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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

 

São recentes, substituíram os "monos" anteriores à volta dos quais se amontoava sempre imenso lixo (caixas de papelão e caixas de esferovite, saco de lixo, caixas de madeira e de plástico, etc.) mas, como se mostra na fotografia (tem quase dois meses) com cidadãos exemplares (???) que por cá existem o resultado é sempre este.

O trabalhão que dá espalmar as caixas de cartão e meter no contentor . . . etc. . . . é muito melhor deixar ao ar livre, não é ?

Ou alertar a CM de que têm imenso material para deitar fora e esperar pela recolha de monos e etc.

Não há autarquia que se salve com os alarves que por aí proliferam.

Com a completa falta de civismo e falte de respeito pelo ambiente e pelos outros.

AC

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

HABITAÇÃO

A questão da habitação há muito que é assunto prioritário, muito discutido mas na verdade é mais gritado que seriamente ponderado nas suas diversas e diferentes vertentes.
O problema da habitação parece ser ainda mais grave nas 5 ou 6 maiores cidades do que no resto do país.

Falta de habitações, falta de habitação social, falta disto e de mais aquilo. Mas não faltam doutores sobre o assunto, desde Marianas a outros.

Eu não sou nenhum doutor nesta matéria nem aliás em praticamente nada que ultrapasse as minhas especializações muito centradas na carreira que tive.

Mas penso pela minha cabeça e conheço razoavelmente estes concelhos: Lisboa, Cascais, Santo Tirso, Covilhã, Guarda, Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Setúbal, Fundão, Portalegre, Cascais, Castro Marim, Vila Nova de Cerveira, Alcochete, Montijo, Golegã, Vila Nova de Gaia, Beja, Évora, Faro, São Miguel, Horta, Moncorvo, Viseu.

Nestes concelhos encontra-se de tudo um pouco.
Coisas concretas nos podem fazer eriçar os pêlos.

Por exemplo, para dois casos numa mesma situação submetidos a parecer/ autorização, verificar-se que um demorou poucos meses e outro nunca mais vê a luz do dia.

Por exemplo, os estranhos processos quando se trata de obter aprovações em aldeias históricas.

Por exemplo quando se verifica alterações a um dado PDM que por acaso veio dar jeito a alguém.

Um PDM (Plano Municipal Director) é indispensável no âmbito da regulação do território.

Um PDM existe para regular, para ordenar solos, para dar orientações a promotores imobiliários/ construção civil, sejam eles as próprias câmaras municipais para construção de habitação social e infra-estruturas para a comunidade, seja para empreendedores privados.

Mas será que no presente da nossa vida colectiva, não persistem burocracia a mais, procedimentos obsoletos, demoras incomportáveis nas decisões/ autorizações, etc ?

Para já não falar em algumas estranhas mudanças de solos rústicos a urbanos e nos PDM não actualizados.
Porque será que sucessivos governos nunca põem ordem nisto dos PDM?

Para lá de questões de mercado, de senhorios, de inquilinos, de rendas, a questão PDM não tem interferência alguma neste imbróglio nacional chamado - habitação?

António Cabral (AC)

terça-feira, 11 de novembro de 2025

12 OUT 2025,  AUTARQUIAS, . . . . . 

A PROPÓSITO, tenho reparado em alguns discursos pós eleições, declarações de alguns dos novos autarcas.

Refiro-me a presidentes de câmaras municipais.

E quero referir-me concretamente a alguns que sucederam a ciclo de três mandatos consecutivos, seja o vencedor da mesma cor política anterior ou não. Um caso em particular, nova gerência mas da cor anterior.

