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sexta-feira, 5 de junho de 2026

5  JUNHO  2011

Neste dia a agência de notação financeira Moody's colocou Portugal como lixo Baa2.

No meio de muita coisa bem feita em que infelizmente misturou discursos e tiradas que verdadeiramente caem na definição de bacoradas insuportáveis, e de aqui e ali ter ido estupidamente (opinião pessoal, naturalmente) além do que a Troika estabelecera, e ainda por cima deixando coisas importantes por fazer (i.e. juntou por exemplo freguesias mas deixou por fazer uma reforma de fundo subsistindo freguesias de várias cidades mais populosas que muitas das chamadas cidades) o governo liderado por Passos Coelho fez basicamente o que tinha de ser feito. 

Globalmente bem, mas com várias lamentáveis situações.

Se a memória não me falha no início de 2015 tínhamos cumprido.

Daí para cá até Costa e sequazes terão interiorizado que as contas certas tinham de ser um objectivo a cumprir.

Daí para cá é conhecido o que se passou, oito maravilhosos anos e umas semanas de extraordinária governação (???) com virar de páginas e cativações brutais com os resultados a virem depois, a que se seguiu uma  governação igualmente extraordinária (???), e que vigora.

Em termos de mercados e agências de notação financeira Portugal não tem já classificações horrorosas como teve durante anos. 

Mas a sério, mesmo a sério, a pergunta para 1 milhão de Euros é esta: estamos mesmo longe de voltar a ser considerados LIXO ? 

Que sustentabilidade ?

Bom dia, tenham uma boa 6ª Feira, bom início de fim de semana.
Saúde, o verdadeiro Euromilhões da vida.
Boa sorte, felicidades.

AC

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

RECORDANDO

SNS
  versus  PPP
Em 2019 foi publicado este artigo, onde sublinho algumas partes.

REPITO foi em 2019. 

António Costa governava (??) desde o início de 2016; repito, 2016, 2017, 2018, e metade de 2019. 

Devia estar a preparar-se para virar as páginas sobre as carreiras dos médicos, dos enfermeiros, dos restantes funcionários no âmbito do SNS. 

Só para recordar, a pandemia apenas começou em Março de 2020. Todos em casa salvo erro a partir de 20 de Março.
Quantas páginas virou, quantas?

AC

A cegueira ideológica que o SNS não cura
• Paulo Ferreira
• 23 Junho 2019

Os hospitais PPP são só quatro, pesam 5% no orçamento do sector, são os melhores nos cuidados prestados, são os mais baratos para o Estado mas são a causa do estado em que está o SNS. É isso?

Quem assistir ao debate sobre a Saúde em Portugal que se tem desenvolvido nos últimos meses fica com duas ideias centrais.

A primeira, factual e objecto de notícias quase diárias, é que o Serviço Nacional de Saúde passa por inquestionáveis dificuldades de funcionamento, de meios, de organização e de qualidade e quantidade na prestação dos serviços à população. Ainda esta quinta-feira, o jornal Público nos relatava mais um episódio desse caos, desta vez dando conta de próximos encerramentos rotativos das urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais da Grande Lisboa – Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Santa Maria, Hospital de São Francisco Xavier e Hospital Amadora-Sintra.

É rara a semana em que não há mais um caso de serviços a funcionar a meio gás, de problemas de atendimento, de equipas clínicas e de gestão que se demitem alegando não ter condições para trabalhar, de serviços oncológicos em ruptura.

A segunda ideia, que resulta do debate partidário sobre a Lei de Bases da Saúde, quer fazer crer a população menos informada que tudo isto se deve essencialmente à existência de Parcerias Público-Privadas na Saúde. Porque se só se discutem as PPP – basicamente se devem ou não ser proibidas na nova lei – num sector fundamental que passa por enormes dificuldades, então é porque não haverá nada de mais importante para discutir, certo? Nada de mais errado.

Vejamos então do que estamos a falar.

O SNS tem 100 unidades com o estatuto de hospitais (excluindo, portanto, todas as outras centenas de unidades como centros de saúde, unidades de cuidados primários ou continuados, etc.).

Desta centena de unidades, quantas PPP temos? Quatro. Quatro hospitais em regime de parceria com privados: Hospital de Braga, Hospital de Loures, Hospital de Cascais e Hospital de Vila Franca de Xira.

Estamos, então, a falar de 4% do total de hospitais do SNS. É nessas unidades que, segundo alguns partidos da esquerda, radica o grande problema da saúde prestada pelo Estado.

