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sexta-feira, 10 de abril de 2026

ISTO É O PÃO NOSSO CADA DIA
Persistência dos buracos em muitas ruas e estradas municipais e nacionais tem obviamente um intuito louvável, ajudar os cidadãos a verificar quer o estado dos pneus quer sobretudo das suspensões do seus carros.

De louvar, não é de refilar! 

Bom dia tenham uma boa 6ª Feira
Saúde e boa sorte.
AC

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

REPUBLICANDO
(sublinhados da minha responsabilidade)

O Estado e o mundo rural

• Henrique Pereira dos Santos • 31 Dezembro 2019

Um destes dias, a propósito da gestão de uma propriedade, falavam-me no controlo de matos sem gradagem, sem mobilização do solo, só com corta mato. Naturalmente, perguntei as razões para não se usarem ovelhas, que fariam o mesmo serviço, estrumavam o solo, nas gastariam energias fósseis e talvez ainda dessem rendimento.

A primeira parte da resposta é um clássico: não há pessoal. Na verdade, o que esta resposta quer verdadeiramente dizer é que o rendimento da criação de ovelhas não é tão atractivo que permita pagar melhor, o que torna o trabalho de pastor menos competitivo face às alternativas
A segunda parte da resposta é a que me interessa para esta crónica: é muito fácil roubar gado miúdo, a probabilidade de tal acontecer é altíssima. Não foi a primeira vez em que me falaram de roubos no mundo rural.

São os produtores de pinhão que se queixam das quebras por causa das doenças, mas também dos roubos de pinha, são os produtores de cortiça que vêem as pilhas diminuir, são os empreiteiros florestais que não podem deixar as máquinas no monte sem ficarem sem gasóleo, são os produtores de regadio que vêem ser roubados os metais dos sistemas de rega, são os produtores de cereja a começar a vedar e fiscalizar as áreas de produção, são os produtores de azeitona a queixar-se de um dia acordarem sem a azeitona no olival, são as castanhas que se evaporam, a juntar aos já citados roubos de gado e muitos outros.

No outro dia, à procura de uma estrada, passo pelo posto da GNR de uma grande aldeia, e resolvo pedir indicações. O posto estava fechado, bati à porta, apareceu um agente a quem pedi indicações debalde: “não sou de cá, amigo, não faço ideia de onde será essa estrada, com a falta de pessoal, aos fins-de-semana mandam para aqui pessoal de fora só para o posto não estar fechado, de maneira que eu não conheço esta zona”.

Bem me explicava outro proprietário que às duas da manhã tinha visto umas luzes no outro lado da albufeira, e tinha ligado para a GNR, mas com a falta de pessoal, só conseguiram ir ver o que se passava três horas depois, inutilmente, claro.

E, no entanto, este é o Estado que passa a vida a falar na valorização do interior – Portugal deve ser o único país do mundo em que o interior começa a uns vinte quilómetros da costa – tem até umas secretarias de Estado catitas espalhadas por aqui e ali, fala dos milhões que os contribuintes europeus despejam nessas tais regiões da convergência territorial.

O problema é grande parte do dinheiro chegar através de autarquias que pagam festas de Verão, piscinas, auditórios vazios, empresas inviáveis, pensando que estão a resolver os problemas do interior.

É o mesmo Estado que tinha uma missão para a valorização do interior – depois passou a secretaria de estado, vai agora num ministério da coesão territorial – que apresentou umas dezenas largas de medidas para valorizar o interior e de que cito apenas uma: “Projeto de difusão de espetáculos produzidos e coproduzidos pelo Teatro D. Maria II visando alcançar territórios onde a oferta teatral é ocasional ou irregular”.

A sensação com que fico é a de que todos estes milhões, organismos, estudos, planos e afins, são como um fogo-de-artifício com que se tapa o essencial: na sua missão básica de garantir a segurança de pessoas e bens, o Estado tem recuado muito para lá do aceitável, deixando ao abandono as pessoas que continuam empenhadas em criar riqueza nas suas regiões.

E, para juntar insulto à injúria, o Estado usa os escassos recursos da GNR para perseguir os malandros que não cumprem as leis iníquas e absurdas de defesa da floresta contra incêndios, em vez de se empenhar em, primeiro, assegurar a segurança de pessoas e bens, depois, estar lá quando as pessoas precisam para as conhecer, apoiar e ajudar nas vidas difíceis que levam.

Se o Estado se preocupasse mais com as pessoas, e menos em garantir o gigantismo de autarquias, que muitas vezes são o principal agente social e económico de cada concelho, absorvendo grande parte dos recursos em actividades muito pouco eficientes, cumpriria bem melhor a sua missão.

