos mediáticos informativos, a descarada ausência de vergonha na cara também tem sido marca da casa.
Populismos, encenadores de farsas, demagogos e, sobretudo, ausência completa de sentido de Estado, pesporrência a jorros, protagonistas serôdios.
Quem roubou?
Foi mesmo roubado?
Não terá sido uma mistura do acumular de registos errados/ material à carga, mais alguns desvios maldosos, tudo ao longo dos anos, até que alguém resolveu não pactuar mais?
SE CALHAR...................!!
Ah não, não senhor, o ministro da tutela diz que nas Forças Armadas não há problemas de inventários!
Deficiência minha, certamente, mas não cheguei a perceber se a ausência de problemas de inventários era devido à inexistência dos mesmos, ou à inexistência de papel para os garatujar, ou à inexistência de computadores e folha EXCEL, ou porque sim!
Como bons políticos, saiu mais uma comissão parlamentar de inquérito para a mesa do canto. 
POIS CLARO, e agora é que vai ser. 
Trabalho político, muito e ÁRDUO.
Pelo que se lê por aí, a lista dos que terão que ser ouvidos é imensa.
Iremos provavelmente assistir ás palhaçadas do costume - eu nunca soube de nada - nunca fui informado de nada - o meu antecessor nunca me falou em nada - eu já disse tudo o que sabia - era uma caixinha tão pequenina que nem quase dávamos por ela!
Provavelmente, quase certo, irão uns quantos atirar-se ao governo anterior quando, obviamente, nenhum governo está isento de nada no que respeita ao descalabro a que chegou a instituição militar.
Mas para esse descalabro muito foram contribuindo ao longo de muitos anos várias das sucessivas chefias militares, politicamente escolhidas desde 1991. Governamentalização.
1991, ano em que depois de terem tido que engolir um chefe militar  quando desejavam outro, alteraram a lei respectiva.
E quanto a governamentalização, basta ler atentamente a lei actual, e olhar para a fita de tempo de substituição do CEMGFA. Minudências?
E hoje temos o fofo protagonismo mediático de certos senhores, que construíram paulatinamente  a vidinha, fazendo jus à frase - o que custa é saber viver.
A coluna ser de colagénio é detalhe sem importância.
E de facto, no meio desta farsa toda (não a farsa apontada pelos amigos) a realidade do que aconteceu é que continua escondida, no meio do - há que respeitar as instituições (sussurram sem se ouvir, "mesmo que tenha que se esconder muita coisa"), eu nunca soube de nada.
Portugal é pequenino mas é um torrãozinho de açúcar, dizia o Queiroziano Brigadeiro.
AC

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

TANCOS  o  QUE  É?
(recordar antes de mais que foi na zona que se fez a excelente (!?!?!?!) preparação do CEP para ser enviado à pressa para a pancadaria na Europa, I GG)
Para lá do nome de um local que para sempre representará uma "nódoa" para o Exército Português, para uns é uma "vergonha", outros designam-no como "caso", outros como "farsa", outros como "ataque da direita ao governo", outros "peixeirada", eu já lhe chamei "telenovela"e aventei ser uma "crise grave do regime", e por aí fora. 
Até há quem escreva que o diabo chegou fardado!!!!!!!!
Que envergonha as Forças Armadas (FA), como alguns dizem,  acaba por ser, mas penso que o que deve ser rigorosamente dito "é que envergonha o Exército"

Mas existe esta mania secular de confundir muitas vezes FA com Exército, havia até aquela expressão do tempo da outra senhora - "o Exército é o espelho da Nação". A confusão sempre dilui quando convém, e vai convindo muito.
Mas é sabido que, se dentro da Força Aérea e da Marinha também ao longo do tempo se encontram episódios de natureza diversa mais que lastimáveis, a realidade insofismável é que a cultura entre os três Ramos das FA é bastante diferente. Sempre foi, e não se esbateu.

