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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

 RECORDANDO

terça-feira, 31 de outubro de 2023

PACIÊNCIA  e  RIGOR

Sendo dotado de enorme paciência, e no meio das tarefas de avô que com um neto de 20 meses é "full time job", arranjei pequenos períodos de tempo ontem de tarde para ir olhando o televisor e escutar as múltiplas arengas destiladas no Parlamento. Sim, a propósito do que chamam "debate (??) na generalidade da proposta de OE 2024".

Hoje resolvi dar mais três olhadas ao televisor, não mais de 15 minutos cada.

Nada de surpreendente, nem vindo,

- do palhaço Ventura que no meio daquele teatro de mau gosto diz umas quantas verdades, 

- dos tristonhos do PSD que também dizem umas quantas verdades,

- do inarrável rapazinho que encontra muitas lacunas, espeta o dedo e anuncia abster-se,

- da inarrável Real,

- da cassete ainda que aponte verdadeiras desgraças reais na nossa sociedade, 

- da que já se arrependeu dos disparos de tinta, 

- do cada vez mais insuportável e inchado "baço",   

- de iniciativas,

- nem vindo do maior aldrabão político das últimas décadas.

Entre, uns quantos desaforos, uns quantos arrufos, e a doce meiguice de discurso de Costa para com BE e PCP, uma das coisas que se verifica mais uma vez é, aqui e ali, uma ausência de rigor.

E Galamba a encerrar a coisa é inarrável.

E por rigor lembrei-me uma vez mais de Eça.

Rigor e honestidade intelectual continuam a faltar em muitos e em Costa é marcante. Vá lá, não foi ainda acusar D. Afonso Henriques pelas desgraças nacionais.

Deixo o Eça e o seu rigor.

AC

Ps: Já agora, mais uma nota sobre paciência.
Já não tenho para aturar as vacuidades diárias de  Marcelo.
Ouvir o que debitou sobre a proposta orçamental fere todas as células e fica-se com pele de galinha, com os pêlos todos eriçados.

sábado, 13 de dezembro de 2025

Despesa financiada pelo PRR pode deixar buraco de 1,2% do PIB em 2027. Bazuca europeia está a pagar gastos correntes numa dimensão considerável, diz NECEP. Portugal terá de tapar buraco em 2027, quando já vai estar pressionado pelas regras europeias. Católica vê défice em 2026.

Não há problema algum.
Marcelo disse e tem repetido - o melhor país do mundo - somos os melhores dos melhores.

A "Economist" garante que somos a melhor economia do mundo.

"No problema amigo"!

Só espero cá estar para observar isto em 2027 e seguintes!

É o PRR. 

É a hemorragia para financiar a Ucrânia quando, parece-me (ou estarei enganado?), os próprios EUA já não estão com vontade nenhuma de continuar a financiar aquilo.

É a decisão de decidir aumentos brutais de despesas militares sem nexo isto é, quando digo nexo é porque não vejo "a anteriori" uma urgente revisão e decisão sobre para onde deve Portugal caminhar em termos de segurança e de defesa nacional.

Fico por aqui, para não ir ao famoso aeroporto e mais uma ponte e ferrovia etc. 

Bem pregam alguns contra os escândalos que envolvem certas empresas, empresas que têm há anos o Estado agrilhoado e que estão por trás de certa candidatura para continuar a manter tudo na mesma.

AC

terça-feira, 25 de novembro de 2025

As crises cativadas
Quem escolhe a via das cativações orçamentais e das cativações na interpretação das crises renuncia interpretar a mudança da realidade efectiva das coisas, exerce o poder coberto por um manto diáfano de fantasia.

A FRASE...

"A venda ao exterior de activos valiosos da economia portuguesa continua animada."

Manuel Carvalho, Expresso, 28 de Dezembro de 2019

A ANÁLISE...

A cativação orçamental é a diferença entre o que está escrito no Orçamento e o que o Ministério das Finanças autoriza como despesa. O que se aprovou no Parlamento fica encoberto pelo manto diáfano da fantasia, e a realidade efectiva das coisas é o que o critério do défice determinar. Uma crise cativada é a diferença entre o que aconteceu na realidade efectiva das coisas, que deveria ser descrito e analisado para informar os eleitores do que é o seu campo de possibilidades efectivo, e o que se escolhe para dizer que aconteceu, cobrindo com o manto diáfano da fantasia o que não se quer reconhecer, para assim justificar as políticas que se apresentam aos eleitores para atrair o seu voto. É sempre demasiado tarde que se verifica que o que se apresentou como o virar de página das austeridades foi apenas o abrir a página das cativações.

Não se quis analisar a crise recessiva de 2008 como o resultado da incapacidade que os sistemas bancários e de supervisão revelaram para regular e reciclar o fluxo de capitais gerado pelo crescimento do comércio internacional e pela abertura das economias que foi estimulada pela oportunidade de acesso a essa oferta de capitais. Preferiu-se fixar a culpa nos banqueiros, quando o que aconteceu foi uma mudança de natureza dos movimentos de capitais, uma efectiva alteração da realidade efectiva das coisas - e depois disso nada mais voltará a ser como era. Não se quis analisar a crise de endividamento em Portugal em 2011, porque isso implicaria atribuir as responsabilidades a quem não quis perceber o que se passou depois de 2008 e continuou a decidir como se ainda estivesse no passado. Quando se está integrado numa zona monetária, como o dólar e o euro (mas como o iene do Japão não chegou a ser e o yuan da China ainda não é), deixa de ser possível ter uma política monetária nacional, a realidade efectiva das coisas passou a ser multinacional.

