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quinta-feira, 30 de maio de 2019

terça-feira, 15 de agosto de 2017

INCÊNDIOS
Com a vaga de "fogo posto" e subsequentes incêndios (não me lixem com o - prove que é fogo posto) recordo em baixo um comentário que fiz há tempos num blogue que aprecio, o DO, a propósito da vaga de incêndios no centro da parte continental do País, e da palhaçada surgida à volta de TANCOS. Entretanto tudo arde e, diz ele - "havemos de apurar tudo" - enquanto os meus amigos em Alpedrinha andam alvoroçados.

AC

«Passo-lhe pro bono uma informação que me chegou de fonte fidedigna, um muito alto político, como se usa agora dizer. 

No caso dos incêndios, chegaram à conclusão, inequívoca, de que o raio nº 13 se dirigiu atrevidamente à floresta nº 69 e rachou de alto a baixo a árvore nº 17.
Já no caso de Tancos, ainda não conseguiram identificar com rigor absoluto o raio fura-redes, pois não se conhecem antecedentes e jurisprudência que ajude. 

Parece, no entanto, que o raio pode ter sido um primo do nº13, mas mais meigo, e provavelmente enfiou-se no buraco /malha que as redes de galinheiro têm. 
A questão do buraco é, aliás, relevante, pois sendo a rede alcançável da estrada, ainda nenhum jornalista o fotografou. 
Ou se fotografou, está-se apenas à espera de confirmar se foi um raio primo do nº 13, ou outro.»

sábado, 5 de agosto de 2017

QUEM LIMPA?  QUANTO CUSTA?  CAPACIDADE?

Mais um ano que está a ser trágico. 
Dizem-me - ah, o Sul de Espanha França e Itália estão com problemas idênticos. Pois!!!
Não sou especialista, não sou bombeiro, não integro a estrutura da ANPC, menos ainda as estruturas partidárias, ou ONG's dedicadas à agriculta florestas agro-pecuária e afins.
Não sou de "achismos", mas muita coisa me faz espécie, e há muito anos. 
Procuro pensar, mas uma coisa tenho a certeza, este é um dos maiores problemas da sociedade portuguesa e sendo-o, e arrastando-se há décadas, acho muito estranho que não o ataquem a sério.
Ou se calhar não é nada estranho.
O que conheço neste âmbito?
Muito bem a Beira-Baixa, razoavelmente a Beira-Alta, o Minho, o Alentejo, algumas regiões dos Douros's, o Algarve, o Ribatejo. 
Isto para dizer que tenho uma noção exacta e muito concreta das enormes diferenças de regime de propriedade no Portugal Continental. 
Acrescento que tenho uma noção muito exacta das transformações graduais e, na minha perspectiva trágicas, no plano sócio-económico e inerente despovoamento do território. Noção muito concreta desde 1969.

Andam por aí uns farsantes sem nenhuma vergonha na cara que se vangloriam de apagarem mais de 80% dos incêndios em menos de hora e meia. Dizem por aí que 1% garante 90% dos grandes problemas, mas eles andam e continuam ufanos e contentes.
Dizem-me que em Mação foi há algum tempo colocada no terreno uma logística piloto aparentemente com resultados positivos. Mas este ano Mação ardeu violentamente, outra vez.
Ouço dizer aos governantes que as ajudas estão já no terreno. Ouço autarcas das zonas afectadas a dizer que não é bem assim.
A legislação  determina limpezas de matas e florestas, 50 mts à volta de casas, 10 mts à volta de estradas. Vê-se por todo o País que nada disto ocorre. 
À boa maneira da demagogia da patética actriz, devem faltar fiscais!!!!

As fotografias supra são de Julho passado, mostrando uma pequeníssima parte daquilo que em 1969 era uma pujante quinta, bem explorada, dando lucro, muita fruta, vinho, aguardente, etc.
Dizia-me em 2007 a velhota vizinha na aldeia - "o avô da sua senhora não era dos piores patrões". Senti um ligeiro arrepio na espinha. Sim, sei bem que as condições laborais eram más.
A realidade da vida ditou a herança desta e outras por vários, o abandono, o desaparecimento de quem lá trabalhava por morte e mudança de ares. Mas a terra está lá, agora com um a tentar diminuir o matagal, que não vos mostro.
Os pomposos, como Costa, Capoulas, Cristas, palram muito, mas não me encantam.

Neste âmbito existem múltiplos factores e problemas conhecidos mesmo para um leigo em agricultura, agro-pecuária, floresta.
Regime de propriedade muito variado, a questão das espécies arbóreas (pinheiro, eucalipto, carvalho, castanheiro, sobreiro, cerejeira, azinheiro, etc), o tema cadastral das propriedades, a prevenção que devia ser executada do fim do Outono ao início da Primavera, a reforma da floresta, a gestão da paisagem, a actividade de produção florestal e inerente rentabilidade, biomassa e necessárias centrais de tratamento, gestão de matos, indústria da celulose/ do papel, logística de combate aos incêndios, etc.
Também não é preciso ser licenciado para perceber que combater um incêndio numa cidade não é o mesmo que no campo e é certamente diferente nos processos nos meios nas técnicas e na formação. 
E sobretudo, deve haver ou não continuação de respeito pela propriedade privada? E não urge estabelecer regras para o País em que se ponderem os minifúndios e etc, mas em que os beneficiários venham a suportar os custos dos benefícios que resultarem do ordenamento a definir?  

