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quarta-feira, 3 de junho de 2026

O C E A N OS
OBJECTIVOS, PROJECTOS, . . . . . e . . . REALIDADE

Li em tempos isto, que,

Até ao fim do ano, Portugal poderá ter “entre 27 e 30%” de áreas marinhas protegidas.
Ministra do Ambiente espera ter classificadas áreas de Gorringe e Cascais, Sintra e Mafra antes de 2026, o que colocará Portugal muito perto dos objectivos de protecção de 30% das águas marinhas
.

E que tal olhar seriamente para o controlo das nossas extensas ZEE, para o que são necessários, navios da Marinha adequados, meios da Autoridade Marítima Nacional, Polícia Marítima, fuzileiros, meios aéreos da Marinha e da Força Aérea, colaboração com a PJ como excelentemente tem havido desde há anos com elementos da PJ embarcados em meios da Marinha ?

Melhorar a organização, e o planeamento, e os meios.
Só paleio não chega.
AC

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

A   PROPÓSITO   de . . . .

Solidariedade, compromissos, e tratar dos nossos interesses

A este propósito dei de caras há dias com a notícia seguinte:

A Polícia Marítima, que se encontra a participar na missão “Greece 2025”, anunciou este sábado ter resgatado 78 migrantes que se encontravam numa zona costeira isolada, sem acesso terrestre, na ilha grega de Gavdos.

Segundo um comunicado da Autoridade Marítima Nacional (AMN), o resgate dos 78 migrantes decorreu durante dois dias.

Durante a operação, com coordenação operacional das autoridades gregas, os elementos da Polícia Marítima alcançaram um grupo de migrantes, tendo procedido ao seu resgate em segurança para a embarcação “Molivos”, em situações adversas, “implicando a movimentação dos migrantes através do mar para bordo a embarcação”.

O comunicado indica que “o grupo foi transportado para o porto e entregue às autoridades locais para os procedimentos legais de identificação e registo”. “Ao longo da operação, foram identificadas situações de especial vulnerabilidade, o que exigiram acompanhamento direto e constante por parte dos operacionais”, acrescenta a nota, sem especificar.

A missão “Greece 2025” é coordenada pela European Border and Coast Guard Agency (Agência FRONTEX).

“Desde o início da participação portuguesa no Mediterrâneo oriental, a Polícia Marítima tem desempenhado um papel único e fulcral, o qual tem sido reconhecido inúmeras vezes pelas autoridades gregas, nomeadamente em múltiplas ações de salvamento e resgate de migrantes, em estreita coordenação da Guarda Costeira Grega”, sublinha a AMN no comunicado divulgado este sábado.

O meu melhor amigo militar é almirante, reformado, e ao longo dos anos foi-me contando muita coisa sobre a sua profissão mas sobretudo  muita coisa inerente ao serviço público e aos nossos interesses no mar, as águas costeiras e as ZEE onde temos jurisdição.

E recordo de em tempos o meu amigo me ter falado das imensas e crescentes dificuldades sentidas quer pela Marinha quer pela Autoridade Marítima, quer pela Polícia Marítima.

Quer em meios materiais, humanos e financeiros.

Pela notícia supra e depois de também ouvir o inarrável MDN Nuno Melo presumo que os quadros da Política Marítima aumentaram relevantemente, não havendo certamente já as dificuldades de outrora por exemplo em meios humanos para actuação no Continente e Regiões Autónomas.

Presumo ainda sobretudo fazendo fé em Nuno Melo, que as manutenções dos navios serão agora asseguradas em tempo adequado e que nos Açores e Madeira serão finalmente mais os meios navais disponíveis para cobrir as ZEE respectivas em colaboração com a Força Aérea.

Agora é que é. 

AC

quarta-feira, 24 de julho de 2024

CRÓNICA da PRAIA
VEJAMOS,
Se verifico que este e outro andam aqui sempre em frente à praia, entre as zonas da Manta Rota e Altura e cerca das 1000/ 1030 horas partem em direção a Vila Real da Santa António, 
- se verifico que o radar da GNR cimeiro à Praia Verde está sempre a rodar supondo-se portanto operacional, 
- se verifico que nunca aparece lancha da Polícia Marítima, 
- se verifico que não aparece uma daquelas soberbas lanchas da GNR,
- se não se vislumbra navio patrulha da Marinha,

posso concluir que está autorizado a arrastar tão perto das praias?
AC

sábado, 22 de junho de 2024

O  COSTUME
NOVAMENTE a AMÊIJOA, a GNR, 
ou o ELOQUENTE EXEMPLO de ESTADO FALHADO

Há dias a GNR fez mais uma apreensão, apreendeu mais de 600 Kg de amêijoa-japonesa, no concelho de Alcochete. Foi identificado um homem, com 43 anos, que transportava os bivalves.