O mundo rural agradeceria, de bom grado, melhor e maior segurança para as suas actividades quotidianas, pagamento da gestão de serviços de ecossistema e racionalidade na gestão do fogo. Estou convencido de que facilmente abdicaria dos milhões gastos em ideias geniais e nas acções e projectos simbólicos que visam assinalar o amor acrisolado do Estado pelo mundo rural, para ter um módico de decência no relacionamento do Estado com os agentes económicos e sociais do mundo rural.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

ISTO  TAMBÉM  É  PORTUGAL

Isto é no pontão em Alcochete. Que eu saiba, da responsabilidade da Administração do Porto de Lisboa (APDL).

Está assim há mais de 3 anos (pinturas, corrosão) e há mais de um ano quanto ao que se vê no video.

Quando das obras na marginal D. Manuel, há mais de 10 anos, em que foi ganho ao rio uma relevante área, o pontão foi então beneficiado, candeeiros novos etc.

Mas em Portugal é assim, em vez de, com uma periodicidade (sei lá, semestral, anual) definida, as infraestruturas serem verificadas/ inspecionadas e mantidas em bom estado, passam anos a degradar-se e um dia, empreitada geral.

Desleixo, incúria, irresponsabilidade, e muito mais adjectivação é possível invocar. Como sociedade estamos assim e não mudamos.

AC

sexta-feira, 22 de julho de 2022

COISAS  EXTRAORDINÁRIAS 

Reveladoras da fiscalização de uma câmara municipal relativamente a espaços junto de áreas públicas, reveladoras da "categoria" de certas pessoas/ proprietários.

Deixo um exemplo. Há sete anos esta coisa com aspecto de viatura estava no mesmo exato local, na mesma exacta posição. Mas via-se todo, a natureza ainda não o tinha começado a comer.

Parte da vegetação e do canavial não só comem parte da viatura como transbordam para a via pública.

AC

quinta-feira, 28 de maio de 2020

CONCORDO EM ABSOLUTO
.........Quem tem a culpa? Quem por lá está e que nomeia para assessorar a Cultura Municipal gente que nem da cultura das couves-galegas percebe.
Não se queixem do poder central porque pior que o poder central, em muitos, muitos casos, infelizmente, é o poder local.........(lido por aí)
AC

terça-feira, 26 de maio de 2020

O COSTUME, CRISES, INCÊNDIOS e os PANTOMINEIROS
Estamos como de costume, aproxima-se a época se é que não está já aí, e bramam os que formalmente mandam com doses enormes de propaganda, como bramam os que queriam mandar, como bramam os demagogos e vários imbecis.
Estou a referir-me aos incêndios e assuntos e danos colaterais.
Há poucos dias ouvi no rádio do carro o barbudo do ambiente a falar sobre os incêndios, a referir drones para aqui e para ali, muitos milhares de homens envolvidos para a campanha que se aproxima, deste GNR a sapadores florestais e etc.
Interroguei-me porque falava ele dos incêndios, que é uma coisa que julgo é da capelinha do Eduardo. 
Mas deve haver aqui questão de organização governamental.
Mas, como outros, interrogo-me se este ano as coisas vão ser diferentes do costume.
Estou convencido que não vão ser muito diferentes, infelizmente.
Aviões, contratos que sim e que não, outros meios aéreos que sim mas ainda não, coordenação sim senhor, presidentes de câmaras municipais, proteção civil, enfim, um mundo complexo comandado por general, com uma tutela confrangedora onde se poderá salvar quem passou da estrutura proteção civil para secretária de estado com competência sobre a estrutura do general.
Temo o pior, temo o costume. 
Em princípio, se Deus quiser, e apesar das habituais incúria e incompetência, com poucos ou nenhuns óbitos.
AC

quinta-feira, 30 de maio de 2019

sábado, 6 de abril de 2019

É o QUE TEMOS, É COMO ESTAMOS
Do Expresso online - Mau tempo faz vítimas. Três acidentes na A4/Vila Real com seis feridos e nove viaturas envolvidas.
A culpa é do mau tempo !!!!?????!!!!!!
Adequação da velocidade ás condições meteorológicas e, em consequência, ás condições do piso, e ao tráfego na altura, isso.....NÃO INTERESSA NADA.
São estes os jornalistas que temos.
Este é o rigor sempre colocado nas questões.
É o que temos, é como estamos, é como vamos continuar a estar.
Marcelo ainda não comentou os desastres nas estradas !.
AC