E em termos de despesa? O custo do Estado com estas unidades pelos serviços que eles prestam foi, em 2017, de cerca de 450 milhões de euros por ano. O orçamento global da Saúde no Orçamento do Estado rondou os 8.450 milhões de euros e a dívida dos hospitais públicos está próxima de 750 milhões de euros. Temos, então, um peso de 4,9% das PPP no total do orçamento do SNS em Portugal.

E toda a discussão sobre a Lei de Bases está centrada nestes 4%, num sector manifestamente em crise no país que, dizem, virou a página da austeridade há quase quatro anos e teve dinheiro para, por exemplo, abdicar de 350 milhões por ano de IVA dos restaurantes.

Acresce que nada, nas narrativas do Bloco de Esquerda e do PCP – mas sobretudo do primeiro – é sustentado pelos factos, essa coisa aborrecida que teima em contrariar a ideologia.

Não só as PPP têm um peso muito reduzido em todo o orçamento e estrutura do SNS como são comprovadamente as unidades mais eficientes e com mais qualidade na prestação de serviços.
Quem o diz é alguma consultora suspeita de querer beneficiar os grupos privados? Algum braço armado da ideologia liberal? Não, este é o resultado continuado das avaliações feitas pela Entidade Reguladora da Saúde, a unidade do Estado responsável pela supervisão do sector.

Entre outras notícias, podemos ficar apenas com esta: “Os melhores hospitais do país? São três PPP” (DN), e com esta: “Só três hospitais têm nota máxima no tratamento do AVC e são todos PPP” (Público).

Bom, está bem. Os hospitais PPP têm um peso insignificante no SNS e são, por regra, os que prestam o melhor serviço aos cidadãos que a eles recorrem. Mas, ainda assim, torturemos o modelo. Será que não consomem dinheiro a mais para os serviços que prestam? Os mesmos 450 milhões de euros, se fossem geridos directamente pelo Estado, não dariam mais resultados?

Responde o Tribunal de Contas numa auditoria realizada ao Hospital de Braga (que vai deixar de ser uma PPP a partir de Agosto) publicada no final de 2016:

“O novo Hospital de Braga em regime de PPP, que substituiu o antigo Hospital de São Marcos, em 2009, aumentou a oferta de cuidados de saúde à população: as consultas externas aumentaram cerca de 99% (entre 2009 e 2015) e a atividade do internamento e cirurgia de ambulatório mais do que duplicou face às previsões iniciais.

A gestão do Hospital de Braga tem sido eficiente na utilização dos recursos:

• O custo operacional por doente padrão foi, em 2015, de € 2.158, o mais baixo entre todos os hospitais do SNS.

• O financiamento atribuído pelo Estado ao Hospital de Braga, por doente padrão, foi em 2015 de € 2.084, o mais baixo entre os hospitais de gestão pública selecionados para comparação”.

Portanto, são muito poucos, pesam 5% no orçamento do sector, são os melhores nos cuidados prestados aos utentes, são os mais baratos para o Estado, mas ainda assim são a causa do estado em que está o SNS e são um problema que urge resolver. É isso?

Indo ao terreno, deve haver alguma coisa que nos escapa e que motiva a sanha contra as PPP da saúde.

Têm então a palavra os autarcas, que estão mais próximos das populações e até utilizam as unidades de que se fala. E o que dizem os autarcas?

Pegue-se no recente exemplo da PPP de Vila Franca de Xira, que não será renovada em 2021 por decisão do Governo. Cinco autarcas de municípios servidos pelo hospital – quatro do PS e um da CDU – saíram imediatamente em defesa do modelo afirmando que “a resposta que o hospital tem dado às populações é muito positiva e que os munícipes estão satisfeitos com os cuidados de saúde prestados” e recordando que a unidade tem vindo a ser “reconhecida por diversas entidades como um dos melhores do país”.

Mas esqueçam todas a evidências e todos os factos. As PPP na saúde são más porque o Bloco de Esquerda e o PCP não gostam delas. Porque são operadas pelo sector privado. E por isso querem proibi-las de vez.

Sim, porque é isso, e apenas isso, que está em causa. O facto de a Lei de Bases da Saúde continuar a permiti-las nada obriga algum governo a fazê-las. Serão sempre decisões pontuais, em função de cada caso concreto, das necessidades de cada região e da decisão dos governos.

Foi isso que aconteceu até agora. Quatro PPP. Em breve passarão a três e depois a duas.
Mas esta possibilidade não é aceite pela extrema esquerda. Porquê? Por motivos de pura ideologia, por radicalismo económico.