Quando se diz - "Tancos é uma vergonha e começa por sê-lo para as Forças Armadas, cujas chefias não foram capazes de assumir as suas responsabilidades" - eu concordo em boa parte sobretudo quando olho à fita temporal que vai do primeiro comunicado do Exército sobre o desaparecimento/ roubo (?!?!?!), até um mês depois daquela deplorável cena televisionada com Costa, Azeredo, e mais os chefes militares da altura, em que um deles se queixou de murros no estômago. Enfim!
Ficou então para mim reconfirmado e sem surpresa alguma uma flagrante incompetência de gestão militar e política.
A entrada em cena, melhor, a vinda a público da trapalhada em que estará envolvida a PJM, excede de facto o imaginável por um qualquer cidadão comum. 
Mas, para quem conheça alguma coisa do assunto, quer historial desde o 25 de Abril, quer as sucessivas alterações desde 1990 no âmbito do MDN, do EMGFA, dos ramos das FA e nomeadamente também a alteração do processo de nomeação das chefias militares, nada disto espanta

Aparentemente continua por se confirmar, ou por se perceber:
> exactamente o que terá sido furtado e "Chamuscado"/recuperado; 

> o estado de degradação da segurança dos paióis, mais a degradação das infra-estruturas em causa; é coisa sigilosa, nunca se esclarece com clareza democrática, mas constou-me que o PR quando lá foi poucos dias depois do anúncio da bronca, arrastando Azeredo e outros, terá ficado banzado com o que viu (visita quase surpresa, não deu para esconder, disfarçar);
> o processo iniciado com uma estranha suspensão (que norma estatutária aplicável??) de cinco comandantes de unidades, depois creio que reconduzidos e, por fim, tipo cereja em cima do bolo, parece que um desses coronéis irá ser ou já foi nomeado para o curso de promoção a oficial general (gestão de recursos humanos?  mais uma farsa?); 
> a responsabilidade concreta dos sucessivos, ministros da chamada defesa nacional, secretários de estado/ ajudantes, dirigentes de algumas direcções-gerais dentro do MDN, generais CEME, generais inspectores do Exército;
> porque continua a nada sair do MP/ PJ; eu já escrevi que estarão à procura de uma saída airosa para ver se uns quantos figurões saem mais ou menos ilesos; e, portanto, 1º saber quem fez a primeira parte se de facto houve roubo ou, então, chega-se à conclusão que inicialmente, afinal, Azeredo estava a falar verdade - mas houve roubo?
> porque nada continua a ser esclarecido quanto à 2ª parte, o "achamento", onde parece que entra em força a trapalhada directa da  PJM;
> e a propósito de PJM, continua a cena de ninguém se interessar pela auditoria à PJM aparentemente determinada por Azeredo Lopes, e que o actual titular não interrompeu mas também não esclareceu quem a está a fazer. Já se sabe que é muito rápido é a escrever umas palavras no "twitter".

Dito isto, que em parte são repetições do que fui escrevendo ao longo do tempo, algumas vezes por outras palavras, fico cada vez mais inquieto com tudo isto e sobretudo este ensurdecedor silêncio.
- Que sistema de justiça é este?
- Que MP?
- Que PJ?
- Que PJM?
- Que ministro, o anterior e o actual?
- Que governo?
- E Marcelo?

Quem, cada vez mais, está a fazer uma muito triste figura?
Que imagem do País é assim dada??

Uma coisa foi anunciada pelo actual MDN, mas pareceu-me que com pouca pompa - não há problemas de inventários. !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
AC

domingo, 4 de novembro de 2018

NOTÍCIAS  MUITO  PREOCUPANTES

A PALHAÇADA em MODO CONTÍNUO.....Uma fonte oficial do Ministério da Defesa, citada pelo jornal Público, adianta que a auditoria foi lançada a 4 de outubro, ainda por Azeredo Lopes, e visa apurar "as ações de prevenção e investigação criminal desenvolvidas e promovidas por aquele corpo superior de polícia criminal que sejam da sua competência ou que lhe sejam cometidas pelas autoridades judiciais competentes".
A mesma fonte avançou que o relatório da auditoria "deverá estar concluído até ao final do ano"
.