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Os incêndios, e sempre Portugal no seu "melhor".
Todos os anos. Sempre a mesma coisa.
Timidamente, lá começam a dizer que, pelo menos 1/3 dos incêndios, tem origem criminosa, deflagram de madrugada. QUE NOVIDADE! Mas só um terço?
Aqui há umas semanas, um senhor da proteção civil veio dizer que......   ah....e tal.....até está menos área ardida. Quase pareceu encomenda de governo, como se grande parte dos acontecimentos fosse culpa directa dos governos, de todos. Não me parece que seja.
O que é culpa de governos e das sucessivas AR é não legislarem com dureza, sem garantismos parvos, e que possibilitem eficácia nesta área, onde os criminosos se passeiam impunemente.
Não podiam todos os anos, por exemplo, noticiar abundantemente quem foi apanhado, que penas tiveram?
Ah.....e....coiso....e ......tal......a GNR já fez vários avisos........e já passou contra-ordenações.
A realidade, é que desde os negócios dos KAMOV.......deixa lá ver quem aqui há uns anos esteve envolvido na coisa? Ah, já me lembro,.....pois claro,.......adiante.
Ora, e a cena do SIRESP? Ah,.....também .....pois claro,.......já estou recordado.
Bom, incêndios têm ignições naturais, ás vezes, mas têm muita mão criminosa, na maioria das vezes.
Provas?
Claro que é difícil, desde os deficientes da corneta, pirómanos, etc, é complicado saber, comprovar.
Mas nos meios pequenos, que é onde a maioria das coisas acontece, conhecem-se quase todos, há historial, e se é complicado ter um agente em cada esquina, mesmo assim talvez se pudesse fazer melhor.
E quanto ás limpezas de terrenos, em vez de avisos politicamente correctos, deviam há anos aplicar multas fortes ( mas a legislação frouxa, politicamente correcta e etc) a quem não trata das suas responsabilidades. Terrenos chamados do Estado inclusive.
O combate aos incêndios tem um pesado encargo agregado. Que todos pagamos, enquanto uns quantos aproveitam para ganhar imenso com o negócio. Negócio muito escuro. Já viram as revistas que se publicam na área deste negócio? Aqui há uns anos, exactamente em Carnaxide, folheei uma, e fiquei estarrecido. Muito elucidativo.
E os contratos com os meios aéreos, melhor, com as queridas empresas desses meios aéreos?
Um inesgotável tema.
Há desleixo de todos os lados, há impunidades, há negociatas, há crimes, há voyeirismo com as chamas, há imbecilidades por todo o lado, mas logo o novo messias vai ser informado do estado da coisa.
Ás 1800 horas, á porta fechada, e depois bota discursata. Tudo como sempre.
A fotografia abaixo mostra o resultado de um incêndio de há dois anos atrás. Que toda a gente soube quem foi que o iniciou. Mas claro que o resultado foi só área ardida e susto para muitos aldeãos.
AC



terça-feira, 17 de junho de 2014

A época incendiária.
Tempos atrás coloquei um post sobre o que aí viria no fim da Primavera, Verão e início de Outono. Não me enganei. Pelo que me vieram dizer há pouco, parece que comparativamente com o mesmo período do ano transacto já estamos à frente. Que rico progresso!!!!!!
Mais incêndios e ainda agora isto começou. Não é para admirar.
Aviõezinhos incendiários, os muitos ininputáveis do costume, os pirómanos por vocação e os que são pagos para isso, os revoltados contra o governo, os revoltados com as oposições, os revoltados com os tribunais todos, os revoltados porque sim, ah......e os revoltados com a selecção nacional (??) de futebol, todos vão dar uma ajudinha para a época incendiária ser este ano memorável. Não cresce o PIB, não cresce a economia, mas alguma coisa terá de crescer!
Naturalmente, os Kamov alugados, e mais as outras aeronaves alugadas ou pedidas lá fora, as conversas do costume no âmbito das corporações de bombeiros, as imagens nas TV, as bombásticas de governantes e outros responsáveis (....!...), tudo junto dará um belo cocktail, e as habituais manápulas nos bolsos de todos nós. Sim, porque, contrariamente ao que imaginam muitos dos meus concidadãos, as despesas não são suportados senão pelos mesmos do costume. NÓS.
E, como de costume, grande parte do incêndio nacional será devido a causas naturais, porque as estruturas estavam no lugar e tempo certos, estava tudo preparado. Foi só azar!!!!! A não limpeza de campos e terrenos, incluindo muitos de autarquias e instituições várias, etc, etc, nah...., isso não é nada.
O costume!!!!
AC
PS: a depois da volta de quinze dias pelo interior acima do Tejo, garanto que há muito para queimar.