Pensavam que a preocupação essencial do BE e do PCP era ver de que forma se pode prestar às populações os melhores cuidados de saúde possíveis aos melhores custos para os contribuintes?
Desenganem-se. Nada disso os preocupa. Nem isso nem o caos no SNS. A cegueira ideológica contra tudo o que é privado é mais importante. E essa não tem cura nem no melhor hospital do SNS, que é provavelmente uma PPP.

sábado, 22 de março de 2025

E ESTA ?

Está decidido: O Presidente da República recusa uma solução governativa que não tenha garantias de ter programa de governo viabilizado no Parlamento. É a condição que coloca para dar posse a um novo Executivo. Uma exigência que coloca sobre o partido que formar Governo, mas que acabará também por ser sobre os outros partidos cujos votos contem para a capacidade de viabilizarem, ou não, esse programa de Governo. Por isso Marcelo quer que a questão da governabilidade seja um tema importante na campanha para as eleições legislativas. Ou seja: exige tanto à AD como ao PS que digam claramente o que farão, no caso de perderem as eleições, com a formação do Governo pela força vencedora.

Leio e regozijo-me!

Contrariamente a muitos dos meus concidadãos, nunca vi nada de errado no que António Costa fez na Assembleia da República quando perdeu as eleições para uma maioria relativa de Passos Coelho.
Não houve nada de atentado às normas Constitucionais.

Outra coisa é o que considero que António Costa é, e sempre foi: um vigarista político, habilidoso da treta, sempre à mesa do OE.

Repito, nada há de ilegal ou anticonstitucional que um dado partido que tenha ficado em 2º lugar depois dos resultados de umas eleições legislativas consiga uma maioria parlamentar. 
E o partido vencedor fique a chuchar no dedo, pois não arranja suporte parlamentar para formar governo e governar.

Isto dito, políticos decentes, com coluna vertebral, com honestidade intelectual e política, devem lutar para ganhar eleições legislativas.
Políticos decentes servem a comunidade, não se servem dos cargos para que são eleitos.
Políticos decentes devem, também, dizer antes do dia das eleições, o que farão face a eventuais resultados não completamente satisfatórios para os seus desejos e aspirações do respectivo partido.

Aplaudo por isso o Presidente, e espero que não se canse de o repetir para todos ouvirem bem.
E para os portugueses decidirem o que querem, que partidos querem, que eventuais coligações desejam se a isso se chegar.
AC

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

A REALIDADE
A realidade, as cativações, as fantasias, as vigarices.


"A cativação orçamental é a diferença entre o que está escrito no Orçamento e o que o Ministério das Finanças autoriza como despesa. 

O que se aprovou no Parlamento fica encoberto pelo manto diáfano da fantasia, e a realidade efectiva das coisas é o que o critério do défice determinar. 

Uma crise cativada é a diferença entre o que aconteceu na realidade efectiva das coisas, que deveria ser descrito e analisado para informar os eleitores do que é o seu campo de possibilidades efectivo, e o que se escolhe para dizer que aconteceu, cobrindo com o manto diáfano da fantasia o que não se quer reconhecer, para assim justificar as políticas que se apresentam aos eleitores para atrair o seu voto. 

É sempre demasiado tarde que se verifica que o que se apresentou como o virar de página das austeridades foi apenas o abrir a página das cativações".

(Joaquim Aguiar)

(sublinhados da minha responsabilidade)


Não saímos disto.

AC

sábado, 25 de janeiro de 2025

LENGA LENGA e REALIDADES
Respeito, SEMPRE, as opiniões de outrem. SEMPRE.
Depois pondero, concordo ou discordo.

Isto dito considero curioso, para dizer o mínimo, ao olhar para o nosso passado recente ver grandes loas a certas áreas das governações de António Costa (geringonça e pós geringonça). 

Como sempre em tudo na vida, nos um pouco mais de oito anos de António Costa houve obviamente coisas que correram bem e houve outras que correram mal. 
Deixo a outrem a contabilização, a verificação das proporções.

O que pessoalmente acho inarrável é louvar os excedentes orçamentais, é louvar as contas certas, é louvar o rigor orçamental prosseguido nesses anos e, depois, disfarçar o mais possível as consequências negativas disso tudo.

Claro que houve consequências negativas, MUITAS, e consequências positivas.

Positivas, lá fora começaram aparentemente a olhar para nós menos de lado. Formalmente, Portugal começou a ganhar credibilidade. 
Começou a custar ligeiramente menos ir reduzindo a dívida externa do país.
Diz-se em linguajar "economês" e "financês" que nesses oito anos e uns pózinhos houve uma gestão financeira prudente.