Estes OCS e estes jornalistas papam tudo o que lhes vendem.
Auditoria feita por quem?
Dirigida por quem?
De dentro do próprio MDN?
Se assim está a ser, não será um pouco estranho uma vez que a PJM depende directamente do ministro?
Detalhes? 
Ninguém pergunta, ninguém questiona, nem mesmo esses jornalistas tidos por "espertos" em coisas militares?
Ah.........isso não interessa para nada!
Que tristeza ABSOLUTA!!!!!!
E, claro, o novo MDN nada esclarece também.

2ª
AINDA SOBRE A PJM
"Tancos": Militares querem "descontaminar" processo e afastar PJ da investigação.
Interessante, como vão montando a coisa. 
Certamente a bem do interesse nacional, por eles definido.
Descontaminar?............

3ª
O Presidente da República alerta para "Nebulosa"
Marcelo provavelmente já percebeu que alguns nada querem que seja esclarecido. E alguns, está-se mesmo a ver quem são..............
Já percebeu que sairá um "saco de vento" e corre o risco de, estando a gritar desde Julho de 2017, ficar a curto prazo com cara de palhaço a chuchar no dedo.
Mas hoje, o discurso na avenida da Liberdade, a somar ao - se pensam que me calam não calam - parece-me que configuram uns recadinhos directos, ou não?
Fiquemo-nos portanto, para já, pela farsa que alguns inchados defendem, pelas ditas guerras de capelinhas, pelo respeito pelas instituições militares e civis, em que os seus titulares nunca nada de mal fazem! 
"Tá claro", como se verifica há décadas.
Resta-me dizer, - a bem da Nação!  Amén!.
António Cabral

quinta-feira, 1 de novembro de 2018



POR  UMA  COISA  DESTAS é  IMPOSSÍVEL  DESCOBRIR O  QUE  QUER  QUE  SEJA,  SEM  LER  TUDO, ATÉ  AO FIM....................... UFF!!!!
AC
INVENTÁRIO dos PAIÓIS........
Será por ter visto estes inventários no Verão de 2017 que Marcelo disse ontem, - sei lá o que vão apurar?
AC

terça-feira, 2 de outubro de 2018

TANCOS
Desde que se iniciou esta lamentável telenovela tem havido de tudo. Uma das suas melhores fases está resumida numa frase “extraordinária”, de qualquer perspectiva  que se encare - "Não especulemos mais com acontecimentos que todos vemos terem sido inventados!”. Que se descubra quem montou a farsa."Sejamos honestos"
Que conclusão tirar disto? Bem, a conclusão foi logo na altura tirada: "andam a gritar contra o descalabro do Exército, das Forças Armadas, do Governo, da Geringonça!”. "Mas, não vale tudo, não pode valer tudo”! Ora aí está.

E dentro da “moda” de tratar assuntos de Estado através de redes sociais, tivemos de assistir à desfaçatez - "o Governo fez o que lhe cabia e era seu dever, respondeu de forma célere e competente ao furto de Tancos….. quando, para se tentar ir “fazendo” oposição, se atacam ferozmente as Forças Armadas e, como no caso, o Exército, não se hesitando em tentar a todo o custo a sua partidarização…….Depois, fazer chacota com as Forças Armadas ….Na política, como noutras esferas da vida, não devia valer tudo".
De facto é lamentável que ande a valer tudo, a começar neste governo. 
Quando se afirma “andam a gritar contra o descalabro do Exército” é impressão minha ou na frase está explícita a existência de um descalabro do Exército? Adiante.

O que temos nisto tudo, para lá de tolas afirmações de uns quantos cidadãos em lugares proeminentes?
Em 29 de Junho de 2017 o Exército veio a público confessar o que se passara, melhor, o que terão detectado na véspera!!!.
Pode dizer-se que até ao presente tudo evoluiu numa forma que nem de surrealista se poderá catalogar? Creio bem que sim.
Infelizmente, é também provável que, paralelamente, exista quem procure denegrir a instituição Forças Armadas o que é deplorável, intolerável, inaceitável
Jornalistas fazendo trabalho honesto, certamente, mas também muita gente que quer atingir propósitos outros.
E, claramente, políticos mas sobretudo os actuais governantes, e outros titulares de soberania, a terem um comportamento lastimável.