Quem escolhe a via das cativações orçamentais e das cativações na interpretação das crises renuncia interpretar a mudança da realidade efectiva das coisas, exerce o poder coberto por um manto diáfano de fantasia.

Joaquim Aguiar


(sublinhados da minha responsabilidade)

Tenham uma boa 3ª Feira.
Saúde e boa sorte.

AC

terça-feira, 14 de outubro de 2025

"A arte da economia consiste não apenas em considerar os efeitos imediatos, mas também analisar as consequências a longo prazo de qualquer acção ou política; consiste em identificar os impactos dessa política não apenas para um grupo, mas para todos os grupos".

Creio que esta asserção continua correcta.

Creio que vai passar mais um OE e o médio longo prazo continuará como vem acontecendo nomeadamente nos últimos 35 anos.

É o Portugalinho do costume.

Bom dia.

Tenham uma boa 3ª Feira. Saúde e boa sorte.

AC

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

AGORA  QUE  SE  VAI  FALAR  DO  OE
Agora que, 

- foi entregue ao Presidente da AR a proposta governamental para o OE 2026, 
- se está à porta da habitual distribuição de "bodo", com centenas e centenas de propostas de alteração do OE 2026 sempre aumentando despesa, 
- se está à porta de, como habitualmente, mudar umas moscas sem que as questões de fundo pouco ou nada se alterem, 

estive a recordar o fulgor da economia nacional, do nosso poder industrial, do nosso poder em exportações, e olhei um pouco para a questão que muitos aplaudem: o turismo.

Como sempre, respeito a opinião de outrem, mas a minha é de que um país que assenta muito da sua economia em turismo . . . . . de certeza que não irá longe.

Ainda por cima um turismo que, no Continente, é sobretudo um turismo baratucho, de massas, turismo da chinela.
O que fica em Portugal, de facto, deste turismo que esmaga sobretudo as cidades maiores como Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Braga?
Os protestos por exemplo, em Barcelona, não indiciam nada?

Que eu saiba Alberto João Jardim nunca autorizou na Madeira a construção de hotéis e outros tipos de alojamento abaixo de 4 estrelas.
Presumo que essa orientação se mantém.

O turismo . . . . como sempre, admito estar a ver mal as coisas mas, um país dependente em grande parte do turismo e como já disse acima, não me parece que a médio prazo vá muito longe.
Por simples e óbvia razão: é que é das coisas mais dependentes de conjunturas externas, que não controlamos.
O turismo é das coisas com menor valor acrescentado. Ou não?

Mas vejo muitos responsáveis (???) dos sucessivos governos e sucessivas oposições sempre muito contentinhos com o turismo.

Ah, e também me falam nos dinheiros da segurança social !!
Repito, posso estar a ver mal as coisas. Defeito meu, certamente!
AC

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

AGORA  QUE  SE  VAI  FALAR  DE  OE
DINHEIRO, Um Bem ESCASSO.
ONDE IR BUSCAR ?


Agora está à porta a apresentação da proposta governamental de OE para 2026 e, olhando ao costume TUGA, uma listagem de distribuição de "bodo", "bodo" que a Assembleia da República habitualmente enxerta com milhares de propostas SEMPRE A AUMENTAR DESPESA, e a conseguir manter muita gente a comer à mesa do OE.
MENOS O CIDADÃO COMUM.

Estou lembrar-me designadamente das fundações e dos observatórios.
Uma verdadeira sarna nacional, opinião pessoal, naturalmente.

Das fundações já escrevi há dias umas linhas.
Hoje olho para uma listagem de observatórios

OBSERVATÓRIOS
Creio que existem pelo menos estes.
Existirão?
Quem os financia?
Se de alguma forma for o OE, quem e com que regularidade controla o "produto" destes observatórios?

Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais

Observatório Astronómico de Lisboa
Observatório Astronómico Prof. Manuel de Barros
Observatório da cidadania e intervenção social
Observatório da cidade educadora 
Observatório da comunicação 
Observatório da criação de empresas
Observatório da Emigração
Observatório da habitação e reabilitação urbana 
Observatório da imigração
Observatório da imprensa
Observatório da inovação e conhecimento
Observatório da inteligência económica
Observatório da língua portuguesa
Observatório da literatura e da literacia
Observatório da Maluscicultura e Marisqueiro da Ria Formosa
Observatório da natureza
Observatório da neologia do português
Observatório da qualidade do ar
Observatório da qualidade dos serviços de informação e conhecimento
Observatório da restauração
Observatório da segurança nas profissões
Observatório da segurança rodoviária
Observatório da sociedade de informação
Observatório das actividades culturais
Observatório das artes e tradições
Observatório das ciências do 1º ciclo
Observatório das ciências do 2º ciclo
Observatório das ciências e do ensino superior
Observatório das ciências e tecnologias
Observatório das dinâmicas regionais
Observatório das desigualdades
Observatório das energias renováveis 
Observatório das obras públicas
Observatório das políticas locais de educação
Observatório das políticas públicas regionais para a freguesia de Rabo de Peixe
Observatório das prisões portuguesas
Observatório das regiões em reestruturação
Observatório das secas
Observatório de biologia e sociedade
Observatório de cheias
Observatório de comunicação interna e identidade corporativa
Observatório de emprego e formação profissional da Universidade da Madeira 
Observatório de economia e gestão de fraude 
Observatório de entradas na vida activa
Observatório de festas e património
Observatório de inserção profissional
Observatório de neologismos do português europeu
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos
Observatório de reumatologia
Observatório de segurança
Observatório de segurança humana 
Observatório de segurança, criminalidade organizada e terrorismo 
Observatório de Timor Leste
Observatório do ambiente
Observatório do centro de pensamento de política internacional
Observatório do Ciberjornalismo 
Observatório do desenvolvimento do Alentejo
Observatório do design
Observatório do emprego e formação profissional
Observatório do emprego e formação profissional dos Açores
Observatório do emprego em Portugal
Observatório do endividamento dos consumidores
Observatório do fogo
Observatório do medicamento e produtos de saúde
Observatório do mercado de arroz
Observatório do ordenamento do território e do urbanismo
Observatório do plano regional de ordenamento do território para o Algarve
Observatório do quadro comunitário de apoio
Observatório do quadro de referência estratégico nacional 
Observatório do tráfego de seres humanos 
Observatório do turismo da Madeira
Observatório do turismo dos Açores
Observatório dos apoios educativos
Observatório dos estudantes do ensino superior
Observatório dos mercados agrícolas e das importações agro-alimentares
Observatório dos mercados rurais
Observatório dos poderes locais
Observatório dos recursos educativos 
Observatório dos tarifários e das telecomunicações
Observatório dos territórios rurais
Observatório estatístico
Observatório estatístico de Oeiras
Observatório geopolítico das drogas
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira
Observatório jornalismo electrónico e multimédia
Observatório local da Guarda
Observatório magnético de Coimbra
Observatório médico
Observatório municipal de segurança rodoviária de Mafra
Observatório nacional da actividade física e do desporto
Observatório nacional da dança
Observatório nacional da diabetes 
Observatório nacional da desertificação
Observatório nacional da droga e toxicodependência
Observatório nacional das doenças respiratórias 
Observatório nacional das doenças reumáticas
Observatório nacional das profissões de desporto
Observatório nacional de apoio ao sistema Sim-Cidadão
Observatório nacional de artroplastias
Observatório nacional de recursos humanos 
Observatório nacional de saúde
Observatório nacional dos diabetes
Observatório nacional dos recursos humanos
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais de captação, tratamento e distribuição de água
Observatório nacional para o analfabetismo e iliteracia
Observatório nacional sobre as alterações climáticas em Portugal
Observatório para a Aquicultura
Observatório para a educação sexual
Observatório para a gestão de áreas protegidas
Observatório para a igualdade de oportunidades
Observatório para a integração das pessoas portadoras de deficiência
Observatório para a reabilitação urbana
Observatório para acompanhamento da situação contributiva das empresas perante a segurança social
Observatório para as crenças religiosas
Observatório para os assuntos da família
Observatório permanente da Justiça portuguesa
Observatório permanente da juventude
Observatório permanente da segurança do Porto
Observatório permanente das organizações escolares
Observatório permanente de desenvolvimento social
Observatório criado pela Universidade de Aveiro.
Observatório permanente do ensino secundário
Observatório permanente do tráfego
Observatório político
Observatório português de boas práticas laborais 
Observatório português dos sistemas de saúde 
Observatório português para o desemprego
Observatório qualidade
Observatório quantidade
Observatório regional de apoio ao sistema Sim-Cidadão de Lisboa e Vale do Tejo
Observatório regional de apoio ao sistema Sim-Cidadão do Alentejo
Observatório regional de apoio ao sistema Sim-Cidadão do Algarve
Observatório regional de apoio ao sistema Sim-Cidadão do Centro
Observatório regional de apoio ao sistema Sim-Cidadão do Norte
Observatório regional de Leiria
Observatório regional de Lisboa e Vale do Tejo
Observatório regional de saúde de Lisboa e Vale do Tejo
Observatório regional do turismo do Alentejo
Observatório robótico
Observatório sobre o racismo e intolerância
Observatório social local de Vouzela
Observatório sócio-habitacional dos Açores 
Observatório solar e heliosférico
Observatório sub-regional da Batalha
Observatório têxtil
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal
Observatório urbano do eixo atlântico
Observatório vida
Observatório virtual da astrofísica
Observatório das Comunidades Ciganas
Observatório da caça
Observatório da censura
Observatório da comunicação local
Observatório da DGV
Observatório da doença e morbilidade
Observatório da economia mundial
Observatório da globalização
Observatório do mercado do sector portuário
Observatório do sistema de aviação civil
Observatórios fora de actividade
Observatório da competitividade e qualidade de vida do Vale do Cávado
Observatório de emprego e formação do Vale do Cávado
Observatório social do Vale do Cávado
Observatório do comércio
Observatório do ordenamento do território das zonas Influenciadas pela nova travessia do Tejo em Lisboa
Observatório do Quadro Comunitário de Apoio (QCA)
Observatório do turismo
Observatório europeu da contrafacção e da pirataria
Observatório europeu da droga e toxicodependência
Observatório europeu da sismologia
Observatório europeu das PME
Observatório europeu das relações profissionais
Observatório europeu do racismo e xenofobia
Observatório europeu do Sul 
Observatório do medicamento e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde

AC

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

A GORA QUE SE VAI FALAR DE OE 
Dinheiro, Um Bem ESCASSO.
ONDE IR BUSCAR ?