Gosto de frases como estas:

- o povo falou, e falou com esperança, coragem e com coração

- a minha vitória é do povo, povo que trabalha, que sonha e acredita num futuro melhor

- serei presidente de todos

- uma vitória só tem sentido quando colocada ao serviço de todos

- é isso que farei

- governar com humildade, com respeito e com a certeza de que o Bem Comum está sempre em primeiro lugar


Agora, e no caso concreto que conheço razoavelmente bem, vou vendo o que na realidade acontece. Sobretudo sabendo da pesadíssima carga herdada, cheia de imbróglios jurídicos, cheia de dívidas, cheia de problemas os mais diversos. Ver o que acontece e sobretudo ver se o anterior incumbente se mete onde já não tem nada a ver com isso.

António Cabral (AC)

segunda-feira, 21 de julho de 2025

E  ASSIM  PROSSEGUIMOS . . . .

Quem entra no
Centro de Saúde de Rio Tinto, em Gondomar, nota desde logo que o espaço está repleto de ventoinhas. São, nesta altura, a única forma de refrigeração do espaço. Naquela Unidade de Saúde Familiar, os aparelhos de ar condicionado deixaram de funcionar há um ano, no verão de 2024.

O problema é de tal forma significativo que o Centro de Saúde colocou, no início do mês, um aviso à porta a alertar que “há um ano que a Câmara Municipal de Gondomar tem conhecimento” deste problema, que persiste. Também era possível ler um outro aviso: “Pode ser necessário ponderar o encerramento da prestação de cuidados programados, na medida em que não estão asseguradas as mínimas condições de segurança”. Mas os avisos foram, entretanto, retirados depois de o caso ter sido notícia em vários órgãos de comunicação social.

O caso é do conhecimento público e da instituição que tutela o edifício do centro de saúde. O Observador falou com a
vereadora com o pelouro da saúde na Câmara Municipal de Gondomar, Cláudia Vieira, que confirma ter tido conhecimento da situação aquando da notificação enviada pela Unidade de Saúde Familiar. “Foi um problema que nos foi reportado há cerca de um ano. Na altura, a equipa técnica, que se deslocou, conseguiu mitigar o problema fazendo substituição de peças, ou seja, deixou o equipamento a funcionar razoavelmente, mas, efetivamente, não é um problema que se resolva com uma intervenção técnica” desta natureza, explica. Para resolver o problema será necessária a “remoção de todos os equipamentos e a instalação de um equipamento novo em todo o edifício”. Todavia, Cláudia Vieira salienta que “o equipamento está a funcionar, só não tem capacidade para fazer o frio necessário para arrefecer as salas devidamente”.

Mas o que está na génese do problema? De acordo com a vereadora da saúde, é uma “
situação que tem um histórico”. “Recebemos a transferência de competências há cerca de dois anos e recebemos edifícios com mais de 20 anos, como é o caso deste centro de saúde. Estes edifícios há muito não recebiam qualquer intervenção de requalificação. O ar condicionado que lá está tem, precisamente, a mesma idade do edifício”, esclarece.

A Câmara Municipal diz estar
empenhada em resolver o problema, mas explica que vai ser precisa uma “obra estrutural”, que pode levar algum tempo. Garante, contudo, estar em contacto permanente com a Unidade de Saúde Familiar. “Já tivemos uma reunião com os coordenadores, com a unidade de gestão e a direção do centro de saúde para explicar quais as diligências que estamos a adotar. Temos de obedecer ao processo de contratação pública”, acrescenta ao Observador.

Os utentes e funcionários são obrigados a lidar com o calor intenso, que agudiza com as cada vez mais frequentes sequências de dias muito quentes. Há relatos de indisposições entre os utentes devido às temperaturas elevadas dentro de portas. “No email que os coordenadores dirigem à Câmara Municipal reportaram que tiveram
pessoas que, na sala de espera, se sentiram mal e desconfortáveis com o excesso de calor”, adianta a vereadora. Por isso, sublinha que compreende a “insatisfação tanto dos profissionais de saúde como dos utentes” e que “se fosse um processo de resolução simples já estava resolvido há muito tempo”.

(lido por aí) (sublinhados da minha responsabilidade)

Conclusão, não é um processo simples, senão, já estava resolvido.
E adoro a frase - pode levar algum tempo!

