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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

FORTE CANDIDATO
Forte candidato, mais uma vez, ao 1º prémio da "descarada ausência de vergonha na cara".
Andamos nisto há anos.
"o ministro da Administração Interna recordou as principais linhas do Programa de Diálogo Social e de Ação para a Valorização das Forças de Segurança, que consta do programa de Governo e que foi desencadeado em diálogo com as associações da PSP e da GNR.
Eduardo Cabrita elencou algumas medidas como a "programação plurianual de admissões nas forças de segurança que permita o seu rejuvenescimento e a recuperação de capacidade operacional", a instalação de um "regime de segurança e saúde no trabalho adequado às suas funções" e "começar já a trabalhar na nova lei de programação para depois de 2021"
.
Andam nisto há anos, a empurrar tudo com a barriga, e assim apresentarem as contas certas.
Quanto às Forças Armadas então é outro ou pior caso.
Uma cambada de malandros.
Anunciam sempre aquilo que deviam ter feito anos atrás e nunca fizeram.
Sempre a virar a página.
De intrujão-mor a intrujão ajudante, uns queridos.
AC

domingo, 10 de novembro de 2019

OCS, COISAS ENGRAÇADAS QUE SE LÊEM
Li que decorreu uma cerimónia pelo 10º aniversário da chamada unidade de controlo costeiro da GNR, presidida pelo ministro Eduardo Cabrita.
Desde há anos, concretamente desde Miguel Cadilhe, com a história da então Brigada Fiscal querer ter lanchas e quando começou esta história de ter duplicações de meios num País como o nosso carente de tudo mas recheado de incompetentes com completa ausência de prioridades e visão estratégica, que me delicio com os episódios das lanchas da GNR que supostamente fiscalizam as águas territoriais. 
Claro que o cidadão comum é capaz de engolir estas patranhas, engole de certeza
Claro que ao cidadão comum escapam detalhes importantes como por exemplo, que tipo/ características médias de mar temos na nossa costa continental, e se as tão famigeradas lanchas da GNR aguentam ir para o mar e afastar-se um pouco da costa mal comecem umas ondas de 1,5 a 3 metros.
Se calhar não conseguem
Para lá de nunca se saber com rigor a operacionalidade e/ ou inoperacionalidade das ditas lanchas. Basta no entanto ir ás zonas de Pedrouços e Belém ou ir a Setúbal, e observá-las amarradinhas, para logo começar a coçar a cabeça.

No meio do evento, o ministro enalteceu imensas coisas, como é usual nestes momentos, mesmo quando como acontece muitas vezes, mais valia estarem calados.
A par da verborreia ministerial, os impagáveis da associação da guarda vieram a público dizer que por causa da cerimónia em todo o País (esqueceram-se de dizer Continente em vez de País) não se efectuou qualquer operação pois as embarcações estavam afectas à cerimónia. Se calhar andaram perto da verdade, até porque, quantas delas navegam, de facto?
Além disso, os guardas trataram de dizer que numa altura em que falta tudo na GNR fazem-se festas para agradar ao ministro (esta por acaso é bem metida!).
Claro que o também impagável comando da GNR veio logo pressuroso dizer que tudo foi feito sem qualquer prejuízo da actividade operacional. Pois!
Bom, o que vale é que o ridículo não mata, senão ia-se a associação e ia-se o comando.
E cá vamos nós, cantando e rindo, com festas para agradar aos ministros, festas que na verdade são é sempre promovidas pelos chefes, da GNR, das Forças Armadas, da PSP, além de cerimónias várias de outras instituições.
É um fartar de viaturas, tribunas, palanques, escoltas, seguranças,  para as elites e respectivos conjugues se sentarem a assistir aos eventos. Porque não tem sentido nenhum (e contrário à igualdade de género) nos dias de hoje do policiamento das mentes e do politicamente correcto apenas assistirem a estas coisas as autoridades, as altas entidades. As mulheres e maridos das autoridades e das altas entidades têm que assistir (se forem só namoradas de anos não vão). 
Não encarece a coisa, além de que as tribunas ficam muito mais bonitas, e muito compostas! E há tantos beijinhos entre elas e eles!
Tudo com custos irrisórios, e nunca com desvios das actividades operacionais, seja lá de que organização for.