Agora está à porta a apresentação da proposta governamental de OE para 2026 e, olhando ao costume TUGA, uma listagem de distribuição de "bodo", "bodo" que a Assembleia da República habitualmente enxerta com milhares de propostas SEMPRE A AUMENTAR DESPESA e a conseguir manter muita gente a comer à mesa do OE.
MENOS O CIDADÃO COMUM.

Estou lembrar-me designadamente das fundações e dos observatórios.
Uma verdadeira sarna nacional, opinião pessoal, naturalmente.

Começo pelas fundações. Em texto separado olharei aos observatórios.

Há quem legitimamente defenda as fundações, há quem como eu tenha as maiores dúvidas sobre muitas delas mas, sobretudo, na esmagadora maioria, sobre ser o Estado em boa parte a suportá-las.

Haverá quem defenda que as fundações são óptimas pois têm capacidade para inovar, e repensar activa e continuamente a sua relevância na sociedade.

Calculem que além das fundações há um Centro Português de Fundações (CPF). 

Como de costume alguém com influência política lá estará a vigiar pela sobrevivência das fundações. 
Muitos almoços de trabalho, e sempre a valorizarem o papel das fundações em Portugal.
Muitos compromissos, muitos estudos, muitos encontros, muitas conferências, muito dinamismo, muito boas práticas!

Que áreas abrangem as fundações?
Parece que designadamente cultura, ciência, saúde, ambiente, educação, solidariedade social, direitos humanos. 

No seu conjunto, as fundações portuguesas têm desempenhado um papel insubstituível no desenvolvimento de uma sociedade mais coesa, mais inovadora e mais justa. Dizem!

Com  que é que provavelmente a CPF se preocupará?
Certamente com as alterações climáticas!
Naturalmente com as desigualdades sociais.
Também com tragédias, conflitos armados, catástrofes naturais, desenvolvimento sustentável, e tudo o mai que tem sido moda.
E, SEMPRE, agentes privilegiados de mudança estrutural e de esperança quotidiana, sempre activo e disponíveis para discutir políticas públicas, e assumirem papéis liderastes e de transparência. Tão bonito.

António Cabral (AC)

sábado, 24 de maio de 2025

BOLHA
Existem vários tipos de bolhas.

A bolha que por vezes nos assalta ao longo da vida, por exemplo nas mãos ou nos pés, uma pequena bolsa de fluido corporal dentro das camadas superiores da pele, causada por uma fricção forçada, ou queimadura, ou por exposição a produtos químicos, ou derivada de uma infecção.
A maioria das bolhas fica preenchida com um líquido claro, seja soro ou plasma.

A bolha que é uma estrutura globular, cheio de gás, que se forma em qualquer substância líquida ou pastosa por exemplo ao ser agitada ou,  na sequência de aquecimento até à ebulição.

A conhecida bolha especulativa, ou financeira, que resulta de o valor de um determinado activo se afastar imenso do seu real valor.

Mas existem outras bolhas na sociedade, em todas as sociedades, mas o que me interessa é o que se passa na sociedade portuguesa.

A minha experiência de vida e o decorrer dos últimos 30 a 35 anos evidenciam claramente (para quem estiver atento), a existência de muitas outras bolhas. Algumas verdadeiramente cancerosas para a vida da sociedade portuguesa.

Adicionalmente, muitos elementos de certas bolhas ou têm ligações a outras bolhas ou têm mesmo assento nelas, pertencem-lhes também.

Que outras bolhas podemos considerar?
Por exemplo as que constituem certas organizações "discretas", as do mundo da "comunicação social", da "alta finança", as "corporativas-profissionais", muitas bolhas.

Estou a lembrar-me dos meus tempos de vida profissional activa, em que durante quatro anos convivi profissionalmente com determinadas camadas da nossa sociedade e, também, com o mundo das representações diplomáticas acreditadas em Portugal.

Recordo desses tempos algumas pessoas que cirandavam (como eu tinha de fazer muitas vezes também), pelas embaixadas, pelas festas, pelas celebrações, pelos jantares, pelas recepções.
Algumas dessas por aí continuam proeminentes, e duas ou três delas nos entram em casa pelos aparelhos de televisão. 
Maçador, muito maçador. Mas que eu raramente os vejo.

Com o passar dos anos, pelas relações sociais e pelas relações inerentes à carreira, cada vez estou mais convencido que são certas bolhas e as "discretas" que comandam este tão mal tratado Portugal.

Quantos dos portugueses estarão bem cientes do estado real do país?
E do que vai pelo mundo?

Há uma palavra que não me sai da cabeça, alheamento.

Quanto aos directórios políticos e as suas arrudas, quantos portugueses se apercebem que eles, quer em campanhas eleitorais quer fora delas, eles circulam e passeiam-se sempre em certas zonas e sempre das mesmas vilas e cidades, ou seja, nas bolsas de onde podem vir votos?

Conhecem realmente o país?

Veremos os próximos capítulos.
António Cabral (AC)

quinta-feira, 20 de março de 2025

Oh  Sr  PRESIDENTE da REPÚBLICA
Oh  Sr  Primeiro-ministro

Vamos dar 300 milhões para a Ucrânia!!!??? Li bem?
Estou equivocado?

Esta coisa da solidariedade tem coisas. . . . . digamos . . . . Curiosas!

Curiosas é dizer o mínimo!

A solidariedade é um valor inestimável. Indiscutível.
A nível nacional, a nível das relações internacionais.

Constitucionalmente, cabe ao governo definir políticas ainda que, em algumas matérias, haja competência absoluta da Assembleia da República. Exemplo disto:
- competência exclusiva da AR (art.164º, alínea d)
    - organização da defesa nacional, …. reequipamento das Forças Armadas                 

Eu percebo que haja pressão para reforçar a assistência militar a Kiev.