 Bom, mas as consequências não foram só positivas.

A gestão António Costa /Mário Centeno atirou para cima das famílias portuguesas mais impostos mas, sobretudo, cortes/ cativações em muitas áreas da nossa sociedade.

Os defensores da escola pública, do SNS, da justiça célere e eficaz, da habitação que estaria resolvida quando chegassem os 50 anos do 25 de Abril de 1974, assobiaram para o lado quanto às carreiras dos professores e restante pessoal nas escolas, quanto às carreiras de médicos enfermeiros e assistentes operacionais, quanto à reabilitação de esquadras escolas e hospitais e centros de saúde, etc.

Ainda esta noite me chamaram à atenção para a notícia que passou nas TV quanto à regressão assustadora nos cuidados continuados no período 2017-2023. NOTÁVEL.
A isto a eurodeputada Ana Catarina Mendes e outras criaturas da mesma laia nada dizem!

O rigor orçamental, a gestão dos dinheiros públicas, as contas certas, tudo isso é importante, mas deviam ter alocado dinheiro para a saúde, habitação, ensino, justiça e não excessivas cativações, e andar depois em anúncios constantes, demagógicos, repetidos, como António Costa foi fazendo com o maior despudor, e quase nada cumprido.

A tal gestão financeira prudente não resultou do esforço coletivo dos portugueses.  NÃO.

Ao colectivo dos portugueses foi imposta a degradação dos serviços públicos em geral.
Os problemas graves no SNS, na justiça, no ensino, na habitação não começaram em Março de 2024. NÃO, Não começaram nessa data!

O resultado dos sacrifícios significativos impostos capciosamente aos portugueses estão a ser crescentemente postos a nu, havendo a desonestidade política e intelectual dos do costume a dizerem que tudo começou em Março de 2024.

A partir do início de Abril de 2024 o que aconteceu foi o progressivo rebentar do "saco escondido" em todas as áreas, a que este governo se tem alegremente entregue adicionando burrice, incompetência e arrogância.

Em cima disto temos ainda as atitudes e vocalizações patéticas de um inarrável inquilino em Belém, que por exemplo liga esta parvamente designada por alguns de "Lei dos Solos" ao famoso PRR.
Um disparate dos mais estrondosos, mas nenhum jornalista e político lhe atira esse disparate à cara, forte e feio.

Aguardemos os próximos capítulos das lenga lengas e narrativas para as comparar com a vida real das famílias portuguesas.
AC

sábado, 28 de setembro de 2024

O  COSTUME
Estive a meditar um pouco sobre vários aspectos inerentes aos estabelecimentos de ensino, ao ensino.
A propósito de várias coisas, a propósito de ter netos na faculdade e um ainda em infantário.
A propósito de aulas, de falta de professores; há três anos, numa secundária na zona do Restelo, um deles esteve sem professor a matemática cerca de três meses.
A propósito da dificuldade de vaga em infantário.
A propósito de violência, também.
A este propósito, parece que terá havido a definição de uma dada comissão, ao tempo daquele extraordinário governo geringonça e ministro Brandão, mas . . . . . . .  isso mesmo, tipicamente o seu desempenho e profícuo trabalho e resultados e conclusões foi . . . . isso mesmo, o costume.
Enfim.

Tenham um bom Sábado. Saúde.
AC

domingo, 2 de junho de 2024

AS PERGUNTAS
Medidas do Governo “deixam dúvidas” e “receios”. “Com que médicos vão fazer isto?

Todas as perguntas são legítimas.
Mas além de legítima é obviamente mais do que pertinente.

Quando desde o início o SNS assenta em horas extraordinárias, quando tarefeiros são mais remunerados que os do SNS, quando nos privados as condições de trabalho e os incentivos e a qualidade são normalmente superiores, como é possível fazer milagres?

Quando durante mais de oito anos, António Costa com e sem geringonça nada fez para reformar o sistema de saúde nacional, sistema gangrenado pelos anteriores governos de todas  as cores, com estagnação de estatutos profissionais e salários, dos médicos, enfermeiros, e todo o restante pessoal que contribui para que se atendam /observem / operem /restabeleçam os cidadãos, o que é possível fazer agora?

O que é possível fazer agora quando se incutiu na sociedade portuguesa que somos ricos, os melhores dos melhores, com níveis de vida superior, e basicamente só com direitos e quase nenhuns deveres? E que o dinheiro cai do céu?

Creio que muito pouco, e depois das eleições Europeias cada vez estará mais infernizada a sociedade portuguesa.