O que vemos na actualidade?
Como os próprios não desmentiram ainda, estou a inclinar-me para o que vem nos OCS deste últimos dias corresponder, de facto, ao que dois oficiais da PJM terão já confessado, que montaram uma farsa (cá esta a farsa, mas falta saber do roubo) para, no maior interesse nacional (!!!!), o material que havia sido roubado ser colocado numa mata na zona da Chamusca, utilizando para o efeito, suponho eu, meios materiais e humanos da GNR, da PJM e, digo eu ainda, com a colaboração louvável do homem que aparentemente praticou o roubo em Junho de 2017. O tal facto que, no limite, NÃO EXISTIU! LEMBRAM-SE ??
Mas pouco se pode afirmar com segurança.
O que se passou ao certo teoricamente está a ser investigado e saber-se-á. Na realidade, porque estamos em Portugal, alguma coisa pelo menos ficará por ser contada, ficará escondida

Nos jornais noticiam-se coisas como - Entre os elementos da PJM havia a noção de que o assunto ia aquecer. No relato a Brazão, Vieira diz ter recordado ao vice-CEME que os louros pela descoberta dos caixotes de Tancos seria da sua instituição e que, depois disso, todos teriam de ter nervos de aço para aguentar os acontecimentos seguintes
Noticiam que - o diretor da PJ Militar está indiciado por não só “permitir” como “incentivar” os seus inspetores a dificultar o trabalho da PJ civil. Luís Augusto Vieira terá dado orientações para a sua equipa “não cooperar” com quem quem titulava a investigação, “nem fornecer qualquer informação útil” - e que - oresponsável máximo da PJM também terá chegado a “acordo” com quem tinha na sua posse o material de Tancos, permitindo-lhes devolver as caixas “sem que as suas identidades fossem reveladas” e ficando “imunes a qualquer responsabilização criminal”.
Ah, mas todos estão de consciência tranquila!!!!!

Para lá de "sintomáticas" declarações no facebook, de que "só cumprem ordens (mas ordens de quem?) e estão de consciência tranquila", prevejo que os homens da PJM ficarão daqui para a frente o mais calados possível não agravando o inacreditável de tudo isto. 
As referências que aparecem quando às chefias máximas do Exército nunca serão esclarecidas. Se me parece recomendável que um chefe militar não se coloque numa posição complexa começando a fazer desmentidos sobre coisas que aparecem nos OCS, também me assiste o direito da suspeita de que o ficarem calados e não desmentirem os oficiais da PJM será a contrapartida de não deixar cair esses homens que são oficiais do Exército, e que não aceitarão ser imolados isoladamente, quando as suas acções podem ter assente em convencimentos adquiridos em conversas informais. 
A experiência de vida diz-me - conversas informais e vontades de superiores políticos e militares que nunca são passadas a escrito ou telefonadas, acontecem muito !!!!!

Se aquilo a que se vem assistindo é inaceitável, inacreditável, ontem tivemos uma sessão televisiva (1OUT) onde surgiram mais elementos curiosos. Alguns de fazer estarrecer o comum cidadão.
Salvo melhor opinião, o Major-General que foi director da PJM prestou um péssimo serviço à instituição militar. Contradisse-se, e entendeu dizer alto e bom som por mais de uma vez, que o Chefe do Estado-Maior do Exército e o Vice-Chefe nada tiveram a ver com o que o ex-director da PJM terá confessado acerca de conversas informais. 
Mas falou com eles, e trouxe recado? 
É que isto faz-me lembrar aqueles que batem no peito violentamente gritando muitas vezes SOU HONESTO. 
Vai-se a ver depois.............