Mais um excelente exemplo do poder local, do tal poder junto dos cidadãos, que resolve os problemas. Do poder local e do poder central, sempre a transferir . . . . . 

E que, naturalmente, nada tem a ver com planeamento, responsabilidade, falta de organização, e falta de dinheiro.

De certeza que festas, transportes de idosos para passeios e etc. isso não falha!


E assim prosseguimos.
Assim prossegue calmo e sereno, este lindo país da primeira linha da UE. Catita.

E por isso continuamos a exportar talentos, tantos que temos, que depois ficam cá poucos, e por isso tudo se vai passando como diariamente se constata, em todos os sectores da sociedade. 

Rio Tinto é só mais um exemplo dos milhares que bem nos elucidam sobre o estado de desenvolvimento do país e sobre o bem-estar dos portugueses.

Como diz a vereadora, isto tem um histórico.

E entre os históricos famosos (??), temos o exemplo do mole "o melhor de nós todos" que se pirou e andou anos a preparar o caminho para a sua internacional vidinha (internacional socialista, Davos, Bildeberg), temos um outro que também se pirou, o insuportável conhecido como o habilidoso virador de páginas, temos um outro que também se pirou (acho que continua MRPP, mas dizem ex-MRPP) e, infelizmente, temos um outro e que não O exportámos a tempo, antes de se tornar o insuportável comentador do reino.

ISTO tem um histórico, em que os históricos fingem nunca ter tido nada a ver com o estado a que conduziram este Estado.

António Cabral (AC)

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

GRUPO  ETÁRIO  SMAS

As câmaras municipais têm os serviços municipais de água e saneamento (SMAS) para tratar do fornecimento de água e das questões do saneamento (esgotos, aproveitamento de águas, etc.)

Há uns anos, eram as câmaras que tinham essas tarefas incorporadas nos seus organogramas e organização. Há uns anos individualizaram os SMAS e, geralmente, os presidentes das CM são também presidentes dos SMAS. Adivinhem a razão principal!

Vem isto a propósito dos funcionários do SMAS (e outros serviços) em muitas CM e, concretamente, o que quero referir é a idade da maioria desses trabalhadores.

Há dias, ao passear numa praceta na cidade do Montijo dei com um panorama que tinha o seu quê de peculiar e espectacular.

Tinha havido um grande rebentamento de conduta de água. Deparei com três camionetas médias da CM, um tractor que estava em vias de terminar de abrir enormes buracos para colocar à vista o local/ condutas danificadas, a área devidamente vedada, mais afastado jorrava para o ar um enorme esguicho de água propositadamente para tirar toda a pressão na zona afectada, muitas ferramentas e utensílios diversos espalhados no chão e 8 trabalhadores/ funcionários além do condutor do tractor.

Estive por ali a observar tudo, cerca de 20 minutos. Sou leigo a 100 % na matéria mas jurava que sabiam muito bem o que fazer. Quando por lá passei um pouco menos de uma hora depois estava tudo pronto, nem viaturas nem pessoal.

Isto tudo para dizer que me impressionou olhar para aqueles trabalhadores. Nenhum tinha aspecto de ter menos de 45/50 anos. Teriam ou não? Não perguntei, mas quer neste âmbito quer em outros serviços, gente com 25/ 35 anos quase não vejo.

Será que o que ali observei é excepção ao quadro geral no país? Hummm….

AC

sexta-feira, 22 de julho de 2022

COISAS  EXTRAORDINÁRIAS 

Reveladoras da fiscalização de uma câmara municipal relativamente a espaços junto de áreas públicas, reveladoras da "categoria" de certas pessoas/ proprietários.

Deixo um exemplo. Há sete anos esta coisa com aspecto de viatura estava no mesmo exato local, na mesma exacta posição. Mas via-se todo, a natureza ainda não o tinha começado a comer.