Mas custa-me a entender este tipo de anúncios (já do tempo rosáceo/ Costa) quando, quer no plano das nossas deficientemente equipadas Forças Armadas, quer em matérias de apoio social ou necessidades de melhorias por exemplo em escolas e infra-estruturas no âmbito do SNS, tanto falta fazer.

Mas devo ser eu que sou um ignorante, um egoísta e, como disse a inarrável ex-MRPP, não estou a perceber que eles devem estar a vir por aí abaixo não tarda nada e, portanto, toca de enterrar dinheiro na Ucrânia!
AC 

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

A PORCA
Quantos lhe sugam as tetas?
E mais não digo porque . . . isso mesmo, pintassilgos não são pardais.
Boa semana, boa sorte e bom dia. Saúde
AC

terça-feira, 11 de junho de 2024

NÃO HÁ DINHEIRO!
QUAL É A PARTE DA FRASE QUE NÃO PERCEBEM?

O Banco de Portugal/ 
governador do Banco de Portugal/ Mário Centeno ex ministro das finanças do PS, actualizou as projecções das finanças públicas e considerou que as novas medidas do Governo colocam em risco as contas públicas. 
Pessoalmente gostava de ver explicado se as medidas PS + Chega têm ou não algum impacto na despesa.

Creio que corresponderá em grande parte á realidade o que Centeno aponta.
É fácil da parte do governo actual dizer que Centeno está a fazer o jogo do PS. Em boa medida, creio que corresponde à realidade.

Adicionalmente, PNS /PS virão cada vez mais apontar o dedo ao governo e dizer que não têm contas certas. 
Certas foram as do anterior governo / governos Costa que, em mais de 8 anos, cativaram e cativaram e cativaram, com o resultado que ficou à vista. 
Serviços públicos crescentemente degradados.
Nada resolveram dos médicos, militares, polícias, oficiais de justiça, enfermeiros, etc. Mas viraram muitas páginas, nada foi "poucochinho"

Antes de Montenegro ser PM, tomar posse, Medina martelou as contas, obrigou várias instituições a comprar dívida e inchado de soberba veio anunciar que o défice estava finalmente abaixo dos 100% do PIB.
Vigarice pura, engenharia financeira tosca. 
Défice apenas escondido, um político piroso e manhoso nunca confrontado como devia ser.

Claro que aumentar salários e outras coisas vai ter impacto na despesa. Como a economia não é nem vai ser o que certos pantomineiros afirmam, os prejuízos financeiros e políticos aumentarão. 
E, provavelmente, com riscos graves face às regras apertadas da UE.

Mais uma vez, não me parece que estejamos no bom caminho.
Por várias razões, mas sobretudo pelo que recordei como título para este postal.
Qual é a parte que não percebem?
É que não cai do céu.

Tenham uma bom dia e uma boa semana de trabalho, Saúde, o verdadeiro  Euromilhões da vida.
AC

quinta-feira, 23 de maio de 2024

QUAL É A PARTE QUE NÃO PERCEBEM?
O presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), Armando Ferreira, decidiu abandonar as reuniões de negociação com o Governo depois de a ministra da Administração Interna ter, esta quinta-feira, proposto um aumento de 180 euros para os polícias.
"Houve um compromisso, por parte do SINAPOL aos seus associados e aos polícias em geral, que a razão de nós estarmos nestas negociações era para igualar o suplemento de missão, que agora está a ser negociado para a PSP, àquele que já é atribuído aos nossos colegas da Polícia Judiciária", começou por dizer Armando Ferreira aos jornalistas à saída do ministério da Administração Interna, onde esteve reunido com a ministra, Margarida Blasco.
Para o presidente do SINAPOL, "ficou bem claro" na reunião de hoje que o objetivo não vai ser cumprido. "A senhora ministra da Administração Interna disse-nos que isso nunca vai acontecer, porque ela não tem capital, não tem meios financeiros", referiu.
Armando Ferreira confessou não acreditar que a situação possa ser revertida. "Se estamos em 180 euros e aquilo que ambicionávamos era atingir um aumento de sensivelmente 600 euros, estamos muito longe", afirmou.
Apesar de ter rejeitado comparecer na próxima ronda negocial, marcada para dia 3 de junho, Armando Ferreira assumiu qu
e pode "rever a decisão" no caso de "receber um sinal do Governo, que seja um sinal forte de que vão haver alterações".

O que se vem passando naquilo a que se refere esta notícia fresquinha é elucidativo do estado em que estamos.

Ninguém ouviu o saudoso Medina Carreira que, se a memória não me atraiçoa disse um dia - Portugal vai empobrecer e com muito barulho!

Como ninguém quer convencer-se do que dizem várias pessoas à muitos anos (e onde me incluo) de que Portugal está a ser desgraçado desde 1991 (este marco é da minha autoria).

Como serão muitos que sabem perfeitamente porque é que Costa aumentou os juízes e a PJ, mas são poucos os que o assumem. 
É que não foi por esses serem poucos, comparados com as dezenas e dezenas de milhares de militares das Forças Armadas, mais as dezenas e dezenas de milhares de agentes da PSP e GNR, mais a quantidade de gente que engloba a ASAE, a Polícia Marítima, Guardas Prisionais, etc. etc.
Foi por outras razões, ou não é óbvio?