A notícia referia ter havido uma intercepção de um veículo, e a GNR constatou a inexistência de documento de registo, assim não se sabendo a origem dos bivalves e, portanto, se haviam sido cumpridas "todas as normas legais obrigatórias" havendo a possibilidade de os bichos em causa constituirem um perigo para a saúde pública.

Claro que se seguiu a treta do costume, identificação do condutor do veículo, elaboração de auto de contra-ordenação, e destruição dos bichos. Não refere a notícia quem fez e onde a destruição. Nem o que sucedeu ao homem, se vai ter de prestar declarações mais tarde, apresentar-se, etc.

Muita gente nos concelhos de Alcochete, Montijo, Moita, Barreiro sabe, HÁ ANOS, HÁ ANOS, a pouca vergonha que se passa quanto a estes excelentes contribuintes para a economia nacional e segurança social.
Muita gente sabe, e vê passar os veículos, e vê com o tempo apareceram novos tipos com ar de mandantes, e desaparecerem outros.

A esmagadora maioria dos dormitórios desta gente que se observa diariamente nas águas do Tejo nas zonas das diversas localidades dos concelhos citados e que bem se observa da ponte Vasco da Gama, é em quintas mais ou menos desertas ou esquecidas, contentores, casebres  nos cascos velhos das vilas etc.

Muita gente assiste às vezes à pesagem dos sacos de rede com os bivalves apanhados, nos passeios junto das carrinhas que as transportarão, ás vezes até quase nas barbas de quem devia saltar-lhes logo em cima.

Não há notícia em jornais, nem pequenas reportagens periódicas nas TV que levem as diferentes autoridades a alterar esta situação e a acabar com esta pouca vergonha.

Pouca vergonha porque há, 
- porventura máfias por trás disto,
- redes de tráfico humano,
- autarquias que não controlam os alugueres a esta desgraçada gente,
- fraude fiscal,
- atentados à saúde pública,
- provavelmente, correlacionado com isto, as questões de drogas,

e vêem-me dizer que aqui está um exemplo de pujante ajuda à economia? Descontam para a segurança social? 
Em bom portugês "o Tanas"

GNR, Polícia Marítima, Capitania do porto de Lisboa, Autoridade Marítima Nacional, Ministérios da Saúde, Administração Interna, Finanças, Defesa Nacional, governos, ninguém olha para isto 
seriamente.

Isto não é nem pouco mais ou menos um dos problemas mais sérios que a sociedade portuguesa enfrenta.
Mas é um bom indício de como isto tudo está.
Oxalá eu esteja enganado, e admito até poder estar a ser injusto mas, quando nem isto é resolvido, posso legitimamente concluir que o Estado português está quase sem conserto?

Seja a economia (assente em grande parte no turismo?), as finanças, as Forças Armadas, o ordenamento territorial, as florestas, a agricultura, o problema da água, a descentralização, a corrupção, os sistemas regulatórios, as forças de segurança, o combate às gravíssimas desigualdades sociais, a fiscalidade, os aeroportos, os portos, a industrialização do país, a habitação, as autarquias, o controlo das ZEE, etc., como estamos realmente, de verdade?
Que rigor? Que organização?
Que Estado é este, neste estado?

Aguardemos
AC

quinta-feira, 2 de maio de 2024

QUE PALAVRAS NÃO PERCEBERAM ?

Já não recordo com exactidão mas, salvo erro, na fase inicial do governo de Passos Coelho/ Paulo Portas na sequência dos desgraçados trabalhos impostos pela TROIKA com a assinatura do traumático Memorando assinado pelo PS/ José Sócrates dadas as "aventuras" e desgovernação financeiras de "Sócrates o Tuga", o então ministro Gaspar pronunciou numa conferência de imprensa mais ou menos as palavras que titulam este texto.

E, independentemente, do estilo arrogante (opinião pessoal naturalmente) de Gaspar, da crise brutal em que os socialistas meteram os cidadãos portugueses, de adversidades não controláveis por Portugal, de em algumas áreas se ter ido além da TROIKA (uma cretinice monumental, opinião pessoal naturalmente), e das fragilidades da economia nacional, a realidade é que a esmagadora maioria dos meus concidadãos convenceu-se há muitos anos que Portugal é um país rico como muitos na Europa, e que o dinheiro cai do Céu sem nada fazermos.

A maioria dos meus concidadãos ainda não quis convencer-se de que, com raríssimas excepções em todos os partidos, a maioria de todos os que estão nos partidos vigariza-nos há décadas. E não quero agora ir ate 1800!