Parte da vegetação e do canavial não só comem parte da viatura como transbordam para a via pública.

AC

sexta-feira, 15 de abril de 2022

PODER  AUTÁRQUICO (Câmaras Municipais)
Já aqui o referi alguns vezes, sei um poucochinho (onde já ouvi isto?) de assuntos autárquicos. 
De conhecimento indirecto, por intermédio de familiares e amigos que aí vivem, Porto, Setúbal, Oeiras, Funchal, Vila Nova de Cerveira, Vila Nova de Gaia, Almada. 
Conhecimento directo, Alcochete, Lisboa, Montijo, Portalegre, Cascais, Idanha-a-Nova, Castelo Branco.

São poucas as semanas em que não é noticiada qualquer coisa menos boa sobre uma qualquer câmara municipal, ou embrulhadas de natureza diversa.

Nos últimos dias, foi noticiado que a anterior gestão PS na Câmara do Funchal terá deixado uma dívida oculta de 33 milhões de euros. Aguardemos.

No que se refere ao Porto, está aí a notícia de que o presidente da câmara municipal vai a breve trecho apresentar na assembleia municipal uma proposta para a câmara sair da associação de municípios que, como é sabido, é dirigida por uma ferrenha Costista

Do pouco que sei creio que assiste alguma razão a Rui Moreira. Mas, curiosamente, um pouco de todo o lado, incluindo câmaras não PS e designadamente a de Lisboa (será para o governo não lhe complicar mais a vida e não por discordar de Rui Moreira). Aguardemos.

Obras nos concelhos é uma das áreas sempre na ordem do dia. As rotundas são dos exemplos mais curiosos, de há décadas. Ainda assim, pessoalmente, creio que em muitos locais foram um benefício para a circulação automóvel e mesmo para transeuntes.

Mas há obras e obras. E há obras em que fica a sensação de que foram encomendadas sobretudo para dar dinheiro a ganhar, construtores, arquitectos, paisagistas etc.
Sempre me interroguei, porquê certas obras quando não se mexe uma palha no casco velho da cidade? Sei do que estou a falar, sei de casos concretos. Fico por aqui.
AC

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

A  PROPÓSITO  DE  VIANA  DO  CASTELO

Salvo melhor opinião, todas as cidades, vilas, aldeias, lugares, povoados, todos têm coisas feias e bonitas, lugares aprazíveis, casas e prédios de arquitectura marcante e outros de gosto mais que duvidoso e, estes sobretudo, sugestivo de mescambilhas camarárias no que respeita a autorizações e PDM. E "inside information". Nesta área temos até em Portugal um cromo especial, com obra feita nas Beiras!!! 

Vem isto a propósito de Viana do Castelo e do seu prédio Coutinho.
Gosto de visitar Viana do Castelo e, entre outras coisas, fruir da agradável pousada lá no alto, de onde se podem apreciar vistas sensacionais particularmente em determinadas condições meteorológicas e horas do dia. E de onde tenho feito quartel-general para incursões em redor.

As opiniões são todas de respeitar e, naturalmente, também nesta questão do prédio Coutinho, as questões legais não devem e não deviam ser desprezadas em favor de interesses que, as mais das vezes, aparentam duvidosos.

Ouvir falar o deplorável e arrogante ministro Matos Fernandes irrita mesmo os ouvidos mais duros mas, sobretudo, fere as pessoas decentes, pois tudo o que dali vem tresanda a muito mal cheiroso.

Se me perguntarem se gosto do dito prédio, sinceramente, sugere-me a palavra mamarracho! Mas isto é uma opinião de gosto pessoal, coisa tipo que não deve contar para decisão alguma.

Da última vez que estive em Viana do Castelo, procurei junto de uma autoridade local e homem da minha profissão saber de contornos sobre esta rocambolesca  telenovela. Creio ter percebido várias coisas mas, naturalmente, ele não me conseguia explicar todo o romance. 