Oxalá eu esteja redondamente enganado.
António Cabral (AC) 

sábado, 3 de fevereiro de 2024

A PROPÓSITO da IDEOLOGIA PURA 

…. PPP que estavam a funcionar, saíam marginalmente mais baratas ao Estado que a situação que resulta do seu fim, tinham indicadores melhores de desempenho que a situação actual, havia maior satisfação dos seus trabalhadores e havia maior satisfação dos utilizadores quando essas PPP estavam a funcionar…..

Não vou perder tempo a analisar a questão PPP.

Mas há, pelo menos, um dado concreto que conheço, inquestionável.

Depois de terminarem com a PPP do Hospital Novo em Vila Franca de Xira a desorganização aumentou. Houve médicos que encheram e se fartaram. 

Um, concretamente, saiu rapidamente.

Vão lá ver agora como aquilo anda.

AC

domingo, 21 de maio de 2023

REPRODUZO COMO RECEBI
(sublinhados da minha responsabilidade)

Tenham um bom Domingo. Saúde.
António Cabral


"TAP"
(A MINHA MÃE NÃO É UMA PUTA)
Vinte anos durou a minha ligação à TAP como comissário de bordo. Iniciei o curso em Janeiro de 1973 e estive quase todo o tempo em longo curso.

Nesse ano era administrador da companhia o Eng.º Vaz Pinto, um senhor de competência, educação e trato com os funcionários. Amiúde visitava as secções, inteirava-se dos problemas, ouvia sugestões e no fim do ano…repartia lucros.

Claro que no ano seguinte, instalada a bandalheira e o caos provocado por gentalha menor, corja oportunista, ao serviço de interesses que nada tinham a ver com a aviação, não surpreendeu que a administração fosse toda corrida e substituída por conselhos de revolução, sucessivas comissões de trabalhadores, e lacaios partidários de todas as cores e feitios.

E começou a desgraça da TAP.
Da célebre ponta aérea entre o continente e as colónias ultramarinas afim de fazer regressar milhares e milhares de portugueses e da qual poucos já se lembram, foi possível ver o inexcedível brio e dedicação à causa de todos os sectores da companhia unidos na humanitária operação
Fiz muitos voos de ida e volta em condições apenas possíveis graças à boa vontade e solidariedade do pessoal da TAP, tanto no continente como nas províncias ultramarinas.
Aqui também os governos acharam que não tinham de ressarcir a TAP pelos prejuízos. Afinal a companhia era deles.

A TAP nessa altura possuía 4 Boeing 747 que vinham cheios até às costuras e que as ditas comissões de trabalhadores, (na prática quem mandava) com grande visão estratégica resolveram vender aos paquistaneses
Nunca se soube os contornos do negócio e os porquês, mas passados todos estes anos e depois de observar como a TAP tem sido administrada não é difícil adivinhar o destino do dinheiro.

Entretanto um psicopata qualquer e o governo de então, resolveram acabar com os Boeing e adquirir Lockheed L-1011
Além da transformação de hangares, ferramentas, gruas, pessoal qualificado e especializado na marca Boeing, a Lockheed fabricante de aviões comerciais, tinha os dias contados porque só iria produzir aparelhos para uso militar. No curto prazo ficaríamos a chuchar no dedo com falta de peças. E assim foi.

E o voo da TAP rumo à desgraça continuava.

Depois da agitação do PREC, as administrações eram escolhidas pela cor do partido do poder
Podia ser um comandante….da Marinha, (por duas vezes) um tio de Cascais que foi fazer a festa de aniversário a Nova York e lá vai um avião cheio de convidados, um outro labrego ao qual descobriram milhares de contos em caixas de sapatos debaixo da cama, até à chegada da comitiva brasileira com grande experiência em falências.

Depois a hipotética venda a “idóneos” colombianos, a seguir americanos que compraram a TAP com dinheiro da TAP, mais a firma de autocarros que nada percebia do negócio e pelo meio a Swissair que acabou por falir, tudo fruto da grande visão estratégica dos governos e por fim a nacionalização

Tanto andaram, que só no estrangeiro conseguiram “achar” alguém que se sujeitasse a ser pau mandado no sentido de acatar ordens, seja do primeiro-ministro, do ministro, ou de qualquer lacaio de serviço. Saiu-lhes na rifa uma pouco disponível francesa, que para o efeito se prepara, e bem, para esfolar mais uns milhões aos nossos bolsos.

Na minha provecta idade lembro a CUF, Lisnave, Cimpor, PT, Petrogal, a ANA, o Borges e Irmão, o banco Totta & Açores e muitas joias da coroa que por maldição e má governação foram parar a mãos estrangeiras. E nós portugueses cada vez mais pobres.