A realidade é aquela que se vê, como por exemplo hoje no Parlamento nacional, na casa da democracia, e pelo que ouvi no rádio do carro (ou ouvi mal?), todos os partidos discutem hoje a questões das portagens por exemplo nas A22, A23, A25 e, se percebi bem, desde o execrável Chega (em campanha - eliminar as portagens JÁ - agora quer estudos e que acabem daqui a seis anos) até aos outros, a discussão deverá andar mais ou menos assim - bom, talvez, é assim, vamos ver melhor, se calhar - e com elevada probabilidade, andarão a ver se concordam com resoluções para recomendar ao actual governo isto e aquilo.

Como dizia Gaspar - não perceberam? Não há dinheiro!

Tenho estado a escrever isto porque, como disse, ouvi no carro notícias cobre as As e as portagens, e ouvi também sobre os PSP e os GNR e as reivindicações sobre os subsídios de risco.

O manhoso governo anterior deu dinheiro aos juízes e aumentou a PJ. Porquê?

Porque é sempre bom ter os juízes mais calmos!

Porque é sempre bom ter a PJ mais calma!

Além disso o inerente encargo financeiro anual é suportável!

O manhoso governo anterior não deu dinheiro a mais ninguém!

Porquê? Porque, como dizia Gaspar - NÃO HÁ DINHEIRO!

Porque não é suportável dar o mesmo a dezenas de milhares de PSP e GNR, e ter de dar depois outro tanto a mais umas dezenas de milhares constituídas por, militares, ASAE, guardas prisionais, polícia marítima ETC.

E Porquê?

Como dizia Gaspar - não perceberam? Não há dinheiro!

Portanto, o mau da fita vai ser este senhor PM Montenegro que não percebeu onde se ia meter; ia-se meter no pântano socialista, pântano do qual o manhoso aproveitou logo que surgiu a oportunidade para se pirar.

Montenegro ou não percebeu ou, se percebeu, é politicamente ESTÚPIDO.

Agora estão aí as explosões sociais prontas a surgir. Aguente.

O problema é que sou eu e milhões de outros que nos lixamos.

Ele e os outros companheiros de todos os partidos, regressarão sempre às casas reconstruídas, ou ao parlamento Europeu, ou ao lugar na pesadíssima máquina do Estado, ou ao escritóriozinho, etc. 

AC

quinta-feira, 14 de março de 2024

P A U L A T I N A M E N T E

Lembrei-me desta palavra, constantemente usada por Pizarro nas suas maravilhosas aparições públicas.

Porque, paulatinamente, muito devagarinho, mansamente, pelo rumo que isto vem tomando, vai ser nas forças de segurança, vai ser com militares mais tarde ou mais cedo.

Oxalá que não, mas creio estarmos a poucos centímetros do que o boneco em baixo procura representar. 

Representa uma versão adocicada de tempos passados, que uns agora afirmam - não senhor, que exagero dizer isso. Repito, oxalá que não.

Tudo cool, meu!

AC

domingo, 14 de janeiro de 2024

ESTADO.  AUTORIDADE  do  ESTADO
Dizem por aí que, "em 2023, saíram diariamente do rio Tejo cerca de sete toneladas de amêijoa-japonesa, o que perfaz um total de aproximadamente 2.550 toneladas. Destas, de acordo com a Polícia Marítima, terão sido apreendidas cerca de dez toneladas. Uma percentagem ínfima de um negócio ilegal que já extravasa a fronteira e que até já foi referenciado na Polónia".

Dizem também por aí - É uma ou a mais rentável de todas as atividades que se fazem ilegalmente naquele curso de água e que é explorada, de acordo com os investigadores contactados pelo Negócios, por "máfias". A amêijoa, que é vendida para países como a Espanha, França, Itália, Países Baixos ou Polónia, não é, no entanto, caso único. Há também redes organizadas que se dedicam à captura e venda de espécies muito valiosas, como são a corvina e, sobretudo, o meixão, ao qual as comunidades piscatórias, conscientes do seu valor comercial, apelidam de "ouro do rio".

Há quem indique que - "apanhar amêijoa-japonesa no Tejo pode ser mais rentável do que traficar droga". "No tráfico de droga, a moldura penal pode acabar numa condenação mínima de oito anos, para além da apreensão de bens e diversas restrições envolvendo várias gerações de familiares. Na amêijoa, o risco é bem menor. Os materiais utilizados são apreendidos, assim como os bivalves, mas condenações, de quatro ou cinco anos, são sempre suspensas por igual período. Ainda por cima, nos tribunais, há muita gente que desconhece a gravidade deste delito. Há funcionários judiciais e até magistrados que só muito recentemente se começaram a aperceber da gravidade destes casos".