Porque arde tanto?
Não sei bem. Mas não sendo especialista, e usando a sabedoria popular inerente a qualquer cidadão simples, é fácil concluir que 99,99% dos incêndios não começam por causa de trovoadas secas, downbursts, reflexos de janelas.
Certamente que a esmagadora maioria dos incêndios é provocado por mão humana, fogo posto. Sim, uma pequena percentagem por maluquinhos mesmo, maluquinhos que acham piada ás chamas e  filhos da **** que são pagos para tal.
Ah, prove isso que está a dizer.
Bem, eu não posso nem me compete provar nada mas, de acordo com o que é noticiado há anos, cada ano prendem dezenas e dezenas de pessoas. O que lhes aconteceu? Molduras penais? Juízes a mandar para casa e a dar sempre outra oportunidade?

Eu não estou a insinuar nada mas vamos lá a ver:
> Como está a legislação? não é pornograficamente branda?
> É só garantias, e todos os anos derretemos milhões dos nossos impostos a engordar.........QUEM?
> E todos os anos a destruir património?
> Não se devia olhar para isto a sério?
> Das dezenas e dezenas pirómanos apanhados ao longo dos anos, nenhum foi com a boca na botija? O que lhes aconteceu? Não existe aí nada para ponderar, alterar?
> Será que não há também uns problemas à volta de terrenos de caça? Invejas? 
> E a venda da madeira queimada?
> Não se devia investigar a sério esta história dos negócios e contratos das aeronaves?
> Não se devia investigar quem está por trás dos fornecedores de material para combater incêndios incluindo tudo o necessário para equipar homens?
> Não seria de passar a pente fino, digamos desde há 30 anos, os concursos e toda a gentinha que se reclama de nunca estar a ferir o código deontológico profissional?
> Quem beneficia do quê?
> E que tal olhar para certas revistas ligadas ao sector?
> E a questão da Força Aérea?
> Tanta estrutura, tantos "boys" e "girls" na ANPC, tanta PJ, tanta proteção civil local, regional, nacional, tantos bombeiros e associações e ligas dos mesmos, tanto helicópterozinho pequenino a combater chamas, tanto SIRESP, tanto dinheiro a escorrer para tanto lado e NADA, continua-se a NADA SE FAZER?

"Ah, na AR estão a resolver agora, finalmente, o problema".
DESGRAÇADO PAÍS,  desgraçados de NÓS.

Eu sei que, infelizmente, entre muitas outras coisas faltam cabras para ajudar na limpeza de pastos.
Mas cheira-me que há  é  ****ões a mais.
Como dizia o outro - Portugal é um País demasiado pequeno para se roubar tanto.

António Cabral (AC)
VISÃO TRÁGICA de um PÔR do SOL 
Um entardecer trágico, visto da aldeia, quando dias atrás e Km afastados, se desenvolviam vários incêndios.  Fumarada ao longe a apanhar dezenas de Km e a dar este ar pavoroso ao fim de tarde.
Todos os incêndios certamente iniciados por causa de trovoadas secas e downbursts.
AC

segunda-feira, 17 de julho de 2017

CADA VEZ MAIS DESCONSOLADO COM A GNR
Como é sabido, cabe à GNR o patrulhamento de estradas e auto-estradas. O controlo de velocidade, as cargas de camiões, a verificação de documentação da viatura e dos condutores, etc.
Mas, como cidadão, ando cada vez mais desconsolado com a GNR e nem é bem por só aparecer quando se dá um acidente..
É porque cresce uma incapacidade total no que toca "ás trovoadas secas" que se deslocam por todo o País, rapidamente, e andam a atear incêndios altas horas da madrugada.
Não pode ser, inaceitável este continuar de fechar os olhos á circulação em excesso de velocidade das trovoadas secas. 
Movimentam-se como querem.
Ignições contínuas em zonas muito distantes umas das outras. 
No presente, Alijó e zona de Mangualde.
Isto é escandaloso!
Acresce, também, que ainda não colocaram material anti-reflexo em janelas por esse País fora, para que as ignições não resultem também dos raios de Sol a incidir em janelas.
Um cidadão preocupado, não pode deixar de ficar muito indignado com este desleixo e esta incúria.
Isto não pode continuar.
Felizmente, dizem-me, que entre quatro GINs há já quem esteja a matutar no assunto, e pondere comprar, por ajuste directo, várias redes anti-gambuzinos para dotar os comandos regionais da GNR com elas.
Parece que surgiu um estudo confirmando muitas semelhanças entre gambuzinos e trovoadas secas.
Segundo me indicou um político de muito alto nível, foi já assinada uma ordem/ circular de serviço (após o 5º GIN) para que em certos cruzamentos estejam pre-posicionadas essas redes, bem como aquelas lagartas de pregos para furar pneus, no sentido de ver se conseguem paralisar as viaturas daquela outra malandragem que circula em alta velocidade, saltando de ponto para ponto, e que anda a desligar equipamentos e a roubar antenas e, assim, a paralisar o SIRESP.
AC