A sina da TAP está traçada na palma das mãos daqueles que durante anos a delapidaram e continuam a roubar.

Para os trabalhadores da empresa, fiéis e dedicados, a TAP foi uma mãe que nos deu colo e mundo, alimentou-nos, a nós, aos nossos filhos e em muitos casos, netos. 
Deu-nos a conhecer destinos de sonho, tratou-nos sempre com carinho e quando dela mais necessitávamos não se fazia rogada. 
Estava lá, nos apoios sociais, no infantário, nas actividades desportivas, nos patrocínios, nas férias, enfim, na nossa vida.

Como disse a TAP é para os milhares de pessoas que nela trabalham e dela dependem como uma mãe e não, mas definitivamente não, a puta que os chulos do governo, de todos os governos, pretendem que ela seja.
Mas do alto dos meus setenta e cinco anos sempre soube e afirmei que até as putas merecem respeito.

Jorge Moita Fazenda (20.4.2023)

sábado, 15 de abril de 2023

PPP's, SNS, Hospitais, Ideologia
Basicamente por pura ideologia, PCPBE, PS, Geringonça, Temido, Costa, acabaram com vários contractos no que à gestão de alguns hospitais respeita. 
Um dos que foi cancelado foi o recentemente construído hospital de Vila Franca de Xira que há muito poucos anos substituiu o velhinho e inacreditável hospital que existia naquela terra.

Conheci o velho e conheço o novo. Conheci o novo desde que iniciou actividade, ao velho ia desde finais de 2011.
Dava lá consultas um amigo meu, no velho e no novo.

Vem isto a propósito de que sexta-feira 14 de Abril tive com esse meu médico amigo uma consulta de rotina no hospital CUF Tejo.
No final da consulta (felizmente está tudo bem) conversámos cerca de 5 minutos, conversa rápida por respeito para com doentes em espera.

Perguntei-lhe, e VFXira?
Resposta - saí logo, praticamente ao fim de seis meses com aquela gente, só falta andarem de braço esquerdo no ar, o ambiente degradou-se imenso, as condições de trabalho estão quase caóticas, e além de mim vários outros profissionais saíram também.

Mais uma página virada, GANDA COSTA!
AC

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

PODERÁ  INFORMAR ?
Poderá o intrujão-mor deste país informar a plebe ignara por que é que, apesar da Troika, no tempo do governo Passos coelho não houve tantas demissões nos hospitais como agora se verificam, como hoje mais 10 médicos no hospital de Santa Maria?
Tanta página virada e estamos nisto? 
Tanta performance do Centeno e estamos nisto? 
E o Leão? E a Marta? Precisam de ajuda e conselhos do George?
Gostava de ouvir as explicações! 
AC

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

27  OUTUBRO  2021

Hoje 4ª Feira, faleceu de doença prolongada a geringonça.

Mas, ao fim da tarde, na Assembleia da República foi anunciada uma inseminação artificial para renascer outra vez. Aguardemos.

AC

DUELOS
Em 1881, nos Estados Unidos da América, numa localidade chamada Tombstone, decorreu um duelo com revolveres e espingardas entre um conjunto de meliantes da altura e o homem local da lei e os seus irmãos e mais um amigo, em que estes venceram os meliantes, duelo que ficou consagrado na história daquele país como o duelo do "OK Corral". Sobre o qual se fizeram vários filmes.

É da tradição dos EUA o tiroteio, e na respectiva constituição está a famosa norma - ….the right of the people to keep and bear arms shall not be infringed (Amendment II).

Por cá, e por países na Europa, há muito que acabaram os duelos ao fim do dia, atrás de uma igreja ou à sombra de um muro de um qualquer castelo.
Os duelos na fase contemporânea são verbais e escritos e, como decorre das normas do sistema democrático, particularmente em sede parlamentar.

Mas no presente, nos media e nas ruas, nos bastidores, nos palácios e com emissores dos palácios, assiste-se ou pode amanhã vir a assitir-se de alguma forma a uma cena semelhante ao que aconteceu em Tombstone, isto é, um ou dois tiros através de uma janela atingindo alguém pelas costas.
Vamos aguardar por esta 4ª feira para ver se há algum tiro, algum milagre.
AC

domingo, 29 de agosto de 2021

TURBILHÃO

E eis mais um turbilhão de promessas, descaradas, de "garante que", de visões de futuro. Vergonhoso. E está a caminhar-se para o dramático. É como estamos.