As grelhas salariais e estatutos de todas as profissões na chamada máquina do Estado, sejam o funcionalismo público ou os servidores do Estado (i.e. magistrados, militares das Forças Armadas) estão distorcidos, e o resultado é em boa parte o que se assiste nos últimos tempos, com o virador de páginas a ter estado a aldrabar tudo e mais alguma coisa.

Só por soberba e burrice política é que se pode compreender que Luís Montenegro quisesse à viva força sentar-se em S.Bento.
Parece que ainda não percebeu. É o pântano, e não existe agora de repente.

Como disse o inarrável Gaspar nos idos da Troika -  NÃO HÁ DINHEIRO, qual é a parte que não percebem?
António Cabral

sexta-feira, 3 de maio de 2024

PARCERIAS  PÚBLICO-PRIVADAS

Penso que certas criaturas deviam ler com atenção o artigo de Nazaré da Costa Cabral sobre este assunto, publicado na página 31 do Negócios.pt de 26 de Abril de 2024.

AC


quinta-feira, 2 de maio de 2024

QUE PALAVRAS NÃO PERCEBERAM ?

Já não recordo com exactidão mas, salvo erro, na fase inicial do governo de Passos Coelho/ Paulo Portas na sequência dos desgraçados trabalhos impostos pela TROIKA com a assinatura do traumático Memorando assinado pelo PS/ José Sócrates dadas as "aventuras" e desgovernação financeiras de "Sócrates o Tuga", o então ministro Gaspar pronunciou numa conferência de imprensa mais ou menos as palavras que titulam este texto.

E, independentemente, do estilo arrogante (opinião pessoal naturalmente) de Gaspar, da crise brutal em que os socialistas meteram os cidadãos portugueses, de adversidades não controláveis por Portugal, de em algumas áreas se ter ido além da TROIKA (uma cretinice monumental, opinião pessoal naturalmente), e das fragilidades da economia nacional, a realidade é que a esmagadora maioria dos meus concidadãos convenceu-se há muitos anos que Portugal é um país rico como muitos na Europa, e que o dinheiro cai do Céu sem nada fazermos.

A maioria dos meus concidadãos ainda não quis convencer-se de que, com raríssimas excepções em todos os partidos, a maioria de todos os que estão nos partidos vigariza-nos há décadas. E não quero agora ir ate 1800!

A realidade é aquela que se vê, como por exemplo hoje no Parlamento nacional, na casa da democracia, e pelo que ouvi no rádio do carro (ou ouvi mal?), todos os partidos discutem hoje a questões das portagens por exemplo nas A22, A23, A25 e, se percebi bem, desde o execrável Chega (em campanha - eliminar as portagens JÁ - agora quer estudos e que acabem daqui a seis anos) até aos outros, a discussão deverá andar mais ou menos assim - bom, talvez, é assim, vamos ver melhor, se calhar - e com elevada probabilidade, andarão a ver se concordam com resoluções para recomendar ao actual governo isto e aquilo.

Como dizia Gaspar - não perceberam? Não há dinheiro!

Tenho estado a escrever isto porque, como disse, ouvi no carro notícias cobre as As e as portagens, e ouvi também sobre os PSP e os GNR e as reivindicações sobre os subsídios de risco.

O manhoso governo anterior deu dinheiro aos juízes e aumentou a PJ. Porquê?

Porque é sempre bom ter os juízes mais calmos!

Porque é sempre bom ter a PJ mais calma!

Além disso o inerente encargo financeiro anual é suportável!

O manhoso governo anterior não deu dinheiro a mais ninguém!

Porquê? Porque, como dizia Gaspar - NÃO HÁ DINHEIRO!

Porque não é suportável dar o mesmo a dezenas de milhares de PSP e GNR, e ter de dar depois outro tanto a mais umas dezenas de milhares constituídas por, militares, ASAE, guardas prisionais, polícia marítima ETC.

E Porquê?

Como dizia Gaspar - não perceberam? Não há dinheiro!

Portanto, o mau da fita vai ser este senhor PM Montenegro que não percebeu onde se ia meter; ia-se meter no pântano socialista, pântano do qual o manhoso aproveitou logo que surgiu a oportunidade para se pirar.

Montenegro ou não percebeu ou, se percebeu, é politicamente ESTÚPIDO.

Agora estão aí as explosões sociais prontas a surgir. Aguente.

O problema é que sou eu e milhões de outros que nos lixamos.

Ele e os outros companheiros de todos os partidos, regressarão sempre às casas reconstruídas, ou ao parlamento Europeu, ou ao lugar na pesadíssima máquina do Estado, ou ao escritóriozinho, etc. 

AC

domingo, 24 de março de 2024

EXCEDENTE, EXCESSO . . . . .
Já agora será abcesso?

Enquanto preparam a nova narrativa que, estou convencido, não vai tardar a aparecer, pelo menos nos seus contornos mais gerais, leem-se por aí coisas curiosas como por exemplo, 

- espero que o excedente não seja um excesso,
- não sou líder a prazo,
- vou reconstruir uma maioria, 
- Carneiro não é o secretário-geral,
- é praticamente impossível que venhamos a viabilizar um OE,
- a boa situação orçamental deve ser usada já para dar resposta às necessidades,
- temos, neste momento, uma situação económica e financeira que nos permite dar o passo em frente e queremos dar esse passo e estamos disponíveis para que ele seja dado sem calculismos partidários,
- nós, quer queiramos ou não, estamos em diálogo permanente, activo e dinâmico com todas as forças políticas.