Num blogue bem conhecido está tudo bem explicado, e a história tem gentalha conspícua metida até ao pescoço nesta vergonhosa telenovela. 
Uns ainda mais execráveis que outros. E a mistura entre uns que foram chefes e outros que foram subalternos, que depois passaram a ajudantes e/ ou ministros, ou selecionados para novos projectos, mostra bem a podridão deste polvo "sUcialista" que ao longo das décadas se apoderou do sistema político e jurídico a seu "bel-prazer" e para os interesses da camarilha.

Esta lamentável história iniciada algures nos 70 do século passado, é exemplar deste Portugal de poder autárquico "esquisito" que sempre andou em paralelo com o poder autarca decente. Uma das várias razões desta podridão crescente e pantanosa em que se transformou a sociedade portuguesa.

Um molho de brócolos, presidente de câmara curioso, socialista pois está claro, PDM, licenciamentos, aprovações e licenças necessárias emitidas e pagas, compras de apartamentos, surgimento de interesses vários porventura promíscuos, direitos de propriedade, decisão de expulsão de moradores, batalhas jurídicas e, finalmente, e sem surpresa senão apenas para incautos, lá caiu a definitiva aprovação jurídica de expulsão de moradores ainda residindo no prédio.

Em síntese, uma TEIA NOJENTA de camarilha, conhecida no Porto e não só, e com líderes bem referenciados e, CLARO, bem instalados na vida!!!! 
EXEMPLAR e ELUCIDATIVO quanto à gentalha que nos suga.
AC

quinta-feira, 26 de julho de 2018

TEJO.  APANHA ILEGAL de BIVALVES
Quem tem que olhar para a pouca vergonha que há anos se pratica à vista de todos, e que alastra com a maior descontração?
Naturalmente o governo, em primeiro lugar. 
E, no mínimo, entidades como, o ministério do ambiente, ASAE, GNR, Capitania do Porto de Lisboa, SEF, Polícia Marítima, Autoridade Marítima Nacional, câmaras municipais do arco ribeirinho Sul.
Designadamente o jornal Expresso fez há tempos uma longa reportagem sobre o assunto. Em jornais da região, na margem Sul do Tejo,  o tema é periodicamente abordado.
O que está em causa?
Questões de saúde pública, imigração ilegal, actividade comercial ilegal, criminalidade, exploração/ tráfico de pessoas, completo descontrolo de entradas de cidadãos estrangeiros.
Diz-se que a maior parte dos bivalves diariamente apanhados e pesados nas barbas de toda a gente que passa nas zonas ribeirinhas em causa vai directamente para Espanha. 
Já terá sido visto, por exemplo, um saco de rede encarnado cheio de bivalves ser pesado e poucos segundo depois uma nota de dez euros ser entregue ao desgraçado dentro do fato de mergulhador meio roto.
Porque não estancam isto?
Para não aumentar a criminalidade em, Alcochete, Barreiro, Montijo, Samouco, Rosário, Moita, Alhos Vedros, Seixal?
Não sabem onde eles moram/ dormem?
Desconhecem o que se passa nos "cascos velhos" de certas localidades do arco ribeirinho Sul?
Em que sociedade nos estamos a transformar?
Que poucas vergonhas das mais variadas espécies vamos engolindo?
AC