AC

domingo, 22 de agosto de 2021

INJUSTIÇA  SUPREMA
Jerónimo de Sousa acusou o Governo de "entravar" medidas aprovadas no Orçamento para 2021, e de "fingir que faz", mas não faz em "quase tudo" o que "não podia empatar".

Isto é de uma desfaçatez, é uma tremenda injustiça para com António Costa. Já lá dizia o outro, em política não pode valer tudo. Caramba.
Jerónimo de Sousa não tem estado atento, não lê as entrevistas constantes de António Costa? Não vê como o país está muito melhor? Não contou o número de páginas viradas? 
Que despudor, TADINHO do António Costa!
AC

quarta-feira, 12 de maio de 2021

P O I S !!!!
Os padeiros não têm massa.
Os padres já não comem como abades.
Os relojoeiros andam com a barriga a dar horas.
Os talhantes estão feitos ao bife.
Os criadores de galinhas estão depenados.
Os pescadores andam a ver navios.
Os vendedores de carapau estão tesos.
Os vendedores de caranguejo vêem a vida a andar para trás.
Os desinfestadores estão piores que uma barata.
Os fabricantes de cerveja perderam o seu ar imperial.
Os cabeleireiros arrancam os cabelos.
Os futebolistas baixam a bolinha.
Os jardineiros engolem sapos.
Os cardiologistas estão num aperto.
Os coveiros vivem pela hora da morte.
Os sapateiros estão com a pedra no sapato.
As sapatarias não conseguem descalçar a bota.
Os sinaleiros estão de mãos a abanar.
Os golfistas não batem bem da bola.
Os fabricantes de fios estão de mãos atadas.
Os coxos já não vivem com uma perna às costas.
Os cavaleiros perdem as estribeiras.
Os pedreiros trepam pelas paredes.
Os alfaiates viram as casacas.
Os almocreves prendem o burro.
Os pianistas batem na mesma tecla.
Os pastores procuram o bode expiatório.
Os pintores carregam nas tintas.
Os agricultores confundem alhos com bugalhos.
Os lenhadores não dão galho.
Os domadores andam maus como as cobras.
As costureiras não acertam as agulhas.
Os barbeiros têm as barbas de molho.
Os aviadores caem das nuvens.
Os bebés choram sobre o leite derramado.
Os olivicultores andam com os azeites.
Os oftalmologistas fazem vista grossa.
Os veterinários protestam até que a vaca tussa.
As cozinheiras não têm papas na língua.
Os trefiladores vão aos arames.
Os sobrinhos andam "Ó tio, ó tio".
E os elefantes andam de trombas.

E em Belém ? Assobia-se para o ar !
E em S.Bento ? Para o ar se assobia !

E  ELE ?
Não é nada com ele, a culpa toda é de Passos Coelho, e quando não for devia ser, e mesmo passados 6 anos em que teve tempo para corrigir pelo menos algumas deficiências e problemas do tempo da Troika, soma asneiras e assobia para o ar! Grande líder !
AC

sábado, 19 de dezembro de 2020

A "TASK FORCE"

Por culpa própria na esmagadora maioria dos casos, Costa e ajudantes estão a sentir-se apertados, cada vez mais apertados. Costa parece um bombeiro a correr de fogo em fogo mas, como é fraco bombeiro, nem todos os fogos consegue apagar. 

Para quem anda atento, desde sempre que não é só com este governo e com estes pantomineiros, parece-me claro que de há certo tempo há por aí uns"spin doctors" a tentar desviar as atenções das broncas, a movimentar campanhas de intoxicação, a entreter o pagode. Têm para isso além do mais, uma quantidade de serventuários nos OCS.

A "task force" rosa lembrou-se agora de levantar o tema "Eça ao Panteão Nacional". Curiosamente, a picareta falante de Belém nada disse sobre isto, a menos que eu esteja distraído.

Ora levantar os restos mortais em Tormes, viajar até à capital e depois de pompa e circunstância depositar no Panteão Nacional, requer várias burocracias e, creio eu, prévia concordância e autorização da família.

Estes Abranhos de hoje, estes miseráveis Raposinhos do presente são capazes de se tornar encantadores de serpentes só para ver se nos distraímos durante algum tempo das imbecilidades, das incompetências, das pouca vergonhas que praticam.

Teremos de aguardar para ver o que acontecerá. Por mim, cada vez mais me apetece desancar esta canalha à bengalada à boa maneira de antigamente. É o que merece certa canalha que anuncia esta coisa com aquele brilho nos olhos e sorriso descarado.