Isto promete ser "engraçado" 
AC

quinta-feira, 14 de março de 2024

Limpeza "muito abaixo dos padrões" obriga a encerrar messe da Base Naval de Lisboa

Almirante Gouveia e Melo decretou encerramento. Empresa contratada terá tido salários em atraso com as funcionárias, que fizeram várias greves.
Sérgio A. Vitorino12 de Março de 2024 às 20:33

Pelo que se lê por aí, na Marinha holística, isto está lindo.

Se bem me lembro, na Força Aérea já houve broncas diversas em messes e falcatruas. Naturalmente, este tipo de coisas acontece porque - deixa andar - depois logo se vê.

Esquecem que enquanto se divertem com as altas esferas dos titulares dos órgãos de soberania, aqueles a quem com a maior desfaçatez elogiam constantemente em cerimónias e discursos, já não estão para se submeter a vergonhosas situações como as imagens demonstram.

E, se nos lembrarmos dos últimos anos, é em IPSS, em grandes unidades de saúde, PSP, GNR, santas casas, etc. etc. um etc. que nunca mais acaba.

É uma imagem reveladora do que é Portugal, com pavões a prometer mundos e fundos e o básico para as pessoas …. que se lixe.

O que as imagens mostram, eloquentemente, é incompetência interna, laxismo, ausência de fiscalização continuada.

Será que tudo isto tem, também, a ver com os elevadíssimos salários dos militares, com o estrangulamento financeiro a que há décadas os governos PSD e sobretudo PS (que nisso são especialistas) têm dedicado com denodo às Forças Armadas?

É que para mandar cuecas e outras coisas para a Ucrânia o dinheiro não dá para tudo.

AC

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

PORQUE RAZÃO DETESTAM a VERDADE
PORQUE RAZÃO NÃO OS DESMENTEM

MENTIR - afirmar como verdadeiro o que se sabe ser falso, ou negar o que se sabe ser verdade; enganar.

Umas das várias coisas para que continuo a não encontrar explicação cabal, convincente, uma explicação clara em que até a minha idosa vizinha lá na aldeia perceberia, é a persistência de se afirmarem coisas como verdadeiras sabendo (não podem deixar de saber) quem assim procede (e muitas vezes até com uma enorme desfaçatez) ser falso o que afirmam. 
Por parte de políticos, dirigentes, responsáveis os mais diversos, quer na pesadíssima máquina do Estado que inclui civis e militares, quer nos organismos e empresas e organizações as mais diversas.

É a continuação da negação da verdade sem que, em regra, sejam desmentidos.
Com raríssimas excepções não são desmentidos.

No presente, naquilo a que chamam a pré-campanha eleitoral, só um surdo não detecta o que por aí vai de demagogia e, não raras vezes, mentiras descaradas.

Há poucos dias, a líder do BE invocou um suposto caso passado com uma sua avó (podia ter referido se materna ou paterna).
Pelo que se lê por aí, e creio até que já foi confrontada olhos nos olhos num canal de TV sobre esse assunto, divagou, encolheu-se, e ficou claro que a história contada por ela tem sustentáculo mais que duvidoso, sustentáculo no éter, para não ser mais rigoroso.
Não perco mais tempo com semelhante criatura.

E no mundo civil, no mundo nomeadamente político nacional, os casos são tantos que duas páginas provavelmente não chegariam para, apenas, listar os inúmeros casos, vergonhosos.

Recordo assim, um caso diferente, militar.

Li por mais de uma vez que haverá um navio "revolucionário", que um estaleiro na Roménia terá a construção a seu cargo, e cujo casco é desejado que seja lançado à água até Janeiro de 2026, e é de concepção portuguesa (????). 
Isto vem sendo regularmente passado para diferentes OCS.
Lançado à água em Janeiro de 2026? 
Um casco de navio que, anunciam, terá se percebi bem um deslocamento de 5000 a 7000 toneladas? Hummm…...

Refiro-me ao navio "revolucionário" capaz de lançar, operar e recuperar veículos não tripulados (vulgarmente conhecidos por drones), sendo a base para o seu controlo e guarda, sejam eles terrestres, marítimos ou aéreos. 
Navio que se espera venha a ser quase todo pago pelo célebre PRR.
Veremos!

O que tem sido propalado é que o conceito é português (????).
Ora, depois de várias pesquisas e, também, a leitura de textos escritos por quem em Portugal sabe destes assuntos e em profundidade, verifica-se que, designadamente no Reino Unido e nos EUA, e há vários anos já (desde pelo menos 2007), foi apresentado um navio deste género, com este conceito. 

Mas do que se sabe, nomeadamente naqueles países, as coisas não correram nada bem, durante muitos anos.
Sei que existem ensaios vários neste âmbito, em outras marinhas de guerra.
Mas há registos de, sucessivas avarias, dificuldades de reconfiguração para diferentes missões, operacionalidade baixa, deficiências de projecto não solucionadas, etc. 
E dinheiro GASTOOOOO, muito DINHEIROOOOOO.

Do que vem sendo periodicamente vertido para a comunicação social, que habitualmente retransmite sem escrutínio, o dito disruptivo, multifuncional e verde navio estará destinado sobretudo para missões civis. 
Pelo que se percebe, aparentemente, está-se perante algo de elevadíssima e diversa tecnologia. 
Toda solidamente comprovada? Tudo inventado em Portugal?