Portanto, com base nisto, ilegalidades várias, imigração ilegal, fuga ao fisco, atentados à saúde pública, exploração de seres humanos, e à mistura a criminalidade diversa.
A GNR, a Polícia Marítima, as autoridades nos ministérios, das finanças, do ambiente, da economia, a ASAE, etc., desconhecem estas coisas? Porque não se acaba com isto?
E o panorama diário que se avista da ponte Vasco da Gama?
E não se sabe onde habitam (????) as centenas de criaturas romenas, asiáticas brasileiras e outras?
Sabe-se isto e muito mais.

Aqui está mais um excelente exemplo do não exercício da autoridade do Estado, da inoperância de diversas autoridades.
Falência completa, nas barbas de centenas de concidadãos em Alcochete, Seixal, Montijo, Rosário, Samouco, etc.

Mais um excelente exemplo do controlo de fronteiras, da integração de estrangeiros. etc.
Depois admiram-se.
AC 

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Três casos este ano no Algarve. Lanchas apreendidas já estavam a ser usadas em operações policiais contra redes.
As redes de tráfico marítimo de haxixe entre o Norte de África e a Península Ibérica estão a apostar no furto de lanchas rápidas das autoridades portuguesas e espanholas atracadas a sul para travar as operações de combate ao transporte da droga para a Europa e recuperar embarcações apreendidas.
(Jornal de Notícias)

Li isto no Jornal de Notícias.
O jornal não relata nada sobre o responsável da GNR na zona. 
O que quero dizer é que, contrariamente ao que aconteceu (exonerado) ao até há poucos dias oficial (da Marinha) responsável pela autoridade marítima em Faro / Algarve, o responsável da GNR parece poder estar descansado pois nenhuma lancha foi ainda roubada. Só têm tentado.

O que tenho pena é que tão pouco a jornalista aprofunde.

Por exemplo, averiguar quantos homens tem a GNR no Algarve e comparar isso com os efectivos da Polícia Marítima no Algarve, VRS António, Tavira, Faro, Portimão, Albufeira, Lagos.

Aposto que num primeiro momento a jornalista ficaria de olhos esbugalhados, depois talvez se risse. . . . . ou chorasse.

A jornalista podia por exemplo relatar se será verdade que num dos casos a GNR deu conta da marosca quando os meliantes já estavam há vários minutos dentro da lancha que se preparavam para roubar.

A jornalista podia investigar que meios navais a GNR tem no Algarve e comparar com os da Marinha e com os da Autoridade Marítima para o Sul de Portugal Continental. Ria-se ou chorava?

Enfim, a jornalista podia querer investigar outras coisas. 

Por exemplo, 
- saber se em 2022 e até Agosto do corrente ano, a tutela da Autoridade Marítima (que é a ministra da defesa) alguma vez esteve no Algarve a inteirar-se dos problemas diversos de que enferma a Autoridade Marítima, designadamente para o combate ao tráfico de estupefacientes e de pessoas,

- saber se a tutela da GNR (MAI) alguma vez esteve no Algarve a inteirar-se dos problemas diversos de que enferma a GNR designadamente para o combate ao tráfico de estupefacientes e de pessoas,

- saber se os responsáveis directos pela Polícia Marítima e pela GNR que estão sentados nos seus confortáveis gabinetes de ar condicionado em Lisboa, conhecem de facto, repito, se conhecem de facto por os inspecionarem com regularidade, os vários postos da GNR no Algarve e as várias Capitanias de Portos no Algarve.

Se a jornalista investigasse a sério, será que facilmente descobriria o significado de - incompetência e arrogância de certas chefias?

Aposto que sei as respostas. 
O meu melhor amigo militar, que é almirante reformado, nunca errou nas informações/ notícias/ explicações que me transmite.
AC

terça-feira, 11 de abril de 2023

UMA das MUITAS VERGONHAS em PORTUGAL

A falta de polícia marítima na Praia de Carcavelos: um déjà vu
Aníbal Rosa, 09 Abril 2023, Diário de Notícias

Mais um verão se aproxima e no que diz respeito ao Security e Safety na costa portuguesa, tudo continua a piorar neste país à beira mar plantado.

A falta gritante de elementos da polícia marítima, muito por falta de recrutamento nos últimos anos, pelo envelhecimento dos operacionais e pela falta de vontade política do aumento da corporação, leva a que estes profissionais tenham de se desdobrar diariamente para poder acorrer a todos os incidentes registados na costa portuguesa.

O número de efetivos da polícia marítimajá não chega ao meio milhar, distribuídos pelo continente e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, com tendência a diminuir drasticamente nos próximos seis anos com a saída em massa dos elementos policiais recrutados há 25 anos atrás por altura da Expo 98.