Quanto ao outro militar, que tenho por pessoa ponderada e conhecedora, e com experiência internacional, também me pareceu que não esteve muito bem. 
Falar-se de certos detalhes ao mesmo tempo que se enfatiza desconhecer o processo não ajuda nada ao assunto. 
E não conhecendo o processo, designadamente acerca das declarações dos que estão em prisão preventiva, como pode dizer-se o que quer que seja sobre medidas estabelecidas pelo juiz? 
Foi um mau momento, e teve que ouvir uma polida rabecada de jurista.
Por outro lado, esgrimir a questão de armas ou não nos paióis, ou serem artefactos apenas quando, numa tristíssima conferência de imprensa televisiva do passado em que se confessaram murros no estômago, foi afirmado que as armas estavam obsoletas. Portanto a questão também podia ter sido evitada. Adiante.
De estarrecer ainda as declarações do ex-director da PJM acerca dos locais onde comprar armas e munições. 
Imagino como se terá sentido o actual CEMGFA.

Para mim, o que ontem foi importante esclarecer, e que eu conhecia, mas a maioria não saberá, foi a explicação clara das responsabilidades do Ministério Público e das diferentes instituições de investigação criminal, de que a PJM é uma. E claro ficou o que a lei confere ao MP mas que, adivinho, muitos em certas instituições não aceitam no terreno. No fim do texto deixo uma pequena indicação legislativa.
Conhecendo bem o que se passa em certos círculos militares, obviamente que algumas coisas no terreno “casam” completamente com o que vem aparecendo/ sugerido nos OCS.
Uma coisa que é lastimável é querer manter a teoria de que a questão de fundo é uma guerra entre instituições de investigação criminal, a PJ e a PJM. Que certamente existe, de há muito, e  alimentada ao longo dos anos por  jornalistas, políticos, militares e agentes.
Como lastimável é o desplante de afirmar que o que importava era ter recuperado o material e que as munições não devolvidas, ah isso não interessa nada. Lamentável, mas explica muita coisa.

Os sucessivos governantes e outros titulares de orgãos de soberania, sempre decidiram deixar apodrecer as várias situações ao nível do Estado. Permanece se é que não aumenta uma confrangedora ausência de autoridade do Estado, a todos os níveis, em que os sucessivos governantes são dos principais culpados. 
Gradualmente querem "o respeitinho" de antigamente, como se tudo vindo dos governantes, deputados, juízes ou presidente da República é tudo automaticamente verídico e transparente. Cada vez mais temos casos que demonstram o contrário. 

No meio desta trapalhada confrangedora várias coisas podem assaltar o cidadão comum; o que é verdadeiramente e absolutamente essencial, como gosta de constantemente dizer António Costa?

O que é absolutamente essencial dizer, creio eu:
> O ministro Azeredo Lopes foi sabendo de certas coisas? Tem mentido?
> E tem mantido a par o PM ou, como é sugerido sobre os militares, tem sido tudo conversa fiada informal, e portanto, o PM nunca foi informado de nada?
> E quanto ao Presidente Marcelo e ao seu irmão gémeo, de nome Comandante Supremo das Forças Armadas?
> Nunca se irá saber com rigor absoluto o que aconteceu, em Tancos em Junho de 2017, na farsa da recuperação de parte do material, das decisões da PJM quase de certeza à margem da lei, das combinações por baixo da mesa, das "perseguições" de uns a outro e vice-versa, do que o PR, o MDN, o PM e a chefia do Exército foram sabendo de facto.
> Certamente que todos estão desejosos de prestar declarações perante o juiz e esclarecer os equívocos o mais rápido possível, nunca tendo havido a prática de nenhuns ilícitos da parte dos detidos, havendo eventualmente desfasamentos entre instituições, mas nenhuma atividade criminosa. COISA POUCA, acrescento eu.
> Em síntese, terá sido feito tudo, mas mesmo tudo, terá sido apurado tudo mas tudo, em dias e não meses e no fim, o respeito pelas instituições ficará incólume, irão todos para casa felizes e contentes, e o Comandante Supremo das Forças Armadas muito satisfeito ficará. Ouvi dizer que andam vários soldados e furriéis fugidos para não pagarem as favas desta telenovela.