terça-feira, 24 de julho de 2018

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

BOMBEIROS.CASO SEIXAL.  E É SÓ ESTE? (1)
Um segundo post sobre o assunto resulta do aumento da minha curiosidade; fui bisbilhotar mais sobre o caso, e recordei também episódios relacionados com o tempo dos governadores civis, concretamente anos 1990 a 1992. Tudo transversal a todos os governos. 
A mentira, a ocultação de factos, as verbas que se passavam por baixo da mesa outras vezes por cima, o descontrolo financeiro, a irresponsabilidade, o nepotismo, as câmaras municipais, os autarcas, uma vergonha monumental que persiste se é que não tem aumentado. 
Mas uma grande parte dos meus concidadãos gosta destas coisas assim, do fingimento, do faz de conta. 
Depois, mais tarde, fingem espanto, que não sabiam, não imaginavam, "ai nunca me passou pela cabeça que fosse/ m assim "!. 
Vamos lá aos Bombeiros, mais umas achas para esta fogueira.
A Associação dos Bombeiros Voluntários do Seixal (ABVS) não têm vínculo formal à câmara municipal do Seixal (CMS). Creio aliás, que nenhum corpo de bombeiros voluntários tem vínculo formal com as Câmaras Municipais onde operam.
Pelo que leio, não há muito tempo terá sido concretizada uma transferência da CMS para a ABVS no valor de 700 000,00 €. Parece até que este tipo de transferências de verba teria tido uma periodicidade anual, com valores semelhantes.
Perante este dado, revelado por quem já foi vereador na CMSeixal surge a pergunta imediata: que controlo de gastos por parte da autarquia, ou tem sido só despejar €€€?
De outra perspectiva, a autarquia em causa não saberia do agravar sucessivo da situação da ABVS? Não saberia do litígio com trabalhadores?
E pelo País fora? 
No local onde moro, e só para dar um exemplo dos vários, aos dias de semana de manhã e à tarde, recordo o corrupio de ambulâncias conduzidas por pessoal bombeiro a levar pacientes e idosos para o centro de saúde (continuo a chamar assim) e para o centro de fisioterapia existente aqui na terra. 
Vou aguardar pela intervenção do truculento dos microfones e dos cães e, porventura, de mais
manifestações "interessantes e esclarecedoras" (!?!?) por parte do dinossauro reeleito, Jaime Marta Soares.
AC


terça-feira, 27 de janeiro de 2015


A pouca vergonha da desinformação
A pouca vergonha continua. Seja a que lado partidário se queira olhar. Seja nas questões europeias ou mundiais, seja nas nacionais.Por exemplo nas contratações de boys, no PSD, no PS, no CDS; os outros não estão no poder.Por exemplo, nas contas das câmaras municipais. Muitas com calotes astronómicos. Mas não param as festas, os almoços, as rotundas, os ajustes directos.Por exemplo, a CMLisboa, seja pelo edil messias seja pelo seu apontado sucessor, vangloria-se.Está a pagar mais que antigamente, aponta uma redução de 25 milhões.Mas ao povinho não lembra que entretanto recebeu 250 milhões, negócio que eu gostava de perceber bem. 
É como na fotografia. Ao primeiro olhar, "que bonito, tão pintadinho, que cores". Por baixo está a ferrugem antiga, que reaparecerá.
Atente-se portanto na informação que sobre estas matérias se estampa nos jornais. 
AC






segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Um indicador do nosso atraso?
Como este exemplo, em Lisboa, no casco velho, existem imensos. Em Lisboa, em outras cidades, em vilas, e em aldeias então nem se fala.
Não sou jurista, não sou senhorio, nem inquilino.
Quando ouço e leio os folhetos/ separatas e artigos sobre construção civil, recuperação de imóveis, etc,  recordo que esta conversa da treta decorre há décadas. Naturalmente que se devem acautelar interesses, direitos, de todas as partes.
Mas, então o interesse geral da sociedade, a manutenção de património?
Vim isto a propósito do estado calamitoso a que chegaram edifícios vários, por todo o País, mas também por verificar editais colocados por uma Câmara Municipal de uma vila, nas portas de casas velhas abandonadas. Editais que, creio, mostram que existe legislação suficiente para se actuar contra o desleixo e o abandono. Mas, claro, alguns edis não querem incomodar certos donos de imóveis, vá lá saber-se porquê. De certeza que não é só porque algumas pessoas, infelizmente, estão numa fase difícil e não podem abalançar-se a obras de recuperação. Mas, foi sempre assim?
AC