Podemos afirmar com toda a certeza que, com os níveis de recrutamento dos últimos anos e a saída para a aposentação destes policias, o futuro desta corporação está gravemente ameaçado, o mesmo será dizer, condenada à extinção.

As missões existentes e o número de operacionais da polícia marítima disponíveis leva a que as mesmas sejam realizadas com elevado grau de perigosidade para os agentes, sem qualquer tipo de apoio no terreno, pondo em causa a sua integridade física como pudemos assistir, mais uma vez, na praia de Carcavelos há uns dias.

Nos vídeos que circularam nas redes sociais, somente dois agentes da polícia marítima de Cascais estavam disponíveis para a multidão de jovens enfurecidos que se encontravam na praia. Estes dois agentes corajosamente tentaram sanar os ânimos, tentando proteger quem era para proteger, mas sem possibilidade de fazer muito mais.

Este é efetivamente o exemplo dos 28 comandos locais da polícia marítima existentes no país, comandos sem efetivo, muitos só com um elemento policial, outros fechados à noite e a maior parte deles sem viaturas e meios aquáticos para operar! Uma vergonha nacional!

Perante cenários de violência gratuita como este, que vão crescendo um pouco por toda a Europa e que se repetem todos os anos nas praias da linha, o comando da polícia marítima anunciou com toda a pompa e circunstância que nos dias imediatamente a seguir, terá havido um reforço policial da mais agentes da polícia marítima em Carcavelos, mas a verdade, é que o reforço de mais dois homens, oriundos de outro comando, não chegam sequer para as "encomendas". Para além disso, a vinda destes homens em reforço para a polícia marítima de Cascais, faz com que o seu comando de origem fique desguarnecido, com menos duas unidades.

Senhores governantes deste país, de uma vez por todas, digam que Polícia Marítima querem para Portugal, pois nestas condições esta polícia já não tem capacidade para garantir a integridade física dos seus próprios homens e mulheres, quanto mais segurança do Cidadão.

Aníbal Rosa, Associação-Sócio Profissional da Polícia Marítima

Este artigo dá conta, superficialmente, de uma das muitas pouca vergonhas existentes em Portugal. 
Pouca vergonhas que crescem, sob o olhar e riso patético do actual homem em S.Bento.

AC

terça-feira, 8 de novembro de 2022

AINDA a PROPÓSITO dos TIPOS das AMÊIJOAS

Eu e poucos mais refilamos há anos sobre isto. Claro que não serve para nada, estão-se borrifando.

Mas a um autarca do próprio partido, aliás um homem que se tem revelado um bom autarca, dizem-lhe - que cada um olhasse para a parte que lhe competia (ver no final da quarta coluna esta típica resposta socialista).

Talvez o autarca de Alcochete possa pedir uns "dronezinhos" ao almirante Gouveia e Melo, que é aliás Autoridade marítima Nacional

AC


sábado, 13 de agosto de 2022

E  CONTINUA……

O quê ?

A pouca vergonha! No caso, sobre as saborosas, frescas, nutritivas, óptimas para a saúde, AMÊIJOAS!

Bichinhos que as dezenas de empreendedores nos arranjam, e que tão bem devem fazer à saúde. Basta andar pelas zonas que se mostram nas fotografias para ter a certeza que nem 0,00005 % de poluição existe aqui no Tejo.

As fotografias mostram as dezenas que vão para as zonas de maré baixa, parqueando as magníficas viaturas, por exemplo, nas zonas da antiga seca do bacalhau entre Alcochete e Samouco. Mas se forem pela orla até Cacilhas encontram mais do mesmo.

Em anteriores textos sobre este tema falei e mostrei fotografias acerca dos que vão para o meio do Tejo, em magníficas barcoitas, certamente todas legais aos olhos da Autoridade Marítima!

A pouca vergonha prossegue e ninguém mexe um dedo.


AC

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

PELA PRAIA
Neste mês de Julho tenho assistido a várias coisas no que a banhistas respeita. Algarve, para Leste de Tavira.
Desde um energúmeno velejador que repetidamente se aproximava com a sua embarcação da zona de banhistas, aos da bola com a dita redonda a voar para perto de pessoas embora, para sorte e bem deles, nunca tenha vindo para as minhas proximidades, aos "que lhes devo chamar"? que ainda obrigam filhos pequenos a ir dentro de água apesar dos berros lancinantes das crianças - sim ainda há disto e muito mais! - têm sido umas semanas curiosas.
Com o sacana do vento sempre a chatear (é mesmo com esta linguagem).
Fiquei com algumas dúvidas sobre a perícia nadadora de alguns turistas e alguns tugas.
Faz bem a autoridade marítima patrulhar os longos areais. 
Manter a Polícia Marítima e o ISNaufrágos a patrulhar, a vigiar, a estar atento.
Embora não esteja convencido do porquê de uma vez uma das viaturas da PM passar junto à água.