Nesta desgraçada telenovela claro que se invocam, desinformação, manipulação, desinvestimento nas FA, desrespeito e fragilização da Instituição Militar. Haverá de tudo um pouco. 
E é intolerável a lama que por causa de uns senhores está a ser atirada para cima das Forças Armadas.
Mas é bem capaz de haver práticas contrárias à legislação em vigor. É ler o que vem a seguir. 
Quanto ao interesse nacional, tudo começa na CRP, mas pelos vistos existem umas pessoas que se julgam detentoras desse poder. Lastimável.
António Cabral

PGR
Artigo 10.º
Competência
Compete à Procuradoria-Geral da República:
a) ..........
h) Fiscalizar superiormente a actividade processual dos órgãos de polícia criminal;
................
Procurador-Geral da República
Artigo 12.º
Competência
1 - Compete ao ...........
e) Fiscalizar superiormente a actividade processual dos órgãos de polícia criminal;
..............

MDN
Artigo 4.º
Administração direta do Estado
1 - As Forças Armadas integram-se na administração direta do Estado, através do MDN,................
2 - Integram ainda a administração direta do Estado, no âmbito do MDN, os seguintes serviços centrais:
.........................................................
f) A Polícia Judiciária Militar.
..........................................................
Artigo 16.º
Polícia Judiciária Militar
1 - A Polícia Judiciária Militar, abreviadamente designada por PJM, é um corpo superior de polícia criminal auxiliar da administração da justiça que tem por missão coadjuvar as autoridades judiciárias na investigação criminal, desenvolver e promover as ações de prevenção e investigação criminal da sua competência ou que lhe sejam cometidas pelas autoridades judiciárias competentes.
2 - A PJM está organizada hierarquicamente na dependência do Ministro da Defesa Nacional ........................

PJM
Natureza, missão e atribuições
Artigo 3.º
Missão e atribuições
1 - A PJM tem por missão coadjuvar as autoridades judiciárias na investigação criminal, desenvolver e promover as acções de prevenção e investigação criminal da sua competência ou que lhe sejam cometidas pelas autoridades judiciárias competentes.
2 - A PJM prossegue as seguintes atribuições:
a) Coadjuvar as autoridades judiciárias em processos relativos a crimes cuja investigação lhe incumba realizar ou ...........
b) Efectuar a detecção e dissuasão de situações propícias à prática de crimes estritamente militares, em ligação com outros órgãos de polícia criminal e com as autoridades militares, bem como dos crimes comuns ocorridos no interior de unidades, estabelecimentos e órgãos militares;
c) Realizar a investigação dos crimes estritamente militares e de crimes cometidos no interior de unidades, estabelecimentos e órgãos militares, nos termos previstos no Código de Justiça Militar (CJM).
3 - Para efeitos do disposto na alínea a) do número anterior, a PJM actua no processo sob a direcção das autoridades judiciárias e na sua dependência funcional, sem prejuízo da respectiva organização hierárquica e autonomia técnica e táctica.
.......................
Artigo 4.º
Competência em matéria de investigação criminal
1 - É da competência específica da PJM a investigação dos crimes estritamente militares.
2 - A PJM tem ainda competência reservada para a investigação de crimes cometidos no interior de unidades, estabelecimentos e órgãos militares, sem prejuízo da possibilidade de se aplicar ao caso o procedimento previsto no n.º 3 do artigo 8.º da Lei n.º 49/2008, de 27 de Agosto.
3 - Os demais órgãos de polícia criminal devem comunicar de imediato à PJM os factos de que tenham conhecimento, relativos à preparação e execução de crimes da competência da PJM, apenas podendo praticar até à sua intervenção, os actos cautelares e urgentes para obstar à sua consumação e assegurar os meios de prova.
......................