Dirão alguns - mas se não se celebrassem os dias da GNR, PSP, Marinha, Exército, Força Aérea, e outras instituições, a população desconheceria essas instituições, a ligação das populações a estas e outras instituições que já é tão frágil mais diminuiria.
Respeito essa eventual opinião.
Mas que tal as instituições terem uma constante política de informação activa junto das populações no Continente e nas regiões  Atlânticas?
Que tal abrir com muita frequência as unidades e os estados-maiores aos cidadãos e aos jornalistas, e não só uma vez por ano?
Seria melhor? Seria pior? Seria mais económico?
AC

sábado, 19 de janeiro de 2019

DESCENTRALIZAÇÃO e o sr CABRITA
Lê-se nos OCS que 41 câmaras municipais rejeitaram o que o governo quer.
Lê-se depois - O ministro da Administração Interna disse, esta sexta-feira, em Santarém, que há "pouquíssimos municípios a rejeitar competências", no âmbito da descentralização, e que essa posição "não tem nenhum drama, dado que o processo é gradual" e decorre até 2021.
Temos portanto mais uma bota e uma perdigota.
Mas o povão aprecia.
AC

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

BOMBEIROS.CASO SEIXAL.  E É SÓ ESTE? (1)
Um segundo post sobre o assunto resulta do aumento da minha curiosidade; fui bisbilhotar mais sobre o caso, e recordei também episódios relacionados com o tempo dos governadores civis, concretamente anos 1990 a 1992. Tudo transversal a todos os governos. 
A mentira, a ocultação de factos, as verbas que se passavam por baixo da mesa outras vezes por cima, o descontrolo financeiro, a irresponsabilidade, o nepotismo, as câmaras municipais, os autarcas, uma vergonha monumental que persiste se é que não tem aumentado. 
Mas uma grande parte dos meus concidadãos gosta destas coisas assim, do fingimento, do faz de conta. 
Depois, mais tarde, fingem espanto, que não sabiam, não imaginavam, "ai nunca me passou pela cabeça que fosse/ m assim "!. 
Vamos lá aos Bombeiros, mais umas achas para esta fogueira.
A Associação dos Bombeiros Voluntários do Seixal (ABVS) não têm vínculo formal à câmara municipal do Seixal (CMS). Creio aliás, que nenhum corpo de bombeiros voluntários tem vínculo formal com as Câmaras Municipais onde operam.
Pelo que leio, não há muito tempo terá sido concretizada uma transferência da CMS para a ABVS no valor de 700 000,00 €. Parece até que este tipo de transferências de verba teria tido uma periodicidade anual, com valores semelhantes.
Perante este dado, revelado por quem já foi vereador na CMSeixal surge a pergunta imediata: que controlo de gastos por parte da autarquia, ou tem sido só despejar €€€?
De outra perspectiva, a autarquia em causa não saberia do agravar sucessivo da situação da ABVS? Não saberia do litígio com trabalhadores?
E pelo País fora? 
No local onde moro, e só para dar um exemplo dos vários, aos dias de semana de manhã e à tarde, recordo o corrupio de ambulâncias conduzidas por pessoal bombeiro a levar pacientes e idosos para o centro de saúde (continuo a chamar assim) e para o centro de fisioterapia existente aqui na terra. 
Vou aguardar pela intervenção do truculento dos microfones e dos cães e, porventura, de mais
manifestações "interessantes e esclarecedoras" (!?!?) por parte do dinossauro reeleito, Jaime Marta Soares.
AC