Ah, outra coisa curiosa e já referida em outro post, a granfinagem que anda pelo hotel. O mais fino, aliás um grande finório, é mesmo um "soba". Os vários que o foram cercando e cumprimentando - "já sabia que o Jorge já tinha chegado" !!!!!! Que pachorra!

AC

quinta-feira, 26 de julho de 2018

TEJO.  APANHA ILEGAL de BIVALVES
Quem tem que olhar para a pouca vergonha que há anos se pratica à vista de todos, e que alastra com a maior descontração?
Naturalmente o governo, em primeiro lugar. 
E, no mínimo, entidades como, o ministério do ambiente, ASAE, GNR, Capitania do Porto de Lisboa, SEF, Polícia Marítima, Autoridade Marítima Nacional, câmaras municipais do arco ribeirinho Sul.
Designadamente o jornal Expresso fez há tempos uma longa reportagem sobre o assunto. Em jornais da região, na margem Sul do Tejo,  o tema é periodicamente abordado.
O que está em causa?
Questões de saúde pública, imigração ilegal, actividade comercial ilegal, criminalidade, exploração/ tráfico de pessoas, completo descontrolo de entradas de cidadãos estrangeiros.
Diz-se que a maior parte dos bivalves diariamente apanhados e pesados nas barbas de toda a gente que passa nas zonas ribeirinhas em causa vai directamente para Espanha. 
Já terá sido visto, por exemplo, um saco de rede encarnado cheio de bivalves ser pesado e poucos segundo depois uma nota de dez euros ser entregue ao desgraçado dentro do fato de mergulhador meio roto.
Porque não estancam isto?
Para não aumentar a criminalidade em, Alcochete, Barreiro, Montijo, Samouco, Rosário, Moita, Alhos Vedros, Seixal?
Não sabem onde eles moram/ dormem?
Desconhecem o que se passa nos "cascos velhos" de certas localidades do arco ribeirinho Sul?
Em que sociedade nos estamos a transformar?
Que poucas vergonhas das mais variadas espécies vamos engolindo?
AC

terça-feira, 17 de julho de 2018

PEIXES MORTOS.  POLUIÇÃO
Chegou-me ás mãos um "jornaleco", dos muitos regionais/ distritais/ locais, chamado "Diário da Região - O diário do distrito de Setúbal" (tem 8 folhas, sai ás sextas-feiras).
Aquele a que me quero referir é o do passado dia 13 de Julho e que na página 6, trás um artigo sobre o título do post, onde o actual presidente da CMAlcochete refere aspectos diversos relativos ao aparecimento recente de peixes mortos na zona de Alcochete e no Samouco, tal como "- espumas muito pouco habituais".
Como conheço alguma coisa das realidades dos locais citados, devo dizer que não é a primeira vez que detecto o aparecimento de peixes mortos ao longo dos km da chamada praia dos moinhos. Neste passado muito recente foi de facto maior a quantidade de peixes mortos.
Quanto ás espumas a que se refere o autarca e que diz pouco habituais, devo dizer que não são assim tão pouco habituais.
São tão pouco habituais que, designadamente ao longo dos últimos 10 anos, fui coligindo fotografias dessas espumas, a maioria das quais fui deitando fora pois, caso contrário, os meus registos fotográficos ficariam ainda mais "apertados"
Mas deixo aqui um "apetizer" sobre as tais espumas pouco habituais. As 3ª e 4ª fotografias são desta manhã, 17 JUL 2018.
De qualquer forma quer eu quer certamente o autarca podemos estar muito descansados, pois estas coisas têm estado nas mãos do ministro do ambiente, o que é garantia de...................
AC

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

FORÇAS ARMADAS, POLÍCIA MARÍTIMA, BE e PCP
Sobretudo o BE, no parlamento e em Lisboa, anda sempre muito entretido com coisas muito prementes para a sociedade, para os portugueses em geral. Muito prementes, urgentes.
Tenho-me dado ao trabalho de procurar o que ao longo dos últimos tempos o BE e o PCP, cada um á sua maneira, têm procurado exigir à geringonça, sendo claro que existem áreas/ temas/ assuntos mais queridos de um ou do outro.
É um trabalho misto de interessante e vomitante, dada a natureza e demagogia de alguns temas.

Salvo melhor opinião, o PCP está mais à vontade com os assuntos respeitantes a Defesa Nacional, Forças Armadas (FA), Forças de Segurança (FS), e não é de estranhar dado o "curriculum" nessas matérias. Então no que respeita a FA sempre procuraram ser cautelosos, e creio que assim mais ou menos ainda continuam.