AC

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

PARA GOVERNAR em PORTUGAL
Para governar em Portugal é preciso ganhar eleições legislativas, e para governar os Açores e a Madeira é necessário ganhar as eleições regionais.
Depois, é preciso ter apoio parlamentar, e que o programa de governo passe na Assembleia da República e nas Assembleias Regionais. Foi assim que Passos Coelho ganhou as eleições legislativas em 2015 mas não obteve apoio parlamentar e........caiu. 
E daí a pouco, o manhoso, mas com toda a legitimidade democrática e constitucional, conseguiu apoio de PCP e BE, mas teve de assinar um papelinho, pois a isso o PR Cavaco Silva o obrigou. Nasceu a geringonça. Já outro manhoso, não exigiu papelinho, e não houve nova geringonça. Resultados bem à vista.

Agora nos Açores o delfim do ditador César ganhou as legislativas regionais mas não conseguiu ter maioria parlamentar, pois só o BE lá está e fraco, e o PCP evaporou-se.
Pelas notícias sabe-se que o chamado representante da República indigitou o homem do PSD local para formar governo, uma vez que matematicamente parece ter apoio parlamentar. Se percebi bem as coisas, o PSD regional fez um papelinho com outros partidos tendo em vista a constituição de governo regional e, provavelmente, alguém desses partidos estará no governo regional. Por outro lado, não indo para o dito governo, o Chega Açoreano parece que dará apoio no parlamento regional.
De imediato, o manhoso apressou-se a falar à populaça com César ao lado e, como de costume, veio aldrabar. 

Posso estar enganado, mas o Chega regional não terá uma aliança de governo com o PSD a liderar. Se li bem as notícias, não irá para o governo. Há algum acordo quanto a certas matérias mais tarde a apreciar no parlamento regional? Talvez, não sei.

Posso estar enganado, mas do que percebi é assim, não vai para o governo. Logo, todos os que dizem, escrevem, falam, como Costa e apaniguados, em acordo de governo com o Chega regional mentem, como é habitual nessa gente. Presumo que o Chega regional não fará mossa no parlamento regional, o que não me parece que isso seja um acordo formal para governo. Mas admito estar enganado?

Isto dito, mas também aqui posso estar a ver mal as coisas, o PSD regional devia apenas ter conversado com o Chega regional e dito - olhe, nós temos grandes diferenças políticas mas admito que sobre alguns aspectos da vida e da sociedade aqui nos Açores temos algumas perspectivas com pontos semelhantes e, portanto, apesar das grandes diferenças, espero que no parlamento não bloqueie a nossa acção política. Ou preferia o PS a governar? Nada de papelinho escrito.

Depois, é sempre engraçado ver alguns socialistas e alguns ex-comunistas muito rosáceos a falar em fome de poder do PSD Regional. Estão esquecidos da fome de poder de Costa e do seu desejo de tratar da sua vidinha, para não ficar desempregado e ter só a quadratura do círculo??

Por fim, tenho as maiores dúvidas quanto à decisão do representante da República em indigitar já o PSD. 
Não devia, primeiro, ter chamado o PS, pois ganhou as eleições, mesmo sabendo-se das dificuldades inerentes a não ter maioria? 
Mas, mais uma vez, admito estar enganado.
Aguardemos.
AC

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

POLÍTIQUICE, mas é ORDINÁRIA
É o mínimo que posso dizer do que saiu da boca deste secretário-geral adjunto socialista, José Luís Carneiro.
Ele sabe perfeitamente que 99, 9999999 % dos portugueses não seguiram pela TV o discurso  de Rui Rio, longo, o qual concluiu lembrando as palavras do intrujão-mor, de que qualquer eventual acordo do PS com o PSD faria o governo cair logo a seguir e, portanto, disse Rui Rio, explicando as inúmeras razões de discordância do PSD sobre a proposta de orçamento,  juntando ás nossas discordâncias de fundo as palavras do líder socialista, então o voto coerente do PSD só pode ser contra a proposta de OE.

Com a certeza de que praticamente ninguém ouviu o discurso de Rio, vem agora esta libelinha dizer o seguinte, não sem antes verificar que o chefe o ouviria - o PSD "deixou cair" o princípio do "interesse nacional" numa altura em que se abateu "uma das maiores crises" sobre o mundo.

Interesse nacional? Tenha vergonha, Carneiro. Ficam é mais apertados com a atriz Catarina. Mas tudo se arranjará, como sabe, pois há muito teatro de baixíssima qualidade além de que o grande líder garante (garantem sempre qualquer coisa) que não se vai embora.
Pode ser que amanhã garanta o oposto, com ele nunca se sabe.
AC