sábado, 21 de julho de 2018

AINDA SOBRE TANCOS
Uma inefável e conhecida criatura continua a afirmar que em substância se trata de FARSA. 
Estou a voltar a este mais que lamentável assunto depois de ler isto:
....."O ministro da Defesa afirmou não saber que parte do material roubado em Tancos ainda não foi recuperado. Revelada em todos os momentos do processo, a coerência do homem impressiona. Começou por não saber a dimensão do roubo, prosseguiu a não saber se existira roubo e agora não sabe se o produto do roubo apareceu ou não. De caminho, é provável que também não saiba o que é Tancos, a função que ele próprio desempenha no governo e o nome de baptismo. O facto de o dr. Azeredo regressar a casa todos os dias sem se perder é, no mínimo, um milagre". Alberto Gonçalves, Observador)
e ler mais isto:
Tancos ou «Onde Está Wally?»
jornal Abril Abril
19 DE JULHO DE 2018 (bold da minha responsabilidade)
O ministro da Defesa, ao não confirmar nem desmentir o anúncio da recuperação do material roubado em Tancos, permite concluir que apenas um cabo, um sargento e um capitão serão responsabilizados.
Deu uma nova «brisa à vela» do caso de Tancos. Não é a primeira vez e talvez não seja a última. Tudo o que importa já foi escrito: 
> do não se saber exactamente o que tinha sido surripiado até ao aparecimento de uma lista; 
> do estado das instalações até à mudança de instalações; 
> da suspensão de comandantes (figura estranha) até à sua reconfirmação e recente nomeação para o curso para oficial general; 
> do conhecimento há muitos anos do estado das instalações a que anteriores responsáveis políticos e militares não passaram cartão
> da falta de efectivos para cuidar das guardas e da existência de efectivos para irem frequentar formação para combater incêndios; > do gravoso desaparecimento (com informação aos aliados e tudo) até à conclusão de que afinal não era assim tão grave porque era material com defeito; 
> do milagroso telefonema a dar conta do achado, com prémio, e o natural regozijo – sim, porque ninguém quer que material daquela natureza, mesmo com defeito, ande por aí ; 
> do incompreensível resgate do material por parte das Forças Armadas sem «passar cavaco» ao Ministério Público, que tinha aberto processo e constituído equipa para investigar o crime; 
> da dificuldade deste mesmo Ministério Público e da Policia Judiciária em acederem ao referido material localizado, até às noticias recentes que dizem que, afinal, parece haver material em falta; 
> das declarações que, perante tal questão, dizem que compete ao Ministério Público esclarecer já que o processo está em segredo de justiça.
> Por fim, o décimo apelo do Presidente da República para que tudo seja esclarecido e mais uns soundbites do PSD e do CDS-PP que, quando no Governo, nada fizeram para cuidar do estado de degradação das instalações, já para não falar (não vem aqui ao caso) do seu contributo para a degradação mais geral das Forças Armadas, em vários planos.
Como se verifica, sem sermos exaustivos, de tudo já se escreveu e disse. A única coisa que falta referenciar é quem levou o material do paiol de Tancos, havendo, contudo, quem desde o início tenha dito, com convicção, que tudo não passaria de um problema de inventário.
O apuramento do que ocorreu e de quem praticou o crime em nada bule com o apuramento dos responsáveis que, ocupando determinado tipo de cargos ao longo dos anos e tendo conhecimento das debilidades nada fizeram, potenciando o que veio a ocorrer. Teria sido pedagógico. 
Mas esta é, porventura, uma opinião estranha nos tempos que correm. Instalou-se a política de uma mão lava à outra. A frontalidade deu lugar à frugalidade. Os valores propiciadores da coesão passaram a ser de geometria variável.
Daí que, a partir das afirmações do ministro da Defesa Nacional na Comissão parlamentar de Defesa, não confirmando nem desmentido, antes pelo contrário, as afirmações feitas pelo chefe do Estado-Maior do Exército na conferência de imprensa em que anunciou a recuperação do material roubado, e refugiando-se na investigação do Ministério Público, possamos concluir que todas responsabilidades ficarão nos ombros dos militares já castigados: um cabo, um sargento e um capitão!
O assunto é sério mas a época da silly season não ajuda. Até lá o melhor é redescobrir os livros de «Onde está Wally?».

AC


quarta-feira, 30 de maio de 2018

AHHHHH,..............................
e nós que nem desconfiávamos..............
Centeno confirma que Estado pode ser chamado a meter mais capital no Novo Banco. É o "pior dos piores cenários" e foi assumido para preservar estabilidade financeira e afastar liquidação.
E não o liquidam de vez porquê?
É sistémico o risco?
É por lembrar o Espírito Santo?
É por causa de alguma cláusula secreta que conhecem, assinaram, aprovaram, e não querem que se saiba?
AC