Isto dito, não deixa de ser para mim interessante que, gradualmente e dada a luta por zonas de influência, BE e PCP (i.e. Autoeuropa) apareçam com mais frequência com mais ou menos as mesmas reivindicações e protestos.
Parece-me ser o caso quanto aos estatutos dos militares das FA e ao desejo que têm em conseguir a separação/ corte definitivo da Polícia Marítima (PM) da Marinha de Guerra. E quanto a forças de segurança a luta prossegue também.

Num passado não muito longínquo, exigiram (exigem sempre) ao governo clarificações quanto à lei orgânica da Polícia Marítima. Posso estar enganado, mas creio que mais ou menos o Governo se tem estado nas tintas para essas pressões. 

Pessoalmente, penso que bem no que respeita à Polícia Marítima, pois num País com tão escassos recursos não me parece ajuizado não aproveitar  sinergias, não aproveitar recursos que podem ser utilizados em diferentes vertentes, de natureza civil e outras de natureza militar. E nem quero olhar para as duplicações formais entre a GNR com as suas "pomposas/ ridículas" lanchas (a maioria paradas e sem capacidade para mar aberto) e a Polícia Marítima.
Do que fui lendo ao longo dos anos penso que relativamente à Polícia Marítima muita postura errada do passado foi grandemente corrigida. 
Portugal é um País pobre, muito pobre, e isso não deve ser perdido de vista. 
Pelo que me fui interessando pelo assunto, e de que sei pouco, penso no entanto que a Marinha tem colaborado cada vez mais, dentro dos seus recursos, em missões e tarefas em que o papel predominante é de outros, como da Polícia Marítima em alguns casos, da Força Aérea, da Polícia Judiciária, ou do SEF em outros casos/ situações/ operações. 
Operações, portanto, cuja responsabilidade principal não incumbe à Marinha, que faculta meios oceânicos e colabora. E isto parece-me adequado.

Do que me apercebo e particularmente nos últimos anos, os estatutos dos militares das FA têm andado em bolandas. Procurei aprofundar alguma coisa mas, para quem não é jurista nem versado nesta matérias e particularmente em questões de carreiras e quadros sejam militares ou de outras profissões, a investigação não é fácil.

Até porque não é preciso ser jurista nem especialista destas matérias de recursos humanos para ficar com a noção clara de que mexer em quadros e carreiras tem que ser com pinças.

Uma coisa tenho como certa, houve muita contestação por parte de militares e de associações de militares ao estatuto gizado pela equipa do ex-ministro Aguiar hífen Branco. 
Creio que vários dos protestos terão alguma razão de ser. 
Parece-me que a questão dos estatutos dos militares continua em bolandas.
De entre os protestos que julgo encontrei por parte do PCP à questão estatutos, um prendia-se com a questão - isenção política - a que os militares estão obrigados. Defendem uma isenção partidária.
Bem, não tenho a menor dúvida que militares e militarizados não podem ter filiação partidária enquanto estiverem no activo, enquanto não passarem à reserva/ reforma. 
É para mim evidente que  isso não impede que cada militar e cada  militarizado (que não deixam de ser cidadãos) tenham as suas opiniões, os seus entendimentos sobre a sociedade e a envolvente, até porque votam como qualquer outro dos seus concidadãos no quadro das leis em vigor.
Mas enfim, tema a seguir com atenção. 
Um dos imensos temas a que a comunicação social nada dedica tempo de investigação, séria, isenta, profunda. E por isso muita falácia, muita demagogia, muitos aproveitamentos por certas pessoas.
É o que temos, mas poucos merecemos.
António Cabral