Eu aprecio mais rigor. Nunca apreciei demagogia, aldrabice e e não aprecio egos inchados.
Claro que se vier a dar para o torto (não é esse o meu desejo) entrará em acção o famoso decálogo de projecto.  Sabe-se como acaba.
Vários, nessa altura, bem ao fresco, porventura condecorados.

Porque não se fala com rigor? Porque detestam a verdade?
Porque é que os OCS se ajustam assim?
Porque se esquecem que não há milagres, e que o barato quase sempre sai caro? 

Navios para andar no Atlântico Norte, em toda a brutal massa oceânica onde Portugal tem jurisdição, para o exercício da tão descurada autoridade do Estado, dificilmente por lá poderão andar se pretenderem ser navios tipo Bimby, ter tudo para tudo fazerem.

A Bimby faz sopas, puré, gelados, almôndegas, arroz, carne guisada, peixe, suflê de bacalhau, bolos, eu sei lá. 
Mas se, reconhecidamente, é um bom auxiliar de cozinha (temos uma cá em casa), nada como comida mais a sério, tradicional, portuguesa. 
António Cabral (AC)

Ps: já agora, vou vendo ao longo do tempo anúncios de navios vários (oxalá se concretizem) para a Marinha.
Verifico que tem sido o actual chefe da Marinha a anunciar.
Sabendo das competências que existem, no âmbito do governo e nomeadamente do ministério da defesa dita nacional e do Estado-Maior General das Forças Armadas, só posso presumir que o chefe da Marinha foi sendo devidamente autorizado e mandatado para fazer tais anúncios de aquisição de novos meios para este ramo das forças armadas.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

NÃO HÁ DINHEIRO?
Não há dinheiro para aumentar os vencimentos de, militares das Forças Armadas, agentes da PSP e da GNR, bombeiros, médicos, professores, enfermeiros, oficiais de justiça, e um infindável número de profissionais de diferentes carreiras.

Não há dinheiro?

Há e muito com certeza pois se não houvesse, não daria para pelo menos uma escola para a Ucrânia, para aumentar de 40 milhões para 60 milhões a cooperação com a Guiné-Bissau, para entregar a Angola 30 e tal milhões para um museu, fora o muito que estará escondido.

Já para não falar nas ajudas de custo para os deputados deslocados, com retroactivos a 2023 segundo percebi. Ou percebi mal?

Não há dinheiro? Tenham vergonha!
AC

sábado, 13 de janeiro de 2024

DINHEIRO DOS NOSSOS IMPOSTOS


Presumo que o que acima reproduzo corresponde à realidade ou seja, que o governo português, na sua legítima acção executiva, decidiu apoiar a reabilitação de uma fortaleza existente em Luanda, Angola, a qual presumo estará num estado calamitoso.

Antes de prosseguir, há sempre dinheiro para muita coisa legitimamente questionável mas, para pagar melhores vencimentos a militares ou forças de segurança, ou tratar de que os modernas bombas para diabéticos sejam distribuídas, ou preparar as celebrações a Camões, ou para unidades de saúde familiar, ou olhar às corporações de bombeiros, já não há.
Continuando.

Do que se lê em cima há ainda uma particularidade apontada e que é a recuperação da fortaleza para nela posteriormente ser instalado um Museu, que as autoridades Angolanas designarão, ao que parece como  Museu da Libertação Nacional de Angola.

Por fim, há umas linhas sobre o que a criatura que momentaneamente capitaneia (??) o Palácio das Necessidades terá bolsado em Luanda. Por razões higiénicas passo à frente dessa parte.

Não é de agora, pouco ou muito, há sempre dinheiros dos nossos impostos cuja aplicação é quase sempre pouco compreendida. 
Muitas vezes até nem temos notícia dos desvarios.
Muitas vezes porque a quem competia promover a transparência nunca o faz, porque nada explicam, porque nada justificam. 
Pesporrência e arrogância sempre absolutas.

Quando li isto questionei-me: este dinheiro será bem ou mal empregue? Não sei, ninguém explicou ou melhor, eventualmente por inépcia minha, não encontrei explicação.

Ficaram-me as dúvidas seguintes:
- a fortaleza estava em bom ou mau estado quando da independência de Angola?
- Se estava em bom estado não consigo compreender esta pornográfica generosidade socialista, generosidade sempre com o dinheiro dos outros. Generosidade a que Marcelo, julgo, não terá votado um segundo a comentar.
- Se já estava em mau estado, porque carga de água temos de o recuperar agora? Por mim, isto é mais do  que inconcebível que Portugal gaste dinheiro naquilo quando estamos aqui com tantas aflições.

Portanto, como ninguém certamente explicará os contornos deste deboche socialista iremos ter certamente dentro de alguns anos um local para em Angola insultarem os portugueses.

É para mim indesmentível que ao longo da nossa história, COM OS OLHOS E VALORES DE HOJE, aconteceram imensas coisas altamente reprováveis. Como aconteceu com imensos senão TODOS os países. 

Mas da nossa história muito temos com que nos honrar e muito temos para celebrar. 
Este governo esbanja dinheiro com isto e outras coisas como agendas para isto e para aquilo. 
E pagar aos médicos e enfermeiros e assistentes operacionais?
E celebrar decentemente Camões?
E os nossos diversos e necessitados museus, não mereciam ter parte substancial desses 34 milhões?

Ah, segredam-me aqui ao ouvido que, qualquer dia, a luminária criatura que decidiu isto é capaz de mandar gastar uns milhares ou milhões a mandar construir pranchas de surf.

O que ocorre é isto: um nojo.

António Cabral