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A JAPONESA
Não, não é sobre uma senhora que venho perorar, é sobre a amêijoa japonesa ou japónica.
Um artigo longo no Expresso, que apesar de longo não menciona certas realidades, chama à atenção para a uma das maiores pouca vergonhas que se passa nas barbas de Lisboa.
Que se passa, há anos, nas barbas do poder central, GNR, PSP, Autoridade Marítima/ Polícia Marítima, SEF, Câmaras Municipais do arco Sul da bacia do Tejo, ministério do ambiente, ministério da justiça, ASAE, toda a comunicação social.
Nas barbas desta gentinha toda e quase nada é feito.
O Expresso fala em gangs, que controlam maioritariamente imigrantes que os jornalistas escreveram estar legais.
Parece que os senhores jornalistas assistiram a algumas pesagens, dizem no artigo que passa muito dinheiro de mãos para mãos!
Escreveram, também, que são identificadas empresas, legais, mas que a prática material é que é ilícita. 
Que existem estruturas organizadas e, naturalmente, além da amêijoa a negociata acaba por ir também para a droga e o tráfico de seres humanos. 
Parece que a "frota tailandeza" vai aumentando.  
Ainda, afirmações quanto ao facto de que tudo o que é apanhado só pode ser tratado em Espanha e, portanto, digo eu ou qualquer concidadão com dois dedos de testa, há bom negócio para os "nuestros hermanos" que, naturalmente, estão preocupadissimos com os problemas dentro de Portugal. E prontos para cooperação Ibérica, "tá" claro!
Uma das partes mais inacreditáveis do artigo é aquela em que os jornalistas afirmam que no alto da estrutura MP terá havido uma recomendação de especial atenção para o fenómeno. Rir ou chorar de raiva??
E é nisto que estamos.
Hordas de gente que nos entra por todo o lado certamente para ajudar o turismo e a recuperação económica, actividades várias certamente ilícitas, mas todas as autoridades entretidas com averiguações e despachos e recomendações enquanto, diariamente, quem atravessa a ponte Vasco da Gama, ou visita o Samouco, Barreiro, Alcochete, Montijo, Moita, Sarilhos, ou até do ar, vê dezenas e ás vezes centenas de seres dentro de água, dezenas de barcos a cair de podre, mas deve estar tudo bem.
Claro que o comum cidadão não pode deixar de considerar estranho por exemplo um belo BMW 535d preto conduzido por um "galifão", nas barbas das forças de segurança, como estranhas são imensas outras coisas que o comum dos mortais observa.
E não se sabe quem aluga os armazéns, ou as casinhas a cair de podre nos cascos velhos de Samouco, Alcochete e por aí fora, NÉ?
Mas deve estar tudo muito bem, senão António Costa, e os seus ministros e as autoridades judiciais e os órgãos de polícia criminal já tinha estancado esta pouca vergonha, que se arrasta há anos e aumenta todos os meses. Espera, eles não dão votos!
Ou será que não apertam com esta gente, para que não inundem as vilas em causa e desatem a assaltar, roubar, violentar?
Sempre é bom manter baixos índices de criminalidade local, NÉ?
AC

Ps: claro que este e muitos outros problemas do País estagnam, ou se resolvem, consoante os humores derivados do futebol. Lindo País.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

PAULATINO MAS, PARECE, SEGURO REGRESSO AO PREC
A pouco e pouco, com a benção tácita do Partido Socialista, e a pasmaceira dos outros partidos excepto BE e melancias, parece estar a caminhar-se para os tempos do PREC. Um pouco em tudo, mas então no que respeita a fardas, o esquema avança com rigor táctico. De há anos.
Depois de regressados aos quartéis, os militares foram cumprindo as suas obrigações.
Mas, verdade seja dita, ou melhor, o que penso corresponde à verdade, nos últimos 20/ 25 anos mais coisa menos coisa, os militares foram sendo olhados pelos poderes públicos como coisas a deitar fora. 
Além disso, muita "gentinha" sempre quis que se tornassem bem submissos. 
Felizmente que, nas Forças Armadas e apesar de constantes tiros nos pés, ainda vai havendo quem tenha bem a noção precisa do que é submissão e subordinação, e é por esta última palavra que se devem guiar os militares com coluna vertebral. 
Entretanto, ao longo do tempo, aos da GNR passaram também a chamar militares, tendo acabado aquela coisa certamente ofensiva de que eram forças de segurança, forças militarizadas. 
Aos da PSP, mantiveram apenas forças de segurança.
Os tempos foram evoluindo, sempre ao sabor da demagogia, do facilitismo, da incompetência, num quadro de total ausência de valores, de desconhecimento histórico, de desconhecimento de geopolítica, e fingindo não saberem que Portugal é um País pequenino, frágil, com escassos recursos, e com pouco cabimento para muitas forças todas apetrechadas com tudo e mais alguma coisa, e por aí fora.
Os resultados vão estando à vista, nas Forças Armadas, na GNR, na PSP, na Polícia Marítima, no SEF.
Recentemente, veio a público, mansamente, pela mãozinha do PCP, a necessidade de - resolução dos problemas relativos aos direitos dos dirigentes associativos e na criação dos delegados associativos com a consagração do respetivo quadro legal de créditos de horas», aprofundando desta forma os direitos de representação democrática dos profissionais da GNR e das suas associações socioprofissionais junto das unidades e subunidades, consagrando a figura do delegado associativo.......ter direito a «faltas justificadas, que contam, para todos os efeitos legais, como serviço efetivo, salvo quanto à remuneração», bem como o direito a «um crédito de quatro dias remunerados por mês para o exercício das suas funções»
Correias de transmissão,......perdão, Delegados!!!
AC